Postado originalmente na Consultoria do Rock em 16/07/2024
Nuthin’ Fancy é o terceiro álbum de estúdio da banda Lynyrd Skynyrd, lançado em março de 1975. A base de fãs do Lynyrd Skynyrd continuou a crescer rapidamente ao longo de 1973, em grande parte devido à sua participação, como grupo de abertura, na turnê de Quadrophenia, do The Who, nos Estados Unidos. O segundo álbum, Second Helping, de 1974, contava com os guitarristas Ed King, Allen Collins e Gary Rossington, todos colaborando com Ronnie Van Zant nas composições, pavimentando o avanço da banda. Seu single “Sweet Home Alabama”, uma resposta a “Southern Man”, de Neil Young, alcançou a 8ª posição nas paradas daquele mês de agosto.
Second
Helping é o segundo álbum de estúdio da banda norte-americana
Lynyrd Skynyrd. Seu lançamento oficial aconteceu em 15 de abril de
1974, através do selo Sounds of the South. A maior parte das
gravações (exceto a faixa 1) aconteceram em janeiro de 1974, no
Record Plant Studios, em Los Angeles, nos Estados Unidos. A produção
ficou por conta de Al Kooper.
Second Helping é o segundo álbum de estúdio da banda norte-americana Lynyrd Skynyrd. Seu lançamento oficial aconteceu em 15 de abril de 1974, através do selo Sounds of the South. A maior parte das gravações (exceto a faixa 1) aconteceram em janeiro de 1974, no Record Plant Studios, em Los Angeles, nos Estados Unidos. A produção ficou por conta de Al Kooper.
Após mais de 4 anos, o Lynyrd Skynyrd volta ao Blog com outro de seus trabalhos fundamentais. O Blog, brevemente e como de costume, abordará os fatos que antecederam ao lançamento do disco para depois passear por suas faixas.
'Pronounced' atingiu a 27ª posição da principal parada norte-americana de álbuns, a Billboard, um feito e tanto para um grupo pouco conhecido nacionalmente.
Muito mais importante que isto, o álbum apresentou uma banda com sonoridade distinta, a qual fundia o Rock com a musicalidade do sul dos Estados Unidos (como o Blues, o Soul, o Country; gênero que ficou conhecido como Southern Rock), mas também com boas doses de Hard Rock.
'Pronounced' apresentou alguns dos maiores clássicos do grupo, como a belíssima “Tuesday's Gone”, a envolvente “Gimme Three Steps”, a espetacular “Simple Man” e o épico de 9 minutos chamado “Free Bird”.
Em pouco tempo as vendas superaram a casa de 1 milhão de cópias apenas nos Estados Unidos.
A base de fãs do Lynyrd Skynyrd continuou a crescer rapidamente por todo o ano de 1973, em grande parte devido ao seu posto como grupo de abertura durante a turnê norte-americana de Quadrophenia, álbum clássico da banda inglesa The Who.
Após a turnê e com um conjunto bem entrosado, o Lynyrd Skynyrd começava a se preparar para compor, gravar e lançar seu segundo trabalho.
Já em 1974, o trio de guitarristas da banda (Gary Rossington, Ed King e Allen Collins) contribuíram com o vocalista, Ronnie Van Zant, na composição das canções que formariam o novo álbum, batizado de Second Helping.
Ed King
Completavam a formação do Lynyrd Skynyrd o tecladista Billy Powell, o baixista Leon Wilkeson e o baterista Bob Burns.
Second Helping conta com um dos maiores (senão o maior) clássicos do grupo, “Sweet Home Alabama”. Como se verá, envolta a alguma polêmica.
A capa é bem legal, contando com fotografias dos membros do grupo.
Vamos às faixas:
SWEET HOME ALABAMA
Uma melodia bela, maliciosa e cativante é a marca registrada de um dos grandes clássicos do Rock em todos os tempos. "Sweet Home Alabama" possui o swing e a malevolência típicos da sonoridade da fase clássica do Lynyrd Skynyrd. O refrão é memorável e o trabalho das guitarras, por sua vez, primoroso. Enfim, uma faixa para a história.
A letra é uma ode ao homem do sul dos Estados Unidos:
Well I heard Mr. Young sing about her
Well, I heard old Neil put her down
Well, I hope Neil Young will remember
A southern man don't need him around anyhow
Lançada como single, atingiu a excelente 8ª posição da principal parada norte-americana desta natureza. Ainda conquistou a 6ª colocação na correspondente canadense.
A inspiração para a composição de “Sweet Home Alabama” veio através do guitarrista Ed King, em um ensaio pouco tempo após o músico ter trocado o baixo pela guitarra. Em um ensaio, King ouviu um riff tocado por outro guitarrista da banda, Gary Rossington, que o marcou.
