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AC/DC - FOR THOSE ABOUT TO ROCK WE SALUTE YOU (1981)






For
Those Abou to Rock We Salute You é o oitavo álbum de estúdio da
banda australiana AC/DC. Seu lançamento oficial aconteceu em 23 de
novembro de 1981 através do selo Atlantic Records. As gravações
ocorreram entre os meses de maio e setembro daquele mesmo ano, em
Paris, na França. A produção ficou por conta do famoso Robert John
“Mutt” Lange.











Após
um longo período, o AC/DC volta ao Blog com um de seus mais
bem-sucedidos álbuns de estúdio, For Those About to Rock We Salute
You. O Blog vai tratar dos fatos que antecederam seu lançamento para
depois se ater às faixas do disco.





Em
25 de julho de 1980, o AC/DC lançava um dos mais emblemáticos
álbuns da história do Rock, o fantástico Back in Black.





O
disco conquistou a 1ª posição da principal parada britânica de
álbuns, com a correspondente 4ª colocação na correspondente
norte-americana. Além disso, permaneceu incríveis 131 semanas
consecutivas na Billboard!





Além
de contar com canções clássicas como a faixa-título, “Hells
Bells” e “You Shook Me All Night Long”, entre outras, o álbum
foi uma grande homenagem ao vocalista Bon Scott, falecido meses antes
de seu lançamento.





Não
bastasse apresentar seu novo vocalista, Brian Johnson, Back in
Black
abriu as portas não apenas dos Estados Unidos para o
AC/DC, mas de todo o planeta para a banda.







Brian Johnson





Até
meados de 1981, Back in Black continuava como um fenômeno. Ele foi o
maior sucesso comercial da banda, de longe, ganhando o status de
platina várias vezes, um feito ainda mais notável porque ele
apresentou um novo vocalista, Brian Johnson, conforme dito
anteriormente.





Na
verdade, Back in Black foi um tal sucesso que a Atlantic
Records finalmente lançou o álbum Dirty Deeds Done
Dirt Cheap
, de 1976, nos Estados Unidos, um disco o qual a
gravadora havia inicialmente rejeitado por conta da produção
precária.





Além
disso, a Red Bus Records lançou um álbum de gravações do grupo
Geordie, antiga banda de Johnson, sob o nome de Brian Johnson e
Geordie
, para tentar ganhar dinheiro com o enorme sucesso do
AC/DC.





Em
dezembro de 1980, o filme Let There Be Rock, com filmagens de
concertos e entrevistas com a banda na estrada, durante a turnê de
Highway to Hell (com Bon Scott ainda vivo), foi lançado na
França, sendo um enorme sucesso: de acordo com o livro de Murray
Engelheart, AC/DC: Maximum Rock & Roll (2006), o filme fez
um milhão de dólares em vendas de bilhetes em Paris, enquanto
300.000 pessoas em todo o resto do país também o assistiram - uma
resposta quase sem precedentes para um filme musical, que custou
cerca de 100 mil dólares.





Engleheart
também afirma que o Rolling Stones ofereceu ao AC/DC o valor de um
milhão de dólares para abrir pelo menos uma data em sua turnê
norte-americana de 1981, mas a banda declinou do convite, pois estava
focada em terminar seu novo álbum.





Em
julho de 1981, a banda começou a trabalhar no álbum, no EMI
Pathe-Marconi Studios, em Paris, na França, com o produtor Robert
John "Mutt" Lange, mas ficaram insatisfeitos com o som,
optando por gravar as faixas básicas em um antigo armazém na
periferia da cidade com o auxílio do estúdio móvel Mobile One.







Malcolm Young





Os
vocais foram adicionados mais tarde, no Family Sound studio e os
overdubs feitos no HIS Studios.





Em
setembro, o álbum foi finalizado. Em Novembro de 1992, o guitarrista
Malcolm Young recordou a Mark Blake, da Metal CD: "Eu não
acho que ninguém, nem mesmo a banda ou o produtor, poderia dizer se
ele soou certo ou errado. Todo mundo estava farto de todo o álbum".





Em
2006, o engenheiro de som Tony Platt afirmou no AC/DC: Maximum
Rock & Roll
: “Eu acho que houve um sentimento geral de que
Back in Black foi o auge de como o AC/DC deveria sempre ser
produzido. For Those About to Rock estava um pouco 'superproduzido'
em termos do que a banda deveria estar”.





A
capa do álbum, embora simples, também se tornou uma imagem icônica
do grupo australiano. Vamos às faixas:





FOR
THOSE ABOUT TO ROCK (WE SALUTE YOU)





Um dos riffs mais icônicos criados pela banda abre os trabalhos na faixa-título. O ritmo é lento, com o peso na dose certa, tudo isto recheado por uma das mais impressionantes atuações do vocalista Brian Johnson à frente do AC/DC. Os tiros de canhões ajudam a dar um ar épico à composição. Enfim, uma das melhores canções da história do Rock. 





