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DOKKEN - TOOTH AND NAIL (1984)







Tooth
and Nail é o segundo álbum de estúdio da banda norte-americana
chamada Dokken. Seu lançamento oficial aconteceu em 14 de setembro
de 1984, através do selo Elektra Records. As gravações ocorreram
entre abril e agosto daquele mesmo ano, nos estúdios Cherokee
Studios, em Hollywood, nos Estados Unidos. A produção é assinada
por Tom Werman e por Roy Thomas Baker.






Mais
de 5 anos depois, é hora do ótimo grupo Dokken retornar às nossas
páginas do RAC, com outro de seus trabalhos memoráveis. As origens do
grupo podem ser encontradas aqui. Neste post, vai-se ater aos fatos
que antecederam ao lançamento do álbum em questão.










Breaking
the Chains





Em
1981, o selo francês Carrere Records lançou o álbum de estreia do
grupo, Breaking the Chains, apenas na Europa.





O
disco foi gravado na Alemanha, onde Dokken criou estreitos laços com
Michael Wagener, produtor musical e engenheiro de som do gigante
alemão Accept. E foi a gerente do grupo alemão, Gaby Hauke,
quem conseguiu o contrato do conjunto com a gravadora francesa.





O
álbum saiu com o nome de Breakin' the Chains e sob o nome de
Don Dokken, além de alguns nomes de canções grafados de
modo errado. Naquela época o grupo era formado pelo líder e
vocalista da banda Don Dokken, pelo guitarrista George Lynch, pelo
baixista Juan Croucier e pelo baterista Mick Brown.





Esta
versão contém algumas mixagens e títulos diferentes de músicas da
edição posterior norte-americana. “Paris is Burning” é chamada
apenas de “Paris” e é, na verdade, uma versão de estúdio em
oposição à gravação ao vivo em Berlim de dezembro de 1982. O
álbum também continha uma música chamada “We're Illegal”, que
mais tarde foi transformada em “Live to Rock”.





De
volta aos Estados Unidos, o Dokken agora era gerenciado por
Cliff Bernstein, o qual fez a banda assinar contrato com a Elektra
Records para o lançamento do disco nos Estados Unidos, Breaking
The Chains
, em versão remixada para o mercado americano.





Breaking
the Chains
foi lançado no mercado norte-americano em 18 de
setembro de 1983, pelo selo Elektra Records.





A
banda fez uma turnê de arena, nos EUA, apoiando o Blue Öyster Cult, em 1983, mas, ao seu final, o conjunto ficou com pouco
dinheiro e quase foi demitido da gravadora devido à falta de sucesso
do disco.







Don Dokken





O
álbum foi considerado um fracasso comercial pela gravadora, que teve
a intenção de desfazer o contrato com a banda. No entanto, o
gerente do
Dokken, Burnstein, convenceu a Elektra de que eles
poderiam fazer um álbum mais bem-sucedido, que se materializou no
disco seguinte.





A
faixa-título, “Breaking the Chains”, foi eleita a 62ª colocada
como melhor música de Hard Rock de todos os tempos, pelo canal de tv
VH1.





Embora
a banda tenha sido muito popular na Europa durante esse período,
eles ainda não haviam feito progressos comerciais nos Estados
Unidos. Revistas como a Kerrang! publicaram sobre o
Dokken no Reino Unido.





Tempos
conturbados





Com a ameaça de ter seu contrato com a Elektra Records encerrado, o
Dokken partiu para sua “última chance” com a gravadora,
literalmente, com as costas contra a parede.





Mas os problemas começariam a surgir.





Primeiro, o baixista Juan Croucier deixou o grupo para se juntar ao
Ratt, cuja carreira, estava prestes a decolar.





Em segundo, mas não menos importante: o guitarrista George Lynch
havia desistido e voltado à banda, várias vezes.





Era evidente, desde o início, uma incompatibilidade manifesta de
caráter entre Lynch e o vocalista Don Dokken, impedindo que ambos
trabalhassem juntos e, mais de uma vez, deflagrassem uma hostilidade
aberta.





Durante as idas e vindas de Lynch, Don Dokken testou outros
guitarristas, incluindo Warren DeMartini, o qual, mais tarde, também
se juntaria ao Ratt. Paralelamente, Lynch fez uma audição
para a banda de Ozzy Osbourne, como possível substituto do
falecido Randy Rhoads, mas não foi selecionado. Assim, finalmente,
decidiu-se por permanecer com o Dokken após o lançamento de
Breaking the Chains nos EUA.





Para preencher a vaga de baixista, o gerente da Shrapnel Records,
Mike Varney, sugeriu a Don Dokken um membro de sua própria banda,
Cinema, chamado Jeff Pilson. Ele se juntou ao conjunto após
uma audição, em 1984.







George Lynch





Criação
e Composição





George Lynch começou a juntar riffs de guitarra e outras ideias
musicais em um gravador de quatro canais, em sua casa, em 1983, logo
sendo acompanhado pelo baixista Pilson e pelo baterista Mick Brown.





