SKID ROW - SKID ROW (1989)








Skid
Row é o álbum de estreia da banda norte-americana homônima ao disco, o Skid
Row. Seu lançamento oficial ocorreu no dia 24 de Janeiro de 1989, sendo que sua
gravação ocorreu no ano anterior. A produção ficou a cargo do excelente
produtor Michael Wagener, o qual foi o guitarrista original da banda alemã
Accept. O álbum saiu sob o selo Atlantic.





O
início do Skid Row pode ser datado no ano de 1986 quando o baixista Rachel
Bolan e o guitarrista Dave “The Snake” Sabo decidiram formar uma banda. Para isso
recrutariam outro guitarrista, Scotti Hill, o baterista Rob Affuso e o
vocalista Matt Fallon.














no início de 1987 ocorre uma alteração que seria fundamental para o sucesso do
grupo. Sai o vocalista Matt Fallon e, em seu lugar, entra o vocalista canadense
Sebastian Philip Bierk, melhor conhecido como Sebastian Bach.





Sebastian
Bach foi “descoberto” quando cantou no casamento do fotógrafo Mark Weiss, sendo
convidado pelos membros do grupo para se juntar a eles no Skid Row.
Inicialmente, Bach rejeitou o convite, mas mudou de ideia quando ouviu as fitas
demo das canções “18 And Life” e “Youth Gone Wild”. Ele enviou para o Skid Row
uma fita demo cantando a música “Saved By Love”.





Sebastian Bach:










A
banda adora o material enviado por Bach, eles se juntam e começam a se
apresentarem pelos clubes noturnos do nordeste dos Estados Unidos,
principalmente na região de Nova Jérsei.





Jon
Bon Jovi e Dave Sabo eram amigos desde muito tempo. O frontman do grupo Bon
Jovi havia acabado de formar uma editora chamada Underground Music Company e
estava à procura de novos talentos. Quando jovens, Jon e Sabo concordaram que,
se um deles conseguisse alcançar o sucesso, ajudaria o outro.





O
manager do Bon Jovi, Doc McGhee assinou com o Skid Row e assegurou-o um contrato
com o selo Atlantic em 1988 e o grupo foi até o estado norte-americano de
Winsconsin para gravar o seu primeiro álbum de estúdio. A produção ficaria com
o ex-guitarrista do Accept, Michael Wagener.





O
Skid Row seria a banda de abertura para a turnê do Bon Jovi a qual promovia o
álbum New Jersey.





Jon
Bon Jovi questionou o lendário guitarrista Gary Moore se ele gostaria de ceder
os direitos do nome Skid Row para a jovem banda norte-americana. Nos anos 60,
houvera um grupo irlandês com este mesmo nome e o guitarrista teria aceitado a
cessão pelo preço de 35 mil dólares.





Segundo
Sebastian Bach, a história teria sido esta: "Quando (Skid Row) assinou com
a Atlantic, Gary Moore ouviu falar sobre isso e disse que poderíamos ter o nome
por US $ 35.000 dólares. Tivemos que pagar Gary Moore 35 mil dólares para usar
o nome, e por isso, como uma banda, acabamos comprando o nome de Gary Moore.
Estávamos todos felizes em fazê-lo, pois é um grande nome para uma banda.
Lembro-me de dizer: 'Uau, isso é um monte de dinheiro, mas temos que fazê-lo!”





Entretanto,
outros membros do grupo original irlandês contestam esta versão dos fatos.





Dave "The Snake" Sabo:










O
Skid Row assinou um acordo de publicidade com Jon Bon Jovi e o guitarrista de
sua banda, Richie Sambora. Na verdade, o grupo Skid Row acabou tendo muitos
contratos de publicidade com o Bon Jovi os quais foram se tornando motivos para
problemas uma vez que o grupo foi se tornando mais bem-sucedido comercialmente.





Com
o passar do tempo, Richie Sambora concordou em devolver sua parte dos direitos
de publicidade ao Skid Row.





O
Skid Row acabou participando do show Moscow Peace Festival Concert, que surgiu
com a finalidade de manter o manager Doc McGhee fora da cadeia, já que o mesmo
enfrentava acusações de tráfico de entorpecentes. Assim, alguns grupos os quais
McGhee e seu irmão gerenciavam tomaram parte no concerto.





Entretanto,
nomes de peso como Bon Jovi e Motley Crue acabaram por demitir o manager da
gerência de seus grupos.





Lançado
em Janeiro de 1989, Skid Row foi um sucesso quase instantâneo.





BIG
GUNS





Abre
o álbum a faixa “Big Guns”.





A
música traz um típico riff de Hard Rock norte-americano, com uma boa pegada com
inspiração no Heavy Metal clássico. Este riff se estende por toda a canção,
mantendo-a com um ritmo forte e contagiante. Os vocais de Bach são bem
agressivos. Um excelente começo para o trabalho. O solo é muito bom.





As
letras são simples e falam de um homem que se envolve com uma garota:





She
got the big guns, pointed at my heart,


Bang
bang shooting like a firing squad


Big
guns, Took me by surprise,


She
got my lovin' reachin' for the sky













SWEET
LITTLE SISTER





A
segunda faixa do álbum é “Sweet Little Sister”.





A
música traz um riff um pouco mais veloz que o da faixa anterior, mas mantendo
uma pegada Hard/Heavy muito interessante. Os vocais de Bach são muito bons,
lembrando os de bandas do chamado “Glam Metal”.