A
letra fala do sentimento sobre a própria banda:





We're
just a battery for hire with the guitar fire
Ready and aimed at
you
Pick up your balls and load up your cannon
For a twenty-one
gun salute





“For
Those About to Rock” é um dos maiores clássicos do AC/DC.










O
título e o tema central da canção são baseados em uma saudação
antiga usada por prisioneiros romanos a serem executados no Coliseu:
“Ave, Caesar, morituri te salutant” ( “Ave, César, nós, os
que estão prestes a morrer, o saudamos” - em inglês: “Hail
Caesar, we who are about to die, salute you”).





No
entanto, Angus Young disse mais tarde que a inspiração para os
canhões veio de uma fonte muito diferente. A banda estava
trabalhando nas primeiras gravações da canção no mesmo dia do casamento da
Princesa Diana, do Reino Unido, e o evento era transmitido pela TV.





Segundo
a lenda, Angus recordou que “alguém assistia ao casamento no
quarto ao lado... nós estávamos tocando uma parte da música,
quando os canhões foram saindo e nós paramos um segundo e foi...
hmmm... realmente parece muito bom”.





Esta
coincidência também levou a um canhão ser o destaque na capa do
álbum e do single, bem como canhões de Napoleão, em tamanho
natural, tornarem-se um atrativo regular nos shows do AC/DC. Os
canhões, disparados durante a execução da canção, são
misturados com fogos de artifício.





Lançada
como single, conquistou a 15ª posição da principal parada
britânica desta natureza.





Nos
esportes norte-americanos, a faixa é usada em larga escala, por
equipes como o New England Patriots (NFL), Columbus Blue Jackets
(NHL) e Houston Texans, (também da NFL). Aparece no filme Jerry
Maguire
(1996), dirigido por Cameron Crowe e estrelado por Tom
Cruise.





Outra
vez no cinema, o filme School of Rock (2003), dirigido por
Richard Linklater e estrelado por Jack Black, utiliza expressões
ligadas à música, com a personagem de Black dizendo: “For those
about to rock, I salute you!”.





A
banda Godflesh fez uma versão para “For Those About to Rock”. A
canção também é utilizada pelo grupo Slipknot antes de adentrar
ao palco para um show.













PUT
THE FINGER ON YOU





Já na segunda faixa, o grupo deixa de lado o peso mais intenso da primeira música, apostando mais em uma melodia maliciosa, embora a velocidade tenha sido aumentada. Johnson faz bons vocais, mas as guitarras não aparecem tanto.





A
letra possui conotação sexual:





Sneaking
up on your front door
You can feel it on your ankle
Feel it on
your knee
Feel it on your thigh
Can you feel me?













LET'S
GET IT UP





"Let's Get It Up" apresenta um riff muito bom, com as doses de intensidade e malícia típica dos melhores momentos do estilo Hard Rock. Desta forma, a massa sonora se casa perfeitamente com a forma "safada" como Brian Johnson interpreta a letra na música. Certamente uma das composições mais subestimadas do AC/DC. Ótimo solo de Angus Young na guitarra.





Novamente,
a letra é de conotação sexual:





Loose
lips, sink ships
so come aboard for a pleasure trip
it's high
tide so let's ride
the moon is rising and so am I
I'm gonna get
it up
Never gonna let it up
Crusing on the seven seas
A
pirate on my knobby knees
I'll never go down, never go down










Lançada
como single, atingiu a 44ª colocação na principal parada
norte-americana desta natureza, conquistando a 13ª posição na
correspondente britânica.













INJECT
THE VENOM





Forte e intensa, com boas doses de peso, assim é "Inject the Venom". O riff primordial da música é excelente, tornando a composição uma das mais pesadas de todo o álbum. Angus, como de costume, brilha na guitarra, mas o grande destaque vai para a atuação magistral dos vocais de Brian Johnson, dando a intensidade perfeita que a parte sonora exige.





A
letra possui sentido de determinação:





Got
no heart, no - feel no pain
Take your soul and - leave a
stain
Come choose your victim
Take him by surprise
Go in
hard and get him right between the eyes and













SNOWBALLED





Em "Snowballed", o grupo aposta na fórmula de uma música curta, simples e rápida, apenas cadenciando o ritmo em um refrão bem enxuto. O riff principal é legal, Johnson atua de maneira competente nos vocais e o solo é bem convincente.





A
letra é em tom de rebeldia:





Crashed
out on the market, out (blood) on the floor
Busted man on
show
Bundled out of the City, out of the door
Thrown up against
the wall
Put out of the picture
Axe about to fall walk before
you throw (cry)













EVIL
WALKS





"Evil Walks" apresenta um ritmo mais cadenciado, embora simples. O riff principal é bem legal, mas, para o Blog, a mixagem final deixou ausente uma dose de peso que seria primordial para elevar a composição (e que está presente no refrão, o qual é excelente). Angus faz um solo de guitarra muito especial na metade final da música. Boa aparição do baixista Cliff Williams.





A
letra pode ser interpretada com temática de magia:





C'mon
weave your web
Drown in your ocean
You got 'em tied to your
bed
With your dark, dark secrets
And your green, green eyes
You
black widow













C.O.D.





