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OVERKILL - THE YEARS OF DECAY (1989)


The Years of Decay é o quarto álbum de estúdio da banda norte-americana chamada Overkill. Seu lançamento oficial ocorreu em 13 de outubro de 1989 através dos selos Atlantic e Megaforce Records. As gravações aconteceram entre junho e julho daquele mesmo ano, no Carriage House Studios, em Stamford, no estado norte-americano de Connecticut. A produção ficou a cargo de Terry Date, Jon Zazula, Marsha Zazula e do próprio conjunto.

OVERKILL - THE YEARS OF DECAY (1989)







The
Years of Decay é o quarto álbum de estúdio da banda
norte-americana chamada Overkill. Seu lançamento oficial ocorreu em
13 de outubro de 1989 através dos selos Atlantic e Megaforce
Records. As gravações aconteceram entre junho e julho daquele mesmo
ano, no Carriage House Studios, em Stamford, no estado
norte-americano de Connecticut. A produção ficou a cargo de Terry
Date, Jon Zazula, Marsha Zazula e do próprio conjunto.






Em
mais um post extra, o RAC traz novamente a suas páginas a ótima
banda de Thrash Metal Overkill com um de seus melhores trabalhos. O
primeiro post do site sobre o grupo pode ser encontrado neste link.













Taking
Over





Como
o leitor pode observar aqui mesmo no site, Taking Over, o
segundo álbum de estúdio do grupo, é um marco na carreira do
conjunto.





Taking
Over
foi o primeiro disco da banda a ser lançado pela Megaforce
Records, em cooperação com o selo gigante Atlantic Records. O álbum
apresentou uma melhor forma de composição e produção das músicas,
além de ter um estilo um pouco mais épico, exibido em faixas como
em “In Union We Stand”.





A
música foi escolhida para ser o primeiro videoclipe do Overkill,
usado para promover a banda através do, na época, novo e crescente
meio das redes de televisão musicais.





Depois,
seguiu-se outra turnê europeia, desta vez como banda de abertura
para o Helloween.





No
final de 1987, o conjunto lançou o EP !!! Fuck You !!!,
consistindo de uma gravação em estúdio da música "Fuck You",
da banda The Subhumans, bem como um punhado de faixas ao vivo,
todas elas gravadas no início daquele ano, em Cleveland, nos Estados
Unidos.







Bobby Ellsworth





O
ano de1987 também viu a partida do baterista Rat Skates. Ele foi
substituído temporariamente por Mark Achabal para alguns shows, e,
então de forma permanente, pelo baterista europeu Bob 'Sid' Falck,
anteriormente no grupo
Paul
Di'Anno's Battlezone
.





Under
the Influence





O
Overkill lançou o sucessor de Taking Over, intitulado
Under the Influence, em 1988.





Mais
uma vez produzido por Alex Perialas, Under the Influence foi
muito mais cru e mais thrash, sem a maior parte da grande atmosfera
épica de seu antecessor.





Sofrendo
por conta da composição e produção apressadas, o disco é muitas
vezes considerado um passo atrás para a banda.





A
música “Hello from the Gutter” foi lançada como single, e o
videoclipe musical ganhou exibição regular no conceituado programa
de TV da época, o Headbangers Ball, da MTV
norte-americana.





O
álbum atingiu a modesta 142ª posição da principal parada
norte-americana, a Billboard. Mas o registro contém algumas ótimas
faixas como “Shred”, “End of the Line” e “Overkill III
(Under the Influence)”.







Bobby Gustafson





Mesmo
assim, o
Overkill manteve-se em constante turnê, mantendo
viagens por todo o mundo, promovendo sua reputação como uma das
bandas de metal mais ativas.





The
Years of Decay





O
sucessor de Under the Influence, o inovador The Years of
Decay
, seria lançado em 1989.





O
disco foi gravado com o famoso produtor Terry Date (Pantera,
White Zombie e Soundgarden) e apresentou a melhor
produção da banda até então.





Misturou
a abordagem mais bruta e ríspida de Under the Influence com
estruturas de música mais complexas e elementos épicos, resultando
em uma atmosfera mais séria e faixas mais longas, incluindo a
faixa-título de oito minutos e os dez minutos de “Playing With
Spiders/Skullkrusher”.





O
álbum foi gravado no Carriage House Studios, em Stamford, no estado
ianque de Connecticut, entre junho e julho de 1989.





A
capa é simples, com o logo e o mascote da banda. Vamos às faixas:





TIME
TO KILL





Não se deixe enganar, caro leitor: "Time to Kill" se inicia de modo mais cadenciado até seus primeiros 1 minuto e quarenta segundos. Mas, depois, a típica trilha Thrash Metal é desenvolvida de forma insana pelo grupo. A seção rítmica confere um peso absurdo à canção e é seguida, com total competência, pela guitarra de Bobby Gustafson. Oscilando entre passagens puramente Thrash com outras mais Heavy tradicional, "Time to Kill" é incrível.





A
letra é extremamente violenta:





All
the mental anguish
Speaks a common language
I have yet to
lavisha chance to walk away
Every time I turn around
I start to
hear a familiar sound
Counting down as time stands still
Yes I
think it's time to kill













ELIMINATION





Pesada, intensa e insana: assim é a frenética "Elimination". Sem dar alívio aos tímpanos do ouvinte, a trilha Thrash, aqui, é rápida, intensa e altamente criativa. O refrão é absolutamente simples, mas funciona de modo preciso. Ótima presença da guitarra de Bobby Gustafson neste clássico do estilo!