Os três formaram uma equipe compositora coesa, a qual produziu
várias demos, incluindo letras e vocais. Don Dokken foi excluído
deste estágio criativo, trabalhando em músicas e letras por conta
própria ou com Pilson.





A balada “Alone Again” foi o resultado de uma colaboração de
Don com Pilson e é a reformulação de uma música escrita por
Dokken em 1975. Lynch se opôs a inclusão da música no futuro
álbum, pois ele não queria que o mesmo contivesse baladas, mas
finalmente foi convencido de outra forma.





De acordo com Don Dokken, a banda compôs 25 músicas neste período,
as quais foram reduzidas às 10 melhores.





Problemas
na produção





Antes da pré-produção começar, Don Dokken propôs, como produtor,
seu amigo alemão Michael Wagener, cujo currículo incluía obras com
Accept, Raven, Great White e a produção e
engenharia de Breaking the Chains.





Previsivelmente, a amizade de Wagener com Dokken e, mais importante,
a insatisfação de Lynch com o som do álbum de estreia, trouxeram a
rejeição da proposta do vocalista pelo resto da banda. A Elektra
Records selecionou o especialista Tom Werman para produzir o disco.
Tom já havia produzido trabalhos muito bem-sucedidos com nomes de
peso como Cheap Trick, Molly Hatchet, Ted Nugent.





Werman esteve presente nos ensaios, ajudando a selecionar e a
organizar as músicas antes da produção começar. A gravação do
álbum começou no Cherokee Studios, em Hollywood, na Califórnia,
contando com o engenheiro de som, Geoff Workman, cuja personalidade e
comportamento errático não se encaixavam facilmente com a direção
de Werman. Este relacionamento problemático foi o ingrediente que
faltava ao choque crescente de egos entre Lynch e Dokken. Tudo foi
ainda extremamente exacerbado pelo abuso de cocaína e álcool por
músicos e técnicos.





Tentando apagar incêndios, Werman estabeleceu um horário de
trabalho para que evitasse a presença simultânea do guitarrista e
do vocalista no estúdio, com a gravação de Don com o resto da
banda no final da manhã e à tarde; e do guitarrista à noite. Este
arranjo foi mantido por toda a permanência de George Lynch na banda,
já que ele e Dokken nunca trabalharam juntos em um estúdio de
gravação.







Jeff Pilson


Após algumas semanas de trabalho, a situação explodiu quando Lynch
rejeitou violentamente os apelos de Werman para alguns de seus solos
de guitarra e, por fim, recusou-se a trabalhar novamente com o
produtor.





Werman se encheu daquilo tudo, desistiu e partiu para férias de
verão com sua família, fazendo com que Don Dokken solicitasse
novamente a contratação de Michael Wagener para completar as
gravações e mixar as faixas.





Apesar do acordo entre Werman e Burnstein sobre o envolvimento de
Wagener, o resto da banda continuou a recusá-lo, comprometendo o
lançamento do disco.





O vocalista expressou suas preocupações aos executivos do selo e
pediu a eles que interviessem e trouxessem Wagener para finalizar o
álbum. A Elektra acabou atendendo o pedido de Dokken, mas também
contratou o produtor britânico Roy Thomas Baker, famoso por seu
trabalho com Queen, Journey e The Cars - e por
seu estilo de vida hedonista.





A principal tarefa de Baker foi manter a banda em controle e ocupada,
enquanto Wagener gravava os vocais principais à noite, além de
mixar o álbum, ajudado secretamente por Dokken.





A produção também superou o desaparecimento súbito e inexplicado
de Lynch, por uma semana, e terminou a gravação e mixagem em agosto
de 1984.





A musicalidade do álbum varia entre faixas rápidas e agressivas e
baladas pop e melódicas, representando uma transição do Heavy
Metal clássico para o Glam Metal mais comercial.





Vamos às faixas:





WITHOUT WARNING





"Without Warning" possui menos de 2 minutos e serve como introdução para o álbum.













TOOTH AND NAIL





"Tooth and Nail" é uma faixa que vai direto ao ponto, sem muitos rodeios e nem muito alarde. O ritmo é rápido, o andamento veloz e o peso está presente. A sonoridade é praticamente um Heavy Metal, com grande trabalho do baterista Mick Brown e do guitarrista George Lynch.





A letra pode inferir o momento pelo qual a banda passava:





Last generation, reckless and free


Up against the odds


Thoughts of revenge are going through me


Fate lies in the cards













JUST GOT LUCKY





Já em "Just Got Lucky", a banda aposta no Hard Rock com bastante pegada oitentista, com presença de teclados e um refrão bastante pegajoso, no bom sentido do termo. O baixo de Jeff Pilson dita o ritmo e Don Dokken capricha nos vocais.





A letra fala de um relacionamento conturbado:





Now that is over and I've seen right through


Not looking back again I'll start anew


Was making love to you such a wasted time


Maybe I love you, still, I'll get you off my mind





“Just Got Lucky” foi lançada como single, mas não obteve maior
repercussão nas principais paradas de sucesso.





Há um fato curioso sobre “Just Got Lucky”.





Em 1985, enquanto o Dokken e a banda Dio estavam fazendo shows no
Havaí, o grupo decidiu filmar um videoclipe para o single “Just
Got Lucky”.





