Keeper
of the Seven Keys: Part II é o terceiro álbum de estúdio da banda
alemã Helloween. Seu lançamento oficial aconteceu em 29 de agosto
de 1988, através do selo Noise Records. As gravações ocorreram
entre maio e junho de 1988, no Horus Sound Studio, na cidade alemã
de Hannover. A produção ficou por conta de Tommy Newton e de Tommy
Hansen.
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HELLOWEEN - KEEPER OF THE SEVEN KEYS: PART 2 (1988)
Keeper
of the Seven Keys: Part II é o terceiro álbum de estúdio da banda
alemã Helloween. Seu lançamento oficial aconteceu em 29 de agosto
de 1988, através do selo Noise Records. As gravações ocorreram
entre maio e junho de 1988, no Horus Sound Studio, na cidade alemã
de Hannover. A produção ficou por conta de Tommy Newton e de Tommy
Hansen.
O
Helloween retorna ao RAC com outro de seus
trabalhos mais emblemáticos, Keeper of the Seven Keys: Part II.
Muito resumidamente, vai-se ater aos fatos que antecedem ao seu
lançamento para depois se focar no faixa a faixa.
Keeper
of the Seven Keys
Em
23 de maio de 1987 era lançado Keeper of the Seven Keys, o
segundo álbum de estúdio do Helloween.
Keeper
of the Seven Keys alçou o Helloween a um status de astros
do Heavy Metal, especialmente na Europa Continental.
![]() |
| Michael Weikath |
O
disco também marcou a estreia do sensacional vocalista Michael
Kiske, o qual transformou o conjunto em uma banda explosiva em cima
dos palcos.
Quando
Kiske entrou no grupo, o impacto foi imediato. A ideia era gravar um
álbum duplo para comemorar e apresentar o novo line-up, mas a
gravadora se recusou e o Helloween gravou e lançou ‘apenas’
Keeper of the Seven Keys: Part I.
Como
foi dito, a combinação volátil de poder e melodia inspiraria uma
geração inteira de bandas de metal e transformou o Helloween
em superstars em toda a Europa, bem como no Reino Unido, com o
conjunto fazendo tentativas de incursões até mesmo nos Estados
Unidos durante aquela época.
O
conjunto saiu em turnê, implacavelmente, pelo resto do ano de 1987 e
pelo seguinte, incluindo um período prolongado como banda de
abertura para o Iron Maiden.
Mas,
apesar desse ritmo de trabalho maníaco, o Helloween ainda
encontrou tempo para gravar a continuação de sua obra que o faz
ganhar o continente.
Part
II
Seguindo
a ideia de lançar um álbum duplo, o nome para o terceiro disco de
estúdio do conjunto não poderia ser outro: Keeper of the Seven
Keys: Part II.
![]() |
| Markus Grosskopf |
Para
as gravações, o grupo pausou seu ritmo insano de turnê,
reunindo-se entre em maio e junho de 1988 no Horus Sound Studio, em
Hannover, cidade alemã às margens do rio Leine e terra natal de
outra grande banda alemã, o Scorpions.
Para
a produção, o grupo apostou na mesma dupla de produtores do
bem-sucedido álbum antecessor: Tommy Newton e Tommy Hansen.
A
capa, novamente, é belíssima. Obra de Edda & Uwe Karezewski.
Vamos
às faixas:
INVITATION
"Invitation" é apenas uma pequena e criativa introdução para o álbum...
EAGLE
FLY FREE
"Eagle Fly Free" apresenta tudo aquilo que o Power Metal deve ter: um ritmo frenético, seção rítmica alucinante, guitarras insanas e um vocalista inspiradíssimo. Se alguém não conhece - e deseja conhecer - o Power Metal, basta apresentá-lo a esta música sensacional.
A
letra possui um tom crítico com a evolução humana:
Nowadays
the air's polluted
Ancient
people persecuted
That's
what mankind contributed
To
create a better time
YOU
ALWAYS WALK ALONE
Em "You Always Walk Alone", o trabalho das guitarras de Kai Hansen e Michael Weikath continua afiadíssimo. O grupo reduz, mesmo que pontualmente, o ritmo alucinante da faixa antecedente. O refrão é ótimo e Michael Kiske continua excelente nos vocais.
A
letra fala sobre confiança:
The
life I try to give is
All
I have inside of me
It's
one kind of life for me
This
music you hear
The
strength we have inside is
So
much more than you will know
But
if you can't see the life around
You'll
always walk alone
RISE
AND FALL
O Power Metal continua com tudo nesta canção. O baixo de Markus Grosskopf está mais evidente e o uso de um coro de vozes no refrão funciona muito bem. Os solos de guitarra se encaixam perfeitamente com a música.
A
letra possui conteúdo fantástico:
It's
the rise and fall
The
prize for all
That
ain´t nice at all
Luck
is like a ball
You
can´t recall or care at all
So
better use your brain!
DR.
STEIN
A incrível "Dr. Stein" é emblemática. Sua sonoridade consegue manter o peso e a intensidade características do Helloween, mas o flerte inteligente com o Hard a eleva de patamar. Com atuações impecáveis, "Dr. Stein" é uma canção de primeira linha.
