Force
It é o quarto álbum de estúdio da banda britânica UFO. Seu
lançamento oficial aconteceu em julho de 1975, com as gravações
ocorrendo no Morgan Studios, em Londres, na Inglaterra. O selo
responsável foi o Chrysalis Records e a produção ficou sob
responsabilidade de Leo Lyons.
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UFO - FORCE IT (1975)
Force
It é o quarto álbum de estúdio da banda britânica UFO. Seu
lançamento oficial aconteceu em julho de 1975, com as gravações
ocorrendo no Morgan Studios, em Londres, na Inglaterra. O selo
responsável foi o Chrysalis Records e a produção ficou sob
responsabilidade de Leo Lyons.
Uma
das mais brilhantes bandas do Hard Rock setentista volta ao Blog, o
UFO. Como de costume, primeiro se tratará dos fatos que antecederam
ao lançamento do álbum para depois se abordá-lo, faixa a faixa.
Em
maio de 1974, o UFO lançou Phenomenon, uma das obras de arte
dos anos 1970. Além disso, o álbum marcou a estreia do talentoso
guitarrista Michael Schenker na banda.
Phenomenon
contém canções que se tornaram favoritas dos fãs, como "Doctor
Doctor" e "Rock Bottom".
O
álbum acabou sendo forte influência para a NWOBHM, pois continha
riffs fortes e precisos além de viradas na bateria que encantariam
um certo Iron Maiden.
Até
o momento da turnê do disco, o guitarrista Paul Chapman, ex-Skid
Row, juntou-se ao grupo, mas acabou deixando-o em janeiro de 1975
para se juntar ao Lone Star.
Paul
Chapman foi trazido para que reforçasse o som das guitarras, sendo a
base para que o outro guitarrista, Michael Schenker, brilhasse nos
solos e improvisações.
![]() |
| Michael Schenker e Phil Mogg |
Mas
a parceria duraria apenas até o final da turnê de Phenomenon, pois,
segundo declarações da época, Chapman acabou se desentendendo com
Schenker.
Segundo
Mark Crampton, na realidade, Michael e Paul eram bons amigos, e Paul
deixou o grupo devido a diferenças com o resto da banda, e, além
disso, fazer uma turnê com o conjunto Lone Star, o qual promovia seu
primeiro álbum.
Ainda
em 1975, o tecladista Chick Churchill (do Ten Years After) foi
contratado para adicionar os teclados em seu novo esforço.
Além
disto, a banda também assinou com a empresa Hipgnosis, a responsável
por realizar a arte gráfica de capas de álbuns de bandas como Pink
Floyd, Led Zeppelin, Yes, Wishbone Ash, Genesis, entre outras.
E a
capa de Force It, o futuro álbum do UFO, geraria polêmicas,
chegando a ser proibida nos Estados Unidos, por seu conteúdo sexual.
Durante
anos, os gêneros do casal na banheira eram desconhecidos, e a nudez
estava à beira das normas morais de decência da época.
Os
modelos que fizeram a imagem eram, realmente, Genesis P-Orridge e sua
namorada, Cosey Fanni Tutti, ambos futuramente fariam parte da banda
Throbbing Gristle.
A
obra foi suavizada para o lançamento inicial nos Estados Unidos,
tornando, o casal na banheira, transparente.
![]() |
| Michael Schenker e Pete Way |
Por
fim, a arte da capa é um trocadilho com o título do álbum, havendo
várias torneiras na imagem.
Vamos
às faixas:
LET
IT ROLL
O peso típico do Hard Rock setentista comanda a impecável "Let It Roll". O riff principal da canção é incrível e executado de forma perfeita pelo ótimo guitarrista Michael Schenker. Para acrescentar, a seção rítmica faz um trabalho impecável. A seção mais calma e melódica é envolvente, assim como o solo de guitarra de Schenker.
A
letra é simples e fala de velocidade:
Cold
run speed highway was the place where we all go
When our nerves
were razor sharp, and we all let it roll
Let it roll
Let it
roll, let it roll
Let it roll
SHOOT
SHOOT
Não se engane, "Shoot Shoot" é um Hard Rock venenoso, mas com uma melodia criativa a qual remete ao Rock da década anterior (anos 1960). Claro, Schenker brilha na guitarra, especialmente com um solo infernal, mas o maior destaque são os ótimos vocais de Phil Mogg.
A
letra é divertida e envolve um relacionamento:
I've
really got to get a fast ride out of here
Gotta
get a fast ride out of here
Gotta
get a fast ride out of here
Gotta
get a fast ride out of here now
Foi
o principal single para promover Force It, mas não conseguiu maior
repercussão em termos das principais paradas de sucesso desta
natureza.
HIGH
FLYER
Uma levada simples, melancólica e calma é a marca mais forte de "High Flyer". O baixo de Pete Way dita o ritmo de forma impressiva e Schenker dá uma amostra de seu feeling absurdo no solo de guitarra. Belíssima composição!
