IRON BUTTERFLY - HEAVY (1968)


Heavy é o álbum de estreia da banda norte-americana Iron Butterfly. Seu lançamento oficial ocorreu em 22 de janeiro de 1968 sob o selo Atco Records. As gravações aconteceram em outubro de 1967 com a produção sob responsabilidade de Charles Greene e Brian Stone.


Passeando pelo Rock fortemente influenciado pelo Blues e pela cena Psicodélica, o Iron Butterfly foi uma banda seminal e muito importante para o surgimento do Hard Rock e do Heavy Metal. Vai-se, conforme a tradição, abordar os primórdios do grupo para depois se ater ao álbum.

O Iron Butterfly foi formado em 1966, em San Diego, Califórnia, nos Estados Unidos.

Os membros originais que formaram o Iron Butterfly foram Doug Ingle (vocal e teclados), Jack Pinney (bateria), Greg Willis (baixo) e Danny Weis (guitarra).

O pai de Ingle, Lloyd, era um organista da igreja, apresentando-o à música em uma idade ainda muito precoce. Ingle se mudou de sua terra natal, Nebraska, nos Estados Unidos, após apenas três meses de seu nascimento, indo, inicialmente, para as Montanhas Rochosas e, depois, a família acabou se mudando para San Diego, na Califórnia.

Rapidamente, o pandeirista e vocalista, Darryl DeLoach, acabou se juntando ao grupo.

A garagem dos pais de DeLoach, situada em um local chamado Luna Avenue, serviu como lugar para os ensaios da banda em quase todas as noites.

O baixista Jerry Penrod e o baterista Bruce Morse substituíram Willis e Pinney, respectivamente, depois que a banda se mudou para a cidade de Los Angeles, também na Califórnia, em 1966. Penrod era originalmente nascido em San Diego.

Doug Ingle

O também baterista Ron Bushy (originalmente nascido do outro lado do país, na capital norte-americana, Washington), em seguida, foi convidado a integrar o grupo quando Morse teve que deixar a banda devido a uma crítica tragédia familiar.

Entretanto, todos os músicos do Iron Butterfly, exceto Ingle e Bushy deixaram a banda após a gravação de seu primeiro álbum, Heavy, no final de 1967.

Os músicos remanescentes, apavorados com a possibilidade do registro não ser lançado, rapidamente encontraram substitutos no baixista Lee Dorman e no guitarrista Erik Brann (também conhecido como "Erik Braunn" e "Erik Braun"), retomando a turnê.

No início de 1968, o seu álbum de estreia, Heavy, foi lançado, após a banda assinar um acordo comercial com a ATCO records, uma subsidiária da Atlantic Records.

O grupo foi representado pela agência William Morris Agency que foi a empresa a qual marcava todos os seus concertos ao vivo.

Ron Bushy

Ao contrário dos rumores, o pandeirista Darryl DeLoach contribuiu como principal vocalista apenas em algumas músicas de Heavy. Tal como acontece com todos os álbuns do Iron Butterfly, antes de Scorching Beauty (1975), a maioria dos vocais principais são de Doug Ingle.

O trabalho artístico da capa do disco retrata os membros da banda tocando seus instrumentos ao lado de um grande monumento em forma de uma orelha humana. Os responsáveis pelo criativo trabalho foram Armando Busick e Joe Ravetz.

Vamos às faixas:

POSSESSION

"Possession" mostra ao que o Iron Butterfly veio, com peso e intensidade bastantes marcantes. Doug Ingle tem ótima atuação não apenas nos vocais bem como no órgão, cuja presença é bastante sentida e se destaca na canção. Ótimo solo da guitarra de Danny Weis.

A letra é simples, sobre relações humanas:

When a man has a woman
And he doesn't really love her
Why does he burn inside
When she starts to love another


“Possession” em conjunto com “Evil Temptation” é um raro single gravado pelo Iron Butterfly, entre 1967 e 1968, mas não lançado até 1970, por razões desconhecidas.

A versão de 1970 para “Possession” é a mesma que foi lançada em um single em conjunto com “Do not Look Down on Me”, em 1967, antes mesmo do lançamento oficial de Heavy, no ano seguinte.



UNCONSCIOUS POWER

Ritmo, intensidade e uma certa malemolência são as marcas da ótima "Unconscious Power", a qual possui uma inegável influência do chamado "Verão do Amor", ocorrido em 1967, e que foi o ápice do Rock Psicodélico nos Estados Unidos. Bons vocais de Ingle.

Na letra há uma mensagem de liberdade:

Removing all your inhibitions
Releasing complete freedom of thought
Sensations of ev'ry sense will prepare
With this you will see ev'ry thing.


Lançada como single, não obteve maior repercussão em termos das principais paradas de sucesso.



GET OUT OF MY LIFE, WOMAN

Já nesta faixa, o Iron Butterfly mostra sua influência bluesy com toda a força. O ritmo é mais cadenciado, mas há a presença de uma dose incipiente de peso, especialmente para aquela época. Ótima presença da guitarra de Danny Weis.

