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BLACK SABBATH - HEAVEN AND HELL (1980)


Heaven And Hell é o nono álbum de estúdio da banda britânica Black Sabbath. Seu lançamento oficial ocorreu em 20 de abril de 1980, através dos selos Vertigo e Warner Bros. (EUA e Canadá). As gravações aconteceram entre outubro de 1979 e janeiro de 1980, no Criteria Recording Studios, em Miami, nos Estados Unidos e no Studio Ferber, em Paris, França. A produção ficou por conta do lendário Martin Birch.

BLACK SABBATH - HEAVEN AND HELL (1980)






Heaven
And Hell é o nono álbum de estúdio da banda britânica Black
Sabbath. Seu lançamento oficial ocorreu em 20 de abril de 1980,
através dos selos Vertigo e Warner Bros. (EUA e Canadá). As
gravações aconteceram entre outubro de 1979 e janeiro de 1980, no
Criteria Recording Studios, em Miami, nos Estados Unidos e no Studio
Ferber, em Paris, França. A produção ficou por conta do lendário
Martin Birch.












Após
um longo período, o Black Sabbath retorna ao Blog. Como habitual,
primeiro irão se abordarem os fatos que se antecederam ao lançamento do
álbum para, em seguida, construir-se o disco faixa a faixa.





Em
28 de setembro de 1978, o Black Sabbath lançava seu oitavo álbum de
estúdio, Never Say Die!





Embora
tenha atingido a 12ª posição da parada britânica, o disco não
conseguiu repetir o extraordinário sucesso que a banda obteve,
especialmente no início daquela mesma década, particularmente nos
Estados Unidos, onde Never Say Die! ficou apenas na 69ª posição da
principal parada de sucessos do país.





A
turnê em apoio a Never Say Die! começou em maio de 1978, com o Van
Halen como banda de abertura. Críticos musicais da época ficaram
insatisfeitos com o desempenho do Black Sabbath nos shows da turnê,
adjetivando-o como "cansado e sem inspiração".





Isto
ficava ainda mais nítido por conta do Van Halen como banda de
abertura, um grupo jovem e repleto de vitalidade e que estava em
turnê pelo mundo, pela primeira vez.






A
banda filmou uma apresentação no Hammersmith Odeon, em junho de
1978, que mais tarde foi lançada em DVD como Never Say Die. O último
show da turnê, e também a última aparição de Osbourne com a
banda (até as reuniões posteriores) foi em Albuquerque, Novo
México, Estados Unidos, em 11 de dezembro daquele mesmo ano.





Após
a turnê, o Black Sabbath retornou para Los Angeles e, novamente,
alugou uma casa em Bel Air, onde passariam quase um ano trabalhando
em novo material para o próximo álbum.






Naquele
ponto, todo o grupo estava abusando de álcool e outras drogas, mas o
guitarrista Tony Iommi afirma que o vocalista, Ozzy Osbourne, "estava
em um nível totalmente diferente". A banda apresentava novas
ideias para as músicas, mas Osbourne demonstrava pouco interesse e
se recusaria a cantá-las.





A
pressão da gravadora aliada às frustrações com a falta de
interesse e motivação de Ozzy, fizeram Iommi tomar a difícil
decisão de demitir Osbourne em 1979.






Iommi
acreditava que as únicas opções disponíveis eram dispensar
Osbourne ou terminar a banda completamente. "Naquele tempo, Ozzy
havia chegado ao fim", disse Iommi.





O baterista do conjunto, Bill Ward, quem era mais próximo a Osbourne, foi o escolhido por
Tony para dar a notícia ao vocalista, em 27 de Abril de 1979.






O
baterista revelou: "Esperava que eu fosse profissional, mas eu
não poderia ter sido, na verdade. Quando eu estou bêbado é
horrível, eu sou horrível". E completa: “O álcool foi
definitivamente uma das coisas mais prejudiciais para o Black
Sabbath. Nós estávamos destinados a destruir-nos mutuamente. A
banda estava intoxicada, muito intoxicada”.





Ironicamente,
foi Sharon Arden (mais tarde Sharon Osbourne, esposa de Ozzy
Osbourne), filha do manager do Black Sabbath, Don Arden, quem sugeriu
o ex-vocalista do Rainbow, Ronnie James Dio, para substituir Ozzy
Osbourne, em 1979.








Ronnie James Dio


Naquela
altura, Don Arden ainda tentava convencer Osbourne a se juntar
novamente à banda, pois via a line-up original como a mais rentável.





Inicialmente,
Dio e Iommi discutiam a formação de uma nova banda, em vez de uma
continuação do Black Sabbath. A dupla se encontrou novamente, por
acaso, no The Rainbow, na famosa Sunset Strip, em Los Angeles, no
final daquele ano.






Ambos
estavam em situações semelhantes, já que Dio estava buscando um
novo projeto e Iommi perseguia um vocalista. Disse Dio, sobre o
encontro: "Deve ter sido o destino, porque estamos conectados
tão instantaneamente".






Eles
mantiveram contato, via telefone, até Dio chegar à casa de Iommi,
em Los Angeles, para uma sessão bem descontraída. Naquele primeiro
dia, a dupla terminou a canção "Children of the Sea", uma
música que Iommi havia abandonado antes da demissão de Osbourne.