O conjunto gostaria de filmar o solo de guitarra de Lynch em cima de
um vulcão ativo. Durante a filmagem, a atividade sísmica se
desenvolveu e o vapor começou a se intensificar, dificultando a
respiração de George.





O guitarrista, posteriormente, afirmou que podia sentir o calor
através dos sapatos, mas continuou tocando. À medida que a noite
caiu, os guardas do parque vieram avisar a banda e a tripulação que
precisavam sair imediatamente.





Eles estavam no avião quando o vulcão, mais tarde, entrou em
erupção e a equipe de filmagem passou cerca de uma hora dando
voltas acima dele para imagens extras.













HEARTLESS HEART





"Heartless Heart" mantém a pegada Hard Rock/Glam Metal, contando com um ritmo cadenciado, mas com peso na medida certa. O riff base da canção é excelente, em outro trabalho muito bom de George Lynch. Os Backing Vocals são muito bem construídos.





A letra fala sobre uma garota:





You got a heartless heart
Got a heart of stone
You got a
heartless heart
And it's just gonna bring you down













DON'T CLOSE YOUR EYES





Outra vez soando pesado e intenso, é desta maneira que o Dokken aparece em "Don't Close Your Eyes". A guitarra de George Lynch está ainda mais destacada, com bastante distorção e seu timbre inconfundível. A seção rítmica aplica ainda mais peso à música, em um dos grande momentos do disco.





A letra menciona estado de vigilância:





Just a shadow in the dark, you've seen this face before
Is it
just a fantasy, is he coming back for more
Out in the alleyways,
there is no second chance
Moving up behind you, you've lost the
game at last













WHEN HEAVEN COMES DOWN





Um Hard Rock de primeiríssimo nível é o que apresenta a poderosa "When Heaven Comes Down". Embora bastante lenta, o riff principal da faixa exala um peso absurdo, em um trabalho fabuloso de George Lynch e da seção rítmica formada por Brown e Pilson. A 'cereja do bolo' é a soberba atuação vocal de Don Dokken. Canção fabulosa!





A letra possui um fundo religioso:





Ashes to ashes, sorrow and shame
Look at the future
again
Angels in heaven walking the streets
Searching for
someone to blame













INTO THE FIRE





Já "Into the Fire", continua com a sonoridade Hard Rock, mas em uma abordagem que conta com uma melodia mais maliciosa ao invés de apostar exclusivamente no peso. Outra vez os trabalhos de Lynch e Don são muito acima da média. Música bem legal!





A letra é em tom de decepção:





Take me back where I came from
Don't wanna see your face no
more
You broke my heart, now it's not the same
I'm falling,
again
I'm falling, again
Into the fire










Lançada como single, “Into the Fire” não repercutiu nas
principais paradas de sucesso desta natureza.













BULLETS TO SPARE





Nesta canção, o Dokken segue a aposta em uma sonoridade Hard Rock, com uma dose consideravelmente de peso, sendo guiado pela brilhante guitarra de George Lynch. O ritmo é mais cadenciado, mas a música soa bem pesada e a bateria de Brown é muito presente. Excelentes vocais de Don Dokken.





A letra pode ser interpretada como sedução:





My barrel's ready
My hand is steady
Tonight I'm ready for
fun
I got my finger
It's on the trigger
Another night on the
run













ALONE AGAIN





"Alone Again" é certamente a balada do álbum, mas sua abordagem foge da mesmice, especialmente pela atuação soberba da guitarra de George Lynch, imprimindo sua marca mesmo nas passagens mais suaves. A faixa ainda conta com a melhor atuação vocal de Don Dokken no disco. Música incrível!





A letra fala sobre uma decepção amorosa:





Tried so hard to make you see
But I couldn't find the words
Now
the tears, they fall like rain
I'm alone again without you
Alone
again without you
Alone again without you
Alone again without
you










“Alone Again” é um dos grandes clássicos do Dokken.





Lançada como single, atingiu a 64ª posição da principal parada
norte-americana desta natureza.





Além disso, a faixa é presença constante nos shows e coletâneas
do conjunto ianque.













TURN ON THE ACTION





A décima - e última - faixa de Tooth and Nail é "Turn On the Action". O ritmo volta a ficar bem acelerado, com a seção rítmica imprimindo peso e velocidade à canção. Lynch, mais uma vez, brilha intensamente, fechando o álbum com chave-de-ouro!





A letra é em tom rebelde:





I'm looking over my shoulder
I'm running reckless thru the
night
Forever young not getting older
Satisfaction guaranteed
tonight













Considerações Finais





Tooth and Nail aumentou o nível de sucesso do Dokken e
se tornou um disco clássico do grupo. Atingiu a 49ª colocação da
principal parada norte-americana desta natureza.





O álbum foi lançado em 14 de setembro de 1984. O principal single
para sua promoção foi “Into the Fire”, o qual recebeu
suficiente cobertura das rádios, especialmente, entre outubro e
dezembro daquele ano.





