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MELHORES DE 1969

Beatles em 1969


Por Marco Néo


O Alvorada Sonora continua a série de posts sobre os Melhores Álbuns lançados, por ano, a partir de 1965. O ano de 1969 aparece com o tetracampeonato dos Beatles, mas tem muito mais. Desta feita, a edição é mais especial, com a estreia do nosso novo colaborador, Marco Néo, responsável pela análise e pelos comentários desta lista. Assim sendo, aproveite agora mesmo para ler o texto impecável que o Marco preparou para nós!


Metodologia

Deixando bem claro: o SITE NÃO ESCOLHEU os álbuns de cada ano, até porque não faria sentido comentar sobre os trabalhos que consideramos os melhores e suas posições se nós mesmos os ordenamos.

Assim, o que se fez foi contabilizar 13 diferentes listas de melhores do ano, da 1ª à 30ª posição, atribuindo 30 pontos ao primeiro e diminuindo 1 ponto por posição, até a 30ª colocação receber exatamente 1 ponto.

Portanto, após as 13 listas contabilizadas, somamos todos os pontos (de acordo com cada posição em cada uma das 13 listas), perfazendo o total somado. A não aparição em uma lista, obviamente, não gera ponto.

Desta forma, o máximo possível para um disco atingir (primeira posição em todas as listas) é 390 pontos. Os 10 álbuns de pontuação mais alta formam a lista.

No caso de empate no número de pontos, os critérios de desempate, na ordem, são:

1 – Mais aparições em listas diferentes

2 – No caso de empatarem no primeiro critério, o álbum que atingiu a posição mais alta em uma das listas fica com a colocação mais elevada.


Posts

Os posts são feitos sempre do 1º para o 10º lugar, com sua pontuação, número de presenças nas diferentes listas e comentários estritamente pessoais sobre os álbuns.


Alguns fatos históricos do ano de 1969

20 de janeiro - Richard Nixon toma posse como Presidente dos Estados Unidos.
8 de fevereiro - Queda do Meteorito Allende em Chihuahua no México.
28 de junho - Revolta de Stonewall
1 de julho - Gustav Heinemann substitui Heinrich Lübke como Presidente da Alemanha, Heinemann foi também o primeiro social-democrata a ocupar o cargo desde Friedrich Ebert (Presidente da Alemanha entre 1919 e 1925) em 44 anos.
20 de julho - Neil Armstrong foi o primeiro homem a pisar a Lua, como comandante da missão Apollo 11.
15, 16 e 17 de agosto - Aconteceu nos Estados Unidos o Festival de Woodstock, considerado o maior festival de rock and roll de todos os tempos.
21 de outubro - Willy Brandt substitui Kurt Georg Kiesinger como Chanceler da Alemanha
29 de outubro - Primeira mensagem é enviada pela ARPANET, O precursor da Internet, Essa data é considerada o nascimento da internet.
30 de outubro - Emílio Garrastazu Médici toma posse como presidente do Brasil por meio de eleições indiretas.
19 de novembro - A Apollo 12 pousa na Lua. Foi a segunda missão do Programa Apollo a pousar na superfície da Lua e a primeira a fazer um pouso de precisão num ponto pré-determinado do satélite, a fim de resgatar partes de uma sonda não tripulada enviada dois anos antes, a Surveyor 3, e trazer partes dela de volta à Terra, para estudos do efeito da permanência lunar sobre o material empregado no artefato


A Lista



1º – THE BEATLES – ABBEY ROAD
(353 pontos – 13/13)

A história desse disco é amplamente conhecida. Apesar de ser o penúltimo disco lançado, é o último disco que os Beatlesgravaram juntos. Depois do caos que foram as gravações do que viria a ser o Let It Be, George Martin impôs uma condição para as gravações de Abbey Road: que todos se dessem bem no estúdio. E como os Beatles rendiam quando estavam em harmonia! Gosto muito do “lado A” do disco, que traz a abertura com a rocker “Come Together”, além daquela que Frank Sinatra equivocadamente classificou como sendo a “melhor composição de Lennon e McCartney”, “Something” (composição do George Harrison, na verdade), e também o proto-metal de “I Want You (She’s So Heavy)”, mas a “sinfonia” idealizada por Mr. Macca, que encaixou várias músicas inacabadas dele e de John numa sequência que ocupa o “lado B” quase inteiro, é coisa de outro mundo. Primeiro lugar justíssimo.
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2º – LED ZEPPELIN – LED ZEPPELIN II
(340 pontos – 13/13)