A
letra fala sobre doença, morte e redenção:





Terminal,
what disease
Told me too late
What's this cough and
wheeze
Fatal... you're shittin' me
A second opinion
There's
gotta be
Laughin' at the epidemic
Something is going
around
Crying at the epidemic
Pullin' on nails, six feet
underground










“Elimination”
é um dos maiores clássicos da discografia do Overkill.





Lançada
como single, não obteve grande repercussão em termos das principais
paradas de sucesso.





O
videoclipe da canção teve regular exibição no histórico programa
da TV norte-americana, Headbangers Ball.













I
HATE





"I Hate" é uma faixa curta, simples e direta. Seu riff principal é bastante veloz, mas sem abrir mão do peso, funcionando de modo eficaz. A intensidade frenética da música funciona perfeitamente por conta da excepcional interpretação do vocalista Bobby Ellsworth.





A
letra é sobre ódio:





I
hate people that make ya feel small
I hate having my back against
the wall
I hate bein' talked down to
I hate your rules
I
hate'em all
Hate bein' marked to take the fall
Planet's not big
enough for me and you













NOTHING
TO DIE FOR





Desde o início de "Nothing to Die For", o ouvinte perceberá que o baixo de D.D. Verni é quem determina o andamento da música eficazmente. Desta vez, o ritmo é um pouco mais cadenciado, com a banda apostando mais em um som 'grooveado' que propriamente apenas no peso ou na velocidade. O resultado final é excelente.





A
letra é sobre crescimento:





I
wouldn't be so hard to see
I'm feelin' just the same
I'm
feelin' just no pain
I'm not goin' down, the drain













PLAYING
WITH SPIDERS/SKULLKRUSHER





Na quinta canção do disco, o Overkill novamente trabalha criativamente, em uma faixa que transcende a casa dos 10 minutos de extensão. Em seu esforço inicial, o grupo aposta em um ritmo bastante arrastado, com a seção rítmica dando às cartas e arriscando em peso e groove muito acentuados. No meio da faixa, a típica trilha Thrash Metal americana reaparece, com muitas velocidade e intensidade. A ótima atuação dos vocais de Ellsworth são a cereja do bolo.





A
letra é sobre consequência de suas próprias escolhas:





Race
with the devil
Engine's slowin' down
Fifty years too
early
You're laying underground...


You're
krushed













BIRTH
OF TENSION





"Birth of Tension" retoma o típico Thrash Metal que havia consagrado o Overkill até então, com a trilha Thrash criada pela guitarra de Bobby Gustafson se alternando entre momentos mais ou menos velozes. Ótima composição.





A
letra é sombria sobre determinação:





Too
much tension, all around


Too
much tension, bring you down


All
the pressures in the narrow mind


All
the reasons you'll never find


Did
you kill your father, sleep with your mother


Idolize
your sister, jealous your brother


Did
ya kick the dog, were you beat a strap


Were
you really be abused, were you fakin'


All
that too tense













WHO
TENDS THE FIRE





Esta é outra composição longa do álbum, superando a casa dos 8 minutos de duração. Para quem escreve o Blog, é praticamente impossível não vir à mente o Metallica de ...and Justice for All durante os minutos iniciais de "Who Tends the Fire" - e isto é um tremendo elogio. Uma mistura inteligente entre o Thrash e o Heavy dita a música, com o grupo apostando mais na eficiência melódica que apenas na ferocidade frenética e no peso. Sensacional composição!





A
letra é sobre a finitude da vida:





I
don't know, cause I cannot see


All
I'm sure is gotta be


I'm
not sure that I'm even me


But
I know that I gotta be


Yes,
I know that you're gonna die


Birth,
life, death, is the reason why


Save
those fears that you're gonna cry


Cause
I know that you're gonna die


Yes,
I know I cannot see


And
I'm sure that I gotta be


All
these voices are killin' me


But
they say that I got


Say
that I got


Say
that I gotta be me













THE
YEARS OF DECAY





Com quase 8 minutos, a faixa-título "The Years of Decay" é outra composição longa do trabalho. A sonoridade predominante nesta canção é o Heavy Metal tradicional, contando com um ritmo mais cadenciado e com a banda apostando fortemente na riqueza das melodias. Embora todo o conjunto esteja atuando de maneira formidável, o vocalista Bobby 'Blitz' Ellsworth dá um show de interpretação. Espetacular.





A
letra é determinista sobre as escolhas que alguém faz:





Promised
the world, as your world


Changed
before your eyes


And
the days became the weeks


And
the weeks, the years


And
noone remembers that very first day


Or
how it slipped away


Forever
I wait, pulling in, pulling out


As
the motors whine


To
remind me I'm home


And
I'm here to stay


As
we decay


Another
day


Decay
away













E.VIL
N.EVER D.IES





A nona - e última - faixa de The Years of Decay é "E.vil N.ever D.ies". Para fechar o álbum com chave-de-ouro, o grupo nova-iorquino aposta no seu tradicional Thrash Metal com toda a fúria que lhe é comum. O peso e o groove estão presentes, a seção rítmica faz um trabalho eficiente e a atuação de Ellsworth é impecável. Ótima música.





A
letra é sobre a maldade humana:





Laughter
stands accusing me


Emotion
stands abusing me


The
battered and the bruising me


Is
there darkness when you die


I
heard a sound, no one there


I
heard a shot, no one cares


Laughter
turns into despair













Considerações
Finais





The
Years of Decay
continuou o movimento de ascensão do Overkill
entre o público de Heavy Metal.





O
álbum atingiu a 155ª posição da principal parada norte-americana
de álbuns, a Billboard.