A
letra mistura nostalgia e melancolia:
Turn
to summer, goes so fast
Seems
I'll never see you
One
weekend and a photograph
Oh,
all my boyish dreams
Lançada
como single, não repercutiu em termos de paradas de sucesso.
LOVE
LOST LOVE
O peso está de volta em "Love Lost Love", contando com um bom riff e muita distorção da guitarra de Schenker, que é quem comanda a canção, ditando sua intensidade. Os vocais acompanham o ritmo, com boa atuação de Mogg.
A
letra remete à fugacidade da vida de um rockstar:
Partners
in the next bed and they're dancing cheek to cheek
Can't
understand their highbrow conversation
Yes,
you're pretty, who needs a pretty face
With
a hot lips reputation
OUT
IN THE STREET
Os teclados de Chick Churchill estão mais proeminentes em "Out in the Street". A faixa aposta na consagrada fórmula de se manter mais calma e cadenciada, ganhando peso e intensidade durante o refrão. Nesta oscilação entre leveza e peso, o UFO compõe outra bela música. O solo de guitarra de Schenker é brutal!
A
letra conta a história de uma senhorita:
Lady
loves to hang on
Lady
liked a real intellectual
Sweet
sister your still shaking
And
your tragedy is never ending
MOTHER
MARY
"Mother Mary" é uma composição que possui um andamento mais cadenciado, mas abusando de um riff muito pesado, flertando deliberadamente com o Heavy Metal da época. É claro que neste tipo de música o guitarrista Michael Schenker se destaca.
A
letra questiona crenças preestabelecidas:
Try
to make some changes really on the line
Given your religion,
never ever time
All the jokers laughing, queens upon the floor
Don't misunderstand it, baby needs some more
TOO
MUCH OF NOTHING
O peso e intensidade continuam em alta na, inicialmente, sombria "Too Much of Nothing". O refrão possui uma melodia mais amena, contrapondo-se ao clima mais soturno do restante do faixa. A interpretação do vocalista Phil Mogg é excelente e precisa, realçando a sonoridade.
A
letra apresenta sentido de determinismo:
But
the whole world keeps on turnin'
Yes,
the whole world keeps on turnin'
But
the whole world keeps on turnin'
I
just roll along
DANCE
YOUR LIFE AWAY
Nesta canção, o grupo aposta em um bom riff, o qual possui doses precisas de peso, melodia e um balanço inegável, sendo este, realçado pelo excelente trabalho da seção rítmica. O baixo de Pete Way se destaca e dita o ritmo da faixa.
A
letra é uma metáfora sobre o sistema:
California,
you always seem to have the sun
But
I never really got near to it
And
you try your hand at anything you know
Just
to try and earn a dollar
THE
KID'S
A nona - e última - faixa de Force It é "The Kids". A canção apresenta um típico Hard Rock setentista, pesado e intenso, mas sem abrir mão da melodia, esta, realçada pela veia criativa inerente do UFO e de seu guitarrista Michael Schenker. A passagem final da música, instrumental, é uma composição de Schenker chamada "Between the Walls". Genial!
A
letra fala sobre a intempestividade dos jovens:
This
could be for us just any other day
So
come on girl, we really got to get away
It's
the only chance you'll ever have to change
Or
stick in this city will drive you insane
Considerações
Finais
Force
It continuou a fase ascendente de sucesso da banda, mesmo ainda
não sendo seu grande estouro em termos comerciais.
Em
termos das principais paradas de sucesso de álbuns, conquistou a
modesta 71ª posição da principal parada norte-americana do gênero,
a Billboard.
Mais
importante que isto, o álbum serviu para consolidar a nova
sonoridade Hard Rock do grupo que havia começado a se desenvolver no
álbum anterior, Phenomenon.
Eduardo
Rivadavia, do site AllMusic, dá ao trabalho uma nota 4 de um máximo
possível de 5. Destaca que “Michael Schenker e Phil Mogg realmente
começaram a encontrar seu ritmo, como um time de compositores, com
seu segundo álbum em conjunto (e quarto lançamento UFO em geral),
Force It”. E acaba por concluir: “Um dos melhores álbuns
da banda, Force It não decepcionará os amantes do Hard Rock
inglês dos anos 70”.
A
banda continuou excursionando intensamente, fator este que foi
preponderante para o crescimento de sua base de fãs.
Já
em maio de 1976, a banda lançaria seu quinto álbum de estúdio, o
interessante No Heavy Petting.
Formação:
Phil
Mogg - Vocal
Michael
Schenker - Guitarra
Pete
Way - Baixo
Andy
Parker - Bateria
Músicos
Adicionais:
Chick
Churchill – Teclados
Faixas:
01.
Let It Roll (Schenker/Mogg) - 3:57
02.
