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BON JOVI - NEW JERSEY (1988)



New Jersey é o quarto álbum de estúdio da banda norte-americana Bon Jovi. Seu lançamento oficial ocorreu em 19 de setembro de 1988, através dos selos Mercury e Vertigo Records. As gravações aconteceram durante o ano de 1988, no estúdio Little Mountain Sound Studios, em Vancouver, no Canadá. A produção ficou por conta de Bruce Fairbairn.

BON JOVI - NEW JERSEY (1988)









New
Jersey é o quarto álbum de estúdio da banda norte-americana Bon
Jovi. Seu lançamento oficial ocorreu em 19 de setembro de 1988,
através dos selos Mercury e Vertigo Records. As gravações
aconteceram durante o ano de 1988, no estúdio Little Mountain Sound
Studios, em Vancouver, no Canadá. A produção ficou por conta de
Bruce Fairbairn.






Depois
de quase 6 anos, o Bon Jovi retorna às páginas do RAC
com um de seus álbuns mais emblemáticos: New Jersey.
Conforme a tradição do Blog, um breve histórico apresentará as
condições em que o disco foi construído para depois se ater ao
faixa a faixa.










Slippery
When Wet





Lançado
em 1986, Slippery When Wet, o terceiro álbum de estúdio do
Bon Jovi, alçou o grupo ao patamar de estrelas
internacionais.





O
RAC já fez um post tratando sobre este disco e
o leitor interessado pode conferi-lo aqui.





Em
suma, Slippery When Wet foi um estrondoso sucesso comercial e
transformou completamente o status do Bon Jovi enquanto banda.
Se antes ela era uma atração secundária, após o disco, o conjunto
passou a ser o headline de shows e engatou uma longa e muito
bem-sucedida turnê durante o ano de 1987. (Nota do Blog:
Headline é a banda principal de um show).





New
Jersey





Determinado
a provar que o sucesso de Slippery When Wet não foi um acaso
e que o grupo não seria uma banda de um único sucesso, o Bon
Jovi
começou a trabalhar em seu sucessor assim que a Slippery
When Wet Tour
se encerrou.





O
álbum foi inicialmente planejado para ser duplo; no entanto, essa
ideia foi rejeitada pela gravadora, pois esta era cética quanto ao
seu possível preço mais alto para os consumidores e decidiu que só
lançaria um álbum único.





Um
título provisório do trabalho foi ‘Sons of Beaches’, o qual
parodiava Slippery When Wet.







Jon Bon Jovi





Gravações





O
Bon Jovi continuava com a formação de seu sucesso anterior:
Jon Bon Jovi nos vocais e guitarra base, Richie Sambora na guitarra
solo, Alec John Such no baixo, Tico Torres na bateria e David Bryan
nos teclados.





O
álbum foi produzido por Bruce Fairbairn, assim como seu antecessor,
e gravado no Little Mountain Sound Studios, em Vancouver, no Canadá.





Esta
foi a colaboração final entre o Bon Jovi e o produtor Bruce
Fairbairn.





Quando
a Slippery When Wet Tour terminou, em outubro de 1987, a banda
ficou inativa por cerca de três a quatro semanas. Então, Jon Bon
Jovi e Richie Sambora começaram a fazer demos para 17 músicas que
comporiam o primeiro lote de canções compostas para o álbum.





No
entanto, eles começaram a sentir um alto nível de pressão, pois
não sentiam que tivessem ‘uma música incrível’.





Jon
Bon Jovi afirmou: “eu realmente queria fazer isso de novo, não por
razões monetárias - eu tenho muito dinheiro - mas foi uma sensação
incrível ter feito o que fizemos. Havia um medo real de não ser
capaz de escrever “You Give Love A Bad Name” novamente”.





Jon
Bon Jovi e Richie Sambora compuseram juntos a música “Love Is
War”, mas Jon Bon Jovi queria escrever uma música que seria bem-sucedida quanto “You Give Love A Bad Name”, tão
desesperadamente, que saiu com exatamente a mesma progressão de
acordes.





Posteriormente,
Jon e Richie começaram o segundo lote de músicas e criaram “Born
To Be My Baby” e “Bad Medicine”, com Desmond Child.







David Bryan


“Born
To Be My Baby” foi originalmente gravada acusticamente, no entanto,
o produtor Bruce Fairbairn convenceu-os a regravá-la em um hard rock
mais metálico. Jon Bon Jovi, desde então, disse que acreditava que
a música teria atingido o topo das paradas se tivesse sido lançado
em sua forma original. Essa música tem um tema parecido com “Livin
'On A Prayer”, pois se trata de um jovem casal da classe
trabalhadora que luta para sobreviver.





Embora
a produção brilhante e o estilo de Slippery When Wet
permanecessem, a banda queria mostrar um nível de diversidade no
disco e isto o faz soar mais experimental.





O
artista Hugh Syme foi o responsável pela capa do álbum. Vamos às
faixas:





LAY
YOUR HANDS ON ME





"Lay Your Hands on Me" possui uma longa introdução que deságua em um Glam Metal típico, com boa dose de peso, além de um inegável apelo melódico, especialmente no refrão, este, bastante acessível. Boa faixa introdutória.





A
letra é sobre um relacionamento:





I'm
a fighter, I'm a poet, I'm a preacher


I've
been to school and baby, I've been the teacher


If
you show me how to get up off the ground


I
can show you how to fly and never ever come back down





A
canção foi lançada como single, atingindo a 7ª posição da
principal parada norte-americana desta natureza, conquistando a 18ª
colocação em sua correspondente britânica. Ainda ficou com o 8º
lugar na parada neozelandesa.





Segundo
Jon, essa é uma das poucas músicas do Bon Jovi que foi
composta a partir de um riff de guitarra (o estilo usual de Jon Bon
Jovi é começar a escrever uma música com seu título). Ela foi
feita no estúdio enquanto gravavam o álbum.