O
Line-up do Black Sabbath era um verdadeiro caos antes da gravação
de Heaven and Hell. Não apenas Osbourne havia recentemente sido
substituído, mas o baterista Bill Ward estava lutando contra
questões pessoais que poderiam levá-lo a, eventualmente, deixar a
banda.






Algumas
gravações demo originais para o álbum contaram com Geoff Nicholls
no baixo, pois o baixista do conjunto, Geezer Butler, estava passando
por um divórcio e seu futuro com o grupo também era incerto.





Na
verdade, quando Dio entrou para a banda, acabou assumindo as posições
de baixista e vocalista, uma vez que já havia o feito em seus tempos
com a banda Elf, no início da década de 1970.





Eventualmente,
Butler retornou e Nicholls permaneceu como tecladista não-oficial da
banda. O baixista Craig Gruber, o qual trabalhou com Dio nas bandas
Elf e Rainbow, também ensaiou com o Black Sabbath durante este
período, embora a verdadeira extensão do seu envolvimento permaneça
desconhecida.






Em
uma entrevista, de 1996, Tony Iommi disse que Gruber ensaiou com a
banda apenas "um pouco", enquanto o baixista declarou que
sua contribuição foi muito mais substancial.






Gruber
afirma ter co-escrito a maioria das músicas do álbum e que, na
verdade, era ele, e não Geezer Butler, quem tocou baixo no álbum.
E, que apesar de não ser creditado por suas contribuições, afirmou
que "chegamos a um acordo financeiro adequado".





Posteriormente,
Iommi declarou em sua autobiografia (de 2011) que Gruber, de fato,
gravou todas as passagens do baixo no álbum Heaven and Hell, mas
que, ao retornar ao grupo, Geezer Butler regravou todas as partes do
baixo para o disco, sem ao menos ter ouvido as faixas do baixo de
Gruber.







Tony Iommi


Heaven
And Hell foi gravado no Criteria Studios, de Miami (o mesmo estúdio
em que a banda havia gravado Technical Ecstasy (1976)) e Ferber
Studios, em Paris.





Dio
sugeriu que o grupo contratasse o produtor Martin Birch para o álbum.
Assim, Birch foi o primeiro produtor que a banda usou desde Master of
Reality, de 1971, pois Iommi havia produzido os álbuns do Sabbath,
desde então, por conta própria.





A
arte da capa do álbum foi retirada de uma pintura do artista Lynn
Curlee, Smoking Angels, inspirada por uma fotografia do ano de 1928,
a qual trazia mulheres vestidas como anjos fumadores em um ambiente
de bastidores, durante uma pausa em um concurso de faculdade. A
ilustração da contracapa do disco é obra do artista Harry Carmean.





Vamos
às faixas:





NEON
KNIGHTS





Já nos primeiros instantes o ouvinte percebe que o Black Sabbath está com uma pegada diferente: mais rápida e urgente. Entretanto, o talento de Tony Iommi continua o mesmo, com um riff primoroso que embala a faixa. Ronnie James Dio mostra a que veio com vocais impressionantes. Excelente!





A
letra envolve o fantástico:





Bloodied
angels fast descending
moving on a never-bending light
phantom
figures free forever
out of shadows, shining ever-bright










A
canção foi lançada como single, atingindo a 22ª colocação na
principal parada britânica de sucessos desta natureza.





"Neon
Knights" foi a última canção composta pela banda para o álbum
Heaven and Hell. Foi rapidamente escrita e gravada no Studio Ferber,
em Paris, durante janeiro 1980; simplesmente para completar o tempo
no primeiro lado do vinil.






As
letras foram escritas por Dio. É a única canção do disco a
realmente contar com a contribuição, como compositor, do baixista
Geezer Butler, o qual foi o letrista principal da banda durante a era
Ozzy Osbourne. Butler esteve ausente durante a maior parte do
processo de composição devido à sua própria incerteza sobre se
queria permanecer no grupo.





“Neon
Knights” esteve quase sempre presente no set list da banda durante
as passagens de Ronnie James Dio nos vocais. O próprio Dio incluía
a música em suas apresentações durante sua carreira solo.





Entre
os inúmeros covers para a faixa, destacam-se o de bandas como Iron
Savior, Queensrÿche e Anthrax.













CHILDREN
OF THE SEA





Uma bela e acústica melodia, encorpada por suaves vocais de Dio, introduz a belíssima "Children Of The Sea". Seu andamento é mais cadenciado, mas intenso e pesado. O refrão é um dos mais incríveis da discografia do Black Sabbath. A seção rítmica formada por Butler e Ward torna tudo ainda mais forte. A fabulosa atuação de Dio só é comparável ao solo de guitarra de Iommi, repleto de feeling e sensibilidade. Música monumental!





A
letra remete à finitude das coisas:





We
made the mountains shake with laughter as we played
Hiding in our
corner of the world
Then we did the demon dance and rushed to
nevermore
Threw away the key and locked the door










Também
foi lançada como single, mas não obteve maior repercussão em
termos das principais paradas de sucesso.





Foi
a primeira canção composta pelo Black Sabbath após a saída de
Ozzy Osbourne, ainda na Jam inicial que Dio fez com Tony Iommi.
















LADY
EVIL





Já em "Lady Evil", a banda opta por um andamento um pouco mais rápido, mas com um ritmo mais ousado e malicioso. A guitarra de Iommi apresenta-se dominante e o baixo de Butler dita o andamento da faixa. Outra ótima composição!