Em entrevista, King afirma que na noite daquele ensaio, os acordes e os dois principais solos de guitarra vieram até ele em sonho, nota por nota. No dia seguinte, King apresentou a música para seus companheiros de grupo. Na mesma sessão, a faixa “I Need You” teria surgido.
A faixa foi inicialmente gravada no Studio One, em Doraville, Georgia, apenas com os seguintes membros da banda: além de King, o baixista Wilkeson e o baterista Burns, estabelecendo a base de apoio da canção. King utilizou um amplificador Marshall, pertencente a Allen Collins, e a guitarra usada na gravação foi uma Fender Stratocaster de 1972. No entanto, King afirma que a guitarra era um modelo muito pobre e possuía captadores ruins, forçando-o a aumentar o amplificador ao máximo para obter um volume decente do mesmo. Esta guitarra, agora, é exibida no Rock and Roll Hall of Fame Museum, em Cleveland, Ohio, nos Estados Unidos.
A famosa frase "Turn it up", proferida pelo vocalista Ronnie Van Zant no início da canção, realmente não era para estar na música. Van Zant estava simplesmente pedindo ao produtor Al Kooper e ao engenheiro de som Rodney Mills para aumentar o volume em seus fones de ouvido para que ele pudesse ouvir melhor a faixa.
A contagem ouvida no início da música é falada por King. Esta contagem, na primeira música de um álbum foi uma espécie de assinatura que o produtor Al Kooper costumava colocar em discos que ele produzia.
Curiosamente, nenhum dos três compositores da canção eram do Alabama. Ronnie Van Zant e Gary Rossington eram ambos nascidos em Jacksonville, Flórida. Ed King era de Glendale, Califórnia.
A letra de “Sweet Home Alabama” foi escrita como uma resposta a duas canções, “Southern Man” e “Alabama”, do cantor canadense Neil Young, que tratava de temas como o racismo e a escravidão, ambos presentes no Sul dos Estados Unidos. Segundo o vocalista Ronnie Van Zant: “Nós pensamos que Neil estava atirando em todos os patos para matar um ou dois”.
Ronnie Van Zant
Neil Young, em sua autobiografia de 2012, Waging Heavy Peace, comentou sobre o seu papel na criação da música, escrevendo: “Minha própria música “Alabama” mereceu o tiro que o Lynyrd Skynyrd me deu com o seu grande sucesso. Eu não gosto de minhas palavras quando as ouço. Elas são acusatórias e condescendentes, não inteiramente pensadas, e muito fáceis de serem mal interpretadas”.
Outro motivo de controvérsia na letra é que ela se refere ao governador do Alabama, George Wallace (claramente segregacionista) e ao escândalo que ficou conhecido como Watergate:
In Birmingham, they love the governor (boo boo boo)
Now we all did what we could do
Now Watergate does not bother me
Does your conscience bother you?
Tell the truth
Muitas vezes, a letra foi apontada como um reforço ao governador Wallace, o que Ronnie Van Zandt claramente rechaçava: “As letras sobre o governador do Alabama foram mal compreendidas. O público em geral não percebeu as palavras Boo Boo Boo!!!... após essa linha, em particular, e os meios de comunicação pegaram apenas a referência ao povo amando o governador”.
O jornalista Al Swenson argumenta que a canção é bem mais complexa do que, às vezes, é dado o crédito, sugerindo que a imprensa só a olha como um endosso a Wallace.
Atente aos versos abaixo:
Now Muscle Shoals has got the Swampers
And they've been known to pick a song or two
Isto refere-se à cidade de Muscle Shoals, no Alabama, um local que ficou conhecido para a gravação de música popular por causa do "som" trabalhado em seus estúdios de gravação locais e pelos talentosos músicos de back-up.
A palavra Swampers se refere ao Muscle Shoals Rhythm Section, músicos, os quais trabalharam na formação do chamado “Muscle Shoals Sound”, sendo eternizados no Alabama Music Hall of Fame, em 1995.
Parte da referência vem dos anos de 1971-1972 em que o Lynyrd Skynyrd havia gravado demos em Muscle Shoals, com Jimmy Johnson (um dos Swampers) como engenheiro de produção/gravação. Johnson ajudou a refinar muitas das canções que seriam ouvidas pela primeira vez pelo público no álbum Pronounced.
O Lynyrd Skynyrd permanece conectado a Muscle Shoals, tendo gravado uma série de obras na cidade e tornando-se um dos pontos de parada em suas turnês.
Kid Rock, Garth Brooks e bandas como a alemã Bonfire fizeram versões para o clássico. A revista Rolling Stone colocou “Sweet Home Alabama” na 398ª posição em sua lista The 500 Greatest Songs of All Time.
I NEED YOU
Já em "I Need You", a banda opta por uma melodia mais amena, mas com uma inegável atmosfera dolorida. Há uma inconfundível influência bluesy a qual traz um aspecto soturno em um trabalho incrível da seção rítmica. Música espetacular.