"C.O.D." é a menor canção do disco e vai diretamente ao ponto em seus poucos mais de 3 minutos. O riff é cheio de malícia e com a dose necessária de peso. Bom refrão e belo solo de guitarra do Angus Young. Bem legal.





A
letra é em tom de gozação, brincando com uma doença venérea:





The
call of a dog
Cry of a bitch!
The sign of the sinner's
The
size of his itch, yeah!













BREAKING
THE RULES





Nesta faixa, o AC/DC aposta em um andamento mais lento e o ritmo arrastado é embalado pela voz de Brian Johnson e o baixo de Cliff Williams dita o ritmo. O solo de guitarra de Angus Young conta com muito feeling.





A
letra pode ser entendida como uma crítica aos políticos:





They
got regulation ties
Regulation shoes
Those regulation
fools
With their regulation rules













NIGHT
OF THE LONG KNIVES





A música é uma das típicas canções que o grupo fazia nos anos 80, ou seja, indo direto ao ponto com um riff simples e com algum peso. O refrão, mais arrastado, ficou legal, muito graças à boa performance de Brian Johnson.





A
letra é sobre a “Noite das Facas Longas”, ocorrida na Alemanha
Nazista, em 1934:





Where's
that saviour, where's that lay?
When you're praying for your
life
Who's that fighting back to back?
Who's defending whose
attack?













SPELLBOUND





A décima - e última - faixa de For Those About to Rock (We Salute You) é "Spellbound". Logo de cara o ouvinte sente que o peso estará presente na derradeira música do disco. O riff principal é bem pesado e o andamento é mais lento e arrastado. A canção flerta mais proximamente ao Heavy Metal clássico, com um ar sombrio, especialmente em se tratando de AC/DC. O solo de guitarra de Angus Young é ótimo, mas o brilho mais intenso é para a soberba atuação de Brian Johnson.





A
letra pode ser inferida como um sentimento de resignação:





I'm
sliding on an oil slick
Blinded on a bad trip
Yes and nothing's
going to change it
I can do nothing right
Can't even sleep at
night
My feet have left the ground
I'm spinning round and round













Considerações
Finais





Baseado
no sucesso de sua faixa-título e de seu álbum anterior, For Those
About to Rock We Salute You
acabou, também, fazendo bastante barulho
e sendo muito bem-sucedido.





O
álbum atingiu a magnífica 1ª posição da principal parada
norte-americana de discos, a Billboard. Também conquistou a
excepcional 3ª colocação na sua correspondente britânica. Ainda
ficou com os 3º, 4º e 1º lugares nas paradas de Austrália, Canadá
e França, respectivamente.





Este
é o único álbum de estúdio do AC/DC para o qual o grupo não
filmou vídeos promocionais. Algumas performances ao vivo das 3
primeiras faixas do álbum (assim como outras faixas de outros
discos) foram filmadas em shows, em Maryland (EUA), nos dias 20 e 21 de
dezembro de 1981, sendo usadas como material promocional e vistas em
muitos canais de música naquele período.





Após
o lançamento do disco, a banda embarcou em sua primeira turnê (em
grandes arenas) pela América do Norte, do final de 1981 até o
início de 1982.





Para
a faixa-título, grandes canhões foram colocados no palco, prontos para irem de acordo com a canção no álbum. Durante a turnê, foram
utilizadas luzes com mais de 100.000 watts de potência no palco.





Os
canhões ficavam acima das matrizes de alto-falantes. A popularidade
da faixa-título foi tal que em quase todos os concertos ao vivo que
o AC/DC fez depois de seu lançamento, a música é executada como
encerramento dos shows e é sempre acompanhada por uma salva de tiros
de canhões no palco.





Curiosamente,
turnês posteriores tiveram que lidar com a passagem dos grandes
canhões utilizados nos shows em fronteiras internacionais, criando
situações estranhas com funcionários aduaneiros.





A
crítica especializada recebeu o álbum de maneira positiva. A
revista Rolling Stone dá ao trabalho uma nota 4 de um máximo de 5.
Já o crítico Steve Huey, do AllMusic, dá ao disco uma nota 3 de um
máximo de 5, atestando: “a própria banda abrandou o ritmo
frequentemente, parecendo menos agressiva e inspirada. Há ainda
algum material decente aqui – como a faixa-título”.





Para
o álbum seguinte, Flick of the Switch (1983), o AC/DC rompeu
com o produtor Robert John “Mutt” Lange, em uma tentativa de seu
som voltar a soar menos produzido.





Estima-se
que For Those About to Rock We Salute You supere a casa dos 4 milhões
de cópias vendidas apenas nos Estados Unidos.













