Idlewild South é o segundo álbum de estúdio
da banda norte-americana chamada The Allman Brothers Band. O lançamento oficial
do disco aconteceu em 23 de setembro de 1970, através dos selos Atco e
Capricorn. As gravações ocorreram entre fevereiro e julho daquele mesmo ano,
nos estúdios Capricorn Sound (em Macon), Criteria e Atlantic South (em Miami) e
Regent Sound (em New York City); todos nos Estados Unidos. A produção ficou
majoritariamente com Tom Dowd e também com Joel Dorn.
Idlewild South é o segundo álbum de estúdio da banda norte-americana chamada The Allman Brothers Band. O lançamento oficial do disco aconteceu em 23 de setembro de 1970, através dos selos Atco e Capricorn. As gravações ocorreram entre fevereiro e julho daquele mesmo ano, nos estúdios Capricorn Sound (em Macon), Criteria e Atlantic South (em Miami) e Regent Sound (em New York City); todos nos Estados Unidos. A produção ficou majoritariamente com Tom Dowd e também com Joel Dorn.
Esta é a segunda vez que o site aborda a The Allman Brothers Band e, para aqueles que desejarem mais informações, deixamos o link AQUI.
Antecedentes
Em 1970, a The Allman Brothers Band era formada pelo vocalista/organista Gregg Allman, pelos guitarristas Duane Allman e Dickey Betts, pelo baixista Berry Oakley e pelos bateristas Jai Johanny Johanson e Butch Trucks.
A The Allman Brothers Band foi formada em março de 1969, e começou a escrever músicas e a fazer turnês juntos. Naquele mês de agosto, o grupo gravou seu álbum de estreia autointitulado, que foi lançado em novembro pela Capricorn Records, uma divisão da Atlantic Records.
O disco recebeu uma resposta comercial pobre, vendendo menos de 35 mil cópias no lançamento inicial. Executivos da gravadora sugeriram ao empresário da banda e presidente da Capricorn, Phil Walden, que ele mudasse o grupo para Nova York ou Los Angeles a fim de aumentar sua exposição. "Eles queriam que agíssemos como uma banda de rock "e nós apenas lhes dissemos para "se foderem"”, lembrou Trucks.
De sua parte, os membros da banda permaneceram otimistas, optando por ficar no Sul. "Disseram-nos que cairíamos no esquecimento lá", disse Gregg Allman, mas a colaboração entre a banda e a Capricorn Records “ transformou Macon de uma cidadezinha sonolenta em um lugar muito moderno, selvagem e louco; cheio de motociclistas e roqueiros ".
Em março de 1970, a esposa de Oakley alugou uma grande casa vitoriana na 2321 Avenida Vineville, em Macon, que eles apelidaram de “a Casa Grande".
Idlewild South foi o primeiro esforço da banda com Tom Dowd, conhecido por seu trabalho com Cream e John Coltrane. Dowd ouviu a banda ensaiando pela primeira vez enquanto visitava o Capricorn Sound Studios, em Macon, perguntando o nome deles e comentando com Walden: "Tire-os de lá e os entregue no estúdio. Eles não precisam ensaiar; eles estão prontos para gravar".
Dowd foi inicialmente escalado para trabalhar com a banda em seu álbum de estreia, mas foi impedido no último minuto. Inicialmente, o conjunto pediu ao amigo e colega Johnny Sandlin para produzir seu segundo álbum, mas conforme a gravação se aproximava, tornou-se óbvio que queriam que ele coproduzisse o disco com Dowd.
Em uma de suas primeiras sessões, Sandlin estava dando sugestões e atuando como coprodutor, embora ninguém tivesse informado Dowd; Sandlin ficou constrangido e não retornaria ao estúdio.
Duane Allman
Gravações
As primeiras sessões de gravação para Idlewild South ocorreram em meados de fevereiro de 1970, no recém-construído Capricorn Sound Studios, em Macon.
Posteriormente, a banda mudou-se para o Criteria Studios, em Miami, em meados de março, onde Dowd se sentia mais confortável produzindo álbuns; já que ele via o então novo estúdio da Capricorn como um trabalho em andamento e impróprio para gravar.
O grupo estava constantemente na estrada enquanto Idlewild South era desenvolvido, levando a um processo de gravação fraturado e concluído aos trancos e barrancos. Eles se reuniram novamente com Dowd durante pequenas pausas nos shows.
Além disso, o líder do grupo, Duane Allman ainda recebeu convites para tocar como músico de sessão em outro lugar; nas "raras ocasiões em que [a banda] poderia retornar a Macon para um breve intervalo", Allman pegava a estrada para Nova York, Miami ou Muscle Shoals para contribuir com as sessões de outros artistas.
Nos dias em que a banda estaria disponível, o empresário Walden ligava a Dowd para informá-lo; ele costumava assistir ao show deles e passar o resto da noite no estúdio. Depois de quase meio ano e mais de três estúdios de gravação diferentes, a produção foi encerrada em julho de 1970.
