Tejas
é o quinto álbum de estúdio da banda norte-americana chamada ZZ
Top. Seu lançamento oficial aconteceu em 29 de novembro de 1976
através do selo London Records. As gravações ocorreram naquele
mesmo ano e a produção ficou sob responsabilidade de Bill Ham.
Tejas é o quinto álbum de estúdio da banda norte-americana chamada ZZ Top. Seu lançamento oficial aconteceu em 29 de novembro de 1976 através do selo London Records. As gravações ocorreram naquele mesmo ano e a produção ficou sob responsabilidade de Bill Ham.
O ZZ Top retorna às páginas do RAC com outro disco integrante de sua boa discografia: Tejas. Como de costume, o Blog retratará os fatos que se antecederam ao lançamento do disco, antes do tradicional faixa a faixa.
Tres Hombres
Em 26 de julho de 1973, o ZZ Top lançava o clássico Tres Hombres, seu terceiro álbum de estúdio.
O disco já foi alvo de um post do RAC e o leitor pode acessá-lo aqui.
Em linhas gerais, esta foi a primeira vez em que a banda trabalhou com Terry Manning como engenheiro de som. Foi uma combinação bem-sucedida, pois o lançamento é tido como um avanço comercial da banda.
O single “La Grange” alcançou o 41º lugar na principal parada de singles.
ZZ Top em ação!
Tres Hombres atingiu a excelente 8ª posição na principal parada de sucessos norte-americana, a Billboard. Em 2003, a tradicional revista Rolling Stone o colocou na 498ª posição de sua lista de 500 melhores álbuns de todos os tempos.
Na turnê subsequente, a banda fez shows com ingressos esgotados pelos EUA. O ZZ Top gravou as faixas ao vivo do seu álbum de 1975, Fandango!, durante esta turnê.
Fandango!
Buscando manter sua linha ascendente de sucesso comercial, o ZZ Top lançava seu quarto álbum de estúdio, Fandango!, em 18 de abril de 1975.
O lado A do LP original contava com 3 faixas gravadas ao vivo durante a supracitada turnê promocional de Tres Hombres. Já o lado B apresentava 6 faixas inéditas, todas gravadas em estúdio.
Fandango! apresenta petardos como “Blue Jean Blues”, “Mexican Blackbird” e “Tush”, esta última lançada como single e que atingiu a 20ª posição da principal parada norte-americana desta natureza.
O disco conseguiu a 10ª posição da principal parada norte-americana desta natureza, a Billboard, mantendo a ascensão de sucesso do grupo.
Billy Gibbons
Tejas
Para a gravação de seu quinto álbum de estúdio, Tejas, o ZZ Top continuava com sua formação clássica: Billy Gibbons no vocal e guitarra, Dusty Hill no baixo e Frank Beard na bateria.
O nome ‘tejas’é uma palavra do idioma Caddo que significa ‘amigos’ e que é a origem do nome do estado natal da banda, o Texas. (Nota do Blog: Caddo é a única sobrevivente dentre as Línguas caddoanas meridionais. É falada por membros da Confederação Indígena Caddo de Oklahoma. Em 2009 havia somente 25 falantes da língua Caddo que a aprenderam quando crianças de modo não acadêmico).
O álbum foi gravado durante aquele ano de 1976 e seria lançado em novembro daquele mesmo ano, tornando-se o último trabalho da banda com a gravadora London Records.
O artista Bill Narum foi o responsável pela arte da capa de Tejas. (Nota do Blog: Bill Narum foi um artista, ilustrador e ícone da contracultura do Texas, conhecido por seu trabalho em entretenimento popular, e por ser um dos poucos não-nativos a ter vivido com a tribo Tarahumara, do norte do México, no Copper Canyon).
IT’S ONLY LOVE
"It's Only Love" possui um ritmo cadenciado e uma sonoridade sofisticada, em outras palavras, é um Boogie Rock com uma musicalidade mais leve e suave. Não espere aqui a crueza mais áspera do início de carreira dos caras.
A letra é sobre o fim de um relacionamento:
Well, it's all over now but the cryin'
I keep on payin' the price for my lyin'
Don't let it get you down it ain't nothin' new
You ain't the only one that it's happened to
“It’s Only Love” foi o principal single lançado para promover Tejas. Ele acabou alcançando a 44ª posição da principal parada norte-americana desta natureza.