A letra possui sentido romântico:
I woke up early this morning
And sun came shining down
And it found me wishin' and hopin'
Mama, you could be around
Well ,you know that I need you
More than the air that I breathe
And I guess I'm just trying to tell you woman
Oh, what you mean to me
DON'T ASK ME NO QUESTIONS
A terceira canção do trabalho traz um ótimo ritmo, alegre e envolvente, contrastando absurdamente com o clima da faixa anterior. O solo de guitarra próximo aos 2 minutos é muito legal, especialmente pelo acompanhamento dos teclados de Billy Powell.
A letra é uma mensagem para pessoas de fora da banda as quais a cobravam pelo seu sucesso:
So, don't ask me no questions
And I won't tell you no lies
So, don't ask me about my business
And I won't tell you goodbye
Lançada como single, não obteve maior repercussão nas principais paradas de sucesso desta natureza.
WORKIN' FOR MCA
"Workin' for MCA" possui a inegável pegada do Lynyrd Skynyrd, mas, simultaneamente, flerta mais deliberadamente com o Hard Rock e o Blues Rock. Alterna passagens mais aceleradas com outras mais cadenciadas. Trabalhos impecáveis de Billy Powell nos teclados e Van Zant nos vocais.
A letra possui um tom sarcástico e crítico:
Want you to sign your contract
Want you to sign today
Gonna give you lots of money
Workin for MCA
THE BALLAD OF CURTIS LOEW
Como o próprio nome diz, trata-se de uma balada. Há as incontestáveis influências Country e Bluesy na sonoridade, mas com o toque de swing e criatividade típicos do Lynyrd Skynyrd. Ótima atuação de dos vocais de Van Zant. Linda música.
A letra é uma homenagem a um Bluesman:
Play me a song Curtis Loew, Curtis Loew
I got your drinking money, tune up your dobro
People said he was useless, them people are the fools
'Cause Curtis Loew was the finest picker to ever play the blues
Segundo o site oficial da banda, a canção é baseada em um composto de pessoas que realmente viveram no bairro original do vocalista Ronnie Van Zant em Jacksonville, no estado norte-americano da Florida. Especificamente, a loja (Country Store) “é baseada na mercearia de Claude Midway, na esquina da Plymouth com a Lakeshore, em Jacksonville”.
SWAMP MUSIC
"Swamp Music" é uma verdadeira homenagem à música sulista dos Estados Unidos, pois a banda funde seu Rock com as sonoridades típica da região, criando uma canção divertida e repleta de ritmos, sendo dominada pelo teclado de Billy Powell e pelo baixo de Leon Wilkeson.
A letra é simples e em tom de diversão:
Hound dog sing that
Swamp, swamp, swamp, swamp music
Swamp, swamp, swamp, swamp music
When the hound dog starts singin'
I ain't got them big ol' city blues
THE NEEDLE AND THE SPOON
O baixo de Wilkeson está bem presente nesta ótima faixa, a qual é dominada pelo trio de guitarristas. O peso está na dose exata e, ao mesmo tempo, o riff principal, embora simples, é muito criativo e dominante. O refrão é éxcelente, especialmente pela forma grandiosa que é interpretado por Ronnie Van Zant.
A letra é divertida, mas pode ser interpretada como um aviso para quem se arrisca com uso de drogas:
Lord, their gonna bury you boy
Don't mess with the needle
Now I know, I know, I know...
CALL ME THE BREEZE
A oitava - e última - faixa de Second Helping é "Call Me the Breeze". JJ Cale é sinônimo de música de altíssima qualidade e, claro, que esta magnífica canção não é exceção. O Lynyrd Skynyrd executa uma competentíssima versão com um envolvente toque Bluesy, mas com o peso das guitarras mais acentuado. Fecha o disco em alta performance.
A letra é uma mensagem de se seguir em frente:
Well now, they call me the breeze
I keep blowin' down the road
Well now, they call me the breeze
I keep blowin' down the road
"Call Me the Breeze" é uma canção composta originalmente pelo músico norte-americano JJ Cale. Ela apareceu pela primeira vez em seu primeiro álbum, Naturally (1972), como a faixa de abertura.
Considerações Finais
Embalado pelo sucesso estrondoso de “Sweet Home Alabama”, Second Helping foi um grande sucesso de crítica e, também, comercial.
Em termos de paradas de sucesso, alcançou a ótima 12ª colocação na principal parada norte-americana, a Billboard, embora não tenha repercutido na correspondente britânica. Ficou com a 9ª posição na parada canadense.
Stephen Thomas Erlewine, do site AllMusic, dá ao álbum nota máxima, definindo: “Esta é a parte do Skynyrd de que a maioria das pessoas se esquecem - eles eram uma grande banda, mas porque eles eram indelevelmente casados como grande compositores. E em nenhum lugar isso foi mais evidente que em Second Helping”.