A letra é divertida:

Get off the ladder, woman; I've got to climb up to the top
Get off the ladder, woman; I've got to climb up to the top
Get off the ladder, woman; there is nothin' gonna make me stop

Trata-se de um cover para a canção originalmente composta por Allen Toussaint, músico, compositor e produtor norte-americano ligado ao estilo R&B.



GENTLE AS IT MAY SEEM

A quarta música do álbum é um Rock tradicional repleto de melodia e energia, rápido e direto. A guitarra de Weis está bastante presente mais uma vez. Desta feita, os vocais são feitos por Darryl DeLoach.

A letra fala sobre garotas:

There's a girl for every guy
You can get one if you try
It's not your fault my friend
If you lose her in the end



YOU CAN'T WIN

Em "You Can't Win", o Iron Butterfly aposta em um andamento mais cadenciado, mas com boa dose de intensidade, com o baixo de Jerry Penrod ainda mais presente, praticamente ditando o ritmo. Os vocais de Doug Ingle estão mais contidos, mas aparecem de maneira impactante.

A letra é sobre resignação:

What the man says is always right
He'll cuff your hands so you can't fight
There is no way of getting around it
He'll lock you up and in your head he'll pound it



SO-LO

"So-Lo" também possui bastante influência da vertente psicodélica do Rock, sendo bastante carregada na melodia e malícia. Os vocais de Darryl DeLoach são bons, compondo-se bem com a sonoridade instrumental. Faixa interessante.

A letra fala sobre consciência:

Have you heard about the word
That's going round
Have you heard about the girl
Who put me down
Well, she became aware of the fact
That I was running round
And consequently
My behavior put me down



LOOK FOR THE SUN

"Look for the Sun" é uma faixa pequena, mas direta e que vai ao ponto sem muitos rodeios. Ao intercalar passagens mais pesadas com outras mais melódicas e suaves, certamente é uma canção que aponta para o futuro e aquilo que seria a música da década seguinte. Os vocais são compartilhados por Penrod, Ingle e DeLoach.

A letra fala sobre luz:

Sunshine keeps light time from bringing
On the sad sad times
Mmm, that sunshine brings
Brightness to you



FIELDS OF SUN

Também em "Fields of Sun" o grupo se mostra intenso, aplicando um peso extra a sua sonoridade e que não era tão comum na época. Há a inteligente mistura de passagens mais intensas com outras de pegada suave, intercalando sonoridades distintas, mas totalmente complementares. Ótimos vocais de Ingle.

A mensagem é positiva:

This is the never-ending story
Of life which goes on
Day in and day out
Mountains of evergreen trees
Standing tall and straight
Like soldiers about



STAMPED IDEAS

"Stamped Ideas" é a menor faixa do álbum e possui a típica áurea sessentista do Rock, mas com uma pequena dose Bluesy muito bem-vinda. Os vocais são feitos por Darryl DeLoach. Simples, mas bem legal.

A letra é simples:

Stay away from people made from plastic in a mold,
And keep your stamped ideas inside your head untold,
Because I, I, I, baby am protecting you,
Yes, against the kind of things that other people do.
I, baby, am protecting you 'Cause I'm in love with you.
So come on baby!



IRON BUTTERFLY THEME

A décima - e última - música de Heavy é "Iron Butterfly Theme". Prezado leitor, não retire de mente que o álbum foi lançado em janeiro de 1968. Portanto, o que se ouve nesta faixa instrumental, é o prelúdio de muita coisa que seria feita na década seguinte, em termos de peso, intensidade e energia musicais. Ótima faixa!

Lançada como single, não obteve maior repercussão em termos de paradas de sucesso.


Considerações Finais

Mesmo sem um grande hit single que o alavancasse nas paradas de sucesso, o álbum acabou tendo certo sucesso comercial.

Heavy atingiu a 78ª posição da principal parada de álbuns norte-americana, a Billboard. No entanto, não obteve repercussão em sua correspondente britânica.

Três dos membros do grupo (Jerry Penrod, Darryl DeLoach e Danny Weis) deixaram a banda logo após o álbum ser gravado, deixando nas mãos de Ingle e de Bushy encontrarem seus substitutos.

O baixista Lee Dorman e o guitarrista Erik Brann, como foi mencionado, entraram na banda e continuaram com a turnê que promovia Heavy.

Em termos de som, o grupo tomou a inspiração de uma diversificada variedade de fontes externas, do chamado arena rock, como o uso de bongôs do percussionista norte-americano Preston Epps ao rhythm and blues da música instrumental do grupo Booker T. & the M.G.'s.

Em torno deste tempo, a banda se encontrou com o incrível guitarrista Jimmy Page, o qual afirmou que usou o grupo como inspiração parcial para o nome de “Led Zeppelin”.

Além disso, um dos primeiros shows das turnês iniciais do Zeppelin nos EUA foi em conjunto com o Iron Butterfly, no Fillmore East, em Nova York.

Stephen Thomas Erlewine, do site AllMusic, deu a Heavy 3,5 estrelas de um máximo possível de 5. Ele afirmou que “a maior parte do álbum não foi particularmente bem-composta”, mas confirma que “o forte ataque sonoro da banda, ocasionalmente, compensou a fraqueza do material”.

