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NAZARETH - 2XS (1982)

 


2XS é o décimo terceiro álbum de estúdio da banda escocesa Nazareth. Seu lançamento oficial aconteceu em fevereiro de 1982, através do selo A&M Records. A produção ficou a cargo de John Punter.

NAZARETH - LOUD 'N' PROUD (1973)






Loud
'n' Proud é o quarto álbum de estúdio da banda escocesa Nazareth.
Seu lançamento oficial aconteceu em novembro de 1973, através do
selo Mooncrest. As gravações ocorreram durante aquele mesmo ano e a
produção ficou sob a responsabilidade de Roger Glover.









O
Nazareth volta ao Blog com outro de seus álbuns mais importantes. O
Blog vai tratar dos fatos que antecederam ao lançamento do álbum
para depois se ater ao disco propriamente dito.





Em
maio de 1973, o Nazareth lançava o clássico Razamanaz.





O
álbum acabou sendo o primeiro sucesso comercial do grupo,
especialmente no Reino Unido, onde alcançou o 11º lugar na
principal parada de sucessos daquele país.





Dois
singles de muito sucesso extraídos do trabalho foram “Bad Bad Boy”
e “Broken Down Angel”. Ambas atingiram o Top 10 da parada de
singles britânica.







Manny Charlton





A gravadora com a qual o Nazareth estava assinado, a Mooncrest (uma
subsidiária da B&C – bem como foi seu primeiro selo, o
Pegasus), quis manter a curva ascendente de sucesso do grupo.





Isto
pode ser sentido do ponto de vista da gravadora B&C - a empresa
não perdeu a fé no Nazareth, mesmo quando Exercises, de 1972, seu
segundo álbum de estúdio, em partes inspiradas pelo clássico
American Beauty, do Grateful Dead, fracassou, e agora a companhia
queria um retorno sobre o investimento que foi feito na banda.






Desta
forma, o Nazareth se viu de volta ao estúdio trabalhando em um novo
álbum no prazo de apenas seis meses do lançamento de Razamanaz.





O
grande estouro da banda no Reino Unido se deu muito pela força de
suas próprias composições presentes no álbum Razamanaz.
Com a mesma formação que o havia gravado, para seu sucessor, o
grupo trouxe a ideia de fazer covers totalmente frescas, com canções
fortes escritas por outros artistas e que lhes trouxeram sucesso no
exterior.






Uma
amostra disto foi o sucesso do cover para “This Flight Tonight”,
especialmente no Canadá. Ela foi retirada do grande álbum Blue,
da cantora canadense Joni Mitchell, lançado em 1970.





Na
verdade, o Nazareth praticamente reescreveu a composição.





O
que eles fizeram foi levar a música de suas raízes, uma balada de
forte inspiração Folk, para linhas pesadas próximas ao Heavy Metal
da época.





Não
admira, então, que Joni Mitchell ficou tão atordoada quando a ouviu
e acabou amando esta versão, chegando mesmo a chamá-la de uma
canção do Nazareth a partir de então.





Outra
coisa que o Nazareth estava prestes a descobrir sobre a música
como negócio, e seu caminho para o sucesso em uma escala global, foi
a de que não há como contabilizar os gostos diferentes, no mercado
de singles de país para país.







Darrell Sweet





Por
exemplo, as músicas que eles lançaram como singles na América do
Sul (especialmente no Brasil) tornaram-se grandes sucessos por lá,
embora essas mesmas composições nem sequer tenham tocado nas rádios
em qualquer outro lugar do mundo.





A
capa de Loud 'n' Proud apresenta um pavão e é obra do artista Dave
Field.





Vamos
às faixas:





GO
DOWN FIGHTING





Já em sua primeira faixa, Loud 'n' Proud mostra a que o Nazareth veio. A canção possui um riff forte, a presença muito intensa do baixo de Pete Agnew e ótima atuação do vocalista Dan McCafferty. Peso, swing e melodia em doses precisas.





A
letra fala sobre espírito de luta:





Well
I know you're thinkin'


That
the odds is on your side


But
the first thing you gotta learn is


That
it just don't come down to size


I
can see the seeds of doubt


Begin
to grow on your face


If
you wanna back down now


You
know that's no disgrace













NOT
FAKING IT





O ritmo continua pesado, intenso, embora com o balanço típico do Hard Rock do Nazareth. Em "Not Faking It", o grupo aposta em uma sonoridade mais agressiva, a qual lembra o Deep Purple, mas que é amenizada durante o ótimo refrão.





A
letra é divertida e brinca com figuras históricas:





Tricky
dicky was a fast talker


But
his promises were always a lie


Nostradamus
was a doomwatcher


Predicted
when we're gonna die


Cleopatra
was a love giver


Jesse
James was a born killer


Me,
I'm just a rock'n'roll singer













TURN
ON YOUR RECEIVER





A guitarra de Manny Charlton é um ótimo destaque desta composição, ditando o ritmo e promovendo o 'balanço' da canção com um riff muito criativo. O solo do guitarrista também é ótimo. Boa música.