Shoot Shoot (Schenker/Mogg/Way/Parker) - 3:40
03.
High Flyer (Schenker/Mogg) - 4:08
04.
Love Lost Love (Schenker/Mogg) - 3:21
05.
Out in the Street (Way/Mogg) - 5:18
06.
Mother Mary (Schenker/Mogg/Way/Parker) - 3:49
07.
Too Much of Nothing (Way) - 4:02
08.
Dance Your Life Away (Schenker/Mogg) - 3:35
09.
This Kid's (Schenker/Mogg) - 6:13
Letras:
Opinião
do Blog:
Quem acompanha a página do Blog no Facebook sabe que o estilo carro-chefe do Blog é mesmo o Hard Rock setentista, correspondendo a cerca de 25% de nossos posts. Ou seja, a cada 4 postagens, ao menos 1 aborda um álbum do estilo.
Seria incorreto, talvez até mais que isso, insano, esconder dos nossos leitores o fato de que o UFO é uma das bandas prediletas do Blogueiro. O período em que o guitarrista do grupo foi o sensacional Michael Schenker trouxe ao mundo álbuns incríveis, contando com canções memoráveis, entre as melhores do estilo Hard Rock.
Force It é uma amostra da capacidade aguçada do UFO e, também, da inegável química entre Michael Schenker e Phil Mogg, as duas molas propulsoras e criativas do conjunto britânico. Um verdadeiro fã de Hard Rock não passa insensível à qualidade do disco.
Phil Mogg é um ótimo vocalista. Possui uma voz marcante e, mais que isso, uma grande capacidade de emprestar a interpretação perfeita que a sonoridade instrumental solicita. Uma amostra de todo o seu talento está em "High Flyer".
Michael Schenker é garantia de um trabalho eficiente nas guitarras. Force It conta com uma das melhores atuações da carreira de Schenker, como compositor (ao lado de Mogg) e também como guitarrista, basta ouvir seus riffs e solos, esbanjando seu reconhecido feeling.
Completam o time os ótimos Pete Way (baixo) e Andy Parker (bateria), formando uma seção rítmica pulsante e responsável direta pela qualidade do álbum. As letras são legais, na média geral do Rock.
Force It não seria tão marcante se não possuísse canções tão boas. Aqui não há faixas de preenchimento e a audição do disco é rápida e flui naturalmente.
"Let It Roll" é uma pancada típica do Hard Rock setentista, um clássico do UFO e que dispensa maiores apresentações. "Shoot Shoot" mantém a pegada Hard, mas com influências dos anos 60s. "Out in the Street" é criativa e muito melódica.
A pesada "Too Much of Nothing" disputa o posto entre as melhores do álbum com a suave "High Flyer", uma canção com o DNA melódico do UFO e uma amostra do que a banda é capaz.
Concluindo, Force It é outra pérola dos anos 70s dentro da sonoridade Hard Rock e que o Blog a considera entre seus discos preferidos. Peso, melodia e criatividade se unem de forma brilhante pelas mãos do sensacional grupo britânico UFO, constituindo um dos grandes álbuns da discografia desta que é uma das melhores bandas do estilo. Essencial e obrigatório!
UFO - PHENOMENON (1974)
Phenomenon é o terceiro álbum de estúdio da banda
inglesa UFO. Seu lançamento oficial ocorreu em 1974, durante o mês de maio. O
álbum saiu pelo selo Chrysalis e teve como produtor Leo Lyons.
O UFO é uma banda inglesa que foi formada em agosto
de 1969, pela reunião do vocalista Phil Mogg, o baixista Pete Way, o baterista
Andy Parker e o guitarrista Mick Bolton. Seu nome inicial foi Hocus Pocus, mas
logo foram rebatizados para o nome UFO, o qual também batizava o nome do bar
(pub) onde o grupo se apresentava no início de seus trabalhos.
Foi Noel Moore que os levou para a gravadora
Beacon Records, através da qual o UFO poderia lançar seu primeiro trabalho de
estúdio. O álbum, homônimo à banda, foi lançado em outubro de 1970.
Phill Mogg:
Neste primeiro trabalho, o grupo já apresentava seu
Hard Rock, influenciado pelas vertentes do rock progressivo e também de rock
psicodélico. A faixa que mais repercutiu, especialmente em terras japonesas,
foi uma versão para “C’mon Everybody”, de Eddie Cochran.
Este estilo que misturava progressivo e psicodélico
ficou conhecido como ‘Space Rock’. O estilo ficaria ainda mais acentuado no
segundo trabalho do grupo, UFO 2: Flying (1971).
Em UFO 2: Flying, há duas faixas especialmente
longas, como “Star Storm”, com mais de 18 minutos e a incrível “Flying”, que
tem mais de 26 minutos. Mas a faixa “Prince Kajuku” acabou sendo sucesso na
Alemanha, permitindo que o grupo fosse naquele país divulgar o álbum.