ARRESTED FOR DRIVING WHILE BLIND
Neste clássico do grupo, o Blues Rock com forte influência do Hard volta a dar as caras. A guitarra de Billy Gibbons está ácida e indomável, podendo brilhar sobre a ótima base construída pelo baixo de Dusty Hill e pela bateria de Frank Beard. ZZ Top em estado bruto!
A letra é uma clara brincadeira com o fato de se dirigir intoxicado:
Then they had us up against the wall
Hey it's only blood grain alcohol
And there ain't no cause for alarm
We ain't out to do nobody no harm
How could anyone be so unkind
To arrest a man for drivin' while blind
A canção ostensivamente diz respeito aos prazeres e armadilhas legais de se dirigir sob a influência de álcool, após o anoitecer, como um antídoto para oportunidades limitadas de lazer. A letra faz referência a várias marcas populares de bebidas alcoólicas.
Em uma entrevista, de 1985, para a revista norte-americana Spin, no entanto, o baixista Dusty Hill disse que a música não deveria encorajar as pessoas a dirigirem bêbadas:
“Não é nada disso. Billy diz: ‘Não seja preso por dirigir cego’. Não estamos dizendo: ‘não beba’. Estamos apenas fazendo uma música”.
“Arrested for Driving While Blind” foi o segundo single lançado para promover o disco, atingindo a 91ª colocação da principal parada norte-americana desta natureza.
EL DIABLO
"El Diablo" é um Blues bonito, com a guitarra de Gibbons e o baixo de Hill dominando o ambiente. A canção possui um aspecto mais intimista e vocais mais contidos de Billy.
A letra se refere a um fora-da-lei:
He was caught, he was bound
In La Casa de Calaboose.
He was tried; he was found
And readied for the noose.
But the break he would make,
It didn't turn out so well.
And the hombre called "Diablo"
Bid his last farewell.
SNAPPY KAKKIE
"Snappy Kakkie" é uma música bem curtinha, indo direto ao ponto, sendo um Blues Rock malicioso e bem divertido.
A letra é em tom de diversão:
I say Hey! Snappy Kakkie!
Do you wanna play?
I say Hey! Snappy Kakkie!
I said whatcha' say!
The water she is nice we can steal away
They'll never know we're gone 'til the break 'o day
Come on! Come on!
ENJOY AND GET IT ON
"Enjoy and Get It On" também possui a típica sonoridade do ZZ Top setentista, ou seja, um Blues Rock mais ácido e mais agressivo, repleto de uma melodia abusivamente maliciosa. A guitarra de Gibbons é um enorme diferencial da faixa.
A letra é em tom sensual:
How does it feel holdin' me again
She's holdin' on like it gonna never end
Well I'm home thinkin' I should stay
While I'm here just let me hear you say
Say you enjoyed baby
Really enjoyed gettin' it on
“Enjoy and Get It On” foi o terceiro single lançado para promover Tejas, mas acabou não repercutindo em termos das principais paradas desta natureza.
TEN DOLLAR MAN
"Ten Dollar Man" conta com os vocais agressivos de Dusty Hill, os quais se casam perfeitamente com o aspecto mais cru da canção. O bom trabalho do baterista Frank Beard se destaca em uma típica música da banda texana.
A letra é bem crítica:
Mister Ten Dollar Man with that gold in your hand,
Comin' 'round here after sunlight
With your peaches and your Pream
And your rollin' magazine,
Tellin' me you'll make me feel alright.
Now, you'll make me feel alright
PAN AM HIGHWAY BLUES
"Pan Am Highway Blues" flerta mais com o Hard Rock, apostando mais na sempre criativa guitarra de Billy Gibbons. Gibbons e Hill se revezam nos vocais e a faixa acaba se tornando um dos melhores momentos do disco.
A letra faz várias referências à América Latina:
If she'd meet me in San Salvador
I'd buy her a drink or two
We'd talk about our used to be
And ride on to Peru
The time to get it right is here and now
If she won't I'll move on anyhow
AVALON HIDEAWAY
"Avalon Hideaway" se apresenta com uma melodia bem criativa e repleta de um som malicioso. Novamente, Hill e Gibbons se revezam nos vocais. O solo de guitarra de Gibbons é bem legal.