A
letra brinca com a fé:





Turn
on your receiver


There's
a message comin' through


Keep
your hands off my woman


Keep
your hands to yourself


Keep
your hands off my woman













TEENAGE
NERVOUS BREAKDOWN





Já nesta faixa, o Nazareth desenvolve uma típica sonoridade dos tempos iniciais do Hard Rock, ou seja, muito baseada no Blues norte-americano. O baixo de Pete Agnew é quem determina o balanço. Ótima presença dos vocais de McCafferty.





A
letra fala sobre o próprio Rock 'n' Roll:





Well,
some contend that this rock'n'roll


Is
bad for the body, bad for the soul


Bad
for the heart, bad for the mind


Bad
for the deaf and bad for the blind


It
makes some men crazy and then they talk like fools


It
makes some men crazy and then they start to drool





Trata-se
de um cover para “Teenage Nervous Shakedown”, canção da banda
norte-americana Little Feat, presente em seu álbum Sailin' Shoes,
lançado em 1972.













FREE
WHEELER





Já em "Free Wheeler", o andamento é mais cadenciado, mas o grupo não abre mão do seu peso típico. As incursões da guitarra de Manny Charlton são precisas e oferecem o seu (ótimo) típico feeling. O bom trabalho de percussão é feito por Roger Glover, produtor do álbum e baixista do Deep Purple.





A
letra fala sobre liberdade:





I'm
a freewheeler, living undercover


When
things get hot I have to move out fast


When
they know I'm lyin', the women come cryin'


But
still I go the road I choose to go













THIS
FLIGHT TONIGHT





Em "This Flight Tonight", o Nazareth faz um grande trabalho. A atuação do vocalista Dan McCafferty é brilhante, bem como a do baixista Pete Agnew. A fusão de intensidade, melodia e malícia é muito bem construída. Versão muito interessante.





A
letra fala sobre o amor:





It
wasn't the one that you gave to me


That
night down south between the trailers


Not
the early one that you wish upon


Not
the northern one that guides in the sailors
















“This
Flight Tonight” acabou por se tornar uma das canções favoritas
dos fãs do Nazareth.





Conforme
foi dito, trata-se de uma versão cover para “This Flight Tonight”,
da cantora canadense Joni Mitchell, presente em seu álbum Blue,
de 1970.





O
baixista Pete Agnew relembrou em uma entrevista que a banda ouvia
muito Joni Mitchell nas vans que os levavam para shows, sendo Blue
o disco favorito e “This Flight Tonight” a canção predileta.





Joni
acabou gostando muito da versão que o Nazareth fez para a sua
música, especialmente depois que o single se tornou um grande
sucesso internacional. Certa feita, em um show dela em Londres, ela
fez uma homenagem muito cortês ao grupo, afirmando ao tocar “This
Flight Tonight”: “'I'd like to open with a Nazareth song'!”
(algo como: “Eu gostaria de abrir (o show) com uma canção do
Nazareth”).





“This
Flight Tonight” foi o principal single lançado para promover Loud
'n' Proud. Atingiu o ótimo 11º lugar na principal parada britânica
desta natureza. Também conquistou o 27º lugar na parada canadense
de singles, bem como a 1ª posição na correspondente alemã, país
no qual se tornou um gigantesco sucesso.













CHILD
IN THE SUN





O ritmo intenso e urgente de Loud 'n' Proud cai vertiginosamente em "Child in the Sun", mas isto não é necessariamente ruim. A composição possui um andamento mais arrastado, pouco peso e uma melodia calma e suave. O bom trabalho da seção rítimica e da guitarra de Manny Charlton apenas realçam a atuação impecável dos vocais de McCafferty.





A
letra fala sobre busca de redenção:





Take
me down to the river


Take
me down to the sea


Where
I can drown all my sorrows


Wash
all my troubles away


Watch
all my cares sail away













THE
BALLAD OF HOLLIS BROWN





A oitava - e última - faixa de Loud 'n' Proud é "The Ballad of Hollis Brown". O Nazareth apresenta um ritmo intenso, bem pesado, mas lentamente desenvolvido, tornando a canção bastante arrastada. A atuação impecável de McCafferty, em conjunto com a sonoridade desenvolvida, transmite de maneira precisa o desespero apresentado na letra.





A
letra fala sobre desespero:





Way
out in the wilderness a cold coyote calls
Way out in the
wilderness a cold coyote calls
Your eyes fix on the shotgun
That's
hangin' on the wall





Trata-se
de uma versão para o Blues, composto pelo cantor e compositor
norte-americano, Bob Dylan, de mesmo nome. Ela foi originalmente
lançada em 1964, no álbum de Dylan chamado The Times They Are
A-Changin'
.





A
letra conta a história de um fazendeiro que, desesperado com a
pobreza, acaba matando toda a família e se suicidando também.













Considerações
Finais





Catapultado
pelo sucesso da versão para “This Flight Tonight”, Loud 'n'
Proud
acabou conseguindo o seu objetivo de manter o Nazareth em
sua linha ascendente de sucesso.