Na turnê do UFO na Alemanha, uma jovem banda local
abriu os shows dos britânicos. Era o Scorpions.
Em janeiro de 1972, o guitarrista Mick Bolton
deixou a banda. O UFO já havia realizado que o seu Space Rock estava limitando
as possibilidades do grupo e já estavam desejosos de procurarem novos caminhos
musicais.
Temporariamente, Larry Wallis e Bernie Marsden
foram os guitarristas que cobriram a ausência de Bolton no conjunto. Mas o
grupo partiu para buscar um novo guitarrista que viesse e favorecesse a mudança
de sonoridade que o UFO queria encontrar.
O nome surgiu para o UFO de sua viagem à Alemanha.
Um jovem de 18 anos, guitarrista do Scorpions. Seu nome era Michael Schenker.
Michael Schenker:
Michael, apesar de muito jovem, já era um
guitarrista conhecido e respeitado.
A aquisição do novo guitarrista coincidiu com a
mudança de gravadora, a Chrysallis, e com o novo produtor, Leo Lyons. Schenker
chegou em Outubro de 1973 e já começou a compor e a gravar o novo trabalho da
banda, que seria Phenomenon.
As gravações ocorreram no Morgan Studios, em
Londres. Já a arte da capa foi desenvolvido por um grupo artístico de Londres
conhecido como Hipgnosis.
OH MY
Abre o disco a faixa “Oh My”.
“Oh My” já demonstra que o ‘space rock’ que o grupo
fazia ficou no passado. A canção já apresenta um riff simples, mas bem direto e
com boa dose de peso, o que se tornaria uma das marcas registradas do grupo.
As letras são simples, refletindo a passagem do
tempo e como pequenas coisas remetem às mudanças:
Look in your mirror just to see my
face
Two way time, baby, it's no disgrace
Oh my, how the times have changed
Oh my, how the times have changed
CRYSTAL LIGHT
A segunda canção do trabalho chama-se “Crystal
Light”.
A segunda música já apresenta o toque de Schenker
na composição das músicas no álbum. Ela se inicia com uma melodia suave e
tocante, tornando-se mais intensa com o passar do tempo, mas sem perder o
enlace melódico inicial. Phil Mogg a canta de maneira envolvente. Linda faixa.
A letra é bonita, sendo construída como uma bela
metáfora usando o desvanecer das luzes indicando como desperdiçamos o tempo de
nossas vidas:
Crystal light shinin' bright
Shine on down for me
Moon is even passin' by, tryin' not
to see
Like a fool I hit that road, did my
time at sea
Life was only foolin' me
DOCTOR DOCTOR
A terceira faixa de Phenomenon é um clássico,
“Doctor Doctor”.
“Doctor Doctor” começa com uma bela introdução
composta por Michael Schenker, repleta de uma suave e doce melodia. Mas logo
ela dá lugar a um riff intenso, com certo peso, mas sem nunca perder a sua
melodia. O refrão é ótimo e a forma como Phil Mogg a canta, espetacularmente,
contribui decisivamente para o sucesso da canção.
As letras são pueris, falam de um amor observado do
ponto de vista de uma real obsessão:
She walked up to me
And really stole my heart
And then she
started
To take my
body apart
Foi lançada apenas como single pela Europa,
excetuando-se o Reino Unido. Conseguiu repercussão alguns anos depois de seu
lançamento oficial, quando foi relançada em versão ao vivo, para promover o
álbum ao vivo Strangers In The Night, que atingiu a posição 35 no Reino Unido.
Algumas versões cover de “Doctor Doctor” são
conhecidas, como a do Iron Maiden quando contava com o vocalista Blaze Bayley.
Iron Maiden que, aliás, utiliza a versão original da música nos seus shows,
momentos antes de entrar no palco.
Obrigatória nos shows do UFO, “Doctor Doctor” é,
talvez, o maior clássico do grupo.
SPACE CHILD
A quarta faixa do álbum é “Space Child”.
Nesta linda música, Michael Schenker esbanja
sensibilidade com uma melodia incrível que embala toda a canção, que permanece
quase todo o tempo mais suave. Mas o mais impressionante é mesmo a atuação do
vocalista Phil Mogg que a canta de forma maravilhosa, sensível e intensa.
Canção maravilhosa!
As letras são curtas, mas expressam com
sensibilidade a transitoriedade da vida:
Goin' through pages
And lookin' down lines and lines
Space of your life is only passing
you by
Space child ages as he turns and
faces the lie
Then after laughter was caught in
his throat as he died
ROCK BOTTOM
O clássico “Rock Bottom” é a quinta faixa de
Phenomenon.
Um dos riffs mais sensacionais da história da
música embala toda a canção “Rock Bottom”. Phil Mogg está, novamente,
brilhante, mas o show mesmo quem dá é o sensacional Michael Schenker. Não
bastasse sua brilhante criação do riff, o guitarrista estraçalha nos solos,
esbanjando feeling e técnica. Música espetacular.
