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BLUE ÖYSTER CULT - SPECTRES (1977)



Spectres é o quinto álbum de estúdio da banda norte-americana Blue Öyster Cult. Seu lançamento oficial ocorreu em novembro de 1977 através do selo Columbia Records. As gravações aconteceram entre julho e setembro daquele mesmo ano, no estúdio The Record Plant, em Nova York, Estados Unidos. A produção ficou por conta de Murray Krugman, Sandy Pearlman, David Lucas e do próprio grupo.

BLUE ÖYSTER CULT - SPECTRES (1977)









Spectres
é o quinto álbum de estúdio da banda norte-americana Blue Öyster
Cult. Seu lançamento oficial ocorreu em novembro de 1977 através do
selo Columbia Records. As gravações aconteceram entre julho e
setembro daquele mesmo ano, no estúdio The Record Plant, em Nova
York, Estados Unidos. A produção ficou por conta de Murray Krugman,
Sandy Pearlman, David Lucas e do próprio grupo.






Chegou
a vez do Blue Öyster Cult voltar às páginas do RAC,
após um longo período, com outro de seus mais notáveis trabalhos.
O Blog vai tratar de alguns fatos que se antecederam ao lançamento
do disco para depois abordar as faixas que o compõem.













Agents
of Fortune





Em
maio de 1976, o Blue Öyster Cult lançava Agents of Fortune, seu quarto álbum de estúdio.





Como
o link acima aponta, o RAC, em seus primórdios,
já abordou este disco e o leitor que quiser mais informações e
detalhes sobre o mesmo pode encontrar no post de 6 anos atrás!





Em
suma, Agents of Fortune foi um ponto de virada para a banda.





O
álbum possui alguns clássicos do conjunto como “This Ain't the
Summer of Love”, “E.T.I. (Extra Terrestrial Intelligence)” e,
principalmente, “(Don't Fear) The Reaper”.





O
disco foi muito bem nas principais paradas de sucesso
(norte-americana e britânica), alçando o grupo a um novo patamar,
permitindo que tocasse em arenas maiores e para um público cada vez
mais numeroso.





Há
outros fatores importantes envolvidos na composição, produção e
lançamento de Agents of Fortune.







Joe Bouchard





O
primeiro é que o
Blue Öyster Cult começou a abandonar uma
roupagem mais Heavy Metal para trazer uma sonoridade que, embora com
algum inegável peso, trazia riqueza de melodias e uma incontestável
sonoridade Hard setentista.





O
segundo fator, e tão importante quanto, é que os membros da banda
passaram a compor individualmente as canções em vez de trabalharem
em conjunto nas composições. Agora, cada músico apresentava a
canção já previamente formatada ao restante da banda quando
começava o trabalho de gravação.





Próximo
trabalho





O
conjunto continuava com a mesma formação do trabalho anterior: Eric
Bloom na guitarra, Donald "Buck Dharma" Roeser também na
guitarra, Allen Lanier nos teclados, Joe Bouchard no baixo e Albert
Bouchard na bateria. Como se sabe, os vocais eram divididos por todos
os membros, embora Bloom e Roeser fossem os vocalistas mais
prioritários.





Após
extensa turnê, a qual contava com equipamento de Lasers para
iluminação, o grupo começou a trabalhar em seu novo álbum, o qual
se tornaria Spectres.







Albert Bouchard





Para
a produção, a banda trouxe a mesma equipe bem-sucedida do trabalho
anterior: Murray Krugman, o manager Sandy Pearlman e o produtor David
Lucas, além do próprio grupo auxiliar neste trabalho.





As
gravações ocorreram entre julho e setembro de 1977 e, novamente, o Record
Plant em Nova York foi o estúdio escolhido.





A
capa apresenta uma fotografia do grupo, trabalho de Eric Meola. (Nota
do Blog:
Eric Meola é um fotógrafo americano. Graduou-se na
Universidade de Syracuse em 1968 e é autodidata na arte da
fotografia. Em Nova York, ele aprendeu com o fotógrafo Pete Turner,
o qual o influenciou no uso de cores saturadas e design gráfico da
arte de Meola. Ele viajou por todo o mundo e é reconhecido pelo uso
brilhante da cor em sua fotografia. Uma de suas fotos mais famosas,
Coca (Cola) Kid, foi tirada no Haiti).





Vamos
às faixas:





GODZILLA





"Godzilla" é ancorada por um riff de guitarra sensacional criado por Donald Roeser. O trabalho das guitarras é incrível e o baixo de Joe Bouchard é fundamental para a sólida base construída. A fusão do peso do Hard Rock com as melodias cativantes é o fator que torna a canção tão incrível. Clássico!





A
letra é baseada no monstro japonês Godzila:





History
shows again and again


How
nature points up the folly of men


Godzilla!










“Godzilla”
é um dos maiores clássicos do
Blue Öyster Cult e se tornou
presença obrigatória nos shows do grupo. Roeser e Bloom dividem os
vocais nesta composição.