Também o crítico Robert Christgau avalia o disco muito positivamente.
Como foi dito, o álbum foi o primeiro grande sucesso comercial da banda, e contou com o seu mais popular single, “Sweet Home Alabama”, uma resposta a “Southern Man”, de Neil Young, e com trabalho de guitarra criado por Ed King.
Ao contrário do que se pensa, Young e Van Zant não eram rivais, mas fãs recíprocos da música de cada um e bons amigos. Tanto que Young escreveu a canção “Powderfinger” para o Lynyrd Skynyrd, mas o grupo nunca a gravou.
O sucesso era tal que, em julho de 1974, o Lynyrd Skynyrd foi um das atrações principais no festival The Ozark Music Festival, realizado no estado norte-americano do Missouri.
Em Janeiro de 1975, o baterista Bob Burns deixou o grupo e foi substituído por Artimus Pyle, o qual gravaria o terceiro álbum do conjunto, Nuthin' Fancy, lançado em março de 1975.
Second Helping supera a casa de 2 milhões de cópias vendidas apenas nos Estados Unidos.
Formação:
Ronnie Van Zant - Vocal
Gary Rossington - Guitarra
Allen Collins - Guitarra
Ed King - Guitarra, Backing Vocal, Baixo em “I Need You” e “Don' t Ask Me No Questions”
Billy Powell - Teclados
Leon Wilkeson - Baixo, Backing Vocal
Bob Burns - bateria, exceto “I Need You”
Músicos Adicionais:
Mike Porter - bateria em “I Need You”
Merry Clayton, Clydie King, Sherlie Matthews – Backing Vocal em “Sweet Home Alabama”
Bobby Keys, Trevor Lawrence e Steve Madaio - Horns em “Don' t Ask Me No Questions” e “Call Me the Breeze”
Al Kooper - Backing Vocal, Piano em “Don' t Ask Me No Questions” e “The Ballad of Curtis Loew”
Faixas:
01. Sweet Home Alabama (King/Rossington/Van Zant) – 4:43
02. I Need You (King/Rossington/Van Zant) – 6:55
03. Don't Ask Me No Questions (Rossington/Van Zant) – 3:26
04. Workin' for MCA (King/Van Zant) – 4:49
05. The Ballad of Curtis Loew (Collins/Van Zant) – 4:51
06. Swamp Music (King/Van Zant) – 3:31
07. The Needle and the Spoon (Collins/Van Zant) – 3:53
É sempre bom ressaltar o valor inestimável que o Lynyrd Skynyrd tem para a história do Rock e o quanto de música de primeira linha a banda produziu, especialmente em seus primeiros anos de trajetória. A fusão inteligente do Rock com a tradicional música sulista norte-americana fez do grupo um dos padrões do chamado Southern Rock.
Para o Blog, o melhor e mais sensacional álbum que a banda produziu foi mesmo sua estreia, 'Pronounced', já analisado pelo Blog em 2012. Mas Second Helping consegue a façanha de chegar próximo à qualidade estratosférica de seu antecessor.
Isto só comprova a alta categoria dos músicos que formavam o Lynyrd Skynyrd naquela época. O entrosamento e a competência deles são comprovados não apenas pela alta qualidade das composições, mas também, com a execução praticamente impecável das músicas.
Difícil apontar destaques individuais quando o conjunto fala mais alto. Mas o Blog ressalta o bom trabalho, muito criativo, do tecladista Billy Powell; abusando do feeling e trazendo um frescor para as melodias presentes nas músicas. Também a atuação de Ronnie Van Zant merece ser mencionada, especialmente em "I Need You".
As letras são simples e divertidas. Não deixe de conferir, especialmente "Sweet Home Alabama".
Por falar em "Sweet Home Alabama", é retórico, mas necessário, reafirmar que se trata do maior clássico gravado pelo Lynyrd Skynyrd e sua canção símbolo, a qual define o estilo e a sonoridade desta histórica formação. Uma música para a eternidade.
Mas nem só deste estandarte vive Second Helping. A intimista "The Ballad of Curtis Loew" é uma faixa belíssima e instigante. Assim como a intensa "The Needle and the Spoon", com as guitarras brilhando intensamente.
Mas o Blog coloca como maior destaque, obviamente após "Alabama", para a lindíssima e dramática "I Need You", a qual transborda dor e sentimento por todos os poros.
Enfim, o Lynyrd Skynyrd dos anos 70 não merece apenas ser ouvido como também reverenciado pelo seu trabalho excelente produzido naquela década. A banda ficou marcada pela tragédia que sofreu em 1977, mas, felizmente, deixou música de primeira linha gravada na história do Rock. Second Helping é uma prova disto. Extremamente obrigatório!
