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W.A.S.P. - THE LAST COMMAND (1985)



The Last Command é o segundo álbum de estúdio da banda norte-americana W.A.S.P. Seu lançamento oficial ocorreu em 9 de novembro de 1985, através do selo Capitol Records. As gravações aconteceram entre outubro de 1984 e a metade do ano seguinte no Pasha Music House, em Hollywood, nos Estados Unidos. A produção ficou por conta de Spencer Proffer.

W.A.S.P. - THE LAST COMMAND (1985)









The
Last Command é o segundo álbum de estúdio da banda norte-americana
W.A.S.P. Seu lançamento oficial ocorreu em 9 de novembro de 1985,
através do selo Capitol Records. As gravações aconteceram entre
outubro de 1984 e a metade do ano seguinte no Pasha Music House, em
Hollywood, nos Estados Unidos. A produção ficou por conta de
Spencer Proffer.






Uma
das melhores bandas do Glam Metal norte-americano, o W.A.S.P.,
finalmente retorna ao RAC, com seu álbum Last
Command
. O Blog vai, muito resumidamente, tratar dos fatos
antecedentes ao lançamento do disco para depois se ater ao faixa a
faixa.













Estreia
do W.A.S.P.





O
RAC já abordou a estreia do W.A.S.P., em
seus primórdios. O leitor pode conferir o post aqui.





W.A.S.P.,
o álbum, foi lançado em 17 de agosto de 1984.





O
disco atingiu a respeitável 74ª posição da principal parada
norte-americana desta natureza, a Billboard. Além disso, o trabalho
trouxe alguns clássicos imortais do grupo como “L.O.V.E. Machine”,
“Hellion” e, principalmente, “I Wanna Be Somebody”.





Pouco
depois do lançamento do disco, a banda fez uma aparição no filme
de 1984, The Dungeonmaster.





Os
singles “L.O.V.E. Machine” e “I Wanna Be Somebody” ajudaram o
álbum a vender, e levaram a banda até “Blind In Texas”, uma
canção escrita em St. Paul, Minnesota, por Lawless.





Troca
de baterista





O
baterista Tony Richards deixou o grupo após a turnê entre os anos
de 1984 e 1985.





O
substituto foi Steve Riley, que havia acabado de gravar o álbum The
Right to Rock
, o segundo disco de estúdio da banda Keel.







Steve Riley





The
Last Command





Desejoso
de alcançar o sucesso, o W.A.S.P. começou a trabalhar em seu
segundo álbum pouco tempo após encerrar as gravações de W.A.S.P.





Para
tanto, o conjunto apostou no capricho para com a produção. O
escolhido para esta função foi Spencer Proffer.





Proffer
ficou ainda mais conhecido pelo seu trabalho brilhante em Metal Health, de 1983, o álbum que levou o Quiet Riot ao
primeiro lugar da Billboard.





O
trabalho seria batizado de The Last Command e seria o último
a contar com o membro fundador e guitarrista Randy Piper.







Blackie Lawless





O
grupo se reuniu no estúdio Pasha Music House, em Hollywood, na
Califórnia, nos Estados Unidos entre o fim de 1984 e a metade do ano
seguinte para trabalhar em
The Last Command.





Nesta
altura, o W.A.S.P. era formado pelo líder, vocalista e
baixista Blackie Lawless, os guitarristas Chris Holmes e Randy Piper
e o supracitado baterista Steve Riley.





A
capa é simples, com uma imagem de Lawless.





Vamos
às faixas:





WILD
CHILD





"Wild Child" é um hard rock de primeira linha, contando com guitarras afiadas e pesadas. O ritmo é cadenciado, mas, ao mesmo tempo, intenso. A atuação de Blackie Lawless é impecável, especialmente no refrão, o qual é sensacional. Clássico!





A
letra mistura sexualidade e ameaça:





Tell
me, tell me the lies you're telling him when you


Run
away 'cause I wanna know


Cause
I, I'm sure it's killing him to find


That
you run to me when he lets you go


'Cause
I'm burning, burning, burning up with fire


So
- come turn me on and turn the flames up higher










Embora
“Wild Child” seja um clássico do
W.A.S.P., foi lançada
como single, mas não repercutiu em termos das principais paradas de
sucesso.