As
letras continuam sendo simples, referindo-se a uma ‘má’ garota:





I
know a thing or two about sweet little sister


Her
mama kill her if she knew what she do,


She's
my sweet little sister She'll love ya black and blue,


Sweet
little sister Mona Lisa with a new tattoo,


She's
my sweet little, sweet little sister













CAN’T STAND THE HEARTACHE





A
terceira faixa do álbum é “Can’t Stand The Heartache”.





A
terceira música do trabalho mantém o ritmo do álbum Skid Row. O riff é
novamente pesado e contagiante, mantendo o sentido de empolgação do disco como
um todo. O refrão é um pouco mais melódico e os trabalhos de Bach nos vocais
mostram seu talento como vocalista. Uma canção muito boa, com um excelente
solo!





As
letras falam de alguém que sofre por amor:





Can't
stand the heartache, So bleeds the red, red rose


Time
heals a broken heart,


But
that's just the way it goes


Can't
stand, I can't stand the heartache













PIECE OF ME





A
quarta faixa de Skid Row é “Piece Of Me”.





“Piece
Of Me” continua com a proposta da banda em fundir o Hard Rock com Heavy Metal,
desta vez apostando em um riff mais lento, cadenciado, mas com o devido peso.
As guitarras estão bastante inspiradas, abusando da distorção. O solo é dos
melhores. Mais uma ótima canção do trabalho.





A
letra da música faz menção a um sujeito com hábitos pouco ortodoxos:





Caught
a lonely lady,


She's
crying on a cigarette


I
got nasty, nasty habits,


And
that's all she's gonna get from me













18 AND LIFE





Um
dos maiores clássicos do Skid Row é a quinta faixa de Skid Row. É “18 And
Life”.





Com
um riff pesado, inspirado e marcante, “18 And Life” traz uma canção bem forte,
fazendo com maestria a fusão entre passagens bem lentas e melódicas com outras
em que o peso das guitarras é significativo. Bach interpreta a faixa com
precisão, fazendo dos vocais um show à parte. Uma canção muito acima da média!





As
letras contam a história de Rick, um jovem que foi condenado à prisão perpétua
por matar acidentalmente um amigo. A canção, composta por Dave Sabo, foi
inspirada após o guitarrista ler um artigo em um jornal o qual contava esta
história:





Ricky
was a young boy, he had a heart of stone


Lived
nine to five and worked his fingers to the bone


Just
barely out of school, came from the edge of town


Fought
like a switchblade so no one could take him down


He
had no money, oooh no good at home


He
walked the streets as a soldier and he fought the world alone


And now it's





“18
And Life” foi lançada como single para promover o álbum Skid Row.













Atingiu
a 4ª posição na parada de singles norte-americana, atingindo a 12ª posição em
sua correspondente no Reino Unido.





“18
And Life” foi um enorme sucesso desde seu lançamento. Somente o single,
alcançou a marca de 500 mil cópias vendidas somente nos Estados Unidos, em
setembro de 1989.





O
canal VH1 elegeu a música como a 60ª colocada em sua lista de melhores canções
de Hard Rock de todos os tempos, provando que não se trata de uma faixa
qualquer. Obviamente virou obrigatória nas apresentações do Skid Row desde
então, tomando partes em coletâneas lançadas pelo grupo.





Até
mesmo o vocalista Sebastian Bach incluiu uma versão de “18 And Life” em seu
álbum ao vivo Bring 'Em Bach Alive! (1999), parte de sua carreira solo. A
música está presente em um dos jogos da série Guitar Hero.













RATTLESNAKE SHAKE





A sexta faixa do álbum é “Rattlesnake Shake”.





A
canção apresenta um riff bem interessante, com uma forte pegada Hard Rock, que
perdura por toda a música. Os vocais de Bach se casam perfeitamente com o ritmo
da faixa, compondo um ótimo trabalho. O refrão é muito bom, com um coro de
vozes fazendo o fundo.





Shake,
shake, shake it like a rattlesnake


Boom,
boom baby out go the lights


Shake,
shake, shake it like a rattlesnake


Staying
up late doing the rattlesnake shake













YOUTH GONE WILD





A sétima faixa de Skid Row é “Youth Gone Wild”.





Um
clássico Hard Rock oitentista, com certa pegada Heavy Metal, é o que nos traz
“Youth Gone Wild”, graças ao ótimo riff da canção. Os vocais de Bach estão
precisos e fortes e combinam perfeitamente com o ritmo da música. O refrão
empolga e o solo é muito bom, mesmo sendo mais curto.





A
letra tenta trazer um espírito de rebeldia juvenil:





They
call us problem child,


We
spend our lives on trial,


We
walk an endless mile - we are the Youth Gone Wild


We
stand and we won't fall - we're one and one for all


The
writing's on the wall - we are the Youth Gone Wild





“Youth
Gone Wild” foi o primeiro single lançado para promover o álbum de estreia do
Skid Row. Embora o álbum fosse um tremendo sucesso, o single alcançou a modesta
99ª posição da parada desta natureza nos Estados Unidos. Apesar, também, do
videoclipe feito para a música ter recebido exaustiva exibição naquele país.













Mesmo
assim, “Youth Gone Wild” acabou se tornando uma canção querida pelos fãs da
banda. Foi relançada como lado B do single Delivering The Goods (cover do Judas
Priest encontrado no EP B-Side Ourselves) e que atingiu a 22ª posição da parada
britânica de singles.





