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GENESIS - NURSERY CRYME (1971)

 


Nursery Cryme é o terceiro álbum de estúdio da banda inglesa Genesis. O lançamento oficial aconteceu em 12 de novembro de 1971 através do selo Charisma. As gravações ocorreram entre agosto e setembro daquele mesmo ano no Trident Studios, em Londres, na Inglaterra. A produção ficou a cargo de John Anthony.

GENESIS - NURSERY CRYME (1971)

 


Nursery Cryme é o terceiro álbum de estúdio
da banda inglesa Genesis. O lançamento oficial aconteceu em 12 de novembro de
1971 através do selo Charisma. As gravações ocorreram entre agosto e setembro
daquele mesmo ano no Trident Studios, em Londres, na Inglaterra. A produção
ficou a cargo de John Anthony.



 






Pós
Trespass



 



Para quem se interessar, o site fez a análise
de Trespass aqui.



 



Após uma extensa turnê de apoio ao álbum
anterior, Trespass (1970), que
incluiu o recrutamento do baterista Phil Collins e do guitarrista Steve
Hackett, a banda começou a escrever e a ensaiar para uma sequência na Luxford
House, em East Sussex, com gravação seguinte no Trident Studios.



 



O Genesis
gravou seu primeiro álbum como um conjunto profissional, Trespass, em junho de 1970, mas imediatamente depois, o membro
fundador e guitarrista Anthony Phillips saiu devido ao aumento do estresse e
infelicidade na turnê.



 



Os outros fundadores, o vocalista Peter
Gabriel, o tecladista Tony Banks e o baixista/guitarrista Mike Rutherford quase
separaram o grupo, mas decidiram continuar e substituir o baterista John Mayhew
por alguém de estatura igual aos outros e que soubesse compor.



 



Phil Collins entrou como novo baterista em
agosto, também se tornando um importante backing vocal, mas eles não
conseguiram encontrar um substituto adequado para Phillips. Isso levou o grupo
a completar a primeira metade de sua turnê de 1970-1971 como um quarteto, com
Rutherford tocando guitarra base e pedais de baixo e Banks tocando linhas de
guitarra solo em um Pianet por meio de um amplificador Fuzz Box distorcido,
além de suas próprias partes de teclado.



 



Banks atribuiu isso ao aprimoramento de sua
técnica, uma vez que exigia que ele tocasse dois teclados simultaneamente. O
grupo sentiu que Collins era o melhor baterista com quem trabalharam até aquele
momento, e seu estilo de tocar e gostos musicais deram uma nova dimensão ao
som.



 



Algumas músicas não eram práticas para tocar
ao vivo, como um quarteto, então eles decidiram procurar novamente por um
guitarrista solo. Em novembro de 1970, Mick Barnard se juntou ao grupo por
recomendação de Friars Aylesbury's David Stopps, e "The Musical Box"
foi adicionada ao set ao vivo.



 



No entanto, o resto do grupo percebeu
rapidamente que Barnard não tinha o mesmo padrão que os outros, e eles
procuraram por um guitarrista melhor.



 



O Genesis
recrutou Steve Hackett depois que Gabriel viu um anúncio na revista Melody
Maker em dezembro de 1970, que dizia "Guitarrista/compositor imaginativo
busca envolvimento com músicos receptivos, determinado a ir além das formas musicais
estagnadas existentes".



 



Hacket viu o Genesis fazer um show no Lyceum Theatre, em Londres, em 28 de
dezembro, e foi informado por Gabriel que Barnard teria que ser substituído. Hackett
desenvolveu rapidamente um relacionamento com Rutherford, compartilhando seu
amor por guitarras de doze cordas e novas ideias musicais, e se juntou à banda
no início de 1971.



 



Com a adição de Hackett, o Genesis continuou a turnê que incluiu a
"Six Bob Tour" com seus colegas de selo, da Charisma Records, Lindisfarne e Van der Graaf Generator, seus primeiros shows no exterior que
ocorreram na Bélgica e a primeira de três aparições no Festival de Leitura
anual.



 



As primeiras tentativas de trabalhar no
material para seu próximo álbum de estúdio, no que Hackett descreveu como
"um dia estranho em um salão de igreja com muito vento", durante a
turnê foram improdutivas, fazendo com que o grupo dedicasse tempo
posteriormente para composição. Em julho, eles começaram uma pausa de três
meses da turnê para escrever e gravar, que foi a primeira experiência de
Hackett ensaiando com um grupo em um padrão profissional.


Phil Collins




 



Os caras se mudaram para a residência do
proprietário da Charisma, Tony Stratton-Smith, a Luxford House, um edifício
listado de Grau II do século 16 em Crowborough, East Sussex. O grupo apelidou a
casa de "Toad Hall".



 



O grupo estava apreensivo em escrever sem
Phillips, e tanto Collins quanto Hackett não tinham certeza do nível de
contribuições musicais que seriam capazes de fazer. Hackett estava interessado
em explorar novos sons e ideias musicais e sugeriu que o grupo comprasse um
Mellotron, que Banks usava como seu instrumento principal, junto com o órgão
Hammond, em vez do piano. Algum material foi escrito quando Phillips e Mayhew
ainda estavam na banda e foi retrabalhado pelos novos membros. Collins era um
workaholic e ficava feliz em tocar com qualquer pessoa a qualquer momento.