BALLCRUSHER





"Ballcrusher" é uma paulada típica do Glam Metal. Sem muitos rodeios ou muitas firulas, vai direto ao ponto, flertando diretamente com o Heavy Metal. Peso e potência em doses cavalares.





A
letra tem sentido sexual:





I
call her liar


Her
eyes burn the flame


Liar,
the princess of pain













FISTFUL
OF DIAMONDS





O riff principal desta canção vai agradar fãs de música mais pesada e de bandas como o Judas Priest. O grupo continua com uma pegada bem intensa, aproximando-se intimamente do Heavy Metal. Outra ótima faixa.





A
letra é sobre ganância:





I
want a fistful, fistful of diamonds


I
live for the glory and fame


I
want a fistful, fistful of diamonds


The
millions are calling my name













JACK
ACTION





Outro riff muito bom toma conta de "Jack Action". Embora com o andamento mais arrastado, a música ganha com o peso absurdo das guitarras. Não se deixe enganar, "Jack Action" é uma verdadeira paulada!





A
letra é sobre vingança:





Now
I can't believe she's gone away


He
better run, ya know I don't play


Took
my babe, my life, he's on the run


Look
out Jack now, here's my gun, yeah













WIDOWMAKER





Caminhando sobre a tênue linha que separa o Heavy e o Hard, "Widowmaker" é mais um "soco no estômago" do ouvinte. O andamento cadenciado apenas reforça o peso das guitarras e da seção rítmica. Belíssima faixa!





A
letra é sobre mistério:





The
cries of sadness never heard


Fall
deaf upon my ears


The
stench of madness, raging wars


I've
seen a million years


The
smell of sorrow fills the fields


And
lingers in the sky


The
littered ground will swallow down


The
souls that fill my eyes













BLIND
IN TEXAS





Se o leitor quiser saber porque o Glam Metal é um estilo que o escritor deste blog tanto gosta, basta apenas ouvir "Blind in Texas", o exemplo ideal para se conhecer aquilo que o estilo possui de melhor. Música espetacular.





A
letra é sobre uma festança no Texas:





I
drank Dallas whiskey and lost my mind


Had
high-balls in Houston, three for a dime


Everything
starts to spin, loaded on gin


I
fell out the door, what I said is













“Blind
in Texas” é, talvez, o maior sucesso do W.A.S.P.





A
música foi lançada como single, mas não repercutiu em termos das
principais paradas de sucesso desta natureza.













CRIES
IN THE NIGHT





O ritmo diminui em "Cries in the Night", embora o peso ainda esteja efetivo, especialmente no que tange ao refrão. O trabalho de guitarras continua bem feito e o solo no meio da faixa é de ótimo gosto.





A
letra possui sentido melancólico:





I'm
hearing Cries in the Night,


I
can't wait another day


No,
no, no, tell me no lies,


I'm
standing cold in the light


I
lose the dream and I go crazy,


I'm
hearing Cries in the Night





A
canção foi mais uma lançada como single, mas também não
repercutiu nas paradas de sucesso desta natureza.













THE
LAST COMMAND





O peso e a intensidade continuam com força em "The Last Command". Nesta composição, o trabalho do baterista Steve Riley é ainda mais notável enquanto as guitarras seguem conduzindo a sonoridade. Outro ponto alto do disco.





A
letra possui sentido bélico:





A
thousand times I had this dream


the
flag was high, I heard a scream


That
cut through the still of the night


just
like a knife


But
that was yesterday


the
darkness has gone away


I
stand on the edge, and I pledge my life













RUNNING
WILD IN THE STREETS





Esta canção segue a sonoridade proposta no álbum com peso, intensidade e sentimento de urgência. Os vocais de Lawless estão ótimos.





A
letra possui um chamamento:





I'm
standin' proud,


We're
screaming loud,


I'll
lead the crowd


Running
wild in the streets













SEX
DRIVE





A décima - e última - faixa de The Last Command é "Sex Drive". Outro riff que lembra bastante o Judas Priest é a base desta poderosa música que encerra o disco. Vocais poderosos e guitarras muito pesadas conduzem o trabalho a um encerramento em altíssimo nível.