As letras têm um tom de desespero que é intrigante:
With all the darkness closin' in
Will the light reveal your soul
Just one sweet kiss, on your clay
cold lips
long, long sleep you'll never know
Where do we go, where do we go
Where do we go from here
“Rock Bottom” acabou se tornando um dos grandes clássicos
da história do UFO. Presença obrigatória nos shows do grupo britânico, também o
guitarrista Michael Schenker a executa regularmente com sua carreira pós-UFO.
TOO YOUNG TO KNOW
A sexta canção do álbum é “Too Young To Know”.
A canção tem uma levada bem interessante, quase
descompromissada, com um forte toque sessentista. Phil Mogg a canta com muita
categoria, acompanhando os ritmos suaves criados pela guitarra de Schenker, com
belas melodias vocais. O solo, desnecessário dizer, é brilhante.
As letras são em um tom de flerte e conquista:
Well, I didn't make your time
I never said you were mine
Don't you
think you show
I guess I'll have to teach you how
to roll
TIME ON MY HANDS
“Time
On My Hands” é a sétima faixa do disco.
A faixa começa de uma maneira bastante suave e
depois se desenvolve em um Rock bastante melódico e sutil. Mais uma vez a voz
de Phil Mogg se destaca através de uma interpretação tocante e que se funde
perfeitamente com a melodia desenvolvida. Linda canção.
As letras têm uma clara conotação de perda:
Left me hopin' the wild thoughts I
had
My lost feelin' made me so sad
Tried so hard, the smile on my face
Can't get it back a gain, back home
with you
BUILT FOR COMFORT
A oitava faixa do álbum é “Built For Comfort”.
Trata-se de uma versão da canção do Bluesman Willie
Dixon. Mostra a influência que o UFO tinha do Blues no seu modo de compor
Hard Rock. A música permite mais um verdadeiro show do ótimo guitarrista
Michael Schenker, esbanjando feeling.
LIPSTICK TRACES
“Lipstick Traces” é a nona canção do álbum.
Trata-se de uma canção bastante tocante, composta
por Michael Schenker. A faixa é totalmente instrumental e o guitarrista demonstra
seu talento em compor uma belíssima e suave melodia. Pequena, porém, bela
música.
QUEEN OF THE DEEP
A décima – e última – faixa de Phenomenon é “Queen
Of The Deep”.
“Queen Of The Deep” fecha o trabalho mostrando como
o UFO estava investindo em uma sonoridade mais direta. A canção começa com a
voz de Phil e a guitarra de Schenker, suavemente, se complementando de maneira
tocante. Depois a música ganha um pouco de intensidade e peso, sem nunca perder
sua melodia tocante, em uma construção simples e, ao mesmo tempo, genial.
Excelente trabalho!
Outra vez as letras têm um tom de finitude da vida,
construída de maneira muito inteligente:
Say it's too hard to return
Now it seemed just like a dream
I saw and already seen it
On my tv
screen
Considerações
Finais
Phenomenon não conseguiu, na época de seu
lançamento, entrar nas paradas de sucesso mais consagradas, como Reino Unido e
Estados Unidos. Durante as apresentações do grupo, a banda estendia a duração
de “Rock Bottom” para promover os solos de Michael Schenker.
Com o passar do tempo e o ganho de popularidade da
banda nos Estados Unidos e Inglaterra, Phenomenon começou a ser mais conhecido
e acabou se consagrando como um clássico, em especial por possuir os hinos “Doctor
Doctor” e “Rock Bottom”.
Após o lançamento do álbum, a banda excursionou
bastante até a gravação de seu próximo disco, o também excelente Force It, de
1975.
Formação:
Phil
Mogg – Vocal
Andy
Parker – Bateria
Pete
Way – Baixo
Michael
Schenker – Guitarra
Faixas:
01.
Oh My (Way/Mogg) - 2:28
02.
Crystal Light (Schenker/Mogg) - 3:47
03.
Doctor Doctor (Schenker/Mogg) - 4:10
04.
Space Child (Schenker/Mogg) - 4:01
05.
Rock Bottom (Schenker/Mogg) - 6:32
06.
Too Young to Know (Schenker/Mogg/Way/Parker)
- 3:10
07.
Time on My Hands (Schenker/Mogg) - 4:10
08.
Built for Comfort (Willie Dixon) - 3:01
09.
Lipstick Traces (Schenker) - 2:20
(instrumental)
10.
Queen of the Deep (Schenker/Mogg) - 5:49
Letras:
Para o conteúdo das letras, indicamos o acesso a: http://letras.mus.br/ufo/
Opinião do
Blog:
Para o Blog é quase indiscutível o fato do UFO ser
uma das melhores bandas de Hard Rock de todos os tempos. Ser citada abertamente
como influência para os gigantes do Iron Maiden é uma prova cabal desta
afirmação.