 



Gravações



 



Com o novo material elaborado, o Genesis gravou Nursery Cryme no Trident Studios, em Londres, em agosto de 1971,
com John Anthony como seu produtor e David Hentschel seu engenheiro assistente
que, como Anthony, havia trabalhado no mesmo papel em Trespass.



 



O álbum apresenta Hackett tocando uma
guitarra Les Paul que a banda comprou para ele junto com um amplificador
Hiwatt. Ele se lembrou de alguma dificuldade em entender sobre o que Banks e
Rutherford estavam falando enquanto os dois inventavam seus próprios ditos, por
exemplo, uma passagem que eles tocaram foi chamada de "cara legal".



 



"The Musical Box" foi uma longa
peça que descreve uma história macabra situada na Grã-Bretanha vitoriana. Um
menino, Henry, é acidentalmente decapitado por sua amiga Cynthia enquanto
jogava croquet. Voltando para a casa, Cynthia toca a velha caixa musical de
Henry, que liberta o espírito de Henry como um homem velho. Henry tornou-se
sexualmente frustrado e tenta seduzir Cynthia. A enfermeira entra na sala,
arremessa a caixa de música na parede, destruindo tanto ela quanto Henry.



 



"For Absent Friends" é uma música
acústica que marcou a primeira contribuição significativa de Hackett para o
grupo, e a primeira música do Genesis
com Collins nos vocais principais. "The Return of the Giant Hogweed"
adverte sobre a disseminação da planta tóxica Heracleum mantegazzianum depois que foi "capturada" na
Rússia e trazida para a Inglaterra por um explorador vitoriano.


Steve Hackett




 



"Seven Stones" foi concebida por
Banks, que usou o que Rutherford descreveu como "seus grandes acordes de
music hall que ele amava". "Harold the Barrel" mostrou um lado
humorístico do Genesis, que foi
incentivado por Collins.



 



"Harlequin" foi composta por
Rutherford. Ele tocou duas partes distintas separadamente em uma única guitarra
de 12 cordas que ele achou que produziu resultados "bastante
duvidosos", e também foi crítico de suas letras. "The Fountain of
Salmacis" conta o mito grego de Salmacis e Hermafrodito.



 



Capa



 



A capa do álbum foi desenhada e ilustrada por
Paul Whitehead, que também desenhou a capa de Trespass e do próximo álbum da banda, Foxtrot.



 



A capa retrata personagens e cenas baseadas
em "The Musical Box" e Coxhill, a mansão com um gramado de croquet,
ela mesma baseada na casa vitoriana em que Gabriel cresceu.



 



Quando o grupo viu originalmente a pintura de
Whitehead, eles disseram que não parecia velha o suficiente, então ele a
envernizou com mel, o que a fez parecer uma antiguidade do século XIX. Quando
originalmente lançada, a capa chocou algumas pessoas, por causa das cabeças decepadas
nela retratadas.


O Genesis em 1971




 



A capa interna lembrava um álbum de fotos
antigo, com um painel para cada música junto a uma imagem ilustrada. Whitehead,
mais tarde, escolheu seu design para Nursery
Cryme
como seu favorito dos três feitos para o Genesis, observando: "Funciona muito bem com a música.
Encaixa-se perfeitamente. É a cor certa, a vibração certa".



 



Vamos às faixas:



 



THE MUSICAL BOX



 



A peça principal da obra é, a fantástica e
indescritível, “The Musical Box”, cujas melodias apresentam a soberba técnica
dos músicos da banda e a aguçada sensibilidade musical dos mesmos.



 



A letra é com temática de terror:



 



I've been waiting here for so long



And all this time that passed me by



It doesn't seem to matter now



You stand there with your fixed expression



Casting doubt on all I have to say



Why don't you touch me, touch me?



Why don't you touch me, touch me?



Touch me now, now now, now, now



 



A música se originou quando Phillips ainda estava
no grupo e costumava compor com Rutherford em violões de 12 cordas. Este último
tinha começado a experimentar afinações de guitarra não ortodoxas e tinha as
três primeiras cordas afinadas em Fá sustenido, que fornecia o som estridente
ouvido na abertura e o acorde que sinalizava o início do solo de guitarra
elétrica.



 



Uma versão anterior da canção, intitulada
"Manipulation", foi apresentada com Phillips em 1970 para a trilha
sonora de um documentário inédito da BBC sobre o pintor Michael Jackson.



 



FOR ABSENT FRIENDS



 



Pequena faixa suave e sutil que apresenta uma
sonoridade folk.



 



Há uma mensagem nostálgica na letra:



 



Inside the archway



The priest greets them with a courteous nod



He's close to God



Looking back at days of four instead of two



Years seem so few (four instead of two)



Heads bent in prayer



For friends not there



 



THE
RETURN OF THE GIANT HOGWEED



 



Espetacular canção que supera 8 minutos de
duração e apresenta elementos como mudanças de andamento e de dinâmica, mas com
considerável maior presença de peso.