A The Allman Brothers Band optou por gravar a maior parte de Idlewild South ao vivo, com todos os músicos tocando juntos. Em raras ocasiões, eles voltariam para seções de overdub, pois não estavam de acordo com o padrão.
"A ideia é que parte da coisa dos Allman Brothers é a espontaneidade - a elasticidade. As partes e os tempos variam de uma forma que só eles são sensíveis", disse Dowd.
Duane frequentemente deixava uma música sozinha para mais trabalho e testes na estrada.
Joel Dorn, predominantemente um produtor de jazz da Atlantic, entrou em cena para produzir uma música do álbum, "Please Call Home", que foi gravada no Regency Sound Studios, em 14 de julho de 1970. O grupo estava em Nova York na época e Dowd não estava disponível.
Após o processo de gravação, Duane foi convidado a se juntar a Eric Clapton e seu novo grupo Derek & the Dominos na gravação de seu álbum de estreia, Layla and Other Assorted Love Songs. Clapton, mais tarde, convidou formalmente Allman para se juntar ao grupo, mas ele recusou relutantemente, expressando lealdade aos membros da Allman Brothers e o conceito musical que a originou.
Gregg Allman
Ideias Musicais
"Revival" inicialmente tomou forma como instrumental, com a letra como uma reflexão tardia. A canção assume decididamente um toque gospel no meio do caminho, acentuado por "palmas de mão parecidas com as de uma igreja".
"Don't Keep Me Wonderin", escrita por Gregg Allman, com Duane na guitarra slide e Thom Doucette na gaita. "Midnight Rider" se desenvolveu rapidamente e trazia letras contribuídas pelo roadie Robert Payne, que deu uma sugestão a Gregg Allman enquanto estavam juntos em seu armazém de equipamentos. Como não tinham uma chave do então próximo Capricorn Sound Studios, a dupla invadiu o estúdio e gravou uma demo rápida com Twiggs Lyndon no baixo e Johanson nas congas.
Duane eventualmente criou as linhas de violão para "Revival" e "Midnight Rider", já que ele foi mais rápido para gravar e mais experiente tecnicamente devido ao seu trabalho de sessão no Muscle Shoals.
"In Memory of Elizabeth Reed" foi inspirada por uma mulher com quem Betts estava envolvido em Macon, a namorada do músico Boz Scaggs. Para disfarçar sua identidade, a canção recebeu o nome de uma lápide que Betts viu no cemitério Rose Hill, onde os membros da banda costumavam se aventurar em seus primeiros dias para relaxar e escrever canções. Esta é uma lenda consideravelmente desenvolvida sobre a gênese da canção, muito alimentada por uma entrevista improvisada que Duane Allman deu à revista Rolling Stone. A canção é a primeira composição de Betts gravada pela banda.
"Hoochie Coochie Man" foi o rearranjo da banda para uma melodia de Muddy Waters escolhida pelo baixista Berry Oakley e também oriunda dos dias de Betts tocando-a em sua banda anterior, The Second Coming. Apresentando Oakley em seu único vocal no estúdio, é quase duas vezes mais rápida que o original de Waters.
"Please Call Home" foi gravada em Nova York com o produtor de jazz Joel Dorn em duas tomadas. “Leave My Blues at Home" contém toques de funk e um fade out estendido nas guitarras gêmeas da banda.
Título do Disco
O nome do álbum veio do apelido da banda para uma cabana, de 165 dólares mensais, que o grupo alugou em um lago fora de Macon, no início de seus dias lá, as idas e vindas ocupadas que os lembravam do Aeroporto Idlewild na cidade de Nova York.
Idlewild South era o lar de ensaios e festas e era "onde a irmandade aconteceu", de acordo com o roadie Kim Payne; "Houve um pacto feito lá em torno de uma fogueira - todos por um e um por todos. Todos acreditaram [na banda] 100 por cento".
De acordo com Linda Oakley, esposa do baixista Oakley, o grupo manteve uma festa de véspera de ano novo em 1970, onde eles, à meia-noite, se juntaram em um coro de "Will the Circle Be Unbroken". "Foi um momento crucial, um testamento de amor", disse ela. Muito do material apresentado no álbum se originou naquela cabana.
A formação clássica da banda
Vamos às faixas:
REVIVAL
A ótima “Revival” abre o disco com um clima bastante divertido e uma inegável pegada country.
A letra menciona amor livre:
People can you feel it? Love is everywhere.
People can you hear it? Love is in the air.
We're in a revolution. Don't you know we're right.
Everyone is singing. Yeah! There'll be no one to fight
Em sua primeira contribuição como compositor para a banda, o guitarrista Dickey Betts inicialmente compôs "Revival" como instrumental. Ele começou a cantar junto, e as letras vieram como uma reflexão tardia, o que não era típico.
