2XS é o décimo terceiro álbum de
estúdio da banda escocesa Nazareth. Seu lançamento oficial
aconteceu em fevereiro de 1982, através do selo A&M Records. A
produção ficou a cargo de John Punter.
Loud 'n' Proud é o quarto álbum de estúdio da banda escocesa Nazareth. Seu lançamento oficial aconteceu em novembro de 1973, através do selo Mooncrest. As gravações ocorreram durante aquele mesmo ano e a produção ficou sob a responsabilidade de Roger Glover.
O Nazareth volta ao Blog com outro de seus álbuns mais importantes. O Blog vai tratar dos fatos que antecederam ao lançamento do álbum para depois se ater ao disco propriamente dito.
Em maio de 1973, o Nazareth lançava o clássico Razamanaz.
O álbum acabou sendo o primeiro sucesso comercial do grupo, especialmente no Reino Unido, onde alcançou o 11º lugar na principal parada de sucessos daquele país.
Dois singles de muito sucesso extraídos do trabalho foram “Bad Bad Boy” e “Broken Down Angel”. Ambas atingiram o Top 10 da parada de singles britânica.
Manny Charlton
A gravadora com a qual o Nazareth estava assinado, a Mooncrest (uma subsidiária da B&C – bem como foi seu primeiro selo, o Pegasus), quis manter a curva ascendente de sucesso do grupo.
Isto pode ser sentido do ponto de vista da gravadora B&C - a empresa não perdeu a fé no Nazareth, mesmo quando Exercises, de 1972, seu segundo álbum de estúdio, em partes inspiradas pelo clássico American Beauty, do Grateful Dead, fracassou, e agora a companhia queria um retorno sobre o investimento que foi feito na banda.
Desta forma, o Nazareth se viu de volta ao estúdio trabalhando em um novo álbum no prazo de apenas seis meses do lançamento de Razamanaz.
O grande estouro da banda no Reino Unido se deu muito pela força de suas próprias composições presentes no álbum Razamanaz. Com a mesma formação que o havia gravado, para seu sucessor, o grupo trouxe a ideia de fazer covers totalmente frescas, com canções fortes escritas por outros artistas e que lhes trouxeram sucesso no exterior.
Uma amostra disto foi o sucesso do cover para “This Flight Tonight”, especialmente no Canadá. Ela foi retirada do grande álbum Blue, da cantora canadense Joni Mitchell, lançado em 1970.
Na verdade, o Nazareth praticamente reescreveu a composição.
O que eles fizeram foi levar a música de suas raízes, uma balada de forte inspiração Folk, para linhas pesadas próximas ao Heavy Metal da época.
Não admira, então, que Joni Mitchell ficou tão atordoada quando a ouviu e acabou amando esta versão, chegando mesmo a chamá-la de uma canção do Nazareth a partir de então.
Outra coisa que o Nazareth estava prestes a descobrir sobre a música como negócio, e seu caminho para o sucesso em uma escala global, foi a de que não há como contabilizar os gostos diferentes, no mercado de singles de país para país.
Darrell Sweet
Por exemplo, as músicas que eles lançaram como singles na América do Sul (especialmente no Brasil) tornaram-se grandes sucessos por lá, embora essas mesmas composições nem sequer tenham tocado nas rádios em qualquer outro lugar do mundo.
A capa de Loud 'n' Proud apresenta um pavão e é obra do artista Dave Field.
Vamos às faixas:
GO DOWN FIGHTING
Já em sua primeira faixa, Loud 'n' Proud mostra a que o Nazareth veio. A canção possui um riff forte, a presença muito intensa do baixo de Pete Agnew e ótima atuação do vocalista Dan McCafferty. Peso, swing e melodia em doses precisas.
A letra fala sobre espírito de luta:
Well I know you're thinkin'
That the odds is on your side
But the first thing you gotta learn is
That it just don't come down to size
I can see the seeds of doubt
Begin to grow on your face
If you wanna back down now
You know that's no disgrace
NOT FAKING IT
O ritmo continua pesado, intenso, embora com o balanço típico do Hard Rock do Nazareth. Em "Not Faking It", o grupo aposta em uma sonoridade mais agressiva, a qual lembra o Deep Purple, mas que é amenizada durante o ótimo refrão.
A letra é divertida e brinca com figuras históricas:
Tricky dicky was a fast talker
But his promises were always a lie
Nostradamus was a doomwatcher
Predicted when we're gonna die
Cleopatra was a love giver
Jesse James was a born killer
Me, I'm just a rock'n'roll singer
TURN ON YOUR RECEIVER
A guitarra de Manny Charlton é um ótimo destaque desta composição, ditando o ritmo e promovendo o 'balanço' da canção com um riff muito criativo. O solo do guitarrista também é ótimo. Boa música.