 



A letra apresenta uma mistura de humor e
fantasia:



 



Long ago in the Russian hills



A Victorian explorer



Found the regal Hogweed by a marsh



He captured it and brought it home



Botanical creature stirs, seeking revenge



Royal beast did not forget



He came home to London



And made a present of the Hogweed



To the Royal Gardens at Kew



 



SEVEN STONES



 



Outra faixa que mistura sensibilidade
melódica com pujança instrumental, em uma interpretação impecável de Peter
Gabriel.



 



A letra fala sobre o acaso:



 



Despair that tires the world



Brings the old man laughter



The laughter of the world only grieves him



Believe him



The old man's guide is chance



 



HAROLD THE BARREL



 



Apesar de ser mais curtinha, “Harold the
Barrel” é uma faixa muito boa e extremamente divertida.



 



A letra possui uma boa dose de humor negro:



 



Man-in-the-street:



"Father of three its disgusting"



"Such a horrible thing to do"



Harold the Barrel cut off his toes



And he served them all for tea



"Can't go far", "He can't go far"



"Hasn't got a leg to stand on"



"He can't go far"



 



HARLEQUIN



 



Menor música do disco, mas que conta com
outra brilhante atuação de Gabriel.



 



A letra é fantasiosa:



 



There was once a harvest in this land



Reap from the turquoise sky, harlequin, harlequin



Dancing round, three children fill the glade



Theirs was the laughter in the winding stream



And in between



Close your door, the picture fades again



From the flames in the firelight



 



THE
FOUNTAIN OF SALMACIS



 



O álbum se encerra com outra canção longa,
com cerca de 8 minutos, e igualmente brilhante, muito por conta da categoria da
composição.



 



A letra é
fantasiosa:



 



From a dense forest of tall dark pinewood



Mount Ida rises like an island



Within a hidden cave, nymphs had kept a child



Hermaphroditus, son of gods



So afraid of their love



 



Considerações Finais



 



Nursery
Cryme
foi lançado em novembro de 1971. A gravadora Charisma
promoveu o álbum menos que o anterior Trespass,
já que a companhia estava ocupada com Fog
on the Tyne
, do Lindisfarne.



 



O grupo se sentiu desencorajado pela
indiferença geral da gravadora, e acreditava que canções como "The Musical
Box" poderiam ter sido tão populares quanto "Stairway to Heaven",
lançada ao mesmo tempo.



 



O álbum não entrou nas paradas do Reino Unido
até maio de 1974, quando alcançou a posição 39, e novamente quando reeditado em
1984, alcançando a 68ª colocação.



 



Embora o grupo ainda tivesse um pequeno culto
de seguidores em casa, eles começaram a obter sucesso comercial e de crítica na
Europa continental, com o álbum alcançando a quarta posição nas paradas
italianas.



 



A resposta crítica ao álbum foi mista.
Richard Cromelin, da Rolling Stone, não gostou da produção do disco. Ele, no
entanto, comentou positivamente em algumas das canções, e notou que via uma
promessa na banda.



 



Em um anúncio, de página inteira, publicado
no Melody Maker, o tecladista Keith Emerson escreveu um resumo positivo:
"Este não é o começo nem o fim do Genesis.
Sem besteira: seu novo álbum é realmente incrível". O crítico do Village
Voice, Robert Christgau, mostrou-se menos entusiasmado em uma crítica compilada
para seu Record Guide: Rock Albums of the Seventies (1981).



 



As avaliações retrospectivas foram
ligeiramente positivas. A BBC Music elogiou os dois novos membros da banda como
fundamentais para o sucesso artístico do Genesis.
Stephen Thomas Erlewine, do AllMusic, considera o disco altamente irregular,
ele considerou "The Musical Box" e "The Return of the Giant
Hogweed" como "verdadeiras obras-primas" e concluiu que mesmo
que o resto do álbum "não seja bem assim tão convincentes ou tão
estruturadas, não importa muito porque essas são as músicas que mostraram o que
o Genesis poderia fazer, e ainda são
o pináculo do que a banda poderia alcançar".



 



Geddy Lee, do Rush, incluiu este álbum entre seus favoritos em uma lista de uma
entrevista para o The Quietus.



 



De novembro de 1971 a agosto de 1972, o Genesis fez uma turnê para divulgar o
álbum, que incluiu mais visitas à Bélgica e à Itália pela primeira vez, onde
tocou para uma multidão entusiasmada.



 



Durante a turnê, o Genesis gravou "Happy
the Man", um single com "Seven Stones" de Nursery Cryme em seu lado B. O grupo tocou um set de trinta minutos
na televisão belga para promover o álbum, que é a primeira transmissão completa
do conjunto que sobreviveu e foi repetida várias vezes.



 



Gabriel ainda não tinha desenvolvido seu
traje de palco e apresentou o show em um papel de frontman mais direto. Este foi
um dos bootlegs mais populares do Genesis.



 



Nursery
Cryme
supera 60 mil cópias vendidas apenas no Reino Unido.