A correria do dia-a-dia me fez ficar muito tempo sem ouvir essa preciosidade. Muito mais tempo do que eu gostaria, devo dizer. Esse disco funciona como um prólogo do que seria feito no rock nas décadas seguintes. Aqui encontramos todos os elementos do hard rock e do heavy metal que chegariam na década seguinte. Aliás, com base nos dois primeiros discos da banda, grande parte da crítica, especialmente nos anos 80, considerava o Led Zeppelin, e não o Black Sabbath, o primeiro grupo de heavy metal da história. Como todos sabemos, uma reavaliação histórica colocou os fatos nos eixos, já que a partir do III o Zeppelin seguiu outros rumos para além do rock pesado; dá, contudo, para colocar com justiça os conterrâneos de Mr. Iommi como precursores diretos do estilo.
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3º – THE ROLLING STONES – LET IT BLEED
(287 pontos – 11/13)

Esse já chega chegando com “Gimme Shelter”, um cartão de visitas bem forte e uma das músicas mais conhecidas dos Stones. O que mais me impressiona aqui é que, depois de um início tão bombástico, eles conseguem sem muitos esforços aparentes manter o nível num disco que escancara suas influências de blues e country. Duas curiosidades: uma, esta é a última aparição de Brian Jones em um disco dos Rolling Stones; outra, ao contrário de outras oportunidades, desta vez Let it Bleed não foi “inspirado” em Let it Be, trabalho que saiu somente no ano seguinte. Em 1969 o projeto ainda era conhecido como “Get Back”.
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4º – THE BAND – THE BAND
(276 pontos – 13/13)

O The Band é um grupo que sempre esteve no meu radar mas que, por pura preguiça (hoje em dia com YouTube e tantos serviços de streaming é preguiça sim), eu deixei de conferir. Azar meu. Ouvindo esse disco homônimo eu vejo o quanto todos que incensam esses Americanos tinham razão. Músicos experientes, músicas muitos degraus acima da media e um country rock com cheiro de campo. Com certeza voltarei muitas outras vezes a este disco e a esta banda. Se você, leitor, não conhecer, fica a indicação.
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5º – LED ZEPPELIN – LED ZEPPELIN
(267 pontos – 12/13)

O “pior” dos dois discos lançados pelo Led em 1969. Talvez o termo certo seja “o menos melhor”, já que em termos de qualidade e influência este álbum, inclusive, bate a grande maioria dos outros discos mencionados nesta lista. É impressionante constatar que neste primeiro trabalho o Zeppelin era uma banda já com um formato definido. Todos os elementos que os caracterizariam já estavam basicamente ali, afinal de contas estamos falando de músicos que, àquela altura, já tinham experiência de outras bandas, sem contar que Jimmy Page era um músico de estúdio razoavelmente requisitado. É como diria minha querida sogra, “o mais bobo ali dava nó em pingo d’água”. Não tinha como sair outra coisa que não uma obra essencial.
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6º – NEIL YOUNG AND CRAZY HORSE – EVERYBODY KNOWS THIS IS NOWHERE
(247 pontos – 12/13)

Segundo disco do canadense Neil Young, primeiro com a hoje lendária banda Crazy Horse. Assim como o Let It Bleed, esta belezinha aqui começa com uma música forte, neste caso “Cinnamon Girl”, que Neiltoca ao vivo até hoje, cinquenta anos depois. Depois do começo estrondoso o disco dá uma bela desacelerada, como na música título e na balada acústica “Round & Round (It Won’t Be Long)”, mas sem perder a qualidade que permeia o trabalho desse músico altamente influente. Aliás, nota-se que Everybody Knows This Is Nowhereserviu como parâmetro até mesmo para os trabalhos seguintes do artista.
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7º – KING CRIMSON – IN THE COURT OF THE CRIMSON KING
(215 pontos – 8/13)

O impressionante primeiro disco do King Crimson. “21st Century Schizoid Man”. “In The Court of the Crimson King” (a música). “Moonchild”. Robert Fripp. Greg Lake. A icônica arte da capa. É coisa demais pra assimilar em um disco com “míseras” cinco músicas. Este não consigo colocar para tocar enquanto estou fazendo outra coisa, ele tem que ser apreciado com o máximo de atenção para que nenhum detalhe se perca. Não tenho medo de soar exagerado ao colocar este trabalho no panteão das obras-primas imortais da música.
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8º – NICK DRAKE – FIVE LEAVES LEFT
(201 pontos – 11/13)

Este é, pelo menos pra mim, o disco mais hermético desta lista. Não conhecendo nada do trabalho de Nick Drake, dei uma pesquisada para ter informações e poder me inteirar do contexto em que esta obra foi composta e lançada. Deparei-me com mais uma vítima do abuso de drogas que marcou os anos 60. Os anos psicodélicos não foram tão inocentes quanto querem que acreditemos, afinal de contas. A depressão é palpável no clima das faixas de Five Leaves Left, que trazem uma temática folk rural e bucólica. Certamente tem seu valor e sua base de fãs, mas não me vejo voltando a este disco.
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9º – THE WHO – TOMMY
(186 pontos – 10/13)