A
letra possui conotação sexual:





I
got a message for you,


It's
something you love to do


You're
thinking bout it all the time


You're
lying in bed and it runs through your head


Cause
you can't get it off your mind


You
been thinking pink and you're losing sleep


That
rush is almost all you can stand


You
feel it getting hard and your crotch starts to throb


It's
body language you understand













Considerações
Finais





The
Last Command
conseguiu aumentar o sucesso do W.A.S.P.,
elevando o patamar anterior do grupo.





O
álbum atingiu a respeitável 47ª posição da Billboard, a
principal parada norte-americana desta natureza.





As
críticas da imprensa especializada são mistas. A revista alemã
Rock Hard dá ao trabalho uma nota 6,5 (de 10) enquanto o site
Metal Cryptic atribui uma nota 4 (de 5).





Greg
Prato, do site AllMusic, dá ao disco uma nota 3 (de 5),
afirmando: “No segundo trabalho do W.A.S.P., em 1985, The
Last Command
, a banda contratou o produtor de Quiet Riot,
Spencer Proffer, para manipular os limites, resultando em um som
pouco mais acessível do que a sua autointitulada estreia”.





Prato
conclui: “Embora o álbum não tenha sido o grande avanço
comercial o qual a banda esperava, resultou em seu segundo lançamento
com certificação de ouro consecutivo, uma vez que se tornou uma das
bandas de metal mais populares da metade dos anos 80”.





Em
seguida, o W.A.S.P. iniciou a bem-sucedida ‘The Last
Command tour
’, chegando a se apresentar com nomes como Iron Maiden e Black Sabbath.





Ao
término da turnê, o guitarrista Randy Piper deixou o conjunto. Seu
substituto foi Johnny Rod, oriundo da banda King Kobra.






no ano seguinte, o W.A.S.P. lançaria Inside the Electric
Circus
, terceiro disco de estúdio do grupo.





The
Last Command
suplanta a casa de 1 milhão de cópias
vendidas apenas nos Estados Unidos.





Formação:


Blackie
Lawless - Vocal, Baixo


Chris
Holmes - Guitarras


Randy
Piper - Guitarras, Backing Vocals


Steve
Riley - Bateria, Backing Vocals


Músicos
adicionais:


Carlos
Cavazo - Vocais Adicionais


Chuck
Wright - Vocais Adicionais





Faixas:


01.
Wild Child (Lawless/Holmes) – 5:12


02.
Ballcrusher (Lawless/Holmes) – 3:27


03.
Fistful of Diamonds (Lawless) – 4:13


04.
Jack Action (Lawless/Riley) – 4:16


05.
Widowmaker (Lawless) – 5:17


06.
Blind in Texas (Lawless) – 4:21


07.
Cries in the Night (Lawless) – 3:41


08.
The Last Command (Lawless) – 4:10


09.
Running Wild in the Streets (Lawless) – 3:30


10.
Sex Drive (Lawless/Holmes) – 3:12





Letras:


Para
o conteúdo completo das letras, recomenda-se o acesso a:
https://www.letras.mus.br/wasp/





Opinião
do Blog:


Mais de 5 anos separam a estreia do W.A.S.P., aqui no RAC, de nosso segundo post sobre a banda. É um bom tempo, mas, como ficou claro no texto, o apreço pelo grupo se mantém o mesmo.



The Last Command apresenta o conjunto com quase a mesma formação e, basicamente, a mesma sonoridade. Os guitarristas Chris Holmes e Randy Piper são os maiores destaques do álbum, embora a interpretação que Blackie Lawless dá às canções seja um pedaço fundamental da obra.



Para o Blog, o Glam Metal do W.A.S.P. possui uma pegada mais Metal, com mais peso e uma clara influência do Judas Priest, expressa principalmente nos riffs infernais contidos no disco.



Desta forma, as melodias estão sempre presentes, mas ganham uma dose impressionante de peso e, como foi dito, os riffs são extremamente pesados, embora o ritmo soe cadenciado. The Last Command está sempre intenso e se situando no limiar entre o Hard e o Heavy.



A produção de Spencer Proffer permite que as qualidades do álbum sejam facilmente percebidas, não obstante The Last Command esteja em um degrau inferior à homônima estreia do conjunto.



Mas, mesmo assim, o nível desta obra é elevado. Pauladas como "Sex Drive", "Jack Action" e "The Last Command" são de indubitável classe.