Mas não é apenas isto. Indica-se, ao leitor, que
ele procure os álbuns lançados pela banda nos anos 70 para que se comprove e
saboreie a categoria das composições do grupo britânico.
Phenomenon, o terceiro álbum do grupo, foi onde
tudo começou. A banda abandonou um estilo meio delirante e psicodélico (embora
interessante) e investiu em uma sonoridade mais Hard Rock, bem direta e forte.
Muito graças à chegada de Michael Schenker vindo do Scorpions.
Andy Parker faz bem seu papel na bateria e o baixo
de Pete Way está sempre presente. Mas o que mais marca o álbum é o ‘casamento’
perfeito entre a bela voz de Phil Mogg e a extraordinária guitarra de Michael
Schenker. Há momentos em que o ouvinte é levado a acreditar que as sílabas
pronunciadas por Mogg e as notas tocadas por Schenker são uma única coisa.
As letras são bem consistentes, variando entre
canções com conotação mais romântica e, em outras, falam da vida e sua
finitude.
Embora o álbum não tenha sido comercialmente
relevante, ele é muito importante para o grupo como definidor de um caminho a
se seguir. Trouxe para o grupo dois clássicos fantásticos: “Doctor Doctor” e “Rock
Bottom”.
Mas, também, trouxe faixas belíssimas menos
conhecidas como “Space Child”, “Time On My Hands” e “Queen Of The Deep”. Álbum
mais que obrigatório.
UFO - PHENOMENON (1974)
Phenomenon é o terceiro álbum de estúdio da banda
inglesa UFO. Seu lançamento oficial ocorreu em 1974, durante o mês de maio. O
álbum saiu pelo selo Chrysalis e teve como produtor Leo Lyons.
O UFO é uma banda inglesa que foi formada em agosto
de 1969, pela reunião do vocalista Phil Mogg, o baixista Pete Way, o baterista
Andy Parker e o guitarrista Mick Bolton. Seu nome inicial foi Hocus Pocus, mas
logo foram rebatizados para o nome UFO, o qual também batizava o nome do bar
(pub) onde o grupo se apresentava no início de seus trabalhos.
Foi Noel Moore que os levou para a gravadora
Beacon Records, através da qual o UFO poderia lançar seu primeiro trabalho de
estúdio. O álbum, homônimo à banda, foi lançado em outubro de 1970.
Phill Mogg:
Neste primeiro trabalho, o grupo já apresentava seu
Hard Rock, influenciado pelas vertentes do rock progressivo e também de rock
psicodélico. A faixa que mais repercutiu, especialmente em terras japonesas,
foi uma versão para “C’mon Everybody”, de Eddie Cochran.
Este estilo que misturava progressivo e psicodélico
ficou conhecido como ‘Space Rock’. O estilo ficaria ainda mais acentuado no
segundo trabalho do grupo, UFO 2: Flying (1971).
Em UFO 2: Flying, há duas faixas especialmente
longas, como “Star Storm”, com mais de 18 minutos e a incrível “Flying”, que
tem mais de 26 minutos. Mas a faixa “Prince Kajuku” acabou sendo sucesso na
Alemanha, permitindo que o grupo fosse naquele país divulgar o álbum.
Na turnê do UFO na Alemanha, uma jovem banda local
abriu os shows dos britânicos. Era o Scorpions.
Em janeiro de 1972, o guitarrista Mick Bolton
deixou a banda. O UFO já havia realizado que o seu Space Rock estava limitando
as possibilidades do grupo e já estavam desejosos de procurarem novos caminhos
musicais.
Temporariamente, Larry Wallis e Bernie Marsden
foram os guitarristas que cobriram a ausência de Bolton no conjunto. Mas o
grupo partiu para buscar um novo guitarrista que viesse e favorecesse a mudança
de sonoridade que o UFO queria encontrar.
O nome surgiu para o UFO de sua viagem à Alemanha.
Um jovem de 18 anos, guitarrista do Scorpions. Seu nome era Michael Schenker.
Michael Schenker:
Michael, apesar de muito jovem, já era um
guitarrista conhecido e respeitado.
A aquisição do novo guitarrista coincidiu com a
mudança de gravadora, a Chrysallis, e com o novo produtor, Leo Lyons. Schenker
chegou em Outubro de 1973 e já começou a compor e a gravar o novo trabalho da
banda, que seria Phenomenon.
As gravações ocorreram no Morgan Studios, em
Londres. Já a arte da capa foi desenvolvido por um grupo artístico de Londres
conhecido como Hipgnosis.
OH MY
Abre o disco a faixa “Oh My”.
“Oh My” já demonstra que o ‘space rock’ que o grupo
fazia ficou no passado. A canção já apresenta um riff simples, mas bem direto e
com boa dose de peso, o que se tornaria uma das marcas registradas do grupo.