A
letra brinca com o mito de Frankenstein:
Dr.
Stein grows funny creatures
Lets
them run into the night
They
become
Great
rock musicians
And
their time is right
“Dr.
Stein” é um grande clássico do Helloween.
A
faixa foi lançada como single, atingindo a 57ª posição da
principal parada britânica desta natureza. Ainda conquistou as 10ª
e 21ª colocações nas paradas de Alemanha e Suíça;
respectivamente.
A
música é tocada em praticamente todos os shows da banda além de
ter sido regravada, em um estilo meio Jazz, para a coletânea
Unarmed – Best of 25th Anniversary, de 2009.
WE
GOT THE RIGHT
Com uma presença marcante da seção rítmica, "We Got the Right" reduz a velocidade, mas ganha em peso e intensidade. Mesclando o supracitado peso com toques inteligentes de melodia e sensibilidade, o conjunto criou uma fabulosa música, mais voltada para o Metal Tradicional.
A
letra fala sobre direito e luta:
We
are credulous idiots
And
won't understand what they plan
We
march with the times
It's
what they expect and we do
Why
don't you open your eyes
To
undercover all of these lies?
I
think you won't accept this
Go
oppose with your fist
Fight
for your rights
MARCH
OF TIME
Embora "March of Time" seja um Power Metal daqueles que só o Helloween foi capaz de compor, com criatividade, melodia e ferocidade; é possível notar a influência que o Iron Maiden teve sobre o grupo, pois diversas passagens da canção remetem à lendária banda britânica, especialmente durante os solos de guitarra.
A
letra fala sobre tempo:
Times
of peace, times of fights
Constant
movement is our life
Can't
stop no more, not until we die
We
long for more eternity
And
maybe there's another life
This
one is short, no matter how you try
I
WANT OUT
"I Want Out" é uma música sensacional. Aliando melodia, intensidade e criatividade, a canção possui um refrão incrível, contando com uma atuação excepcional de Kiske nos vocais. O riff principal da faixa é memorável. Enfim, apenas ouça, mais palavras são absolutamente desnecessárias.
A
letra fala sobre liberdade:
People
tell me A and B
They
tell me how I have to see
Things
that I have seen already clear
So
they push me then from side to side
They're
pushing me from black to white
They're
pushing 'til there's nothing more to hear
“I
Want Out” é outro grande clássico do Helloween,
possivelmente, sua música mais conhecida.
A
canção foi lançada como single, alcançando a 69ª colocação na
principal parada britânica desta natureza. Também ficou com a 27ª
posição na correspondente suíça.
A
composição não é apenas um símbolo da banda Helloween, mas do
próprio estilo Power Metal.
A
música foi composta por Kai Hansen, que disse, em uma entrevista,
ser uma pista de seu desejo de realmente querer ‘sair’ da banda.
A
faixa é caracterizada por uma introdução amplamente reconhecível
e a marca registrada de Michael Kiske nos vocais, especialmente no
refrão.
“I
Want Out” também é influenciada pelo punk (especialmente, nas
letras, em tom de rebeldia) em contraste com outras músicas do
Helloween, ou no
trabalho de Hansen após deixar o grupo. Muitas vezes, é
interpretada ao vivo pelo Helloween e pelas bandas atuais de
Hansen e Kiske, Gamma Ray e Unisonic, respectivamente.
Nomes
do calibre de HammerFall, Sonata Arctica, Avalanch
e Skylark já fizeram versões para o clássico.
KEEPER
OF THE SEVEN KEYS
A nona - e última - faixa de Keeper of the Seven Keys: Part 2 é justamente a faixa-título, ou seja, "Keeper of the Seven Keys". Com mais de 13 minutos, a derradeira composição do disco é uma turnê de força, criatividade e senso melódico, uma verdadeira ode ao Heavy Metal. Encerra o álbum de modo espetacular.
A
letra é em tom de fantasia:
You're
the Keeper of the Seven Keys
That
lock up the seven seas
And
the Seer of Visions
Said
before he went blind
Hide
them from demons
And
rescue mankind
Or
the world we're all in will soon be sold
To
the throne of the evil paid with Lucifer's gold
To
the throne of the evil paid with Lucifer's gold
Considerações
Finais
Keeper
of the Seven Keys: Part II provou que o Helloween estava
em estado de graça, alavancando o nome do grupo de modo ainda maior.
O
disco atingiu a 108ª posição da principal parada norte-americana
de álbuns, conquistando a 24ª colocação na sua correspondente
britânica. Ainda ficou com os 5º, 6º, 7º e 9º lugares nas
paradas de Alemanha, Suíça, Suécia e Áustria, respectivamente.
A
crítica musical, em geral, enaltece os méritos do álbum. Keith
Bergman, do site Blabbermouth, dá nota máxima ao trabalho,
afirmando: “Se fosse possível dar a este disco (nota) 11, eu daria
- os dois primeiros álbuns ‘Keeper’ são marcos
essenciais na história do heavy metal, obras-primas incontestáveis
e pedras de toque que lançaram os sonhos de mil bandas de próxima
geração. ‘Parte II’ é mais ambicioso e mais grave, mais
atraente e mais complexo, e estabeleceu a banda em um curso de
grandeza”.