A letra fala de um bar com jogo e mulheres:
If you don't know what I'm talkin' about
Let me ease your worried mind
It's the place to go without a doubt
But it's a little bit hard to find
Back in the timber, once you're there
You'll wanna stay
Get loose and limber anytime night or day
Just remember, ask for the Avalon hideaway
SHE’S A HEARTBREAKER
Nesta música, o grupo continua apostando em um Boogie Rock bem malemolente. Bons vocais e uma sonoridade suave produzem uma composição simples mas bem executada.
A letra menciona uma garota sedutora:
But this sweet young thing of seventeen
Would sting you with the lovesick blues
Just a blonde haired blue eyed picture of sin
Lookin' for someone to use
ASLEEP IN THE DESERT
A décima - e última - faixa de Tejas é "Asleep in the Desert". Trata-se de uma música instrumental em que Billy Gibbons dá uma pequena amostra de seu enorme talento. Intimista e tocante, a canção fecha o álbum de modo interessante.
Considerações Finais
Tejas conseguiu manter o interesse pelo trabalho do ZZ Top e sua linha ascendente de sucesso.
O álbum conquistou a 17ª posição da principal parada norte-americana de discos, a Billboard, embora não tenha repercutido na correspondente britânica. Ainda ficou com o 21º e o 72º lugares nas paradas de Suécia e Austrália, respectivamente.
Tejas não foi tão bem-sucedido comercialmente ou tão positivamente recebido (pela crítica especializada) quanto seus esforços anteriores, mesmo atingindo uma boa posição na principal parada americana.
O famoso crítico Robert Christgau avaliou o disco com uma nota ‘C+’. Jim Smith, do site AllMusic, dá ao trabalho uma nota 2 (de 5), avaliando:
“Em Tejas, o ZZ Top atingiu a postura de blues de seus álbuns anteriores, resultando em um ligeiro desvio entre o espírito de Fandango e o estilo psicodélico de Deguello. Embora o álbum não tenha nenhum single tão forte quanto “Tush” ou “La Grange”, “Arrested for Driving While Blind” é um dos hinos clássicos do ZZ, capturando o humor maluco do grupo e o boogie de primeira”.
Em 1987, uma versão digital remixada da gravação foi lançada em CD e a versão original do mix, de 1976, foi descontinuada. A versão remix criou controvérsia entre os fãs, pois alterou significativamente o equilíbrio e o som dos instrumentos, especialmente da bateria. A mixagem original do álbum foi lançada em CD, em junho de 2013, como parte do box The Complete Studio Albums (1970-1990).
O ZZ Top continuou a Worldwide Texas Tour em apoio a Tejas, embora já estivesse em turnê por sete anos.
Depois, a banda partiu para o que deveria ser uma pausa de 90 dias em aparições públicas. Gibbons viajou para a Europa, Beard foi para a Jamaica e Hill foi para o México. O intervalo acabou por se estender a dois anos, durante os quais Gibbons e Hill ficaram com as barbas na altura do peito.
Em 1979, o ZZ Top assinou com a gravadora Warner Bros Records e lançou seu sexto álbum de estúdio, Degüello.
Tejas supera a casa de 500 mil cópias vendidas apenas nos Estados Unidos.
Formação:
Billy Gibbons - Guitarra, Vocal, Gaita, Violino
Dusty Hill - Baixo, Teclados, Backing Vocals, Vocal em 06, co-vocal em 01, 07 e 08
Frank Beard - Bateria, Percussão
Faixas:
01. It's Only Love (Gibbons/Hill/Beard) - 4:24
02. Arrested for Driving While Blind (Gibbons/Hill/Beard) - 3:05
03. El Diablo (Gibbons/Hill/Beard) - 4:20
04. Snappy Kakkie (Gibbons/Hill/Beard) - 2:56
05. Enjoy and Get It On (Gibbons/Hill/Beard) - 3:23
06. Ten Dollar Man (Gibbons/Hill/Beard) - 3:42
07. Pan Am Highway Blues (Gibbons/Hill/Beard) - 3:15
08. Avalon Hideaway (Gibbons/Hill/Beard) - 3:07
09. She's a Heartbreaker (Gibbons/Hill/Beard) - 3:02
10. Asleep in the Desert (Gibbons) - 3:24
Letras:
Para o conteúdo completo das letras, recomenda-se o acesso a: https://www.letras.mus.br/zz-top/
Opinião do Blog:
Após mais de 4 anos enfim é chegado o momento do excelente ZZ Top retornar às páginas do RAC!