DeLoach posteriormente gravou com os grupos Two Guitars, Piano, Drum and Darryl, enquanto Weis e Penrod formaram o conjunto de nome Rhinoceros.

Em 1970, DeLoach formaria o Flintwhistle com o guitarrista Erik Brann; a banda se apresentaria ao vivo por cerca de um ano antes de se separarem.

Aproveitando o sucesso inicial, o Iron Butterfly gravaria e lançaria, ainda em 1968, o aclamado In-A-Gadda-Da-Vida.

Heavy supera a casa de 500 mil cópias vendidas apenas nos Estados Unidos.



Formação:
Darryl DeLoach - Pandeiro, Vocal, Backing Vocals
Danny Weis - Guitarra
Doug Ingle - Órgão, Vocal, Backing Vocals
Jerry Penrod - Baixo, Vocal, Backing Vocals
Ron Bushy - Bateria

Faixas:
01. Possession (Ingle) - 2:45
02. Unconscious Power (Bushy/Ingle/Weis) - 2:32
03. Get Out of My Life, Woman (Toussaint) - 3:58
04. Gentle as It May Seem (DeLoach/Weis) - 2:25
05. You Can't Win (DeLoach/Weis) - 2:41
06. So-Lo (DeLoach/Ingle) - 4:05
07. Look for the Sun (DeLoach/Ingle/Weis) - 2:14
08. Fields of Sun (DeLoach/Ingle) - 3:12
09. Stamped Ideas (DeLoach/Ingle) - 2:08
10. Iron Butterfly Theme (Ingle) - 4:34

Letras:
Para o conteúdo completo das letras recomenda-se o acesso a: https://www.letras.mus.br/iron-butterfly/

Opinião do Blog:
O Iron Butterfly não é uma banda tão conhecida assim pelo público em geral, estando mais restrita aos círculos que se interessam pela música Rock/Hard Rock setentista. Mas trata-se de um grupo muito criativo e competente e que merece ser ouvido com muita atenção.

É claro que o maior sucesso do Iron Butterfly seria seu álbum In-A-Gadda-Da-Vida, lançado ainda em 1968 e com uma formação bem diferente a constituir o conjunto, já contando com o ótimo baixista Lee Dorman e o guitarrista Erik Brann.

Mas, ressalvado o exposto acima, não podemos descartar de antemão a qualidade de Heavy. É óbvio, ele não está no mesmo patamar de In-A-Gadda-Da-Vida, mas é um bom trabalho. Mostra uma banda buscando sua sonoridade e identidade musical, acabando por refletir em composições diversificadas.

Em Heavy, o Iron Butterfly é formado por bons músicos e o conjunto acaba se sobressaindo, com bom entrosamento e cumplicidade. Destacam-se o guitarrista Danny Weis, o baixista Jerry Penrod e os vocais de Doug Ingle.

As letras são na média geral.

"Possession" é uma música intensa, pesada e com boa dose de dramaticidade, esta, imposta pelos vocais de Ingle. É uma amostra de que quando o Iron Butterfly aponta para o futuro (leia-se Hard Rock setentista) é que aparecem os melhores momentos do álbum.

Isto também acontece na ótima instrumental "Iron Butterfly Theme", bem possivelmente, a preferida do Blog em Heavy.

Também se sobressaem a pesada "You Can't Win", a intensa "Look for the Sun" e a melodiosa "Fields of Sun".

Concluindo, Heavy é um trabalho que demonstra uma banda com muito talento, buscando sua identidade musical e mesclando diferentes sonoridades. É quando dá amostras do que o grupo viria a fazer no futuro, que aparecem os melhores momentos do álbum. O Iron Butterfly foi uma ótima banda e Heavy merece ser apreciado, nem que seja como aperitivo para os melhores momentos do conjunto. Até o próximo post!

IRON BUTTERFLY - HEAVY (1968)






Heavy
é o álbum de estreia da banda norte-americana Iron Butterfly. Seu
lançamento oficial ocorreu em 22 de janeiro de 1968 sob o selo Atco
Records. As gravações aconteceram em outubro de 1967 com a produção
sob responsabilidade de Charles Greene e Brian Stone.










Passeando
pelo Rock fortemente influenciado pelo Blues e pela cena Psicodélica,
o Iron Butterfly foi uma banda seminal e muito importante para o
surgimento do Hard Rock e do Heavy Metal. Vai-se, conforme a
tradição, abordar os primórdios do grupo para depois se ater ao
álbum.





O Iron Butterfly foi formado em 1966, em San Diego, Califórnia, nos Estados
Unidos.





Os
membros originais que formaram o Iron Butterfly foram Doug Ingle
(vocal e teclados), Jack Pinney (bateria), Greg Willis (baixo) e
Danny Weis (guitarra).





O
pai de Ingle, Lloyd, era um organista da igreja, apresentando-o à
música em uma idade ainda muito precoce. Ingle se mudou de sua terra
natal, Nebraska, nos Estados Unidos, após apenas três meses de seu
nascimento, indo, inicialmente, para as Montanhas Rochosas e, depois,
a família acabou se mudando para San Diego, na Califórnia.





