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THE ROBERT CRAY BAND - BAD INFLUENCE (1983)



Robert William Cray é um guitarrista e cantor de blues norte-americano que já ganhou cinco prêmios Grammy.


Robert Cray nasceu em 1º de agosto de 1953, em Columbus, Geórgia, nos Estados Unidos, enquanto seu pai servia o exército em Fort Benning. Os começos musicais de Cray remontam a quando ele era estudante na Denbigh High School, em Newport News, Estado americano da Virginia. Enquanto estava lá, ele tocou em sua primeira banda, The One-Way Street.

A família de Cray acabou se estabelecendo na área de Tacoma, no Estado de Washington. Lá, ele frequentou a Lakes High School em Lakewood.

Aos vinte anos, Cray já havia visto seus heróis Albert Collins, Freddie King e Muddy Waters em concertos e decidiu formar sua própria banda; começando a tocar em cidades universitárias na costa oeste.

No final dos anos 70, Cray morou em Eugene, no Oregon, onde formou a Robert Cray Band e colaborou com Curtis Salgadono projeto Cray-Hawks. No filme de 1978, chamado National Lampoon Animal House, Cray era o baixista não creditado da banda Otis Day and the Knights.

Craylançou sua estreia, o álbum Who's Been Talkin', pela Tomato Records, em 1980. Bad Influence é o seu segundo álbum de estúdio.

O disco foi lançado em 1983, pela Hightone Records, com produção de Bruce Bromberg e Dennis Walker.

Lançado pela Hightone Records, este foi o álbum que colocou Cray no mapa, antes de sua explosão no mainstream com Strong Persuader, em 1986. Foi seu primeiro lançamento pela gravadora e continha dois covers: “Don't Touch Me”, de Johnny Guitar Watson, e “Got to Make a Comeback”, de Eddie Floyd.

As músicas mais conhecidas do disco são provavelmente “Phone Booth”, que mais tarde ganharia uma versão do ídolo de Cray, Albert King, e a faixa-título que posteriormente recebeu uma versão de Eric Clapton.

Como afirmado, Bruce Bromberg e Dennis Walker produziram o álbum para a Hightone Records da Califórnia.

O disco é aberto com “Phone Booth”, a qual conta com ótimos vocais melódicos de Cray, com um solo de guitarra com muito feeling e o baixo de Richard Cousins muito presente, em uma canção maravilhosa. A clássica “Bad Influence” soa como um Blues, porém com uma inegável veia pop, em que a bateria de David Olson dita o ritmo (lembrando até a grande banda Thin Lizzy).

“Grinder” soa como um Blues de configuração mais padrão, com a guitarra de Cray endiabrada e um solo explosivo. “To Make a Comeback” é um lindo Soul, uma canção essencialmente emocional, contando com teclados bem empregados e uma fabulosa atuação vocal de Cray. “So Many Women, So Little Time” possui um balanço cativante, ótimo swing e a guitarra bastante afiada.

Robert Cray
“Where Do I Go from Here” é um Blues criativo, flertando com o Soul, contando com vocais incríveis de Cray. “Waiting for the Tide to Turn” se configura com uma presença forte dos metais e apostando em uma certa malemolência. Já “March On’” caminha mais na área do Soul, sendo uma música acessível e bem agradável.

A versão para “Don't Touch Me” é outro Blues clássico, transbordando feeling por todos os lados, em mais uma atuação memorável de Cray, tanto na guitarra quanto nos vocais. “No Big Deal” encerra o disco de modo soberbo, em uma composição mais intrincada, com percussão bem proeminente (em uma batida africana) enquanto a guitarra de Cray destrói tudo!

Bad Influence é um álbum criativo e diversificado, que trata o Blues como uma grande reverência, mas flerta com outros estilos deliberadamente, sendo constituído de canções memoráveis, ótimas atuações e boa produção. É impressionante que um disco tão bom seja tão pouco mencionado.

Bad Influence ficou com a modestíssima 143ª colocação da principal parada norte-americana, a Billboard 200, mas, até o momento, já ultrapassa a marca de 1 milhão de cópias vendidas.