O
videoclipe dessa música foi retirado de apresentações no Tacoma
Dome e no Memorial Coliseum, em Portland, durante a turnê do The
Jersey Syndicate
e que também foi lançado para os Home Video
chamados New Jersey: The Videos e Cross Road: The Videos.





O
videoclipe para a MTV de “Lay Your Hands On Me” foi filmado em
Salt Lake, em maio de 1989.





Para
apresentações ao vivo, durante os anos 80 e 90, Sambora usava uma
guitarra de braço duplo. Exemplos disso podem ser vistos no
videoclipe oficial, bem como no DVD Live From London.





A
música foi executada algumas vezes na Lost Highway Tour.
Durante apresentações recentes, na The Circle Tour, a música
foi executada com Sambora nos vocais principais.





Depois
de ouvir a música e pensar que seria uma boa música afeita ao
Gospel, a cantora country Dolly Parton ligou para Jon Bon Jovi
e Richie Sambora, conseguindo a permissão para transformar a canção
em uma música gospel para seu álbum de 2014, Blue Smoke.













BAD
MEDICINE





A bateria de Tico Torres e os teclados de David Bryan são dominantes na clássica "Bad Medicine". O riff principal da canção também é dos mais conhecidos do grupo. O refrão é ótimo e empolgante. Ótima música.





A
letra é uma metáfora sobre o amor:





First
you need


That's
what you get for falling in love


Then
you bleed


You
get a little but it's never enough


On
your knees


That's
what you get for falling in love


And
now this boy's addicted


'cause
your kiss is the drug










A
canção atingiu o topo da principal parada norte-americana de
singles, atingindo a 17ª posição de sua principal correspondente
britânica, fazendo muito sucesso em diversas partes do globo.
Conquistou, por exemplo, os 2º, 4º e 5º lugares das paradas de
Nova Zelândia, Austrália e Canadá.





“Bad
Medicine” continua com uma considerável circulação em muitas
estações de rádio e sempre foi um marco nos shows do Bon Jovi.





Nos
shows, há um interlúdio de aproximadamente 1 minuto, com a clássica
“Shout”, do The Isley Brothers, sendo incorporada ao meio da
música.





A
música está presente em coletâneas da banda como Cross Road
e Greatest Hits, no álbum ao vivo One Wild Night: Live
1985-2001
, na coletânea acústica This Left Feels Right,
bem como em vários vídeos de shows, incluindo Live From London
e The Crush Tour.





Há
dois vídeos para a música, um com a banda ao vivo em um show, e
outro, também ao vivo, no qual uma multidão de jovens está
esperando na fila para entrar na filmagem. Além disso, faz parte do
game Rock Band 3, aparece no filme Jay and Silent Bob
Strike Back
(2001) e em episódio da série animada Simpsons.













BORN
TO BE MY BABY





Um Hard Rock repleto de melodia e malícia é o que faz de "Born to Be My Baby" uma faixa tão emblemática. Usando a tática de fazer a música ser construída em um efeito "crescendo", com o refrão sendo o ápice, o Bon Jovi conquista os ouvintes com uma faixa simples, mas cativante. Das melhores atuações de Jon nos vocais.





A
letra fala sobre um casal que luta para sobreviver:





Close
the door, leave the cold outside


I
don't need nothing when I'm by your side


We
got something that'll never die


Our
dreams, our pride













A
canção é mais uma retirada do disco a qual foi lançada como
single, alcançando a 3ª posição da principal parada
norte-americana, além de atingir a 22ª colocação em sua
correspondente britânica. Além disto, ficou com o 7º lugar na
parada irlandesa.





O
videoclipe da música foi feito totalmente em preto e branco, como
muitos oriundos do álbum New Jersey.





No
vídeo completo, há um diálogo entre os membros da banda, a qual
faz o refrão novamente, insatisfeita com a versão original. Ele
apresenta proeminentemente cenas fotogênicas de Jon Bon Jovi
cantando, assim como o grupo reunido em torno de um microfone para
cantar a parte ‘na-na-na-na-na’. O vídeo também apresenta a
esposa de Jon Bon Jovi, Dorothea.





O
videoclipe está presente em New Jersey: The Videos, um VHS
promocional que não é mais fabricado. Ele estava ausente da coleção
de vídeos Cross Road: The Videos,
sendo novamente apresentado em Greatest Hits - The Ultimate Video
Collection
.





O
final do vídeo mostra o Bon Jovi se abraçando. Este foi o
exato momento em que a banda soube que New Jersey era o álbum
número 1 nos EUA.













LIVING
IN SIN





"Living in Sin" diminui o ritmo do álbum, bem como sua intensidade, apresentando-se como uma música mais calma e intimista. O refrão é bem construído e o solo de Richie Sambora funciona bem.





A
letra, novamente, é sobre um relacionamento:





Baby
, can you tell me


Just
where we fit in


I
call it love


They
call it living in sin


Is
it you and me


Or
just this world we live in


I
say we're living on love


They
say we're living in sin





Esta
foi mais uma música lançada como single, alcançando a 9ª posição
da principal parada norte-americana desta natureza, conquistando a
35ª colocação na sua correspondente britânica. Também foi criado
um videoclipe para sua promoção.













BLOOD
ON BLOOD





"Blood On Blood" é dominada pelos teclados de David Bryan, contando com uma melodia bem simples. A faixa possui uma musicalidade que claramente traz à lembrança o clássico álbum Born in the USA, de Bruce Springsteen, mas sem o mesmo brilho.





A
letra fala sobre amizade:





Blood
on blood


One
on one


We'd
still be standing


When
all was said and done


Blood
on blood


One
on one


And
I'll be here for you


Till
Kingdom come


Blood
on blood













HOMEBOUND
TRAIN





"Homebound Train" é a faixa mais pesada do disco até aqui. Sendo assim, é muito fácil perceber que se trata da canção com a sonoridade mais próxima ao Metal, podendo tranquilamente ser chamada de Glam Metal. Excelente música, com boa participação do baixista Alec John Such.