Betts tendia a compor canções instrumentais naturalmente; comentando mais tarde: "Você tem que ter uma abordagem totalmente diferente; um instrumental tem que ser realmente cativante e quando você consegue é muito satisfatório porque você transcendeu as palavras e se comunicou com emoção".
Duane Allman toca o violão ouvido em "Revival", já que ele era melhor em obter um bom som acústico devido à sua experiência em estúdio.
A faixa foi lançada como single e atingiu a 92ª na principal parada norte-americana desta natureza.
DON’T KEEP ME WONDERIN’
Guitarras afiadas e vocais mais “agressivos” marcam outra grande música, “Don’t Keep Me Wonderin’”.
A letra fala sobre um relacionamento:
Oh, tell me 'bout the car I saw,
parked outside your door,
tell me what you left me waiting,
two or three hours for
MIDNIGHT RIDER
A pegada bluesy e os ótimos vocais de Gregg marcam um verdadeiro clássico, “Midnight Rider”.
A letra fala sobre um homem em uma corrida:
Well, I've got to run to keep from hiding
And I'm bound to keep on riding
And I've got one more silver dollar
But I'm not gonna let them catch me, no
Not gonna let 'em catch the midnight rider
O arranjo dos versos apresenta o violão de Duane Allman carregando as mudanças da música, sustentado por uma seção rítmica guiada por congas e um órgão. As frases da guitarra solo de Dickey Betts ornamentam os refrãos e a pausa instrumental, enquanto o canto poderoso e cheio de alma de Gregg Allman, com reverberação que produz harmonia, fez com que a música se tornasse conhecida por alguns como a peça de assinatura de Allman.
A canção foi lançada como single e não conseguiu emplacar em nenhuma parada de sucesso. Versões cover de sucesso foram gravadas por Joe Cocker, Paul Davidson e Willie Nelson.
IN MEMORY OF ELIZABETH REED
A bela instrumental “In Memory of Elizabeth Reed” traz um inegável clima de ‘jam session’.
HOOCHIE COOCHIE MAN
“Hoochie Coochie Man” é um Blues Rock vigoroso, com ótima atuação de Duane Allman na guitarra.
A letra é em tom divertido:
I'll make all you little girls,
turn your heads around.
Then I'm gonna take you little girls,
gonna take you right on down... with me yeah
Trata-se de uma versão para a música de mesmo nome, originalmente composta por Willie Dixon.
PLEASE CALL HOME
A belíssima balada “Please Call Home” quebra o ritmo do disco, mas de maneira orgânica e – porque não – brilhante.
A letra mostra um certo conformismo:
I guess I saw it comin day by day.
But, oh, I could not stand the failure.
Before you leave, there's just one thing I must say,
Please, call home if ya change your mind.
Oh, I don't mind.
LEAVE MY BLUES AT HOME
O álbum se encerra com a ótima pegada Blues Rock na memorável “Leave My Blues at Home”.
A letra menciona um romance:
And I feel I have to scream
whenever I get the notion.
And though I try so hard,
I can't hold back my emotions
Considerações Finais
Idlewild South conseguiu atingir a principal parada norte-americana de álbuns, conquistando a 38ª posição.
Em comparação com a estreia do conjunto, o disco vendeu apenas "um pouco melhor, apesar da crescente reputação nacional da banda, e incluiu canções que se tornariam a base de seu repertório - e, eventualmente, das rádios de rock".
Jim Hawkins, engenheiro do álbum, lembrou que Walden o informou que Idlewild South foi lançado com 50 mil cópias em sua primeira semana, antes de se estabelecer em mil por semana.
Enquanto o álbum ajudou a aumentar a popularidade do grupo, o nome da Allman Brothers realmente cresceu em fama devido às suas apresentações ao vivo. Walden duvidou do futuro da banda, preocupado se eles se estabeleceriam, mas o boca a boca se espalhou devido à agenda de turnês implacável da banda, e as multidões aumentaram.
Ed Leimbacher, da Rolling Stone, escreveu que Idlewild South "é um bom presságio para o futuro dos Allmans", chamando-o de "um grande passo à frente do primeiro", mas considerou o segundo lado do LP uma decepção. Robert Christgau, do The Village Voice, deu ao álbum um "B +" e o considerou uma peça complementar ao trabalho de Duane Allman em Layla, observando que "muitas pessoas pensam que Duane Allman já é um titã no ranking da guitarra elétrica”.
Uma revisão retrospectiva, de nota máxima, de Bruce Eder na Allmusic, considerou-o "o melhor álbum de estúdio da história do grupo, blues elétrico com uma textura acústica, solo virtuoso, slide e órgão tocando, e uma seleção matadora de canções".
Em 2014, a revista Rolling Stone listou-o entre os álbuns mais "inovadores", cobrindo seu impacto no Southern rock: "Em seu segundo álbum, os Allman Brothers se transformaram de meros roqueiros de blues em uma montagem criando um tipo inteiramente novo de música sulista".