Formação:


Brian
Johnson - Vocal


Angus
Young - Guitarra


Malcolm
Young - Guitarra, Backing Vocals


Cliff
Williams - Baixo, Backing Vocals


Phil
Rudd - Bateria, Percussão





Faixas:


01.
For Those About to Rock (We Salute You) (Johnson/Young/Young) - 5:44


02.
Put the Finger on You (Johnson/Young/Young) - 3:25


03.
Let's Get It Up (Johnson/Young/Young) - 3:54


04.
Inject the Venom (Johnson/Young/Young) - 3:30


05.
Snowballed (Johnson/Young/Young) - 3:23


06.
Evil Walks (Johnson/Young/Young) - 4:23


07.
C.O.D. (Johnson/Young/Young) - 3:19


08.
Breaking the Rules (Johnson/Young/Young) - 4:23


09.
Night of the Long Knives (Johnson/Young/Young) - 3:25


10.
Spellbound (Johnson/Young/Young) - 4:30





Letras:


Para
o conteúdo completo das letras, recomenda-se o acesso a:
https://www.letras.mus.br/ac-dc/




Opinião
do Blog:



Back in Black mudou a vida do AC/DC de uma forma completa e definitiva. Vendeu - e até hoje vende - horrores e elevou a banda australiana ao patamar das maiores bandas de Rock de todos os tempos. O conjunto passou a se apresentar em arenas lotadas e ser atração principal em diversos festivais pelo mundo.





A estreia de Brian Johnson não poderia ter sido mais exitosa. Sua voz e o seu jeito de cantar se casaram de maneira sublime com a sonoridade da banda, mesmo que seu estilo fosse particularmente diferente de seu antecessor, o saudoso Bon Scott.





Imagine, caro leitor, que não deve ter sido fácil pensar e compor um sucessor para um álbum tão bem-sucedido como Back in Black. E agora, mais de 30 anos depois, pode-se dizer que o AC/DC cumpriu a tarefa de maneira exitosa.





É claro que o AC/DC se comporta de maneira muito orgânica. A seção rítmica funciona de modo muito simples, ditando o andamento das composições. Malcolm Young é como um relógio suíço, impecável na guitarra-base, permitindo que o outro guitarrista, seu irmão Angus, voe alto nos solos.





Mas o maior brilho individual de For Those About to Rock We Salute You é do vocalista Brian Johnson. Para o Blog, é neste álbum que Brian tem sua melhor atuação à frente da banda, talvez, até em um nível superior ao do antológico álbum anterior.





Confira as letras, elas seguem o padrão do AC/DC, em sua maioria, no melhor estilo "Sexo, drogas e rock 'n' roll".





For Those About To Rock não está no mesmo patamar de Back in Black, claro, mas isto não é demérito algum, já que este é uma pedra preciosa do Rock. Um dos problemas de 'For Those' é sua produção exagerada que retira um pouco da crueza e rusticidade do AC/DC, parte constituinte de seu DNA. Uma mixagem mais "pobre" faria uma faixa como "Evil Walks" soar de maneira melhor. Talvez, o produtor "Mutt" Lange tenha exagerado na dose.





Mas o disco traz algumas canções que estão entre as mais interessantes da carreira da banda com Brian Johnson nos vocais e que, não se sabe o porquê, permanecem em um limbo, esquecidas pelos fãs.





Claro, só a imortal, antológica e inacreditável faixa-título já valeria o álbum. "For Those About to Rock (We Salute You)" briga ferozmente pelo lugar de canção que sintetiza tudo que o AC/DC representa para o mundo do Rock.





A animada "Let's Get It Up" é uma típica música do conjunto, construída com as doses exatas de peso e malícia. A pesada "Inject the Venom" conquista com um riff precioso e criativo.





Ainda se tem a pesada "Spellbound", contando com uma atuação soberba de Brian Johnson, muito peso em um flerte deliberado com o Heavy Metal. Música especial na discografia da banda.





Enfim, For Those About to Rock We Salute You é mais um álbum do AC/DC a aparecer no Blog. A banda é, bem possivelmente, a mais querida pelo blogueiro e um de seus álbuns mais importantes não poderia deixar de aparecer por aqui. É uma das boas amostras do talento do vocalista Brain Johnson e ainda apresenta o grupo australiano muito próximo de seu ápice criativo. Álbum muito bem recomendado pelo Blog! 

AC/DC - FOR THOSE ABOUT TO ROCK WE SALUTE YOU (1981)


For Those Abou to Rock We Salute You é o oitavo álbum de estúdio da banda australiana AC/DC. Seu lançamento oficial aconteceu em 23 de novembro de 1981 através do selo Atlantic Records. As gravações ocorreram entre os meses de maio e setembro daquele mesmo ano, em Paris, na França. A produção ficou por conta do famoso Robert John “Mutt” Lange.

AC/DC - BACK IN BLACK (1980)



Back In Black é o sexto álbum de estúdio da banda australiana de rock AC/DC. Seu lançamento oficial ocorreu no dia 25 de julho de 1980 e a produção ficou sob responsabilidade de John “Mutt” Lange. As gravações aconteceram entre abril e maio daquele ano no Compass Point Studios, nas Bahamas.

AC/DC - BACK IN BLACK (1980)









Back In Black é o sexto álbum de estúdio da banda australiana de rock AC/DC. Seu lançamento oficial ocorreu no dia 25 de julho de 1980 e a produção ficou sob responsabilidade de John “Mutt” Lange. As gravações aconteceram entre abril e maio daquele ano no Compass Point Studios, nas Bahamas.