Tejas, o álbum aqui apreciado, mantém a mesma clássica e inesquecível formação do conjunto: Billy Gibbons na guitarra e vocais, Dusty Hill no baixo e Frank Beard na bateria. Sinônimo de alta qualidade.
Entretanto, é necessário notar que Tejas é um álbum diferente na discografia do ZZ Top. Embora o grupo continue apostando no Blues/Hard/Rock, as canções aqui soam menos intensas e ferozes quando comparadas a, especialmente, o antológico Tres Hombres.
Seja pela produção mais polida e menos 'crua', ou mesmo por abordagens mais suavizadas, Tejas aponta para uma, mesmo que ainda tímida, aproximação do grupo com uma musicalidade mais "Pop", tornando-se um sinal daquilo que o conjunto se transformaria nos anos 80.
Mesmo assim, ainda há muito do ZZ Top blues e hard em Tejas, como na antológica faixa "Arrested for Driving While Blind", uma fortíssima candidata a melhor composição da banda, estando, para o RAC, no mesmo patamar que o da inesquecível "La Grange".
As letras são muito divertidas, demonstrando outra face clássica da banda, seu humor picante e despudorado.
Outras canções que merecem destaque são a maliciosa "It's Only Love", a agressiva "Ten Dollar Man" e a pesada "Pan Am Highway Blues".
Enfim, ficou claro que Tejas não se aproxima nenhum pouco do altíssimo padrão estabelecido pelo próprio ZZ Top em Tres Hombres, mas Tejas não é um disco descartável. Afinal, qualquer álbum que contenha uma música como "Arrested for Driving While Blind" merece ser ouvido com atenção.
Tres Hombres é o terceiro álbum de estúdio da banda
norte-americana chamada ZZ Top. Seu lançamento oficial se deu no dia 26 de
julho de 1973 através do selo London Records. As gravações aconteceram no Brian
Studios & Ardent Studios, em Memphis, no Tennessee, nos Estados Unidos. A
produção ficou a cargo de Bill Ham.
O ZZ Top é um dos principais expoentes do Rock
norte-americano, especialmente na fusão de diferentes estilos, construindo uma
identidade musical única. O Blog vai contar um pouquinho da história do grupo
para depois se voltar ao álbum em questão.
O line-up original da banda foi formado, em Houston
(Texas), por Billy Gibbons, pelo organista Lanier Greig e o baterista Dan
Mitchell.
Em uma edição do programa de TV On The Tonight
Show, ninguém menos que o lendário Jimi Hendrix afirmou que Billy Gibbons seria
o próximo grande guitarrista do Rock.
Aliás, sempre existiram rumores que, ao final de uma
turnê, Hendrix deu a Gibbons uma guitarra Stratocaster rosa, que ele tocava,
como um símbolo de seu apreço pelo nível de talento de Gibbons.
O ZZ Top era gerenciado por Bill Ham, também texano, que
tinha começado uma amizade com Gibbons na época do surgimento da banda.
Billy Gibbons
O primeiro single do grupo foi “Salt Lick”, lançado
em 1969, que continha em seu lado B “Miller’s Farm”, sendo ambas creditadas a
Billy Gibbons.
Imediatamente após a gravação de “Salt Lick”, Greig
foi substituído pelo baixista Billy Ethridge, um companheiro de banda de Stevie
Ray Vaughan; e o baterista Mitchell também foi substituído por Frank Beard do conjunto
American Blues.
Mesmo com a falta de interesse das gravadoras, o ZZ
Top acabou presenteado com o oferecimento de um contrato de gravação pela
London Records.
Com a recusa da banda em assinar um contrato de
gravação, Ethridge saiu do grupo e Dusty Hill foi selecionado como seu
substituto.
Após Hill mudar-se de Dallas para Houston, o ZZ Top
definitivamente assinou com a London Records em 1970.
Eles fizeram seu primeiro show juntos no Knights Of
Columbus Hall, em Beaumont, Texas, em 10 de fevereiro de 1970.