A
faixa foi lançada como single, mas não obteve maior repercussão em
termos das principais paradas desta natureza, a britânica e a
norte-americana.





Em
resposta à ausência da música na trilha sonora do filme Godzilla,
de 1998, os membros do Blue Öyster Cult, Eric Bloom e Buck
Dharma, criaram sua própria paródia chamada “NoZilla”, lançada
somente para estações de rádio.





Além
de aparecer em vários álbuns Ao Vivo e Coletâneas da banda, a
música “Godzilla” aparece em diversas outras mídias, como os
games Guitar Hero: Smash Hits e Rock Band. É trilha
sonora nos filmes Detroit Rock City e Dogtown and Z-Boys.





Entre
bandas que fizeram versões para a canção estão nomes como Racer
X
, Fu Manchu, The Smashing Pumpkins, Sebastian
Bach
e Fighting Gravity.













GOLDEN
AGE OF LEATHER





A ótima "Golden Age of Leather" possui a pegada Hard Rock setentista da banda, contando com guitarras aguçadas e marcantes. E, novamente, também possui a capacidade incrível do grupo em soar extremamente melódico. A presença dos teclados são uma constante e eles perfazem um aspecto interessante da sonoridade.





A
letra remete a um ritual de motoqueiros:





Then
the wind whipped the desert with a giant hand


And
the humans and the Harleys caught the shifting sand


And
the old ranger weathered the storm


And
he topped the rise by the middle of morn


He
saw rippled dunes, calm and surreal


And
a glint of a shaft of chromium steel





Os
vocais são feitos por Donald Roeser.













DEATH
VALLEY NIGHTS





Já nesta canção, o conjunto optou por uma abordagem mais contida e intimista. O trabalho do baixista continua como protagonista e o solo de guitarra é ótimo. Os vocais de Albert Bouchard combinam muito bem com a sonoridade.





A
letra possui um conteúdo apaixonado:





What
I need is a kiss from you babe


Before
it's hangover time


What
I need is some love from you babe


Before
the stampede arrives


I
need you





Os
vocais são feitos por Albert Bouchard.













SEARCHIN’
FOR CELINE





"Searchin' for Celine" possui um inegável aspecto setentista. Contagiante, a faixa traz à mente a sonoridade de bandas como o Queen (o que é ótimo). Eficiente em equilibrar as guitarras com uma musicalidade maliciosa e dançante, a canção funciona perfeitamente.





A
letra fala sobre uma mulher:





I
know where she's working


I
know where she hides


I
know why she's cursing


She
knows why I lie





Os
vocais são feitos por Eric Bloom.













FIREWORKS





"Fireworks" é uma canção em que o DNA do Blue Öyster Cult se expressa de modo completo: guitarras muito presentes, melodia cativante e uma dose perfeita de acessibilidade ao rock. Trabalho muito bem feito.





A
letra tem um conteúdo fantástico:





She
went down on a snow white pillow


To
cast herself in the looking glass


He
knew the time had finally come now


To
break the spell they shared at last





Os
vocais são feitos por Albert Bouchard.













R.
U. READY 2 ROCK





Nesta música, o grupo volta a apostar mais fortemente no Hard/Heavy. As guitarras soam mais pesadas e a seção rítmica está mais intensa. Os solos de guitarra estão muito bons e o vocal de Eric Bloom é incrível. Petardo!





A
letra é em tom de rebeldia:





I
ain't gonna catch those countdown blues


I
ain't gonna catch those countdown blues


I
only love to be born again


I
only love to be born again


I
only love to be born again





Os
vocais são feitos por Eric Bloom.













CELESTIAL
THE QUEEN





"Celestial the Queen" é um rock saboroso. A melodia é suave, o ritmo cadenciado e a atmosfera criada soa envolvente. A leveza 'quase pop' da sonoridade acaba conquistando o ouvinte.





A
letra se refere a uma figura feminina:





She
came from the dark she came from a dream


All
leather and chains the rising queen


Born
into the night born into the spotlight


She
spread her wings and then she was gone





Os
vocais são feitos por Joe Bouchard.













GOIN’
THROUGH THE MOTIONS





Os teclados são novamente os protagonistas em "Goin' Through the Motions". A canção possui um inconfundível toque dançante e o ritmo conta com um balanço contagiante. Excelente trabalho de Eric Bloom nos vocais.





A
letra é sobre consequências:





It's
a game, it's a game, no let's call it a shame


'Cause
there's no one to blame just to pay


You
were a friend for a day, so don't cry if I say


That
you got what you want, it's ok





Os
vocais são feitos por Eric Bloom.





“Goin'
Through the Motions” foi lançada como single e atingiu a 40ª
posição da principal parada britânica desta natureza.













I
LOVE THE NIGHT





"I Love the Night" possui um aspecto mais sombrio e inegavelmente boêmio. Sua levada mais contida e mais intimista compõem uma música diferente no conjunto do álbum, mas não menos interessante. Há um aspecto bluesy cativante em outro ponto alto do disco.