A
letra fala de feitiçaria:





Lady
Evil, evil
She's a magical mystical woman
Lady Evil, evil in my
mind
She's queen of the night, but alright













HEAVEN
AND HELL





Após uma fabulosa introdução, a faixa-título desenvolve-se alternando momentos mais cadenciados com outros bem acelerados. É difícil destacar pontos positivos quando um grupo praticamente atinge a perfeição em uma composição. Envolvente, impressionante e cativante; "Heaven And Hell" é uma obra-prima do Heavy Metal. Ps: que o leitor se atente para a atuação soberba de Ronnie James Dio.





A
letra menciona o poder de escolha que cada um de nós possui:





The
lover of life's not a sinner
The ending is just a beginner
The
closer you get to the meaning
The sooner you'll know that you're
dreaming
So it's on and on and on, oh it's on and on and on
It
goes on and on and on, Heaven and Hell
I can tell
Fool, fool





“Heaven
and Hell” é um dos maiores clássicos da história do Black
Sabbath. Mesmo assim, seu single não obteve maior sucesso nas
principais paradas desta natureza.





De
qualquer forma, Ronnie James Dio citava “Heaven And Hell” como
sua música favorita de toda a sua enorme e mais que bem-sucedida
carreira.





Dio,
responsável pela letra da faixa, em uma entrevista para o programa
"Heavy: The Story of Metal", do canal VH1, afirmou que a
canção é sobre a capacidade de cada ser humano escolher entre
fazer o bem e fazer o mal, e, essencialmente, que cada pessoa tem "o
céu e o inferno" dentro de si.





Muitos
lineups posteriores do Black Sabbath incluiriam esta canção em seus
sets ao vivo, sendo cantada pelos (então) seus futuros vocalistas
Ian Gillan, Glenn Hughes, Ray Gillen, e Tony Martin. Rob Halford, do
Judas Priest, também cantou a música com o Black Sabbath em 14 e 15
de novembro de 1992, quando ele preencheu a função de vocalista por
dois concertos.





O
tecladista Geoff Nicholls, que era um músico contratado durante a
gravação deste álbum, é dito como o responsável pela famosa
linha de baixo da música. Tal linha se assemelha a da canção
"Mainline Riders" da banda Quartz, da qual Nicholls era um
ex-membro.





Entre
prêmios, “Heaven And Hell” está na 11ª posição do livro The
Top 500 Heavy Metal Songs of All Time
, de Martin Popoff. Também
ficou com a 81ª colocação da lista Best Hard Rock Song of All
Time
, de 2009, do canal de televisão VH1.





Bandas
como Stryper, Dream Theater, Overkill e Death Angel, por exemplo, já
fizeram versões para a canção. Também está presente no game
Grand Theft Auto IV.
















WISHING
WELL





"Wishing Well" segue a proposta de peso, intensidade e muita melodia que dita boa parte do trabalho e que apresenta um resultado muito bom. O riff principal da canção é bastante envolvente e a seção rítmica novamente esbanja talento. Tudo é completado pela atuação impecável de Dio.





A
letra contrapõe desejo e realidade:





Time
is a never-ending journey
Love is a never-ending smile
Give me
a sign to build a dream on
Dream on...
















DIE
YOUNG




Após uma enigmática introdução, "Die Young" está repleta de referência da New Wave Of British Heavy Metal: rápida, direta e muito veloz. O baixo de Butler se destaca bastante, bem como a guitarra de Iommi. Outra canção bem acima da média.





A
letra se refere a viver intensamente:





Ooh!
Gather
the wind, though the wind won´t help you fly at all
Your back´s
to the wall
Chain the sun, and it tears away (and it breaks)



You
as you run, you run, you run
Behind the smile, there´s danger and
a promise to be told:
You´ll never get old – ha!










Lançada
como single, ficou com a 41ª posição na principal parada de
sucesso britânica desta natureza.





Ele
foi tocada ao vivo durante quase todos os concertos da era Dio e,
mais tarde, às vezes com Ian Gillan e Tony Martin nos vocais.





Uma
das versões mais famosas para “Die Young” é da banda Machine
Head, que a gravou na época da morte de Dio, como uma forma de
homenagem.
















WALK
AWAY





"Walk Away" possui um riff muito interessante, com um ritmo mais cadenciado e bastante pesado, mas, simultaneamente, recheado de melodia. É uma faixa bastante interessante e que remete aos tempos de Dio no Rainbow. Excelente canção.





A
letra tem conteúdo fantástico:





She
moves in sunlight
Never seen the night at all
Like a star in
the midnight sky
Burns before it falls
I've never been
lonely
And I can't imagine why
Maybe she could be the one to
tell me
I guess it's do or die













LONELY
IS THE WORD





A oitava - e última - faixa de Heaven and Hell é "Lonely Is The Word". Cadenciada e com um peso absurdo, a composição segue com um andamento mais contido, mas repleta de uma intensidade incontrolável. O riff principal é magistral e a atuação de Dio é simplesmente perfeita. A guitarra de Iommi brilha intensamente. Fecha o álbum de maneira excepcional.





A
letra é sobre destino:





I've
been higher than stardust
I've been seen upon the sun
I used to
count in millions then
But now I only count in one
Come on join
the traveler
If you got nowhere to go
Hang your head and take
my hand
It's the only road I know













Considerações
Finais





Heaven
And Hell mudou os rumos da história do Black Sabbath e foi um
trabalho impactante, como sua repercussão em termos de paradas de
sucesso confirma.