 



Formação:



Tony Banks -
Hammond, Mellotron, Piano, Piano elétrico, Guitarra de 12 cordas, Backing Vocal



Mike Rutherford - Baixo, Guitarra de 12
cordas, Backing Vocal



Peter Gabriel - Vocal, Flauta, Oboé, Bumbo, Pandeiro



Steve Hackett - Guitarra elétrica, Guitarra
de 12 cordas



Phil Collins - Bateria, Vozes, Percussão, Vocal
principal em "For Absent Friends", Co-vocal principal em "Harold
the Barrel" e "Harlequin"



 



Faixas:



Todas as canções
creditadas a Banks, Collins, Gabriel, Hackett, e Rutherford.



 



1. The Musical
Box - 10:25



2. For Absent
Friends - 1:48



3. The Return of
the Giant Hogweed - 8:09



4. Seven Stones
- 5:08



5. Harold the
Barrel - 3:01



6. Harlequin - 2:56



7. The Fountain
of Salmacis - 8:02



 



Letras:



Para o conteúdo completo das letras,
recomenda-se o acesso a:
https://www.letras.mus.br/genesis/



 



Opinião
do Blog:



O Genesis
é, bem provavelmente, a banda de Rock Progressivo preferida deste fã de música
que escreve por aqui.



 



Nursery
Cryme
começa a apresentar o real potencial desta soberba
formação do conjunto, com Steve Hackett e Phil Collins agregando técnica
absurda ao talento incrível dos outros componentes.



 



O disco contém faixas absurdas como “The
Return Of The Giant Hogweed” e “The Fountain Of Salmacis”, além de, claro, a
sensacional “The Musical Box”, minha preferida do disco. Nestas canções, não só
a pujança instrumental é demonstrada, mas, também, a variação de dinâmicas, a
alternância de andamentos e a complexidade dos arranjos.



 



Enfim, o Genesis
começava a se tornar uma referência dentro do Rock Progressivo e influenciaria
uma infinidade de bandas, não apenas de prog, mas de todo o rock em geral.



 



Concluindo, em Nursery Cryme, o Genesis
origina seu voo rumo ao estrelato e ao desenvolvimento de uma identidade dentro
do Rock Progressivo. Mesmo não sendo seu melhor trabalho, incrivelmente, o
álbum é uma peça essencial para quem quer conhecer esta vertente fascinante do
Rock.

GENESIS - TRESPASS (1970)


Trespass é o segundo álbum de estúdio da banda britânica chamada Genesis. Seu lançamento oficial aconteceu em 23 de outubro de 1970, através do selo Charisma Records. As gravações ocorreram entre junho e julho daquele mesmo ano, nos Trident Studios, em Londres, na Inglaterra. A produção ficou por conta de John Anthony.

GENESIS - TRESPASS (1970)







Trespass
é o segundo álbum de estúdio da banda britânica chamada Genesis.
Seu lançamento oficial aconteceu em 23 de outubro de 1970, através
do selo Charisma Records. As gravações ocorreram entre junho e
julho daquele mesmo ano, nos Trident Studios, em Londres, na
Inglaterra. A produção ficou por conta de John Anthony.






O
Genesis, uma das mais consagradas bandas do Rock Progressivo
inglês, marca sua estreia no RAC. Como manda a
tradição, vai-se abordar a formação do grupo antes de se focar no
álbum propriamente dito.













Primórdios do Genesis





Os
membros fundadores do Genesis, o vocalista Peter Gabriel, o
tecladista Tony Banks, o guitarrista Anthony Phillips, o
baixista/guitarrista Mike Rutherford e o baterista Chris Stewart se
encontraram originalmente na Charterhouse School, uma escola
particular na cidade de Godalming, no condado de Surrey, na
Inglaterra.





Banks
e Gabriel chegaram à escola em setembro de 1963, Rutherford em
setembro de 1964 e Phillips em abril de 1965. Os cinco eram membros
das duas bandas da escola; Phillips e Rutherford estavam no The Anon
(com o vocalista Richard Macphail, o baixista Rivers Jobe e o
baterista Rob Tyrell), enquanto Gabriel, Banks e Stewart constituíam
a Garden Wall.





Em
janeiro de 1967, depois que ambos os grupos se separaram, Phillips e
Rutherford continuaram a compor juntos e acabaram gravando uma fita
demo
no estúdio caseiro de um amigo, convidando Banks, Gabriel e
Stewart a gravarem, com eles, neste processo.





Os
cinco gravaram seis músicas: “Don’t Want You Back”, “Try a
Little Sadness”, “She's Beautiful”, “That's Me”, “Listen
on Five” e “Patricia”, esta, uma instrumental.





Quando
eles desejaram gravar profissionalmente, procuraram outro aluno da
Charterhouse, Jonathan King, o qual parecia uma escolha natural como
editor e produtor devido seu sucesso com “Everyone's Gone to the
Moon”, a qual foi top 5, no Reino Unido, em 1965.





Um
amigo do grupo deu a fita demo para King, o qual ficou
imediatamente entusiasmado. Sob a direção dele, o grupo, com idades
entre 15 e 17 anos, assinou um contrato de gravação de um ano com a
gravadora Decca Records.