Por questão de princípios a língua coça pra falar mal de uma “ópera rock” que narra a história de um jogador de pinball. Mas, alto lá, estamos falando do The Who e do que provavelmente é sua obra máxima, Tommy. Aqui eles deixavam de vez de ser uma banda “mod”, inclusive na parte visual, e abraçavam o movimento hippie que dominava a contracultura de então num disco duplo com altas doses de psicodelia. Correram um risco grande, eu mesmo me pego cansando lá pela segunda metade do disco, mas a influência de Tommyem todo um subgênero do rock mostra o acerto da manobra.
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10º – CREEDENCE CLEARWATER REVIVAL – GREEN RIVER
(185 pontos – 11/13)

Eu tenho que confessar aqui que não sou fã do Creedence. Conheço as músicas mais famosas, é uma audição agradável, mas não a ponto de me fazer correr atrás da discografia completa. Tendo isso em mente, fui de coração aberto ouvir Green River, terceiro trabalho dos caras e o segundo de três discos lançados por eles em 1969. Obviamente “Bad Moon Rising” é conhecida e me chama a atenção. No mais, e digo isso com todo o respeito à legião de fãs da banda, o restante não me emociona.


Os que quase entraram

11º- Sly & The Family Stone - Stand! (181 pontos)
12º - The Velvet Underground - The Velvet Underground (177 pontos)
13º - Captain Beefheart And His Magic Band - Trout Mask Replica(163 pontos)
14º - Elvis Presley - From Elvis In Memphis (137 pontos)
15º - Creedence Clearwater Revival - Willy and the Poor Boys(130 pontos – 9 listas – um QUARTO lugar)
16º - Crosby, Stills & Nash - Crosby, Stills & Nash(130 pontos – 9 listas)
17º - The Stooges - The Stooges (130 pontos – 8 listas)
18º - Dusty Springfield - Dusty in Memphis (129 pontos)
19º - Isaac Hayes - Hot Buttered Soul (119 pontos – 8 listas)
20º - Frank Zappa - Hot Rats (119 pontos – 7 listas)

Ao todo foram listados 119 álbuns diferentes.


Comentários Adicionais

Como se vê pela lista acima, 1969 foi um ano de domínio amplo do rock, com as únicas exceções sendo a presença de Sly & The Family Stone e Isaac Hayes, ainda assim fora do top 10.

Dentro dessa observação, constato que muitos dos discos que fizeram sucesso nesse ano apresentam uma característica comum, que é a temática voltada para a vida no campo. Reflexo óbvio do zeitgeist, com hippies dominando a contracultura. Interessante, por outro lado, notar que já começava a aparecer uma resposta mais virulenta à sonoridade relaxada do paz e amor, com o surgimento de bandas como o Led Zeppeline os Stooges, que nesse ano lançaram seu primeiro disco auto-intitulado.

Para o meu gosto pessoal foi uma lista muito boa, alguns artistas ali presentes, como Beatlese Led Zeppelin, figuram na minha lista de preferidos. As surpresas ficam pela presença de um disco do Elvis Presley (se bem que nesse caso a presença da maravilhosa “Suspicious Mind” justifica a lembrança) e pela “descoberta” da The Band.


Bom, agora é com você leitor. Compartilhe sua lista nos comentários, diga o que achou e faça sua crítica e elogio! Fique à vontade para participar!

MELHORES DE 1968

Os Beatles em 1968


Por Daniel Benedetti


Mais um post do Alvorada Sonora com nossa série de posts sobre os Melhores Álbuns lançados, por ano, a partir de 1965. Pretende-se percorrer os últimos 50 anos da música, com comentários totalmente pessoais a respeito dos discos classificados.


Metodologia

Deixando bem claro: o SITE NÃO ESCOLHEUos álbuns de cada ano, até porque não faria sentido comentar sobre os trabalhos que consideramos os melhores e suas posições se nós mesmos os ordenamos.

Assim, o que se fez foi contabilizar 13 diferentes listas de melhores do ano, da 1ª à 30ª posição, atribuindo 30 pontos ao primeiro e diminuindo 1 ponto por posição, até a 30ª colocação receber exatamente 1 ponto.

Portanto, após as 13 listas contabilizadas, somamos todos os pontos (de acordo com cada posição em cada uma das 13 listas), perfazendo o total somado. A não aparição em uma lista, obviamente, não gera ponto.