Ficou
com a ótima 9ª colocação na principal parada britânica de
álbuns, bem como com a 28ª posição na sua correspondente
norte-americana. Ainda atingiu o 22º e o 25º lugares nas paradas de
Noruega e Suécia, respectivamente.





Greg
Prato, do AllMusic, chama Heaven and Hell de "Um dos melhores
registros do Sabbath" e sustenta que a banda "soa renascida
e reenergizada”.






Dando
ao álbum cinco estrelas, Tyler Munro, do Sputnikmusic, opina:
"Musicalmente, o álbum acelera a coisa, mantendo o som do
Sabbath ... Completa-se com uma linha de baixo lenta e pesada e uma
bateria repetitiva; a faixa título do álbum é muito possivelmente
a melhor coisa que o Sabbath já fez... é uma das melhores canções
de doom metal já gravadas”.






Embora
a adição de Dio revitalizou a banda e trouxe-lhes uma jovem base de
fãs mais entusiasmada, havia alguns críticos e ouvintes que
insistiam em que o Black Sabbath havia sido irremediavelmente
alterado.





A
revista Rolling Stone afirmou: "Embora Dio podesse situar-se com
o melhor deles, o Black Sabbath nunca mais seria o mesmo".






Em
sua autobiografia, Iommi admite, "Nós estávamos fazendo
grandes shows e era difícil para Ronnie ficar à frente de pessoas
que haviam visto Ozzy nessa posição por dez anos. Alguns garotos
odiavam e gritavam: Ozzy, Ozzy! Mas, eventualmente, Ronnie os
conquistou".





O Black
Sabbath excursionou nos EUA ao longo de 1980, com o Blue Öyster Cult
na turnê "Black and Blue", incluindo um show no Nassau
Coliseum, em Uniondale, Nova Iorque, filmado e lançado nos cinemas
em 1981, sob o nome de Back and Blue.






Em
26 de julho de 1980, a banda tocou para 75.000 pessoas em um show com
lotação esgotada em Los Angeles, no Memorial Coliseum, juntamente
com os grupos Journey, Cheap Trick, e Molly Hatchet.






Em
18 de agosto 1980, após um show em Minneapolis, Bill Ward deixou a
banda. "Era intolerável, para mim, entrar no palco sem Ozzy. E
eu bebia 24 horas por dia, o meu alcoolismo estava acelerado".






O
baixista Geezer Butler afirmou que, após o show, Ward chegou bêbado,
falando sobre coisas como "Ele poderia muito bem ser um
marciano". Ward, em seguida, ficou com raiva, e decidiu arrumar
suas coisas, entrar em um ônibus e ir embora.






O
grupo, então, trouxe o baterista Vinny Appice para substituir Ward.





A
banda completou a turnê mundial de Heaven and Hell em fevereiro de
1981, e retornou ao estúdio para começar a trabalhar em seu próximo
disco.





Heaven
and Hell ultrapassa a casa de 1 milhão de cópias vendidas apenas
nos Estados Unidos.













Formação:


Tony
Iommi - Guitarra


Geezer
Butler - Baixo


Bill
Ward - Bateria, Percussão


Ronnie
James Dio - Vocal


Músico
Adicional:


Geoff
Nicholls - Teclados





Faixas:


01.
Neon Knights (Iommi/Butler/Ward/Dio) - 3:53


02.
Children of the Sea (Iommi/Butler/Ward/Dio) - 5:34


03.
Lady Evil (Iommi/Butler/Ward/Dio) - 4:26


04.
Heaven and Hell (Iommi/Butler/Ward/Dio) - 6:59


05.
Wishing Well (Iommi/Butler/Ward/Dio) - 4:07


06.
Die Young (Iommi/Butler/Ward/Dio) - 4:45


07.
Walk Away (Iommi/Butler/Ward/Dio) - 4:25


08.
Lonely Is the Word (Iommi/Butler/Ward/Dio) - 5:51





Letras:


Para
o conteúdo completo das letras, recomenda-se o acesso a:
https://letras.mus.br/black-sabbath/




Opinião
do Blog:



O Blog se dispensa de entrar na improdutiva e patética discussão de qual Black Sabbath é melhor: com Dio ou Ozzy? Cada um que tenha suas preferências, mas o Blog consegue enxergar as inúmeras qualidades de cada uma das formações desta banda essencial para o mundo do Rock.





A chegada de Ronnie James Dio deu um novo rumo ao grupo, trazendo uma sonoridade mais atualizada (para a época) em conformidade com as mudanças que o Heavy Metal sofria na então nascida New Wave Of British Heavy Metal.





Entretanto, o ouvinte atento percebe que a essência do grupo foi mantida, com um som pesado e baseado nos riffs magistrais do gênio da guitarra chamado Tony Iommi.





Iommi entrega uma atuação praticamente perfeita no álbum: seus riffs estão especialmente saborosos, por vezes abusando do peso; em outras, apostando em um andamento mais veloz; mas sempre com um absurdo senso melódico. Nos solos, o guitarrista demonstra sua habitual categoria.





Bill Ward e Geezer Butler formam uma das seções rítmicas mais competentes e entrosadas da história do Rock. E aqui não é diferente, o talento deles está por todos os cantos de Heaven and Hell.





Ronnie James Dio nos entrega uma de suas mais impressionantes atuações em um álbum de Rock. Faltam elogios para se definir como o vocalista emprega a interpretação perfeita para cada momento do disco.