O videoclipe da supracitada música também recebeu moderada exibição
na MTV dos Estados Unidos, aparecendo na trilha sonora do filme A
Nightmare on Elm Street 3: Dream Warriors
, lançado em 1987. O
segundo single, “Just Got Lucky”, foi um tanto menos bem-sucedido,
embora havia sido suportado por um videoclipe dirigido por Wayne
Isham.





Tooth and Nail recebeu críticas principalmente positivas.
Paul Suter, em sua revisão para a revista britânica Kerrang!,
elogiou os vocais 'fortemente melódicos', de Don Dokken e o
'estridente e deslumbrante solo', de George Lynch.





Stephen Thomas Erlewine, do AllMusic, dá ao trabalho
uma nota 4 de 5 possíveis, ficando entusiasmado com a guitarra de
Lynch, afirmando que “não há um solo no álbum que não valha à
pena ouvir” e apreciou a voz de Don Dokken por tornar ainda mais
convincente o material “cliché”.





O renomado crítico musical Martin Popoff colocou o Dokken quase a
par com o Van Halen, tanto pela “sensação de show ao vivo” da
música quanto pelo “conflito acalorado entre guitarrista e
vocalista”.





Para apoiar o lançamento do disco, a banda começou uma longa turnê
pelos EUA, em 9 de outubro de 1984, no Texas. Durante a turnê, eles
estavam sendo banda de abertura para Twisted Sister e Y&T,
Dio e Kiss.





O Dokken encabeçou algumas datas com o Loudness e concluiu a turnê
em 10 de abril de 1985, em Syracuse, Nova York, abrindo para Sammy Hagar. Nos meses seguintes, eles cessaram as atividades ao vivo
para compor e gravar seu terceiro álbum de estúdio, Under Lock
and Key, o qual seria lançado em novembro de 1985.





“Alone Again” foi lançada como um single depois que a turnê
terminou e se tornou o maior sucesso da banda. A balada foi ajudada
pela forte rotação do videoclipe, dirigido por Isham, na MTV
americana, durante 1985, dando à banda o primeiro e maior sucesso na
Billboard Hot 100, a principal parada de singles dos EUA.






Tooth and Nail
supera a casa de 1 milhão de cópias vendidas apenas
nos Estados Unidos.













Formação:


Don Dokken - Vocal


George Lynch - Guitarras


Jeff Pilson - Baixo, Backing Vocals


Mick Brown - Bateria





Faixas:


01. Without Warning (Dokken/Lynch/Pilson) - 1:35


02. Tooth and Nail (Brown/Lynch/Pilson) - 3:40


03. Just Got Lucky (Lynch/Pilson) - 4:35


04. Heartless Heart (Brown/Lynch/Pilson) - 3:29


05. Don't Close Your Eyes (Dokken/Lynch/Pilson) - 4:10


06. When Heaven Comes Down (Brown/Lynch/Pilson) - 3:35


07. Into the Fire (Dokken/Lynch/Pilson) - 4:27


08. Bullets to Spare (Brown/Dokken/Lynch/Pilson) - 3:35


09. Alone Again (Dokken/Pilson) - 4:20


10. Turn On the Action (Brown/Lynch/Pilson) - 4:43





Letras:


Para o conteúdo completo das letras, recomenda-se o acesso a:
https://www.letras.mus.br/dokken/




Opinião do Blog:


O Dokken volta ao RAC depois de 5 anos, com o site abordando um de seus trabalhos mais importantes e significativos: o sensacional Tooth and Nail.





É impressionante e fundamental se levar em conta o momento pelo qual o grupo passava em 1984: com as costas contra a parede, ameaçado de perder o contrato com a gravadora e, só para piorar, com o agravamento da deterioração do relacionamento entre Don Dokken e George Lynch.





E é uma pena imaginar como o Dokken poderia ter voado ainda mais alto se suas duas principais forças criativas tivessem um relacionamento minimamente amigável. Tooth and Nail é uma amostra significativa da enorme capacidade da banda.





Claro que a cozinha formada pelo baterista Mick Brown e o baixista Jeff Pilson é mais que competente: é fator preponderante do sucesso do disco, imprimindo peso e ditando o ritmo das grandes canções que compõem o trabalho.





Don Dokken dá seu nome à banda e tem uma atuação irrepreensível em Tooth and Nail. Se não possui uma voz esplendorosa - e, para o site, não tem mesmo - ele compensa com uma interpretação emocionante e que a combina perfeitamente com a massa sonora.





Mas o grande destaque do álbum é mesmo o guitarrista George Lynch, com uma presença soberba. Riffs precisos e pesados, feeling monstruoso nos solos e uma sensibilidade melódica preciosa. Lynch é o responsável direto pela qualidade absurda das músicas que formam o disco.





Em termos de letras, estas, são bem simples. Valem uma conferida.





Tooth and Nail não possui nenhuma faixa mediana sequer. Aqui não há música de enchimento e sua qualidade é muito acima da média.





A metálica faixa-título se destaca pelo peso e intensidade absurdos. "Just Got Lucky" possui a cara dos anos 80, mas conta com o toque de midas de George Lynch. O guitarrista também conduz o Hard Rock certeiro de "Don't Close Your Eyes".