A
revista inglesa Classic Rock dá uma nota 8 (em 10) para
Keeper of the Seven Keys, enquanto Martin Popoff, em seu The
Collector's Guide to Heavy Metal: Volume 2: The Eighties, atribui
a nota 9 (em 10) ao trabalho.
Quem
destoa é o crítico Eduardo Rivadavia, do site AllMusic, que
atribui uma nota 3 (em 5) ao disco, afirmando: “Mas pareceu que o
até então líder do Helloween, o guitarrista Kai Hansen,
havia perdido o interesse em sua própria banda, e o resultado foi um
álbum terrivelmente inconsistente. Com exceção da excelente “I
Want Out”, suas poucas contribuições nas canções mostram
indiferença, deixando o vocalista Michael Kiske e o segundo
guitarrista Michael Weikath tentarem retirar os espaços - com
resultados mistos”.
A
MTV norte-americana colocou o single “I Want Out” em rotação
pesada e, também, no seu programa Headbanger's Ball. A emissora
também apresentou a turnê inaugural Headbangers Ball com o
Helloween se juntando a uma banda de thrash metal, de São
Francisco, Exodus, em apoio à atração principal, o Anthrax.
O grupo foi colocado no prestigiado segundo spot, logo antes da
apresentação principal do Antrax.
Na
sequência desta exposição ao público norte-americano, a banda
alcançou sucesso mundial.
O
guitarrista Kai Hansen, inesperadamente, deixou a banda, em 1989,
logo após a parte europeia da turnê Keeper of the Seven Keys:
Part II, devido a problemas de saúde, conflitos dentro da banda,
problemas com a gravadora Noise International e uma crescente
insatisfação com a vida em turnê. O guitarrista Michael Weikath
escolheu seu amigo, Roland Grapow, como substituto de Hansen,
inclusive para o resto da turnê.
Roland
Grapow, o qual era mecânico de automóveis na época, afirmou, em
2017 que, se Weikath não lhe tivesse pedido para se juntar à banda,
ele teria mantido seu emprego e abandonado seu sonho de se tornar um
músico profissional.
Em
1989, a banda lançou o álbum, ao vivo, chamado Live in the U.K.,
com material de sua turnê europeia de 1988.
Formação:
Michael
Kiske - Vocal
Kai
Hansen - Guitarra, Backing Vocals
Michael
Weikath - Guitarra, Teclados
Markus
Grosskopf - Baixo
Ingo
Schwichtenberg - Bateria
Faixas:
01.
Invitation (Weikath) - 1:06
02.
Eagle Fly Free (Weikath) - 5:08
03.
You Always Walk Alone (Kiske) - 5:08
04.
Rise and Fall (Weikath) - 4:22
05.
Dr. Stein (Weikath) - 5:03
06.
We Got the Right (Kiske) - 5:07
07.
Save Us (Hansen) - 5:15
08.
March of Time (Hansen) - 5:13
09.
I Want Out (Hansen) - 4:39
10.
Keeper of the Seven Keys (Weikath) - 13:37
Letras:
Opinião
do Blog:
Quando o RAC escreveu sobre Keeper of the Seven Keys: Part 1 era evidente que o Blog voltaria ao Helloween para terminar o post corretamente. Não que se tenha esquecido algo, mas é que se torna imperioso ver as duas partes da saga quase como uma coisa só. E, por favor, não recordem ao site que existiu o 'The Legacy', lançado em 2005.
Mantendo a mesma impecável formação, o grupo, no mínimo, manteve o mesmo nível de desempenho em Keeper of the Seven Keys: Part 2, apresentando ao mundo as características definitivas do que se convencionou chamar Power Metal.
A qualidade das composições continua soberba em uma fusão de peso, ritmo (intenso e acelerado) e melodias cativantes e bem construídas, tudo isto, unido, em um arcabouço musical único para aquela época e que se tornou exaustivamente copiado pelas décadas seguintes.
Desta forma, Keeper of the Seven Keys: Part 2 é a continuação perfeita e orgânica do disco lançado no ano anterior, não apenas guardando com aquele a temática, mas se apresentando como continuidade - e evolução natural - da musicalidade que fora demonstrada um ano antes.
Quanto às letras, continuam sua abordagem fantasiosa, com toques realísticos e o natural bom humor que o Helloween tem como característica marcante.
É claro que aqui não há faixas sequer medianas. Keeper of the Seven Keys: Part 2 é um dos melhores e mais importantes álbuns da história do Heavy Metal.
Mas, sem mais delongas, o RAC é obrigado a eleger suas favoritas. A grandiosa faixa-título é épica e emblemática. "Eagle Fly Free" é uma verdadeira pedrada e "We Got the Right" é um clássico de inspiração metálica.
Entretanto, o Blog escolhe a incrível "March of Time" e o clássico indiscutível "I Want Out" como suas preferidas.