A
canção acabou sendo utilizada em arenas esportivas nos Estados Unidos,
notadamente quando o time de Hóquei no Gelo, Chicago Blackhawks, adentra sua
arena, o United Center. É usada como trilha sonora dos melhores momentos do
Futebol Americano na ESPN dos Estados Unidos.





Algumas
bandas fizeram cover para “Youth Gone Wild”, como Sign, Norther e a banda sueca
HammerFall. Também é possível encontra-la em diversos games como Guitar Hero e
Rock Revolution.













HERE
I AM





A
oitava faixa de Skid Row é “Here I Am”.





“Here
I Am” mantém o forte ritmo do álbum, com uma boa pegada Hard Rock. O riff é
simples, mas marcante. Os vocais de Bach continuam sendo um destaque também
nesta faixa, variando entre mais calmos e pouco mais agressivos. O solo é
bastante inspirado, um dos melhores de todo disco.





As
letras falam de um homem interessado em uma garota:





She
broke a million hearts


On
2nd Avenue


With
her German cigarettes


And
designer attitude


What
can u do?


No,
no, no, what can I do


My
love's been goin' blind


Since
the first time I laid eyes on you













MAKIN’
A MESS





A
nona canção do disco é “Makin’ A Mess”.





“Makin’
A Mess” é mais pesada e conta com um riff consideravelmente mais rápido que das
faixas anteriores. A bateria também está mais veloz, em um ótimo trabalho de
Rob Affuso. Os vocais de Bach fazem nova excelente aparição, construindo a
faixa com mais “cara Heavy Metal” de todo o álbum.





As
letras da música contam uma divertida história:





T-bone
Billy just a singin' the blues


Caught
his lady with another man


Lit
up a smoke and did some talkin'


With
the back of his hand


She
started shakin', started losing her mind


But
he was kicking back and playing it cool













I
REMEMBER YOU





A
décima faixa de Skid Row é uma das mais conhecidas da história do grupo, a
balada “I Remember You”.





A
canção começa bem calma em uma bela melodia e a voz de Bach fazendo um
excepcional trabalho ao cantar mais suavemente. “I Remeber You” oscila entre
momentos mais suaves e outros em que as guitarras estão mais marcantes e
fortes. Os vocais estão praticamente perfeitos, construindo uma excelente
música. Um clássico!





As
letras têm clara conotação romântica, como o refrão deixa bem evidente:





Remember
yesterday, walking hand in hand


Love
letters in the sand - I remember you


Through
the sleepless nights, through every endless day


I'd
wanna hear you say - I remember you





Lançada
como o terceiro single retirado do álbum de estreia do Skid Row, “I Remember
You” foi um sucesso gigantesco. Atingiu a excelente 6ª posição da parada
norte-americana de singles e a também ótima 36ª posição de sua correspondente
britânica.













A
canção se tornou um clássico do grupo e, também, obrigatória nos shows. Em
2003, já com outro vocalista à frente do Skid Row, Johnny Solinger, a banda
gravou uma nova versão da canção, batizada de “I Remember You Two”, presente no
álbum Thickskin, lançado naquele ano.





A
música apareceu em vários programas de televisão de bastante sucesso nos
Estados Unidos. Apenas por exemplo, cita-se: Reunion, Comedy Central, South
Park e Friday Night Lights.





A
banda The Ataris fez uma versão cover de “I Remember You”.





Por
fim, em uma entrevista de 2007, Sebastian Bach lembra-se do sucesso que a
canção fez e da repercussão que tinha nos bailes durante a época de seu lançamento:
"'I Remember You' was the #1 prom song in the United States of America in
the year 1990....You talk about making memories!
Literally the
whole country of America did their prom dance to 'I Remember You' one year, and
that's a real heavy memory to beat."













MIDNIGHT/TORNADO





A
décima-primeira e última faixa de Skid Row é “Midnight/Tornado”.





O
início da faixa é bastante pesado, com um riff mais encorpado e um pequeno solo
bem inspirado. O refrão é muito bom e o ritmo segue bem próximo ao Heavy
Metal até o fim da canção. Esta é ‘Midnight’. O último minuto é apenas uma
música instrumental e esta é ‘Tornado’.





As
letras falam de alguém em busca de um amor mais intenso:





When
the clock strikes midnite


I'm
on the prowl of love


When
the clock strikes midnite


The
time is right to call you ou













Considerações
Finais





Como
foi dito anteriormente, o álbum Skid Row foi um enorme sucesso comercial. O
álbum atingiu a excelente 6ª posição da parada norte-americana de discos,
atingindo a 30ª posição na sua correspondente britânica. Ainda esteve na 8ª posição
no Canadá e na 12ª na Austrália.





Até
mesmo os críticos receberam bem o trabalho de estreia do Skid Row. O Allmusic
considerou o álbum consistente, tanto em melodias quanto em composição. Com a
Sputnikmusic, a avaliação foi positiva, detalhando o trabalho como uma
consistente fusão entre pop, rock e metal.





O
álbum permitiu que a banda fizesse seu primeiro show no Reino Unido, fazendo a
abertura para o Bon Jovi, em uma apresentação no Milton Keynes Bowl. Em
sequência, outro show de enorme sucesso no Marquee Club, em Londres.





Cerca
de 3 meses depois, o Skid Row voltou ao Reino Unido para se apresentar como banda
de apoio à turnê do Motley Crüe que promovia seu álbum clássico Dr. Feelgood.
Depois, seguiu em uma excursão como banda principal, também na qual obteve
sucesso, e que culminou com uma apresentação na lendária casa Hammersmith Odeon,
em Londres.