Mas o RAC elege os clássicos "Wild Child" e "Blind in Texas" como suas favoritas. Elas estão entre as melhores composições da carreira do W.A.S.P.



Portanto, The Last Command é um ótimo exemplar da qualidade do W.A.S.P. como banda e de como sua sonoridade pesada era um diferencial dentro do próprio Glam Metal. Embora, para o Blog, o álbum esteja em um degrau inferior a estreia do grupo, seu segundo disco traz canções memoráveis como "Blind in Texas" e "Wild Child", algumas das melhores que o Glam Metal já produziu.


W.A.S.P. - W.A.S.P. (1984)






WASP é o álbum de estreia da banda norte-americana
de mesmo nome, ou seja, o W.A.S.P. Seu lançamento oficial ocorreu no dia 17 de
agosto de 1984, através do selo Capitol Records. As gravações aconteceram durante
aquele mesmo ano, com a produção ficando a cargo de Mike Varney e do líder da
banda, Blackie Lawless.





O WASP é uma das mais proeminentes bandas surgidas
na costa oeste dos Estados Unidos com o “boom” do chamado Glam Metal, embora
não sejam tão conhecidos do público em geral.













Como de costume, o blog vai trazer um pequeno
apanhado das origens do grupo para depois ater-se ao álbum propriamente dito.





Desde o início até hoje, o único membro original e
permanente do conjunto tem sido o seu baixista e vocalista, Blackie Lawless,
obviamente, a grande mente criativa por detrás das composições do grupo.





W.A.S.P. surgiu após o desaparecimento do Circus
Circus, uma banda de Los Angeles que era formada, entre outros, por Blackie
Lawless e Randy Piper.





Assim, eles decidem formar um novo grupo. A
formação original do que viria a se tornar o W.A.S.P. foi formada em Los
Angeles, Califórnia, em 1982. Os amigos Lawless e Piper se juntaram a Rik Fox e
a Tony Richards, começando a ensaiar e depois a se apresentarem na cena de LA.





Há muita especulação sobre a origem do nome da
banda, e se ele significa alguma coisa, pois é escrito como uma sigla. Em
entrevistas na década de 1980, os críticos alegaram que o significado seria
"We Are Sexual Perverts" ou "We Are Sexual Prophets".





Fato é que não se sabe se isso foi uma declaração
séria, pois, acredita-se que isto foi dito apenas para se chocar o público em
geral.





No entanto, "Winged Assassins" está
inscrito na coluna da primeira prensagem em vinil de seu álbum de estreia.





Vários outros significados são especulados para a
sigla W.A.S.P., sendo os acima os mais ventilados. A verdade é que Blackie
Lawless nunca responde a esta questão com firmeza, ajudando a alimentar as
especulações.





Blackie Lawless










Certa feita, Rik Fox afirmou que ele era o
"amigo" - de Lawless - que cunhou o nome WASP. O baterista Tony
Richards declarou em uma entrevista que Rik Fox e Blackie Lawless estavam no
lado de fora da casa quando uma vespa (wasp, em inglês) pousou na mão de Rik.
Ele, então, teria dito: "Porra, isso seria um nome matador para a
banda".





Em uma entrevista em fevereiro 2010, Lawless
declarou a principal razão para o nome eram os pontos (que existem entre as
letras e formam a sigla). Ele alegou que nenhuma banda jamais havia os
utilizado antes, e, em essência, os pontos criaram um "ponto de
interrogação de incerteza" fazendo-os se sobressaírem mais, concluindo:
"olha onde estamos: eles fizeram".





A versão original do primeiro álbum do W.A.S.P.
(W.A.S.P.), em vinil, continha as palavras "We Are Sexual Perverts"
inscritas na capa.





A banda tornou-se notória por sua atitude atrevida
e, às vezes, chocante durante seus shows. Lawless acabou ganhando fama e se
tornando conhecido por amarrar modelos seminuas em um rack de tortura, e,
também, por lançar carne crua no público.





O primeiro lançamento oficial do grupo, seu single
de estreia, intitulado Animal (Fuck Like A Beast), e sua capa foram igualmente
controversos.