O
álbum acabou conquistando o ótimo 10º lugar na principal parada
britânica de discos, enquanto ficou com a modesta 150ª posição na
correspondente norte-americana. Em compensação, angariou as ótimas
9ª e 17ª colocações nas paradas de Noruega e Canadá,
respectivamente.





Tão
importante quanto o sucesso comercial e de crítica foi o fato de
Loud 'n' Proud solidificar o estilo estético/sonoro que a
banda havia projetado em Razamanaz, mostrando que o grupo
estava no caminho certo.





Ao
lançamento do álbum se seguiu uma outra bem-sucedida turnê.





E
em cerca de 6 meses após o lançamento de Loud 'n' Proud, o grupo já
soltava seu novo trabalho para aproveitar o sucesso crescente, o
ótimo Rampant, de 1974.













Formação:


Dan
McCafferty - Vocal


Darrell
Sweet - Percussão, Bateria, Backing Vocals


Pete
Agnew - Baixo, Fuzz Bass (8), Backing Vocals


Manny
Charlton - Guitarra (solo, slide e acústica), Backing Vocals





Faixas:


01.
Go Down Fighting (Agnew/Charlton/McCafferty/Sweet) - 3:07


02.
Not Faking It (Agnew/Charlton/McCafferty/Sweet) - 4:01


03.
Turn On Your Receiver (Agnew/Charlton/McCafferty/Sweet) - 3:19


04.
Teenage Nervous Breakdown (George) - 3:43


05.
Free Wheeler (Agnew/Charlton/McCafferty/Sweet) - 5:31


06.
This Flight Tonight (Mitchell) - 3:24


07.
Child in the Sun (Agnew/Charlton/McCafferty/Sweet) - 4:51


08.
The Ballad of Hollis Brown (Dylan) - 9:11





Letras:


Para
o conteúdo completo das letras, recomenda-se o acesso a:
https://www.letras.mus.br/nazareth/





Opinião
do Blog:


Loud 'n' Proud é o outro fruto da fase mais interessante, prolífica e criativa do Nazareth, em outras palavras, o início dos anos 70. O conjunto de canções presentes na obra são uma boa amostra do alto nível que o grupo apresentava em seu início de carreira.



Ao se escutar o disco, é bastante palpável o nível de entrosamento dos músicos que compunham o Nazareth, bem como suas qualidades. A seção rítmica formada pelo baixista Pete Agnew e o baterista Darrell Sweet dita o ritmo e oferece o swing característico do Hard Rock do conjunto escocês.



O bom guitarrista Manny Charlton promove riffs e solos que apontam para sua sensibilidade e feeling aguçados. Mas o Blog destaca o vocalista Dan McCafferty, a quem julga bastante subestimado, pois, sua voz marcante e sua atuação altamente impressiva, são, muito possivelmente, as grandes responsáveis pela qualidade do trabalho.



As letras merecem uma conferida, especialmente a de "The Ballad of Hollis Brown", imprescindível para a compreensão da proposta musical da faixa.



Loud 'n' Proud, se tem um pecado, é o alto número de versões cover (3 de 8 faixas), mesmo que o resultado final delas seja elevado.



As pesadas e 'hardeiras' "Go Down Fighting" e "Not Faking It" já abrem o álbum em ritmo intenso e acelerado, despejando adrenalina no ouvinte. O mesmo acontece com a excelente "Free Wheeler", bem possivelmente, a preferida do Blog.



Ainda merecem destaque a grande versão para "This Flight Tonight" e a tocante balada "Child in the Sun", a qual possui uma atuação soberba de McCafferty.



Enfim, Loud 'n' Proud é outro trabalho de peso na discografia do Nazareth, apresentando uma banda em ascensão e cujo ápice seria o inesquecível Hair of the Dog (1975), ao menos em termos comerciais. Concluindo, o RAC recomenda tanto a discografia inicial do grupo escocês quanto o ótimo Loud 'n' Proud, este, uma boa amostra do que o Hard Rock setentista era capaz.

NAZARETH - LOUD 'N' PROUD (1973)


Loud 'n' Proud é o quarto álbum de estúdio da banda escocesa Nazareth. Seu lançamento oficial aconteceu em novembro de 1973, através do selo Mooncrest. As gravações ocorreram durante aquele mesmo ano e a produção ficou sob a responsabilidade de Roger Glover.

NAZARETH - RAZAMANAZ (1973)


Razamanaz é o terceiro álbum de estúdio da banda escocesa chamada Nazareth. Seu lançamento oficial ocorreu no mês de maio de 1973 através do selo Mooncrest (no Reino Unido) e do A&M (nos Estados Unidos). As gravações aconteceram nos estúdios The Ganghut, em Jamestown, na Escócia com o auxílio do estúdio móvel da Pye Records, entre dezembro de 1972 e março de 1973. As mixagens foram realizadas no AIR Studios, em Londres, com a produção do disco sob responsabilidade do baixista do Deep Purple, Roger Glover.


Uma das mais produtivas e batalhadoras bandas do Hard Rock, o Nazareth é um nome importante do estilo (e um dos mais subestimados também). Na década de 70, o grupo lançou vários álbuns de ótima qualidade. O Blog vai contar resumidamente a história do grupo para depois abordar o álbum propriamente dito.