Formação:
Robert Cray - Vocal, Guitarra
Richard Cousins - Baixo
David Olson - Bateria
Mike Vannice - Teclados, Saxofone tenor
Warren Rand - Saxofone
David Li - Percussão em 10
‘Night Train’ Clemens, Philip Walker, Tony Mathews - Backing Vocal em 05

Faixas:
01. Phone Booth (Cray/Cousins/Walker/Vannice) - 3:32
02. Bad Influence (Cray/Vannice) - 2:56
03. Grinder (Cray/Amy) - 4:09
04. To Make a Comeback (Floyd/Shamwell) - 5:52
05. So Many Women, So Little Time (Washington/Amy/Clemens) - 4:01
06. Where Do I Go from Here (Cray/Vannice/Walker) - 4:03
07. Waiting for the Tide to Turn (Cray/Vannice/Walker) - 3:31
08. March On' (Cray) - 2:25
09. Don't Touch Me (Watson/Dewey) - 3:25
10. No Big Deal (Cray/Amy) - 4:14



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B. B. KING & ERIC CLAPTON - RIDING WITH THE KING (2000)



Riding with the King é um álbum de blues, uma colaboração entre Eric Clapton e B.B. King, lançado em 13 de junho de 2000.


Riding with the King foi o primeiro álbum colaborativo de Eric Clapton e B.B. King. Eles se apresentaram juntos, pela primeira vez, no Cafe Au Go Go, em Nova York, em 1967, quando Clapton tinha 22 anos e era membro do Cream, mas não gravaram juntos até 30 anos depois, quando King tocou com Clapton na música “Rock Me Baby”, para seu álbum de duetos, Deuces Wild, de 1997.

Claptonsempre quis fazer um álbum com King, que, enquanto discutiam o projeto, afirmou sobre Eric: “Eu admiro o homem. Eu acho que ele é o número 1 do rock 'n' roll como guitarrista e o número 1 como uma ótima pessoa”. Em Riding with the King, Claptontinha 55 anos e King, 74.

Os mestres juntos

Claptoniniciou as sessões de gravação de Riding with the King e incluiu alguns de seus músicos regulares no álbum. Ele também escolheu as músicas e coproduziu o disco com Simon Climie, que já havia trabalhado em vários álbuns de Clapton.

Enquanto o projeto parece ser um álbum de Clapton gravado com King, Clapton deu o centro do palco para King, que assumiu a liderança em muitas das músicas com sua voz e seus solos.

O álbum contém cinco canções "vintage" de King, dos anos 50 e 60: "Ten Long Years", "Three O'Clock Blues", "Help the Poor", "Days of Old" e "When My Heart Beats Like a Hammer".

Outros clássicos presentes incluem "Key to the Highway", escrita por Big Bill Broonzy (que Clapton havia gravado no começo dos anos 1970 com o Derek and the Dominos), “Worried Life Blues”, de Maceo Merriweather, e um cover para a composição de Isaac Hayes chamada “Hold On, I'm Comin'”, originalmente um single de Sam & Dave de 1966.

“Come Rain or Come Shine”, veio do musical de 1946, St. Louis Woman. A faixa título do álbum, “Riding with the King”, é uma composição de John Hiatt que apareceu quando o produtor Scott Mathews contou a Hiatt um sonho estranho e abstrato que ele teve de voar em um avião com Elvis Presley. É também a faixa-título do álbum homônimo de Hiatt, de 1983, que Mathews coproduziu.

As faixas são uma mistura de músicas acústicas (“Worried Life Blues”) e elétricas (“Three O'Clock Blues”), e variam de números lentos (“Ten Long Years”) a outras mais vigorosas (“Help the Poor”).

O disco foi gravado no estúdio The Town House, em Londres (Inglaterra) e no estúdio Ocean Way Recording, em Los Angeles (Estados Unidos), com produção de Eric Clapton e Simon Climie e lançado pelo selo Reprise Records.

“Riding with the King” conta com o piano de Joe Sample bem afiado e ótimos vocais de King e Clapton, além de solos contagiantes. “Ten Long Years” é conduzida pelo vocal de King e seu feeling absoluto na guitarra, enfim, uma faixa sensacional! “Key to the Highway” é tocada de modo acústico, dando ainda mais ênfase aos vocais da dupla de protagonistas. “Marry You” é mais rápida e mais intensa, com uma pegada mais Rock.