A primeira formação da banda não durou por muito
tempo, com Rik Fox sendo demitido e se juntando à banda Steeler com (então
desconhecido) o vocalista Ron Keel e o guitarrista Yngwie Malmsteen. Ele foi
substituído por Don Costa.





Pouco depois, Don Costa também deixou o grupo e sua
posição no baixo foi preenchida por Lawless. Ao mesmo tempo, o guitarrista
Chris Holmes entrou na banda.





Chris Holmes










O W.A.S.P. assinou contrato com a Capitol Records
para o seu álbum de estreia, WASP, lançado em 17 de agosto de 1984.





A estréia foi planejada para ser lançada com o
título Winged Assassins. O primeiro single lançado anteriormente pelo grupo, "Animal
(Fuck Like A Beast)", foi omitido do álbum nos Estados Unidos para impedir
que ele fosse proibido de ser comercializado nas grandes cadeias de lojas.





I WANNA BE SOMEBODY





Abre o álbum um clássico do W.A.S.P., “I Wanna Be
Somebody”.





A música que abre o disco já começa mostrando de
que o W.A.S.P. é feito. Um riff que mescla o Hard/Glam com o peso do Heavy
Metal, cadenciado, mas com o peso na medida certa. Os vocais de Lawless são
bastante agressivos com sua voz peculiar se tornando perfeita para a
sonoridade. O solo é simples, mas se casa perfeitamente com a canção.





As letras mostram o desejo jovem de vitória:





You say you don't wanna starve


Or take the table crumbs that fall


You don't wanna beg or plead at all


You don't want no nine to five


Your fingers
to the bone


You don't want the rock piles'
bloody stones





“I Wanna Be Somebody” é um dos maiores clássicos da
história do W.A.S.P. Foi lançada como single e, surpreendentemente, teve
bastante repercussão na Nova Zelândia, entrando na 30ª posição de lá.













Também foi intensa a veiculação do videoclipe que
serviu para embalar as vendas e promover o álbum. É uma das canções favoritas
dos fãs e que serviu para definir o estilo, tanto que foi ‘coverizada’ por
bandas como Sentenced, Catamenia, Witchery, e Gates of Ishtar.





Em uma eleição realizada pelo VH1, foi a 84ª colocada
em uma eleição das 100 melhores músicas de Hard Rock de todos os tempos.













L.O.V.E. MACHINE





A segunda canção do disco é “L.O.V.E. Machine”.





A bateria animal de Tony Richards dá as cartas na
segunda faixa de W.A.S.P. Logo as guitarras aparecem de forma bastante intensa,
mas desta vez o ritmo é mais devagar. Mas o peso está bastante presente, assim
como os vocais característicos de Lawless.





As letras são bem simples, em temática
amorosa/sexual:





What can I do for you


Am I your wildest dream


What do I move in you


Am I what I seem


My eyes they lie and you cry


Love brings you pain


And if you try to love me


You'll not
feel the same





Foi lançada como single, mas não repercutiu nas
principais paradas de sucesso. Bandas como 
Fallen Man, Lullacry, Fozzy e Alghazanth fizeram versões para a canção.













THE FLAME





“The Flame” é a terceira faixa de W.A.S.P.





As guitarras voltam com tudo em “The Flame”. Há uma
pegada bem Hard Rock na canção, que abusa do peso, em um andamento mais
devagar, mas com aquela pegada genial do Hard oitentista norte-americano. Os
vocais de Lawless se mantêm no mesmo nível das músicas anteriores, construindo
outra pérola da banda!





As letras têm forte conotação sexual:





Turn up the flame your hips are fire


You're so hot I got to try ya


Show me the spot and I'll hit the
mark


Baby I got the gasoline and you got
the sparks













B.A.D.





A quarta música do trabalho é “B.A.D.”





Outro riff genial é a marca de “B.A.D.”, com uma
pegada bem Hard Rock, lembrando o AC/DC em seu álbum Fly On The Wall (1985). A
bateria de Tony Richards está sensacional, assim como (sempre) os vocais de
Lawless. O solo é outra vez muito bom. Ótima faixa.





As letras têm certo tom macabro:





You hear the cries of love, a sad
tune


And feel the salt-lick stingin'
loves wound


Those tears that you cry leave a
blood stain


They fall to the ground like a sweet
rain


Cause bad
girls they do













SCHOOL DAZE





A quinta faixa do álbum é “School Daze”.