A
letra é sobre a segurança de um lar:





I'm
on my way


I'm
heading home


To
be with my baby


Where
I belong


Coming
down the tracks now


See,
I done my time


I'm
going back now


To
that home of mine


Well,
here I come baby













WILD
IS THE WIND





"Wild Is the Wind" é outra canção mais intimista em que o peso típico dos anos iniciais do Bon Jovi abre espaço para uma sonoridade mais calma e tranquila. O peso só dá as caras no refrão.





A
letra é sobre um relacionamento:





Wild,
wild is the wind


That
takes me away from you


Cold
is the night without your love


To
see me through


Wild,
wild is the wind


That
blows through my heart













RIDE
COWBOY RIDE





Pequena faixa de pura inspiração country.





A
letra é sobre a vida de um caubói:





Yeah,
I learned my lesson


Here’s
a story to tell


So
I made my confession


In
this sleazy motel













STICK
TO YOUR GUNS





"Stick to Your Guns" continua a mistura bem azeitada de refrões intensos e mais pesados com estrofes mais calmas e melódicas. Trata-se de uma música bonita e que conta com um belo solo do guitarrista Richie Sambora.





A
letra é sobre juventude:





So
you want to be the big time


Some
people have to drag you down


There's
no living in the backseat


If
you're gonna drive through town


And
when you pray for independence


Boy,
you better stand your ground













I’LL
BE THERE FOR YOU





"I'll Be There for You" é a balada por excelência. Fundindo elementos do Rock/Hard com uma inegável pegada Country, a música foi (e continua sendo) um tremendo sucesso. Os vocais são ótimos e a guitarra de Sambora é um ponto alto da canção.





A
letra é uma incontida declaração de amor:





I'll
be there for you


These
five words I swear to you


When
you breathe I want to be the air for you


I'll
be there for you


I'd
live and I'd die for you


I'd
steal the sun from the sky for you


Words
can't say what love can do


I'll
be there for you













“I’ll
Be There for You” foi um estrondoso sucesso.





A
música foi lançada como single atingindo a 1ª posição da
principal parada norte-americana desta natureza, conquistando ainda a
18ª colocação na sua correspondente britânica.





Em
várias apresentações do Bon Jovi, essa música era às
vezes cantada por Richie Sambora.





O
videoclipe da música apresenta a banda tocando em um palco escuro
com uma cor azul, quase monocromática, devido à iluminação do
palco, com close-ups de cada membro, mais notadamente do vocalista
Jon Bon Jovi e do guitarrista Richie Sambora.













99
IN THE SHADE





"99 in the Shade" retorna ao Hard Rock mais direto, contando com a guitarra de Sambora bem presente e atuante. Indo direto ao ponto e sem muitos rodeios, bons vocais são adicionados a peso e intensidade.





A
letra tem conotação sensual:





I'm
gonna see those Senoritas


Lying
under the sun


They're
greasing it up


With
the stereos on


you
know I want to be their blanket


Gonna
tell every girl


Hey,
baby... You're the one…













LOVE
FOR SALE





A décima-segunda - e última - faixa de New Jersey é "Love for Sale". Continuando com uma clara influência do Country e do Blues, a canção difere bastante do restante do disco, mas é um fato positivo. Simples e ao mesmo tempo criativa, fecha o trabalho em alto nível.





A
letra fala sobre sexo:





Love
for sale, love for sale


I
guess I've learnt my lesson it was easy to see


My
old lady she played this joke on me


I
never looked where I forgot it would be


Love
for sale, love for sale













Considerações
Finais





Catapultado
por sucessos como “Bad Medicine”, “Born to Be My Babe” e
“I’ll Be There for You”, New Jersey fez um estrondoso
sucesso.





O
disco atingiu a espetacular 1ª posição da Billboard 100, a
principal parada norte-americana desta natureza, lugar em que
permaneceu por quatro semanas consecutivas. Ainda conquistou a
inacreditável 1ª colocação na sua correspondente britânica.





O
álbum ainda atingiu o topo das paradas de países como Austrália,
Nova Zelândia, Suécia e Suíça.





A
crítica recebeu o disco com ressalvas. A revista norte-americana
Rolling Stone dá uma nota 3 (em 5) ao trabalho, enquanto a
britânica Kerrang! atribuiu a nota 3,75 (em 5).





William
Ruhlmann, do site AllMusic, dá a New Jersey uma nota
4,5 (em 5), afirmando: “Bon Jovi havia aperfeiçoado uma
fórmula para o hard pop/rock na época de New Jersey,
concentrando-se em refrões cantados repetidas vezes, frequentemente
um refrão áspero e extensivamente em overdub, produzindo um efeito
não muito diferente do que essas músicas soavam nas arenas e
estádios onde eles eram mais frequentemente ouvidos”.





Por
fim, Ruhlmann conclui: “A única coisa que estragou a perfeição
dessa comunhão foi a persistente obsessão de Jon Bon Jovi por um
certo predecessor de seu estado natal; às vezes, ele parecia
tentando recriar Born to Run usando materiais mais baratos”.





O
Bon Jovi montou outra enorme turnê mundial a qual perdurou
por 1989 e 1990. O grupo visitou mais de 22 países e mais de 232
shows. O ponto alto, pessoalmente para a banda, foi o regresso à
casa, no dia 11 de junho de 1989, no Giants Stadium, em Nova Jersey.





Em
agosto de 1989, a banda foi à União Soviética para o Moscow
Music Peace Festival
. O Bon Jovi foi
a primeira banda oficialmente sancionada pelo governo soviético a se
apresentar naquele país e New Jersey se tornou
o primeiro álbum dos EUA lançado legalmente na URSS.





Em
setembro de 1989, Jon Bon Jovi e Richie Sambora cantaram “Livin 'On
A Prayer” e “Wanted Dead Or Alive”, com apenas violões, no MTV
Video Music Awards
. O desempenho foi reconhecido como inspiração
para a série MTV Unplugged e um catalisador para a
subsequente popularidade do movimento na música pop.