Além de assumir o papel de líder da banda, Billy
Gibbons se tornou o principal letrista e arranjador musical.
Com o auxílio de Ham e do engenheiro musical Robin
Hood Brians, o primeiro álbum do ZZ Top, chamado ZZ Top’s First Album, foi lançado em 16 de janeiro de 1971.
O álbum viu a inclusão do humor da banda, guitarras
distorcidas, duplos sentidos e muita atitude. Embora tenha conseguido apenas a
201ª posição da principal parada norte-americana de álbuns, possuía boas
canções como “Brown Sugar”, “Old Man” e “Certified Blues”.
Em 4 de abril de 1972, a banda lançou Rio Grande
Mud, seu segundo álbum de estúdio. Também não foi desta vez que o sucesso
comercial bateu à porta do grupo, com o disco atingindo a modesta 104ª posição
na Billboard.
Dusty Hill & Billy Gibbons
O single principal (e único) de Rio Grande Mud foi
a excelente “Francine”, que acabou alcançando a 69ª posição da principal parada
de singles dos Estados Unidos. Também merecem destaques “Chevrolet” e “Down
Brownie”.
Mesmo assim, o álbum fracassou comercialmente e a
turnê promocional consistiu em auditórios consideravelmente vazios.
Algumas pequenas mudanças foram feitas para a
gravação do terceiro álbum de estúdio do grupo. A primeira, e talvez, mais
importante, foi a inclusão do engenheiro de som Terry Manning. Foi a primeira
(de muitas) vez que eles trabalharam juntos e esta foi certamente uma união de
muito sucesso.
Outra mudança foi que o ZZ Top foi para os estúdios
Brian Studios & Ardent Studios, no Tennessee, não gravando o álbum no
Texas, como nos dois primeiros discos.
A capa é muito simples, sendo da cor verde e com as
fotografias dos três membros da banda, de onde foi oriundo o nome do álbum.
WAITIN’ FOR THE BUS
A fusão do Rock com o Blues da maneira genial e
única que o ZZ Top fazia já dá às caras na primeira canção do álbum. O riff,
pesado e lento, assim como o solo inspirado, mostra a vitalidade da guitarra de
Billy Gibbons. Excelente começo do disco.
A letra é simples e cheia de humor:
Have mercy, old bus be packed up
tight
Have mercy, old bus be packed up
tight
Well, I'm glad just to get on and
home tonight
Right on, that bus done got me back
Right on, that bus done got me back
Well, I'll be ridin' on the bus till
I Cadillac
JESUS JUST LEFT CHICAGO
O riff inspirador e sombrio de “Jesus Just Left
Chicago” já valeria a canção, pois a enche de intensidade. Mas não é apenas
isto: a interpretação de Billy Gibbons é magistral, dando à música um
significado único. Ponto altíssimo do álbum!
A letra é repleta de humor e irreverência:
Took a jump through Mississippi, well,
muddy water turned to wine
Took a jump through Mississippi,
muddy water turned to wine
Yeah, yeah
Then out to California through the
forests and the pines
Ah, take me with you, Jesus
BEER DRINKERS & HELL RAISERS
Na terceira faixa do álbum, o ritmo é acelerado,
com um riff mais veloz e o andamento da seção rítmica é mais intenso. O solo de
Gibbons é simplesmente hipnotizante. Mais uma composição de muita qualidade no
álbum.
A letra é boa, mas traz a vida de uma banda e seus
fãs:
The crowd gets loud when the band
gets right,
Steel guitar cryin' through the
night
Yeah, try'n to cover up the corner
fight
But ev'rything's cool 'cause bass is
tight
Nesta canção, o baixista Dusty Hill intercala os vocais
principais com Billy Gibbons. Embora não tenha sido lançada como single, acabou
tendo boa veiculação pelas rádios de Rock dos Estados Unidos.
O grupo a tocava bastante durante a turnê de Tres
Hombres, mas depois sua presença foi rareando no set list do ZZ Top.
Bandas como Tesla, Van Halen e Motörhead já fizeram
versões para a música.
MASTER OF SPARKS
Em “Master Of Sparks” o ZZ Top opta por um
andamento mais cadenciado e lento da canção, com o riff seguindo a supracitada
linha. O baixo de Dusty Hill está bastante presente durante toda a música,
sendo o principal destaque da faixa.