A letra brinca com a fé:
Turn on your receiver
There's a message comin' through
Keep your hands off my woman
Keep your hands to yourself
Keep your hands off my woman
TEENAGE NERVOUS BREAKDOWN
Já nesta faixa, o Nazareth desenvolve uma típica sonoridade dos tempos iniciais do Hard Rock, ou seja, muito baseada no Blues norte-americano. O baixo de Pete Agnew é quem determina o balanço. Ótima presença dos vocais de McCafferty.
A letra fala sobre o próprio Rock 'n' Roll:
Well, some contend that this rock'n'roll
Is bad for the body, bad for the soul
Bad for the heart, bad for the mind
Bad for the deaf and bad for the blind
It makes some men crazy and then they talk like fools
It makes some men crazy and then they start to drool
Trata-se de um cover para “Teenage Nervous Shakedown”, canção da banda norte-americana Little Feat, presente em seu álbum Sailin' Shoes, lançado em 1972.
FREE WHEELER
Já em "Free Wheeler", o andamento é mais cadenciado, mas o grupo não abre mão do seu peso típico. As incursões da guitarra de Manny Charlton são precisas e oferecem o seu (ótimo) típico feeling. O bom trabalho de percussão é feito por Roger Glover, produtor do álbum e baixista do Deep Purple.
A letra fala sobre liberdade:
I'm a freewheeler, living undercover
When things get hot I have to move out fast
When they know I'm lyin', the women come cryin'
But still I go the road I choose to go
THIS FLIGHT TONIGHT
Em "This Flight Tonight", o Nazareth faz um grande trabalho. A atuação do vocalista Dan McCafferty é brilhante, bem como a do baixista Pete Agnew. A fusão de intensidade, melodia e malícia é muito bem construída. Versão muito interessante.
A letra fala sobre o amor:
It wasn't the one that you gave to me
That night down south between the trailers
Not the early one that you wish upon
Not the northern one that guides in the sailors
“This Flight Tonight” acabou por se tornar uma das canções favoritas dos fãs do Nazareth.
Conforme foi dito, trata-se de uma versão cover para “This Flight Tonight”, da cantora canadense Joni Mitchell, presente em seu álbum Blue, de 1970.
O baixista Pete Agnew relembrou em uma entrevista que a banda ouvia muito Joni Mitchell nas vans que os levavam para shows, sendo Blue o disco favorito e “This Flight Tonight” a canção predileta.
Joni acabou gostando muito da versão que o Nazareth fez para a sua música, especialmente depois que o single se tornou um grande sucesso internacional. Certa feita, em um show dela em Londres, ela fez uma homenagem muito cortês ao grupo, afirmando ao tocar “This Flight Tonight”: “'I'd like to open with a Nazareth song'!” (algo como: “Eu gostaria de abrir (o show) com uma canção do Nazareth”).
“This Flight Tonight” foi o principal single lançado para promover Loud 'n' Proud. Atingiu o ótimo 11º lugar na principal parada britânica desta natureza. Também conquistou o 27º lugar na parada canadense de singles, bem como a 1ª posição na correspondente alemã, país no qual se tornou um gigantesco sucesso.
CHILD IN THE SUN
O ritmo intenso e urgente de Loud 'n' Proud cai vertiginosamente em "Child in the Sun", mas isto não é necessariamente ruim. A composição possui um andamento mais arrastado, pouco peso e uma melodia calma e suave. O bom trabalho da seção rítimica e da guitarra de Manny Charlton apenas realçam a atuação impecável dos vocais de McCafferty.
A letra fala sobre busca de redenção:
Take me down to the river
Take me down to the sea
Where I can drown all my sorrows
Wash all my troubles away
Watch all my cares sail away
THE BALLAD OF HOLLIS BROWN
A oitava - e última - faixa de Loud 'n' Proud é "The Ballad of Hollis Brown". O Nazareth apresenta um ritmo intenso, bem pesado, mas lentamente desenvolvido, tornando a canção bastante arrastada. A atuação impecável de McCafferty, em conjunto com a sonoridade desenvolvida, transmite de maneira precisa o desespero apresentado na letra.
A letra fala sobre desespero:
Way out in the wilderness a cold coyote calls Way out in the wilderness a cold coyote calls Your eyes fix on the shotgun That's hangin' on the wall
Trata-se de uma versão para o Blues, composto pelo cantor e compositor norte-americano, Bob Dylan, de mesmo nome. Ela foi originalmente lançada em 1964, no álbum de Dylan chamado The Times They Are A-Changin'.