Enfim, em conjunto com seu antecessor, Keeper of the Seven Keys: Part 2 é a obra definitiva do Power Metal, sua pedra fundamental e o modelo a ser reverenciado. O álbum foi o que faltava para colocar, de modo incontestável, o Helloween entre as mais importantes e influentes bandas de Heavy Metal de todos os tempos. Concluindo e sem medo de soar redundante, caro leitor, Keeper of the Seven Keys: Part 2 é a mais perfeita definição do que é Power Metal.
HELLOWEEN - KEEPER OF THE SEVEN KEYS PART 1 (1987)
Keeper Of
The Seven Keys Part 1 é o segundo álbum de estúdio da banda alemã
chamada Helloween. Seu lançamento oficial aconteceu em 23 de maio de
1987, pelo selo Noise Records, e as gravações se deram entre
novembro de 1986 e janeiro de 1987 no Horus Sound Studio, em
Hannover, na Alemanha. A produção ficou a cargo de Tommy Newton e
Tommy Hansen.
O
Helloween é das bandas mais importantes da história do Heavy Metal,
sendo responsável direta pelo surgimento de uma de suas vertentes
mais difundidas, o chamado Power Metal. O Blog vai contar um pouco da
história do grupo para depois se ater ao álbum propriamente dito.
O
Helloween foi formado em 1984, em Hamburgo, na Alemanha. O line-up
original incluía Kai Hansen nos vocais e guitarra, Michael Weikath
na guitarra, Markus Grosskopf no baixo, e Ingo Schwichtenberg na
bateria.
Naquele
ano, a banda assinou contrato com a Noise Records e gravou duas
músicas para uma coleção da supracitada gravadora, chamada Death
Metal. A compilação apresentava bandas que ficariam conhecidas,
nomes de calibre como Hellhammer, Running Wild, e Dark Avenger.
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| Kai Hansen |
As duas
faixas foram "Oernst Of Life", composta por Weikath, e
"Metal Invaders", de Hansen, esta última em uma versão
mais rápida que aquela a qual apareceria no primeiro álbum completo
do grupo.
O
Helloween gravou e lançou seu primeiro registro em 1985, um EP
auto-intitulado, o qual continha cinco faixas.
Também
nesse ano, a banda lançou seu primeiro álbum de estúdio, o
aclamado Walls of Jericho, o qual contém petardos como “Metal
Invaders”, “Ride The Sky” e a própria faixa-título.
Apesar da
boa qualidade, Walls Of Jericho não repercutiu em termos de paradas
de sucesso, nem mesmo em sua terra natal, apenas conquistando a
modesta 75ª colocação no Japão.
Durante a
seguinte turnê, Kai Hansen apresentou algumas dificuldades em cantar
e tocar guitarra ao mesmo tempo. A derradeira gravação de Kai como
vocalista da banda foi em 1986, em um EP intitulado Judas, a qual
continha a canção "Judas" e versões ao vivo de "Ride
the Sky" e de "Guardians", ambas gravadas em
Gelsenkirchen.
Na
sequência destes lançamentos, o Helloween começou a busca por um
novo vocalista.
A banda
encontrou um vocalista de então 18 anos de idade, chamado Michael
Kiske, a partir de um grupo local, da cidade de Hamburgo, chamado Ill
Prophecy.
![]() |
| Michael Kiske |
Com seu
novo vocalista em ponto de bala, o Helloween aproximou as gravadoras
Noise International e RCA, propondo o lançamento de um LP duplo, a
fim de introduzir o seu novo line-up.
Por fim,
a proposta foi recusada. Em vez disso, eles gravaram e lançaram um
álbum único, Keeper of the Seven Keys Part I, que foi lançado em
1987.
A capa,
belíssima, foi obra de Edda & Uwe Karczewski.
As
gravações foram realizadas na cidade alemã de Hannover, nos
estúdios Horus Sound Studio, durante novembro de 1986 e janeiro de
1987.
Vamos às
faixas:
INITIATION
"Initiation" é uma pequena introdução instrumental para o álbum.
I'M
ALIVE
Já a segunda faixa do disco mostra ao que a banda veio: peso, intensidade e muita, muita velocidade! As guitarras abusam dos solos, sempre com muito bom gosto. Os vocais de Michael Kiske dispensam maiores comentários. Enfim, um início de qualidade soberba!
A letra
tem um forte sentido de amizade:
There's
no use in hangin' all around
You're
a king, can't you see your crown
Look
into my eyes
So
many things are waiting to be done
You
just need a friend
Together
we will sing along
A
LITTLE TIME
O riff inicial de "A Little Time" já prenuncia uma grande canção. O ritmo inicial não é tão veloz quanto ao da faixa precedente, mas o peso e a intensidade continuam muito presentes. Kiske dá um show de interpretação, tornando a música ainda melhor. Rica em melodia, "A Little Time" é uma das grandes canções de 'Keeper I'.
A letra
reflete a fugacidade do tempo:
A
little time to build up your lives
A
little time to make up our minds
A
little time to fill up our dreams
A
little time, time
TWILIGHT
OF THE GODS
A quarta faixa do álbum se inicia com muito ritmo e intensidade, em uma sonoridade típica do Power Metal, com ênfase na velocidade. Destaque intenso para os ótimos vocais de Michael Kiske que se casam perfeitamente com a parte instrumental. Outro momento ótimo do disco.