A
crítica especializada enaltece as qualidades de The Years of
Decay
. Jason Anderson, do site AllMusic, em
retrospectiva, dá ao trabalho uma nota 4 de um máximo de 5
possível, constatando:





“O
disco final do Overkill com o guitarrista Bobby Gustafson,
esta gravação de 1989, é considerada um clássico pelos fãs do
grupo, e muitas vezes é mencionada como o pináculo de gravação da
carreira dos Thrashers da Costa Leste. Ouvintes casuais do Overkill
só poderão discernir diferenças sutis entre The Years of Decay
e esforços anteriores, mas não há dúvida de que o grupo aprimorou
consistentemente seu som durante os anos 80, oferecendo melhorias
sucessivas em cada um dos seus primeiros quatro lançamentos”.





Por
fim, Anderson atesta: “Recomendado fortemente aos fãs de longa
data do grupo, The Years of Decay é um dos esforços mais
satisfatórios da Overkill”.





Em
agosto de 2014, a revista norte-americana Revolver
colocou o álbum em sua lista de 14 álbuns de Thrash que você
precisa possuir
. O disco também foi classificado na décima
posição da lista Thrash Albums NOT Released by the Big 4, do
site Loudwire.





O
Overkill passou quase um ano em turnê para suportar The Years of
Decay
. Em novembro e dezembro de 1989, a banda viajou com
Wolfsbane e Dark Angel e, um mês depois, viajaram pela
Europa com o Mordred.





Eles
também apoiaram o Testament em sua turnê Practice What
You Preach tour
. O Overkill embarcou em uma turnê
norte-americana de três meses, que aconteceu de março a junho de
1990. As bandas de apoio para esta tour foram Excel, Vio-lence
e Deceased.





Até
hoje, todas as músicas de The Years of Decay foram tocadas ao
vivo, exceto “Nothing to Die For”. De acordo com o líder e
vocalista do grupo, Bobby 'Blitz' Ellsworth, “E.vil N.ever D.ies”
é uma continuação da série de músicas intitulada “Overkill”,
contida nos três álbuns anteriores da banda, mas que não foi
nomeada “Overkill IV”.





Esta
seria a última música da série até o álbum Immortalis, de
2007, que apresenta a parte mais recente em “Overkill V... The
Brand”.





Em
1990, o guitarrista e compositor Bobby Gustafson deixou a banda. O
baixista D.D. Verni e Gustafson haviam travado longamente discussões
sobre a direção do grupo, com Blitz acompanhando Verni e pedindo a
Gustafson para deixar o Overkill.





Ellsworth,
Verni e o baterista Sid Falck adicionaram dois novos guitarristas ao
conjunto; Rob Cannavino, que era técnico de guitarras de Gustafson, e
Merritt Gant.





O
'novo' Overkill gravaria o quinto álbum de estúdio,
Horrorscope, novamente com Terry Date na produção, em 1991.













Formação:


Bobby
"Blitz" Ellsworth - Vocal


Bobby
Gustafson - Guitarra


Sid
Falck - Bateria


D.D.
Verni - Baixo


Músicos
Adicionais:


The
Satones - Backing Vocals





Faixas:


01.
Time to Kill (Ellsworth/Falck/Gustafson/Verni) - 6:16


02.
Elimination (Ellsworth/Falck/Gustafson/Verni) - 4:35


03.
I Hate (Ellsworth/Falck/Gustafson/Verni) - 3:46


04.
Nothing to Die For (Ellsworth/Falck/Gustafson/Verni) - 4:22


05.
Playing with Spiders/Skullkrusher (Ellsworth/Falck/Gustafson/Verni) -
10:15


06.
Birth of Tension (Ellsworth/Falck/Gustafson/Verni) - 5:04


07.
Who Tends the Fire (Ellsworth/Falck/Gustafson/Verni) - 8:12


08.
The Years of Decay (Ellsworth/Falck/Gustafson/Verni) - 7:58


09.
E.vil N.ever D.ies (Ellsworth/Falck/Gustafson/Verni) - 5:49





Letras:


Para
o conteúdo completo das letras, recomenda-se o acesso a:
https://www.letras.mus.br/overkill/




Opinião
do Blog:



O RAC já havia apresentado o ótimo Overkill aos nossos leitores anteriormente e já estava na hora deste ótimo grupo retornar às nossas páginas com um de seus melhores trabalhos.





A esta altura de sua carreira, o Overkill já era mais experiente e sabia o que queria fazer: o resultado não poderia ser outro, se não, um dos grandes álbuns de Thrash Metal de todos os tempos, The Years of Decay.





Desta feita, o grupo nova-iorquino continua seguindo sua sonoridade genuína, um Thrash Metal frenético e bem pesado. Mas, simultaneamente, a banda desenvolve novas possibilidades, mesclando-as com o seu DNA-Thrash.





Há passagens repletas de groove, em outras o conjunto abre mão do ritmo alucinante para desenrolar momentos arrastados e com um peso absurdo. Em The Years of Decay, o papel fundamental do baixista D.D. Verni é ainda mais essencial.





Ou seja, o Overkill passa a criar uma atmosfera mais próxima do Heavy Metal tradicional, desenvolvendo mais claramente belas melodias, mas sem abrir mão de fúria Thrash. O resultado final é formidável.





Claro, o RAC já elegeu acima D.D. Verni como o destaque central do álbum. Mas é preciso enaltecer as guitarras insanas de Bobby Gustafson, a atuação impecável de Bobby 'Blitz' Ellsworth nos vocais e a forma precisa como o baterista Sid Falck acompanha o baixo de Verni.