O
esgotamento das gravações de Slippery When Wet e New
Jersey
, praticamente sem intervalos, mais as turnês mundiais
altamente aceleradas, cobrou seu preço.





No
final da turnê de New Jersey, o Bon Jovi teve 16 meses
de shows e estava exausto fisicamente, mentalmente e emocionalmente.
Após a data final da turnê, no México, sem planos claros para o
futuro, os membros do grupo foram para casa.





Durante
o tempo em que eles se retiraram da cena, os membros do grupo focaram
em seus próprios projetos e não mostraram nenhum desejo em fazer
outro álbum.





Desiludido
com o negócio da música, apesar de todo o seu sucesso, e
descontente com o status quo, em 1991, Jon Bon Jovi demitiu sua
gerência, consultores de negócios e agentes, incluindo o manager de
longa data, Doc McGhee.





Jon
assumiu as responsabilidades, fechando as fileiras e criando a Bon
Jovi Management
. Em outubro de 1991, a banda foi à ilha
caribenha de St. Thomas para discutir seus planos para o futuro. Os
músicos conseguiram resolver suas diferenças, permitindo que cada
membro falasse sobre seus sentimentos sem interrupção um do outro.





Ao
resolver seus problemas, o conjunto voltou para os estúdios de
Vancouver Little Mountain, com o produtor Bob Rock, para trabalhar no
próximo álbum da banda, em janeiro de 1992.





New
Jersey
supera a casa de 8 milhões de cópias vendidas pelo
mundo.













Formação:


Jon
Bon Jovi - Vocal, Guitarra-Base, Violão


Richie
Sambora - Guitarra, Backing Vocals


Alec
John Such - Baixo, Backing Vocals


Tico
Torres - Bateria, Percussão


David
Bryan - Teclados, Backing Vocals


Músicos
adicionais:


Scott
Fairbairn - Violoncelo


Audrey
Nordwell - Violoncelo


Bruce
Fairbairn - Percussão Adicional, Trompa





Faixas:


01.
Lay Your Hands on Me (Bon Jovi/Sambora) - 5:58


02.
Bad Medicine (Bon Jovi/Sambora/Child) - 5:16


03.
Born to Be My Baby (Bon Jovi/Sambora/Child) - 4:40


04.
Living in Sin (Bon Jovi) - 4:39


05.
Blood on Blood (Bon Jovi/Sambora/Child) - 6:16


06.
Homebound Train (Bon Jovi/Sambora) - 5:10


07.
Wild Is the Wind (Bon Jovi/Sambora/Child/Warren) - 5:08


08.
Ride Cowboy Ride (Captain Kidd/King of Swing) - 1:25


09.
Stick to Your Guns (Bon Jovi/Sambora/Holly Knight) - 4:45


10.
I'll Be There for You (Bon Jovi/Sambora) - 5:46


11.
99 in the Shade (Bon Jovi/Sambora) - 4:29


12.
Love for Sale (Bon Jovi/Sambora) - 3:58





Letras:


Para
o conteúdo completo das letras, recomenda-se o acesso a:
https://www.letras.mus.br/bon-jovi/





Opinião
do Blog:


Muito tempo se passou para que o RAC trouxesse novamente o Bon Jovi para suas páginas, com outro de seus principais trabalhos: New Jersey.



Com a mesma formação que gravou o estrondoso sucesso mundial, Slippery When Wet, a tarefa árdua que se propunha ao grupo era compor e fazer um disco que pudesse ao menos arranhar o alarde de seu antecessor.



Para tanto, o conjunto já começa acertando ao manter o produtor Bruce Fairbairn, o qual faz outro trabalho muito bom. A banda também acerta ao manter a mesma musicalidade de seu disco anterior, apostando em um Hard Rock/Glam Metal muito acessível, ou seja, com forte influência Pop.



Além disso, alguns elementos da chamada Country Music são encontrados em algumas faixas, trazendo um sabor diferente ao som do conjunto. Neste New Jersey, o grupo aposta mais em músicas mais intimistas como "Living in Sin" e "Stick to Your Guns".



As letras são absolutamente simples.



Para o RAC, e, frise-se, é apenas uma opinião, o que faz New Jersey inferior a Slippery When Wet é sua megalomania: algumas faixas se estendem além do que deveriam, assim como o disco, o qual possui canções que deveriam ter sido descartadas.



Mas o nível é ainda assim muito alto e o álbum possui algumas das melhores canções do Bon Jovi.



"I'll Be There for You" é um clássico incontestável do grupo, bem como a paulada "Bad Medicine". "Love for Sale" mostra uma faceta legal do conjunto e "Lay Your Hands on Me" é um Hard Rock de boa linha.



Mas o RAC escolhe a subestimada "Homebound Train" e o grande clássico "Born to Be My Baby" como suas favoritas.



Enfim, não há dúvidas de que New Jersey é um dos grandes discos do anos 80, no Rock, e seu gigantesco sucesso comercial fala por si mesmo. Tendo em seu conteúdo faixas emblemáticas do Bon Jovi, o álbum é uma amostra fiel da melhor fase da banda e é muito bem recomendado pelo Blog.


BON JOVI - SLIPPERY WHEN WET (1986)



Slippery When Wet é o terceiro álbum de estúdio da banda norte-americana chamada Bon Jovi. Seu lançamento oficial ocorreu no dia 18 de agosto de 1986, sob o selo Mercury Records. A produção do disco foi um trabalho do produtor Bruce Fairbairn, com as gravações se dando no Little Mountain Sound Studios, em Vancouver, no Canadá.



A história da banda Bon Jovi se confunde com a do seu líder e vocalista, Jon Bon Jovi. O Blog vai dar uma pequena pincelada sobre o surgimento do grupo, antes de se ater ao álbum em questão.