A sorte do conjunto começou a mudar ao longo de 1971, quando o ganho médio da banda dobrou. "Percebemos que o público era uma grande parte do que fazíamos, que não podia ser duplicado em um estúdio. Uma lâmpada finalmente se apagou; precisávamos fazer um álbum ao vivo", disse Gregg Allman.
At Fillmore East foi gravado em três noites - 11, 12 e 13 de março de 1971 - no Fillmore East em Nova York, pelo qual a banda recebeu 1.250 dólares por noite.
At Fillmore East foi lançado em julho de 1971, pela Capricorn Records, como um álbum duplo, pelo preço de um único LP. Enquanto os discos anteriores da banda levaram meses para chegar às paradas (muitas vezes perto do final do top 200), o álbum começou a subir nas paradas depois de alguns dias.
A The Allman Brothers Band é uma verdadeira instituição do Rock ‘n’ Roll. Uma das mais incríveis bandas da história do estilo.
Seu segundo álbum, Idlewild South, traz o estilo que consagrou a banda: um Rock divertido, repleto de melodia e com as influências da música ‘sulista’ norte-americana. Este caldeirão musical produziu canções memoráveis e que seriam influências diretas para o nascente ‘Southern Rock’.
Em um disco sem músicas de enchimento, as preferidas do Blog são a versão matadora para “Hoochie Coochie Man”, a lindíssima “Please Call Home” e a clássica “Midnight Rider”.
Enfim, Idlewild South é um dos grandes álbuns da história do Rock e uma obra inegavelmente influente. O registro definitivo do talento do grande guitarrista Duane Allman e a prova de que a The Allman Brothers Band é uma verdadeira referência para fãs do Rock ‘n’ Roll.
The
Allman Brothers Band é o álbum de estreia da banda norte-americana
de mesmo nome, ou seja, o The Allman Brothers Band. Seu lançamento
oficial aconteceu em 4 de novembro de 1969, através dos selos Atco
Records e Capricorn Records. As gravações ocorreram entre 3 e 12 de
agosto daquele mesmo ano, no Atlantic Studios, em New York City,
Estados Unidos. A produção ficou por conta de Adrian Barber.
The Allman Brothers Band é o álbum de estreia da banda norte-americana de mesmo nome, ou seja, o The Allman Brothers Band. Seu lançamento oficial aconteceu em 4 de novembro de 1969, através dos selos Atco Records e Capricorn Records. As gravações ocorreram entre 3 e 12 de agosto daquele mesmo ano, no Atlantic Studios, em New York City, Estados Unidos. A produção ficou por conta de Adrian Barber.
O The Allman Brothers Band é uma verdadeira instituição do Rock. O Blog vai abordar sua formação para depois se ater ao seu memorável álbum de estreia.
Duane Allman, e seu irmão mais novo, Gregg, cresceram em Daytona Beach, no estado norte-americano da Flórida. A dupla formou sua primeira banda, chamada Escorts, que logo evoluiu para The Allman Joys, em meados dos anos 1960.
Um amigo introduziu Gregg aos ritmos R&B e Soul Music, e os irmãos logo começaram a incorporá-los em seu som.
Em 1967, o grupo passou um tempo em St. Louis, onde um executivo de uma gravadora baseada em Los Angeles os descobriu. Assim, consequentemente, a banda se mudou para a Costa Oeste dos Estados Unidos e foram renomeados como The Hour Glass, gravando dois álbuns malsucedidos pela Liberty Records.
Duane retornou para casa objetivando perseguir uma carreira como músico de estúdio, em Muscle Shoals, no estado do Alabama. Gregg ficou em Hollywood cumprindo obrigações contratuais com a gravadora Liberty, a qual acreditava que poderia seguir uma carreira solo.
Assim, ambos estavam separados pela primeira vez, por um ano, mas conseguiram se reunir em Miami, produzindo um álbum demo com a banda The 31st of February, um grupo que incluía o baterista Butch Trucks.
No FAME Studios, em Muscle Shoals, Duane Allman se tornou o guitarrista principal de estúdio, gravando com artistas como Aretha Franklin e King Curtis.
O FAME assinou um contrato de gravação, de cinco anos, com Duane e assim ele montou um grupo, incluindo Johnny Sandlin e Paul Hornsby. Duane também recrutou Jai Johanny Johanson (Jaimoe) depois de ouvir sua bateria em uma demo de Jackie Avery, e os dois se mudaram para sua casa em Tennessee River.
Duane Allman convidou o baixista Berry Oakley para tocar com o novo grupo já que a dupla havia se conhecido em um clube de Jacksonville, Florida, algum tempo antes, e se tornaram amigos rapidamente.
O grupo teve química imediata, e a visão de Duane para uma banda "diferente" - com dois guitarristas e dois bateristas - começou a evoluir.