Um incidente
infeliz ocorreu na turnê. No dia 27 de dezembro de 1989, enquanto a banda fazia
a abertura para o Aerosmith, em Springfield, Massachusetts, Sebastian Bach foi
atingido por uma garrafa arremessada por alguém da plateia. Bach, furioso, atirou a
garrafa de volta ao público atingindo uma garota. Não satisfeito, pulou no meio
da multidão, procurando agredir o idiota que arremessou a garrafa contra ele.
Isto pode ser visto no Vídeo lançado pela banda chamado Oh Say Can You Scream,
de 1990.





Somente
nos Estados Unidos, o álbum Skid Row já ultrapassou a casa de 5 milhões de
cópias vendidas.





Formação:


Rob
Affuso – Bateria e Percussão


Sebastian
Bach – Vocal


Rachel Bolan – Baixo, Backing Vocals


Scotti Hill – Guitarra


Dave "The Snake" Sabo – Guitarra, Backing Vocals





Faixas:


01. Big Guns (Bolan/Hill/Sabo/Affuso) - 3:36


02. Sweet Little Sister (Bolan/Sabo) - 3:10


03. Can′t Stand the Heartache (Bolan) - 3:24


04. Piece of Me (Bolan) - 2:48


05. 18 and Life (Bolan/Sabo) - 3:50


06. Rattlesnake Shake (Bolan/Sabo) - 3:07


07. Youth Gone Wild (Bolan/Sabo) - 3:18


08. Here I Am (Bolan/Sabo) - 3:10


09. Makin′ a Mess (Bach/Bolan/Sabo) - 3:38


10. I Remember You (Bolan/Sabo) - 5:10


11. Midnight / Tornado (M. Fallon/Sabo) - 4:17





Letras:


Para
o conteúdo das letras, recomendamos o acesso a: http://letras.mus.br/skid-row/





Opinião do Blog:


Nem
sempre o sucesso comercial de um álbum é a medida correta para aferir sua
qualidade musical. Mas o disco em questão não entra neste caso.





O
álbum de estreia da banda Skid Row foi um grande sucesso comercial – assim como
a banda o era no início da década de 1990. A banda arrastava uma considerável
legião de fãs onde quer que ia.





Analisando
o seu primeiro trabalho, o que se houve é música bastante consistente. A banda
pode não ter trazido nenhuma inovação musical, mas sua fusão de Hard Rock com
algumas (ótimas) pitadas de Heavy Metal são uma ótima pedida para quem curte
este tipo de som tão característico dos anos oitenta.





Muitas
músicas chegam a ter boa dose de peso. “Big Guns”, “Makin’ A Mess” e “Midnight/Tornado”
são bons exemplos do que se afirma. Isto sem falar na clássica “Youth Gone Wild”.





Em
Skid Row, a banda homônima apresenta sempre vocais muito precisos e talentosos
do mais que competente vocalista Sebastian Bach. Merece destaque, também a boa
dupla de guitarristas, Dave Sabo e Scotti Hill, com as guitarras sempre com o
peso e timbre corretos. Os riffs das canções são grandes destaques do álbum,
sendo quase sempre muito inspirados. Também os trabalhos do baixo e da bateria ajudam
no sucesso das canções.





Por
fim, basta dizer que não é qualquer disco que possui canções como os clássicos “18
And Life” e “I Remember You”, que dispensam maiores comentários. Álbum muito
bem recomendado pelo Blog.

QUEENSRYCHE - OPERATION: MINDCRIME (1988)



Operation: Mindcrime é o terceiro álbum de estúdio da banda norte-americana Queensrÿche. Ele foi lançado oficialmente no dia 3 de Maio de 1988, sendo gravado entre os anos de 1987 e 1988. A produção do trabalho ficou a cargo de Peter Collins e o disco foi gravado nos estúdios Kajem/Victory Studios, em Gladwyne, no estado da Pennsylvania, nos Estados Unidos.



O surgimento do Queensrÿche se deu no início da década de 1980, quando o guitarrista Michael Wilton e o baterista Scott Rockenfield tinham uma banda chamada Croos + Fire, a qual fazia covers de bandas consagradas de Heavy Metal, como Iron Maiden e Judas Priest. O Cross + Fire recrutou o guitarrista Chris DeGarmo e o baixista Eddie Jackson, mudando o nome do grupo para The Mob.

O The Mob estava sem vocalista e convidou o vocalista Geoff Tate, o qual estava em uma banda chamada Babylon, para fazer os vocais do grupo em um show local. Tempos depois, o Babylon se desfaz e Tate ainda faz mais algumas apresentações com o The Mob, mas recusa permanecer no conjunto, pois não estaria interessado em cantar Heavy Metal.

Já em 1981, o grupo reuniu esforços e recursos suficientes para gravar uma fita demo, sendo que mais uma vez, Tate aceitou participar fazendo os vocais, embora estivesse comprometido com sua banda há época, chamada Myth.

O grupo levou a fita para vários selos na época, mas a fita demo foi rejeitada por todos eles, com a banda não conseguindo um acordo comercial com nenhuma gravadora.

Quando a banda recruta um novo manager, decide, então, mudar seu nome. A escolha foi Queensrÿche, nome retirado da primeira canção da fita demo supracitada, “Queen Of The Reich”, mas alterando a letra ‘i’ pelo ‘y’, com a adição de um trema sobre o mesmo, para que se mudasse a forma de pronúncia, a fim de que a banda não fosse associada ao nazismo.