As letras são simples, refletindo a passagem do
tempo e como pequenas coisas remetem às mudanças:
Look in your mirror just to see my
face
Two way time, baby, it's no disgrace
Oh my, how the times have changed
Oh my, how the times have changed
CRYSTAL LIGHT
A segunda canção do trabalho chama-se “Crystal
Light”.
A segunda música já apresenta o toque de Schenker
na composição das músicas no álbum. Ela se inicia com uma melodia suave e
tocante, tornando-se mais intensa com o passar do tempo, mas sem perder o
enlace melódico inicial. Phil Mogg a canta de maneira envolvente. Linda faixa.
A letra é bonita, sendo construída como uma bela
metáfora usando o desvanecer das luzes indicando como desperdiçamos o tempo de
nossas vidas:
Crystal light shinin' bright
Shine on down for me
Moon is even passin' by, tryin' not
to see
Like a fool I hit that road, did my
time at sea
Life was only foolin' me
DOCTOR DOCTOR
A terceira faixa de Phenomenon é um clássico,
“Doctor Doctor”.
“Doctor Doctor” começa com uma bela introdução
composta por Michael Schenker, repleta de uma suave e doce melodia. Mas logo
ela dá lugar a um riff intenso, com certo peso, mas sem nunca perder a sua
melodia. O refrão é ótimo e a forma como Phil Mogg a canta, espetacularmente,
contribui decisivamente para o sucesso da canção.
As letras são pueris, falam de um amor observado do
ponto de vista de uma real obsessão:
She walked up to me
And really stole my heart
And then she
started
To take my
body apart
Foi lançada apenas como single pela Europa,
excetuando-se o Reino Unido. Conseguiu repercussão alguns anos depois de seu
lançamento oficial, quando foi relançada em versão ao vivo, para promover o
álbum ao vivo Strangers In The Night, que atingiu a posição 35 no Reino Unido.
Algumas versões cover de “Doctor Doctor” são
conhecidas, como a do Iron Maiden quando contava com o vocalista Blaze Bayley.
Iron Maiden que, aliás, utiliza a versão original da música nos seus shows,
momentos antes de entrar no palco.
Obrigatória nos shows do UFO, “Doctor Doctor” é,
talvez, o maior clássico do grupo.
SPACE CHILD
A quarta faixa do álbum é “Space Child”.
Nesta linda música, Michael Schenker esbanja
sensibilidade com uma melodia incrível que embala toda a canção, que permanece
quase todo o tempo mais suave. Mas o mais impressionante é mesmo a atuação do
vocalista Phil Mogg que a canta de forma maravilhosa, sensível e intensa.
Canção maravilhosa!
As letras são curtas, mas expressam com
sensibilidade a transitoriedade da vida:
Goin' through pages
And lookin' down lines and lines
Space of your life is only passing
you by
Space child ages as he turns and
faces the lie
Then after laughter was caught in
his throat as he died
ROCK BOTTOM
O clássico “Rock Bottom” é a quinta faixa de
Phenomenon.
Um dos riffs mais sensacionais da história da
música embala toda a canção “Rock Bottom”. Phil Mogg está, novamente,
brilhante, mas o show mesmo quem dá é o sensacional Michael Schenker. Não
bastasse sua brilhante criação do riff, o guitarrista estraçalha nos solos,
esbanjando feeling e técnica. Música espetacular.
As letras têm um tom de desespero que é intrigante:
With all the darkness closin' in
Will the light reveal your soul
Just one sweet kiss, on your clay
cold lips
long, long sleep you'll never know
Where do we go, where do we go
Where do we go from here
“Rock Bottom” acabou se tornando um dos grandes clássicos
da história do UFO. Presença obrigatória nos shows do grupo britânico, também o
guitarrista Michael Schenker a executa regularmente com sua carreira pós-UFO.
TOO YOUNG TO KNOW
A sexta canção do álbum é “Too Young To Know”.
A canção tem uma levada bem interessante, quase
descompromissada, com um forte toque sessentista. Phil Mogg a canta com muita
categoria, acompanhando os ritmos suaves criados pela guitarra de Schenker, com
belas melodias vocais. O solo, desnecessário dizer, é brilhante.
As letras são em um tom de flerte e conquista:
Well, I didn't make your time
I never said you were mine
Don't you
think you show
I guess I'll have to teach you how
to roll
TIME ON MY HANDS
“Time
On My Hands” é a sétima faixa do disco.
A faixa começa de uma maneira bastante suave e
depois se desenvolve em um Rock bastante melódico e sutil. Mais uma vez a voz
de Phil Mogg se destaca através de uma interpretação tocante e que se funde
perfeitamente com a melodia desenvolvida. Linda canção.