A música começa com uma vinheta na qual crianças
fazem o famoso juramento à bandeira americana. Logo após isto, um riff bem
pesado soa das guitarras. A canção é novamente bem característica do grupo,
que mescla como poucos o peso do Heavy Metal com a malícia e a melodia do Hard
Rock. Faixa brilhante.





A letra mostra o tom de rebeldia contra o sistema,
em especial, o educacional:





I pledge no allegiance and I bet


They're gonna drive me crazy yet


Nobody here is understanding me


I pledge no allegiance and I bet


They're gonna drive me crazy yet


I'm dying here and trying to get
free





“School Daze” foi o quarto single lançado para
promover o disco, mas sem maiores repercussões em termos de paradas de sucesso.













HELLION





“Hellion” é a sexta faixa do disco.





A música tem, novamente, Tony Richards em um
trabalho muito bem feito, com bastante presença. Após os primeiros 30 segundos
em um ritmo mais lento, a velocidade volta com tudo e com doses generosas de
peso, com uma pegada que lembra o Judas Priest dos anos 80. Lawless canta
soberbamente, em um dos pontos altos do trabalho.





A letra tem uma conotação claramente de terror e
obscura:





Well child, you're sweatin' and
you're stoned


That alcohol you downed makes you
crazy


All night, you damn the hurt and
pain


And drink the
devils rain


It's
screaming out your name





A banda finlandesa Children Of Bodom fez uma versão
para “Hellion”.













SLEEPING (IN THE FIRE)





A sétima canção do disco é “Sleeping (In The Fire)”.





A música tem um belo início, praticamente acústico
pelos primeiros 55 segundos. Após isto, um riff bastante pesado domina a
sonoridade, mas de forma muito lenta, com Lawless variando sua voz entre
momentos agressivos e suaves. O solo é dotado de muito feeling, contribuindo
decisivamente para a qualidade da faixa.





Como o refrão demonstra, a temática continua levemente
sombria:





Taste the love


The lucifer's magic that makes you
numb


You feel what it does and you're
drunk on love


You're
sleeping in the fire





“Sleeping (In The Fire)” foi lançada como single,
mas falhou em entrar nas paradas de sucesso. As bandas Tiamat e Anders Manga
fizeram versões para a canção.













ON YOUR KNEES





“On Your Knees” é a oitava música de W.A.S.P.





A canção é típica do Glam Metal norte-americano dos
anos 80. Possui um ritmo forte, rápido e cheio de melodia, mesmo tendo certo
peso. Lawless ‘ataca’ as palavras que canta, e o refrão, mesmo um pouco
repetitivo, não compromete o resultado final da faixa.





A letra tem temática sexual, refletindo o aspecto
de culpa/pecado:





Playing with fire, lust in you burns


Reflecting the flames in your eyes


Sex and pain insane, they're really
the same


Misused and confused, bound and tied













TORMENTOR





“Tormentor” é a nona canção do disco.





A maior faixa do trabalho é “Tormentor”. Seu ritmo
inicial é mais cadenciado e com o peso na medida certa. A sonoridade aposta
novamente na mescla do Hard Rock com o Heavy Metal como o W.A.S.P. faz como
quase ninguém. Lawless volta a postar em vocais mais agressivos e o refrão
apresenta o típico ‘coro’ de vozes, presente em todo o álbum.





A letra é pequena e simples, com conotação obscura:





I'm a liar and I'm a cheat


I have no morals and I'm a thief


Pillage and plunder, curse those who
enter


I am a killer and Tormentor





“Tormentor” está presente nos filmes The
Dungeonmaster (1984) e TerrorVision (1986), como parte das trilhas sonoras de
ambos.













THE TORTURE NEVER STOPS





A décima – e última – faixa de W.A.S.P. é “The Torture
Never Stops”.





A música mantém a pegada presente em todo disco,
com um riff pesado, melódico e tendendo mais para um ritmo cadenciado. Lawless
canta de maneira bem agressiva, aproveitando sua voz característica. As
guitarras estão ótimas em uma canção que fecha o trabalho com chave de ouro.