Desta forma, o máximo possível para um disco atingir (primeira posição em todas as listas) é 390 pontos. Os 10 álbuns de pontuação mais alta formam a lista.

No caso de empate no número de pontos, os critérios de desempate, na ordem, são:

1 – Mais aparições em listas diferentes
2 – No caso de empatarem no primeiro critério, o álbum que atingiu a posição mais alta em uma das listas fica com a colocação mais elevada.


Posts

Os posts são feitos sempre do 1º para o 10º lugar, com sua pontuação, número de presenças nas diferentes listas e comentários estritamente pessoais sobre os álbuns.


Alguns fatos históricos do ano de 1968

15 de Janeiro - Tremor de 6,8° graus atinge a ilha de Sicília, na Itália matando 230 pessoas.
27 de Março - Morre o cosmonauta soviético, Yuri Gagarin, primeiro homem a ir ao espaço em 1961. Ele tinha 34 anos e sofreu um acidente com ultraleve que ele e o co-piloto comandavam em Kirzhach.
4 de Abril - Líder negro e Prêmio Nobel da Paz de 1964, Martin Luther King é assassinado a tiros em Memphis, aos 39 anos de idade. O seu assassino, um segregacionista do sul dos Estados Unidos, James Earl Ray.
6 de Abril - Filme 2001: A Space Odyssey é lançado nos cinemas do mundo inteiro.
2 de Maio - Revolução de Maio de 68 é iniciada por estudantes da Universidade de Paris e ocorre uma greve geral na França.
1 de Agosto - Tropas da União Soviética invadem a Tchecoslováquia colocando fim à Primavera de Praga.
23 de Agosto - Morre em São Paulo, aos 73 anos o cantor Vicente Celestino.
6 de Setembro - Suazilândia torna-se um país independente.
2 de Outubro - Morre na França, aos 81 anos de idade o pintor e escultor franco-americano, Marcel Duchamp.
12 a 28 de Outubro - Decorrem na Cidade do México os Jogos Olímpicos de Verão de 1968.
13 de Outubro - Morre no Rio, aos 82 anos o poeta Manuel Bandeira.
5 de Novembro - Richard Nixon torna-se presidente dos Estados Unidos ao vencer as eleições.
13 de Dezembro - AI-5 é editado pelo Congresso e sancionado pelo presidente Costa e Silva, fechando o Congresso Nacional gerando caos no país.
21 de Dezembro - Lançamento da Apollo 8 que foi a primeira nave tripulada em órbita lunar.


A Lista



1º – THE BEATLES – THE BEATLES
(370 pontos – 13/13)

Se eu tenho um álbum favorito dos Beatles, é este. O ‘álbum branco’ é outro trabalho do grupo tido como um dos melhores álbuns de todos os tempos por muita gente boa. Talvez por ser duplo, alguns ouvintes podem taxa-lo de cansativo, mas é justamente neste fato que ele me agrada: a banda passa por diversas sonoridades, executando-as com brilhantismo e extremo bom gosto. Clássicos como “Back in the U.S.S.R.”, “Ob-La-Di, Ob-La-Da”, “Helter Skelter” e “Revolution 1” falam por si mesmas, além do disco conter a melhor faixa dos Beatles (para mim): a espetacular “While My Guitar Gently Weeps”, de Harrison.
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2º – VAN MORRISON – ASTRAL WEEKS
(330 pontos – 12/13)

Segundo álbum solo do cantor e compositor norte-irlandês, Van Morrison. Não conhecia Astral Weeks e realmente fiquei pasmo ao ouvi-lo, após a surpresa inicial de encontra-lo na segunda posição de uma lista tão disputada. O disco possui o Folk como base sonora (a influência de Dylané inegável), mas a capacidade de fundi-lo com o Rock, o Jazz e o Blues é notável. Músicas incríveis como “Beside You”, “Ballerina” e a extraordinária “Madame George” justificam este álbum ser uma referência para músicos como Bono Vox e Bruce Springsteen.
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3º – THE JIMI HENDRIX EXPERIENCE – ELETRIC LADYLAND
(297 pontos – 11/13)

Este eu tenho em minha coleção. A obra final de Jimi Hendrix é mais um atestado de sua genialidade, deixando aquele gosto amargo de sua precoce morte, pois este disco, duplo, apresenta um Hendrix afiadíssimo e experimentando com outras musicalidades, como o Soul, o Funk, além de aprofundar seus pés no Hard Rock. “Voodoo Chile” é uma canção extraordinária, simplesmente indescritível. “Gypsy Eyes”, “Crosstown Traffic”, “Rainy Day, Dream Away” também são amostras do que foi Hendrix. Para finalizar, ainda há a soberba “1983... (A Merman I Should Turn to Be)”. Bom, ficou claro qual é o meu melhor do ano...
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4º – THE ROLLING STONES – BEGGARS BANQUET
(275 pontos – 11/13)