A fita demo gravada pelo grupo começa a ter muita circulação, recebendo uma crítica extremamente positiva da tradicional Kerrang! Ainda com seus próprios esforços, o grupo lança a mesma fita demo agora como um EP em 1982. Com o sucesso inicial, Geoff Tate concorda em abandonar o Myth e se tornar o vocalista permanente do Queensrÿche.

Geoff Tate:


Em 1983, a banda finalmente consegue um acordo com a gravadora EMI Records, a qual lança novamente o EP do grupo, sob o nome Queensrÿche. Ele alcança uma pequena repercussão, atingindo a 81ª posição na Billboard.

Depois da turnê que promoveu o EP Queensrÿche, o grupo viaja para Londres, na Inglaterra, para se encontrar com o produtor James Guthrie (que trabalhou com Judas Priest e Pink Floyd), para gravar seu primeiro álbum de estúdio.

Lançado em Setembro de 1984, The Warning, fez um sucesso comercial moderado, conquistando a 61ª posição da parada norte-americana de álbuns. Seus singles, entretanto, não causaram maior repercussão.

O álbum traz algumas ótimas canções, como a faixa título, “Warning”, “Deliverance” e “Take Hold Of The Flame”. Além disso, embora bem próximo do Heavy Metal tradicional, o primeiro álbum do Queensrÿche já mostra flertes da banda com o rock progressivo. Na turnê que promoveu o trabalho, o grupo fazia o show de abertura para os gigantes do KISS.

Já estamos em 1986, quando foi lançado o segundo trabalho de estúdio do Queensrÿche, Rage For Order. A sonoridade já é um pouco mais suave e mais intricada e se percebe uma participação bem mais efetiva dos teclados.

Rage For Order é um álbum muito bom. Alcançou a 47ª posição da parada norte-americana de álbuns e a 66ª posição na sua correspondente britânica. Nele estão ótimas canções, como “I Dream In Infrared”, “The Killing Words” e o single “Gonna Get Close To You”, uma canção cover da cantora Dalbello – que atingiu a 91ª posição da parada britânica de singles.

Já em 1987, o Queensrÿche entrou em estúdio para gravar o seu terceiro álbum de estúdio, o qual se tornaria Operation: Mindcrime.

Este Operation: Mindcrime mudaria a história do grupo de maneira definitiva, pois se trata de uma obra-prima. A começar, o álbum é conceitual, contando por todas as suas músicas a história da personagem Nikki. Vai-se passar um pouco da história que é contada no disco para que o leitor possa entendê-la.

Nikki é um jovem angustiado, o qual se envolve com uma organização ilegal e passa a ter sua mente dominada, cometendo crimes a mando dos chefões desta organização.

Durante as faixas do disco, a vida de Nikki é contada. O álbum começa com o protagonista, Nikki, em um hospital. Ele está em um estado quase catatônico, incapaz de se lembrar de coisa alguma, mas de apenas fragmentos de seu passado. De repente, as memórias de Nikki vêm à tona, relembrando de como se tornou um viciado em heroína e político radical, frustrado com a sociedade contemporânea, e como foi manipulado a aderir a uma organização secreta, supostamente, dedicada à revolução.

 À frente desta organização está um demagogo político e religioso, conhecido apenas como Dr. X, que através da manipulação da mente de Nikki, utilizando-se de uma combinação de seu vício em heroína e técnicas de lavagem cerebral, usa o protagonista como um assassino. Sempre que o Dr. X usa a palavra "Mindcrime", Nikki se torna seu dócil fantoche, em um estado que o Dr. X usa-o para, a seu comando, realizar qualquer crime que este deseje.

Através de um dos parceiros ​​do Dr. X, um sacerdote corrupto chamado Father William, Nikki é oferecido aos serviços de uma prostituta que se tornou freira chamada Sister Mary. Através de sua amizade e afeto crescente em direção à Sister Mary, Nikki começa a questionar a natureza do que ele está fazendo. Dr. X percebe isso e, vendo uma ameaça em potencial em Mary, ordena Nikki para matar tanto Mary quanto o sacerdote.

Nikki vai à igreja de Mary e mata o sacerdote, mas depois de enfrenta-la, não consegue cumprir a ordem para matá-la. Ele e Mary decidem deixar a organização em conjunto e Nikki vai até o Dr. X para lhe dizer que eles estão saindo.

Dr. X, no entanto, lembra a Nikki que ele é um viciado e que ele é o único que pode proporcionar-lhe sua dose diária. Nikki, confuso, volta para Mary, somente para encontrá-la morta. Ele não pode lidar com a perda, bem como com a possibilidade de que ele mesmo poderia tê-la matado inconscientemente, começando a sucumbir à loucura.

Ele corre pelas ruas chamando por Mary. A polícia chega e tenta dominá-lo. Uma arma é encontrada com ele, sendo levado em custódia sob à suspeita de assassinato de Mary e os demais assassinatos que ele cometeu para o Dr. X.

Sofrendo de perda total da memória, ele é colocado em um hospital, onde assiste a uma reportagem sobre a recente farra dos homicídios políticos. Esta traz de volta sua memória e nos devolve ao início da história, onde ele se lembra do que aconteceu e começa a conta-la.