“Three O'Clock Blues” é a canção mais longa do trabalho, contando com um ar melancólico e boêmio, em uma atuação soberba das guitarras, esbanjando feeling, com King cantando magnificamente. “Help the Poor” apresenta a participação de Jimmie Vaughan (irmão do Stevie Ray Vaughan) enquanto a veia mais ‘roqueira’ retorna na boa “I Wanna Be”. “Worried Life Blues” traz o acústico novamente à tona, com muita sensibilidade.

“Days of Old” se demonstra com um clima mais festivo e um aspecto de improvisação delicioso. “When My Heart Beats Like a Hammer” retorna com a pegada mais melancólica e, ao mesmo tempo, apaixonante, com King simplesmente fantástico! “Hold On, I'm Comin’” retorna ao Blues Rock efusivo antecedendo ao encerramento do álbum, a melancólica e introspectiva “Come Rain or Come Shine”.

O álbum foi geralmente bem recebido pelos críticos, embora alguns achassem que poderia ter sido melhor, e que o som no CD foi polido demais para um álbum de blues.

Clapton & King

Riding with the King atingiu a 3ª posição da principal parada norte-americana, a Billboard 200, conquistando a 15ª colocação de sua correspondente britânica. Além disso, ficou com os 1ºs lugares das paradas de Austrália e Noruega.

O álbum venceu o Grammy Award na categoria Best Traditional Blues Album, em 2000. Riding with the King supera a casa de 4 milhões de cópias vendidas pelo mundo.

Formação:
B.B. King - guitarra, vocal
Eric Clapton - guitarra, vocal (em 01, 03-09, 11, 12)
Doyle Bramhall II - guitarra (01, 02, 04, 06, 07, 09-12), backing vocal (04, 07)
Andy Fairweather Low - guitarra (01, 02, 04, 06, 07, 09-12)
Jimmie Vaughan - guitarra (06)
Joe Sample - piano (01, 02, 05, 06, 09, 10, 11)
Tim Carmon - órgão (01 a 07, 09 a 12)
Nathan East - baixo
Steve Gadd - bateria
Arif Mardin - arranjos de cordas
Susannah Melvoin – backing vocals (01, 04, 07, 09, 11, 12)
Wendy Melvoin - backing vocals (01, 04, 07, 09, 11, 12)

Faixas:
01. Riding with the King (John Hiatt) - 4:23
02. Ten Long Years (Jules Taub/B.B. King) - 4:40
03. Key to the Highway (Big Bill Broonzy/Charlie Segar) - 3:39
04. Marry You (Doyle Bramhall II/Susannah Melvoin/Craig Ross) - 4:59
05. Three O'Clock Blues (Lowell Fulson) - 8:36
06. Help the Poor (Charles Singleton) - 5:06
07. I Wanna Be (Doyle Bramhall II/Charlie Sexton) - 4:45
08. Worried Life Blues (Sam Hopkins/Big Maceo Merriweather) - 4:25
09. Days of Old (Jules Taub/B.B. King) - 3:00
10. When My Heart Beats Like a Hammer (B.B. King/Jules Taub) - 7:09
11. Hold On, I'm Comin' (Isaac Hayes/David Porter) - 6:20
12. Come Rain or Come Shine (Harold Arlen/Johnny Mercer) - 4:11



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B. B. KING - THE THRILL IS GONE



Roy Theodore Hawkins nasceu em 7 fevereiro de 1903, em Jefferson, no Texas, nos Estados Unidos.

Pouco se sabe da primeira parte da vida de Hawkins. Em meados da década de 1940, ele estava atuando como cantor e pianista na área de Oakland, na Califórnia, onde foi descoberto pelo músico e produtor de discos Bob Geddins, que ficou impressionado com o estilo do cara.

Hawkinsparece ter feito suas primeiras gravações quando tinha cerca de 45 anos de idade, para as gravadoras Cava-Tone e Down Town, em 1948. Sua banda, Four Jacks, incluiu o saxofonista William Staples, o guitarrista Ulysses James, o baixista Floyd Montgomery e o baterista Madison Little.