Rapidamente,
o pandeirista e vocalista, Darryl DeLoach, acabou se juntando ao
grupo.





A
garagem dos pais de DeLoach, situada em um local chamado Luna Avenue,
serviu como lugar para os ensaios da banda em quase todas as noites.





O
baixista Jerry Penrod e o baterista Bruce Morse substituíram Willis
e Pinney, respectivamente, depois que a banda se mudou para a cidade
de Los Angeles, também na Califórnia, em 1966. Penrod era
originalmente nascido em San Diego.







Doug Ingle





O
também baterista Ron Bushy (originalmente nascido do outro lado do
país, na capital norte-americana, Washington), em seguida, foi
convidado a integrar o grupo quando Morse teve que deixar a banda
devido a uma crítica tragédia familiar.





Entretanto,
todos os músicos do Iron Butterfly, exceto Ingle e Bushy deixaram a
banda após a gravação de seu primeiro álbum, Heavy, no final de
1967.





Os
músicos remanescentes, apavorados com a possibilidade do registro
não ser lançado, rapidamente encontraram substitutos no baixista
Lee Dorman e no guitarrista Erik Brann (também conhecido como "Erik
Braunn" e "Erik Braun"), retomando a turnê.





No
início de 1968, o seu álbum de estreia, Heavy, foi lançado, após
a banda assinar um acordo comercial com a ATCO records, uma
subsidiária da Atlantic Records.





O
grupo foi representado pela agência William Morris Agency que
foi a empresa a qual marcava todos os seus concertos ao vivo.







Ron Bushy





Ao
contrário dos rumores, o pandeirista Darryl DeLoach contribuiu como
principal vocalista apenas em algumas músicas de Heavy. Tal como
acontece com todos os álbuns do Iron Butterfly, antes de
Scorching
Beauty
(1975), a maioria dos vocais principais são de Doug
Ingle.





O
trabalho artístico da capa do disco retrata os membros da banda
tocando seus instrumentos ao lado de um grande monumento em forma de
uma orelha humana. Os responsáveis pelo criativo trabalho foram
Armando Busick e Joe Ravetz.





Vamos
às faixas:





POSSESSION





"Possession" mostra ao que o Iron Butterfly veio, com peso e intensidade bastantes marcantes. Doug Ingle tem ótima atuação não apenas nos vocais bem como no órgão, cuja presença é bastante sentida e se destaca na canção. Ótimo solo da guitarra de Danny Weis.





A
letra é simples, sobre relações humanas:





When
a man has a woman
And he doesn't really love her
Why does he
burn inside
When she starts to love another










“Possession”
em conjunto com “Evil Temptation” é um raro single gravado pelo
Iron Butterfly, entre 1967 e 1968, mas não lançado até 1970, por
razões desconhecidas.





A
versão de 1970 para “Possession” é a mesma que foi lançada em um
single em conjunto com “Do not Look Down on Me”, em 1967, antes
mesmo do lançamento oficial de Heavy, no ano seguinte.













UNCONSCIOUS
POWER





Ritmo, intensidade e uma certa malemolência são as marcas da ótima "Unconscious Power", a qual possui uma inegável influência do chamado "Verão do Amor", ocorrido em 1967, e que foi o ápice do Rock Psicodélico nos Estados Unidos. Bons vocais de Ingle.





Na
letra há uma mensagem de liberdade:





Removing
all your inhibitions
Releasing complete freedom of
thought
Sensations of ev'ry sense will prepare
With this you
will see ev'ry thing.










Lançada
como single, não obteve maior repercussão em termos das principais
paradas de sucesso.













GET
OUT OF MY LIFE, WOMAN





Já nesta faixa, o Iron Butterfly mostra sua influência bluesy com toda a força. O ritmo é mais cadenciado, mas há a presença de uma dose incipiente de peso, especialmente para aquela época. Ótima presença da guitarra de Danny Weis.





A
letra é divertida:





Get
off the ladder, woman; I've got to climb up to the top
Get off the
ladder, woman; I've got to climb up to the top
Get off the ladder,
woman; there is nothin' gonna make me stop





Trata-se
de um cover para a canção originalmente composta por Allen
Toussaint, músico, compositor e produtor norte-americano ligado ao
estilo R&B.













GENTLE
AS IT MAY SEEM





A quarta música do álbum é um Rock tradicional repleto de melodia e energia, rápido e direto. A guitarra de Weis está bastante presente mais uma vez. Desta feita, os vocais são feitos por Darryl DeLoach.





A
letra fala sobre garotas:





There's
a girl for every guy


You
can get one if you try


It's
not your fault my friend


If
you lose her in the end













YOU
CAN'T WIN





Em "You Can't Win", o Iron Butterfly aposta em um andamento mais cadenciado, mas com boa dose de intensidade, com o baixo de Jerry Penrod ainda mais presente, praticamente ditando o ritmo. Os vocais de Doug Ingle estão mais contidos, mas aparecem de maneira impactante.