A balada pesada e estilosa chamada "Alone Again" é um dos pontos mais altos do disco. Mas o site elege a inacreditável "When Heaven Comes Down" como o ápice do trabalho, uma composição monumental!





Enfim, o Dokken é uma banda tremendamente subestimada, especialmente se se levar em conta a qualidade absurda dos membros que a compunham, qualidade esta refletida em seus álbuns. Tooth and Nail é uma amostra fiel do poder e da qualidade que o Hard Rock oitentista possuía. Álbum extremamente recomendado!


DOKKEN - TOOTH AND NAIL (1984)


Tooth and Nail é o segundo álbum de estúdio da banda norte-americana chamada Dokken. Seu lançamento oficial aconteceu em 14 de setembro de 1984, através do selo Elektra Records. As gravações ocorreram entre abril e agosto daquele mesmo ano, nos estúdios Cherokee Studios, em Hollywood, nos Estados Unidos. A produção é assinada por Tom Werman e por Roy Thomas Baker.

DOKKEN - BACK FOR THE ATTACK (1987)



Back For The Attack é o quarto álbum de estúdio da banda norte-americana chamada Dokken. Seu lançamento oficial ocorreu no dia 27 de novembro de 1987, com suas gravações sendo realizadas entre dezembro de 1986 e agosto de 1987. A produção do álbum ficou a cargo do produtor Neil Kernon.

A história da banda Dokken está ligada de forma indissociável à de seu vocalista Donald Maynard Dokken, ou Don Dokken, fundador do grupo.



Don começou sua carreira sendo o vocalista de uma banda que se apresentava na área de Los Angeles, sua cidade natal, com o nome de Airborn. Por volta de 1978, a banda descobre que havia outro grupo com o mesmo nome e a qual já havia conseguido um contrato com gravadora e decide mudar o seu nome para Dokken.

A banda era formada por Don Dokken, Jim Monanteras, Greg Leon, e Mick Brown.

Don Dokken então vê uma oportunidade de firmar um contrato com uma gravadora na Alemanha. Após assistir a uma apresentação de uma banda chamada Xciter, Don convida o guitarrista George Lynch e o baterista Mick Brown para se juntarem a ele na busca de fecharem o contrato na Alemanha, mas ambos não estavam interessados naquele momento.

Mesmo assim, Don Dokken vai para a Alemanha. Durante seu tempo naquele país, ele acaba se tornando amigo da grande banda alemã Scorpions. Tanto que durante as gravações do álbum Blackout dos alemães, Dokken substitui Klaus Meine para gravar as guias vocais para a gravação das faixas do álbum enquanto Meine esteve com uma doença nas cordas vocais. Meine se recuperou e gravou o álbum, mas muitos dos vocais de Don Dokken foram mantidos como background na maioria das faixas de Blackout.

Enquanto Don ajudava o Scorpions, a tradicional banda alemã Accept estava gravando em outro estúdio e o manager dela assegura a Dokken um contrato com a Carrere Records, com um auxílio de uma canção da banda Xciter.

Don Dokken


Assim, o guitarrista George Lynch e o baterista Mick Brown aceitam a nova oferta de Dokken e, com a adição (para a gravação) do baixista Peter Baltes (do Accept), a banda estava formada e gravam Breaking The Chains.

Embora no álbum os créditos para o baixo sejam dados ao futuro baixista Juan Croucier, foi Peter Baltes quem gravou as partes de baixo no álbum, conforme George Lynch assegurou em uma entrevista em 2001.

O álbum foi lançado em 1981 apenas na Europa, com o nome Breakin’ The Chains, como um EP e sob o nome de Don Dokken. Ele contém algumas versões e mixagens alternativas em relação à nova versão que seria lançada mais tarde nos Estados Unidos.

Com George Lynch na guitarra, Mick Brown na baterista e, agora sim, com Juan Croucier no baixo, a banda do vocalista Don Dokken estava formada. Nos Estados Unidos, o manager Cliff Bernstein consegue um contrato com uma gravadora e uma turnê para a banda se apresentar juntamente com o Blue Öyster Cult.

Em 1983, Breaking The Chains é lançado nos Estados Unidos. Embora tenha alcançado a modestíssima 136ª posição na parada norte-americana, o álbum continha ótimas músicas, como a faixa-título “Breaking The Chains” (a qual foi eleita 62ª melhor canção de Hard Rock de todos os tempos em uma eleição do canal de TV VH1 décadas depois) e a excelente canção “Paris Is Burning”, ao vivo.

Entretanto, se o sucesso na Europa era crescente – a revista inglesa Kerrang! ajudava a divulgar o grupo – o Dokken permanecia praticamente desconhecido nos Estados Unidos e, pior, com muito pouco dinheiro.

Ainda em 1983, o baixista Juan Croucier deixa o grupo para se juntar ao Ratt e o substituto é Jeff Pilson. Com esta formação a banda grava e lança seu segundo álbum de estúdio, Tooth And Nail, no dia 13 de setembro de 1984.