A letra é simples e trata do tema tortura, exaltando-a:





Suck, suck, sucking at your life


Your master sucks the juice


Shoot, shoot, shooting at you


And the hangman's noose is loose


And you, you cry but no-one hears or
cares


And hope's the rope that keeps you
tied in knots





A banda Torture Division fez uma versão para a
faixa.













Considerações
Finais





Em termos de parada de sucesso, o álbum teve um
desempenho humilde, conquistando a modesta 74ª posição na parada norte-americana
da categoria.





Entretanto, como o leitor pode observar, o álbum de
estreia do W.A.S.P. é muito influente. A prova disto são as várias músicas e
versões covers de diferentes faixas que estão presentes no trabalho. A fusão do
Hard/Glam com o Metal Tradicional caiu no gosto de muitas pessoas.





A proposta musical do grupo, com bastante
agressividade e teatralidade nas suas apresentações (muito sangue,
sadomasoquismo, mulheres seminuas) e as letras cheias de conteúdo obscuro e
sexual, foram um prato cheio para as alas conservadoras norte-americanas da
época.





A associação conservadora Parents Music Resource
Center encontrou na banda um de seus alvos prediletos e, indiretamente, deu ao
grupo toda a publicidade de que ele necessitava no seu início de carreira.





O
álbum W.A.S.P. já suplantou a casa de 500 mil cópias vendidas somente nos
Estados Unidos.













Formação:


Blackie
Lawless – Vocal, Baixo


Chris
Holmes – Guitarras


Randy
Piper – Guitarras, Backing Vocals


Tony
Richards – Bateria, Backing Vocals





Faixas:


01.
I Wanna Be Somebody (Lawless) - 3:43


02.
L.O.V.E. Machine (Lawless) - 3:51


03.
The Flame (Lawless/Holmes/J. Marquez) - 3:41


04.
B.A.D. (Lawless) - 3:56


05.
School Daze (Lawless) - 3:35


06.
Hellion (Lawless) - 3:39


07.
Sleeping (In the Fire) (Lawless) - 3:55


08.
On Your Knees (Lawless) - 3:48


09.
Tormentor (               Lawless/Holmes)
- 4:10


10.
The Torture Never Stops (Lawless) - 3:56





Letras:


Para o conteúdo complete das letras, indicamos o
acesso a: http://letras.mus.br/wasp/





Opinião do
Blog:


O W.A.S.P. é uma das bandas mais influentes,
respeitadas e importantes que foram oriundas do Hard Rock/Glam Metal
norte-americano dos anos oitenta. Em quase 30 anos, o grupo se manteve ativo e
produtivo, uma vez que já somam 14 álbuns de estúdio, sendo alguns mais
relevantes que outros, mas vários de ótima qualidade.





É claro que sendo o único membro que permaneceu no
conjunto, Blackie Lawless é a alma da banda. Tudo de bom (e ruim) que o grupo
produziu tem o dedo e a criatividade de seu vocalista.





Lawless trabalhou muito e intensamente pelo sucesso
de sua banda. Ao longo de sua carreira, todo seu talento acabou andando lado a
lado com sua face controversa, o que ajudou a consagrar o W.A.S.P.





Falando-se mais especificamente do álbum de estreia
do grupo, o que o ouvinte escuta é o embrião seminal de uma das marcas
registradas da banda: sua sonoridade Hard Rock (ou Glam Metal), repleta de
melodia, riffs precisos e contagiantes, mesclado com boas doses de peso do
Heavy Metal.





Como foi dito, o W.A.S.P. é uma das melhores bandas
em mesclar o Hard com o Metal de maneira precisa.





Há ótimas faixas em W.A.S.P.: “I Wanna Be Somebody”
é a mais conhecida, mas mesmo assim é excelente. Outras ótimas canções são “L.O.V.E. Machine”, “Sleeping
(In The Fire)” e “School Daze”.
Todo o álbum é bem coeso e não há pontos
muito baixos.





As letras são bem simples, por vezes mais banais,
mas não comprometem o resultado final.







O W.A.S.P. é mais uma banda de Hard Rock/Glam Metal
no Blog, estilo do qual o blogeiro tanto gosta. Um grupo muito interessante que
merece a atenção do leitor que acompanha o Rock: Álbuns Clássicos. Muito
recomendado.