Em 1979, o AC/DC havia gravado e lançado seu álbum mais bem sucedido até então, Highway To Hell. Tanto o sucesso de crítica quanto junto ao público, acabou por abrir as portas dos Estados Unidos para a banda, enfim, obter reconhecimento mundial.





Já no início de 1980, o AC/DC iniciava o processo de composição para seu novo álbum. Mas tudo seria modificado em 19 de fevereiro daquele ano.





Na fatídica noite, Bon Scott saiu com um conhecido, Alistair Kinnear, para um clube noturno de Londres chamado Music Machine, no qual viraram a noite bebendo pesadamente. No final da noitada, Kinnear colocou Scott no banco de trás de seu automóvel e dirigiu até sua casa, na 67 Overhill Road, em East Dulwich, sul de Londres.





Incapaz de retirar Bon do veículo, Kinnear o deixou dormindo no banco de trás do automóvel durante o restante da noite. No outro dia, quando acordou, foi de encontro ao automóvel e o que achou foi um Scott inconsciente e sem vida, avisando assim as autoridades, que ao atenderem o vocalista, mais nada poderiam fazer. Ele ainda foi levado ao  King's College Hospital, mas foi declarado morto já na chegada.





Oficialmente, a causa da morte de Bon Scott foi envenenamento agudo por álcool (muito possivelmente pela aspiração do próprio vômito) e “morte por desventura”.  Teorias da Conspiração surgiram sobre a morte de Scott, sugerindo que poderia ter sido sua bebida envenenada propositalmente, ou que teria sido envenenado por gases tóxicos no veículo e até mesmo que Kinnear nem sequer existe.





Fato é que Scott era asmático e na manhã de sua morte a temperatura estava extremamente baixa. Ozzy Osbourne afirmou em um documentário que a morte de Scott, que o chocou bastante, foi por hipotermia.





Bon Scott:













Na realidade, no dia 19 de fevereiro de 1980, o Rock and Roll perdeu uma de suas mais carismáticas, queridas e talentosas figuras. Aos 33 anos, Bon Scott deixava uma carreira bastante curta, mas de profundo impacto.





O AC/DC perdia seu vocalista, principal letrista e um grande amigo. O corpo de Scott foi cremado e suas cinzas foram sepultadas na cidade de Fremantle, na Austrália, onde ele viveu quando chegou ao país com sua família.





Após a morte de Scott, a banda considerou a possibilidade de encerrar as suas atividades. Entretanto, a mesma concluiu que Bon iria gostar de que eles continuassem seguindo em frente e, com as bênçãos da família de Scott, começaram a busca por um novo vocalista.





Alguns dos nomes testados para a posição foram Buzz Shearman, ex-Moxy; Terry Slesser, ex-Back Street Craw; e o vocalista da banda Slade, Noddy Holder, também chegou a ser cogitado.





Há uma lenda que um fã do AC/DC enviou à banda uma fita cassete com gravações de uma banda chamada Geordie, sugerindo que o substituto ideal de Bon Scott seria o vocalista desta banda, um inglês chamado Brian Johnson.





Em entrevista anos mais tarde, Angus Young afirmou que a primeira vez que havia ouvido falar em Brian Johnson foi através do próprio Bon Scott. Scott havia assistido a um show da banda Geordie, na Inglaterra, e teria ficado encantado com o vocalista, Johnson, comparando-o ao seu grande ídolo (de Scott), Little Richard. Angus disse que a escolha natural dele e de Malcolm para o lugar de Scott seria mesmo Brian Johnson.





Diz a lenda que Johnson se atrasou cerca de duas horas para seu teste, pois ficou jogando sinuca com a equipe de apoio do AC/DC. Angus teria dito que: “pelo menos ele gosta de sinuca”. Em seu teste ele cantou o clássico “Whole Lotta Rosie” e também "Nutbush City Limits", da Tina Turner. Teria sido a primeira vez que a banda sorriu após semanas. Johnson foi escolhido e, com o passar do tempo, revelou-se a escolha perfeita para a banda.





Já com Johnson efetivado para o cargo de vocalista, a banda embarca para as Bahamas a fim de compor e gravar o seu próximo álbum de estúdio, Back In Black.





Brian Johnson:










O álbum se revelou uma grande homenagem para o vocalista falecido, a começar com sua capa totalmente negra, em clara demonstração do luto pelo qual os membros remanescentes passavam. A gravadora inicialmente rejeitou a ideia, mas acabou a aceitando com o tempo.







Durante as gravações, sob a responsabilidade do produtor ‘Mutt’ Lange, o qual havia trabalhado com a banda em seu trabalho anterior, o clássico Highway To Hell, de 1979, o grupo sofreu com as terríveis tempestades que castigavam as ilhas caribenhas na época. Como veremos a seguir, as tormentas serviriam de inspiração para um dos maiores clássicos da história do Rock!