A letra
tem conteúdo fantástico:
Silicone
brain powered voices
Are
crying "atack" tonight
Our
gods are now fightling
In
anger, burning our world
A
TALE THAT WASN'T RIGHT
Na quinta faixa, o ritmo cai com uma tocante e suave melodia para introduzir "A Tale That Wasn't Right". Logo o ouvinte percebe que está diante de uma balada, mas que foge completamente ao lugar comum. A supracitada melodia é belíssima e o solo que se inicia por volta dos 3 minutos é excepcional. Destaque total, também, para a atuação de Kiske.
A letra
contrapõe realidade e desejo:
In my
heart, in my soul
I
really hate to pay this toll
Should
be strong, young and bold
But
the only thing I feel is pain
FUTURE
WORLD
Peso e intensidade marcam um dos mais brilhantes riffs compostos pelo Helloween. O ritmo é um tanto quanto mais cadenciado, mas a faixa é bastante pesada, sem abrir mão, sequer um milímetro, de uma cativante melodia. As guitarras estão bem presentes, mas a seção rítmica faz um trabalho brilhante e responsável direto pelo sucesso da canção. Kiske, só para variar, dá outro show. Um clássico!
A letra é
uma mensagem otimista para o futuro:
One
day you'll live in happiness
With a
heart that's full of joy
You'll
say the word "tomorrow" without fear
The
feeling of togetherness will be at your side
You'll
say you love your life and you'll know why
“Future
World” é um clássico incontestável do Helloween. Mesmo assim,
entretanto, foi lançada como single, mas não obteve qualquer
repercussão nas principais paradas de sucesso desta natureza.
A capa do
single apresenta a mascote da banda em uma homenagem ao herói dos
quadrinhos Judge Dredd.
A faixa é
executada com frequência tanto pelo Helloween quanto pelo Gamma Ray
(a também lendária banda formada por Kai Hansen quando este deixou o
Helloween) em seus shows.
Normalmente
é utilizada para a participação do público, geralmente com a
multidão cantando o primeiro verso depois do vocalista gritar a
primeira frase da canção.
HALLOWEEN
A sétima música do álbum é "Halloween", quase homônima ao grupo, e supera a casa dos 13 minutos. Com maestria, a banda desenvolve uma canção em que a tônica é a oscilação entre momentos mais Heavy Metal tradicional (com uma pegada bem oitentista da New Wave Of British Heavy Metal) e outros em que sua original sonoridade Power Metal está 'em chamas'. Passagens instrumentais com ótimos solos, excelentes vocais e bastante criatividade constituem uma das melhores faixas que a banda compôs em toda sua discografia.
A letra
se refere à tradicional festa homônima à faixa:
In the
streets on Halloween
There's
something going on
No way
to escape the power unknown
In the
streets on Halloween
The
spirits will arise
Make
your choice, it's hell or paradise
Ah--it's
Halloween
Ah--it's
Halloween. . .tonight
FOLLOW
THE SIGN
A oitava - e última - faixa de Keeper Of The Seven Keys Part 1 é "Follow The Sign". Com pouco menos de 2 minutos, a canção funciona como um convite para a segunda parte vindoura do trabalho. Destaque para as guitarras.
A letra
possui tom de alerta:
Now
that you've made your choice
Follow
the sign
Did
you make your choice?
You're
the keeper of the seven keys
Our
only hope's your victory
So
follow the sign
Considerações
Finais
Embora
seja um álbum clássico, Keeper Of The Seven Keys Part 1 não
obteve maiores repercussões em seu momento de lançamento, mas foi
conquistando seu espaço aos poucos.
Em termos
de paradas de sucesso, ficou com a modestíssima 104ª posição da
principal parada norte-americana de álbuns, com a respectiva 15ª
colocação na correspondente alemã. Ainda ficou com os 57º, 42º e
18º lugares nas paradas japonesa, sueca e suíça, respectivamente.
Além
disto, foi um álbum dominado pelo guitarrista Kai Hansen já que uma
lesão do outro guitarrista, Michael Weikath, o impediu de ter uma maior
performance em grande parte do álbum.
Para a
promoção do disco, "Future World" foi lançada como
single e um videoclipe foi feito para "Halloween", mas com
cerca de 8 minutos da canção omitidos na edição.
Mais
importante que tudo isto é o fato de Keeper Of The Seven Keys Part
1 ser considerado um álbum emblemático, com muitos críticos o
considerando como o criador da vertente Power Metal do estilo Heavy
Metal.
Já em
1988, o Helloween lançaria Keeper Of The Seven Keys Part 2 e
entraria, ainda mais, para a história do Heavy Metal.
Formação:
Michael
Kiske - Vocal
Kai
Hansen - Guitarra
Michael
Weikath - Guitarra
Markus
Grosskopf - Baixo
Ingo
Schwichtenberg - Bateria
Faixas:
01.