Duane Allman
Enquanto isso, Phil Walden, o manager de Otis Redding e vários outros artistas de R&B, estava procurando expandir seus negócios a bandas de rock. O proprietário do FAME ficara frustrado com os métodos de gravação do grupo e ofereceu as faixas gravadas e seu contrato para Walden e Jerry Wexler, da Atlantic Records, por 10 mil dólares.
Desse modo, Walden destina o grupo para ser a peça central de seu novo selo, a Capricorn Records.
Duane e Jaimoe se mudaram para Jacksonville, no início de março de 1969, pois Duane havia se frustrado em sua relação com o FAME Studios.
Duane acabou convidando quem quisesse se juntar às jam sessions que deram origem ao Allman Brothers Band. Dickey Betts, líder da banda anterior de Berry Oakley, The Second Coming, tornou-se o segundo guitarrista do grupo, enquanto Butch Trucks, com quem Duane e Gregg haviam gravado a demo menos de um ano antes, ficou com o posto de segundo baterista do novo grupo.
Reese Wynans, também do The Second Coming, tocava teclado, e Duane, Oakley, e Betts compartilhavam os vocais. O grupo, ainda sem nome, começou a fazer shows gratuitos no Willow Branch Park, em Jacksonville, com um elenco de músicos bem rotativo.
Duane sentia fortemente que seu irmão Gregg deveria ser o vocalista do novo grupo (o que efetivamente eliminou Wynans da banda, pois Gregg também tocava teclado). Assim, Gregg deixou Los Angeles e entrou em ensaio em 26 de março de 1969, quando o grupo estava praticando a canção de Muddy Waters chamada "Trouble No More".
Apesar de Gregg se sentir intimidado, inicialmente, pelos demais músicos, Duane pressionou seu irmão a soltar sua voz.
Quatro dias mais tarde, o grupo fez sua estréia no Jacksonville Armory. Embora muitos nomes tenham sido usados, incluindo Beelzebub, o sexteto acabou por se decidir em Allman Brothers Band.
O grupo mudou-se para Macon, uma cidade no estado norte-americano da Geórgia por volta do dia 1 de maio de 1969, onde Walden estava estabelecendo sua Capricorn Records. A banda se apresentava localmente, bem como a cerca de oitenta milhas ao norte, no Parque Piedmont, de Atlanta, além de ensaiar nos estúdios da Capricorn quase todos os dias.
O conjunto forjou uma fraternidade forte entre seus membros, gastando incontáveis horas ensaiando, consumindo drogas psicodélicas e até mesmo indo ao Cemitério de Rose Hill, onde eles escreveriam músicas. (Nota do Blog: Rose Hill Cemetery é um cemitério localizado na cidade de Macon, no estado norte-americano da Geórgia, inaugurado em 1840 e onde estão enterrados Duane Allman e Berry Oakley).
Dickey Betts
As primeiras apresentações do grupo, fora do Sul dos EUA, ocorreram em 30 e 31 de maio, em Boston, sendo banda de abertura para o Velvet Underground.
Precisando de mais material, o grupo remodelou velhas canções de blues como “Trouble No More” e “One Way Out”, além de criar improvisos como “Mountain Jam”. Em paralelo, Gregg, o qual lutara para escrever no passado, tornou-se o único compositor da banda, criando músicas como “Whipping Post” e “Black-Hearted Woman”.
Grande parte do material que estaria presente no disco de estreia da banda foi escrito no período compreendido entre maio e agosto de 1969, e estreou ao vivo. De acordo com Johanson, o grupo avaliava a reação da multidão às canções e ajustava-as em conformidade com a resposta do público.
A banda partiu de Macon para a cidade de Nova York, em agosto de 1969, e enfrentou retrocessos ao longo do caminho, como o caminhão com seus equipamentos quebrando na Carolina do Sul. Ademais, o grupo havia programado para trabalhar com o produtor do Cream, Tom Dowd, mas que ficou indisponível. Desta forma, Adrian Barber, engenheiro de som da Atlantic Records, foi quem gravou as sessões, sendo creditado como o produtor do álbum.
O álbum The Allman Brothers Band foi gravado e mixado em duas semanas. A banda havia executado suas músicas incontáveis vezes nos meses anteriores e sabia o caminho a ser seguido. Numerosos artistas, incluindo Ray Charles, haviam gravado no órgão Hammond do estúdio, mas Gregg Allman optou pelo seu próprio equipamento, pois se sentiu incapaz de tocar no mesmo instrumento que Charles.
Um fato curioso: uma luz vermelha, na placa de gravação, ascendia-se quando a banda começava a gravar, enfurecendo Gregg Allman; que, a fim de finalizar as tomadas, conforme necessário, acabou desenroscando a lâmpada.
A reserva de duas semanas, do estúdio, foi projetada, inicialmente, para gravação das faixas básicas, com os overdubs sendo adicionados posteriormente, mas o grupo terminou finalizando o registro inteiro em seis dias não consecutivos.