A letra conta a história de um fazendeiro que, desesperado com a pobreza, acaba matando toda a família e se suicidando também.
Considerações Finais
Catapultado pelo sucesso da versão para “This Flight Tonight”, Loud 'n' Proud acabou conseguindo o seu objetivo de manter o Nazareth em sua linha ascendente de sucesso.
O álbum acabou conquistando o ótimo 10º lugar na principal parada britânica de discos, enquanto ficou com a modesta 150ª posição na correspondente norte-americana. Em compensação, angariou as ótimas 9ª e 17ª colocações nas paradas de Noruega e Canadá, respectivamente.
Tão importante quanto o sucesso comercial e de crítica foi o fato de Loud 'n' Proud solidificar o estilo estético/sonoro que a banda havia projetado em Razamanaz, mostrando que o grupo estava no caminho certo.
Ao lançamento do álbum se seguiu uma outra bem-sucedida turnê.
E em cerca de 6 meses após o lançamento de Loud 'n' Proud, o grupo já soltava seu novo trabalho para aproveitar o sucesso crescente, o ótimo Rampant, de 1974.
Loud 'n' Proud é o outro fruto da fase mais interessante, prolífica e criativa do Nazareth, em outras palavras, o início dos anos 70. O conjunto de canções presentes na obra são uma boa amostra do alto nível que o grupo apresentava em seu início de carreira.
Ao se escutar o disco, é bastante palpável o nível de entrosamento dos músicos que compunham o Nazareth, bem como suas qualidades. A seção rítmica formada pelo baixista Pete Agnew e o baterista Darrell Sweet dita o ritmo e oferece o swing característico do Hard Rock do conjunto escocês.
O bom guitarrista Manny Charlton promove riffs e solos que apontam para sua sensibilidade e feeling aguçados. Mas o Blog destaca o vocalista Dan McCafferty, a quem julga bastante subestimado, pois, sua voz marcante e sua atuação altamente impressiva, são, muito possivelmente, as grandes responsáveis pela qualidade do trabalho.
As letras merecem uma conferida, especialmente a de "The Ballad of Hollis Brown", imprescindível para a compreensão da proposta musical da faixa.
Loud 'n' Proud, se tem um pecado, é o alto número de versões cover (3 de 8 faixas), mesmo que o resultado final delas seja elevado.
As pesadas e 'hardeiras' "Go Down Fighting" e "Not Faking It" já abrem o álbum em ritmo intenso e acelerado, despejando adrenalina no ouvinte. O mesmo acontece com a excelente "Free Wheeler", bem possivelmente, a preferida do Blog.
Ainda merecem destaque a grande versão para "This Flight Tonight" e a tocante balada "Child in the Sun", a qual possui uma atuação soberba de McCafferty.
Enfim, Loud 'n' Proud é outro trabalho de peso na discografia do Nazareth, apresentando uma banda em ascensão e cujo ápice seria o inesquecível Hair of the Dog (1975), ao menos em termos comerciais. Concluindo, o RAC recomenda tanto a discografia inicial do grupo escocês quanto o ótimo Loud 'n' Proud, este, uma boa amostra do que o Hard Rock setentista era capaz.
Loud
'n' Proud é o quarto álbum de estúdio da banda escocesa Nazareth.
Seu lançamento oficial aconteceu em novembro de 1973, através do
selo Mooncrest. As gravações ocorreram durante aquele mesmo ano e a
produção ficou sob a responsabilidade de Roger Glover.
Razamanaz é o terceiro álbum de estúdio da banda
escocesa chamada Nazareth. Seu lançamento oficial ocorreu no mês de maio de
1973 através do selo Mooncrest (no Reino Unido) e do A&M (nos Estados
Unidos). As gravações aconteceram nos estúdios The Ganghut, em Jamestown, na
Escócia com o auxílio do estúdio móvel da Pye Records, entre dezembro de 1972 e
março de 1973. As mixagens foram realizadas no AIR Studios, em Londres, com a
produção do disco sob responsabilidade do baixista do Deep Purple, Roger Glover.
Uma das mais produtivas e batalhadoras bandas do
Hard Rock, o Nazareth é um nome importante do estilo (e um dos mais
subestimados também). Na década de 70, o grupo lançou vários álbuns de ótima
qualidade. O Blog vai contar resumidamente a história do grupo para depois
abordar o álbum propriamente dito.