A
letra é sobre resignação:





What
the man says is always right


He'll
cuff your hands so you can't fight


There
is no way of getting around it


He'll
lock you up and in your head he'll pound it













SO-LO





"So-Lo" também possui bastante influência da vertente psicodélica do Rock, sendo bastante carregada na melodia e malícia. Os vocais de Darryl DeLoach são bons, compondo-se bem com a sonoridade instrumental. Faixa interessante.





A
letra fala sobre consciência:





Have
you heard about the word
That's going round
Have you heard
about the girl
Who put me down
Well, she became aware of the
fact
That I was running round
And consequently
My behavior
put me down













LOOK
FOR THE SUN





"Look for the Sun" é uma faixa pequena, mas direta e que vai ao ponto sem muitos rodeios. Ao intercalar passagens mais pesadas com outras mais melódicas e suaves, certamente é uma canção que aponta para o futuro e aquilo que seria a música da década seguinte. Os vocais são compartilhados por Penrod, Ingle e DeLoach.





A
letra fala sobre luz:





Sunshine
keeps light time from bringing



On
the sad sad times


Mmm,
that sunshine brings



Brightness
to you













FIELDS
OF SUN





Também em "Fields of Sun" o grupo se mostra intenso, aplicando um peso extra a sua sonoridade e que não era tão comum na época. Há a inteligente mistura de passagens mais intensas com outras de pegada suave, intercalando sonoridades distintas, mas totalmente complementares. Ótimos vocais de Ingle.





A
mensagem é positiva:





This
is the never-ending story


Of
life which goes on


Day
in and day out


Mountains
of evergreen trees


Standing
tall and straight


Like
soldiers about













STAMPED
IDEAS





"Stamped Ideas" é a menor faixa do álbum e possui a típica áurea sessentista do Rock, mas com uma pequena dose Bluesy muito bem-vinda. Os vocais são feitos por Darryl DeLoach. Simples, mas bem legal.





A
letra é simples:





Stay
away from people made from plastic in a mold,


And
keep your stamped ideas inside your head untold,


Because
I, I, I, baby am protecting you,


Yes,
against the kind of things that other people do.


I,
baby, am protecting you 'Cause I'm in love with you.


So
come on baby!













IRON
BUTTERFLY THEME





A décima - e última - música de Heavy é "Iron Butterfly Theme". Prezado leitor, não retire de mente que o álbum foi lançado em janeiro de 1968. Portanto, o que se ouve nesta faixa instrumental, é o prelúdio de muita coisa que seria feita na década seguinte, em termos de peso, intensidade e energia musicais. Ótima faixa!





Lançada
como single, não obteve maior repercussão em termos de paradas de
sucesso.










Considerações
Finais





Mesmo
sem um grande hit single que o alavancasse nas paradas de sucesso, o
álbum acabou tendo certo sucesso comercial.





Heavy
atingiu a 78ª posição da principal parada de álbuns
norte-americana, a Billboard. No entanto, não obteve repercussão em
sua correspondente britânica.





Três
dos membros do grupo (Jerry Penrod, Darryl DeLoach e Danny Weis)
deixaram a banda logo após o álbum ser gravado, deixando nas mãos de Ingle e de Bushy encontrarem seus substitutos.





O
baixista Lee Dorman e o guitarrista Erik Brann, como foi mencionado,
entraram na banda e continuaram com a turnê que promovia Heavy.





Em
termos de som, o grupo tomou a inspiração de uma diversificada
variedade de fontes externas, do chamado arena rock, como o uso de
bongôs do percussionista norte-americano Preston Epps ao
rhythm and blues da música instrumental do grupo Booker T.
& the M.G.'s
.





Em
torno deste tempo, a banda se encontrou com o incrível guitarrista
Jimmy Page, o qual afirmou que usou o grupo como inspiração parcial
para o nome de “Led Zeppelin”.





Além
disso, um dos primeiros shows das turnês iniciais do Zeppelin nos
EUA foi em conjunto com o Iron Butterfly, no Fillmore East, em Nova
York.





Stephen
Thomas Erlewine, do site AllMusic, deu a Heavy 3,5 estrelas de um
máximo possível de 5. Ele afirmou que “a maior parte do álbum
não foi particularmente bem-composta”, mas confirma que “o forte
ataque sonoro da banda, ocasionalmente, compensou a fraqueza do
material”.





DeLoach
posteriormente gravou com os grupos Two Guitars, Piano, Drum and
Darryl, enquanto Weis e Penrod formaram o conjunto de nome
Rhinoceros.





Em
1970, DeLoach formaria o Flintwhistle com o guitarrista Erik Brann; a
banda se apresentaria ao vivo por cerca de um ano antes de se
separarem.





Aproveitando
o sucesso inicial, o Iron Butterfly gravaria e lançaria, ainda em
1968, o aclamado In-A-Gadda-Da-Vida.





Heavy
supera a casa de 500 mil cópias vendidas apenas nos Estados Unidos.