Os irmãos Young resolveram compor as canções, trabalhando em parte com o que havia sido começado no início de 1980, ainda com Bon Scott vivo.  Brian Johnson auxiliou compondo as letras do álbum.





HELLS BELLS





O álbum é aberto com badaladas de um sino. Inicialmente, ouvem-se quatro badaladas distintas e, que a partir de então, são acompanhadas por um dos mais incríveis riffs da história da música. Ao todo, treze badaladas, que, segundo Angus, seriam o anúncio da chegada de Scott ao inferno. Uma brincadeira, obviamente.





O riff que embala “Hells Bells”, composto por Angus Young, é um dos mais fantásticos de todo o Rock And Roll. Ele por si só já vale a canção, e, mesmo não sendo o caso, se esta fosse a única contribuição do mesmo ao AC/DC, os fãs já seriam eternamente gratos a ele por esta pequena obra-prima.





As letras são, também, muito felizes. Já na primeira noite nas Bahamas, Brian Johnson não conseguia dormir devido a uma terrível tempestade que assolava o arquipélago. Trovões, raios e uma chuva intensa atormentavam o britânico que, ‘aproveitando’ a insônia, escreveu as letras de “Hells Bells”.





Mas Johnson não contribuiu ‘apenas’ com as letras, dedicadas a Bon Scott. Sua interpretação é fundamental à atmosfera da canção, empregando à mesma um clima de tensão e suspense que são únicos. Absolutamente brilhante.





Destaque também para o solo da música, um dos melhores de toda a discografia do AC/DC. Angus faz um trabalho sensacional, integrando seu solo perfeitamente à estrutura da música como um todo.





“Hells Bells” atingiu a modesta 52ª posição da parada norte-americana de singles da Billboard. Mas se tornou presença mais que obrigatória nos shows da banda desde o lançamento do álbum Back In Black. Nas apresentações, um enorme sino aparece no palco e é tocado por Brian Johnson.













A canção se tornou música tema de clubes de futebol. Quando jogam em casa, o St. Pauli, da Alemanha, e o São Paulo Futebol Clube, do Brasil, a usam para a entrada dos times em campo. O mesmo ocorre na etapa Australiana do mundial de Surf, em Bells Beach. Também era usada para a entrada do jogador de Baseball Trevor Hoffman, do San Diego Padres.













SHOOT TO THRILL





Outro clássico eternizado do AC/DC está presente no álbum, “Shoot To Thrill”. Mantendo o forte ritmo iniciado em “Hells Bells”, a faixa também possui um ritmo muito intenso.





Outro riff excepcional embala “Shoot To Thrill”, mantendo-se constante por toda a canção. Mais uma vez Brian Johnson fez um excelente trabalho, tanto nas letras quanto em uma excelente interpretação na canção.





No meio da música, o forte riff dá lugar a uma passagem mais calma, com acompanhamento bem simples das guitarras, com ótima interpretação de Johnson nos vocais. Angus Young aparece outra vez bem inspirado nos solos.





“Shoot To Thrill” também é presença obrigatória nos shows da banda. Nos álbuns ao vivo da banda lançados após a entrada de Johnson na banda, todos contam versões ao vivo da canção, presença permanente no set list da banda.





Também é trilha sonora de diversos programas de televisão (no Brasil, do programa de TV CQC). Tornou-se também trilha sonora do filme Iron Man 2, contando com videoclipe para promoção do filme.













WHAT DO YOU DO FOR MONEY HONEY





Só para variar um pouco, os irmãos Young capricharam em mais um riff espetacular para esta ótima canção de Back In Black, “What Do You Do For Money Honey”. A terceira faixa do álbum não deixa o ritmo cair.





Se não se tornou um clássico absoluto da banda – talvez, por estar em um álbum que só contém músicas muito acima da média – a faixa é uma das melhores do grupo australiano. Mais uma vez Angus estava muito inspirado no solo e o refrão, embora somente repita o nome da canção, é muito empolgante.





A faixa entrou e saiu do set list da banda durante as turnês seguintes ao lançamento de Back In Black. Mas, seguramente, poderia ser presença mais constante nas apresentações ao vivo do AC/DC.













GIVIN THE DOG A BONE





Outra música empolgante do álbum é sua quarta faixa, “Givin The Dog a Bone”. Uma música que conta com um riff mais rápido, ritmo constante e ótimos vocais por parte de Brian Johnson.





Seu refrão é bem simples, como na faixa anterior, somente repetindo o nome da música, mas mesmo assim, novamente, funciona perfeitamente. Os solos de Angus Young também se casam de maneira excelente com a canção.





Mais uma faixa de qualidade indiscutível do álbum!













LET ME PUT MY LOVE INTO YOU





Uma música que aposta em um ritmo mais cadenciado, assim é a quinta faixa de Back in Black. Não falta peso à canção, que tem como base um riff lento, mas pesado. Um ótimo refrão e uma interpretação intensa de Brian Johnson são os pontos altos da música. O solo é, mais uma vez, ótimo.













BACK IN BLACK





Uma música para a eternidade. É assim que pode ser definida a faixa homônima ao álbum. Pouco mais de quatro minutos de absoluta inspiração.