De
agosto a dezembro de 1967, os cinco gravaram uma seleção de
potenciais singles no estúdio Regent Sound Studios na Denmark
Street, em Londres, onde tentaram composições mais longas e
complexas, mas King os aconselhou a optarem por um som pop mais
direto.





Em
resposta, Banks e Gabriel compuseram “The Silent Sun”, um
pastiche do Bee Gees, uma das bandas favoritas de King, e que foi
gravada com arranjos orquestrais adicionados por Arthur Greenslade.
(Nota do Blog: Arthur Greenslade era um maestro e arranjador
britânico para filmes e televisão, bem como para vários artistas.
Ele foi musicalmente mais ativo nos anos 1960 e 1970).





O
grupo trocou várias vezes de nome, incluindo a sugestão de King
como Gabriel's Angels e Champagne Meadow, de Phillips,
antes de tomar outra sugestão de King, Genesis, a qual
indicava o início de sua carreira como produtor.





King
escolheu “The Silent Sun” como seu primeiro single, com “That's
Me” no lado B, e foi lançado em fevereiro de 1968. Ele conseguiu
alguma divulgação na BBC Radio One e na Radio Caroline, mas não
conseguiu ser viável comercialmente. (Nota do Blog: A BBC
Radio 1 é uma estação de rádio britânica operada pela British
Broadcasting Corporation, que também transmite internacionalmente,
especializada em música popular moderna e gravações ao longo do
dia. A Rádio 1 fornece gêneros alternativos após as 7:00 da noite,
incluindo dança eletrônica, hip hop, rock, indie ou entrevistas.
Foi lançada em 1967 para atender a demanda de música gerada por
estações de rádio piratas, quando a idade média da população do
Reino Unido era de 27 anos).







Peter Gabriel





Um
segundo single, “A Winter's Tale”/“One-Eyed Hound”, em maio
de 1968, que também vendeu pouco. Três meses depois, o baterista
Chris Stewart deixou o grupo para continuar com seus estudos. Ele foi
substituído por outro pupilo da Charterhouse, John Silver.





From
Genesis to Revelation





O
produtor da banda, Johnathan King, sentiu que o grupo conseguiria um
maior sucesso com um álbum. O resultado, From Genesis to
Revelation
, foi produzido no estúdio Regent Sound, em dez dias,
durante as férias de verão (britânico) da escola, em agosto de
1968.





King
montou as faixas como um álbum conceitual, o qual ele mesmo
produziu, enquanto o maestro Greenslade adicionou mais arranjos
orquestrais às músicas, algo sobre o qual a banda não foi
informada até o disco ter sido lançado. O guitarrista Anthony
Phillips ficou particularmente chateado com as adições de
Greenslade.





Quando
a gravadora Decca Records encontrou uma banda americana já chamada
Genesis, King se recusou a mudar o nome do grupo. Ele alcançou
um acordo removendo o nome do conjunto da capa do álbum, resultando
em um design minimalista, com o título do disco impresso em um fundo
preto liso.





Quando
o álbum foi lançado, em março de 1969, tornou-se um fracasso
comercial, pois as lojas de discos o colocaram na seção
‘Religiosa’, ao notarem a capa. Banks, em retrospectiva, recorda:
“depois de um ano ou mais, vendeu 649 cópias”.





Um
terceiro single, “Where the Sour Turns to Sweet”/“In Hiding”,
foi lançado, em junho de 1969. Nenhum dos lançamentos foi
comercialmente bem-sucedido e levou à ruptura da banda com King e a
gravadora Decca.





King
continuou a manter os direitos sobre o disco o qual viu inúmeras
reedições. Em 1974, atingiu a principal parada norte-americana, na
170ª posição.





Mudanças
de direção





Quando
o álbum foi gravado, os integrantes da banda seguiram seus caminhos
separados por um ano; Gabriel e Phillips ficaram na Charterhouse para
terminar os exames, Banks matriculou-se na Universidade de Sussex e
Rutherford estudou no Farnborough College of Technology.





Eles
se reagruparam, em meados de 1969, para discutirem seu futuro, pois,
se continuassem nos estudos, o resultado final seria a divisão do
grupo.





Phillips
e Rutherford decidiram fazer música, em uma carreira em tempo
integral, pois começavam a compor músicas mais complexas do que
suas canções anteriores com King.







Mike Rutherford





Após
Banks e Gabriel se decidirem a seguir o exemplo, os quatro retornaram
ao Regent Sound, em agosto de 1969, e gravaram mais quatro
demos
com Silver: “Family” (mais tarde conhecida como “Dusk”),
“White Mountain”, “Going Out to Get You” , e “Pacidy”.





A
fita demo foi rejeitada por todos os selos que a ouviram. Silver,
então, deixou o grupo para estudar gerenciamento de lazer, na
América. Seu substituto, o baterista e carpinteiro John Mayhew, foi
encontrado quando o próprio Mayhew procurava por trabalho e deixou
seu número de telefone “com pessoas por toda Londres”.