Entre 1975 e 1980, o jovem Jon Bon Jovi tocou em algumas bandas na região de New Jersey. A primeira foi o Raze. Depois, com o tecladista David Bryan, formou o Atlantic City Expressway. Mais tarde foi a vez do John Bongiovi and the Wild Ones e, por volta de 1980, um grupo chamado The Rest.

No meio de 1982, Jon conseguiu um emprego nos estúdios Power Station, em Manhattan, onde seu primo Tony era coproprietário. Bon Jovi fez várias fitas-demo neste estúdio e as mandou para diversas gravadoras, mas não conseguiu causar nenhum impacto.

Depois, Bon Jovi visitou a estação de rádio local chamada WAPP 103.5FM "The Apple", em Lake Success, New York. Ele conversou diretamente com o diretor de promoção, John Lassman, que aceitou a música "Runaway" para inclusão em uma coletânea de talentos locais.

Jon Bon Jovi foi inicialmente relutante, mas finalmente cedeu-lhes a canção, na qual ele tinha usado músicos de estúdio para tocar na faixa. Os músicos de estúdio que ajudaram a gravar "Runaway", que ficaram conhecidos como The All Star Review foram o guitarrista Tim Pierce, o tecladista Roy Bittan, o baterista Frankie LaRocka e o baixista Hugh McDonald.

Jon Bon Jovi


A música começou a ter boa repercussão na área de Nova York, e, em seguida, em outras estações irmãs nos principais mercados americanos. Em março de 1983, Bon Jovi convidou David Bryan, o qual, por sua vez chamou o baixista Alec John Such  ex-Phantom’s Opera e um baterista experiente chamado Tico Torres.

O convidado para tocar guitarra foi o vizinho de Jon Bon Jovi, Dave Sabo (ou The Snake), que mais tarde formou o grupo Skid Row.  Sabo foi substituído por Richie Sambora. Antes de entrar para o grupo, Sambora tinha excursionado com Joe Cocker, tocou com um grupo chamado Mercy e tinha sido chamado para fazer um teste no Kiss. Ele também tocou no álbum Lessons com a banda Message. Message foi originalmente contratada pela Swan Song Records (que pertencia ao Led Zeppelin), embora o álbum nunca tenha sido lançado.

Tico Torres também era um músico experiente, tendo gravado e tocado ao vivo com o Phantom’s Opera, The Marvelettes e Chuck Berry. Ele apareceu em 26 registros e que recentemente gravou com Franke and the Knockouts, uma banda de Jersey com singles de sucesso durante os anos oitenta.

David Bryan saiu da banda que ele e Bon Jovi tinham fundado para estudar medicina. Enquanto estava na faculdade, ele percebeu que queria seguir a música em tempo integral, sendo aceito na Juilliard School, uma escola de música de Nova York. Quando Bon Jovi chamou seu amigo e disse que ele estava montando uma banda, com um contrato de gravação provável, Bryan seguiu o exemplo de Jon Bon Jovi e desistiu de seus estudos.

A banda começou a fazer apresentações e shows de abertura para talentos locais, acabando por chamar a atenção do executivo Derek Shulman, o qual os levou um contrato com a Mercury Records. Pamela Maher, uma empregada do manager Doc McGhee, foi quem sugeriu que a banda seguisse o exemplo do Van Halen (uma grande banda com 2 nomes) e se nomeassem Bon Jovi. Embora a sugestão fosse recebida com pouco entusiasmo, acabou sendo aceita.

Doc McGhee, o novo manager da banda, os auxiliaram a lançarem seu primeiro álbum de estúdio, homônimo ao grupo, Bon Jovi, lançado em janeiro de 1984.

O álbum obteve boa repercussão, com a 43ª posição na parada de álbuns nos Estados Unidos e a 71ª posição no Reino Unido. O single “Runaway” também teve alguma divulgação, alcançando a 39ª posição da parada americana de singles. O sucesso pôs o grupo fazendo abertura para bandas como Scorpions (nos Estados Unidos) e o KISS (na Europa).

O segundo álbum do grupo, 7800° Fahrenheit, saiu em março de 1985. Em termos de posições nas principais paradas de sucesso, ele não se saiu mal: 37ª posição na parada norte-americana e a 28ª na parada britânica.

Longe de ser chamado de fracasso, 7800° Fahrenheit não foi o sucesso comercial que o grupo esperava. Mesmo assim, permitiu que a banda fosse atração principal no Japão e Europa. Nos Estados Unidos, uma turnê de seis meses em suporte ao Ratt e aparição no Monsters Of Rock, em Donnington, na Inglaterra.

Apesar do sucesso moderado de 7800 ° Fahrenheit, Bon Jovi não se tornou as estrelas mundiais que esperavam, e, então, eles resolveram mudar sua abordagem musical para seu próximo álbum.

O primeiro passo foi a contratação de um compositor profissional, Desmond Child, como colaborador, compondo perto de 30 canções e fazendo um teste de audição para adolescentes locais de Nova Jersey e de Nova York, baseando a ordem das faixas no álbum nas opiniões dos jovens.

O segundo passo foi trazer Bruce Fairbairn como o principal produtor do álbum, com Bob Rock como responsável pela mixagem.

Grande parte do conteúdo do álbum foi escrito por Jon Bon Jovi e Richie Sambora, exceto "You Give Love A Bad Name", "Livin 'on a Prayer", e "Without Love", que tiveram a contribuição de Desmond Child.

Na realidade, Desmond Child foi trazido pela gravadora para ajudar a escrever algumas das canções para o álbum, em conjunto com Jon Bon Jovi e Richie Sambora. Esta foi a primeira vez Child trabalhou com Jon e Richie. Ele veio para Nova Jersey, onde trabalhou no porão da casa da mãe de Sambora, lugar no qual as músicas eram compostas.