Formação:


Darryl
DeLoach - Pandeiro, Vocal, Backing Vocals


Danny
Weis - Guitarra


Doug
Ingle - Órgão, Vocal, Backing Vocals


Jerry
Penrod - Baixo, Vocal, Backing Vocals


Ron
Bushy - Bateria





Faixas:


01.
Possession (Ingle) - 2:45


02.
Unconscious Power (Bushy/Ingle/Weis) - 2:32


03.
Get Out of My Life, Woman (Toussaint) - 3:58


04.
Gentle as It May Seem (DeLoach/Weis) - 2:25


05.
You Can't Win (DeLoach/Weis) - 2:41


06.
So-Lo (DeLoach/Ingle) - 4:05


07.
Look for the Sun (DeLoach/Ingle/Weis) - 2:14


08.
Fields of Sun (DeLoach/Ingle) - 3:12


09.
Stamped Ideas (DeLoach/Ingle) - 2:08


10.
Iron Butterfly Theme (Ingle) - 4:34





Letras:


Para
o conteúdo completo das letras recomenda-se o acesso a:
https://www.letras.mus.br/iron-butterfly/





Opinião
do Blog:


O Iron Butterfly não é uma banda tão conhecida assim pelo público em geral, estando mais restrita aos círculos que se interessam pela música Rock/Hard Rock setentista. Mas trata-se de um grupo muito criativo e competente e que merece ser ouvido com muita atenção.



É claro que o maior sucesso do Iron Butterfly seria seu álbum In-A-Gadda-Da-Vida, lançado ainda em 1968 e com uma formação bem diferente a constituir o conjunto, já contando com o ótimo baixista Lee Dorman e o guitarrista Erik Brann.



Mas, ressalvado o exposto acima, não podemos descartar de antemão a qualidade de Heavy. É óbvio, ele não está no mesmo patamar de In-A-Gadda-Da-Vida, mas é um bom trabalho. Mostra uma banda buscando sua sonoridade e identidade musical, acabando por refletir em composições diversificadas.



Em Heavy, o Iron Butterfly é formado por bons músicos e o conjunto acaba se sobressaindo, com bom entrosamento e cumplicidade. Destacam-se o guitarrista Danny Weis, o baixista Jerry Penrod e os vocais de Doug Ingle.



As letras são na média geral.



"Possession" é uma música intensa, pesada e com boa dose de dramaticidade, esta, imposta pelos vocais de Ingle. É uma amostra de que quando o Iron Butterfly aponta para o futuro (leia-se Hard Rock setentista) é que aparecem os melhores momentos do álbum.



Isto também acontece na ótima instrumental "Iron Butterfly Theme", bem possivelmente, a preferida do Blog em Heavy.



Também se sobressaem a pesada "You Can't Win", a intensa "Look for the Sun" e a melodiosa "Fields of Sun".



Concluindo, Heavy é um trabalho que demonstra uma banda com muito talento, buscando sua identidade musical e mesclando diferentes sonoridades. É quando dá amostras do que o grupo viria a fazer no futuro, que aparecem os melhores momentos do álbum. O Iron Butterfly foi uma ótima banda e Heavy merece ser apreciado, nem que seja como aperitivo para os melhores momentos do conjunto. Até o próximo post!

OZZY OSBOURNE - NO MORE TEARS (1991)






No
More Tears é o sexto álbum de estúdio do vocalista britânico Ozzy
Osbourne. Seu lançamento oficial aconteceu em 17 de setembro de
1991, através do selo Epic. As gravações ocorreram durante aquele
mesmo ano no A&M Studios e no Devonshire Studios, ambos em Los
Angeles, nos Estados Unidos. A produção ficou por conta dos
produtores Duane Baron e John Purdell.










Após
um tempo, Ozzy Osbourne volta ao Blog com um de seus trabalhos mais
bem-sucedidos em sua vitoriosa carreira solo. Vai-se tratar dos fatos
que antecederam o lançamento do disco para depois passar-se ao faixa
a faixa.





Praticamente
3 anos antes, em 28 de setembro de 1988, Ozzy lançava seu quinto
álbum de estúdio, No Rest for the Wicked.





O
trabalho marcou a estreia do ótimo guitarrista Zakk Wylde, então
com 21 anos de idade, como membro permanente na banda de Osbourne.
Também foi o retorno do baixista Bob Daisley ao grupo, ausente desde
Bark at the Moon, de 1983.





O
álbum foi muito bem-sucedido, alcançando a 13ª posição na
principal parada norte-americana de discos, a Billboard. Também
conquistou a 23ª colocação na sua correspondente britânica.





No
Rest for the Wicked
contém algumas faixas muito interessantes
como “Tattooed Dancer”, “Bloodbath in Paradise” e “Devil's
Daughter (Holy War)”. Além disso, também traz o clássico
“Miracle Man”, várias vezes presente nos shows do vocalista.







Zakk Wylde


O
álbum também fez muito sucesso em termos comerciais, superando a
casa dos 2 milhões de cópias vendidas apenas nos Estados Unidos.





A
turnê que se seguiu ao lançamento do álbum viu Osbourne se reunir
com seu antigo colega de banda, Geezer Butler, baixista do Black
Sabbath.