A
letra é bonita:





No
mortal was meant to see such wonder


One
look in the mirror told me so


Come
darkness I'll see her again


Yes
I'm gonna go 'cause now I know













Os
vocais são feitos por Donald Roeser.





“I
Love the Night” foi lançada como single não obtendo maior
repercussão em termos das principais paradas desta natureza, a
britânica e a norte-americana.













NOSFERATU





A décima - e última - faixa de Spectres é "Nosferatu". A derradeira canção do álbum é uma amostra da eficiência do Blue Öyster Cult em criar atmosferas perfeitas para a temática literária de suas composições. Brilhante!





A
letra menciona o famoso vampiro Nosferatu:





This
ship pulled in without a sound


The
faithful captain long since cold


He
kept his log till the bloody end


Last
entry read "Rats in the hold.


My
crew is dead, I fear the plague"





Os
vocais são feitos por Joe Bouchard.













Considerações
Finais





Spectres
acabou fazendo sucesso comercial e manteve a linha ascendente de
crescimento do Blue Öyster Cult.





O
álbum alcançou a 43ª posição da principal parada norte-americana
desta natureza, conquistando a 60ª colocação de sua correspondente
britânica. Ainda atingiu o 47º e o 58º lugares nas paradas de
Canadá e Suécia; respectivamente.





Spectres
teve o sucesso radiofônico “Godzilla” e se tornaria um dos
álbuns mais vendidos da banda, com outras músicas bem conhecidas
como “I Love The Night” e “Goin' Through The Motions”. No
entanto, suas vendas não foram tão fortes quanto as do álbum
anterior, Agents of Fortune, tornando-se seu primeiro álbum a vender
menos que o antecessor.





Ele
apresentou uma produção ainda mais polida e continuou a tendência
dos vocais principais amplamente compartilhados entre os membros do
grupo, embora Allen Lanier não tenha cantado em nenhuma faixa.





Tal
como acontece com o álbum anterior, Eric Bloom foi o vocalista
principal em menos da metade das músicas.





A
crítica tem apreço pelo trabalho. Robert Christgau deu uma nota ‘B’
ao disco. Martin Popoff, em seu The Collector's Guide to Heavy
Metal: Volume 1: The Seventies
, dá nota máxima ao disco.





Já
Thom Jurek, do site AllMusic, dá a Spectres uma nota
3,5 (de 5), afirmando: “(…) eles queriam cimentar seu lugar.
Spectres não é a obra-prima que Agents of Fortune é,
mas não precisava ser. No entanto, ao ouvir Spectres de novo,
o álbum oferece a prova de que a vantagem comercial e criativa de
Agents of Fortune ainda
estava em vigor em determinados momentos e a banda apresentou um
single de abertura importante, “Godzilla”, uma melodia - por mais
boba que seja - é tão memorável quanto “(Don’t Fear) The
Reaper””.





Por
fim, Jurek conclui: “O BOC era a única banda em sua liga,
caminhando pela linha entre AOR, rock e metal, e oferecendo
narrativas tão detalhadas”. (Nota do Blog: BOC = Blue
Öyster Cult).





O
conjunto saiu em turnê após o lançamento do disco com algumas
apresentações sendo gravadas, as quais tomariam parte no álbum ao
vivo Some Enchanted Evening, de 1978, o trabalho mais
bem-sucedido, em vendas, do Blue Öyster Cult.





Spectres
supera a casa de 500 mil cópias vendidas apenas nos Estados Unidos.













Formação:


Eric
Bloom - Guitarra, Vocal


Donald
"Buck Dharma" Roeser - Guitarra Base e Solo, Vocal


Allen
Lanier - Teclados, Guitarra


Joe
Bouchard - Baixo, Guitarra, Vocal


Albert
Bouchard - Bateria, Harmônica, Vocal


Músicos
adicionais
:


Newark
Boys Chorus - coral em “Golden Age of Leather”





Faixas:


01.
Godzilla (Roeser) - 3:41


02.
Golden Age of Leather (Roeser/Abbott) - 5:53


03.
Death Valley Nights (A. Bouchard/Meltzer) - 4:07


04.
Searchin' for Celine (Lanier) - 3:35


05.
Fireworks (A. Bouchard) - 3:14


06.
R. U. Ready 2 Rock (A. Bouchard/Pearlman) - 3:45


07.
Celestial the Queen (J. Bouchard/Wheels) - 3:24


08.
Goin' Through the Motions (Bloom/Hunter) - 3:12


09.
I Love the Night (Roeser) - 4:23


10.
Nosferatu (J. Bouchard/Wheels) - 5:23





Letras:


Para
o conteúdo completo das letras, recomenda-se o acesso a:
https://www.letras.mus.br/blue-oyster-cult/





Opinião
do Blog:


Finalmente o Blue Öyster Cult retorna às páginas do RAC, mas, felizmente, com outra de suas obras mais impactantes: Spectres.



Assim como em seu impressionante antecessor, Agents of Fortune, o grupo contava com uma formação harmônica e bem talentosa. As guitarras de Eric Bloom e Donald Roeser são precisas e ferozes, mas é inegável o protagonismo dos teclados de Allen Lanier e do baixo de Joe Bouchard.