Segundo uma entrevista de Gibbons à revista Sound,
em 1976, a letra da canção se refere a fatos reais:
In the back of Jimmy's Mack
Stood around steel cage
Welded into shape by Slim,
Made out of sucker gauge
How fine, they cried, now with you
inside,
Strapped in there safe and sound
I thought, my-o-my, how the sparks
will fly
If that thing ever hit the ground
HOT, BLUE AND RIGHTEOUS
O ritmo da quinta faixa do álbum volta a ficar mais
lento, embora desta vez a banda aposte mais na suavidade. Trata-se de uma
balada, com o grupo mostrando uma interpretação mais intimista. A interpretação
de Gibbons é ótima, transmitindo emoção, assim como no seu solo. Mais uma bela
composição.
A letra é ótima, com evidente conotação sexual:
I heard the words as I closed my
eyes
Down on my, down on my bended knees
It fit like a glove and I realized
Somethin' good's happenin' to me
MOVE ME ON DOWN THE LINE
O andamento da sexta música do trabalho aposta mais
no Hard Rock setentista e possui menos influência do Blues. O riff é mais
rápido e veloz, com os vocais de Gibbons mais “roqueiros”, assim como baixo e
bateria. Mas uma coisa segue igual: o solo do guitarrista continua matador.
Muito interessante!
A letra é simples e usa da paixão automobilística:
I tell you, boy, every time
The feelin' sure is fine
Just move me on down the line,
Just move me on down the line
PRECIOUS AND GRACE
“Precious and Gracious” possui uma pegada mais
lenta que a faixa anterior, mas segue com a veia mais Hard aflorada. A cadência
é dada tanto pela seção rítmica quanto pelo ótimo riff. O ritmo muda um pouco
no meio da canção, acelerando, mas retomando ao embalo inicial. Interessante construção do grupo.
A
letra tem conotação jovial:
So if you're out rollin' late some
night,
Yeah, and you need that supernatural
delight, I'm talkin' to you, brother,
I know somebody's, they're just out
of sight
Get with Precious and Grace, they
gonna treat you right
LA GRANGE
Um dos riffs mais geniais da história da música é a
base para um dos maiores sucessos da carreira do ZZ Top: “La Grange”. Peso,
ritmo, intensidade e velocidade são postos e misturados na quantidade exata
para construírem a base desta magnífica canção. O solo de Gibbons transborda
feeling e talento: não é preciso dizer muita coisa sobre esta música
espetacular.
A letra tem temática sexual:
Rumour spreadin' around in that
Texas town
'Bout that shack outside La Grange
And you know what I'm talkin' about
Just let me know if you wanna go
To that home out on the range
They gotta lotta nice girls, ah
A canção refere-se a um bordel, nos arredores de La
Grange, Texas (mais tarde chamado de "Chicken Ranch"). O bordel é
também o tema da peça da Broadway e do filme chamados, The Best Little
Whorehouse in Texas, este último estrelado por Dolly Parton e Burt Reynolds.
Lançada como single, “La Grange” atingiu a 41ª
posição da principal parada de singles norte-americana.
A música é um dos maiores sucessos do ZZ Top, sendo
presença obrigatória nos shows do grupo. Teve intensa veiculação nas rádios dos
Estados Unidos, sendo responsável direta pelo sucesso comercial do álbum.
Suas aparições em outras mídias são intermináveis.
Em filmes podem ser citados Armageddon, Striptease e Shangai Noon. Também é
bastante comum em comerciais da Samsung, Can-Am Motorcycles e Wrangler Jeans
(nos Estados Unidos). Também está em Games e seriados de TV.
Versões cover também são incontáveis. Apenas como
exemplos citam-se as feitas por Black Oak Arkansas, Molotov e G3.
Em termos de premiações, “La Grange” foi eleita a
92ª colocada na lista de 100 Melhores Músicas de Guitarra, da Q Magazine, em
2005. Também a revista Rolling Stone a colocou na 74ª posição de sua lista 100
Canções de Guitarra de Todos os Tempos, sendo descrita como um padrão para os
guitarristas.
SHEIK
Um riff bem interessante é apresentado nesta faixa,
contando com vocais bem legais por parte de Billy Gibbons. O baixo de Dusty
Hill também está muito presente na canção, deixando-a ainda mais envolvente.