Um
EP, ao vivo, batizado de Just Say Ozzy, com Geezer como
baixista, foi lançado dois anos depois. Butler continuou com
Osbourne para as subsequentes quatro “pernas” da turnê, sendo
uma presença impactante por toda parte, atraindo ainda mais público.





Também
em 1988, Osbourne participou de uma gravação, a balada "Close
My Eyes Forever", um dueto com Lita Ford, que conquistou o 8º
lugar na Billboard.





Em
1989, Osbourne se apresentou no Moscow Music Peace Festival.





Já
em 1991, era tempo de Ozzy se preparar para lançar um sucessor a No
Rest for the Wicked
: este seria No More Tears.





O
guitarrista Zakk Wylde contribuiu não apenas com as guitarras para o
álbum, mas também na composição de todas as faixas.





O
velho amigo de Osbourne, o saudoso baixista e vocalista do Motörhead,
Lemmy Kilmister, coescreveu a letra de quatro músicas.







Ozzy Osbourne


Embora
Mike Inez esteja presente em videoclipes e turnês promocionais do
álbum, é o baixista Bob Daisley quem toca pelo álbum inteiro.





Inez
é creditado como compositor da faixa-título e, embora ele não
execute a gravação real, o riff de introdução, no baixo, foi
composto por ele.





A
capa, belíssima, e que se tornou uma imagem icônica de Ozzy, é
obra de Matt Mahurin.





Vamos
às faixas:





MR.
TINKERTRAIN





O álbum começa com uma vinheta que remete a crianças, mas logo depois se encontra com a feroz guitarra de Zakk Wylde. O baixo de Bob Daisley e a bateria de Randy Castillo constroem uma boa base para a guitarra de Wylde. Intercalando momentos mais pesados com outros menos intensos, a faixa segue um ritmo mais cadenciado. Os vocais de Ozzy são bastante competentes.





A
letra pode ser interpretada como uma referência à pedofilia:





Close
the curtains and turn out the lights
Beneath my wing it's gonna be
all right
A little secret just for you and me
I've got the kind
of toys you've never seen
Manmade and a bit obscene
Little
angel come and sit upon my knee





Lançada
como single, não obteve maior repercussão nas principais paradas de
sucesso desta natureza.













I
DON'T WANT TO CHANGE THE WORLD





Já em sua segunda música, o estilo bem característico de Zakk Wylde é encontrado, na construção de um ótimo riff base, o qual embala a canção. O ritmo é mais cadenciado e lento, seguindo a mesma estrutura proposta na faixa anterior. O refrão funciona, mesmo soando um pouco cansativo.





A
letra fala de fé e resignação:





Don't
tell me stories
'Cause yesterday's glories
Have gone away, so
far away
I've heard it said there's light up ahead
Lord I hope
and pray
I'm here to stay





Sem
dúvidas, “I Don't Want to Change the World” é um dos grandes
clássicos da carreira de Ozzy Osbourne.





Há
um videoclipe para a faixa, retirado do ao vivo Live & Loud, de
1993. A performance do grupo para “I Don't Want to Change the
World” nesta gravação, valeu a Ozzy Osbourne seu primeiro prêmio
Grammy, na categoria Best Metal Performance, em 1994.













MAMA,
I'M COMING HOME





Já em "Mama, I'm Coming Home", o ritmo cai ainda mais e a melodia é tomada pela suavidade e pela leveza. Os vocais de Ozzy se adequam ao clima perfeitamente. O peso aparece notoriamente domado pela sutileza. O destaque é o belo solo de guitarra de Zakk, com bastante feeling.





A
letra fala da relação entre Ozzy e Sharon, sua esposa:





Selfish
love, yeah, we're both alone
The ride before the fall, yeah
But
I'm gonna take this heart of stone
I just got to have it all










“Mama,
I'm Coming Home” é um dos maiores sucessos de Ozzy Osbourne.





Lançada
como single, atingiu a 28ª posição da principal parada desta
natureza nos Estados Unidos. Também conquistou a 46ª colocação na
correspondente britânica.





Está
presente em várias coletâneas e álbuns ao vivo de Ozzy desde que
foi lançada em No More Tears. Também há dois videoclipes feitos
para a canção.













DESIRE





"Desire" se opõe às músicas que a antecedem, pois notoriamente é mais pesada e rápida. A bateria de Castillo está mais presente, mas quem dita o jogo é mesmo a guitarra de Zakk, dando bastante intensidade à faixa. O refrão é muito criativo e funciona de maneira perfeita. Uma das melhores do disco!





A
letra pode ser entendida como aquilo que leva uma pessoa adiante:





It's
the same old desire
Nothing has changed
Nothing's the
same
Burning like fire
Don't you ever take my name in vain, oh
yeah













NO
MORE TEARS





A impressionante e inconfundível linha de baixo que introduz "No More Tears", criada pelo baixista Mike Inez, apresenta o clima soturno desta composição. As aparições da guitarra de Zakk Wylde são pontuais, mas, simultaneamente, precisas e intensas. O clima é mesmo mais obscuro, sombrio, fechado; muito, também, por conta de uma atuação impecável de Ozzy Osbourne nos vocais. Facilmente, "No More Tears" figura entre as melhores faixas da carreira de Ozzy. Interessante o momento de calmaria que antecede o brutal solo de guitarra de Zakk.