O idealizador da história de Nikki foi o vocalista da banda, Geoff Tate. Após a turnê do segundo álbum de estúdio do Queensryche, Rage For Order, Tate foi morar por um tempo na cidade canadense de Montreal.

Em uma tarde de inverno, Tate relata que encontrou uma Igreja Católica bem antiga e, ao sentar no banco do fundo da mesma, começou a sentir a diferente atmosfera do local, suas velas, sua tristeza e um coral cantando a plenos pulmões.

Tate se relembra que mais tarde naquele dia, a história de Nikki veio a sua mente e ele não conseguia parar de escrever. A inspiração para a personagem Dr. X, teria vindo de uma pessoa que Geoff Tate encontrou em um bar chamado St. Supice.

Para uma banda que havia excursionado fazendo shows de abertura para gigantes como Ozzy Osbourne, AC/DC e Ratt, um álbum conceitual talvez não fosse uma grande ideia, afinal, o grupo estava começando a se tornar mais popular. Um disco com faixas mais tradicionais seria uma escolha mais segura.

Das duas primeiras vezes em que Tate apresentou a ideia de um álbum conceitual para o novo trabalho do Queensrÿche, a resposta de seus colegas foi o silêncio – com ar de reprovação. O primeiro a começar a comprar a sugestão foi seu principal parceiro de composição, o guitarrista Chris DeGarmo.

Chris DeGarmo


Ao iniciarem o processo de composição das canções, toda a banda sentiu que tinha algo de especial acontecendo. Para auxiliá-los, a presença do produtor Peter Collins foi essencial, uma vez que melhorou todo o processo de confecção do trabalho, fazendo com que Operation: Mindcrime fosse muito mais que apenas mais um álbum de rock.

Collins conseguiu fazer o som do Queensrÿche se tornar mais acessível, sem que a banda perdesse sua integridade. Apesar dos diretores da gravadora não terem gostado do resultado inicial das gravações do disco, o trabalho acabou sendo lançado de uma maneira que agradou bastante aos membros do grupo.

I REMEMBER NOW

“I Remember Now” é apenas uma introdução à história, Nikki estando no hospital psiquiátrico e começando a se lembrar de tudo.



ANARCHY-X

“Anarchy-X” é uma faixa instrumental de pouco mais de 1 minuto que introduz a faixa seguinte.



REVOLUTION CALLING

A terceira faixa de Operation: Mindcrime é “Revolution Calling”.

Guitarras bem fortes e marcantes é o destaque de “Revolution Calling”. A bateria de Scott Rockenfield está muito presente e dá ótimo ritmo pra canção, assim como os vocais de Geoff Tate se casam perfeitamente com a musicalidade da faixa. Excelente música.

“Revolution Calling” demonstra a personagem Nikki desiludida com a política e a sociedade atual e seu primeiro contato com a organização do Dr. X. O trecho a seguir revela os sentimentos iniciais da personagem principal:

I used to trust the media
To tell me the truth, tell us the truth
But now I've seen the payoffs
Everywhere I look
Who do you trust when everyone's a crook?



OPERATION: MINDCRIME

A quarta canção do álbum é a homônima ao disco, “Operation: Mindcrime”.

“Operation: Mindcrime” se inicia com uma vinheta na qual um telefone toca, Nikki atende e há apenas uma voz do outro lado dizendo a palavra ‘mindcrime’. Então guitarras pesadas e com um riff vigoroso entram em cena. Uma música forte, contagiante, com belíssimos solos e uma atuação perfeita de Geoff Tate nos vocais. Brilhante!

A canção revela como Nikki era ‘ativado’ pelo Dr. X para executar os crimes planejados pelo chefe da organização. Cita o vício em heroína da personagem principal e também apresenta como o Dr. X diz ter a cura para o vício de Nikki.

A hit man for the order
When you couldn't go to school
Had a skin job for a hair-do
Yeah you looked pretty cool
Had a habit doing mainline
Watch the dragon burn
No regrets, you've got no goals
Nothing more to learn



SPEAK

A quinta canção de Operation: Mindcrime é “Speak”.

“Speak” é uma canção mais acelerada em comparação com as faixas anteriores, apresentando guitarras um pouco mais rápidas e bateria em um ritmo um tanto mais frenético. Mesmo os vocais de Tate são mais agressivos. “Speak” é uma ótima faixa, mais puxada para o Heavy Metal tradicional.

As letras de “Speak” continuam mostrando como a organização funciona e como Nikki acabou se tornando um dos meios pelos quais o Dr. X realiza seus desejos.

They've given me a mission
I don't really know the game yet
I'm bent on submission
Religion is to blame
I'm the new messiah
Death angel with gun
Dangerous in my silence
Deadly to my cause



SPREADING THE DISEASE

A sexta canção do disco é “Spreading The Disease”.

A canção se inicia com um ótimo trabalho de bateria que logo dá lugar a um riff muito marcante e com peso. O ritmo também é rápido e empolgante, com Tate fazendo vocais bastante eficientes. Uma boa música.

“Spreading The Disease” apresenta a personagem Sister Mary ao ouvinte, explicando como ela era uma prostituta que foi salva pelo Father William:

Father William saved her from the streets
She drank the lifeblood from the Saviour's feet
She's Sister Mary now, eyes as cold as ice
He takes her once a week
On the altar like a sacrifice



THE MISSION

A sétima faixa do disco é “The Mission”.