Os primórdios do Nazareth datam de 1961, oriundos de uma banda chamada The Shadettes, formada pelo baixista Pete Agnew, na cidade escocesa de Dunfermline.

Alguns anos depois entraram para a banda o baterista Darrell Sweet e o vocalista Dan McCafferty, este último, colega de escola desde a infância do baixista Pete Agnew.

Fazendo seus covers e shows nos bares noturnos da região de Dunfermline, o The Shadettes ia criando fama na sua área de atuação. Mas tudo começaria a mudar em 1968.

Pete Agnew

Foi naquele ano que o guitarrista espanhol de nome Manny Charlton entrou para a banda. Um pouco mais velho e experiente, Manny incentivou os demais componentes do grupo a começarem a compor músicas próprias.

Assim, a banda decidiu que era o momento de tentar mudar de patamar. A primeira transformação foi o nome da banda, que passou a ser Nazareth.

Com Dan McCafferty nos vocais, Pete Agnew no baixo, Manny Charlton na guitarra e Darrell Sweet na bateria, o Nazareth deixa a Escócia e parte para Londres, na Inglaterra, já em 1970. Em uma metrópole, as chances e oportunidades para o grupo crescer seriam bem maiores.

Já em 1971 e pelo selo Pegasus, a banda lançou seu primeiro álbum, chamado apenas de Nazareth. O disco continha 9 canções, sendo 8 autorais e 1 cover, “Morning Dew”, do Bonnie Dobson.

Embora um trabalho interessante e, nos dias atuais, seja considerado um clássico pelos fãs da banda, o primeiro álbum do Nazareth não fez qualquer sucesso e praticamente não obteve nenhuma repercussão, especialmente em matéria de vendagem.

Em julho de 1972 saiu o segundo álbum de estúdio do grupo, Exercises. Desta vez a banda conseguiu mais atenção da mídia, mesmo que pequena.

Exercises continha 10 canções, todas autorais, bem como uma linguagem mais suave, com muitos arranjos acústicos e uma mais densa influência Folk. Trata-se de um trabalho que foge ao som clássico que o Nazareth desenvolveu durante sua carreira.

Pouco tempo depois, a banda mudou para a gravadora Mooncrest (a qual relançaria os dois primeiros álbuns do grupo). E começaria a trabalhar em seu terceiro álbum de estúdio, Razamanaz.

O Nazareth excursionou juntamente com o Deep Purple, já um dos gigantes do Rock naquela época. Foi uma excelente oportunidade para o grupo ficar mais conhecido entre os fãs do estilo.

Dan McCafferty

Além disto, foi nesta ocasião que a banda conheceu Roger Glover, o baixista do Deep Purple, que aceitou o convite para ser o produtor do novo álbum do grupo.

O disco foi gravado em um estúdio chamado The Ganghut, na cidade de Jamestown, na Escócia, com o auxílio do estúdio móvel da Pye Records. A mixagem ocorreu no AIR Studios, em Londres. Todo processo ocorreu entre dezembro de 1972 e março de 1973.

A capa é bastante simples, com um relâmpago estilizado. Vamos às canções:

RAZAMANAZ

A faixa de abertura do álbum é uma pedrada. Um riff bem pesado, impactante e com força suficiente para os fãs vibrarem. O ritmo é mais cadenciado, mas é uma excelente amostra do que era o Hard Rock setentista em sua fase mais inicial. Excepcional abertura do trabalho!

A letra mostra como seria uma apresentação do grupo:

All of the world loves a raver
We're playin' for ravers who savor the flavor
You all appear calm and collected
Razamanazin' you never expected



ALCATRAZ

Peso e melodia se misturam nesta versão de “Alcatraz”, de Leon Russell. O riff principal é contagiante e a música empolga, mas o maior destaque vai para a maciça presença do baixo de Pete Agnew. Bom momento do trabalho.

A letra fala sobre alguém voltando ao presídio de Alcatraz:

Local chief's on the radio
He's got some hungry mouths to feed
Goin' back to Alcatraz
Here comes Uncle Sam again with the same old bag of beans



VIGILANTE MAN

“Vigilante Man” é outra versão do Nazareth para uma canção de terceiros, desta feita, uma composição de Woody Guthrie. Na maior parte da faixa, o ritmo é arrastado, com o baixo dando certo peso, mas com o andamento bem lento. Destaque total para os vocais de Dan McCafferty.

A letra é simples e espelha a vida comum:

I've been hearin' his name all over this land
Lonely nights down in the engine house
Sleepin' just as still as a mouse
Man comes home, chase the crowds in the rain
That's a vigilante man



WOKE UP THIS MORNING

A guitarra de Manny Charlton começa bastante saliente no início da canção, posteriormente se desenvolvendo em um riff bastante criativo e contagiante. O andamento é mais lento, com o baixo de Agnew bem presente, além dos bons solos de Charlton. Ótima faixa!