Adoro Beggars Banquet, mas ainda não o tenho em minha coleção. Trata-se de um dos melhores trabalhos dos Stones, com aquilo que o grupo fazia de melhor: um Rock simples e com a pegada Folk & Blues bem acentuada. Claro, “Sympathy for the Devil” é um clássico atemporal, mas aqui também há faixas como “No Expectations”, “Jigsaw Puzzle” “Street Fighting Man” e “Stray Cat Blues”, todas excepcionais em um álbum muito acima da média.
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5º – THE BAND – MUSIC FROM BIG PINK
(267 pontos – 12/13)

Music from Big Pink é o disco de estreia da The Band, nada mais nada menos que a banda que acompanhava Bob Dylan. Liderados pela genialidade do guitarrista Robbie Robertson, o grupo apresenta canções sutis e muitas vezes introspectivas, mas com uma sensibilidade incomum. “The Weight” é um clássico, mas “Chest Fever”, “I Shall Be Released” e “Tears of Rage” são exemplos da qualidade absurda desta obra. Outro álbum que tenho na minha coleção e por que tenho um enorme carinho.
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6º – THE KINKS – THE KINKS ARE THE VILLAGE GREEN PRESERVATION SOCIETY
(236 pontos – 10/13)

The Kinks Are the Village Green Preservation Society é outro disco que tenho em minha coleção particular e mais um o qual tenho em alta conta. A base do álbum é um Pop Rock feito com a áurea sessentista, mas contando com extrema criatividade e uma roupagem nova para a época. Isto pode ser ouvido em músicas cativantes como “Picture Book”, “Johnny Thunder”, “Days”, “Village Green” e, minha predileta, “Do You Remember Walter?”. Enfim, um disco que comprova a frase que “menos é mais”. Clássico!
*****



7º – THE VELVET UNDERGROUND – WHITE LIGHT/WHITE HEAT
(228 pontos – 12/13)

Bem, quem leu a edição anterior do ‘Melhores’ viu o que eu achei da estreia da banda. Fui surpreendido desta feita. Pensava ser impossível que o conjunto fizesse algo pior que seu horroroso debut, mas isto aqui é abaixo de qualquer crítica. O que muitos dizem ser uma opção estilística, esse tipo de som “rudimentar”, para mim, é apenas ausência de capacidades mesmo. Não tenho dúvidas de que “Sister Ray” é a pior coisa que já foi chamada de música que eu já ouvi. Terrível é pouco e vou parar por aqui para não ficar pior. Foram 40 dos piores minutos da minha vida.
*****



8º – ARETHA FRANKLIN – LADY SOUL
(216 pontos – 10/13)

Que artista espetacular foi Aretha Franklin. Ouvir Lady Soul é um presente que qualquer ouvinte pode propiciar a seus ouvidos. Quando alguém lhe perguntar o que é Soul Music, apresente-lhe este álbum. E é nesta fusão de Soul e R ‘n’ B que o trabalho se desenvolve com um brilhantismo incomum. É obrigatório homenagear as interpretações e atuações vocais de Aretha. Três grandes clássicos da carreira de Franklin estão aqui: “Chain of Fools”, “(You Make Me Feel Like) A Natural Woman” e “(Sweet Sweet Baby) Since You've Been Gone”. Acompanhada por uma banda de primeira, Lady Soul é o que se chama de “jogo ganho”.
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9º – THE ZOMBIES – ODESSEY & ORACLE
(206 pontos – 9/13)

Mais um que tenho em minha coleção. Odessey & Oracle é o segundo álbum de estúdio da banda The Zombies e é um disco muito, mas muito bom mesmo. Ele apresenta aquela musicalidade sessentista, entre o Pop e o Rock, mas muitas vezes flertando com o então incipiente Rock Progressivo. Faixas lindíssimas e encantadoras como “Hunp Upo n a Dream” representam bem a afirmação. Enfim, uma presença obrigatória nesta lista de melhores do ano de 68.
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10º – THE MOTHERS OF INVENTION – WE’RE ONLY IN IT FOR THE MONEY
(201 pontos – 10/13)

Frank Zappa e seu The Mothers of Invention continuam sua profunda veia experimental no ótimo We're Only in It for the Money. O humor ácido e satírico de Zappa é parte fundamental do álbum, fazendo uma denúncia, até certo ponto paranoica, da violência do Estado em relação ao movimento da contracultura – que seria confirmada depois. Musicalmente, o grupo continua com suas experimentações, com várias montagens e diálogos, em uma verdadeira desconstrução da música convencional. Talvez inferior a Freak Out!, mas igualmente inovador, We're Only in It for the Moneypermanece na música de vanguarda.