No
final de 1969, o Genesis se retirou para uma casa de campo que
os pais de Richard Macphail possuíam em Wotton, Surrey, para compor,
ensaiar e desenvolver o seu desempenho no palco. O grupo adotou uma
forte ética de trabalho, tocando juntos por até onze horas por dia.





Primeiras
apresentações





O
primeiro show como Genesis aconteceu em setembro de 1969, no
aniversário de um adolescente. Foi o início de uma série de shows
em locais pequenos, por todo o Reino Unido, que incluíram uma
aparição em rádio, no Night Ride Show da BBC,
em 22 de fevereiro de 1970, e uma apresentação no Atomic Sunrise
Festival
realizado no Roundhouse, em Chalk Farm, um mês depois.





Durante
esse período, a banda se encontrou com várias gravadoras sobre
ofertas de contratos. As discussões iniciais com Chris Blackwell, da
Island Records, e Chris Wright, da Chrysalis, não tiveram êxito.





Em
março de 1970, durante a sexta semana consecutiva em que o grupo se
apresentava às terças-feiras à noite, no Jazz Club, de Ronnie
Scott, em Soho, membros da Rare Bird, a qual o Genesis havia
apoiado anteriormente, recomendaram a banda ao produtor e chefe da
A&R, John Anthony, da Charisma Records. (Nota do Blog: o
Rare Bird foi uma banda inglesa de rock progressivo, formada
em 1969. Eles tiveram mais sucesso em outros países europeus,
lançando cinco álbuns de estúdio entre 1969 e 1974).





Contrato
com a gravadora





John
Anthony assistiu a um dos shows do Genesis e gostou o
suficiente para convencer seu chefe, o proprietário do selo, Tony
Stratton-Smith, a assistir sua próxima aparição. Stratton-Smith
lembrou: “Seu potencial era imediatamente visível... o material
era bom e seu desempenho era bom ... Foi um tiro longo, porque eles
precisavam de tempo para encontrar a própria força... mas eu estava
preparado para fazer esse compromisso”.





Stratton-Smith
concordou em um acordo de gravação e gerenciamento, dentro de duas
semanas, pagando ao Genesis uma quantia inicial de £ 10 por
semana (o equivalente a £ 100 em 2017). (Nota do Blog: A
Libra Esterlina, de símbolo £, é a moeda atual e oficial do Reino
Unido (Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte). A
libra esterlina também é a moeda oficial dos territórios
britânicos ultramarinos).





O
Genesis permaneceu em Wotton até abril de 1970, altura em que
eles já possuíam material novo suficiente para um segundo álbum.





Segundo
álbum a caminho





Em
julho de 1970, o Genesis entrou no Trident Studios, em
Londres, para gravar um novo álbum. E o grupo foi acompanhado pelo
produtor e engenheiro de gravação John Anthony.





O
conjunto tinha material suficiente para gravar dois álbuns, mas
sentiu que algumas músicas não eram suficientemente fortes.
Phillips lembrou, posteriormente, que as músicas “Everywhere is
Here”, “Grandma”, “Little Leaf”, “Going to Get You”,
“Shepherd”, “Moss”, “Let Us Now Make Love” e “Pacidy”
foram aquelas as quais não foram desenvolvidas no estúdio.





Anos
mais tarde, Banks afirmou que “Let Us Now Make Love”, uma das
músicas de Phillips, não foi gravada para o álbum porque o grupo
achou que tinha potencial de single, mas seguindo a partida repentina
do guitarrista após a conclusão do disco, nunca chegou a ser
gravada no estúdio.





Uma
versão ao vivo de “Let Us Now Make Love” foi lançada na caixa
Genesis Archive 1967–75, de uma apresentação em fevereiro
de 1970.





O
álbum seria batizado como Trespass, e marcou
uma ruptura das músicas mais orientadas para o pop, como exibidas em
seu primeiro álbum, From Genesis to Revelation, para um rock
progressivo com fortes toques Folk.







Tony Banks





Mike
Rutherford afirma que Trespass foi o único álbum do Genesis em que
cada faixa foi contribuída igualmente por cada membro da banda;
todos os outros discos continham músicas escritas por um ou dois
indivíduos, com apenas pequenas contribuições dos demais músicos.





A
capa do álbum foi feita pelo artista Paul Whitehead, que também fez
as capas para os próximos dois álbuns da banda.





Whitehead
terminou a capa e depois a banda acrescentou “The Knife” ao track
list
. Sentindo que a capa não mais se ajustou ao humor do disco,
o grupo pediu a Whitehead para que a refizesse.





Enquanto
Whitehead esteve relutante em refazê-la, os membros do conjunto o
inspiraram a cortar a tela com uma faca real. A coisa toda foi
fotografada, mas ficou azul quando revelada, devido à iluminação
na sala.





Bem,
vamos às faixas:





LOOKING
FOR SOMEONE





O disco abre com uma faixa que demonstra que o Genesis estava diferente. Algumas características que se tornariam parâmetros para o grupo já aparecem, ainda que em forma não completa. Mudanças de andamento, elementos Folk com roupagem Rock, suavidade em contraponto com momentos mais agressivos. Destaque para a voz de Peter Gabriel e os teclados de Tony Banks.