As letras são ótimas, mas com um viés amarguroso da vida. Confira.





"Elimination" é um grande clássico, não apenas do Overkill, mas de todo o Thrash Metal. O groove insano de "Nothing to Die For" é irresistível e toda a magnitude de "Playing with Spiders/Skullkrusher" merecem destaque.





Mas o site elege a riqueza melódica e sonora das incríveis "Who Tends the Fire" e "The Years of Decay" como amostras fiéis da espetacular qualidade do Overkill como banda de Heavy Metal.





Enfim, The Years of Decay é um dos álbuns preferidos de quem faz o site quando o assunto é Thrash Metal. Uma amostra fiel de como o Overkill é um excelente grupo de Thrash Metal e, também, da maneira como o conjunto se desenvolvia formidavelmente no final dos anos 80. Disco extremamente recomendado! 


OVERKILL - TAKING OVER (1987)


Taking Over é o segundo álbum da banda norte-americana Overkill. Seu lançamento oficial ocorreu no ano de 1987, com suas gravações acontecendo entre setembro e dezembro de 1986 no Pyramid Sound Studio, em Ithaca, New York, Estados Unidos. As gravadoras responsáveis foram a Atlantic Records e a Megaforce, com a produção a cargo do próprio grupo, Alex Perialas e Jon Zazula.



O Overkill é das principais bandas da história do Heavy Metal norte-americano, estando intimamente associada com a cena Thrash Metal da costa Leste do país. Faremos a já tradicional contextualização do período para depois se ater ao disco propriamente dito.

O Overkill foi formado em 1980 a partir da extinção da banda punk "The Lubricunt", contando com Rat Skates e DD Verni. Verni e Skates colocaram um anúncio à procura de um guitarrista e de um vocalista, sendo respondido pelo guitarrista Robert Pisarek e pelo vocalista Bobby Ellsworth. Assim surgiu a primeira encarnação do Overkill.

Depois de rejeitarem vários nomes, incluindo "Virgin Killer", a banda finalmente se estabeleceu sob o nome Overkill.

Ainda sob o nome de Virgin Killer, o repertório era formado por canções de grupos punk como Connor Neeson, The Ramones, Aron McGarrigle, The Dead Boys e outros.

DD Verni

Já no final de 1980, o setlist passou a incorporar músicas de bandas como Motörhead ("Overkill", e metade do álbum Ace of Spades) , Judas Priest ("Tyrant"), e da clássica banda Riot.

Assim, junto com o novo influxo de covers de heavy metal, a banda ainda tocava um punhado de covers de origem punk, mas com distorção extra e extremas intensidade e velocidade.

Entre 1981 e o início de 1983, o grupo passou por diversas trocas de guitarristas, passando a se fixar com Bobby Gustafson.

Desde então, o grupo passou a compor músicas próprias, como "Grave Robbers" (depois nomeada “Raise The Dead"), "Overkill", e "Unleash The Beast (Within), e, depois, surgiriam "Death Rider" e "Rotten to the Core".

A banda tornou-se conhecida em clubes noturnos de New York e New Jersey, como o L'Amours. Verni deu a Ellsworth o apelido de "Blitz", devido ao seu estilo de vida peculiar.

Em 1983, a formação com Rat Skates, D.D. Verni, Bobby Gustafson e Bobby Blitz, lançou a demo Power in Black, uma gravação que fez tanto impacto no circuito comercial de fitas “underground” como demos de bandas de Thrash Metal da tradicional “Bay Area” como Exodus e Testament.

Power in Black deu ao grupo duas aparições em compilações de Metal. "Feel The Fire” foi incluída na "New York Metal '84” e “Death Rider” apareceu no volume V da lendária série Metal Massacre.

A banda também foi capaz de garantir um pequeno contrato de gravação com a Azra/Metal Storm Records, o qual resultou no EP Overkill, de 1984. Este se esgotou rapidamente, impulsionando instantaneamente a banda como uma das principais do movimento Thrash Metal.

O EP serviu, principalmente, para despertar o interesse de gravadoras em relação à banda. Jon Zazula, proprietário da Megaforce Records (o mais importante selo independente de Heavy Metal da época) foi um deles.

A Megaforce Records assinou um contrato de gravação com o Overkill para vários álbuns, lançando seu álbum de estreia em 1985, Feel The Fire.

Feel The Fire é aclamado por muitos críticos e fãs como uma obra-prima do thrash metal, sendo o responsável por consolidar a posição da banda como uma das forças motrizes da cena Thrash Metal da Costa Leste norte-americana.

Bobby Ellsworth

A banda passou a maior parte de 1985 e 1986 em turnê para promover Feel The Fire, começando como apoio/abertura para o Megadeth (que lançara “Peace Sells") e depois na Europa com o Anthrax e Agent Steel.

Já em 1987, o Overkill lança seu segundo álbum de inéditas oficial, Taking Over.

Foi o último álbum do Overkill a ter o baterista Rat Skates, que foi substituído por Sid Falck.

A capa é bastante simples, com uma fotografia do conjunto. Vamos às faixas:

DENY THE CROSS

Abre o trabalho a faixa "Deny The Cross". Rat Skates marca o ritmo na introdução da música, a qual se inicia lentamente, mas que acaba deslanchando em um thrash metal bastante veloz e pesado. Ótimos vocais de Ellsworth, especialmente no empolgante refrão que embala a música.

As letras são boas e violentas, em tom de negação:

Draw and quarter, slice the meat
Now there's something, more to eat
Nothing left there is, just a frame
This poor soul, has no name
Back to dirt!
Six feet deep!
I take a breath!
Long and deep!