“The Mission” se inicia de maneira muito suave, com a voz de Tate se casando perfeitamente com a belíssima melodia. Após isso, surgem as guitarras trazendo peso à música, mas de forma mais cadenciada. Entretanto, mesmo mais pesada, a bela melodia continua pela canção, em especial, devido aos belos teclados de “The Mission”.

A faixa apresenta o início do envolvimento da personagem principal, Nikki, com a Sister Mary, como pode ser inferido da seguinte parte:

Waiting for days longer
Till Sister comes to wash my sins away
She is the lady that can ease my sorrow
She sets the pace for my delivery of pain



SUITE SISTER MARY

A oitava música de Operation: Mindcrime é “Suite Sister Mary”.

Com mais de 10 minutos de duração, “Suite Sister Mary” é uma faixa que apresenta belíssimas orquestrações e coros de vozes. A canção alterna em momentos mais suaves e outros em que a sonoridade é a característica do Queensrÿche. Musicalmente, é uma obra de arte. Difícil fazer qualquer comentário em que seja diferente dizer que “Suite Sister Mary” é uma música espetacular.

A cantora Pamela Moore participa maravilhosamente da canção, interpretando a personagem Sister Mary. Brilhante!

No início da canção, há o comando para Nikki matar tanto Sister Mary quanto Father William. Podemos ver a relação entre Nikki e Mary nas entrelinhas dos versos:

Mary, Mary just a whore for the underground
They made you pay in guilt for your salvation
Thought you had them fooled? Now they've sent me for you
You know too much for your own good
don't offer me faith, I've got all I need here
My faith is growing, growing tight against the seam
What we need is trust, to keep us both alive
Help us make it through the night



THE NEEDLE LIES

A nona faixa do álbum é “The Needle Lies”.

Sem dúvidas, “The Needle Lies” é a faixa mais pesada de todo o trabalho. Nela é possível perceber as influências de Heavy Metal clássico do Queensrÿche. A canção tem um ótimo riff, acelerado, que traz à mente referências como o Judas Priest. O trabalho da bateria de Rockenfield é muito bom! Excelente canção.

Nesta música, Nikki está tentando deixar a organização secreta, mas o Dr. X não permite que o protagonista assim o faça.

Wet and raving
The needle keeps calling me back
To bloody my hands forever
Carved my cure with the blade
That left me in scars
Now every time I'm weak
Words scream from my arm



ELETRIC REQUIEM

A décima faixa do álbum é “Eletric Requiem”, contendo apenas cerca de 1 minuto e meio de uma tensa sonoridade. Entretanto, é fundamental para a trama da história, pois é o momento em que Nikki encontra Mary morta.

BREAKING THE SILENCE

A décima primeira faixa de Operation: Mindcrime é “Breaking The Silence”.

“Breaking The Silence” é mais uma ótima canção do álbum, com uma forte veia Hard Rock, apresentando um riff muito inspirado de guitarra criado por Chris DeGarmo. Nela, Tate atua brilhantemente, casando sua voz com o ritmo intenso da música. Os solos são inspirados e esbanjam feeling. Excelente faixa!

Nesta música, Nikki enlouquece e começa a se comportar de maneira alucinada, enlouquecida.

Breaking the silence of the night
Can't you hear me screaming?
I look for your face in the neon light
You never answer me



I DON’T BELIEVE IN LOVE

A décima segunda faixa do álbum é “I Don’t Believe In Love”.

Um riff de alta inspiração no Hard Rock oitentista abre a canção, que é repleta de uma suave melodia. Em uma construção muito brilhante, a música alterna passagens bem leves e melódicas com outras mais pesadas e intensas, como o espetacular refrão. Uma das melhores faixas de toda a discografia do Queensrÿche.

A letra revela como Nikki sofre sem o amor de Mary, sentindo demais sua ausência:

I don't believe in love
I never have, I never will
I don't believe in love.
It's never worth the pain that you feel

“I Don’t Believe In Love” foi lançada como single para promoção de Operation: Mindcrime. Conseguiu atingir a 41ª posição na parada de singles norte-americana. É presença praticamente obrigatória em shows e coletâneas da banda após seu lançamento.



Em 1990, a canção foi indicada para o prêmio de melhor performance de Heavy Metal.



WAITING FOR 22

A décima terceira faixa do trabalho é “Waiting For 22”, sendo apenas uma canção com pouco mais de 1 minuto.

MY EMPTY ROOM

A décima quarta canção do álbum é “My Empty Room”, uma pequena música com pouco mais de 1 minuto e meio. Nela, Nikki sofre com suas memórias e sua solidão.

Empty room today
And here I sit
Chalk outline upon the wall
I remember tracing it
A thousand times, the night she died, why?
There's no sleep today, I can't pretend
When all my dreams are crimes
I can't stand facing them
Now who will come
To wash away my sins
Clean my room, fix my meals
Be my friend?



EYES OF A STRANGER

A décima quinta e última faixa de Operation: Mindcrime é “Eyes Of A Stranger”.

A canção começa com uma melodia mais tranquila e depois se torna mais intensa, com um riff em que se percebem influências de Hard Rock. Tate alterna seus vocais em passagens mais suaves e se tornando mais agressivo em outras, como no refrão. Outra ótima faixa do trabalho.

Nas letras, “Eyes Of A Stranger” apresenta Nikki sendo internado em um manicômio. Nos últimos segundos do álbum, Nikki se lembra de tudo, com o ouvinte podendo ouvi-lo dizer ‘I remember now’.