A
letra pode ser inferida como uma história de recomeço:





Nobody
needs to discover me,

I'm back again

You feel the ashes
from the

Fire that kept you warm

Its comfort
disappears,

But still the only friend I know

Would never
tell me where I go













WHITE
MOUNTAIN





"White Mountain" é de uma beleza pouco comum. Sua sonoridade contém uma inegável pegada folk, com o trabalho acústico de Anthony Phillips e Mike Rutherford. Lindas abordagens de Tony Banks, criando um ambiente místico e lúdico, enquanto a atuação vocal de Peter Gabriel assombra.





A
letra conta uma história de fantasia:





Steep,
far too steep, grew the pathway ahead


Descent
was the only escape


A
wolf never flees in the face of his foe


Fang
knew the price he would pay


One-eye
stood before him


With
the crown upon his head


Sceptre
raised to deal the deadly blow













VISIONS
OF ANGELS





Realmente tocante a beleza da melodia que sai do piano de Tony Banks na introdução de "Visions of Angels". E é o tecladista que domina esta canção, criando belas camadas sonoras, com bastante criatividade. Outra bela presença da voz de Peter Gabriel.





A
letra questiona a presença divina no planeta:





I
believe there never is an end


God
gave up this world its people long ago


Why
she's never there I still don't understand













STAGNATION





"Stagnation" aposta na sutileza e na delicadeza, construindo uma pequena obra-prima. O teclado cria atmosferas incríveis, enquanto o trabalho acústico dos violões de Phillips, Rutherford e do próprio Banks fornece um clima dramático, levemente sombrio, mas, ao mesmo tempo, impactante.





A
letra é em tom de resignação:





To
take all the dust and the dirt from my throat


I
want a drink, I want a drink


To
wash out the filth that is deep in my guts













DUSK





Já "Dusk", é uma balada simples e a menor faixa de Trespass. A influência da musicalidade Folk se mantém, com a flauta de Peter Gabriel se destacando, além de uma bela aparição de sua voz. Belíssima composição.





A
letra possui um sentido de fatalidade:





A
pawn on a chessboard,


A
false move by God will now destroy me,


But
wait, on the horizon,


A
new dawn seems to be rising,


Never
to recall this passerby, born to die













THE
KNIFE





A sexta - e última - faixa de Trespass é "The Knife". A clássica e atemporal música de encerramento do álbum é um grande momento de ode ao Rock Progressivo. Mudanças de andamento e clima, com toques sinfônicos, presença da flauta de Gabriel nas passagens mais suaves, alternando peso e leveza, agressividade e sutileza, caos e ordem. Canção monumental!





A
letra da canção é uma espécie de protesto:





Stand
up and fight, for you know we are right

We must strike at the
lies

That have spread like disease through our minds

Soon
we'll have power, every soldier will rest

And we'll spread out
our kindness

To all who our love now deserve

Some of you
are going to die -

Martyrs of course to the freedom that I shall
provide










“The
Knife” é uma canção clássica do
Genesis.





Sua
primeira parte foi lançada como single para promover Trespass,
mas não obteve êxito em termos das principais paradas de sucesso
desta natureza.





A
capa do single é uma arte contendo imagens de Gabriel, Rutherford e
Bankes, além de Phil Collins e Steve Hackett. Collins e Hackett não
tocaram na canção, mas se juntaram ao grupo logo após o álbum ter
sido gravado, substituindo John Mayhew e Anthony Phillips,
respectivamente.





Nas
letras da música, Peter Gabriel, influenciado por um livro sobre
Gandhi, tentou demonstrar que todas as revoluções violentas
terminam com um ditador sendo elevado ao poder.





“The
Knife” costumava ser executada como um bis. Durante uma
apresentação, em junho de 1971, Peter Gabriel ficou tão empolgado
no final da música que pulou do palco para o público, torcendo o
tornozelo como resultado.





“The
Knife” foi a única canção de Trespass que permaneceu por
mais tempo no set list dos shows do grupo através dos tempos.













Considerações
Finais





Embora
seja um álbum de qualidade indubitável, Trespass não
repercutiu em termos das principais paradas de álbuns do mundo, as
britânica e norte-americana.





Entretanto,
o disco foi bem do outro lado do Canal da Mancha, na Europa
Continental, especialmente na Itália. Na Bélgica, atingiu o topo da
parada do país, resultando no primeiro convite para o Genesis
tocar fora do Reino Unido.





Trespass
foi um fracasso comercial. Mas, com o passar do tempo e o crescimento
da popularidade do grupo, chegou até a aparecer na principal parada
britânica, já em 1984, na 98ª posição.





O
disco foi amplamente ignorado pela imprensa musical no seu momento de
lançamento. A revista norte-americana Rolling Stone,
em uma revisão extremamente breve, mas inequivocamente negativa, de
1974, apontou: “É fraco, mal definido, às vezes aborrecido e deve
ser evitado por todos, exceto os fãs mais rabiosos do Genesis”.





A
revisão retrospectiva de Bruce Eder, do site AllMusic,
dá ao álbum uma nota 2 de um máximo de 5, resumindo que o disco “é
mais interessante para o que ele aponta do que para o que realmente
é”.