Os que quase entraram

11º - Big Brother and The Holding Company - Cheap Thrills (183 pontos)
12º - The Byrds- Sweetheart of the Rodeo (169 pontos)
13º - Cream- Wheels of Fire (149 pontos – um QUINTO lugar)
14º - Simon and GarfunkelBookends (149 pontos – um NONO lugar)
15º - The Byrds- The Notorious Byrd Brothers (114 pontos)
16º - Jeff Beck- Truth (110 pontos)
17º - The Pretty Things - S.F. Sorrow (83 pontos)
18º - Johnny Cash - At Folsom Prison (82 pontos)
19º - Aretha Franklin - Aretha Now (80 pontos)
20º - Dr. John- Gris-Gris (76 pontos)

Ao todo foram listados 118 álbuns diferentes.


Comentários Adicionais

Mais uma lista realmente impressionante. O Rock permanece o gênero dominante e o tricampeonato dos Beatles é um tapa na cara de um não fã do grupo como eu. Meu primeiro lugar seria Eletric Ladyland, mas The Beatles ter alcançado o posto é evidentemente justíssimo. Meu pódio particular seria complementado pelo incrível Odessey & Oracle, em disputa ferrenha com Lady Soul.

Particularmente, não compreendo como o álbum do bisonho The Velvet Underground pode ser citado em um ano tão competitivo como 1968 e, evidentemente, White Light/White Heatsó entraria nos piores de todos os tempos. Em seu lugar, uma briga feroz entre Truth (Jeff Beck), Traffic (Traffic) e Nefertiti (Miles Davis), com vantagem para este, ocupariam a vaga. Não vejo como retirar qualquer outro álbum da lista final.


Bom, agora é com você leitor. Compartilhe sua lista nos comentários, diga o que achou, tanto da ideia do post quanto do texto, e, principalmente, ouça os discos deste ano tão emblemático na história da música. E fique ligado para a próxima lista.

MELHORES DE 1967

Os Beatles em 1967


O Alvorada Sonora continua a série de posts sobre os Melhores Álbuns lançados, por ano, a partir de 1965. Pretende-se percorrer os últimos 50 anos da música, com comentários totalmente pessoais a respeito dos discos classificados.



Metodologia

Deixando bem claro: o SITE NÃO ESCOLHEU os álbuns de cada ano, até porque não faria sentido comentar sobre os trabalhos que consideramos os melhores e suas posições se nós mesmos os ordenamos.

Assim, o que se fez foi contabilizar 12 diferentes listas de melhores do ano, da 1ª à 30ª posição, atribuindo 30 pontos ao primeiro e diminuindo 1 ponto por posição, até a 30ª colocação receber exatamente 1 ponto.

Portanto, após as 12 listas contabilizadas, somamos todos os pontos (de acordo com cada posição em cada uma das 12 listas), perfazendo o total somado. A não aparição em uma lista, obviamente, não gera ponto.

Desta forma, o máximo possível para um disco atingir (primeira posição em todas as listas) é 360 pontos. Os 10 álbuns de pontuação mais alta formam a lista.

No caso de empate no número de pontos, os critérios de desempate, na ordem, são:

1 – Mais aparições em listas diferentes

2 – No caso de empatarem no primeiro critério, o álbum que atingiu a posição mais alta em uma das listas fica com a colocação mais elevada.


Posts

Os posts são feitos sempre do 1º para o 10º lugar, com sua pontuação, número de presenças nas diferentes listas e comentários estritamente pessoais sobre os álbuns.


Alguns fatos históricos do ano de 1967

24 de janeiro – O Forte de São Sebastião, Angra do Heroísmo, é classificado como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto nº 47.508.
15 de março - A República dos Estados Unidos do Brasil passa a ser denominada "República Federativa do Brasil".
14 de Abril - Gnassingbé Eyadéma torna-se presidente do Togo depois de um golpe de estado.
21 de Abril - Golpe de estado e implantação na Grécia duma ditadura militar chefiada por George Papadopoulos, sendo o Rei Constantino II obrigado a fugir. A ditadura terminou em 1974.
17 de Maio - Assalto ao Banco de Portugal na Figueira da Foz, numa primeira ação da LUAR (Liga de Unidade e Acção Revolucionária). O golpe é dirigido por Hermínio da Palma Inácio; Assalto à sede da 3ª Região Militar em Évora: desvio de armas pela LUAR.
5 de Junho - Início da Guerra dos Seis Dias. Israel ataca Egito, Síria e Jordânia.
1 de Outubro - Entrada ao serviço do NRP Albacora (S163) na Marinha Portuguesa.
8 de Outubro - O chefe de guerrilha Che Guevara e os seus companheiros são capturados nas proximidades de La Higuera, Bolívia.
9 de Outubro - Che Guevara é executado na Bolívia.
5 de Dezembro - Criação da FUNAI.