Tooth And Nail é um divisor de águas para a carreira do Dokken. Os poderosos e melódicos vocais de Don Dokken, aliados a grande habilidade do guitarrista George Lynch, são responsáveis por chamar a atenção do público para a banda. E tudo isto está muito “visível” em Tooth And Nail.

O álbum atingiu a ótima 49ª posição na parada norte-americana da Billboard. Também os singles para promoverem o trabalho foram muito bem sucedidos.

A excelente “Into The Fire” foi o primeiro single do álbum e alcançou a 21ª posição da parada de singles dos Estados Unidos. Também teve um videoclipe promocional com boa circulação na MTV daquele país.

O segundo single (e clipe) foi de outra grande faixa de Tooth And Nail, “Just Got Lucky”. Ficou com a 27ª posição da parada de singles. Mas maior sucesso viria com o terceiro single do álbum, a belíssima e melódica balada, “Alone Again”. Ficou com a 20ª posição na parada de singles e seu videoclipe teve maciça divulgação na MTV norte-americana.

O álbum vendeu mais de 1 milhão de cópias nos Estados Unidos e estima-se que outro milhão tenham sido vendidas pelo mundo.

O sucesso de Tooth And Nail empolgou o grupo a lançar mais um álbum, o qual seria o seu terceiro de estúdio. Em 9 de novembro de 1985 saiu o ótimo Under Lock And Key.

O ótimo Under Lock And Key também se torna um sucesso, atingindo a excelente 32ª posição da parada norte-americana de álbuns, a Billboard.

Os singles impulsionaram o sucesso do álbum. A ótima “In My Dreams” foi bem na parada de singles norte-americana, alcançando a 24ª posição. Também outra excelente canção, “The Hunter”, ficou com a 25ª posição na mesma parada.

Under The Lock And Key também vendeu mais de 1 milhão de cópias apenas nos Estados Unidos.

Nesta época, o Dokken estava se consolidando como uma grande banda. O grupo fez turnês e shows de abertura para grandes nomes do rock mundial, como Judas Priest, AC/DC, Aerosmith e DIO.

Em 1986, após uma muito bem sucedida turnê com os amigos do Scorpions, o grupo se prepara para entrar em estúdio para gravar um single, “Dream Warriors”, que seria trilha sonora para o filme A Nightmare On Elm Street 3: Dream Warriors, da série de filmes com a personagem Freddy Krueger.

“Dream Warriors” trouxe novamente a atenção da banda para o público de Hard Rock do Reino Unido, sendo lançado um single em fevereiro de 1987 que continha “Dream Warriors”, “Back For The Attack” (até então, faixa inédita) e “Paris Is Burning”, do primeiro álbum do grupo.

O single “Dream Warriors” é um novo sucesso para o Dokken e acaba atingindo a 22ª posição da parada de singles. A banda demoraria mais 6 meses para fazer um novo lançamento de um trabalho. Este seria seu quarto álbum de estúdio, Back For The Attack.

KISS OF DEATH

A primeira faixa de Back For The Attack é “Kiss Of Death”.

Um excelente riff criado por George Lynch abre a canção com um ritmo rápido, pesado e muito intenso. Esse riff se estende por toda a música, com pequenas variações. Don Dokken canta-a com bastante intensidade e emoção. Um ótimo início para um álbum promissor! Lynch faz um solo muito bom!

A letra da canção é simples, trazendo a ideia de perigo e ameaça em um relacionamento envolvendo uma garota. Como mostra o simples, mas empolgante refrão:

As she took me in her arms
And brought me to an end
With the kiss of death
The kiss of death



PRISONER

A segunda faixa de Back For The Attack é “Prisoner”.

“Prisoner” começa com um riff bem estilo do Hard Rock oitentista feito nos Estados Unidos, com um ótimo ritmo, mas desta vez Lynch optou por um andamento mais arrastado. A seção rítmica faz um trabalho muito bom, com Don Dokken contribuindo de maneira muito positiva para o sucesso da canção com seus vocais. Lynch esbanja feeling em seu solo.

As letras da canção são bastante simples, revelando uma personagem apaixonada, como se vê no trecho:

It's so easy to see
I could never be free
I'm a prisoner
Chained by love

“Prisoner” foi o primeiro single lançado para promover o álbum Back For The Attack. Alcançou a ótima 37ª posição da parada norte-americana desta natureza.



Evidentemente, tornou-se uma das canções favoritas dos fãs e presença quase obrigatória nos shows do grupo.



NIGHT BY NIGHT

“Night By Night” é a terceira faixa do álbum.

Com um Hard Rock novamente mais cadenciado, Lynch construiu um riff arrastado que possibilita Don Dokken abusar de vocais mais intensos que se casam de maneira perfeita com a música. Uma das melhores faixas de Back For The Attack. Esbanjando feeling, o solo de Lynch é grandioso!

As letras novamente contam com um lado mais romântico, como nos revela o refrão:

We're living night by night
It's just you and me
Living night by night
We're living night by night
We never see the light of day
So baby can't you see
We're living night by night
yeah, we're living it night by night
The night is all that we need



STANDING IN THE SHADOWS

A quarta faixa de Back For The Attack é “Standing In The Shadows”.