Em 5 de agosto, a banda gravou “Black Hearted Woman” e “Trouble No More”, e completou “Whipping Post” depois de um outro dia de folga, no dia 7 de agosto, levando todo o dia para finalizar a faixa.
No dia seguinte, a banda tentou gravar “Statesboro Blues”, que foi a música a qual influenciou Duane Allman a começar a tocar slide guitar. (Nota do Blog: Slide guitar, ou Bottleneck guitar, é uma forma de tocar guitarra, em que se utiliza no dedo médio, anular, mínimo ou indicador (este último menos comum), um pequeno tubo oco cilíndrico, feito de metal, vidro ou cerâmica. Com o objetivo de alterar o tom em que se toca, deslizando esse tubo pelas cordas da guitarra. Este método, introduzido inicialmente na música do Havaí, passou a ser utilizado nos blues (Blues rock) e no country).
Incapaz de obter a mesma energia de quando era executada ao vivo, a banda desmantelou a gravação de “Statesboro Blues” e cancelou a sessão para o dia.
“Every Hungry Woman” foi gravada em 11 de agosto, e seu último dia no estúdio na terça-feira, 12 de agosto, produziu uma versão final de “Dreams”.
Durante o período em Nova York, o grupo fez sua estreia, durante três noites não consecutivas, no Ungano's, em Manhattan, um clube que acabaria por ser considerado pelo conjunto como sua “segunda casa”.
Gregg Allman sentiu que a banda havia apressado sua gravação de estreia e, mais tarde, acabou infeliz com o som de seu vocal no registro. Barber discordou dessa avaliação, e, não querendo causar qualquer discussão, Allman acabou recuando.
As músicas do álbum foram arranjadas, em grande parte, depois que Gregg Allman se juntou à banda em Jacksonville. A maioria das músicas surgiram a partir de longas e improvisadas jam sessions (Nota do Blog: Em música popular, como o jazz, jam significa tocar sem saber o que vem à frente, de improvisação. Nos clubes de jazz é comum que, após o número principal, os músicos presentes sejam convidados para subir ao palco e tocar junto com a banda sem nenhum ensaio prévio. A origem do termo é controversa. Pode vir do inglês jam que significa geléia, em alusão à mistura de estilos que esta prática proporciona. Alguns também acreditam que vem das inicias da expressão Jazz after midnight - Jazz depois da meia-noite, pois a maior parte destas sessões acontecem bem tarde, quando o público pagante já se retirou).
Gregg Allman
O estilo do grupo evoluiu a partir de uma mistura de jazz, música country, blues e rock, sendo o resultado do gosto musical de cada membro individualmente sendo apresentado aos seus colegas de conjunto. Entre as influências estavam Grateful Dead, Rolling Stones, Miles Davis e John Coltrane, entre vários outros.
As contribuições líricas de Gregg Allman para o álbum de estreia da banda foram chamadas de “concepções líricas notavelmente maduras para um rapaz tão jovem, habilmente executadas em um estilo minimalista, quase haicano” segundo o biógrafo Alan Paul.
Allman escreveu em seu livro de memórias, My Cross to Bear, sobre o processo de composição: “Eu escrevi a maior parte desse primeiro álbum naquela semana. Eu tinha total paz de espírito. Los Angeles e todas as suas mudanças nem sequer cruzaram minha mente. Eu senti como se eu estivesse começando tudo, o que eu estava”. As músicas do álbum foram escritas no Rose Hill Cemetery.
A capa do álbum foi feita pelo artista Stephen Paley. Paley havia chegado a conhecer Duane Allman durante sessões de fotos para a Atlantic. Ele ficou por “cerca de uma semana” em Macon com a banda, festejando com o grupo.
Juntos, abordaram todas as áreas da cidade que pareciam fotogênicas, como “campos, casas antigas, trilhos de trem e o cemitério”.
A foto da capa do álbum foi tirada na entrada da College House (hoje pertencente à Mercer University) ao lado da 315 College Street. A foto da contracapa do álbum foi obtida na Bond Tomb, no cemitério Rose Hill Cemetery.
Vamos às faixas:
DON'T WANT YOU NO MORE
O álbum já começa com um esforço instrumental por parte da banda, em uma sessão totalmente livre, na qual o grupo apresenta toda sua diversidade de influências musicais. Embora curta, uma amostra do talento superior do conjunto.
Trata-se de uma versão para a faixa “Don't Want You No More”, presente no álbum With Their New Face On, de 1968, da banda britânica Spencer Davis Group.
IT'S NOT MY CROSS TO BEAR
Em "It's Not My Cross to Bear", a forte influência bluesy aparece desde os primeiros segundos de execução. As guitarras estão ótimas, muito presentes, e cortam a música por todos os instantes, em grandes trabalhos de Duane Allman e Dickey Betts. Os vocais de Gregg Allman são um show à parte.