A letra é uma brincadeira com a fugacidade da vida:

Woke up this morning
My dog was dead
Someone disliked him
And shot him through the head
I woke up this morning
And my cat had died
I’m gonna miss her
Sat down and cried

“Woke Up This Morning” é uma regravação da canção que estava presente no primeiro álbum da banda.



NIGHT WOMAN

A bateria de Darrell Sweet e o baixo de Pete Agnew dão o ritmo inicial de “Night Woman”. O andamento da música é lento com a presença da guitarra distorcida de Manny Charlton. Embora a percussão seja bastante proeminente e haja momentos interessantes, não é dos momentos mais sublimes do disco.

A letra fala sobre uma mulher ideal imaginária:

Comes, stays, then disappears
In the morning sun my vision clears
I could smell the roses in her hair
But when I awoke she was not there



BAD BAD BOY

Muita melodia e intensidade, com o peso na medida certa, constroem um dos mais criativos riffs do Hard Rock Setentista. O riff transpira sensualidade e baixo e bateria fazem um acompanhamento preciso e contando com a interpretação fantástica de Dan McCafferty. Um grande clássico do Rock!

A letra fala de um jovem malicioso:

Then I'm gonna rip you off
There seems to be no end
Of women who are lookin' for a man
My services don't come cheap
But I help out when I can


Um grande clássico, “Bad Bad Boy” foi lançada como single para promover o álbum. Ela alcançou a ótima 10ª posição da parada britânica de singles, permanecendo na mesma por 9 semanas consecutivas.



SOLD MY SOUL

Bastante peso e um ritmo mais cadenciado marcam o início de “Sould My Soul”. O clima é mais tenso e melancólico que o do restante do álbum, mas formam uma das canções mais interessantes do mesmo. McCafferty canta de maneira soberba, casando perfeitamente sua voz ao clima denso do instrumental. Espetáculo!

A letra é bastante tensa:

I prayed to God and Jesus
But I guess they didn't hear
My sacrifice was useless
My pleas fell on deaf ears
So I cried in desperation
Bowed to evil sorcery



TOO BAD TOO SAD

Na menor faixa do disco, o Nazareth aposta em um Hard Rock típico setentista, com o ritmo e a velocidade nas doses exatas compondo o riff principal da canção. A empolgação é grande, o solo de Charlton é ótimo e os vocais de Dan também. Outro ponto alto do trabalho!

A letra é inteligente e fala da temporariedade da felicidade:

Had a pretty wife
She was all I could need
Gave me what I wanted
Never had to plead
One day a man called
And he put me wise
Shes doin' the same thing
With ten other guys



BROKEN DOWN ANGEL

Um riff muito melódico e suave é a base para a nona – e última – faixa de Razamanaz, “Broken Down Angel”. Embora não seja uma balada, o andamento da canção é mais cadenciado e ela possui bem menos peso que suas antecessoras. Outra excelente composição.

A letra fala de uma decepção amorosa:

She's only a bird that's broke her wing
She's only someone, somone who's gone wrong
She's only a child that's lost her way


“Broken Down Angel” é outro clássico do Nazareth, a qual se tornou muito popular e presença certa nos shows da banda, especialmente por volta dos anos 70.

Lançada como single, atingiu a 9ª colocação da principal parada britânica desta natureza, onde permaneceu por cerca de 11 semanas consecutivas.



Considerações Finais

Impulsionado por dois clássicos que se tornaram singles de muito sucesso (“Broken Down Angel” e “Bad Bad Boy”), o álbum Razamanaz também acabou se tornando o primeiro sucesso comercial do Nazareth.

Razamanaz atingiu a excelente 11ª posição da principal parada britânica de álbuns, embora tenha conseguido apenas a inexpressiva 157ª posição de sua correspondente norte-americana. Mas no Canadá o álbum obteve a 39ª colocação, bem como a 48ª na parada germânica.

Aproveitando o sucesso de Razamanaz e, especialmente, dos dois singles do álbum, o grupo entrou novamente em estúdio naquele mesmo ano e lançou outro trabalho ainda em 1973, o ótimo Loud ‘N’ Proud.



Formação:
Dan McCafferty - Vocais
Darrell Sweet - Bateria, Percussão, Backing Vocals
Pete Agnew – Baixo, Backing Vocals
Manny Charlton - Guitarra e Violão, Banjo, Backing Vocals

Faixas:
01. Razamanaz (Agnew/Charlton/McCafferty) - 3:52
02. Alcatraz (Leon Russell) - 4:23
03. Vigilante Man (Woody Guthrie) - 5:21
04. Woke Up This Morning (Agnew/Charlton/McCafferty/Sweet) - 3:53
05. Night Woman (Agnew/Charlton/McCafferty/Sweet) - 3:29
06. Bad Bad Boy (Agnew/Charlton/McCafferty/Sweet) - 3:55
07. Sold My Soul (Agnew/Charlton/McCafferty/Sweet) - 4:49
08. Too Bad Too Sad (Agnew/Charlton/McCafferty/Sweet) - 2:55
09. Broken Down Angel (Agnew/Charlton/McCafferty/Sweet) - 3:45

Letras:
Para o conteúdo completo das letras, recomenda-se o acesso a: http://letras.mus.br/nazareth/

Opinião do Blog:
O Nazareth nunca gozou de muito prestígio com a mídia especializada sobre música. Entretanto, o Blog pensa que, para fãs de Hard Rock Setentista, é uma obrigação o ouvinte pelo menos ter contato com o grupo escocês.