Desta forma, o Blue Öyster Cult continua, em Spectres, o caminho iniciado em Agents of Fortune: sem abrir mão, o Hard Rock e o Heavy Metal vão permitindo espaço para o Rock e para o AOR (de bandas como Boston e Journey, por exemplo) na musicalidade de suas composições.



Portanto, Spectres soa pesado e intenso, mas também melódico, suave e cativante, sendo, por vezes, até "dançante". E seu maior mérito está justamente na qualidade de sua sonoridade em integrar esta gama de musicalidades sem soar artificial ou forçado.



As letras também são bem legais e merecem uma conferida mais atenta. Com vários compositores e vocalistas, Spectres é um disco com muitas possibilidades e variantes. Ora flerta com o Black Sabbath, ora lembra o Queen.



A intimista "Death Valley Nights" e a boêmia "I Love the Night" demonstram uma fachada mais contida do grupo. "Nosferatu" é um Rock maiúsculo e criativo.



Mas as preferidas do Blog são as pauladas "Godzilla" e "R. U. Ready 2 Rock", estas, entre as melhores faixas compostas pela banda em sua extensa discografia.



Enfim, Spectres é mais uma amostra de como o Blue Öyster Cult foi um expoente do Rock/Hard/Heavy nos anos setenta e, também, da forma subestimada com a qual é tratado nos dias de hoje. Um álbum excelente, sem pontos baixos e que apresenta uma banda, literalmente, 'pegando fogo'! Altamente recomendado!


BLUE ÖYSTER CULT - AGENTS OF FORTUNE (1976)








Agents
Of Fortune é o quarto álbum de estúdio da banda norte-americana chamada Blue
Öyster Cult. Seu lançamento oficial se deu em Maio de 1976, com sua gravação
ocorrendo entre 1975 e 1976, nos estúdios The Record Plant, na cidade de Nova
Iorque, nos Estados Unidos. A produção do álbum ficou a cargo de Murray
Krugman, Sandy Pearlman e David Lucas.













Para
começar a descrição sobre este ótimo álbum, primeiramente, contar-se-á, em
resumo, um pouco da história do Blue Öyster Cult.





O
grupo teve origem em Long Island, em Nova Iorque, nos Estados Unidos, no ano de
1967, nas vizinhanças da Stony Brook University. O primeiro nome da banda foi
Soft White Underbelly e desde seu início foi influenciada pelo seu manager,
Sandy Pearlman.





A
formação inicial tinha o guitarrista Donald "Buck Dharma" Roeser, o
baterista Albert Bouchard, o tecladista Allen Lanier, o vocalista Les
Braunstein e o baixista Andrew Winters.





O
manager Sandy Pearlman desejava que o Blue Öyster Cult fosse a versão
norte-americana dos ingleses do Black Sabbath. Ele foi muito importante para a
banda, conseguindo contratos para a mesma com gravadoras e também agendando
muitos shows. Além disso, ele forneceu algumas de suas poesias para que a banda
as usasse como letras de músicas.





Outro
escritor que forneceu letras – de seus primórdios – para o grupo foi Richard
Meltzer.





Em
1968, com Pearlman conseguindo um contrato, o Blue Öyster Cult chegou a gravar
material para o que seria um primeiro álbum para a gravadora Elektra Records,
mas quando o vocalista Les Braunstein deixou o grupo, a gravadora acabou
arquivando o disco.





O
substituto de Braunstein foi um dos antigos auxiliares da banda, Eric Bloom. Em
1969, o conjunto ainda se chamava Soft White Underbelly – nome com o qual se
apresentou em shows nas décadas de 70 e 80 em locais bem pequenos. Mas após uma
crítica negativa sobre um show, Pearlman achou que era hora de procurarem um
nome novo.





Eric Bloom










Ainda
em contrato com a Elektra Records – e se chamando Soft White Underbelly – o
grupo gravou mais material para ser lançado como um álbum, mas apenas uma das
faixas foi lançada como single, “What Is Quicksand?”. Foram produzidas e
distribuídas apenas 300 cópias deste material. Este material para o álbum
chegou a ser lançado como disco em 2001, com o nome de St. Cecilia: The Elektra
Recordings.





Depois
de algumas mudanças de nomes – entre eles Santos Sisters – o grupo se firma
como Blue Öyster Cult em 1971.





O
nome veio de um poema escrito pelo manager Sandy Pearlman em 1960, parte de sua
poesia chamada Imaginos (a qual inspirou o álbum de mesmo nome de 1988). Na
obra de Pearlman, Blue Öyster Cult era o nome de uma sociedade de alienígenas
que secretamente se reuniram com o fim de determinar o destino da Terra. Embora
rejeitado inicialmente, a banda acabou aceitando o novo nome.