Initiation (Hansen) - 1:20
02. I'm
Alive (Hansen) - 3:22
03. A
Little Time (Kiske) - 3:59
04.
Twilight of the Gods (Hansen) - 4:29
05. A
Tale That Wasn't Right (Weikath) - 4:42
06.
Future World (Hansen) - 4:02
07.
Halloween (Hansen) - 13:18
08.
Follow the Sign (Hansen/Weikath) - 1:46
Letras:
Para o
conteúdo completo das letras, recomenda-se o acesso a:
http://letras.mus.br/helloween/
O Helloween é o principal protagonista da vertente do Heavy Metal que se acostumou chamar de Power Metal. Não apenas pelo seu pioneirismo, mas, e principalmente, pela qualidade e consistência do material que lançou a partir da segunda metade da década de oitenta.
Assim, o grupo alemão se tornou um modelo, o paradigma a ser seguido por todos os outros conjuntos e músicos que surgiram posteriormente e apostaram em seguir o estilo Power Metal. Desta maneira, o Helloween é a principal (ou ma das principais) influências do supracitado Power Metal e de seu descendente chamado no Brasil de "Metal Melódico".
Keeper Of The Seven Keys Part 1 (e seu sucessor) são as cartilhas definitivas do estilo. Sua qualidade e originalidade assombram, determinam uma linha de composição e constituem parâmetros para uma nova vertente da música pesada.
A banda aposta não apenas no peso das músicas, mas também em um ritmo bastante mais acelerado e em melodias cativantes e bem construídas. Todo este arcabouço sonoro não apenas surpreende assim como conquistou milhões de ouvintes.
Tudo isto somente é possível por conta da banda ser formada por ótimos músicos. Todos contribuem de forma decisiva para a qualidade do que se escuta. Especial destaque para as guitarras de Kai Hansen e de Michael Weikath e para a atuação impressionante de Michael Kiske nos vocais.
As letras abordam temáticas fantasiosas, mas sempre com um contraponto realístico e sentimental de bom gosto.
Difícil destacar músicas sem se tornar injusto com outras, pois se trata de um álbum de qualidade muito alta e bastante homogêneo. Mas cabe ressaltar o clássico indiscutível "Future World", a belíssima balada "A Tale That Wasn't Right" e a porrada "I'm Alive". Mas realmente há que se enaltecer uma canção como "Halloween", uma das mais impressivas composições da banda.
Enfim, o Helloween dispensa maiores comentários como banda. Sua importância e seu legado permanecem vivos e pulsantes, basta ao ouvinte reconhecer a quantidade incontável de grupos que seguiram seus passos e foram diretamente influenciados pela sua musicalidade. Keeper Of The Seven Keys Part 1 é um álbum incrível e a primeira parte de uma cartilha do Power Metal, juntamente com seu sucessor (o qual é assunto para um futuro post). Álbum mais que obrigatório!
HELLOWEEN - KEEPER OF THE SEVEN KEYS PART 1 (1987)
Keeper Of
The Seven Keys Part 1 é o segundo álbum de estúdio da banda alemã
chamada Helloween. Seu lançamento oficial aconteceu em 23 de maio de
1987, pelo selo Noise Records, e as gravações se deram entre
novembro de 1986 e janeiro de 1987 no Horus Sound Studio, em
Hannover, na Alemanha. A produção ficou a cargo de Tommy Newton e
Tommy Hansen.
O
Helloween é das bandas mais importantes da história do Heavy Metal,
sendo responsável direta pelo surgimento de uma de suas vertentes
mais difundidas, o chamado Power Metal. O Blog vai contar um pouco da
história do grupo para depois se ater ao álbum propriamente dito.
O
Helloween foi formado em 1984, em Hamburgo, na Alemanha. O line-up
original incluía Kai Hansen nos vocais e guitarra, Michael Weikath
na guitarra, Markus Grosskopf no baixo, e Ingo Schwichtenberg na
bateria.
Naquele
ano, a banda assinou contrato com a Noise Records e gravou duas
músicas para uma coleção da supracitada gravadora, chamada Death
Metal. A compilação apresentava bandas que ficariam conhecidas,
nomes de calibre como Hellhammer, Running Wild, e Dark Avenger.
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| Kai Hansen |
As duas
faixas foram "Oernst Of Life", composta por Weikath, e
"Metal Invaders", de Hansen, esta última em uma versão
mais rápida que aquela a qual apareceria no primeiro álbum completo
do grupo.
O
Helloween gravou e lançou seu primeiro registro em 1985, um EP
auto-intitulado, o qual continha cinco faixas.
Também
nesse ano, a banda lançou seu primeiro álbum de estúdio, o
aclamado Walls of Jericho, o qual contém petardos como “Metal
Invaders”, “Ride The Sky” e a própria faixa-título.
Apesar da
boa qualidade, Walls Of Jericho não repercutiu em termos de paradas
de sucesso, nem mesmo em sua terra natal, apenas conquistando a
modesta 75ª colocação no Japão.