Pronounced 'lĕh-'nérd 'skin-'nérd é o álbum de estreia da banda de Rock norte-americana Lynyrd Skynyrd. Seu lançamento oficial ocorreu no dia 13 de agosto de 1973, sob o selo Sounds of the South, associado à MCA Records, com a produção sob responsabilidade de Al Kooper, o qual trabalhou com a banda em outras oportunidades.
O início do Lynyrd Skynyrd pode ser datado do ano de 1964, quando surgiu uma banda chamada “The Noble Five”, na cidade de Jacksonville, na Flórida, nos Estados Unidos. Três amigos adolescentes decidiram formar uma banda de rock. Eram eles: Gary Rossington, Ronnie Van Zant e Allen Collins.
Em 1965, a banda muda seu nome para “My Backyard”. Já em 1968, o grupo vence uma competição local de bandas, ganhando o direito a fazer as apresentações de abertura para a banda de rock psicodélico Strawberry Alarm Clock.
Em 1970, Van Zant buscava um novo nome para o grupo (por exemplo, The Noble Five), antes que o grupo consentisse no nome “Leonard Skinner”.
O nome surgiu em uma “homenagem” ao professor de educação física, Leonard Skinner, da Robert E. Lee High School, conhecido por seguir estritamente a política da escola contra garotos que possuíssem cabelos compridos, que causou a saída de Gary Rossington da mesma, cansado de zombarem de seus longos cabelos.
Anos depois, antes do lançamento de seu álbum de estreia, o conjunto adotou uma nova grafia para o nome do grupo e, apesar da homenagem em tom de zombaria, acabou cultivando amizade com o professor Leonard Skinner com o passar dos anos, inclusive convidando-o a apresenta-los em um show no Jacksonville Memorial Coliseum.
Ainda em 1970, a banda contratou Alan Walden como seu manager, cargo que ele ocuparia até 1974, quando foi substituído por Pete Rudge.
Nos anos iniciais da década de 70, o grupo continuava se apresentando continuamente pela região sul dos Estados Unidos, desenvolvendo seu estilo musical característico e coletando pequenas experimentações musicais em estúdio.
Durante todo esse tempo, a banda apresentou algumas modificações na sua formação. O baixista Larry Junstrom deixou a banda, sendo substituído Greg T. Walker. Na mesma época, o baterista Ricky Medlocke entra no grupo como segundo batera, com o grupo realizando apresentações com dois sets de bateria, em um estilo próximo ao que o The Allman Brothers fazia.
O baterista ‘titular’ Bob Burns chegou a deixar a banda em 1971, com o grupo participando de uma seção de gravações no Muscle Shoals Sound Studio com Medlocke e Walker na seção rítmica, e sem a participação de Bob Burns.
Depois disso, Walker e Medlocke deixam a banda para ingressarem em outro grupo do mesmo estilo musical, o Blackfoot. A banda volta ao Muscle Shoals Sound Studio para uma segunda seção de gravações, desta vez com Bob Burns na bateria. Leon Wilkeson acaba se tornando o baixista fixo do conjunto, enquanto o roadie Billy Powell acaba assumindo os teclados.
Em 1971, o grupo já havia se fixado em Atlanta, na Geórgia, Estados Unidos, com o intuito de se aproximar do movimento do Southern Rock. Já em 1972, a banda já contava com a formação: Van Zant (vocal), Collins e Rossington (guitarras), Burns (bateria), Wilkeson (baixo), e Powell (teclado).
Naquele ano, o grupo se apresenta em um clube noturno em Atlanta e na plateia estava Al Kooper, músico, compositor e produtor do grupo Blood, Sweat, and Tears. Impressionado, Kooper assina um contrato da banda com o seu selo Sounds of the Soul, ao mesmo tempo que o conjunto ‘mudava’ seu nome para Lynyrd Skynyrd.
Com o contrato assinado, a banda entra em gravação de 27 de março a 1º de maio de 1973, no Studio One, em Doraville, na Geórgia, e ali começava a surgir Pronounced 'Lĕh-'nérd 'Skin-'nérd.
Durante a gravação de “Pronounced”, o baixista Leon Wilkeson deixa temporariamente o Lynyrd Skynyrd, participando apenas em duas faixas. O guitarrista da banda Strawberry Alarm Clock, Ed King, foi chamado para tocar as partes de baixo nas faixas restantes do álbum, as quais já haviam sido escritas por Leon.
Além disso, King também tocou guitarra nas faixas do álbum e foi convidado a permanecer no grupo, como terceiro guitarrista, tornando-se possível a reprodução ao vivo do que se ouvia no álbum.
Leon Wilkeson retorna ao grupo logo após o lançamento de ‘Pronounced’, que se deu em 13 de agosto de 1973. A capa do trabalho conta com uma fotografia da banda com todos os músicos do grupo: Van Zant, Collins, Rossington, King, Wilkeson, Burns e Powell.