Roy Hawkins
Hawkinsassinou com a Modern Records, em Los Angeles, no ano seguinte, e nela permaneceu até 1953. Ele teve seu primeiro hit com “Why Do Things Happen To Me”. Embora a música tenha sido escrita por Bob Geddins, enquanto Hawkins estava hospitalizado após um acidente de carro, ele a vendeu para Jules Bihari (também da Modern), e o single foi lançado com o crédito de composição dado conjuntamente a Bihari (sob o nome ‘Jules Taub’) e Hawkins.

“Why Do Things Happen To Me” alcançou o 2º lugar na parada de R&B da Billboard, no início de 1950, e mais tarde foi gravada por B. B. King e por James Brown (como “Strange Things Happen”).

Hawkinscontinuou lançando singles pela Modern e teve seu segundo hit, em 1951, com “The Thrill Is Gone”, novamente co-creditada a Bihari, mas na verdade coescrita por Rick Darnell. O single contou com Maxwell Davis (saxofone), Willard McDaniel (piano) e Johnny Moore (guitarra), e alcançou a 6ª colocação na parada de R&B.

A canção foi posteriormente gravada por muitos outros artistas, incluindo B. B. King - cuja música se tornou sua canção assinatura - Aretha Franklin e Willie Nelson.

B. B. King gravou sua versão de “The Thrill Is Gone” em junho de 1969, para seu álbum Completely Well, o décimo-sétimo de sua carreira, lançado naquele mesmo ano.

A versão de King é um blues lento, com produção polida e o uso de cordas, os quais marcaram um ponto de ruptura tanto da música original quanto do material anterior de King.

A interpretação vocal de King dispensa maiores comentários, uma das mais fantásticas da história da música. Tão incrível quantos seus vocais, apenas o feeling absurdo de King na guitarra, com solos totalmente fenomenais!

Na gravação de “The Thrill Is Gone,” para Completely Well, além de King nos vocais e guitarra, estão Hugh McCracken na guitarra, Paul Harris no piano e órgão, Jerry Jemmott no baixo, Herbie Lovelle na bateria e Bert ‘Super Charts’ DeCoteaux no arranjo de cordas.

A letra reflete a sonoridade melancólica da faixa, com um enredo de fim de um amor:

The thrill is gone
The thrill is gone away
The thrill is gone, baby
The thrill is gone away
You know you done me wrong, baby
And you'll be sorry someday

The thrill is gone
It's gone away from me
The thrill is gone, baby
The thrill is gone away from me
Although, I'll still live on
But so lonely I'll be

The thrill is gone
It's gone away for good
The thrill is gone, baby
It's gone away for good
Someday, I know I'll be open armed baby
Just like I know a good man should

You know I'm free, free now, baby
I'm free from your spell
Oh, I'm free, free, free now
I'm free from your spell
And now that it's all over
All I can do is wish you well

Quando a faixa foi lançada como single, em dezembro de 1969, a música se tornou um dos maiores sucessos da carreira de King, aparecendo no 15º lugar da principal parada norte-americana, a Billboard Hot 100, e se transformou em uma de suas canções assinaturas.

O single de 1969
A gravação de B. B. King lhe rendeu um Grammy de Melhor Performance Vocal Masculina de R&B, em 1970, e um Grammy Hall of Fame, em 1998. A versão de King para a música também foi colocada no número 183 da lista das 500 maiores canções de todos os tempos, da revista norte-americana Rolling Stone.

Memoráveis versões ao vivo da música foram incluídas nos álbuns de King: Live em Cook County Jail (1971), Bobby Bland e B. B. King Together Again...Live (1976) e Live at San Quentin (1991).

Depois de vários singles menos bem-sucedidos, incluindo “Gloom and Misery All Around”, uma canção de Jerry Leiber e Mike Stoller, Hawkinsdeixou a Modern Records, em 1953.

Hawkinsgravou para uma série de gravadoras nos próximos anos, incluindo a Music City, para quem ele gravou como ‘Undertaker’. Suas últimas gravações foram feitas para a Kent Records, em 1961.

Seus últimos anos foram gastos trabalhando em uma loja de móveis. Hawkins morreu em Compton, Califórnia, em 1974.