A letra é simples, mas divertida:
I took a boat that couldn't float
To Rio de Janeiro
So with my scuba I swam to Cuba
But I'll be
gone tomorrow
HAVE YOU HEARD?
A décima – e última – faixa de Tres Hombres é “Have
You Heard?”. Trata-se de um Blues típico, com a guitarra distorcida clássica de
Blilly Gibbons brilhando de forma intensa e a seção rítmica acompanhando de
maneira precisa e eficiente. Fecha o trabalho com chave de ouro.
A letra é legal:
Have you heard, dear brother,
Yeah yeah yeah?
Well, let's help one another,
Yeah yeah
yeah
Considerações
Finais
Ao contrário dos dois primeiros discos, Tres
Hombres foi um grande sucesso de crítica e comercial. Catapultado pela grande
veiculação de “La Grange”, o ZZ Top começou a fazer o seu nome. Mas, nas
rádios, também “Waitin' for the Bus” e “Jesus Just Left Chicago” tiveram intensa
veiculação.
Tres Hombres alcançou a excelente 8ª posição na
principal parada de sucessos norte-americana, a Billboard. Em 2003, a
tradicional revista Rolling Stone o colocou na 498ª posição de sua lista de 500
melhores álbuns de todos os tempos.
O sucesso era tanto que a turnê que seguiu o
lançamento do álbum sempre contava com shows com ingressos esgotados.
No auge do sucesso do ZZ Top, em meados da década
de 1980, uma versão digital remixada da gravação foi lançada em CD e a versão original
de 1973 foi, por muito tempo, “perdida”.
A versão remix
criou polêmica entre os fãs, pois alterou significativamente o som dos instrumentos,
especialmente da bateria de Frank Beard. E esta versão remix foi usada em todas
as cópias de CD, sendo a única disponível por mais de 20 anos.
Uma edição remasterizada e expandida do álbum foi
lançada em 28 de fevereiro de 2006, que contém três faixas bônus ao vivo. A
edição de 2006 é a primeira versão em CD a usar a mixagem original de Manning
de 1973, finalmente recuperada.
Tres Hombres, apenas na época de seu lançamento,
superava a casa de 500 mil cópias vendidas apenas nos Estados Unidos.
Formação:
Billy Gibbons - Guitarra, Vocal
Dusty Hill - Baixo, Teclados
Frank Beard - Bateria, Percussão
Faixas:
01.
Waitin' for the Bus (Gibbons/Hill) - 2:59
02.
Jesus Just Left Chicago (Gibbons/Hill/Beard) - 3:30
O ZZ Top é uma das bandas mais tradicionais da
história do Rock. O som único e original do grupo, fundindo o Blues e o Rock de
maneira especial, baseados na distorcida e talentosa guitarra de Billy Gibbons,
é uma marca do Hard norte-americano.
O clássico Tres Hombres é o primeiro álbum em que o
estilo único do grupo é apresentado de maneira mais enfática e categórica. Faixa
à faixa, do início ao fim, o ouvinte é presenteado com música de primeira
linha.
Se Frank Beard e Dusty Hill formam uma seção
rítmica extremamente presente e marcante, é a guitarra de Billy Gibbons quem dá
o show. Riffs magistrais e solos hipnotizantes fazem o álbum transbordar o
melhor do Blues Rock.
As letras são sempre apresentadas com muito bom
humor, mostrando as influências que a banda texana carregava consigo. Vale à
pena uma olhadela.
Somente o clássico imortal “La Grange” já valeria a
audição de Tres Hombres. Mas
há muito mais: “Waitin' for the Bus”, “Jesus Just Left Chicago”, a ‘hardeira’ “Move
Me on Down The Line” e a balada “Hot, Blue and Righteous”, todas muito acima da
média. Não há música de enchimento neste álbum.
Enfim, mesmo quando o ZZ Top usou e abusou de sintetizadores
na década de 80, mostrando uma certa veia Pop, ainda assim a banda foi
relevante e continuava com seu som único e marcante.
Tres Hombres é um dos melhores álbuns de todos os
tempos e sua audição é obrigatória para todo roqueiro, especialmente aqueles
que gostam de uma pegada Blues.