David
Lucas, produtor e compositor de jingles de Nova Iorque assiste à uma
apresentação do grupo e os leva para o seu Warehouse Recording Studio, no qual
gravam uma fita demo e com a qual o manager Sandy Pearlman consegue uma audição
para a banda junto da gravadora Columbia Records. Clive Davis – presidente da
Columbia Records - gosta do que ouve e assina com a banda.





O
Blue Öyster Cult vai para o estúdio de David Lucas onde gravam as oito faixas
de seu álbum de estreia. Nesta época o baixista Andrew Winters deixa a banda,
sendo substituído pelo irmão do baterista Albert Bouchard, Joe Bouchard.





Com
produção de Murray Krugman e Sandy Pearlman, o álbum de estreia do Blue Öyster
Cult foi lançado em janeiro de 1972, contendo 10 faixas e sendo homônimo ao
grupo.





Já
no primeiro álbum do grupo, aparece o logotipo da banda – uma espécie de
gancho-e-cruz – desenvolvido por Bill Gawlik. Na mitologia grega, este é o
símbolo de Kronos, rei dos Titãs, pai de Zeus. Também é o símbolo de um metal
pesado (Heavy Metal), o chumbo, e definidor do som da banda – o Heavy Metal.













O
álbum de estreia do Blue Öyster Cult apresenta uma sonoridade muito
interessante, com um rock and roll que flerta em demasia com o Hard Rock e o
Heavy Metal dos anos setenta. Nele há músicas que se tornariam clássicos do
grupo como “Cities on Flame with Rock and Roll”, excelente canção, inspirada na
música do Black Sabbath chamada “The Wizard”.





“Cities
on Flame with Rock and Roll” foi lançada como single, mas não obteve maior
sucesso nas paradas correspondentes a este tipo de lançamento.
A
ótima “Stairway To The Stars”, a linda balada “Then Came the Last Days of May”
e a ‘psicodélica’ “Screams” estão no álbum.
Muito bem recomendado pelo Blog.





O
primeiro álbum acabou obtendo repercussão comercial e atingiu a modesta 172ª
posição na parada norte-americana de álbuns. Mais que isso, permitiu que o
grupo conseguisse excursionar com nomes como Alice Cooper e The Byrds.





Em
fevereiro de 1973 sairia o segundo – e ótimo – álbum do Blue Öyster Cult,
chamado Tyranny And Mutation. Os produtores foram os mesmos do primeiro disco
do grupo e foi escrito enquanto a banda fazia a turnê referente ao trabalho de
estreia.





Em
Tyranny And Mutation há excelentes canções do grupo americano. “The Red And The
Black” é uma faixa incrível, Hard Rock veloz e de primeira qualidade. “Baby Ice
Dog” é outra faixa muito inspirada e representa a primeira colaboração da banda
com a cantora Patti Smith.
A pesada “Hot Rails To Hell” e a ótima “Wings Wetted
Down” merecem muito destaque.





Tyranny
And Mutation alcançou a 122ª posição da parada norte-americana de álbuns e
aumentou o sucesso e reconhecimento do Blue Öyster Cult mais um degrau.





Em
Abril de 1974 sai o terceiro álbum do grupo, Secret Treaties. Mais uma vez, a
produção ficou a cargo de Krugman e Pearlman.





Mais
maduros e experientes, a banda se destaca ainda mais em seu terceiro álbum. A
ótima “Carrer Of Evil” traz um excelente rock clássico. “Subhuman” é outra
faixa que esbanja talento e feeling, bem como a mais pesada “Harvester Of
Eyes”, uma grande canção.





Em
Secret Treaties está uma das mais conhecidas e espetaculares músicas do Blue
Öyster Cult, “Astronomy”. Uma faixa cheia de melodia e feeling, mostra como o
grupo compunha brilhantes canções. A canção ganhou uma versão sensacional do
Metallica em seu álbum de covers Garage Inc., de 1998.





Impulsionado
por “Astronomy”, Secret Treatries alcançou a ótima 53ª posição da parada
norte-americana e permitiu que o Blue Öyster Cult fosse a atração principal de
turnês.





Em
fevereiro de 1975 é lançado o primeiro álbum ao vivo do grupo, On Your Feet or
on Your Knees. O disco eleva ainda mais o sucesso da banda, alcançando a 22ª
posição das paradas norte-americana e canadense. Ele se torna um grande sucesso
comercial e permite que o grupo pensasse em voos ainda maiores. Este próximo
voo seria seu próximo álbum de estúdio.





Agora,
trata-se um pouco do processo de criação de Agents Of Fortune. Para economia de
tempo, por vezes se trata o Blue Öyster Cult apenas pelas iniciais BÖC.





Em
1975, com o sucesso de On Your Feet or On Your Knees, a banda chegou a estar em
um dilema. O disco ao vivo consolidou os ganhos obtidos com os três primeiros
álbuns, estabelecendo uma personalidade “Heavy Metal” para o grupo. Entretanto,
o grupo achou que era hora de evoluir e arriscar novidades entropicamente.