Além disso, Dio empresta todo o seu talento nas letras das canções. Com muita criatividade, elas fogem do lugar comum.





Com canções tão brilhantes, fica difícil apontar as favoritas de um álbum que há muito tempo é trilha sonora da vida de quem faz o Blog. Mas a tradição será preservada!





"Neon Knights" é uma das melhores faixas de abertura de álbuns de Heavy Metal em todos os tempos, com sua intensidade absurda. "Children Of The Sea" é belíssima, misturando peso e sensibilidade em doses perfeitas e complementares. Ainda há a absurda atuação de Ronnie James Dio na sensacional "Lonely Is The Word", emocionante e comovente.





E dispensa maiores comentários a faixa-título. "Heaven And Hell" é um dos hinos supremos de toda a história do Metal.





Enfim, o leitor está diante de um dos melhores álbuns de todos os tempos, uma aula completa de Heavy Metal, contando com a atuação brilhante de todos os envolvidos no trabalho. Ademais, o espetacular Ronnie James Dio entrega uma de suas mais fantásticas atuações, que merece ser ouvida frequentemente pelos amantes do estilo. Álbum essencial, obrigatório e que deu nova vida a uma das maiores instituições da história do Rock: o Black Sabbath!

BLACK SABBATH - MASTER OF REALITY (1971)





*Post sugerido e dedicado ao amigo Valcir Farias Jr. (R.I.P.)






Master
Of Reality é o terceiro álbum de estúdio da banda inglesa Black Sabbath. Seu
lançamento oficial ocorreu no dia 21 de julho de 1971. As gravações ocorreram
entre 5 de fevereiro e 5 de abril daquele mesmo ano no Island Studios, em
Londres, na Inglaterra. A produção ficou sob a responsabilidade de Rodger Bain,
com quem a banda trabalhou em seus dois álbuns antecessores. Este seria o
último trabalho do Black Sabbath com o supracitado produtor.







Para
fãs do Black Sabbath e do Blog, recomendamos o acesso à parte da história do
grupo através dos dois posts anteriores sobre os álbuns prévios da banda:












O
Black Sabbath experimentava os primeiros sabores do sucesso, afinal, seu
segundo álbum de estúdio, Paranoid (1970), permitiu à banda alçar voos maiores.
A canção homônima ao disco, “Paranoid”, tornou-se um verdadeiro ‘hit’, fazendo
com que o conjunto britânico ficasse muito mais conhecido. A canção chegou a
ocupar a 4ª posição na parada britânica de singles.





O
álbum Paranoid chegou ao topo da parada britânica e na 12ª colocação da parada
correspondente nos Estados Unidos, já em março de 1971.





O
Black Sabbath adentrou o ano de 1971 capitalizando o sucesso de seus álbuns
lançados no ano anterior, nos dois lados do Atlântico, e mantendo-se realizando
shows para promoção de seu trabalho. A apresentação mais memorável se deu em
Londres, em Janeiro de 1971, no Royal Albert Hall.





Sem
pausas entre lançamentos de álbuns e turnês, já em fevereiro de 1971 o grupo
retornaria para o estúdio com o intuito de gravar um novo trabalho de inéditas.





Em
contraste com os contemporâneos do Led Zeppelin, cujo terceiro álbum desagradou
alguns fãs por ter um conteúdo musical significantemente mais acústico, Tony
Iommi prometeu que o terceiro álbum do Sabbath seria seu lançamento mais pesado
até então.





Tony Iommi










De
certa forma, Iommi cumpriu o prometido. O guitarrista alterou a tensão das
cordas de sua guitarra em três semitons, tornando-a mais fácil para ele tocar.
Para acompanhar Iommi, Geezer Butler fez o mesmo com seu baixo. Isso fez com
que o som do grupo se apresentasse ainda mais “obscuro e pesado” em Master Of
Reality.





Por
isso, Master of Reality é citado como forte influência para o gênero “Stoner
Rock” ou mesmo para bandas que fizeram muito sucesso nos anos 90, como Nirvana,
Smashing Pumpkins  e Soundgarden.





Embora
a promessa de Iommi tenha se concretizado em um álbum realmente pesado, o Black
Sabbath (como se comprova através de sua vasta discografia) sempre teve coragem
para se arriscar musicalmente.





O
álbum Master Of Reality mostra a banda flertando com sonoridades mais suaves.
Há duas canções bem curtas, verdadeiros interlúdios entre canções maiores.
“Embryo” e “Orchid” são consideravelmente mais leves quando comparadas a
clássica linha musical pesada do Black Sabbath.





Há
uma canção neste álbum que pode ser considerada uma balada, “Solitude”, bem
maior que as duas supracitadas. Tratar-se-á da mesma mais à frente neste post.





Embora
as canções da fase clássica do Black Sabbath fossem creditadas, quase sempre, a
todos os membros do grupo, o principal letrista da banda (nesta fase) era
Geezer Butler. Neste álbum, Butler está ainda mais maduro como autor e aborda
questões interessantes de forma ainda mais criativa.





Geezer Butler:










Na
primeira versão do álbum lançada nos Estados Unidos, algumas alterações na
nomenclatura das faixas foram encontradas. À introdução de “After Forever” foi
dado o nome de “The Elegy”, o mesmo acontecendo com a introdução de “Lord Of
This World” (nomeada “Step Up”), assim como acontece com “Into The Void” (sua
‘intro’ foi nomeada como “Deathmask”).
Ainda havia o
nome “The Haunting” associado a “Children Of The Grave”.
Mesmo o álbum saiu com o nome de
Masters Of Reality.