Foi naquela década que a banda lançou ótimos álbuns como Hair Of The Dog, Rampant e o excelente Razamanaz, apenas como exemplo. A discografia do Nazareth da década de 70 deve ser ouvida e apreciada com muita atenção.

Razamanaz é um álbum muito sólido. Suas composições são muito bem estruturadas, o som empolga e cativa, pois os escoceses esbanjam talento em comporem melodias que conquistam os fãs de seu estilo.

Dan McCafferty é um excelente vocalista. Durante todo o álbum, sua voz consagra as ótimas canções do disco. Ele é citado como forte influência do vocalista do Guns ‘N Roses, Axl Rose.

Manny Charlton também se mostra criativo e cativante em seus riffs e solos. E, talvez por um baixista ser o produtor do disco (Roger Glover), o baixo de Pete Agnew está presente por todo o disco de maneira intensa.

As letras são interessantes e valem uma olhadela em seu conteúdo.

Clássicos como “Bad Bad Boy” e “Broken Down Angel” dispensam maiores comentários, dadas suas qualidades inquestionáveis. “Too Bad Too Sad” e “Razamanaz” também são ótimas e não há muitas palavras que possam descrever a beleza e intensidade da excepcional “Sold My Soul”.

Mesmo a regravação da boa “Woke Up This Morning” e a presença de dois covers (ambas coisas que não costumam me agradar) não diminuem o valor absurdo de Razamanaz.


Sendo assim, o Blogeiro confessa ser um fã da banda Nazareth e pede que o leitor deixe o preconceito de lado e dê uma chance para o som dos escoceses. Especialmente indicado para fãs de Hard Rock Setentista.

NAZARETH - RAZAMANAZ (1973)







Razamanaz é o terceiro álbum de estúdio da banda
escocesa chamada Nazareth. Seu lançamento oficial ocorreu no mês de maio de
1973 através do selo Mooncrest (no Reino Unido) e do A&M (nos Estados
Unidos). As gravações aconteceram nos estúdios The Ganghut, em Jamestown, na
Escócia com o auxílio do estúdio móvel da Pye Records, entre dezembro de 1972 e
março de 1973. As mixagens foram realizadas no AIR Studios, em Londres, com a
produção do disco sob responsabilidade do baixista do Deep Purple, Roger Glover.










Uma das mais produtivas e batalhadoras bandas do
Hard Rock, o Nazareth é um nome importante do estilo (e um dos mais
subestimados também). Na década de 70, o grupo lançou vários álbuns de ótima
qualidade. O Blog vai contar resumidamente a história do grupo para depois
abordar o álbum propriamente dito.







Os primórdios do Nazareth datam de 1961, oriundos
de uma banda chamada The Shadettes, formada pelo baixista Pete Agnew, na cidade
escocesa de Dunfermline.





Alguns anos depois entraram para a banda o baterista
Darrell Sweet e o vocalista Dan McCafferty, este último, colega de escola desde
a infância do baixista Pete Agnew.





Fazendo seus covers e shows nos bares noturnos da
região de Dunfermline, o The Shadettes ia criando fama na sua área de atuação.
Mas tudo começaria a mudar em 1968.







Pete Agnew





Foi naquele ano que o guitarrista espanhol de nome
Manny Charlton entrou para a banda. Um pouco mais velho e experiente, Manny
incentivou os demais componentes do grupo a começarem a compor músicas
próprias.







Assim, a banda decidiu que era o momento de tentar
mudar de patamar. A primeira transformação foi o nome da banda, que passou a
ser Nazareth.





Com Dan McCafferty nos vocais, Pete Agnew no baixo,
Manny Charlton na guitarra e Darrell Sweet na bateria, o Nazareth deixa a Escócia
e parte para Londres, na Inglaterra, já em 1970. Em uma metrópole, as chances e
oportunidades para o grupo crescer seriam bem maiores.





Já em 1971 e pelo selo Pegasus, a banda lançou seu
primeiro álbum, chamado apenas de Nazareth. O disco continha 9 canções, sendo 8
autorais e 1 cover, “Morning Dew”, do Bonnie Dobson.





Embora um trabalho interessante e, nos dias atuais,
seja considerado um clássico pelos fãs da banda, o primeiro álbum do Nazareth
não fez qualquer sucesso e praticamente não obteve nenhuma repercussão,
especialmente em matéria de vendagem.





Em julho de 1972 saiu o segundo álbum de estúdio do
grupo, Exercises. Desta vez a banda conseguiu mais atenção da mídia, mesmo que
pequena.





Exercises continha 10 canções, todas autorais, bem
como uma linguagem mais suave, com muitos arranjos acústicos e uma mais densa
influência Folk. Trata-se de um trabalho que foge ao som clássico que o
Nazareth desenvolveu durante sua carreira.