Os primórdios do Nazareth datam de 1961, oriundos
de uma banda chamada The Shadettes, formada pelo baixista Pete Agnew, na cidade
escocesa de Dunfermline.
Alguns anos depois entraram para a banda o baterista
Darrell Sweet e o vocalista Dan McCafferty, este último, colega de escola desde
a infância do baixista Pete Agnew.
Fazendo seus covers e shows nos bares noturnos da
região de Dunfermline, o The Shadettes ia criando fama na sua área de atuação.
Mas tudo começaria a mudar em 1968.
Pete Agnew
Foi naquele ano que o guitarrista espanhol de nome
Manny Charlton entrou para a banda. Um pouco mais velho e experiente, Manny
incentivou os demais componentes do grupo a começarem a compor músicas
próprias.
Assim, a banda decidiu que era o momento de tentar
mudar de patamar. A primeira transformação foi o nome da banda, que passou a
ser Nazareth.
Com Dan McCafferty nos vocais, Pete Agnew no baixo,
Manny Charlton na guitarra e Darrell Sweet na bateria, o Nazareth deixa a Escócia
e parte para Londres, na Inglaterra, já em 1970. Em uma metrópole, as chances e
oportunidades para o grupo crescer seriam bem maiores.
Já em 1971 e pelo selo Pegasus, a banda lançou seu
primeiro álbum, chamado apenas de Nazareth. O disco continha 9 canções, sendo 8
autorais e 1 cover, “Morning Dew”, do Bonnie Dobson.
Embora um trabalho interessante e, nos dias atuais,
seja considerado um clássico pelos fãs da banda, o primeiro álbum do Nazareth
não fez qualquer sucesso e praticamente não obteve nenhuma repercussão,
especialmente em matéria de vendagem.
Em julho de 1972 saiu o segundo álbum de estúdio do
grupo, Exercises. Desta vez a banda conseguiu mais atenção da mídia, mesmo que
pequena.
Exercises continha 10 canções, todas autorais, bem
como uma linguagem mais suave, com muitos arranjos acústicos e uma mais densa
influência Folk. Trata-se de um trabalho que foge ao som clássico que o
Nazareth desenvolveu durante sua carreira.
Pouco tempo depois, a banda mudou para a gravadora
Mooncrest (a qual relançaria os dois primeiros álbuns do grupo). E começaria a
trabalhar em seu terceiro álbum de estúdio, Razamanaz.
O Nazareth excursionou juntamente com o Deep
Purple, já um dos gigantes do Rock naquela época. Foi uma excelente
oportunidade para o grupo ficar mais conhecido entre os fãs do estilo.
Dan McCafferty
Além disto, foi nesta ocasião que a banda conheceu
Roger Glover, o baixista do Deep Purple, que aceitou o convite para ser o
produtor do novo álbum do grupo.
O disco foi gravado em um estúdio chamado The
Ganghut, na cidade de Jamestown, na Escócia, com o auxílio do estúdio móvel da
Pye Records. A mixagem ocorreu no AIR Studios, em Londres. Todo processo
ocorreu entre dezembro de 1972 e março de 1973.
A capa é bastante simples, com um relâmpago
estilizado. Vamos às canções:
RAZAMANAZ
A faixa de abertura do álbum é uma pedrada. Um riff
bem pesado, impactante e com força suficiente para os fãs vibrarem. O ritmo é
mais cadenciado, mas é uma excelente amostra do que era o Hard Rock setentista
em sua fase mais inicial. Excepcional abertura do trabalho!
A letra mostra como seria uma apresentação do
grupo:
All of the world loves a raver
We're playin' for ravers who savor
the flavor
You all appear calm and collected
Razamanazin'
you never expected
ALCATRAZ
Peso e melodia se misturam nesta versão de “Alcatraz”,
de Leon Russell. O riff principal é contagiante e a música empolga, mas o maior
destaque vai para a maciça presença do baixo de Pete Agnew. Bom momento do
trabalho.
A letra fala sobre alguém voltando ao presídio de
Alcatraz:
Local chief's on the radio
He's got some hungry mouths to feed
Goin' back to
Alcatraz
Here comes Uncle Sam again with the
same old bag of beans
VIGILANTE MAN
“Vigilante Man” é outra versão do Nazareth para uma
canção de terceiros, desta feita, uma composição de Woody Guthrie. Na maior
parte da faixa, o ritmo é arrastado, com o baixo dando certo peso, mas com o
andamento bem lento. Destaque total para os vocais de Dan McCafferty.