Durante a
seguinte turnê, Kai Hansen apresentou algumas dificuldades em cantar
e tocar guitarra ao mesmo tempo. A derradeira gravação de Kai como
vocalista da banda foi em 1986, em um EP intitulado Judas, a qual
continha a canção "Judas" e versões ao vivo de "Ride
the Sky" e de "Guardians", ambas gravadas em
Gelsenkirchen.
Na
sequência destes lançamentos, o Helloween começou a busca por um
novo vocalista.
A banda
encontrou um vocalista de então 18 anos de idade, chamado Michael
Kiske, a partir de um grupo local, da cidade de Hamburgo, chamado Ill
Prophecy.
![]() |
| Michael Kiske |
Com seu
novo vocalista em ponto de bala, o Helloween aproximou as gravadoras
Noise International e RCA, propondo o lançamento de um LP duplo, a
fim de introduzir o seu novo line-up.
Por fim,
a proposta foi recusada. Em vez disso, eles gravaram e lançaram um
álbum único, Keeper of the Seven Keys Part I, que foi lançado em
1987.
A capa,
belíssima, foi obra de Edda & Uwe Karczewski.
As
gravações foram realizadas na cidade alemã de Hannover, nos
estúdios Horus Sound Studio, durante novembro de 1986 e janeiro de
1987.
Vamos às
faixas:
INITIATION
"Initiation" é uma pequena introdução instrumental para o álbum.
I'M
ALIVE
Já a segunda faixa do disco mostra ao que a banda veio: peso, intensidade e muita, muita velocidade! As guitarras abusam dos solos, sempre com muito bom gosto. Os vocais de Michael Kiske dispensam maiores comentários. Enfim, um início de qualidade soberba!
A letra
tem um forte sentido de amizade:
There's
no use in hangin' all around
You're
a king, can't you see your crown
Look
into my eyes
So
many things are waiting to be done
You
just need a friend
Together
we will sing along
A
LITTLE TIME
O riff inicial de "A Little Time" já prenuncia uma grande canção. O ritmo inicial não é tão veloz quanto ao da faixa precedente, mas o peso e a intensidade continuam muito presentes. Kiske dá um show de interpretação, tornando a música ainda melhor. Rica em melodia, "A Little Time" é uma das grandes canções de 'Keeper I'.
A letra
reflete a fugacidade do tempo:
A
little time to build up your lives
A
little time to make up our minds
A
little time to fill up our dreams
A
little time, time
TWILIGHT
OF THE GODS
A quarta faixa do álbum se inicia com muito ritmo e intensidade, em uma sonoridade típica do Power Metal, com ênfase na velocidade. Destaque intenso para os ótimos vocais de Michael Kiske que se casam perfeitamente com a parte instrumental. Outro momento ótimo do disco.
A letra
tem conteúdo fantástico:
Silicone
brain powered voices
Are
crying "atack" tonight
Our
gods are now fightling
In
anger, burning our world
A
TALE THAT WASN'T RIGHT
Na quinta faixa, o ritmo cai com uma tocante e suave melodia para introduzir "A Tale That Wasn't Right". Logo o ouvinte percebe que está diante de uma balada, mas que foge completamente ao lugar comum. A supracitada melodia é belíssima e o solo que se inicia por volta dos 3 minutos é excepcional. Destaque total, também, para a atuação de Kiske.
A letra
contrapõe realidade e desejo:
In my
heart, in my soul
I
really hate to pay this toll
Should
be strong, young and bold
But
the only thing I feel is pain
FUTURE
WORLD
Peso e intensidade marcam um dos mais brilhantes riffs compostos pelo Helloween. O ritmo é um tanto quanto mais cadenciado, mas a faixa é bastante pesada, sem abrir mão, sequer um milímetro, de uma cativante melodia. As guitarras estão bem presentes, mas a seção rítmica faz um trabalho brilhante e responsável direto pelo sucesso da canção. Kiske, só para variar, dá outro show. Um clássico!
A letra é
uma mensagem otimista para o futuro:
One
day you'll live in happiness
With a
heart that's full of joy
You'll
say the word "tomorrow" without fear
The
feeling of togetherness will be at your side
You'll
say you love your life and you'll know why
“Future
World” é um clássico incontestável do Helloween. Mesmo assim,
entretanto, foi lançada como single, mas não obteve qualquer
repercussão nas principais paradas de sucesso desta natureza.
A capa do
single apresenta a mascote da banda em uma homenagem ao herói dos
quadrinhos Judge Dredd.
A faixa é
executada com frequência tanto pelo Helloween quanto pelo Gamma Ray
(a também lendária banda formada por Kai Hansen quando este deixou o
Helloween) em seus shows.
Normalmente
é utilizada para a participação do público, geralmente com a
multidão cantando o primeiro verso depois do vocalista gritar a
primeira frase da canção.
HALLOWEEN
A sétima música do álbum é "Halloween", quase homônima ao grupo, e supera a casa dos 13 minutos. Com maestria, a banda desenvolve uma canção em que a tônica é a oscilação entre momentos mais Heavy Metal tradicional (com uma pegada bem oitentista da New Wave Of British Heavy Metal) e outros em que sua original sonoridade Power Metal está 'em chamas'. Passagens instrumentais com ótimos solos, excelentes vocais e bastante criatividade constituem uma das melhores faixas que a banda compôs em toda sua discografia.