WRECKING CREW

A segunda canção do álbum mantém o ritmo e a velocidade da faixa anterior. "Wrecking Crew" tem um riff bastante rápido e pesado, com a guitarra de Gustafson soando maravilhosamente. O refrão é novamente muito empolgante, em outra ótima composição por parte da banda.

Usando uma inteligente metáfora, a música estabelece uma conexão entre banda e público:

Destruction is a way life
Destruction, mayhem, havoc, strife
Crack a smile, here the sound
Watch 'em crumble to the ground
Innocence ain't no excuse,
Slip your neck inside the noose
Pay in blood I demand,
The wreckin' crew is outta hand

“Wrecking Crew” se transformou em um dos grandes clássicos do Overkill, presença constante em seu setlist. É tão significativa que acabou se tornando o nome do endereço do site oficial do grupo.



FEAR HIS NAME

"Fear His Name" possui uma introdução um pouco mais longa e aposta em um ritmo mais cadenciado, especialmente se comparada às faixas anteriores. O riff é mais baseado no Heavy Metal tradicional, em uma construção bastante interessante. A partir do meio da faixa, o Thrash Metal volta, mas com menos peso que o usual. Ótima música.

A letra tem um notável aspecto sombrio:

The defeated lay, lifeless in the pit
His face reflects the horror of his victems in tenfold
A death of deaths,
All evil fear his name!
Struck down, by a man!
His severed limbs ooze oceans of our blood
...man stands, oh knee deep, within..!
Paused to scream, this is not a sin,
I have done your will, I've delivered
From this day forth, known as the avenger



USE YOUR HEAD

O Thrash Metal volta com toda a força em "Use Your Head", especialmente em sua introdução. Novamente, o riff é veloz e pesado, mas o maior destaque é a interpretação feita por Ellsworth, repleta de malícia, complementando o significado das letras da composição.

A letra tem clara conotação sexual:

Take me to the top, never never stop
So pretty what's your name, where ya from
I see you like the band,
Don't leave me with my hand,
Stick around I'll throw you a bone



FATAL IF SWALLOWED

Após uma pesada e sombria introdução, o Overkill aposta novamente em seu tradicional thrash metal, com um riff bastante rápido e com a dose exata de peso (que me lembra o primeiro álbum do Anthrax). Destaque para o sempre presente baixo de D.D. Verni e o bom solo de Gustafson.

A letra tem uma conotação sexual, mas com apelo mortal:

Animal attraction, the numbing of your flesh,
No reason to let this action wait
Your physical convultions, the quiver of your lips,
Open up, ahh! take the bait
You taste it, revolting, wishing you were dead,
The effect you'll never grow old
Oozing slime, foaming at the mouth,
So dizzy! the poison takes its toll



POWERSURGE

Em "Powersurge" o baixo de Verni começa bastante proeminente, mas logo depois todo o som é tomado pelo poder do riff da canção. Nesta faixa, o grupo aposta em um andamento um pouco mais cadenciado, sem tanta velocidade, embora sempre com o peso que o Overkill sempre imprime a suas composições. Faixa incrível!

A letra é muito interessante:

Coming out of the sun
There are battles to be won
Colors change from blue to red
Forgotten heros, piles of dead
A mass of steel, down in flame
Powersurge remains the same
Comandeer turns to dust,
The mass of steel begins to rust...



IN UNION WE STAND

O estilo da banda é mantido na sétima faixa do disco, mas em um andamento um pouco mais arrastado. A música aparenta ter bebido na fonte do Judas Priest, especialmente quando está no refrão sem, no entanto, em nenhum momento, perder o DNA do Overkill. Tem o solo mais inspirado de Gustafson no trabalho. Excepcional!

Em outra construção inteligente, a letra pode ser entendida como um clamor à união em torno do grupo:

A peaceful co-existance, is droping out of sight
So band together, together we will fight
Blasting the resistance, marching to the top
They started this, we say when it stops
Strike fear within their hearts!
Strike down those in your way
Let them know, that we live, today!!!
They throw us into flames,
Did not hear our cries
But now, from the ashes we arise...

Tornou-se um clássico do conjunto, fazendo parte de praticamente todos os shows da banda. Inclusive, ganhou um videoclipe para promoção do trabalho.



ELECTRO-VIOLENCE

Transbordando Thrash metal por todos os poros, assim é "Electro-Violence", com a marca registrada do grupo: um riff muito veloz e rápido, com a seção rítmica mantendo todo o peso. É a menor e mais direta composição do trabalho.

Como o próprio nome da música sugere, a letra é de extrema violência:

Blood! shed on everyone
Don't mistake, violence for fun
Blood! guilty fashion fiend,
What you here for, you don't fit in...!



OVERKILL II (THE NIGHTMARE CONTINUES)

A nona - e última - faixa de Taking Over é "Overkill II (The Nightmare Continues)". A última música do trabalho é a continuação da saga musical que a banda criou no seu disco de estreia e a qual é homônima ao grupo. Tendo a sonoridade Heavy Metal como base e aproveitando-se de ser a composição mais extensa do trabalho, a banda se envereda por diferentes vertentes sonoras e faz um trabalho muito interessante.

É a segunda música (o segundo capítulo) da saga Overkill, iniciada no álbum debutante:

A killer like no man,
A faster death, by one's own hand
Safety comes, when the wind is still
This the legend, Overkill!



Considerações Finais

Taking Over não esteve nem perto de ser um grande sucesso comercial, mas trouxe algo ainda mais valioso para o Overkill: a consolidação de seu nome junto ao público Heavy Metal.