Cada
membro da banda começou a desenvolver ideias separadamente para o novo trabalho,
resultando em que cada integrante da banda se tornou mais consciente e protetor
com seus próprios arranjos assim como as identidades próprias foram
desenvolvidas. Antes, o Blue Öyster Cult desenvolvia as ideias musicais em
conjunto; agora, cada membro trouxe uma ideia completa e fundamentada para
apresentar aos demais companheiros.





Blue Öyster Cult, em 1976










O
resultado da experiência foi positivo, com o grupo encontrando um novo
paradigma, uma descoberta de como poderiam funcionar. A banda havia encontrado
um certo platô de sucesso e recentemente chegara de uma turnê (a primeira)
bem-sucedida na Europa. Além disso, os anos trouxeram uma base de fãs com
fidelidade poucas vezes vista.





Pela
primeira vez o BÖC se permitiu gravar fora das facilidades do estúdio da
Columbia, procurando o Record Plant em Nova Iorque. Enquanto o grupo começou a
gravar o que se tornaria Agents Of Fortune, o Aerosmith estava no corredor do
estúdio e o KISS, no andar de cima!





Claro
que Sandy Pearlman e Murray Krugman – os grandes mentores e produtores do grupo
– estavam com eles nesta nova empreitada. David Lucas, que trabalhou no
primeiro álbum da banda, voltou para auxiliar novamente.





A
cantora Patti Smith, velha amiga da banda, emprestou sua voz na canção – além
de ajudar na composição - “The Ballad Of Vera Gemini” em conjunto com o baterista
Albert Bouchard. O mesmo acontece em “Debbie Denise”, um poema de Patti.





A
arte da capa foi criada pelo artista Lynn Curlee.





THIS AIN’T THE SUMMER OF LOVE





A
faixa que abre o álbum é “This Ain’t The Summer Of Love”.





A
faixa é curta, com pouco mais de 2 minutos. É marcada por um riff bem simples,
dotado de algum peso e um ritmo bastante interessante. O vocal é inspirado e o
solo de guitarra contém muito feeling. O vocal na música é feito por Eric
Bloom.





O
refrão é muito bom:





This
ain't the garden of eden


There
ain't no angels above


And
things ain't like what they used to be


And
this ain't the summer of love





“This Ain’t The Summer Of Love” inspirou a música
“Swallow My Pride”, da banda Green River, uma das pioneiras do movimento
Grunge.













TRUE
CONFESSIONS





A
segunda faixa de Agents Of Fortune é “True Confessions”.





“True
Confessions” é uma faixa bastante melódica, com um ritmo bastante suave e
empolgante. Apostando bastante na melodia, os teclados são muito presentes na
canção, apresentando vocais limpos e que se casam perfeitamente com a melodia.





Composta
pelo tecladista Allen Lanier, é ele mesmo quem faz os vocais da música.





A
música não apresenta refrão, tem uma estrutura interessante e letras simples.





True,
true confessions, I lied


True,
true confessions, I lied


Spent
all night with candy's eyes


Dragged
myself cross the warm blind side


Spent
all night with candy's eyes


Dragged
myself cross the warm blind side













(DON’T
FEAR) THE REAPER





A
terceira faixa do álbum é um dos grandes clássicos do Blue Öyster Cult, “(Don’t
Fear) The Reaper”.





Um
riff bastante inspirado, suave e melódico é a base da canção. A guitarra se
destaca muito na canção, tanto fazendo as bases da música, quanto nos solos. O
maior destaque é realmente o envolvente riff, os vocais se casam com perfeição
ao ritmo da faixa, apostando na melodia contagiante.





Escrita
e composta pelo guitarrista Donald (Buck Dharma) Roeser, é o mesmo quem faz os
vocais da canção.





Como
as letras da canção citam o famoso casal Romeu e Julieta de William
Shakespeare, muita gente pensou que se tratasse de uma música sobre pacto
suicida. Mas Buck Dharma afirma que sua intenção foi criar uma canção sobre
amor eterno, que supera a limitação física dos corpos e perdure por toda a
eternidade.





Romeo
and Juliet


Are
together in eternity (Romeo and Juliet)


Forty
thousand men and women everyday (like Romeo and Juliet)





Buck
Dharma afirma que escreveu a canção realmente pensando em uma história sobre o
‘pós vida’. Na época em que compôs a música, Dharma havia sofrido com uma
doença mais séria e que o fez pensar na transitoriedade da existência humana.





Lançada
como single, “(Don’t Fear) The Reaper” atingiu a 12ª posição da parada
norte-americana de singles e a 18ª posição de sua correspondente britânica.
Além disso, permaneceu mais de 20 semanas na parada dos Estados Unidos,
alavancando as vendas de Agents Of Fortune.













Dharma
disse que se assustou ao perceber o sucesso de sua canção. Segundo ele, o BÖC
era uma banda obscura, que tinha certo orgulho em ser underground, sendo uma
banda “anti-single hit”. Mas diante de uma canção tão brilhante, era impossível
não se contagiar pelo sucesso de “(Don’t Fear) The Reaper”.