Pouco tempo depois, a banda mudou para a gravadora
Mooncrest (a qual relançaria os dois primeiros álbuns do grupo). E começaria a
trabalhar em seu terceiro álbum de estúdio, Razamanaz.





O Nazareth excursionou juntamente com o Deep
Purple, já um dos gigantes do Rock naquela época. Foi uma excelente
oportunidade para o grupo ficar mais conhecido entre os fãs do estilo.







Dan McCafferty





Além disto, foi nesta ocasião que a banda conheceu
Roger Glover, o baixista do Deep Purple, que aceitou o convite para ser o
produtor do novo álbum do grupo.







O disco foi gravado em um estúdio chamado The
Ganghut, na cidade de Jamestown, na Escócia, com o auxílio do estúdio móvel da
Pye Records. A mixagem ocorreu no AIR Studios, em Londres. Todo processo
ocorreu entre dezembro de 1972 e março de 1973.





A capa é bastante simples, com um relâmpago
estilizado. Vamos às canções:





RAZAMANAZ





A faixa de abertura do álbum é uma pedrada. Um riff
bem pesado, impactante e com força suficiente para os fãs vibrarem. O ritmo é
mais cadenciado, mas é uma excelente amostra do que era o Hard Rock setentista
em sua fase mais inicial. Excepcional abertura do trabalho!





A letra mostra como seria uma apresentação do
grupo:





All of the world loves a raver


We're playin' for ravers who savor
the flavor


You all appear calm and collected


Razamanazin'
you never expected













ALCATRAZ





Peso e melodia se misturam nesta versão de “Alcatraz”,
de Leon Russell. O riff principal é contagiante e a música empolga, mas o maior
destaque vai para a maciça presença do baixo de Pete Agnew. Bom momento do
trabalho.





A letra fala sobre alguém voltando ao presídio de
Alcatraz:





Local chief's on the radio


He's got some hungry mouths to feed


Goin' back to
Alcatraz


Here comes Uncle Sam again with the
same old bag of beans













VIGILANTE MAN





“Vigilante Man” é outra versão do Nazareth para uma
canção de terceiros, desta feita, uma composição de Woody Guthrie. Na maior
parte da faixa, o ritmo é arrastado, com o baixo dando certo peso, mas com o
andamento bem lento. Destaque total para os vocais de Dan McCafferty.





A letra é simples e espelha a vida comum:





I've been hearin' his name all over
this land


Lonely nights down in the engine
house


Sleepin' just as still as a mouse


Man comes home, chase the crowds in
the rain


That's a
vigilante man













WOKE UP THIS MORNING





A guitarra de Manny Charlton começa bastante
saliente no início da canção, posteriormente se desenvolvendo em um riff
bastante criativo e contagiante. O andamento é mais lento, com o baixo de Agnew
bem presente, além dos bons solos de Charlton. Ótima faixa!





A letra é uma brincadeira com a fugacidade da vida:





Woke up this morning


My dog was dead


Someone disliked him


And shot him through the head


I woke up this morning


And my cat had died


I’m gonna miss her


Sat down and cried





“Woke Up This Morning” é uma regravação da canção
que estava presente no primeiro álbum da banda.













NIGHT WOMAN





A bateria de Darrell Sweet e o baixo de Pete Agnew
dão o ritmo inicial de “Night Woman”. O andamento da música é lento com a
presença da guitarra distorcida de Manny Charlton. Embora a percussão seja
bastante proeminente e haja momentos interessantes, não é dos momentos mais
sublimes do disco.





A letra fala sobre uma mulher ideal imaginária:





Comes, stays, then disappears


In the morning sun my vision clears


I could smell the roses in her hair


But when I awoke she was not there













BAD BAD BOY





Muita melodia e intensidade, com o peso na medida
certa, constroem um dos mais criativos riffs do Hard Rock Setentista. O riff
transpira sensualidade e baixo e bateria fazem um acompanhamento preciso e
contando com a interpretação fantástica de Dan McCafferty. Um grande clássico
do Rock!





A letra fala de um jovem malicioso:





Then I'm gonna rip you off


There seems to be no end


Of women who are lookin' for a man


My services
don't come cheap


But I help out when I can










Um grande clássico, “Bad Bad Boy” foi lançada como
single para promover o álbum. Ela alcançou a ótima 10ª posição da parada
britânica de singles, permanecendo na mesma por 9 semanas consecutivas.















SOLD MY SOUL





Bastante peso e um ritmo mais cadenciado marcam o
início de “Sould My Soul”. O clima é mais tenso e melancólico que o do restante
do álbum, mas formam uma das canções mais interessantes do mesmo. McCafferty
canta de maneira soberba, casando perfeitamente sua voz ao clima denso do
instrumental. Espetáculo!





A letra é bastante tensa:





I prayed to God and Jesus


But I guess they didn't hear


My sacrifice was useless


My pleas fell on deaf ears


So I cried in
desperation


Bowed to evil
sorcery













TOO BAD TOO SAD





Na menor faixa do disco, o Nazareth aposta em um
Hard Rock típico setentista, com o ritmo e a velocidade nas doses exatas
compondo o riff principal da canção. A empolgação é grande, o solo de Charlton
é ótimo e os vocais de Dan também. Outro ponto alto do trabalho!