Jon Bon Jovi foi inicialmente relutante em incluir "Livin 'on a Prayer", no álbum, acreditando que não era uma música suficientemente boa. Richie Sambora estava convencido de que era um hit em potencial, e então a banda regravou a faixa, sendo esta segunda versão que está presente no lançamento final. Ironicamente, tornou-se uma das músicas mais populares e conhecidas do Bon Jovi.

Richie Sambora


O álbum passou por várias mudanças de nome durante a sua criação, incluindo "Wanted Dead Or Alive" (uma capa foi produzida com a banda vestida como cowboys, sendo aproveitada mais tarde para o lançamento do single da faixa de mesmo nome), com Slippery When Wet sendo o título final concebido.

De acordo com Jon Bon Jovi, a banda decidiu o nome do álbum por Slippery When Wet depois de visitar The Number 5 Orange Stripclub, um bar de strip-tease, obviamente, em Vancouver.

A capa consiste em um saco de lixo preto e molhado com as palavras "Slippery When Wet" traçadas na água.

A arte foi originalmente criada para caracterizar uma mulher de grandes seios, com uma camiseta amarela e molhada, com o nome do álbum na parte da frente da camisa.

A arte original


Esta versão original da capa foi trocada pela versão com o saco plástico molhado apenas antes do lançamento, devido principalmente ao fato de que Jon Bon Jovi odiava a borda rosa que circundava a imagem na capa. A exceção está no Japão, onde a maioria das versões do álbum incluiu a arte da capa original.

LET IT ROCK

Abre o álbum a faixa “Let It Rock”.

Após uma introdução de pouco mais de um minuto, a faixa apresenta um ritmo forte com a guitarra de Richie Sambora bem presente. No refrão, a voz de Jon Bon Jovi é reforçada com poderosos backing vocals. O efeito causa um bom impacto, construindo uma canção bastante interessante.

As letras são muito simples, em um tom de celebração:

Let it rock, let it go
You can stop a fire burning out of control
Let it rock, let it go
With the night you're on on the loose
You got to let it rock



YOU GIVE LOVE A BAD NAME

A segunda música do trabalho é um dos maiores clássicos do Bon Jovi, “You Give Love A Bad Name”.

O criativo riff de guitarra é ouvido já no início da canção e a embala por toda sua duração, dando à faixa uma sensação bastante empolgante, conduzindo o refrão a uma característica de ponto alto da música, em uma construção simplesmente genial. Os vocais são muito bem feitos por Jon Bon Jovi, mas o maior destaque é a guitarra de Sambora, esbanjando feeling.

As letras são simples, refletindo um sofrimento amoroso com a culpa sendo colocada na outra pessoa:

Paint your smile on your lips
Blood red nails on your fingertips
A school boy's dream, you act so shy
You're very first kiss was your first kiss goodbye

Lançada como single, “You Give Love A Bad Name” foi um sucesso absoluto. Nos Estados Unidos, atingiu a primeira posição na parada de singles. No Reino Unido, ficou com a 14ª posição.



Possui várias versões covers feitas por diferentes músicos e grupos, entre eles, Demi Lovato, Anastacia e a banda Atreyu. Também é jogável em diferentes games como Guitar Hero e Rock Band.

O clássico também está na lista do canal de televisão VH1 de 100 Greatest Hard Rock Songs, na 20ª posição. Também aparece em várias séries de TV, por exemplo, How I Met Your Mother.



LIVIN’ ON A PRAYER

A terceira música de Slippery When Wet é outro clássico da banda, “Livin’ On A Prayer”.

Teclados e bateria bem fortes são as marcas iniciais da canção que depois são acompanhadas de perto por uma boa atuação vocal de Jon Bon Jovi. A faixa tem um ritmo bem cadenciado, lento mesmo, mas que cresce quando chega o refrão.  Outra característica marcante da música é o uso de Talk Box pelo guitarrista Richie Sambora, criando um efeito interessante em sua guitarra.

As letras contam a história de um casal de trabalhadores que superam suas dificuldades e tentam permanecer juntos. Segundo Bon Jovi, a música foi escrita durante a era Reagan e as dificuldades financeiras daquele momento o inspiraram na mesma:

Tommy used to work on the docks
Union's been on strike
Hes down on his luck...it's tough, so tough
Gina works the diner all day
Working for her man, she brings home her pay
For love - for love
She says: We've got to hold on to what we've got
'Cause it doesn't make a difference
If we make it or not
We've got each other and that's a lot
For love - we'll give it a shot

A canção foi lançada como single e também se tornou um sucesso absoluto. Ficou em 1º lugar na parada norte-americana de singles, assim como na parada canadense e, ainda, com a 4ª posição na tradicional parada britânica.



Foi votada em uma eleição do canal VH1 como a 1ª colocada em uma lista de The 100 Greatest Songs of the '80s. No aniversário da parada de singles da Billboard (parada norte-americana) de 2010, “Livin’ On A Prayer” foi eleita a 46ª colocada em uma lista de canções de Rock de todos os tempos.

Os games Rock Band e Guitar Hero têm suas versões jogáveis deste clássico da banda. Várias versões covers (incluindo a própria banda reescrevendo-a) foram feitas para a primeira que foi lançada em Slippery When Wet. The Audition, Alvin And The Chipmunks e Philmore já gravaram covers da canção.

Como foi dito, foi Richie Sambora quem convenceu Jon Bon Jovi a colocar a música no álbum, pois o vocalista não havia gostado da versão inicial de “Livin’ On A Prayer”. Hoje é, talvez, a música de maior sucesso do grupo. Mais de 2,7 milhões de cópias digitais da música já foram comercializadas.



SOCIAL DISEASE

“Social Disease” é a quarta faixa do trabalho.

A música apresenta um riff de guitarra bem típico dos anos oitenta. Ele é bem cadenciado, mas apresenta certo peso e força. Um Hard Rock, bem puxado para a sonoridade “Glam”, é a marca da canção. Os vocais são mais “gritados” que nas faixas anteriores. Menos conhecida, mas um ponto forte do álbum.