Cabe
ressaltar que nada disto estava presente na edição britânica de Master Of
Reality. Nas edições posteriores, os créditos foram concertados, subtraindo os
títulos dados às introduções das canções (exceto “The Elegy”) e, também,
consertando o nome do álbum, retirando o ‘S’ a mais em Master.





A
arte da capa é bastante simples, com um fundo preto, o nome da banda escrito
com fontes bem típicas da época em roxo e abaixo, com a mesma fonte e tamanho,
o nome do álbum em um tom de cinza.





O
baterista Bill Ward se recorda da época de gravação de Master Of Reality como o
começo da era em que a banda estava abusando mais severamente de drogas. Ward
disse que muitas vezes os membros do grupo tinham uma ideia para alguma canção
em casa, iam rapidamente para os estúdios e quando lá chegavam, não se
recordavam mais da ideia criada, pois estavam totalmente “fora de si” naqueles
dias.





SWEET
LEAF





Abre
o álbum a canção “Sweet Leaf”. Os primeiros segundos do disco, na realidade, é
uma gravação de uma tosse do guitarrista Tony Iommi.





Um
riff bastante pesado e arrastado criado por Iommi é a marca registrada da
canção, acompanhado por um baixo bastante presente e um eficiente trabalho na
bateria por parte de Bill Ward. Os vocais de Ozzy Osbourne também são marcantes
e precisos. O solo de guitarra é ótimo.





O
título da música, “Sweet Leaf” foi retirado de um maço de cigarros que o
baixista Geezer Butler comprou em Dublin, na Irlanda, e o qual chamava o tabaco
de “The sweet leaf”.





As
letras de “Sweet Leaf” se referem ao uso recreativo de maconha. A revista
Rolling Stone descreveu-as como uma ousadia do grupo naquele tempo, embora não
carregassem o mesmo efeito de choque que o faria se tivesse sido lançada meia
década antes.





“Sweet
Leaf” se tornou um clássico do Black Sabbath, permanecendo uma marca quase
obrigatória nas turnês da banda e uma das músicas favoritas dos fãs. Ozzy
Osbourne também a manteve em seu set list de sua carreira solo por algum tempo.
Também é tocada nas turnês de reunião que o grupo faz com a formação original.





Inúmeras
bandas fizeram versões para “Sweet Leaf”.
Citando como
exemplo, Ugly Kid Joe, Sacred Reich, Stuck Mojo e Six Feet Under.
Entretanto, o que não faltam são
covers da canção.





O
produtor Rick Rubin fez um ‘sample’ do riff de “Sweet Leaf” e o usou na canção
"Rhymin' & Stealin’", do grupo Beastie Boys. O guitarrista do Red
Hot Chili Peppers, John Frusciante, toca o riff principal na música “Give It
Away” de seu grupo. São apenas outros exemplos de como a canção se tornou uma
referência.





Também
é possível encontrar “Sweet Leaf” em games como Guitar Hero e Rock Band.













AFTER
FOREVER





A
segunda canção de Mater Of Reality é “After Forever”.





A
canção alterna em variações do mesmo riff, com momentos mais velozes e outros
em que ele fica mais pesado e arrastado. O principal destaque da faixa é mesmo
a guitarra de Tony Iommi, bastante criativa. Ozzy faz um bom trabalho nos
vocais.





No
lançamento original do álbum, “After Forever” foi creditada como uma composição
apenas de Tony Iommi.  Entretanto, quando
a banda lançou um Box que continha vários álbuns, a canção veio com créditos
para todos os membros do grupo, respeitando o desejo de ser vista como um
conjunto democrático.





As
letras de “After Forever” foram escritas pelo baixista Geezer Butler. Naquele
momento do lançamento do álbum, o Black Sabbath era tido como uma banda
satânica, devido ao visual, sonoridade e temática bastante sombrios do grupo.
Embora a banda sistematicamente tenha negado todas as acusações como sendo um
grupo voltado a esta temática.





Assim
sendo, Butler escreveu uma canção em que aborda uma temática absolutamente
cristã, quase uma ode às suas crenças.





“After
Forever” acabou sendo lançada como um single, em conjunto com a faixa “Fairies
Wear Boots”, mas acabou não obtendo maior repercussão.













Lester
Bangs, da revista Rolling Stone, criticou a temática cristã da faixa em sua
análise do álbum à época, mas acabou elogiando os arranjos.





A
banda Biohazard fez um cover da canção para o álbum tributo ao Black Sabbath
chamado Nativity In Black. Também as bandas Deliverancy e Shelter possuem
versões para a canção “After Forever”.













EMBRYO





“Embryo”
é a terceira faixa do álbum. Na verdade, contém apenas pouco mais de 25
segundos de duração, e, durante os shows do Black Sabbath, funciona como
abertura para a próxima canção.













CHILDREN
OF THE GRAVE





O
clássico “Children Of The Grave” é a quarta faixa de Master Of Reality.





Um
dos riffs mais criativos da história do Black Sabbath embala a canção,
tornando-a rápida, pesada e empolgante. O trabalho da ‘cozinha’ formada por
Butler e Ward é praticamente perfeito, contribuindo decisivamente para o
sucesso da música. Maior destaque é merecido a Ozzy Osbourne, que realiza uma
interpretação perfeita das letras, construindo o clima exato da mensagem
passada pela banda. O solo final é perfeito. Um clássico!