A letra
se refere à tradicional festa homônima à faixa:
In the
streets on Halloween
There's
something going on
No way
to escape the power unknown
In the
streets on Halloween
The
spirits will arise
Make
your choice, it's hell or paradise
Ah--it's
Halloween
Ah--it's
Halloween. . .tonight
FOLLOW
THE SIGN
A oitava - e última - faixa de Keeper Of The Seven Keys Part 1 é "Follow The Sign". Com pouco menos de 2 minutos, a canção funciona como um convite para a segunda parte vindoura do trabalho. Destaque para as guitarras.
A letra
possui tom de alerta:
Now
that you've made your choice
Follow
the sign
Did
you make your choice?
You're
the keeper of the seven keys
Our
only hope's your victory
So
follow the sign
Considerações
Finais
Embora
seja um álbum clássico, Keeper Of The Seven Keys Part 1 não
obteve maiores repercussões em seu momento de lançamento, mas foi
conquistando seu espaço aos poucos.
Em termos
de paradas de sucesso, ficou com a modestíssima 104ª posição da
principal parada norte-americana de álbuns, com a respectiva 15ª
colocação na correspondente alemã. Ainda ficou com os 57º, 42º e
18º lugares nas paradas japonesa, sueca e suíça, respectivamente.
Além
disto, foi um álbum dominado pelo guitarrista Kai Hansen já que uma
lesão do outro guitarrista, Michael Weikath, o impediu de ter uma maior
performance em grande parte do álbum.
Para a
promoção do disco, "Future World" foi lançada como
single e um videoclipe foi feito para "Halloween", mas com
cerca de 8 minutos da canção omitidos na edição.
Mais
importante que tudo isto é o fato de Keeper Of The Seven Keys Part
1 ser considerado um álbum emblemático, com muitos críticos o
considerando como o criador da vertente Power Metal do estilo Heavy
Metal.
Já em
1988, o Helloween lançaria Keeper Of The Seven Keys Part 2 e
entraria, ainda mais, para a história do Heavy Metal.
Formação:
Michael
Kiske - Vocal
Kai
Hansen - Guitarra
Michael
Weikath - Guitarra
Markus
Grosskopf - Baixo
Ingo
Schwichtenberg - Bateria
Faixas:
01.
Initiation (Hansen) - 1:20
02. I'm
Alive (Hansen) - 3:22
03. A
Little Time (Kiske) - 3:59
04.
Twilight of the Gods (Hansen) - 4:29
05. A
Tale That Wasn't Right (Weikath) - 4:42
06.
Future World (Hansen) - 4:02
07.
Halloween (Hansen) - 13:18
08.
Follow the Sign (Hansen/Weikath) - 1:46
Letras:
Opinião
do Blog:
O Helloween é o principal protagonista da vertente do Heavy Metal que se acostumou chamar de Power Metal. Não apenas pelo seu pioneirismo, mas, e principalmente, pela qualidade e consistência do material que lançou a partir da segunda metade da década de oitenta.
Assim, o grupo alemão se tornou um modelo, o paradigma a ser seguido por todos os outros conjuntos e músicos que surgiram posteriormente e apostaram em seguir o estilo Power Metal. Desta maneira, o Helloween é a principal (ou ma das principais) influências do supracitado Power Metal e de seu descendente chamado no Brasil de "Metal Melódico".
Keeper Of The Seven Keys Part 1 (e seu sucessor) são as cartilhas definitivas do estilo. Sua qualidade e originalidade assombram, determinam uma linha de composição e constituem parâmetros para uma nova vertente da música pesada.
A banda aposta não apenas no peso das músicas, mas também em um ritmo bastante mais acelerado e em melodias cativantes e bem construídas. Todo este arcabouço sonoro não apenas surpreende assim como conquistou milhões de ouvintes.
Tudo isto somente é possível por conta da banda ser formada por ótimos músicos. Todos contribuem de forma decisiva para a qualidade do que se escuta. Especial destaque para as guitarras de Kai Hansen e de Michael Weikath e para a atuação impressionante de Michael Kiske nos vocais.
As letras abordam temáticas fantasiosas, mas sempre com um contraponto realístico e sentimental de bom gosto.
Difícil destacar músicas sem se tornar injusto com outras, pois se trata de um álbum de qualidade muito alta e bastante homogêneo. Mas cabe ressaltar o clássico indiscutível "Future World", a belíssima balada "A Tale That Wasn't Right" e a porrada "I'm Alive". Mas realmente há que se enaltecer uma canção como "Halloween", uma das mais impressivas composições da banda.
Enfim, o Helloween dispensa maiores comentários como banda. Sua importância e seu legado permanecem vivos e pulsantes, basta ao ouvinte reconhecer a quantidade incontável de grupos que seguiram seus passos e foram diretamente influenciados pela sua musicalidade. Keeper Of The Seven Keys Part 1 é um álbum incrível e a primeira parte de uma cartilha do Power Metal, juntamente com seu sucessor (o qual é assunto para um futuro post). Álbum mais que obrigatório!
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