A letra é simples e espelha a vida comum:
I've been hearin' his name all over
this land
Lonely nights down in the engine
house
Sleepin' just as still as a mouse
Man comes home, chase the crowds in
the rain
That's a
vigilante man
WOKE UP THIS MORNING
A guitarra de Manny Charlton começa bastante
saliente no início da canção, posteriormente se desenvolvendo em um riff
bastante criativo e contagiante. O andamento é mais lento, com o baixo de Agnew
bem presente, além dos bons solos de Charlton. Ótima faixa!
A letra é uma brincadeira com a fugacidade da vida:
Woke up this morning
My dog was dead
Someone disliked him
And shot him through the head
I woke up this morning
And my cat had died
I’m gonna miss her
Sat down and cried
“Woke Up This Morning” é uma regravação da canção
que estava presente no primeiro álbum da banda.
NIGHT WOMAN
A bateria de Darrell Sweet e o baixo de Pete Agnew
dão o ritmo inicial de “Night Woman”. O andamento da música é lento com a
presença da guitarra distorcida de Manny Charlton. Embora a percussão seja
bastante proeminente e haja momentos interessantes, não é dos momentos mais
sublimes do disco.
A letra fala sobre uma mulher ideal imaginária:
Comes, stays, then disappears
In the morning sun my vision clears
I could smell the roses in her hair
But when I awoke she was not there
BAD BAD BOY
Muita melodia e intensidade, com o peso na medida
certa, constroem um dos mais criativos riffs do Hard Rock Setentista. O riff
transpira sensualidade e baixo e bateria fazem um acompanhamento preciso e
contando com a interpretação fantástica de Dan McCafferty. Um grande clássico
do Rock!
A letra fala de um jovem malicioso:
Then I'm gonna rip you off
There seems to be no end
Of women who are lookin' for a man
My services
don't come cheap
But I help out when I can
Um grande clássico, “Bad Bad Boy” foi lançada como
single para promover o álbum. Ela alcançou a ótima 10ª posição da parada
britânica de singles, permanecendo na mesma por 9 semanas consecutivas.
SOLD MY SOUL
Bastante peso e um ritmo mais cadenciado marcam o
início de “Sould My Soul”. O clima é mais tenso e melancólico que o do restante
do álbum, mas formam uma das canções mais interessantes do mesmo. McCafferty
canta de maneira soberba, casando perfeitamente sua voz ao clima denso do
instrumental. Espetáculo!
A letra é bastante tensa:
I prayed to God and Jesus
But I guess they didn't hear
My sacrifice was useless
My pleas fell on deaf ears
So I cried in
desperation
Bowed to evil
sorcery
TOO BAD TOO SAD
Na menor faixa do disco, o Nazareth aposta em um
Hard Rock típico setentista, com o ritmo e a velocidade nas doses exatas
compondo o riff principal da canção. A empolgação é grande, o solo de Charlton
é ótimo e os vocais de Dan também. Outro ponto alto do trabalho!
A letra é inteligente e fala da temporariedade da
felicidade:
Had a pretty wife
She was all I could need
Gave me what I wanted
Never had to plead
One day a man called
And he put me wise
Shes doin'
the same thing
With ten
other guys
BROKEN DOWN ANGEL
Um riff muito melódico e suave é a base para a nona
– e última – faixa de Razamanaz, “Broken Down Angel”. Embora não seja uma
balada, o andamento da canção é mais cadenciado e ela possui bem menos peso que
suas antecessoras. Outra excelente composição.
A letra fala de uma decepção amorosa:
She's only a bird that's broke her
wing
She's only someone, somone who's
gone wrong
She's only a child that's lost her
way
“Broken Down Angel” é outro clássico do Nazareth, a
qual se tornou muito popular e presença certa nos shows da banda, especialmente
por volta dos anos 70.
Lançada como single, atingiu a 9ª colocação da
principal parada britânica desta natureza, onde permaneceu por cerca de 11
semanas consecutivas.
Considerações
Finais
Impulsionado por dois clássicos que se tornaram
singles de muito sucesso (“Broken Down Angel” e “Bad Bad Boy”), o álbum
Razamanaz também acabou se tornando o primeiro sucesso comercial do Nazareth.
Razamanaz atingiu a excelente 11ª posição da
principal parada britânica de álbuns, embora tenha conseguido apenas a inexpressiva
157ª posição de sua correspondente norte-americana. Mas no Canadá o álbum
obteve a 39ª colocação, bem como a 48ª na parada germânica.
Aproveitando o sucesso de Razamanaz e,
especialmente, dos dois singles do álbum, o grupo entrou novamente em estúdio
naquele mesmo ano e lançou outro trabalho ainda em 1973, o ótimo Loud ‘N’
Proud.