A canção nasceu como um tributo a Bon Scott. De acordo com Brian Johnson, quando este foi escrever as letras, pensou que ao invés de escrever algo triste, deveria fazer uma celebração, pois este era o espírito de Scott em sua vida. E as letras refletem bem o espírito de vida do falecido vocalista.





O riff de “Back In Black” é, seguramente, dos mais conhecidos da história do Rock, mesmo que a pessoa não seja fã do estilo e não saiba nem de qual banda se trate, devido a extensa exposição que a música alcançou, nas mais diferentes mídias.





Um riff poderoso, excepcional, e uma interpretação intensa por parte de Johnson, a qual combina perfeitamente com o instrumental da canção criou um clássico absoluto da banda. Uma das mais incríveis canções da história do rock.





Os solos apresentam um Angus Young em seus melhores momentos em toda a discografia da banda. A base de Malcolm, como sempre, é muito competente e precisa. Até mesmo a seção rítmica faz um trabalho, mesmo simples, de muita qualidade.





“Back In Black” é presença obrigatória nos shows do AC/DC desde o lançamento do álbum. Assim, todos os registros ao vivo que surgiram depois de 1980 contém versões do hino. Em algumas turnês, foi a faixa de abertura das apresentações. Também, normalmente, o solo final é cortado nas versões ao vivo.





“Back In Black” foi um dos singles do álbum, não obtendo, de imediato, o reconhecimento que obteria com o decorrer dos anos. Alcançou a 37ª e a 51ª posições nas diferentes paradas de singles da Billboard nos Estados Unidos.













Há também um videoclipe oficial para a canção, retirado de uma série de gravações das canções do álbum que foram gravados na cidade de Breda, Holanda, logo após as gravações do álbum. O vídeo é simples, contando apenas com a banda tocando a canção.





O canal VH1 elegeu “Back In Black” como a 4ª melhor canção de Heavy Metal de todos os tempos e, o mesmo canal, a colocou na 2ª posição de melhor canção de Hard Rock, em 2009. A revista Rolling Stones posicionou a música como a 187ª melhor de todos os tempos e também como a 29ª na eleição “The 100 Greatest Guitar Songs of All Time”.





“Back In Black” possui muitas versões gravadas por outros artistas. Foi, também, diversas vezes ‘sampleada’ por músicos de diferentes vertentes e usadas em suas canções (por exemplo, Eminem). Também é possível vê-la em inúmeros filmes, seriados e comerciais.













YOU SHOOK ME ALL NIGHT LONG





A sétima faixa de Back In Black também acabou se tornando outro hino da banda e, certamente, outra de suas mais famosas (senão a mais) canções do AC/DC.





Apesar do riff marcante e estilisticamente característico da banda, a canção é ligeiramente diferente das demais presentes no álbum.  Embora não possa ser considerada uma balada, talvez seja a música que mais se aproxime de tal.





A faixa tem letras que retratam uma noite de amor com uma bela mulher. A inspiração para a criação da canção teria surgido na música “You Shook Me”, de Muddy Waters, um Blues no qual ele canta o verso “You Shook Me All Night Long”.





O refrão simples em que o nome da canção é repetido algumas vezes ainda assim funciona perfeitamente e é contagiante. Angus faz um solo curto, mas inspirado, e a base da canção é ótima.





É outra faixa que depois de lançada jamais deixou de estar presente nas apresentações da banda. Também conta com versões ao vivo em todos os lançamentos desta natureza feitos pelo AC/DC depois de 1980, assim como “Back In Black”.





“You Shook Me All Night Long” possui dois videoclipes diferentes. Um retirado da mesma leva de vídeos gravados na cidade de Breda e o outro quando a banda relançou a música no álbum Who Made Who, de 1986, trilha do filme “Maximum Overdrive”, de Stephen King. Neste vídeo, Brian Johnson anda por uma cidade na qual encontra uma bela garota.





Lançada como single, alcançou a 35ª posição na parada norte-americana e a 38ª posição na parada britânica. O canal VH1 elegeu a canção como a 10ª melhor dos anos oitenta.













É outra canção com diversas versões covers feitas por artistas de diferentes estilos musicais. Também muito encontrada em filmes, séries, comerciais e outras mídias.











HAVE A DRINK ON ME





Mais uma das grandes músicas do álbum, “Have A Drink On Me” é a oitava faixa de Back In Black. Outro riff inspirado é a base da faixa, contando com uma performance vocal de Brian Johnson em uma de suas melhores atuações no trabalho. Mais uma vez, o solo é empolgante. Seria uma canção de mais destaque na discografia da banda não tivesse presente em um álbum com tantos clássicos reunidos.











SHAKE A LEG





A nona faixa de Back In Black, “Shake A Leg”, é uma canção bem direta, com um riff dos mais rápidos do álbum e vocais bastante agressivos por parte de Johnson. O ritmo segue bastante intenso por toda sua duração. Uma ótima canção, especialmente no que tange à intensidade.