Conseguiu a modesta 191ª posição na parada norte-americana de álbuns. O álbum também permitiu que o grupo continuasse excursionando e agregando mais gente à sua base de fãs.

Em 2005, Taking Over foi colocado na 450ª colocação da lista 'The 500 Greatest Rock & Metal Albums of All Time', da revista alemã Rock Hard.



Formação:
Bobby "Blitz" Ellsworth - Vocal
Bobby Gustafson - Guitarra
Rat Skates - Bateria
D.D. Verni - Baixo, Backing Vocals

Faixas:
01. Deny the Cross (Ellsworth/Gustafson/Skates/Verni) - 4:43
02. Wrecking Crew (Ellsworth/Gustafson/Skates/Verni) - 4:32
03. Fear His Name (Ellsworth/Gustafson/Skates/Verni) - 5:24
04. Use Your Head (Ellsworth/Gustafson/Skates/Verni) - 4:19
05. Fatal if Swallowed (Ellsworth/Gustafson/Skates/Verni) - 6:45
06. Powersurge (Ellsworth/Gustafson/Skates/Verni) - 4:36
07. In Union We Stand (Ellsworth/Gustafson/Skates/Verni) - 4:26
08. Electro-Violence (Ellsworth/Gustafson/Skates/Verni) - 3:45
09. Overkill II (The Nightmare Continues) (Ellsworth/Gustafson/Skates/Verni) – 7:07

Letras:
Para o conteúdo completo das letras, recomenda-se o acesso a: http://letras.mus.br/overkill/

Opinião do Blog:
Taking Over levou este "blogueiro" de volta no tempo pelo menos uns 15 anos, quando ele começou a se interessar por música e se encantou pela sonoridade Thrash Metal de bandas como Metallica, Megadeth e Testament. Quando conheceu Taking Over, este álbum teve um profundo impacto e encantamento imediato.

O tempo passou, os gostos dele se diversificaram, mas ouvir este álbum outra vez tantos anos depois teve um sentimento muito gratificante. Taking Over continua sendo um ótimo disco.

O que se tem é o típico Thrash Metal norte-americano, cheio de peso e velocidade, baseado em riffs de guitarra precisos e uma seção rítmica presente e que torna as canções pesadas. Em algumas passagens a banda também trabalha com o Heavy Metal tradicional, em uma sonoridade muito semelhante à do Judas Priest.

Não há maiores destaques individuais, a banda trabalha muito bem em conjunto, soando extremamente coesa. As letras também são simples, mas interessantes, em temáticas típicas do estilo.

Destaque total para "In Union We Stand", uma música bem acima da média. Mas há também as ótimas "Powersurge" e "Wrecking Crew", embora não existam canções fracas no trabalho.

Taking Over é um ótimo álbum de Heavy Metal, pesado e intenso, representando uma das bandas mais batalhadoras da cena norte-americana, o Overkill. Obrigatório para admiradores de um excelente Thrash Metal.

OVERKILL - TAKING OVER (1987)






Taking
Over é o segundo álbum da banda norte-americana Overkill. Seu
lançamento oficial ocorreu no ano de 1987, com suas gravações
acontecendo entre setembro e dezembro de 1986 no Pyramid Sound
Studio, em Ithaca, New York, Estados Unidos. As gravadoras responsáveis foram a Atlantic Records e a Megaforce, com a produção a cargo do
próprio grupo, Alex Perialas e Jon Zazula.












O
Overkill é das principais bandas da história do Heavy Metal
norte-americano, estando intimamente associada com a cena Thrash
Metal da costa Leste do país. Faremos a já tradicional
contextualização do período para depois se ater ao disco
propriamente dito.





O
Overkill foi formado em 1980 a partir da extinção da banda punk
"The Lubricunt", contando com Rat Skates e DD Verni. Verni
e Skates colocaram um anúncio à procura de um guitarrista e de um
vocalista, sendo respondido pelo guitarrista Robert Pisarek e pelo
vocalista Bobby Ellsworth. Assim surgiu a primeira encarnação do
Overkill.





Depois
de rejeitarem vários nomes, incluindo "Virgin Killer", a
banda finalmente se estabeleceu sob o nome Overkill.





Ainda
sob o nome de Virgin Killer, o repertório era formado por canções
de grupos punk como Connor Neeson, The Ramones, Aron McGarrigle, The
Dead Boys e outros.








DD Verni




Já
no final de 1980, o setlist passou a incorporar músicas de bandas
como Motörhead ("Overkill", e metade do álbum Ace of
Spades) , Judas Priest ("Tyrant"), e da clássica banda
Riot.





Assim,
junto com o novo influxo de covers de heavy metal, a banda ainda
tocava um punhado de covers de origem punk, mas com distorção extra
e extremas intensidade e velocidade.





Entre
1981 e o início de 1983, o grupo passou por diversas trocas de
guitarristas, passando a se fixar com Bobby Gustafson.





Desde
então, o grupo passou a compor músicas próprias, como "Grave
Robbers" (depois nomeada “Raise The Dead"), "Overkill",
e "Unleash The Beast (Within), e, depois, surgiriam "Death
Rider" e "Rotten to the Core".





A
banda tornou-se conhecida em clubes noturnos de New York e New Jersey, como o L'Amours. Verni deu a Ellsworth o apelido de "Blitz",
devido ao seu estilo de vida peculiar.