A fotografia da capa foi tirada na Main Street, em Jonesboro, na Geórgia. Curiosamente, foi retirada a poucos metros do local onde seria filmado cenas do longa “Smokey and the Bandit”, com Burt Reynolds e Jerry Reed, quatro anos depois.
I AIN’T THE ONE
O álbum é aberto com a música “I Ain’t The One”, apresentando a clássica sonoridade “Southern Rock”, a qual tornaria o grupo mundialmente conhecido. O riff, bastante criativo e empolgante, embala a canção. As guitarras são o principal destaque da faixa que apresenta um ótimo solo. Também Billy Powell se destaca nos teclados. Ótima música.
TUESDAY’S GONE
Uma das mais conhecidas canções do Lynyrd Skynyrd é a segunda faixa do álbum. Adorada pelos fãs, “Tuesday’s Gone” se tornou um clássico.
Trata-se de uma música com uma melodia bastante suave, próximo a uma balada. O trabalho de Ronnie Van Zant no vocal é excelente, contribuindo essencialmente para a qualidade final da canção.
A letra de “Tuesday’s Gone”, escrita por Van Zant, é uma metáfora para a história da própria banda. A vida normal que eles tinham (representada pela palavra Tuesday) iria embora para sempre, quando o grupo assinou o contrato com o selo Sounds Of The South.
Também era a canção favorita do guitarrista Allen Collins, em uma entrevista da década de setenta.
Na gravação contida em ‘Pronounced’, o baterista Bob Burns não é quem toca o instrumento na faixa. Foi excepcionalmente substituído pelo baterista da banda da Atlanta Rhythm Section's, Robert Nix, que foi quem gravou o clássico.
A canção está presente em diversos seriados e alguns filmes, com destaque para a aparição no filme Dazed and Confused, de 1993. Também está presente nos games Guitar Hero (Metallica) e Rock Band.
Certamente, uma das versões cover mais conhecidas para “Tuesday’s Gone” foi feita pelo Metallica e consta do álbum Garage Inc. (1998). Nesta versão, o Metallica conta com vários convidados, entre eles, Jerry Cantrell (Alice in Chains) e Gary Rossington, do próprio Lynyrd Skynyrd.
GIMME THREE STEPS
A terceira faixa do álbum é “Gimme Three Steps”. Outra canção clássica do Lynyrd Skynyrd.
A abertura da música apresenta um inspirado e criativo riff, bem característico do estilo da banda. Ele se desenvolve por toda a canção, tornando-a bastante empolgante. Mais uma vez o trabalho vocal de Van Zant é excelente, em especial no refrão, contagiante.
Liricamente, a canção trata de um personagem que está em um bar e dançando com uma garota chamada Linda e são surpreendidos por um homem, provavelmente o namorado (ou marido) da garota.
A canção teria sido baseada em uma experiência real da vida do vocalista Ronnie Van Zant, em um bar de motoqueiros em Jacksonville, conhecido como The Pastime, com direito a uma arma puxada em sua direção e que teria sido a inspiração para a composição da canção.
A música foi lançada como single, mas falhou na tentativa de entrar nas paradas de sucesso desta natureza, mesmo em se tratando de uma ótima faixa.
SIMPLE MAN
Outra das grandes faixas da história do Lynyrd Skynyrd (e porque não, da música) é a quarta faixa do álbum: “Simple Man”.
“Simple Man” é uma balada de profunda e incrível inspiração. Suas linhas de guitarra, suaves e de absoluto feeling, são perfeitas e se casam com maestria na atuação de Ronnie Van Zant nos vocais, construindo uma faixa única. Brilhante!
A canção teria sido escrita pouco tempo após a morte da avó de Ronnie Van Zant, quando ele e Gary Rossington se encontraram no apartamento de Ronnie, compartilhando os conselhos que suas mães (e mulheres) lhes tinham dado ao longo dos anos.
Embora na canção haja os versos "Sit beside me, my only son", Ronnie não era o único filho, tendo duas irmãs (uma mais velha e uma mais nova) e dois irmãos mais jovens. Há a interpretação de que o vocalista estaria se referindo ao tempo em que seus dois irmãos mais jovens não teriam nascido, fazendo-o o filho mais jovem.
Bandas como Shinedown e Deftones são alguns exemplos de grupos que fizeram versões para o clássico “Simple Man”. Embora seja uma das canções mais conhecidas do grupo, não foi lançada como single para promover seu álbum de estreia.
“Simple Man” se tornou praticamente obrigatória nos shows do Lynyrd Skynyrd. O vocalista atual da banda, Johnny Van Zant resumiu bem o sentimento sobre a canção no comentário faixa-a-faixa para promover um DVD ao vivo Live From Freedom Hall, de 2010. Para ele, é uma canção que se trata de conselhos de mãe para filhos e que estes deveriam sempre ouvi-los e respeitá-los. Disse também que é a faixa ao vivo que provavelmente ele mais gosta de executar e uma das que os fãs mais “enlouquecem”.