A letra é uma mensagem para que se siga sempre em frente, mesmo com adversidades:
I sat down and wrote you a long letter, it was just the other day Said, sure as the sunrise, baby, tomorrow I'll be up and on my way But I'll live on and I'll be strong 'cause it just ain't my cross to bear
BLACK HEARTED WOMAN
Já "Black Hearted Woman" possui um andamento mais urgente e acelerado sem, no entanto, abrir mão de uma melodia envolvente e, simultaneamente, repleta de swing. Trata-se de um Blues Rock com muita malemolência e um grande ritmo dançante. As guitarras, novamente, dão um show!
A letra é sobre uma mulher que enfeitiçou um homem:
Black hearted woman, can't you see your poor man dyin' Can't count on both hands, babe, all the lonely nights I've been cryin' Well I'm tired of all your slippery ways, I can't take your evil lyin'
Lançada como single, não obteve maior repercussão em termos das principais paradas de sucesso.
TROUBLE NO MORE
Mais um Blues repleto de swing, sem negar sua forte veia rock, é o que a versão para "Trouble No More" nos traz. O órgão de Gregg Allman está mais marcante, fazendo uma colcha sobre a qual as guitarras podem brilhar.
A letra é sobre uma garota que vive no limite:
Don't care how long you go, I don't care how long you stay, It's good kind treatment, Bring you home someday
Trata-se de uma versão para “Trouble No More”, single originalmente lançado pelo gênio do Blues, Muddy Waters, em 1955.
EVERY HUNGRY WOMAN
Em "Every Hungry Woman", o grupo aposta em um andamento mais cadenciado e arrastado, mas, em mais uma oportunidade, conservando um ritmo swingado e envolvente. A percussão, cortesia de Butch Trucks, está ainda mais realçada, casando-se perfeitamente com a sonoridade bastante maliciosa da faixa.
A letra é bastante divertida:
You got 16 lovely children No proud father knocking at your door Yeah--- but every hungry woman Has been in your place before
DREAMS
No início de "Dreams", o órgão cria um clima mais sombrio e soturno, onde se destaca uma interpretação intensa, mas contida, tudo isto obra de Gregg Allman. É a canção mais extensa do disco e oscila em passagens mais cadenciadas e em outras nas quais a banda acelera o seu andamento. A faixa é quase que totalmente instrumental, carregando em seu cerne um inegável espírito de improviso.
A letra é sobre decepção e esperança:
Just one more morning I had to wake up with the blues Pulled myself outta bed, yeah Put on my walkin shoes, Went up on the mountain, To see what I could see, The whole world was fallin, Right down in front of me
WHIPPING POST
A sétima - e última - faixa de The Allman Brothers Band é "Whipping Post". Quaisquer palavras serão um esforço praticamente inútil para traduzir a sutil, mas, ao mesmo tempo, hipnotizante beleza de uma das grandes canções da história. Guitarras e órgão perfeitos, seção rítmica marcante e uma interpretação esplendorosa dos vocais de Gregg Allman. Espetacular!
A letra fala sobre amor e consequências:
I been run down, I been lied to I don't know why I let that mean woman make me a fool She took all my money, wrecked my new car Now she's with one of my goodtime buddies They're drinkin' in some crosstown bar
“Whipping Post” é um dos grandes clássicos da carreira do The Allman Brothers Band.
O sucesso e reconhecimento desta linda canção somente ocorreu com seu relançamento no álbum ao vivo At Fillmore East, lançado em julho de 1971.
“Whipping Post” ganhou uma repaginação, dando margem a vários improvisos, estendendo sua duração além dos 22 minutos. Desta forma, esta versão estendida, ganhou ampla circulação nas rádios que tocavam Rock Progressivo nos Estados Unidos.
O The Allman Brothers Band gravou outras versões para “Whipping Post”, mas nenhuma sem a mesma importância ou repercussão daquela presente em At Fillmore East. Tanto que foi esta a versão a qual foi incluída na lista Rock and Roll Hall of Fame's 500 Songs that Shaped Rock and Roll, do Hall da Fama do Rock, nos Estados Unidos e, também, é a presente na lista The 500 Greatest Songs of All Time, da revista norte-americana Rolling Stone.
O sucesso foi tão grande que, durante os anos 70, o público pedia “Whipping Post” durante shows de outros artistas, sendo que uma das vezes mais conhecidas foi a de um show do Frank Zappa, em 1974. Uma espécie de “Toca Raul”, tão conhecido no Brasil.
Considerações Finais
The Allman Brothers Band não atingiu o sucesso comercial almejado pelo grupo. Em termos das principais paradas de sucesso, alcançou o modesto 188º lugar na Billboard.
O disco foi lançado em novembro de 1969, através da Atco e Capricorn Records. A Atco era uma gravadora subsidiária da Atlantic Records, e Walden ainda não havia sequer criado um logotipo para a Capricorn Records. Em vez disso, o LP apresentava o logo da Atco com uma linha “quase imperceptível” com os dizeres Capricorn Records Series.