As letras são uma metáfora sobre o amor, apresentando-o – de uma maneira discutível – como uma doença social:

You can't start a fire without a spark
But there's something that I guarantee
You can't hide when infection starts
Because love is a social disease



WANTED DEAD OR ALIVE

A quinta faixa do álbum é “Wanted Dead Or Alive”.

A música se inicia com um som de violão acústico, com linhas realmente muito belas. Jon canta sobre estas linhas a sua maneira bem característica, criando um clima suave, mas ao mesmo tempo, tocante. A partir de 2 minutos e meio, as guitarras de Sambora surgem com peso e força, incluindo um solo com muito feeling. Grande canção do álbum.

As letras de “Wanted Dead Or Alive” são uma grande metáfora à solidão de um músico, escritas de maneira muito inteligente:

Sometimes I sleep, sometimes it's not for days
And people I meet
Always go their separate ways
Sometimes you tell the day by the bottle that you drink
And times when you're all alone all you do is think

Lançada como single, a faixa ficou bem posicionada e foi responsável por Slippery When Wet ser o primeiro álbum, do estilo Hard Rock, a ter 3 singles consecutivos no top 10 da parada norte-americana de singles. Ficou com a 7ª posição nos Estados Unidos e com a 13ª posição na parada britânica.



O título da faixa representa toda a admiração que o vocalista Jon Bon Jovi possui pela temática cowboy do oeste norte-americano. A inspiração para a faixa surgiu da canção “Turn The Page”, de Bob Seger, segundo o próprio Jon declarou. Segundo ele, em 1985, em uma viagem durante a turnê, em que ele e Sambora ouviram a clássica canção de Seger e Jon teria dito: “precisamos compor uma música assim”.

Um clássico indiscutível, a canção é encontrada em diferentes tipos de mídias. Está presente nos programas de TV Deadliest Catch e Supernatural. Também está nos games GTA e Rock Band e no filme Harley Davidson and the Marlboro Man, de 1991.

A cantora Michelle Creber, o grupo country Montgomery Gentry e a banda The Slackers gravaram versões para a canção.



RAISE YOUR HANDS

A sexta faixa do trabalho é “Raise Your Hands”.

Um Hard Rock de riff muito forte e marcante é o que se apresenta em “Raise Your Hands”. Um som típico dos anos oitenta, com pegada e empolgação. O refrão é muito bom, com os backing vocals cumprindo um ótimo papel em reforçar a voz do vocalista Bon Jovi. Certamente um dos melhores momentos do disco.

As letras têm uma conotação de flerte:

Raise your hands
When you want to let it go
Raise your hands
When you want to let a feeling show
Raise your hands
From New York to Chicago
Raise your hands
From New Jersey to Tokyo
Raise your hands



WITHOUT LOVE

A sétima música de Slippery When Wet é “Without Love”.

A canção se inicia de maneira bem cadenciada, com um teclado bem destacado durante toda a sua extensão. Bon Jovi acompanha este ritmo, empregando linhas vocais mais melodiosas e o resultado é que se tem uma faixa com bom potencial cativante. O solo é bastante simples, mas funciona de maneira eficiente.

As letras demonstram um sentimento de angústia após um relacionamento que terminou:

Without love, there's nothing without love
Nothing else can get you through the night
Nothing else feels right without love
There's nothing without love
Nothing else but love can burn as bright
And nothing would mean nothing without love



I’D DIE FOR YOU

A oitava canção do disco é “I’d Die For You”.

Novamente os teclados dão as cartas no início da faixa, mas rapidamente são acompanhados por uma guitarra com certa pegada. Mas o principal destaque são os proeminentes teclados de David Bryan. Os vocais são muito bons e a levada da música é rápida e empolgante. Um outro ótimo momento do álbum.

As letras mostram alguém apaixonado e caem em um lugar comum:

I'd die for you
I'd cry for you
I'd do anything
I'd lie for you
You know it's true
Baby I'd die for you
I'd die for you
I'd cry for you
If it came right down to me and you
You know it's true, baby I'd die for you



NEVER SAY GOODBYE

A nona faixa do álbum é outro clássico, “Never Say Goodbye”.

A canção é uma balada clássica, com linhas suaves que se intercalam com a voz do vocalista soando um tanto quanto rasgada, mas que se casa de maneira extremamente harmoniosa com o riff suave criado pela dupla Bon Jovi e Sambora. Trata-se de uma música bastante tocante. Outro ponto memorável do trabalho.

As letras, obviamente, têm conotação romântica e contam uma história de amor:

We danced so close
We danced so slow
And I swore I'd never let you go
Together – forever

Inclusive, a música descreve o relacionamento entre Jon Bon Jovi e sua atual esposa. O vocalista diz que se inspirou na canção “Hearts Of Stone”, de Southside Johnny, para escrever “Never Say Goodbye”.

Lançada como single, ficou com a 11ª posição na parada norte-americana e com a 21ª colocação na sua correspondente britânica.



Uma versão curiosa da faixa foi gravada em mandarim, pelo grupo de Taiwan chamado Power Station.



WILD IN THE STREETS

A décima – e última – faixa de Slippery When Wet é “Wild In The Streets”.

O álbum se encerra mais uma vez com o ritmo mais acelerado, com teclados e guitarras em um ritmo mais veloz e forte. Tanto o vocal quanto os backing vocals (no refrão) estão em harmonia com a sonoridade da canção, construindo um trabalho muito bem feito. O solo é, talvez, o melhor de todo o disco, esbanjando feeling.

As letras estão em um tom de rebeldia juvenil:

A member of the boy's brigade
Had a date with the girl next door
You know it made her daddy crazy
But it only made her want him more
They weren't looking for trouble
You know that boy didn't want a fight-not tonight
So she headed out through her bathroom window
What her daddy didn't know was gonna be alright



Considerações Finais

Catapultado por dois singles atingindo a primeira posição da parada norte-americana (“You Give Love A Bad Name” e “Livin’ On A Prayer”), Slippery When Wet foi um sucesso estrondoso. O álbum atingiu a 1ª posição da parada norte-americana de álbum, colocação na qual permaneceu por oito semanas. Na parada britânica, ficou com a 6ª posição. Entretanto, atingiu a primeira posição também nas paradas do Canadá, Austrália, Finlândia e Suíça.