THINGS GOIN’ ON
“Things Goin’ On” é a quinta faixa do álbum. Possui uma sonoridade que reflete bastante a forte influência que o Lynyrd Skynyrd possuía da música tradicional do sul dos Estados Unidos, em uma faixa bastante interessante.
A faixa é uma espécie de canção-protesto em relação a questões sociais e ambientais, especialmente no que diz respeito ao posicionamento dos políticos sobre estes problemas. Musicalmente, revela mais um pouco do estilo diversificado do grupo, fato que torna a banda única.
O primeiro verso da música é repetido ao final da canção e mostra a preocupação social com a vida no ‘ghetto’, e para uma banda oriunda do sul dos Estados Unidos, onde a segregação racial era ainda mais visível, acaba se tornando uma situação diária. A crítica aos políticos que nada faziam para mudar essa situação é ainda mais nítida nos versos:
I don't think they really care
I think they just sit up there
MISSISSIPI KID
A sexta faixa do trabalho é “Mississipi Kid”. É uma canção que demonstra a forte influência da tradicional música Country norte-americana para o Lynyrd Skynyrd, uma vez que a faixa se desenvolve inteiramente dentro deste estilo. Destaque para a gaita presente na canção, tocada pelo produtor do álbum Al Kooper.
POISON WHISKEY
O Southern Rock clássico está de volta na sétima faixa do trabalho, “Poison Whiskey”. É a única canção do primeiro disco a ter o guitarrista Ed King creditado como compositor. Possui guitarras marcantes e ótimos solos, tanto de guitarra (Rossington), quanto de teclado (Powell). Uma das melhores do álbum.
FREE BIRD
O álbum de estreia do Lynyrd Skynyrd é encerrado por um dos seus grandes clássicos e, talvez, sua canção mais conhecida e reverenciada: “Free Bird”.
As origens de “Free Bird” (ou Freebird, como aparece escrito na capa do single) remonta ao início da banda. O roadie e futuro tecladista da banda, Billy Powell, foi descoberto quando Ronnie Van Zant o viu tocar a introdução do que se tornaria a canção em um baile da escola, convidando-o para participar da banda.
Já a então namorada do guitarrista Allen Collins, Kathy, que se tornaria sua futura esposa, lhe fez certa vez a seguinte pergunta: "If I leave here tomorrow, would you still remember me?". Esta frase se tornaria o verso de abertura de “Free Bird”.
É a única canção em que o guitarrista Gary Rossington não usa uma guitarra do modelo Les Paul. Para “Free Bird”, Rossington usou uma guitarra modelo Gibson SG.
“Free Bird” foi lançada como single em Novembro de 1974, tornando-se a 19ª colocada na parada de sucesso norte-americana dessa natureza, conseguindo a 31ª posição na sua correspondente britânica. Lançada como single para promover o álbum ao vivo One More From The Road, de 1976, ficou a 38ª posição da parada norte-americana.
A canção está na 191ª posição da lista de canções que “moldaram o rock and roll”, que foi formulada pelo Rock Roll Hall Of Fame. Em eleição realizada pelo canal VH1, ficou com a 26ª posição de melhor canção de Hard Rock, enquanto teve a 3ª posição de melhor solo de guitarra pela revista Guitar World – em boa parte pelo fenomenal solo realizado pelos três guitarristas na canção.
Obviamente, “Free Bird” se tornou um clássico obrigatório nos shows do Lynyrd Skynyrd, tradicionalmente como a canção que encerra o espetáculo. Muitas vezes, a faixa é estendida até perto de 15 minutos, dando espaço para improvisações.
Na década de setenta chegou a ser tão popular, que era pedida pelo público em apresentações de diferentes músicos e de diferentes estilos em qualquer apresentação dentro dos Estados Unidos. Uma espécie de “Toca Raul”, tão popular e conhecido no Brasil.
Após o terrível acidente que vitimou boa parte da banda em 1977, músicas eram tocadas nas reuniões tributo como instrumentais por parte dos músicos sobreviventes. Em “Free Bird”, com o microfone sendo deixado sozinho, iluminado solitariamente, como forma de homenagem, só realizada de maneira instrumental.
A tradição duraria até 1989, quando uma multidão enfurecida, clamou ao guitarrista Gary Rossington que o irmão mais novo do falecido Ronnie Van Zant, Johnny, cantasse a canção pela primeira vez – o que este jurou não mais fazer durante a turnê tributo.
É outra canção com várias versões cover por diferentes artistas, como exemplo, Peter Frampton. “Free Bird” é um verdadeiro hino do Rock and Roll.
Considerações Finais
Não é nenhum exagero afirmar que ‘Pronounced’ é um dos grandes álbuns de estreia de um grupo de Rock. Não apenas o sucesso comercial sugere isso mas também o impacto que suas canções têm até hoje junto ao público são ótimos instrumentos para aferir esta afirmação.