O registro recebeu uma resposta comercial pobre, vendendo menos de 35 mil cópias após sua liberação inicial. Alguns executivos sugeriram a Walden que mudasse a banda para Nova York ou Los Angeles, a fim de aclimatá-los à indústria.
Por sua vez, os membros do grupo permaneceram otimistas, optando por ficarem no sul. Segundo Gregg Allman, a colaboração entre banda e Capricorn Records “transformou Macon de pequena cidade sonolenta em um lugar com muito hip, selvagem e louco, cheio de motociclistas e roqueiros”.
A banda fez shows ao longo da Costa Leste norte-americana, em dezembro de 1969, tentando colocar o álbum no Top 200 da Billboard. Em janeiro de 1970, o grupo se apresentou no Electric Factory, em Filadélfia, e no Fillmore West, em San Francisco, antes de estrear no Whiskey a Go Go, em Los Angeles, este último representando o primeiro compromisso dos irmãos Allmans no local desde seus dias no Hour Glass.
No terceiro dia de shows no Whisky a Go Go, o álbum alcançou o número 188 no top 200, o suficiente para provar que o conjunto era mais do que uma banda regional. A Capricorn lançou “Black Hearted Woman” como single do álbum, editado com até quase dois minutos mais curto, em um esforço para colocá-la no top 40.
Lester Bangs, da revista Rolling Stone, chamou o álbum de “consistentemente sutil, honesto e comovente”, descrevendo a banda como “um grupo branco que transcendeu sua educação para produzir um som volátil, de blues-rock, de pura energia, inspiração e amor”.
Uma revisão retrospectiva de Bruce Eder, do Allmusic, indicou “pode ser o melhor álbum de estreia lançado por uma banda americana de Blues, um ensaio forte, poderoso, afiado e cheio de alma de blues elétrico com um ambiente nativo do sul".
A banda alugou uma fazenda, ao valor de 165 dólares por mês, em um lago fora de Macon, e com suas idas e vindas lembrou-lhes do Aeroporto de Idlewild, em Nova York.
Idlewild South foi o lar de ensaios e festas, e o lugar “onde a irmandade surgiu”, de acordo com roadie Kim Payne. Grande parte do material apresentado no segundo álbum da banda, Idlewild South, foi lá originado.
A esposa de Oakley alugou uma grande casa vitoriana, no 2321 Vineville Avenue, em Macon, e a banda se mudou para o que eles chamaram de “The Big House”, em março de 1970.
Em 23 de setembro de 1970, o grupo lançaria seu segundo álbum de estúdio, Idlewild South.
Maiores apresentações são totalmente dispensáveis para esta que é uma das mais importantes instituições da história do Rock: a The Allman Brothers Band.
Além de uma vasta e excepcional discografia, em especial seus trabalhos nos anos 70, o grupo foi um dos pilares do surgimento da vertente conhecida como Southern Rock, a qual apresenta outros nomes como o Lynyrd Skynyrd.
Em seu primeiro trabalho, a The Allman Brothers Band apresenta o Rock como base de sustentação para aplicar suas influências musicais sulistas (sul dos EUA), mais notoriamente o Blues. O que se ouve é um grupo extremamente criativo, altamente competente e que está lapidando sua sonoridade.
Tudo é feito com notável bom gosto e competência, só sendo possível, pois os músicos que formam a banda são muito acima da média. Preste atenção, caríssimo leitor, no feeling monstruoso da guitarra de Duane Allman, no sempre presente baixo de Berry Oakley e na interpretação apaixonada do vocalista Gregg Allman.
Um ponto negativo em The Allman Brothers Band é sua pequena duração, pouco mais de 33 minutos. Fica um inafastável gosto de "quero mais".
As letras são na média geral, focando nas relações humanas.
Pequeno, mas brilhante, não há canções de enchimento no disco. Difícil mesmo apontar destaques, mas é o dever do Blog.
"Dreams" tem um quê de jam session, confluindo o Rock e o Blues, mas com toques de Jazz os quais a tornam ainda mais memorável. "It's Not My Cross to Bear" é um Blues Rock mais sentido, com a guitarra de Duane Allman brilhante, formando uma música esplendorosa.
O swing de "Black Hearted Woman" é mais que envolvente, ele contagia mesmo os ouvintes mais ortodoxos.
E ainda há a espetacular "Whipping Post", simplesmente uma das melhores composições de todos os tempos.
Enfim, The Allman Brothers Band é um dos melhores álbuns de estreia de todos os tempos, sendo o pontapé inicial de uma das maiores e mais importantes instituições da história do Rock, a The Allman Brothers Band. Um grupo extremamente criativo, talentoso e competente. Pena que tenha demorado tanto tempo para aparecer no Blog.