O Nazareth nunca gozou de muito prestígio com a
mídia especializada sobre música. Entretanto, o Blog pensa que, para fãs de
Hard Rock Setentista, é uma obrigação o ouvinte pelo menos ter contato com o
grupo escocês.
Foi naquela década que a banda lançou ótimos
álbuns como Hair Of The Dog, Rampant e o excelente Razamanaz, apenas
como exemplo. A discografia do Nazareth da década de 70 deve ser ouvida e
apreciada com muita atenção.
Razamanaz é um álbum muito sólido. Suas composições
são muito bem estruturadas, o som empolga e cativa, pois os escoceses esbanjam
talento em comporem melodias que conquistam os fãs de seu estilo.
Dan McCafferty é um excelente vocalista. Durante
todo o álbum, sua voz consagra as ótimas canções do disco. Ele é citado como
forte influência do vocalista do Guns ‘N Roses, Axl Rose.
Manny Charlton também se mostra criativo e
cativante em seus riffs e solos. E, talvez por um baixista ser o produtor do
disco (Roger Glover), o baixo de Pete Agnew está presente por todo o disco de
maneira intensa.
As letras são interessantes e valem uma olhadela em
seu conteúdo.
Clássicos como “Bad Bad Boy” e “Broken Down Angel”
dispensam maiores comentários, dadas suas qualidades inquestionáveis. “Too Bad
Too Sad” e “Razamanaz” também são ótimas e não há muitas palavras que possam
descrever a beleza e intensidade da excepcional “Sold My Soul”.
Mesmo a regravação da boa “Woke Up This Morning” e
a presença de dois covers (ambas coisas que não costumam me agradar) não
diminuem o valor absurdo de Razamanaz.
Sendo assim, o Blogeiro confessa ser um fã da banda
Nazareth e pede que o leitor deixe o preconceito de lado e dê uma chance para
o som dos escoceses. Especialmente indicado para fãs de Hard Rock Setentista.
Razamanaz é o terceiro álbum de estúdio da banda escocesa chamada Nazareth. Seu lançamento oficial ocorreu no mês de maio de 1973 através do selo Mooncrest (no Reino Unido) e do A&M (nos Estados Unidos). As gravações aconteceram nos estúdios The Ganghut, em Jamestown, na Escócia com o auxílio do estúdio móvel da Pye Records, entre dezembro de 1972 e março de 1973. As mixagens foram realizadas no AIR Studios, em Londres, com a produção do disco sob responsabilidade do baixista do Deep Purple, Roger Glover.
Uma das mais produtivas e batalhadoras bandas do Hard Rock, o Nazareth é um nome importante do estilo (e um dos mais subestimados também). Na década de 70, o grupo lançou vários álbuns de ótima qualidade. O Blog vai contar resumidamente a história do grupo para depois abordar o álbum propriamente dito.
Os primórdios do Nazareth datam de 1961, oriundos de uma banda chamada The Shadettes, formada pelo baixista Pete Agnew, na cidade escocesa de Dunfermline.
Alguns anos depois entraram para a banda o baterista Darrell Sweet e o vocalista Dan McCafferty, este último, colega de escola desde a infância do baixista Pete Agnew.
Fazendo seus covers e shows nos bares noturnos da região de Dunfermline, o The Shadettes ia criando fama na sua área de atuação. Mas tudo começaria a mudar em 1968.
Pete Agnew
Foi naquele ano que o guitarrista espanhol de nome Manny Charlton entrou para a banda. Um pouco mais velho e experiente, Manny incentivou os demais componentes do grupo a começarem a compor músicas próprias.
Assim, a banda decidiu que era o momento de tentar mudar de patamar. A primeira transformação foi o nome da banda, que passou a ser Nazareth.
Com Dan McCafferty nos vocais, Pete Agnew no baixo, Manny Charlton na guitarra e Darrell Sweet na bateria, o Nazareth deixa a Escócia e parte para Londres, na Inglaterra, já em 1970. Em uma metrópole, as chances e oportunidades para o grupo crescer seriam bem maiores.
Já em 1971 e pelo selo Pegasus, a banda lançou seu primeiro álbum, chamado apenas de Nazareth. O disco continha 9 canções, sendo 8 autorais e 1 cover, “Morning Dew”, do Bonnie Dobson.
Embora um trabalho interessante e, nos dias atuais, seja considerado um clássico pelos fãs da banda, o primeiro álbum do Nazareth não fez qualquer sucesso e praticamente não obteve nenhuma repercussão, especialmente em matéria de vendagem.