A Lista



1º – THE BEATLES – SGT. PEPPER’S LONELY HEARTS CLUB BAND
(328 pontos – 12/12)

Se eu não considero este o melhor álbum do ano, ao menos não sou louco o suficiente para denegri-lo. Sgt. Pepper’s é tido como o melhor álbum de todos os tempos por muita gente boa. Fato é que ele é um trabalho inovador, seja pela forma como foi gravado, com o estúdio funcionando como um instrumento adicional, novas técnicas de gravação, além do fato de reforçar o formato LP como mais relevante que os singles. Musicalmente, há faixas impressionantes como “With a Little Help from My Friends”, “Lucy in the Sky with Diamonds”, “A Day in the Life” e a belíssima “Within You Without You”.



2º – THE JIMI HENDRIX EXPERIENCE – ARE YOU EXPERIENCED
(327pontos – 12/12)

Para mim, não somente o melhor do ano, como um dos melhores de todos os tempos. Penso que o Rock pode ser dividido em antes e depois de Hendrix. Já havia riffs e solos de guitarras antes, mas não com os feeling e talento únicos de Jimi – o grande responsável por transformar a guitarra no símbolo do Rock e tirá-la de uma posição de instrumento de acompanhamento para ser a protagonista do estilo. “Manic Depression”, “Red House”, “Fire” e “Foxy Lady” são exemplos destas afirmações. Já escrevi mais sobre ele neste texto.



3º – THE VELVET UNDERGROUND & NICO – THE VELVET UNDERGROUND & NICO
(321 pontos – 12/12)

Algumas das listas pesquisadas colocaram The Velvet Underground & Nicona primeira posição, basta ver sua boa pontuação, bem próxima das duas primeiras colocações. Quando foi lançado, não fez nenhum barulho, mas foi descoberto anos depois e se tornou uma verdadeira referência para muita gente… mas não para mim. A sonoridade da banda nesta estreia não me atingiu, pelo contrário, proporcionou-me momentos de verdadeiro constrangimento como em “Venus in Furs” e em “Run Run Run”, ambas, no mínimo, pavorosas. Os fãs que me perdoem.



4º – THE DOORS – THE DOORS
(306 pontos – 12/12)

Este eu tenho em minha coleção e o considero uma obra-prima do Rock Psicodélico. A voz de Jim Morrison, a guitarra de Robby Krieger e o órgão de Ray Manzarek se entrelaçam em uma simbiose única, produzindo músicas memoráveis como “Break On Through (To the Other Side)”, “Soul Kitchen”, “Twentieth Century Fox” e as clássicas “Light My Fire” e “The End”. Um álbum único e espetacular, que marcou a carreira do The Doors para a eternidade.



5º – LOVE – FOREVER CHANGES
(241 pontos – 11/12)

Segundo representante da cena psicodélica norte-americana da lista. Confesso, não conhecia este Forever Changes, mas fiquei realmente encantado. A voz de Arthur Lee e a guitarra de Johnny Echols são destaques de um disco em que a sutileza e a suavidade são colocadas em prol da construção de melodias hipnotizantes – no melhor sentido. “A House Is Not a Motel”, “Alone Again Or” e “The Daily Planet” são maravilhosos exemplos das afirmações acima. E o que é “The Red Telephone”? Certamente irei atrás desse CD.



6º – THE JIMI HENDRIX EXPERIENCE – AXIS: BOLD AS LOVE
(223 pontos – 10/12)

Hendrixestava mesmo endiabrado em 1967 e o segundo álbum de sua banda também aparece no Top Ten! Axis: Bold As Love talvez realmente esteja um degrau abaixo de Are You Experienced, mas isto não é demérito algum. A faixa-título é incrível e apenas a presença da extraordinária “Little Wing” já o colocaria entre os melhores discos do ano. Acompanhado por músicos do calibre do baterista Mitch Mitchell e do baixista Noel Redding, Jimibrilha intensamente em faixas como "Spanish Castle Magic" e "Little Miss Lover". Encontre uma análise detalhada dele aqui.