A
indiscutível qualidade da canção é confirmada por sua presença no 397º lugar da
lista das 500 melhores canções de todos os tempos feita pela revista Rolling
Stone. Também, em 2010, há um dado de que houve 922 mil cópias digitais
vendidas da música.





Obviamente,
é presença obrigatória nos shows do grupo. Um verdadeiro clássico.













E.T.I.
(EXTRA TERRESTRIAL INTELLIGENCE)





A
quarta faixa de Agents Of Fortune é “E.T.I. (Extra Terrestrial Intelligence)”.





Um
riff clássico de Hard Rock, dotado de muita melodia é a base da canção, a qual
é bastante suave. Os vocais são simples, mas se encaixam muito bem com o ritmo
da música. O solo é repleto de feeling, muito bom. Eric Bloom é quem canta
nesta faixa.





Mais
uma composição que conta com a colaboração de Sandy Pearlman e reflete a
característica da banda em apostar em temas de ficção e obscuros.
Grande
música do BÖC!





I'm
in fairy rings and tower beds


"Don't
report this," three men said


Books
by the blameless and by the dead


King
in yellow, queen in red













THE
REVENGE OF VERA GEMINI





A
quinta canção do trabalho é “The Revenge Of Vera Gemini”.





A
canção tem um riff bastante simples que se estende por toda a faixa, ganhando
mais intensidade no refrão. O baixo está muito audível durante toda a música, contribuindo
para a ótima qualidade da canção.





Como
foi dito acima, a amiga de longa data do Blue Öyster Cult, Patti Smith,
auxiliou o baterista Albert Bouchard na composição da canção. Não apenas isto,
os dois são quem estão cantando na música. Grande faixa!













SINFUL
LOVE





A
sexta faixa de Agents Of Fortune é “Sinful Love”.





Com
teclados e guitarras bem marcantes, “Sinful Love” é uma canção repleta de
melodia, contando com vocais bastante marcantes. O riff é empolgante e a música
contagia, com um ritmo bastante envolvente e uma ótima pegada Hard Rock. Grande
faixa.





Outra
vez, quem faz os vocais é o baterista Albert Bouchard, que compôs os riffs da
canção.





The
power that I give you, I'm so sick of your voice


In
my body, You don't give me no choice


But
to boot you, honey, to give you the shove


So
take back your despot, I'll keep you love













TATTOO
VAMPIRE





A
sétima faixa de Agents Of Fortune é “Tattoo Vampire”.





A
música traz um ótimo riff, bem estilo do Hard Rock dos anos setenta. O ritmo se
mantém bem agitado durante toda a canção, contando com bastante empolgação, mas
sem perder a maior característica do grupo que é sempre apostar em melodias
marcantes.





Embora
o riff tenha sido composto pelo baterista Albert Bouchard, os ótimos vocais da
canção são do guitarrista Eric Bloom.
O bom refrão é empolgante:





Grisly
smiles, that don't flake off


Corny-colored
demons leering


Vampire
photos, sucking the skin













MORNING FINAL





A
oitava canção do álbum é “Morning Final”.





Em
“Morning Final”, a banda faz uma introdução de quase 40 segundos na canção,
depois apostando em mais um riff cheio de melodia que se estende por toda a
faixa. O solo é dos mais bonitos de todo o trabalho.





Os
ótimos vocais da música são do baixista Joe Bouchard. Realmente, na opinião do
Blog, uma das grandes canções do disco!
As letras são
características do BÖC, bem obscuras:





Oh
baby don't it make you feel so bad


Dark
clouds are over the street


After
what I read, I can hardly feel my heart...


My heart beat













TENDERLOIN





A
nona faixa do disco é “Tenderloin”.





A
canção começa com um ritmo bastante suave, novamente apostando em uma melodia
contagiante e um riff leve, de Hard Rock clássico. Os vocais são limpos e
harmonizam com a sonoridade instrumental da faixa de maneira muito bem feita.
Eric Bloom é quem canta – muito bem, por sinal.





As
letras são bonitas, como no trecho:





I'm
feeling hungry, have another line


So
faith is taken up


You
raise your eyes say, "That's just like life,


There's
never quite enough. There's just never quite enough













DEBBIE
DENISE





A
décima, e última faixa de Agents Of Fortune, é “Debbie Denise”.





Outra
canção bastante suave, bem próxima de uma balada, assim é “Debbie Denise”. O
baterista Albert Bouchard a canta de maneira muito ‘doce’, o que acaba
combinando com o ritmo da música com total perfeição. Realmente uma faixa muito
bonita.





É
outra canção que foi uma parceria do baterista Albert Bouchard com a cantora
Patti Smith, sendo que “Debbie Denise” era um poema de Patti.





As
letras falam de um caso de amor:





Wanting
me to come close, I guess I noticed


I
couldn't see, so what could I say


That
more affection could I show her


I
had only one thing on my mind


When
I come to her, she'd pin back my hair


And
out past the fields out the window I'd stare













Considerações
Finais





Agents
Of Fortune acabou se tornando um dos maiores sucessos comerciais do Blue Öyster
Cult. Em 1978, o álbum já teria batido a marca de 1 milhão de cópias vendidas
apenas nos Estados Unidos.