As
letras de “Children Of The Grave” são das melhores da discografia do Black
Sabbath. Ela segue a temática anti-guerra proposta por Butler em canções como “Eletric
Funeral” e “War Pigs”, sendo novamente abordada, mas desta vez Butler inova com
seus ideais pacifistas e de desobediência civil não violenta.





Butler
convoca uma revolução pacífica e baseada no amor, chamando as crianças a
plantarem a semente da paz, trazendo uma visão otimista (acreditando na
vitória) para a mudança do mundo, como se vê no trecho abaixo:





They're
tired of being pushed around


And
told just what to do


They'll
fight the world until they've won


And love comes flowing through





Já
na segunda estrofe, Butler revela seu medo com a situação que o mundo vivia à
época, a ameaça de uma guerra nuclear entre as superpotências União Soviética e
Estados Unidos – sem falar que a guerra do Vietnã estava acontecendo. Pode-se
também inferir o receio que o autor tinha com o mundo que seria deixado para as
futuras gerações:





Children
of tomorrow live in


The
tears that fall today


Will
the sunrise of tomorrow


Bring
them peace in any way


Must
the world live


In
the shadow of atomic fear


Can
they win the fight for peace


Or
will they disappear?





Já
na última estrofe (a genial canção não possui refrão, em uma construção
absolutamente brilhante do grupo!) Butler conclama as crianças a espalharem as
mensagens de amor e coragem, para sensibilizarem as pessoas na construção de um
futuro pacífico. Entretanto, o baixista alerta que o fracasso destas ações
teriam como consequência um futuro de morte:





So
you children of the world


Listen
to what I say


If
you want a better place to live in


Spread
the words today


Show
the world that love


Is
still alive you must be brave


Or
you children of today


Are children of the grave





É
possível se ver uma mensagem positiva na canção. É a esperança que através das
crianças e das mensagens pacíficas e com base no amor é possível se mudar o mundo.
Interessante pensar que a canção foi lançada há mais de quatro décadas e que as
crianças daquela época são os adultos de hoje. Será que a mensagem que Butler
desejava foi espalhada? Que o leitor tire suas conclusões.





“Children
Of The Grave” se tornou um grande clássico do Black Sabbath, sendo presença
quase que constante nos shows da banda, assim como nas apresentações da
carreira solo de Ozzy Osbourne durante muito tempo.





Versões
covers da canção também são inúmeras. Para o supracitado tributo Nativity In
Black, quem tocou a faixa foi White Zombie. Bandas como Amon Amarth e Grave
Digger também já fizeram suas versões do clássico. A música também aparece em
versões do game Guitar Hero.













ORCHID





Com
pouco mais de um minuto, “Orchid” é a quinta faixa do trabalho. Suave e
bastante melódica, a canção mostra o lado mais intimista de Tony Iommi e
introduz a próxima música do álbum.













LORD OF THIS WORLD





“Lord Of This World” é a sexta faixa do álbum.





Um
riff bastante pesado é a marca registrada de “Lord Of This World”. Ele se
desenvolve por praticamente toda a canção de maneira mais ‘arrastada’, dando
lugar a um solo bastante inspirado no meio da faixa. Os vocais característicos
de Ozzy Osbourne são, mais uma vez, um destaque da faixa. Sem falar na
brilhante atuação de Bill Ward. Mais um clássico.





Bandas
como Exhorder e Sleep fizeram versões cover da canção. Para o Nativity In
Black, a banda Corrosion Of Conformity foi quem gravou a música.













SOLITUDE





A sétima
faixa de Master Of Reality é “Solitude”.





Consideravelmente
diferente das outras faixas do álbum, “Solitude” é uma balada, que mostra um
Black Sabbath soando muito mais suave que anteriormente. Uma canção totalmente
leve, com alguma influência psicodélica em um estilo inovador na discografia da
banda até então.





Ozzy
Osbourne canta a música de uma maneira também suavizada, em oposição aos seus
vocais sombrios, agressivos e marcantes, que foram fundamentais para o sucesso
do Sabbath. Tanto que muita gente acreditava que foi Bill Ward que teria
gravado o vocal da canção, mas isso não corresponde à verdade.





“Solitude”
demonstra o talento de Tony Iommi como instrumentista, pois na faixa ele também
toca flauta e piano.





“Solitude”
traz letras românticas, mas de uma perspectiva totalmente depressiva, de alguém
que sofre por amor.
Isso pode ser comprovado pelo trecho:





The
world is a lonely place - you're on your own


Guess
I will go home - sit down and moan.


Crying
and thinking is all that I do


Memories
I have remind me of you





Talvez
a versão cover mais conhecida de “Solitude” é a que foi realizada pela banda
Cathedral, que foi lançada como bônus para a versão europeia do tributo ao
Black Sabbath, Nativity in Black.





É um
dos temas do personagem principal (Zombie) do filme Zombie and The Ghost Train
(1991) do diretor finlandês Mika Kaurismäki.













INTO
THE VOID





A
oitava e derradeira canção do álbum é “Into The Void”.