Somente entre 1986 e 1987, o álbum ficou por 38 semanas entre o Top 5 da parada norte-americana. Vendeu perto de 12 milhões de cópias somente nos Estados Unidos. Também está incluído no livro 1001 Albums You Must Hear Before You Die.

Slippery When Wet foi considerado o álbum mais vendido de 1987 pela Billboard. O videoclipe de "Livin 'On A Prayer" ganhou a categoria de Melhor Performance de Palco na premiação da MTV Norte-americana chamada MTV Video Music Award.

A banda ganhou o prêmio de Banda Pop/Rock Favorita na premiação American Music Awards e outro prêmio de grupo de rock favorito na premiação People Choice.

Quando Slippery When Wet foi lançado em agosto de 1986, Bon Jovi era a banda suporte na turnê do grupo 38 Special. Até o final de 1986, Bon Jovi era a banda principal em shows durante seis meses em todo os Estados Unidos.

Em agosto de 1987, o Bon Jovi se apresentou no clássico festival inglês "Monsters of Rock" como banda principal. Durante sua apresentação, Dee Snider (Twisted Sister), Bruce Dickinson (Iron Maiden) e Paul Stanley (KISS) se juntaram à banda para executar "We’re an American Band", clássico do Grandfunk Railroad. O conjunto encerrou o ano com 130 shows como banda principal na sua turnê “Tour Without End”, arrecadando 28,4 milhões de dólares.

Jon Bon Jovi foi perguntado o que todo este astronômico sucesso significava, e sua resposta foi: "Tudo é maior, e move-se duas vezes mais rápido. Você está reconhecido duas vezes mais. Tudo é maior, o mundo inteiro fica maior. Você tem que vender mais discos, ser enorme. Você fica mais esperto e você entende o negócio um pouco mais, e por isso tem mais responsabilidade. Você entende tudo isto agora e você quer ter certeza de que tudo dará certo".



Slippery When Wet é o álbum mais bem sucedido, comercialmente falando, do Bon Jovi. Estima-se que mais de 28 milhões de cópias do disco já foram comercializadas.

Formação:
Jon Bon Jovi – Vocal, Guitarra Base
Richie Sambora – Guitarra Solo, Backing Vocals, Talkbox em "Livin' on a Prayer"
Alec John Such – Baixo, Backing Vocals
Tico Torres – Bateria
David Bryan – Teclado, Backing Vocals

Faixas:
01. Let It Rock (Bon Jovi/Sambora) - 5:25
02. You Give Love a Bad Name (Bon Jovi/Sambora/Child) - 3:44
03. Livin' on a Prayer (Bon Jovi/Sambora/Child) - 4:09
04. Social Disease (Bon Jovi/Sambora) - 4:18
05. Wanted Dead or Alive (Bon Jovi/Sambora) - 5:08
06. Raise Your Hands (Bon Jovi/Sambora) - 4:16
07. Without Love (Bon Jovi/Sambora/Child) - 3:30
08. I'd Die for You (Bon Jovi/Sambora/Child) - 4:30
09. Never Say Goodbye (Bon Jovi/Sambora) - 4:48
10. Wild in the Streets (Bon Jovi) - 3:54

Letras:
Para o conteúdo das letras, indicamos o acesso a: http://letras.mus.br/bon-jovi/

Opinião do Blog:
Slippery When Wet é um dos álbuns mais bem sucedidos comercialmente da história do Rock e foi o responsável por catapultar a banda Bon Jovi ao estrelato mundial.

Embora o grupo norte-americano não seja parte do menu de quem faz este blog, a análise buscou ser feita sem nenhuma espécie de preconceito. E este fato foi primordial para se reconhecer que Slippery When Wet é um ótimo trabalho.

Musicalmente, o disco nos traz uma sonoridade baseada no Hard Rock, por vezes optando por um ritmo mais lento e cadenciado, mas sem perder a pegada. As canções são construídas com muito bom gosto, oscilando linhas mais suaves com outras mais fortes e impressivas.

Ainda nesta parte, os teclados de David Bryan são um show à parte, sempre tocados no momento exato, com boa técnica e excelente feeling. Assim também são feitas as linhas de guitarra do Richie Sambora, ora com uma pegada Hard (quase Heavy), ora com melodias suaves e emotivas. A balada “Never Say Goodbye” é um excelente exemplo disto.

Outra construção magnífica do álbum são os vocais. O trabalho é feito muito baseado na voz de Jon Bon Jovi, que longe de ser um excepcional vocalista, está longe de ser apenas mais um. Nos refrãos, optou-se, quase sempre, por fazer um reforço com um trabalho de backing vocals usados de maneira precisa e sensível. Isto traz para o momento do refrão um aspecto que realmente impressiona o ouvinte.

Músicas como “Livin’ On A Prayer”, Never Say Goodbye”, You Give Love A Bad Name” e “Wanted Dead Or Alive”, goste-se ou não, são clássicos e falam por si mesmas. Mas mesmo as músicas “menos” conhecidas do trabalho são ótimas, como, por exemplo, as excelentes “Social Disease” e “Raise Your Hands”.

Nas letras, talvez estejam o ponto de menor interesse no álbum. As letras são bastante simples, muitas vezes simplórias, mas nada que denigra a qualidade do trabalho, pois não fogem ao espírito simples do Rock & Roll.

Enfim, Slippery When Wet é um disco muito acima da média, um ótimo exemplo de como o Hard Rock pode ser tocado de forma mais lenta, mas sem perder a pegada. O trabalho que lançou a banda Bon Jovi como um nome reconhecido mundialmente é muito bem recomendado pelo Blog.