Em
termos de paradas de sucesso para álbuns, Agents Of Fortune também é um dos
mais bem sucedidos na discografia do grupo.





Ficou
com a 29ª posição na parada norte-americana, conquistando a 26ª posição na
correspondente britânica, assim como o 28º lugar no Canadá.





Donald 'Buck Dharma' Roeser










A
renomada revista britânica Kerrang! colocou Agents Of Fortune na 62ª posição de
sua lista de The 100 Greatest Heavy Metal Albums of All Time, em 1989. Em 2004,
a revista Q também listou o álbum em sua eleição The Greatest Classic Rock Albums
Ever!





Com
o sucesso do álbum, a base de fãs do Blue Öyster Cult aumentou, os shows foram
se tornando cada vez mais complexos e em lugares maiores, com maior capacidade
de público.





O
Blue Öyster Cult continuou gravando álbuns (alguns muito bons!) e excursionando
ao longo dos anos, tendo recentemente visitado o Brasil. Hoje a banda tem um
status “cult”, alterando sua formação muitas vezes, mas mantendo sua base nos
guitarristas Buck Dharma e Eric Bloom.





Estima-se
que o Blue Öyster Cult já tenha superado mais de 24 milhões de cópias vendidas por todo
mundo.





Formação:


Eric
Bloom – Guitarra, Percussão, Vocal nas faixas 1, 4, 7, 9


Donald
"Buck Dharma" Roeser – Guitarra, Percussão, Vocal na faixa 3


Allen
Lanier – Teclado, Guitarra, Baixo, Vocal na faixa 2


Joe
Bouchard – Baixo, Piano, Vocal na faixa 8


Albert
Bouchard – Bateria, Violão, Percussão, Harmonica, Vocal nas faixas 5, 6, 10





Músicos Adicionais:


Patti
Smith – Vocal em "The Revenge of Vera Gemini"


Randy Brecker – Trompa


Michael Brecker – Trompa


David
Lucas – Vocal, Teclado, Percussão





Faixas:


01. This Ain't the Summer of Love (A.
Bouchard/Krugman/D. Waller) – 2:21


02. True Confessions (Lanier) – 2:57


03. (Don't Fear) The Reaper (Roeser) – 5:08


04. E.T.I. (Extra Terrestrial Intelligence)
(Roeser/Pearlman) – 3:43


05. The Revenge of Vera Gemini (A. Bouchard/Smith) –
3:52


06. Sinful Love (A. Bouchard/Helen Wheels) – 3:29


07. Tattoo Vampire (A. Bouchard/Wheels) – 2:41


08. Morning Final (J. Bouchard) – 4:30


09. Tenderloin (Lanier) – 3:40


10. Debbie Denise (A. Bouchard/Smith) – 4:13





Letras:


Para
o conteúdo das letras, recomendamos o acesso a:
http://letras.mus.br/blue-oyster-cult/





Opinião do Blog:


O
Blue Öyster Cult não é das bandas mais conhecidas do público em geral – leia-se
público não especializado em Rock ‘N’ Roll – mas trata-se de uma banda clássica
do Hard Rock, bastante importante e que influenciou muitos outros grupos, como
Metallica e Iced Earth, apenas como exemplo.





Embora
a ideia inicial do mentor do grupo, Sandy Pearlman, fosse da banda se tornar a
versão norte-americana do Black Sabbath, o grupo acabou tomando um caminho
próprio. Se o Blue Öyster Cult flertou com o Heavy Metal no início de sua
trajetória, foi no Hard Rock que a banda acabou se encontrando.





Talvez
a maior influência do Sabbath para o BÖC seja encontrada na temática obscura
encontrada em boa parte das letras dos americanos, sendo bastante comum a
abordagem a temas de terror e sombrios, com inspiração em autores como Edgar
Allan Poe e Stephen King.





A
característica interessante de diferentes músicos cantarem suas composições,
presente em Agents Of Fortune, mostra a versatilidade dos integrantes da banda.
Além disso, o instrumental de todo o álbum é bastante coeso e de alta
qualidade.





As
guitarras estão sempre presentes e apostam mais na melodia que “apenas” no
peso. Se nos álbuns anteriores o Blue Öyster Cult se alternava entre Heavy
Metal e Hard Rock, em Agents Of Fortune, o grupo aposta mais fortemente no Hard
‘setentista’, sempre esbanjando muita melodia, com ótimos toques de suavidade.
Isto
ocorre nas ótimas "This Ain't the Summer of Love", “Sinful Love” e
“True Confessions”.





A
excelente canção "(Don't Fear) The Reaper" é um grande clássico do
Rock, faixa belíssima e empolgante que demonstra muito da qualidade dessa
grande banda que é o Blue Öyster Cult.





Tanto
o álbum Agents Of Fortune quanto o Blue Öyster Cult são recomendados e
obrigatórios para todos os fãs de um bom Rock And Roll, especialmente quem
curte Hard Rock com bastante melodia.