Outra ótima canção é “Standing In The Shadows”. Conta com um ritmo mais acelerado, mas ainda demonstrando o melhor do Hard Rock da década de oitenta. Peso e melodia são aliados com muito feeling, assim como os vocais de Don Dokken contribuem de maneira harmônica com a música. George Lynch, outra vez, destrói no solo!

Nas letras, “Standing In The Shadows” abandona o romantismo e aposta em uma trama psicológica, mesmo que simples, por um homem que teria cometido um crime:

Standing in the shadows
Watching the world go by
Standing in the shadows
He was looking
Looking for a place to hide



HEAVEN SENT

“Heaven Sent” é a quinta faixa de Back For The Attack.

Mais uma vez a base da canção é um clássico Hard Rock, desta vez mais cadenciada, continuando com a manutenção do peso da guitarra de George Lynch. O ponto alto da canção é o solo, mais uma grande construção do guitarrista.

O romantismo é retomado na canção, de maneira que a personagem principal não quer mais se apaixonar:

Save me
Dont let me fall
Heaven sent
I heard the call
Stop me
Dont let me go
Touch my heart
Then let me know



Lançada como single, não conseguiu obter maior repercussão.



MR. SCARY

A sexta faixa do álbum é “Mr. Scary”.

“Mr. Scary” é uma faixa de pouco mais de 4 minutos, sendo totalmente instrumental. George Lynch esbanja feeling na canção, fazendo solos precisos. A canção apresenta um Hard Rock com flertes consideráveis com o Heavy Metal tradicional.



SO MANY TEARS

“So Many Tears” é a sétima faixa do álbum.

A canção é construída com um Hard Rock tipicamente do Dokken, de maneira envolvente. A sonoridade da música é pesada, mas sem nunca perder a melodia. O refrão é bem contagiante, contando com vocais muito belos por parte de Don.

A faixa apresenta letras românticas em tom de uma despedida:

There's only so many tears you can cry
There's only so many ways you can say goodbye
There's only so many tears you can cry
There's only so many ways you can say goodbye
So many tears you can cry



BURNING LIKE A FLAME

A oitava faixa de Back For The Attack é o clássico “Burning Like A Flame”.

“Burning Like A Flame” segue um ritmo clássico de Hard Rock, sendo um riff divertido e muito empolgante. A seção rítmica faz sua parte de maneira competente, mas o grande destaque da faixa é realmente a atuação vocal de Don Dokken, que canta de maneira entusiasmada e com vocais emotivos.

Letras bastante românticas constituem a canção, com um amor que o “eu lírico” não pensava que fosse perdurar, mas mostrando-se apaixonado:

Don't you know that
It's our love that's burning
Burning like a flame
And you know that
It's out love that's never gonna change
'Cause every time I touch you
You just make me go insane
Don't you know that
It's our love that's burning
Our love burning like a flame

“Burning Like A Flame” foi lançada como single para promover Back For The Attack, para qual foi também lançado um videoclipe promocional. A canção atingiu a 20ª colocação da parada norte-americana de singles.



“Burning Like A Flame” também se tornou um clássico da banda e uma canção adorada pelos fãs do grupo.



LOST BEHIND THE WALL

A nona faixa do álbum é “Lost Behind The Wall”.

A canção tem um ritmo bem cadenciado, mas com uma veia Heavy Metal bem realçada. O peso da música contribui perfeitamente para um clima tenso, sendo muito bem interpretada pelo vocalista Don Dokken. O solo é belíssimo, repleto de feeling, o ponto alto de “Lost Behind The Wall”. Grande George Lynch!



STOP FIGHTING LOVE

A décima faixa de Back For The Attack é “Stop Fighting Love”.

“Stop Fighting Love” é uma ótima canção de Hard Rock que segue o ritmo das canções anteriores do álbum, sendo bem pesada, mas sem perder a melodia. George Lynch se destaca ao fazer belas linhas de guitarra e contribui com os vocais de Don Dokken. Mais um solo muito bonito.

A banda aposta em mais uma letra romântica, como mostra o refrão:

Stop fighting love
Baby I just want to know the reason why
Stop fighting love
Don't say goodbye
And you'll be back in my arms again



CRY OF THE GYPSY

“Cry Of The Gypsy” é a décima primeira faixa do álbum.

“Cry Of The Gypsy” tem um riff muito bom e que mantém um ritmo bastante forte e intenso, com peso marcante, flertando bastante com o Heavy Metal. A guitarra de George Lynch é, sem sombra de dúvidas, o grande destaque desta excelente canção de Back For The Attack.

As letras da canção mostram um personagem que sofre bastante, o refrão é empolgante:

Must be the gypsy
The cry of the gypsy
Must be the gypsy
The cry of the gypsy
Must be the gypsy in me



SLEEPLESS NIGHT

A décima segunda faixa do álbum é “Sleepless Night”.

“Sleepless Night” talvez seja a música mais pesada do trabalho, entretanto tem um ritmo bastante cadenciado, lento mesmo. Don Dokken faz bons vocais, mas talvez seja o ponto mais baixo do disco, mesmo longe de ser uma faixa ruim.



DREAM WARRIORS

A décima terceira, e última, faixa de Back For The Attack é “Dream Warriors”.