A letra é inteligente e fala da temporariedade da
felicidade:





Had a pretty wife


She was all I could need


Gave me what I wanted


Never had to plead


One day a man called


And he put me wise


Shes doin'
the same thing


With ten
other guys













BROKEN DOWN ANGEL





Um riff muito melódico e suave é a base para a nona
– e última – faixa de Razamanaz, “Broken Down Angel”. Embora não seja uma
balada, o andamento da canção é mais cadenciado e ela possui bem menos peso que
suas antecessoras. Outra excelente composição.





A letra fala de uma decepção amorosa:





She's only a bird that's broke her
wing


She's only someone, somone who's
gone wrong


She's only a child that's lost her
way










“Broken Down Angel” é outro clássico do Nazareth, a
qual se tornou muito popular e presença certa nos shows da banda, especialmente
por volta dos anos 70.







Lançada como single, atingiu a 9ª colocação da
principal parada britânica desta natureza, onde permaneceu por cerca de 11
semanas consecutivas.













Considerações
Finais





Impulsionado por dois clássicos que se tornaram
singles de muito sucesso (“Broken Down Angel” e “Bad Bad Boy”), o álbum
Razamanaz também acabou se tornando o primeiro sucesso comercial do Nazareth.





Razamanaz atingiu a excelente 11ª posição da
principal parada britânica de álbuns, embora tenha conseguido apenas a inexpressiva
157ª posição de sua correspondente norte-americana. Mas no Canadá o álbum
obteve a 39ª colocação, bem como a 48ª na parada germânica.





Aproveitando o sucesso de Razamanaz e,
especialmente, dos dois singles do álbum, o grupo entrou novamente em estúdio
naquele mesmo ano e lançou outro trabalho ainda em 1973, o ótimo Loud ‘N’
Proud.













Formação:


Dan
McCafferty - Vocais


Darrell
Sweet - Bateria, Percussão, Backing Vocals


Pete
Agnew – Baixo, Backing Vocals


Manny
Charlton - Guitarra e Violão, Banjo, Backing Vocals





Faixas:


01.
Razamanaz (Agnew/Charlton/McCafferty) - 3:52


02.
Alcatraz (Leon Russell) - 4:23


03.
Vigilante Man (Woody Guthrie) - 5:21


04.
Woke Up This Morning (Agnew/Charlton/McCafferty/Sweet) - 3:53


05.
Night Woman (Agnew/Charlton/McCafferty/Sweet) - 3:29


06.
Bad Bad Boy (Agnew/Charlton/McCafferty/Sweet) - 3:55


07.
Sold My Soul (Agnew/Charlton/McCafferty/Sweet) - 4:49


08.
Too Bad Too Sad (Agnew/Charlton/McCafferty/Sweet) - 2:55


09.
Broken Down Angel (Agnew/Charlton/McCafferty/Sweet) - 3:45





Letras:


Para o conteúdo completo das letras, recomenda-se o
acesso a: http://letras.mus.br/nazareth/





Opinião do
Blog:


O Nazareth nunca gozou de muito prestígio com a
mídia especializada sobre música. Entretanto, o Blog pensa que, para fãs de
Hard Rock Setentista, é uma obrigação o ouvinte pelo menos ter contato com o
grupo escocês.





Foi naquela década que a banda lançou ótimos
álbuns como Hair Of The Dog, Rampant e o excelente Razamanaz, apenas
como exemplo. A discografia do Nazareth da década de 70 deve ser ouvida e
apreciada com muita atenção.





Razamanaz é um álbum muito sólido. Suas composições
são muito bem estruturadas, o som empolga e cativa, pois os escoceses esbanjam
talento em comporem melodias que conquistam os fãs de seu estilo.





Dan McCafferty é um excelente vocalista. Durante
todo o álbum, sua voz consagra as ótimas canções do disco. Ele é citado como
forte influência do vocalista do Guns ‘N Roses, Axl Rose.





Manny Charlton também se mostra criativo e
cativante em seus riffs e solos. E, talvez por um baixista ser o produtor do
disco (Roger Glover), o baixo de Pete Agnew está presente por todo o disco de
maneira intensa.





As letras são interessantes e valem uma olhadela em
seu conteúdo.





Clássicos como “Bad Bad Boy” e “Broken Down Angel”
dispensam maiores comentários, dadas suas qualidades inquestionáveis. “Too Bad
Too Sad” e “Razamanaz” também são ótimas e não há muitas palavras que possam
descrever a beleza e intensidade da excepcional “Sold My Soul”.





Mesmo a regravação da boa “Woke Up This Morning” e
a presença de dois covers (ambas coisas que não costumam me agradar) não
diminuem o valor absurdo de Razamanaz.







Sendo assim, o Blogeiro confessa ser um fã da banda
Nazareth e pede que o leitor deixe o preconceito de lado e dê uma chance para
o som dos escoceses. Especialmente indicado para fãs de Hard Rock Setentista.