Eder
também afirma que as guitarras são tão baixas na mixagem que são
quase inaudíveis, deixando os instrumentos de teclado, de Banks,
proeminentes. Bruce Eder não considera o fato ruim, mas diz que não
é o Genesis que ficou mundialmente conhecido.





Trespass
incluiu músicas mais longas e mais complexas do que as do primeiro
disco, com elementos folk e de rock progressivo, com várias mudanças
de assinatura de tempo, como na música de nove minutos “The
Knife”.





Depois
que Trespass foi gravado, a saúde e o desenvolvimento do medo
de palco causaram que o guitarrista Anthony Phillips deixasse o
Genesis. Seu último show com a banda ocorreu em Haywards
Heath, em 18 de julho de 1970.





Ademais,
Phillips sentiu que o aumento do número de shows afetou a
criatividade do grupo e que várias músicas as quais havia composto
não foram gravadas ou tocadas ao vivo. Ele havia contraído
pneumonia brônquica e se isolou do resto da banda, sentindo que
havia muitos compositores no Genesis.





Banks,
Gabriel e Rutherford viam Phillips como um membro importante, sendo o
maior instrumento em encorajá-los a se tornarem profissionais. Eles
consideraram sua saída como a maior ameaça ao futuro da banda e a
mais difícil de se superar.





Gabriel
e Rutherford decidiram que continuariam; Banks concordou com a
condição de encontrassem um novo baterista que fosse de igual
estatura para o restante do grupo. John Mayhew foi despedido, apesar
de Phillips, mais tarde, ter pensado que a origem de classe
trabalhadora de Mayhew se chocava com o berço do restante da banda;
e que este fato afetou sua confiança.





Em
1971, com novos membros como guitarrista e baterista, o Genesis
lançaria Nursery Crime, seu terceiro álbum de estúdio. Mas
isto é história para um futuro post.










Formação:


Peter
Gabriel - Vocal, Flauta, Acordeão, Tamborim


Anthony
Phillips - Guitarra acústica de 12 cordas, Guitarra-solo, Dulcimer,
Vocais


Tony
Banks - Órgão, Piano, Mellotron, Guitarra acústica de 12 cordas,
Vocais


Mike
Rutherford - Guitarra acústica de 12 cordas, Baixo, Violão,
Violoncelo, Vocais


John
Mayhew - Bateria, Percussão, Vocais





Faixas:


01.
Looking for Someone (Banks/Gabriel/Phillips/Rutherford) - 7:06


02.
White Mountain (Banks/Gabriel/Phillips/Rutherford) - 6:45


03.
Visions of Angels (Banks/Gabriel/Phillips/Rutherford) - 6:51


04.
Stagnation (Banks/Gabriel/Phillips/Rutherford) - 8:45


05.
Dusk (Banks/Gabriel/Phillips/Rutherford) - 4:15


06.
The Knife (Banks/Gabriel/Phillips/Rutherford) - 8:55





Letras:


Para
o conteúdo completo das letras, recomenda-se o acesso a:
https://www.letras.mus.br/genesis/




Opinião
do Blog:



Um dos maiores expoentes do Rock Progressivo britânico finalmente estreia aqui nas páginas do RAC: o Genesis. Demorou, mas finalmente este dia chegou.





A banda pode ser considerada um dos pilares do estilo, extremamente talentosa e criativa e que acabou auxiliando na criação e desenvolvimento de muitas facetas que encantam os fãs desta fascinante vertente do Rock.





Trespass é um trabalho que antecede o ápice criativo do Genesis, mas, entretanto, é um disco que demonstra a transição pela qual o grupo passava: deixando a sonoridade de seu primeiro álbum, mais art rock e psicodélica; enquanto se apresentou bem mais progressivo neste disco. E, confessa-se, o RAC adora álbuns que se passam nestes momentos.





O que se ouve em Trespass é uma banda que aposta na técnica, em mudanças de andamento e ritmo nas músicas e também flerta casuisticamente com o sinfônico. A beleza das melodias é uma constante, com o grupo construindo as canções apostando mais na sutileza e na delicadeza.





O vocalista Peter Gabriel esbanja talento, testando sua voz em momentos mais suaves e em outros mais agressivos. Também mostra virtudes como flautista. Anthony Phillips é um bom guitarrista, embora o grande destaque do disco, para o Blog, seja o tecladista Tony Banks.





As letras são boas e merecem uma conferida.





"White Mountain" é ótima, voltada para a leveza e a sutileza e com um ápice apoteótico. "Stagnation" é outra grande canção sendo impactante mesmo com uma atmosfera sutil.





Mas a preferida do RAC é mesmo o clássico "The Knife", uma amostra real do potencial do Genesis e de como a banda poderia ser protagonista no Rock Progressivo.





Enfim, Trespass é um álbum de transição, contando com uma banda muito talentosa, buscando sua identidade musical e em plena transformação. Ainda não é o Genesis que conquistaria o mundo em obras antológicas como Selling England by the Pound, mas é um disco extremamente interessante e bem recomendado pelo Blog.