Um
riff espetacular, lento, arrastado e pesadíssimo, abre a canção, mostrando o
porquê de Tony Iommi ser chamado de “The Riff Master”. Pouco depois, o
guitarrista apresenta uma variação um pouco mais acelerada do riff, fantástico,
através do qual a música se desenvolve. Os vocais característicos de Ozzy
Osbourne estão de volta na faixa e esta é uma das melhores atuações do mesmo à
frente da banda!





É
necessário que se realce, novamente, o trabalho da seção rítmica da banda nesta
canção, pois Ward e Butler têm uma atuação determinante para a qualidade da
faixa. Outro solo inspirado de Iommi.





As
letras de “Into The Void” revelam o desejo de fuga de um mundo que é dilacerado
por conflitos e guerras, em uma perspectiva angustiante.





Muitas
versões covers foram lançadas por bandas como Kyuss, Sleep, Exhorder,
Soundgarden, Monster Magnet (para o Nativity In Black II), entre outras.





A
versão lançada pela banda Soundgarden teve a letra original substituída por um
manifesto de protesto original do Chief Seatlle, e foi indicada ao Grammy em
1993 como melhor performance de Heavy Metal, quando foi renomeada para “Into
The Void (Sealth)”.





“Into
The Void” é a canção do Black Sabbath favorita do vocalista e guitarrista do
Metallica, James Hetfield.













Considerações Finais





Master
Of Reality consolidou o Black Sabbath como uma das grandes bandas dos anos 70.
Conquistou a 5ª posição da parada britânica de álbuns e a 8ª posição de sua
correspondente norte-americana.





Apesar
da aclamação do público, os críticos musicais da época não aprovavam a proposta
da banda. Robert Christgau deu ao álbum uma nota ‘C-‘, declarando que este era
uma “estúpida e amoral exploração”.





O
crítico da Revista Rolling Stone, Lester Bangs, chamou o álbum de monótono, em
uma análise negativa. A mesma revista que, anos depois, colocaria Master Of
Reality na 298ª posição de sua lista 500 Greatest Albums of All Time, em 2003,
descrevendo-o como “a relíquia de estúdio definitiva da era dourada do
Sabbath”.





A
revista Q Magazine o colocou em sua lista de 50 Heaviest Albums of All Time
(2001), e, em outra edição, citou Master Of Reality como o álbum mais coeso
dentre os três primeiros do grupo.





A
banda holandesa After Forever tem este nome devido à influência do Black
Sabbath, sendo uma homenagem aos seus inspiradores.













Também,
Master Of Reality inspirou o líder da banda Mountain Goats, John Darnielle, a
escrever um curto romance que tem o álbum como plano central. O texto é escrito
na forma de um diário em que um jovem faz um tratamento mental e mostra a forma
como ele se relaciona com o mundo através das canções do disco.





Após
o lançamento do álbum, o Black Sabbath saiu em mais uma grande turnê para
promover o trabalho, a Master Of Reality World Tour.





Master
Of Reality já vendeu mais de 2 milhões de cópias apenas nos Estados Unidos.





Formação:


Ozzy Osbourne – Vocal


Tony
Iommi – Guitarra, Flauta e Piano em "Solitude"


Geezer Butler – Baixo


Bill Ward – Bateria





Faixas:


01. Sweet Leaf (Iommi/Butler/Ward/Osbourne) – 5:05


02. After Forever (Iommi/Butler/Ward/Osbourne) – 5:27


03. Embryo (Iommi) – 0:28


04. Children of the Grave (Iommi/Butler/Ward/Osbourne)
– 5:18


05. Orchid (Iommi) – 1:31


06. Lord of This World (Iommi/Butler/Ward/Osbourne) –
5:27


07. Solitude (Iommi/Butler/Ward/Osbourne) – 5:02


08. Into the Void (Iommi/Butler/Ward/Osbourne) – 6:13





Letras:


Para
o conteúdo das letras, indicamos o acesso a:
http://letras.terra.com.br/black-sabbath/





Opinião do Blog:


Master
Of Reality é um dos grandes álbuns do Heavy Metal e está na lista dos favoritos
deste que vos escreve.





O
trabalho que a seção rítmica do Black Sabbath faz neste álbum – composta pelo
baixista Geezer Butler e o baterista Bill Ward – é notável e muito além de
eficiente. É responsável direta pela qualidade das canções.





Butler
também demonstra um grande talento como letrista. Suas canções, neste trabalho,
oscilam em mensagens filosóficas de otimismo, outras vezes pessimista, mas com
uma visão crítica de seu tempo.





Ozzy
Osbourne também funciona magistralmente para criar o aspecto sombrio que as
canções do Black Sabbath apresentavam. Como quase sempre os temas são fortes e
pesados, Ozzy imprime uma interpretação igualmente marcante, por vezes
desesperadora, que era sua marca registrada no Sabbath. Osbourne também se
mostrou versátil ao dar um ar mais suave à balada “Solitude”.





Tony
Iommi criou alguns de seus mais brilhantes riffs neste álbum.
“Sweet
Leaf”, “Lord Of This World”, “Into The Void” e “Children Of The Grave” possuem
a assinatura do excepcional compositor do Black Sabbath.
Além disso, demonstrou sua
sensibilidade na composição de canções mais suaves, como “Solitude”.





Com
vários clássicos (6 das 8 faixas foram gravadas por outras bandas nos dois
tributos Nativity In Black), Master Of Reality influenciou inúmeros grupos que
surgiram após seu lançamento, incluindo bandas que não fazem Heavy Metal. Um
álbum para a história da música!