And I raise my head and stare
Into the eyes of a stranger
I've always known that the mirror never lies
People always turn away
From the eyes of a stranger
Afraid to know what
Lies behind the stare



Lançada como single, atingiu a 59ª posição da parada britânica de singles e a 35ª posição na sua correspondente norte-americana. “Eyes Of A Stranger” se tornou uma das mais conhecidas canções do Queensrÿche.



Considerações Finais

O álbum fez bastante sucesso, atingindo a 50ª posição da parada norte-americana de álbuns, além da 58ª posição de sua correspondente no Reino Unido, o que é muito para uma banda relativamente desconhecida na época e que não possui um som tão acessível assim.

Em 1989, houve a realização de uma série de clipes apresentados na MTV dos Estados Unidos que representavam o álbum, sendo lançado um VHS chamado Video: Mindcrime.

Em 1990, na Tour do álbum seguinte, Empire (1990), a banda chegou a se apresentar executando todo o álbum na íntegra, com um palco em que se apresentavam vídeos, animações e ainda contavam com a participação da cantora Pamela Moore, interpretando a Sister Mary.

Na turnê para promoção de Operation: Mindcrime, o Queensrÿche chegou a se apresentar com grandes nomes da época, bandas como Def Leppard, Metallica e Guns ‘n’ Roses.



Desde então, o álbum Operation: Mindcrime é citado pela crítica especializada como um dos melhores álbuns conceituais de todos os tempos no rock, ao lado de nomes como The Wall, do Pink Floyd; e Scenes From A Memory, do Dream Theater, por exemplo.

Em Abril de 2006, o Queensrÿche lançou a sequencia de ‘Mindcrime’, Operation: Mindcrime II, o qual incluía a participação do genial Ronnie James Dio como Dr. X. Na turnê que promoveu o álbum, o grupo chegou a se apresentar com um palco e produção especial, atores e vídeos especiais, executando os dois álbuns na íntegra. Um DVD de 2007 chegou a ser lançado, chamado Mindcrime at the Moore, com uma destas apresentações – incluindo participação de Dio.

Estima-se que em toda a sua carreira, o Queensrÿche já superou a marca de 20 milhões de cópias vendidas.

Formação:
Geoff Tate - Vocal
Chris DeGarmo - Guitarra, Backing Vocals
Eddie Jackson - Baixo, Backing Vocals
Michael Wilton - Guitarra, Backing Vocals
Scott Rockenfield - Bateria, Percussão, Teclados

Faixas:
01. I Remember Now (DeGarmo/Tate/Wilton) – 1:17
02. Anarchy-X (DeGarmo) – 1:27
03. Revolution Calling (Tate/Wilton) – 4:42
04. Operation: Mindcrime (DeGarmo/Tate/Wilton) – 4:43
05. Speak (Tate/Wilton) – 3:42
06. Spreading the Disease (Tate/Wilton) – 4:07
07. The Mission (DeGarmo) – 5:46
08. Suite Sister Mary (DeGarmo/Tate) – 10:41
09. The Needle Lies (Tate/Wilton) – 3:08
10. Electric Requiem (Rockenfield/Tate) – 1:22
11. Breaking the Silence (DeGarmo/Tate) – 4:34
12. I Don't Believe in Love (DeGarmo/Tate) – 4:23
13. Waiting for 22 (DeGarmo) – 1:05
14. My Empty Room (Tate/Wilton) – 1:28
15. Eyes of a Stranger (DeGarmo/Tate) – 6:39

Letras:
Para o conteúdo das letras, indicamos o acesso a: http://letras.mus.br/queensryche/

Opinião do Blog:
O Queensrÿche é daquelas bandas difíceis de se definir um rótulo sobre o seu som – o que é ótimo, na verdade – afinal, eles mesclam com competência elementos de Heavy Metal, Hard Rock, e Progressivo em seu som, criando uma identidade musical própria.

Em Operation: Mindcrime, a banda criou uma verdadeira obra-prima. A história é envolvente, criativa e empolgante. O desenrolar dos acontecimentos é feito com muita sabedoria e acaba criando expectativa pela próxima faixa, pelo desfecho da trama.

As letras das canções deixam a entender, também, críticas aos modelos políticos, sociais e religiosos; e que continuam sendo atuais, mesmo 24 anos depois.

Musicalmente, não há muito que se dizer sem soar piegas. Temos uma banda muito talentosa, com músicos extremamente competentes, explorando muito próximo do limite as suas capacidades. As guitarras são pesadas ou mais suaves conforme a necessidade, a bateria faz um trabalho muito bom, os teclados são sempre muito bem colocados e a voz de Geoff Tate costura exemplarmente tudo isso, sendo sempre precisa.

Músicas como “I Don’t Believe In Love”, “Eyes Of A Stranger”, “The Mission” e a inacreditável “Suite Sister Mary” falam por si mesmas. Alie isso a uma produção perfeita, pois cada vinheta ou intermissão nas canções é feita de maneira exclusivamente para enriquecer todo o contexto.

Embora o maior sucesso comercial do Queensrÿche foi o álbum Empire (1990), embalado pelo supersucesso de “Silent Lucidity”, foi em Operation: Mindcrime que a banda criou um disco para a eternidade. Não é qualquer álbum que a mídia especializada coloca ao lado de obras-primas como The Wall (Pink Floyd), Tommy (The Who) ou Scenes From A Memory (Dream Theater).

Enfim, um dos maiores álbuns conceituais de todos os tempos.