Distribuído pela MCA Records, o álbum atingiu a ótima 27ª posição da parada de álbuns dos Estados Unidos. Está na 401ª posição da lista de melhores álbuns de todos os tempos da revista Rolling Stone. Estima-se que o álbum supere a casa de 2 milhões de cópias vendidas internacionalmente.
O sucesso da banda crescia rapidamente, boa parte devido à turnê que se seguiu após o lançamento de ‘Pronounced’, na qual houve diversas apresentações como banda de abertura para a famosa turnê Quadrophenia, do The Who.
Outro fator foi o lançamento do segundo álbum do grupo, o ótimo Second Helping, lançado em abril de 1974 e que continha o incrível sucesso: a canção “Sweet Home Alabama”.
Já consolidada como uma grande banda, cinco dias após o lançamento do álbum Street Survivors (1977) e, também, após cinco shows de sua turnê mais bem sucedida como banda principal, o avião Convair CV-300 ficou sem combustível no fim de seu vôo no dia 20 de outubro de 1977, caindo em uma floresta em Gillsburg, Mississipi.
Ronnie Van Zant:
No acidente, o vocalista Ronnie Van Zant, o guitarrista Steve Gaines e sua irmã Cassie Gaines (que fazia backing vocals na banda), o assistente de turnê Dean Kilpatrick, além do piloto Walter McCreary e do co-piloto William Gray, morreram com o impacto. Os demais membros da banda à época (Collins, Rossington, Wilkeson, Powell, Pyle, Hawkins) e o pessoal de apoio na turnê sofreram graves lesões. A tragédia encerrou o período clássico do grupo.
Durante as décadas seguintes, o Lynyrd Skynyrd teve diversas formações, alternando entre turnês ou mesmo gravando álbuns de inéditas, por vezes apostando em uma sonoridade mais pesada, mas sempre baseada no Southern Rock e mantendo esta verdadeira instituição do Rock & Roll viva.
Formação:
Ronnie Van Zant – Vocal
Gary Rossington – Guitarra Solo em "Tuesday's Gone", "Gimme Three Steps", "Things Goin' On", "Poison Whiskey", "Simple Man", Guitarra Base nas demais
Allen Collins – Guitarra Solo em "I Ain't The One" & "Free Bird", Guitarra Base nas demais
Ed King – Guitarra Solo em "Mississippi Kid", Baixo em todas as faixas, exceto em "Mississippi Kid" e "Tuesday's Gone"
Billy Powell – Teclado
Bob Burns – Bateria, exceto em "Tuesday's Gone"
Leon Wilkeson – Baixo em "Mississippi Kid" e "Tuesday's Gone"
Músicos Adicionais:
Al Kooper (Roosevelt Gook) – Baixo e Mellotron em "Tuesday's Gone", Bandolim e Bumbo em "Mississippi Kid", Órgão em "Simple Man", "Poison Whiskey" e "Free Bird", Mellotron em "Free Bird"
Robert Nix – Bateria em "Tuesday's Gone"
Bobbye Hall – Percussão em "Gimme Three Steps" e "Things Goin' On"
Falar de uma banda como o Lynyrd Skynyrd é uma oportunidade para se divulgar um dos grandes nomes da história do Rock and Roll.
A banda teve sua trajetória marcada pela terrível tragédia que vitimou músicos e pessoal da equipe do conjunto, entre eles o vocalista e fundador do grupo, Ronnie Van Zant. Pelo menos, Ronnie deixou vários registros de toda sua criatividade e talento dos tempos anteriores ao acidente.
Esses álbuns da década de setenta são extremamente recomendados pelo blog, mostrando um grupo com uma sonoridade bastante criativa e uma identidade musical sólida e consistente. O Lynyrd Skynyrd gravou álbuns memoráveis como Second Helping (1974) e Street Survivors (1977).
‘Pronounced’ é um álbum quase perfeito, possuindo músicas incríveis como “Free Bird”, “Tueday’s Gone” e “Gimme Three Steps”. Isso sem falar na música preferida deste ‘blogeiro’, “Simple Man”, uma das mais belas canções de todos os tempos.
Para nossa sorte, o Lynyrd Skynyrd continuou mesmo depois da tragédia, excursionando e gravando álbuns de inéditas – com muito boa qualidade. E assim, espalhando e mantendo essa verdadeira nação do Rock viva, atraindo novos fãs e mostrando a todos o que é música de verdade.
Vale lembrar o respeito e a reverência com que os membros atuais do grupo, liderados pelo vocalista e irmão mais novo do falecido Ronnie Van Zant, Johnny, demonstram pelos músicos anteriores.
Johnny Van Zant:
Um declarado fã do Lynyrd Skynyrd era o falecido baixista do Metallica, Cliff Burton, o que me deixa em excelente companhia. Álbum e banda obrigatórios para fãs de Rock de verdade!