Em julho de 1972 saiu o segundo álbum de estúdio do grupo, Exercises. Desta vez a banda conseguiu mais atenção da mídia, mesmo que pequena.
Exercises continha 10 canções, todas autorais, bem como uma linguagem mais suave, com muitos arranjos acústicos e uma mais densa influência Folk. Trata-se de um trabalho que foge ao som clássico que o Nazareth desenvolveu durante sua carreira.
Pouco tempo depois, a banda mudou para a gravadora Mooncrest (a qual relançaria os dois primeiros álbuns do grupo). E começaria a trabalhar em seu terceiro álbum de estúdio, Razamanaz.
O Nazareth excursionou juntamente com o Deep Purple, já um dos gigantes do Rock naquela época. Foi uma excelente oportunidade para o grupo ficar mais conhecido entre os fãs do estilo.
Dan McCafferty
Além disto, foi nesta ocasião que a banda conheceu Roger Glover, o baixista do Deep Purple, que aceitou o convite para ser o produtor do novo álbum do grupo.
O disco foi gravado em um estúdio chamado The Ganghut, na cidade de Jamestown, na Escócia, com o auxílio do estúdio móvel da Pye Records. A mixagem ocorreu no AIR Studios, em Londres. Todo processo ocorreu entre dezembro de 1972 e março de 1973.
A capa é bastante simples, com um relâmpago estilizado. Vamos às canções:
RAZAMANAZ
A faixa de abertura do álbum é uma pedrada. Um riff bem pesado, impactante e com força suficiente para os fãs vibrarem. O ritmo é mais cadenciado, mas é uma excelente amostra do que era o Hard Rock setentista em sua fase mais inicial. Excepcional abertura do trabalho!
A letra mostra como seria uma apresentação do grupo:
All of the world loves a raver
We're playin' for ravers who savor the flavor
You all appear calm and collected
Razamanazin' you never expected
ALCATRAZ
Peso e melodia se misturam nesta versão de “Alcatraz”, de Leon Russell. O riff principal é contagiante e a música empolga, mas o maior destaque vai para a maciça presença do baixo de Pete Agnew. Bom momento do trabalho.
A letra fala sobre alguém voltando ao presídio de Alcatraz:
Local chief's on the radio
He's got some hungry mouths to feed
Goin' back to Alcatraz
Here comes Uncle Sam again with the same old bag of beans
VIGILANTE MAN
“Vigilante Man” é outra versão do Nazareth para uma canção de terceiros, desta feita, uma composição de Woody Guthrie. Na maior parte da faixa, o ritmo é arrastado, com o baixo dando certo peso, mas com o andamento bem lento. Destaque total para os vocais de Dan McCafferty.
A letra é simples e espelha a vida comum:
I've been hearin' his name all over this land
Lonely nights down in the engine house
Sleepin' just as still as a mouse
Man comes home, chase the crowds in the rain
That's a vigilante man
WOKE UP THIS MORNING
A guitarra de Manny Charlton começa bastante saliente no início da canção, posteriormente se desenvolvendo em um riff bastante criativo e contagiante. O andamento é mais lento, com o baixo de Agnew bem presente, além dos bons solos de Charlton. Ótima faixa!
A letra é uma brincadeira com a fugacidade da vida:
Woke up this morning
My dog was dead
Someone disliked him
And shot him through the head
I woke up this morning
And my cat had died
I’m gonna miss her
Sat down and cried
“Woke Up This Morning” é uma regravação da canção que estava presente no primeiro álbum da banda.
NIGHT WOMAN
A bateria de Darrell Sweet e o baixo de Pete Agnew dão o ritmo inicial de “Night Woman”. O andamento da música é lento com a presença da guitarra distorcida de Manny Charlton. Embora a percussão seja bastante proeminente e haja momentos interessantes, não é dos momentos mais sublimes do disco.
A letra fala sobre uma mulher ideal imaginária:
Comes, stays, then disappears
In the morning sun my vision clears
I could smell the roses in her hair
But when I awoke she was not there
BAD BAD BOY
Muita melodia e intensidade, com o peso na medida certa, constroem um dos mais criativos riffs do Hard Rock Setentista. O riff transpira sensualidade e baixo e bateria fazem um acompanhamento preciso e contando com a interpretação fantástica de Dan McCafferty. Um grande clássico do Rock!
A letra fala de um jovem malicioso:
Then I'm gonna rip you off
There seems to be no end
Of women who are lookin' for a man
My services don't come cheap
But I help out when I can
Um grande clássico, “Bad Bad Boy” foi lançada como single para promover o álbum. Ela alcançou a ótima 10ª posição da parada britânica de singles, permanecendo na mesma por 9 semanas consecutivas.