ROCK AND ROLL AIN’T NOISE POLLUTION





A faixa que encerra o álbum é uma ode ao Rock And Roll. Trata-se de uma canção com fortes influências de Blues, baseando-se em outro belo riff de guitarra construído pelos irmãos Young. A interpretação de Brian Johnson também é brilhante.





É uma faixa que entra e sai do set list da banda, mas algumas gravações ao vivo lançadas pelo grupo contém apresentações da canção.





Lançada como single, atingiu a 15ª posição da parada britânica dessa natureza.













Também possui um videoclipe oficial, também gravado em Breda como vários outros de canções deste álbum. A música possui versões por outros artistas, como a feita pela banda Six Feet Under.











Outras Considerações





Desde que foi lançado, Back In Black foi sucesso absoluto. Se o álbum anterior, o excelente Highway To Hell (1979) havia aberto as portas dos Estados Unidos para o AC/DC, foi com este trabalho que a banda entrou para o grupo das maiores estrelas do Rock.





A crítica recebeu o álbum de maneira muito positiva. Através dos anos, o reconhecimento a Back In Black foi crescendo, sendo o álbum presença garantida em qualquer lista de melhores álbuns de todos os tempos. Isso acontece em eleições da revista Rolling Stones e do canal VH1, apenas como exemplos.





Na parada de álbuns, Back In Black atingiu a 1ª posição no Reino Unido. Embora tenha alcançado “apenas” a 4ª posição na parada norte-americana, seu grande feito foi permanecer initerruptamente na mesma por 131 semanas!





Back In Black é o álbum de Rock com mais cópias vendidas na história do Rock, sendo o segundo álbum com maior vendagem na história da música (atrás apenas de Thriller, de Michael Jackson). Estima-se que tenha vendido cerca de 49 milhões de cópias em todo mundo. Mais que isso, há uma estimativa de que o álbum venda algo como 200 mil cópias por ano, somente nos Estados Unidos.





Formação:


Brian Johnson – Vocal


Angus Young – Guitarra Solo


Malcolm Young – Guitarra Base, Backing Vocals


Cliff Williams – Baixo, Backing Vocals


Phil Rudd – Bateria, Percussão





Faixas:


01. Hells Bells (A. Young/M. Young/B. Johnson) – 5:10


02. Shoot to Thrill (A. Young/M. Young/B. Johnson) – 5:17


03. What Do You Do for Money Honey (A. Young/M. Young/B. Johnson) – 3:33


04. Given the Dog a Bone (A. Young/M. Young/B. Johnson) – 3:30


05. Let Me Put My Love into You (A. Young/M. Young/B. Johnson) – 4:16


06. Back in Black (A. Young/M. Young/B. Johnson) – 4:14


07. You Shook Me All Night Long (A. Young/M. Young/B. Johnson) – 3:30


08. Have a Drink on Me (A. Young/M. Young/B. Johnson) – 3:57


09. Shake a Leg (A. Young/M. Young/B. Johnson) – 4:06


10. Rock and Roll Ain't Noise Pollution (A. Young/M. Young/B. Johnson) – 4:15





Letras:


Para o conteúdo das letras, recomendamos o acesso a: http://letras.terra.com.br/ac-dc/





Opinião do Blog:


Há que se louvar o fato de um dos maiores álbuns de todos os tempos ter sido criado e concebido logo após uma terrível tragédia que vitimou não apenas uma lenda, Bon Scott, mas um grande amigo de todos na banda.





Scott era um vocalista formidável, aliava seu jeito peculiar de cantar e interpretar as músicas com um carisma praticamente inigualável. Scott liderou o AC/DC durante poucos anos, mas é responsável direto pelo sucesso inicial do grupo. Além disso, ainda era o principal letrista do conjunto australiano. Todas as homenagens são poucas para ele.





O primeiro acerto da banda foi ter descoberto logo de cara o óbvio: Bon Scott era insubstituível. O AC/DC, ao meu ver, nunca substituiu Scott, apenas trouxe um novo vocalista para a banda.





Segundo ponto, Angus Young, embora já fizesse performances explosivas na ‘era Scott’, teve este papel ainda mais acentuado com a morte do antigo vocalista, com o AC/DC, inteligentemente, explorando seu carisma junto aos fãs, concentrando as atuações de Johnson ‘apenas’ com os vocais.





E neste ponto, Johnson conseguiu fazer um trabalho brilhante ao longo dos anos e, particularmente, em Back In Black. Sua atuação é fundamental para a interpretação de uma banda em luto e que compôs um álbum tão forte.





Johnson também foi fundamental ao compor as letras de Back In Black, fortes e na medida certa para uma homenagem ao lendário Scott. Logo em seu álbum de estreia no grupo, Brian ajudou a compor clássicos do Rock como “Back In Black”, “Hells Bells” e “You Shook Me All Night Long”.





Por fim, não há muito mais o que dizer do álbum de Rock mais vendido da história. As 49 milhões de cópias vendidas falam por si. Um álbum perfeito, e, se você ouvir e não gostar, melhor procurar um outro gênero musical, pois Rock não é sua praia. Um álbum para a história.