Em
1983, a formação com Rat Skates, D.D. Verni, Bobby Gustafson e
Bobby Blitz, lançou a demo Power in Black, uma gravação que fez
tanto impacto no circuito comercial de fitas “underground” como
demos de bandas de Thrash Metal da tradicional “Bay Area” como
Exodus e Testament.






Power
in Black deu ao grupo duas aparições em compilações de Metal.
"Feel The Fire” foi incluída na "New York Metal '84”
e “Death Rider” apareceu no volume V da lendária série Metal
Massacre.





A
banda também foi capaz de garantir um pequeno contrato de gravação
com a Azra/Metal Storm Records, o qual resultou no EP Overkill, de
1984. Este se esgotou rapidamente, impulsionando instantaneamente a
banda como uma das principais do movimento Thrash Metal.





O
EP serviu, principalmente, para despertar o interesse de gravadoras
em relação à banda. Jon Zazula, proprietário da Megaforce Records
(o mais importante selo independente de Heavy Metal da época) foi um
deles.





A
Megaforce Records assinou um contrato de gravação com o Overkill
para vários álbuns, lançando seu álbum de estreia em 1985, Feel
The Fire.





Feel
The Fire é aclamado por muitos críticos e fãs como uma obra-prima
do thrash metal, sendo o responsável por consolidar a posição da
banda como uma das forças motrizes da cena Thrash Metal da Costa
Leste norte-americana.







Bobby Ellsworth




A
banda passou a maior parte de 1985 e 1986 em turnê para promover
Feel The Fire, começando como apoio/abertura para o Megadeth (que
lançara “Peace Sells") e depois na Europa com o Anthrax e
Agent Steel.





Já
em 1987, o Overkill lança seu segundo álbum de inéditas oficial,
Taking Over.





Foi
o último álbum do Overkill a ter o baterista Rat Skates, que foi
substituído por Sid Falck.





A
capa é bastante simples, com uma fotografia do conjunto. Vamos às
faixas:





DENY
THE CROSS





Abre o trabalho a faixa "Deny The Cross". Rat Skates marca o ritmo na introdução da música, a qual se inicia lentamente, mas que acaba deslanchando em um thrash metal bastante veloz e pesado. Ótimos vocais de Ellsworth, especialmente no empolgante refrão que embala a música.





As
letras são boas e violentas, em tom de negação:





Draw
and quarter, slice the meat


Now
there's something, more to eat


Nothing
left there is, just a frame


This
poor soul, has no name


Back
to dirt!


Six
feet deep!


I
take a breath!


Long
and deep!












WRECKING
CREW





A segunda canção do álbum mantém o ritmo e a velocidade da faixa anterior. "Wrecking Crew" tem um riff bastante rápido e pesado, com a guitarra de Gustafson soando maravilhosamente. O refrão é novamente muito empolgante, em outra ótima composição por parte da banda.





Usando
uma inteligente metáfora, a música estabelece uma conexão entre
banda e público:





Destruction
is a way life


Destruction,
mayhem, havoc, strife


Crack
a smile, here the sound


Watch
'em crumble to the ground



Innocence
ain't no excuse,



Slip
your neck inside the noose



Pay
in blood I demand,



The
wreckin' crew is outta hand





“Wrecking
Crew” se transformou em um dos grandes clássicos do Overkill,
presença constante em seu setlist. É tão significativa que acabou
se tornando o nome do endereço do site oficial do grupo.












FEAR
HIS NAME





"Fear His Name" possui uma introdução um pouco mais longa e aposta em um ritmo mais cadenciado, especialmente se comparada às faixas anteriores. O riff é mais baseado no Heavy Metal tradicional, em uma construção bastante interessante. A partir do meio da faixa, o Thrash Metal volta, mas com menos peso que o usual. Ótima música.





A
letra tem um notável aspecto sombrio:





The
defeated lay, lifeless in the pit



His
face reflects the horror of his victems in tenfold



A
death of deaths,



All
evil fear his name!



Struck
down, by a man!



His
severed limbs ooze oceans of our blood



...man
stands, oh knee deep, within..!



Paused
to scream, this is not a sin,



I
have done your will, I've delivered



From
this day forth, known as the avenger












USE
YOUR HEAD





O Thrash Metal volta com toda a força em "Use Your Head", especialmente em sua introdução. Novamente, o riff é veloz e pesado, mas o maior destaque é a interpretação feita por Ellsworth, repleta de malícia, complementando o significado das letras da composição.





A
letra tem clara conotação sexual:





Take
me to the top, never never stop


So
pretty what's your name, where ya from



I
see you like the band,



Don't
leave me with my hand,



Stick
around I'll throw you a bone












FATAL
IF SWALLOWED





Após uma pesada e sombria introdução, o Overkill aposta novamente em seu tradicional thrash metal, com um riff bastante rápido e com a dose exata de peso (que me lembra o primeiro álbum do Anthrax). Destaque para o sempre presente baixo de D.D. Verni e o bom solo de Gustafson.





A
letra tem uma conotação sexual, mas com apelo mortal:





Animal
attraction, the numbing of your flesh,



No
reason to let this action wait


Your
physical convultions, the quiver of your lips,



Open
up, ahh! take the bait


You
taste it, revolting, wishing you were dead,



The
effect you'll never grow old


Oozing
slime, foaming at the mouth,



So
dizzy! the poison takes its toll












POWERSURGE





Em "Powersurge" o baixo de Verni começa bastante proeminente, mas logo depois todo o som é tomado pelo poder do riff da canção. Nesta faixa, o grupo aposta em um andamento um pouco mais cadenciado, sem tanta velocidade, embora sempre com o peso que o Overkill sempre imprime a suas composições. Faixa incrível!