SOLD MY SOUL
Bastante peso e um ritmo mais cadenciado marcam o início de “Sould My Soul”. O clima é mais tenso e melancólico que o do restante do álbum, mas formam uma das canções mais interessantes do mesmo. McCafferty canta de maneira soberba, casando perfeitamente sua voz ao clima denso do instrumental. Espetáculo!
A letra é bastante tensa:
I prayed to God and Jesus
But I guess they didn't hear
My sacrifice was useless
My pleas fell on deaf ears
So I cried in desperation
Bowed to evil sorcery
TOO BAD TOO SAD
Na menor faixa do disco, o Nazareth aposta em um Hard Rock típico setentista, com o ritmo e a velocidade nas doses exatas compondo o riff principal da canção. A empolgação é grande, o solo de Charlton é ótimo e os vocais de Dan também. Outro ponto alto do trabalho!
A letra é inteligente e fala da temporariedade da felicidade:
Had a pretty wife
She was all I could need
Gave me what I wanted
Never had to plead
One day a man called
And he put me wise
Shes doin' the same thing
With ten other guys
BROKEN DOWN ANGEL
Um riff muito melódico e suave é a base para a nona – e última – faixa de Razamanaz, “Broken Down Angel”. Embora não seja uma balada, o andamento da canção é mais cadenciado e ela possui bem menos peso que suas antecessoras. Outra excelente composição.
A letra fala de uma decepção amorosa:
She's only a bird that's broke her wing
She's only someone, somone who's gone wrong
She's only a child that's lost her way
“Broken Down Angel” é outro clássico do Nazareth, a qual se tornou muito popular e presença certa nos shows da banda, especialmente por volta dos anos 70.
Lançada como single, atingiu a 9ª colocação da principal parada britânica desta natureza, onde permaneceu por cerca de 11 semanas consecutivas.
Considerações Finais
Impulsionado por dois clássicos que se tornaram singles de muito sucesso (“Broken Down Angel” e “Bad Bad Boy”), o álbum Razamanaz também acabou se tornando o primeiro sucesso comercial do Nazareth.
Razamanaz atingiu a excelente 11ª posição da principal parada britânica de álbuns, embora tenha conseguido apenas a inexpressiva 157ª posição de sua correspondente norte-americana. Mas no Canadá o álbum obteve a 39ª colocação, bem como a 48ª na parada germânica.
Aproveitando o sucesso de Razamanaz e, especialmente, dos dois singles do álbum, o grupo entrou novamente em estúdio naquele mesmo ano e lançou outro trabalho ainda em 1973, o ótimo Loud ‘N’ Proud.
O Nazareth nunca gozou de muito prestígio com a mídia especializada sobre música. Entretanto, o Blog pensa que, para fãs de Hard Rock Setentista, é uma obrigação o ouvinte pelo menos ter contato com o grupo escocês.
Foi naquela década que a banda lançou ótimos álbuns como Hair Of The Dog, Rampant e o excelente Razamanaz, apenas como exemplo. A discografia do Nazareth da década de 70 deve ser ouvida e apreciada com muita atenção.
Razamanaz é um álbum muito sólido. Suas composições são muito bem estruturadas, o som empolga e cativa, pois os escoceses esbanjam talento em comporem melodias que conquistam os fãs de seu estilo.
Dan McCafferty é um excelente vocalista. Durante todo o álbum, sua voz consagra as ótimas canções do disco. Ele é citado como forte influência do vocalista do Guns ‘N Roses, Axl Rose.
Manny Charlton também se mostra criativo e cativante em seus riffs e solos. E, talvez por um baixista ser o produtor do disco (Roger Glover), o baixo de Pete Agnew está presente por todo o disco de maneira intensa.
As letras são interessantes e valem uma olhadela em seu conteúdo.
Clássicos como “Bad Bad Boy” e “Broken Down Angel” dispensam maiores comentários, dadas suas qualidades inquestionáveis. “Too Bad Too Sad” e “Razamanaz” também são ótimas e não há muitas palavras que possam descrever a beleza e intensidade da excepcional “Sold My Soul”.
Mesmo a regravação da boa “Woke Up This Morning” e a presença de dois covers (ambas coisas que não costumam me agradar) não diminuem o valor absurdo de Razamanaz.
Sendo assim, o Blogeiro confessa ser um fã da banda Nazareth e pede que o leitor deixe o preconceito de lado e dê uma chance para o som dos escoceses. Especialmente indicado para fãs de Hard Rock Setentista.