Com fortes influências de Heavy Metal, “Dream Warriors” é uma excelente canção e dos maiores clássicos da carreira do Dokken. O riff é bastante pesado, mas, ao mesmo tempo, repleto de melodia, refletindo toda a qualidade do guitarrista George Lynch. Don faz um trabalho excelente nos vocais e a seção rítmica está ótima!

As letras têm uma temática bastante aterrorizante, casando com sua finalidade sobre a qual trataremos:

With the dream warriors
Don't wanna dream no more
With the dream warriors
And maybe tonight
Maybe tonight you'll be gone

Como foi dito no início do texto, “Dream Warriors” foi lançada antes do álbum, como trilha sonora do filme da série da personagem Freddy Krueger, A Nightmare on Elm Street 3: Dream Warriors.

Foi lançada como single, antes mesmo do álbum, em fevereiro de 1987. Alcançou a 22ª posição da parada norte-americana de singles e fez bastante repercussão também no Reino Unido.



Também foi feito um videoclipe para a mesma, com os integrantes da banda interagindo com personagens do filme, muito legal!

A versão de “Dream Warriors” que foi incluída em Back For The Attack, é ligeiramente mais curta e também foi remixada. Certamente, é outra das canções favoritas dos fãs e bastante presente no set list do grupo através dos anos.



Considerações Finais

Back For The Attack se tornou o álbum mais bem sucedido comercialmente da história do Dokken, estimando-se que tenha superado a casa das 2 milhões de cópias vendidas apenas nos Estados Unidos.

O álbum atingiu a excelente 13ª posição da parada norte-americana de álbuns, refletindo com fidelidade a qualidade do trabalho.

Com tanto sucesso comercial e repercussão, o Dokken foi convidado a participar do Monsters Of Rock Tour, um festival de 1988, ao lado de nomes como Scorpions, Van Halen, Kingdom Come e Metallica.

Os shows que a banda realizou no Japão em abril de 1988 foram gravados e permitiram o lançamento de um álbum ao vivo, Beast from the East, surgindo oficialmente em 16 de Novembro daquele ano, alcançando a 33ª posição da parada de álbuns norte-americana.

Já em Março de 1989, o Dokken se dissolveu devido a diferenças pessoais e criativas entre Don Dokken e George Lynch. Don se lançou em carreira solo e George Lynch juntamente com o baterista Mick Brown formou a banda Lynch Mob.

George Lynch


O Dokken só voltaria a se juntar e lançar um material inédito com Dysfunctional, de maio de 1995.

Formação:
Don Dokken - Vocal
George Lynch - Guitarras
Jeff Pilson - Baixo
Mick Brown – Bateria

Faixas:
01. Kiss of Death (Lynch/Dokken/Pilson) — 5:51
02. Prisoner (Lynch/Pilson/Brown) — 4:20
03. Night by Night (Pilson/Lynch/Brown/Dokken ) — 5:23
04. Standing in the Shadows (Dokken/Lynch/Pilson) — 5:07
05. Heaven Sent (Dokken/Lynch/Pilson) — 4:52
06. Mr. Scary (Lynch/Pilson) — 4:31
07. So Many Tears (Dokken/Lynch/Pilson) — 4:56
08. Burning Like a Flame (Lynch/Pilson/Dokken/Brown) — 4:46
09. Lost Behind the Wall (Lynch/Brown/Dokken/Pilson) — 4:19
10. Stop Fighting Love (Pilson/Lynch/Dokken/Brown) — 4:52
11. Cry of the Gypsy (Dokken/Pilson/Lynch) — 4:51
12. Sleepless Night (Lynch/Brown/Pilson) — 4:32
13. Dream Warriors (Lynch/Pilson) — 4:42

Letras:
Para o conteúdo das letras, indicamos o acesso a: http://letras.terra.com.br/dokken/

Opinião do Blog:
Apesar do grande sucesso na década de oitenta, hoje o Dokken não é uma banda tão conhecida assim. Isso não impede de que se reconheça a qualidade dos trabalhos lançados pelo grupo, especialmente aqueles da supracitada década.

Dois fatores despertam interesse pela banda, aos nossos olhos. O primeiro é o empenho aliado à qualidade do vocalista Don Dokken em fazer a banda especial. Don é um cantor talentoso e imprime técnica e emoção aos vocais.

O outro fator é o guitarrista George Lynch. Ele mostra do que é capaz em Back For The Attack, especialmente em seus incríveis solos, um dos maiores destaques do álbum e, também, de sua carreira.

O Dokken faz um Hard Rock que flerta constantemente com o Heavy Metal e isto está presente no ótimo álbum Back For The Attack. “Kiss Of Death”, “Dream Warriors” e “Prisoner” são grandes músicas e provas de tudo isto que se afirma.

Outra característica da banda é que, se suas músicas por muitas vezes contêm boas doses de peso, ao mesmo tempo o grupo nunca abre mão das melodias e belas linhas de guitarra.

Álbum e bandas mais que indicados pelo Blog. Dê-se uma chance de ser envolvido pela categoria deste ótimo Dokken!