A
letra é muito interessante:





Coming
out of the sun



There
are battles to be won



Colors
change from blue to red


Forgotten
heros, piles of dead


A
mass of steel, down in flame


Powersurge
remains the same


Comandeer
turns to dust,



The
mass of steel begins to rust...












IN
UNION WE STAND





O estilo da banda é mantido na sétima faixa do disco, mas em um andamento um pouco mais arrastado. A música aparenta ter bebido na fonte do Judas Priest, especialmente quando está no refrão sem, no entanto, em nenhum momento, perder o DNA do Overkill. Tem o solo mais inspirado de Gustafson no trabalho. Excepcional!





Em
outra construção inteligente, a letra pode ser entendida como um
clamor à união em torno do grupo:





A
peaceful co-existance, is droping out of sight


So
band together, together we will fight


Blasting
the resistance, marching to the top


They
started this, we say when it stops


Strike
fear within their hearts!



Strike
down those in your way



Let
them know, that we live, today!!!



They
throw us into flames,



Did
not hear our cries



But
now, from the ashes we arise...





Tornou-se
um clássico do conjunto, fazendo parte de praticamente todos os
shows da banda. Inclusive, ganhou um videoclipe para promoção do
trabalho.












ELECTRO-VIOLENCE





Transbordando Thrash metal por todos os poros, assim é "Electro-Violence", com a marca registrada do grupo: um riff muito veloz e rápido, com a seção rítmica mantendo todo o peso. É a menor e mais direta composição do trabalho.





Como
o próprio nome da música sugere, a letra é de extrema violência:





Blood!
shed on everyone



Don't
mistake, violence for fun



Blood!
guilty fashion fiend,



What
you here for, you don't fit in...!












OVERKILL
II (THE NIGHTMARE CONTINUES)





A nona - e última - faixa de Taking Over é "Overkill II (The Nightmare Continues)". A última música do trabalho é a continuação da saga musical que a banda criou no seu disco de estreia e a qual é homônima ao grupo. Tendo a sonoridade Heavy Metal como base e aproveitando-se de ser a composição mais extensa do trabalho, a banda se envereda por diferentes vertentes sonoras e faz um trabalho muito interessante.





É
a segunda música (o segundo capítulo) da saga Overkill, iniciada no
álbum debutante:





A
killer like no man,



A
faster death, by one's own hand


Safety
comes, when the wind is still



This
the legend, Overkill!












Considerações
Finais





Taking
Over não esteve nem perto de ser um grande sucesso comercial, mas
trouxe algo ainda mais valioso para o Overkill: a consolidação de
seu nome junto ao público Heavy Metal.





Conseguiu
a modesta 191ª posição na parada norte-americana de álbuns. O
álbum também permitiu que o grupo continuasse excursionando e
agregando mais gente à sua base de fãs.





Em
2005, Taking Over foi colocado na 450ª colocação da lista 'The 500
Greatest Rock & Metal Albums of All Time', da revista alemã Rock
Hard.












Formação:


Bobby
"Blitz" Ellsworth - Vocal


Bobby
Gustafson - Guitarra


Rat
Skates - Bateria



D.D.
Verni - Baixo, Backing Vocals





Faixas:


01.
Deny the Cross (Ellsworth/Gustafson/Skates/Verni) - 4:43


02.
Wrecking Crew (Ellsworth/Gustafson/Skates/Verni) - 4:32


03.
Fear His Name (Ellsworth/Gustafson/Skates/Verni) - 5:24


04.
Use Your Head (Ellsworth/Gustafson/Skates/Verni) - 4:19


05.
Fatal if Swallowed (Ellsworth/Gustafson/Skates/Verni) - 6:45


06.
Powersurge (Ellsworth/Gustafson/Skates/Verni) - 4:36


07.
In Union We Stand (Ellsworth/Gustafson/Skates/Verni) - 4:26


08.
Electro-Violence (Ellsworth/Gustafson/Skates/Verni) - 3:45


09.
Overkill II (The Nightmare Continues)
(Ellsworth/Gustafson/Skates/Verni) – 7:07





Letras:


Para
o conteúdo completo das letras, recomenda-se o acesso a:
http://letras.mus.br/overkill/





Opinião
do Blog:


Taking Over levou este "blogueiro" de volta no tempo pelo menos uns 15 anos, quando ele começou a se interessar por música e se encantou pela sonoridade Thrash Metal de bandas como Metallica, Megadeth e Testament. Quando conheceu Taking Over, este álbum teve um profundo impacto e encantamento imediato.





O tempo passou, os gostos dele se diversificaram, mas ouvir este álbum outra vez tantos anos depois teve um sentimento muito gratificante. Taking Over continua sendo um ótimo disco.





O que se tem é o típico Thrash Metal norte-americano, cheio de peso e velocidade, baseado em riffs de guitarra precisos e uma seção rítmica presente e que torna as canções pesadas. Em algumas passagens a banda também trabalha com o Heavy Metal tradicional, em uma sonoridade muito semelhante à do Judas Priest.





Não há maiores destaques individuais, a banda trabalha muito bem em conjunto, soando extremamente coesa. As letras também são simples, mas interessantes, em temáticas típicas do estilo.





Destaque total para "In Union We Stand", uma música bem acima da média. Mas há também as ótimas "Powersurge" e "Wrecking Crew", embora não existam canções fracas no trabalho.





Taking Over é um ótimo álbum de Heavy Metal, pesado e intenso, representando uma das bandas mais batalhadoras da cena norte-americana, o Overkill. Obrigatório para admiradores de um excelente Thrash Metal.