As letras têm uma clara conotação de perda:
Left me hopin' the wild thoughts I
had
My lost feelin' made me so sad
Tried so hard, the smile on my face
Can't get it back a gain, back home
with you
BUILT FOR COMFORT
A oitava faixa do álbum é “Built For Comfort”.
Trata-se de uma versão da canção do Bluesman Willie
Dixon. Mostra a influência que o UFO tinha do Blues no seu modo de compor
Hard Rock. A música permite mais um verdadeiro show do ótimo guitarrista
Michael Schenker, esbanjando feeling.
LIPSTICK TRACES
“Lipstick Traces” é a nona canção do álbum.
Trata-se de uma canção bastante tocante, composta
por Michael Schenker. A faixa é totalmente instrumental e o guitarrista demonstra
seu talento em compor uma belíssima e suave melodia. Pequena, porém, bela
música.
QUEEN OF THE DEEP
A décima – e última – faixa de Phenomenon é “Queen
Of The Deep”.
“Queen Of The Deep” fecha o trabalho mostrando como
o UFO estava investindo em uma sonoridade mais direta. A canção começa com a
voz de Phil e a guitarra de Schenker, suavemente, se complementando de maneira
tocante. Depois a música ganha um pouco de intensidade e peso, sem nunca perder
sua melodia tocante, em uma construção simples e, ao mesmo tempo, genial.
Excelente trabalho!
Outra vez as letras têm um tom de finitude da vida,
construída de maneira muito inteligente:
Say it's too hard to return
Now it seemed just like a dream
I saw and already seen it
On my tv
screen
Considerações
Finais
Phenomenon não conseguiu, na época de seu
lançamento, entrar nas paradas de sucesso mais consagradas, como Reino Unido e
Estados Unidos. Durante as apresentações do grupo, a banda estendia a duração
de “Rock Bottom” para promover os solos de Michael Schenker.
Com o passar do tempo e o ganho de popularidade da
banda nos Estados Unidos e Inglaterra, Phenomenon começou a ser mais conhecido
e acabou se consagrando como um clássico, em especial por possuir os hinos “Doctor
Doctor” e “Rock Bottom”.
Após o lançamento do álbum, a banda excursionou
bastante até a gravação de seu próximo disco, o também excelente Force It, de
1975.
Formação:
Phil
Mogg – Vocal
Andy
Parker – Bateria
Pete
Way – Baixo
Michael
Schenker – Guitarra
Faixas:
01.
Oh My (Way/Mogg) - 2:28
02.
Crystal Light (Schenker/Mogg) - 3:47
03.
Doctor Doctor (Schenker/Mogg) - 4:10
04.
Space Child (Schenker/Mogg) - 4:01
05.
Rock Bottom (Schenker/Mogg) - 6:32
06.
Too Young to Know (Schenker/Mogg/Way/Parker)
- 3:10
07.
Time on My Hands (Schenker/Mogg) - 4:10
08.
Built for Comfort (Willie Dixon) - 3:01
09.
Lipstick Traces (Schenker) - 2:20
(instrumental)
10.
Queen of the Deep (Schenker/Mogg) - 5:49
Letras:
Para o conteúdo das letras, indicamos o acesso a: http://letras.mus.br/ufo/
Opinião do
Blog:
Para o Blog é quase indiscutível o fato do UFO ser
uma das melhores bandas de Hard Rock de todos os tempos. Ser citada abertamente
como influência para os gigantes do Iron Maiden é uma prova cabal desta
afirmação.
Mas não é apenas isto. Indica-se, ao leitor, que
ele procure os álbuns lançados pela banda nos anos 70 para que se comprove e
saboreie a categoria das composições do grupo britânico.
Phenomenon, o terceiro álbum do grupo, foi onde
tudo começou. A banda abandonou um estilo meio delirante e psicodélico (embora
interessante) e investiu em uma sonoridade mais Hard Rock, bem direta e forte.
Muito graças à chegada de Michael Schenker vindo do Scorpions.
Andy Parker faz bem seu papel na bateria e o baixo
de Pete Way está sempre presente. Mas o que mais marca o álbum é o ‘casamento’
perfeito entre a bela voz de Phil Mogg e a extraordinária guitarra de Michael
Schenker. Há momentos em que o ouvinte é levado a acreditar que as sílabas
pronunciadas por Mogg e as notas tocadas por Schenker são uma única coisa.
As letras são bem consistentes, variando entre
canções com conotação mais romântica e, em outras, falam da vida e sua
finitude.
Embora o álbum não tenha sido comercialmente
relevante, ele é muito importante para o grupo como definidor de um caminho a
se seguir. Trouxe para o grupo dois clássicos fantásticos: “Doctor Doctor” e “Rock
Bottom”.
Mas, também, trouxe faixas belíssimas menos
conhecidas como “Space Child”, “Time On My Hands” e “Queen Of The Deep”. Álbum
mais que obrigatório.
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