7º – ARETHA FRANKLIN – I NEVER LOVED A MAN THE WAY I LOVE YOU
(209 pontos – 11/12)

I Never Loved a Man the Way I Love You é o décimo álbum de estúdio da inigualável Aretha Franklin e é uma peça de valor incalculável. “Respect” - e o seu significado como hino pelos Direitos Civis e Direitos das Mulheres – já valeria o álbum: mas ele, inacreditavelmente, é bem mais que isso. A atuação memorável de Aretha em todas as canções são verdadeiras aulas para as pseudo-cantoras que se esgoelam (e não cantam) por aí. A interpretação de Franklin nas baladas “Soul Serenade” e “Do Right Woman, Do Right Man” emocionam verdadeiramente. Enfim, um retrato fiel da Soul Music em uma das vozes mais sensacionais da história.



8º – PINK FLOYD – THE PIPER AT THE GATES OF DAWN
(188 pontos – 9/12)

The Piper at the Gates of Dawn é o álbum de estreia do Pink Floyd, mas bem que poderia ser considerado um disco apenas de Syd Barrett. Sua sonoridade navega pelo Rock Psicodélico e é uma obra muito experimental, portanto, distante do Rock Progressivo que consagraria a banda anos depois. Muito longe de ser um álbum ruim, mas não consigo perceber nele toda a tal genialidade decantada em verso e prosa. O Pink Floyd que eu venero se estabeleceria na década seguinte.



9º – JEFFERSON AIRPLANE – SURREALISTIC PILLOW
(172 pontos – 12/12)

Mais um que tenho em minha coleção. A presença de Surrealistic Pillow em todas as listas pesquisadas para esta edição do ‘Melhores’ garantiu sua presença no Top Ten. E com muita justiça: é, de fato, um dos grandiosos trabalhos daquele ano. Também é o terceiro disco da cena psicodélica californiana na lista. Entretanto, o Jefferson Airplane se difere um pouquinho de suas companheiras de lista pelo fato de sua sonoridade, algumas vezes, explorar uma visceralidade mais contundente, como em faixas fantásticas tais quais “3/5 of a Mile in 10 Seconds”, “She Has Funny Cars” e “Plastic Fantastic Lover”. Os vocais sensacionais de Grace Slick fazem de “Somebody to Love” forte candidata à música do ano. Enfim, oscilando entre suavidade e intensidade, Surrealistic Pillow é um álbum fenomenal.



10º – CREAM – DISRAELI GEARS
(158 pontos – 8/12)

Jack Bruce, Ginger Baker e Eric Clapton. Que Power Trio, meus amigos! Para fãs de Hard Rock e Heavy Metal, como eu, Disraeli Gears é um álbum seminal, fundamental… Mergulhando na sonoridade psicodélica, a banda entrega performances viscerais e energéticas em faixas clássicas como “Strange Brew”, a imortal “Sunshine of Your Love” e “SWLABR”. E pensar que eles eram ainda melhores ao vivo! Não se deixe enganar, Disraeli Gears (e o Cream) são sementes do Rock setentista. Discaço!


Os que quase entraram

11º - The Beatles - Magical Mystery Tour (157 pontos)
12º - The Kinks - Something Else (147 pontos)
13º - The Rolling Stones - Between the Buttons (143 pontos)
14º - The Byrds - Younger Than Yesterday (140 pontos)
15º - The Doors - Strange Days (139 pontos)
16º - Leonard Cohen - Songs of Leonard Cohen (137 pontos)
17º - The Who - The Who Sell Out (122 pontos)
18º - Buffalo Springfield - Buffalo Springfield Again (121 pontos)
19º - Bob Dylan - John Wesley Harding (101 pontos)
20º - Moby Grape - Moby Grape (100 pontos)

Ao todo foram listados 111 álbuns diferentes.


Comentários Adicionais

Que belíssima lista. Fica até difícil tecer alguns comentários, pois há vários discos emblemáticos e a certeza de que 1967 foi espetacular para a música. Outro detalhe é o domínio maciço do Rock. Are You Experienced seria meu primeiro lugar, mas Sgt. Peper’socupar esta posição é justíssimo e não há o que se reclamar disto. Esperava The Doorsno pódio e Disraeli Gearsem posição mais alta (quase não entrou nos 10).

Em uma lista particular, mesmo não sendo fã de Beatles, Sgt. Peper’s precisa estar presente. Com certeza sairiam The Piper at the Gates of Dawn e The Velvet Underground & Nico. Suas posições seriam disputadas por Buffalo Springfield Again, Little Games(Yardbirds), Mr. Fantasy (Traffic) e Days of Future Passed(The Moody Blues). A única certeza é que eu desejo do fundo da minha alma jamais ter que ouvir The Velvet Underground & Nicooutra vez.


Bom, agora é com você leitor. Compartilhe sua lista nos comentários, diga o que achou, tanto da ideia do post quanto do texto, e, principalmente, ouça os discos deste ano tão emblemático na história da música. E fique ligado para a próxima lista.