A
letra se refere a assassinos:





So
now that it's over can we just say goodbye?
I'd like, I'd like
I'd
like to move on and make the most of the night
Maybe a kiss before
I leave you this way
Your lips are so cold I don't know what else
to say










“No
More Tears” é outro grande clássico da carreira-solo de Ozzy
Osbourne.





Lançada
como single, atingiu a 32ª colocação da principal parada britânica
desta natureza. Também conquistou a 71ª posição na correspondente
norte-americana.





Uma
versão editada, mais curta, da canção foi liberada para algumas
estações de rádio, e pode ser ouvida na coletânea The Ozzman
Cometh
, de 1997. A versão completa aparece em outra compilação,
chamada The Essential Ozzy Osbourne, de 2003.





O
vídeo da música foi filmado para acomodar tanto a versão do álbum
quanto a versão editada da música. Alguns canais de TV passavam o
vídeo completo e, outros, a versão abreviada.





A faixa também aparece no filme de Adam Sandler, Little Nicky, de
2000. Na cena da batalha final, na qual Osbourne aparece, “No More
Tears” pode ser ouvida em segundo plano.





Osbourne
considera esta canção para ser "um presente de Deus",
como relata no encarte do box Prince
of Darkness
, de 2005.





A
canção foi refeita pelo guitarrista Zakk Wylde, como faixa bônus,
na segunda reedição do álbum Sonic Brew (1998), do Black
Label Society, bem como em um EP promocional chamado de No More
Tears Sampler
, de 1999.













S.I.N.





"S.I.N." é uma canção típica da fase da carreira-solo de Ozzy em que teve Zakk Wylde como guitarrista. É pesada, mas o ritmo é mais cadenciado e, ao mesmo tempo, o refrão cresce em intensidade. Desnecessário apontar os solos de guitarra como melhores momentos.





A
letra é um pedido de libertação:





Shattered
dreams lay next to broken glass
I wonder if tonight will be my
last
I need an angel who will rescue me
To save me from my
mental symphony













HELLRAISER





A bateria de Randy Castillo está bem intensa e ditando o ritmo em "Hellraiser", bem como o baixo de Bob Daisley, este, o grande destaque da faixa. O refrão é excelente, com intensidade e peso. O riff de guitarra principal é especialmente criativo. Outra vez, Ozzy usa sua voz para interpretar perfeitamente a letra. Ótima canção!





A
letra se divide entre obrigação e prazer:





I'm
living on an endless road
Around the world for rock and
roll
Sometimes it feels so tough
But I still ain't had
enough
Feeling all right in the noise and the light
But that's
what lights my fire





A
canção apareceu no primeiro trailer do game Painkiller. Uma
regravação de maior qualidade é destaque no popular game, Grand
Theft Auto: San Andreas
, de 2004, na estação de rádio do jogo
"Radio: X".





O
Motörhead fez uma versão para “Hellraiser”, lançada em seu
álbum March ör Die, de1992. É esta versão que é trilha
sonora do filme Hellraiser III: Hell on Earth (1992), dirigido
por Anthony Hickox e estrelado por Doug Bradley.













TIME
AFTER TIME





"Time After Time" possui a guitarra de Zakk Wylde com seu típico peso, principalmente no refrão. Mas sua constituição prima pela suavidade, domada essencialmente por uma melodia cativante que a embala. É uma balada, mas fundamentalmente intercalando passagens pesadas em contraste com outras quase acústicas. Ótima atuação de Ozzy.





A
letra fala sobre o passar do tempo:





Day
after day
I watched love fade away
I wanted love to stay
Day
after day
The games we play
The foolish things we say
The
pain won't go away
Day after day





Lançada
como single, não obteve maior repercussão em termos de paradas de
sucesso.













ZOMBIE
STOMP





"Zombie Stomp" possui uma introdução que supera a casa dos 2 minutos de extensão. Após isto, a música se desenvolve de forma direta, um Heavy Metal clássico, pesado e cadenciado, com a guitarra de Zakk dando as cartas, tanto pelo riff criativo, quanto pelo ótimo solo por volta dos 4 minutos de execução.





A
letra é um estereótipo de insanidade:





Flirting
with disaster
Morning after killing me again
Hiding from the
laughter
And the demons dancing round my brain













A. V. H.





"A.V.H." segue a sonoridade de sua antecedente, com um Heavy Metal pesado e cadenciado, conduzido pela criativa guitarra de Zakk Wylde. O riff principal é bom e o refrão interessante. Destaque para o bom solo de guitarra de Wylde.





A
letra pode ser inferida como um misto de culpa com a necessidade de
seguir em frente:





In
the darkness I can feel
The things that makes me crazy
hands of
madness cold as steel
I find it quite amazing













ROAD
TO NOWHERE





A décima-primeira - e última - faixa de No More Tears é "Road to Nowhere". O solo de abertura da canção é um dos melhores de toda a carreira do guitarrista Zakk Wylde, repleto de feeling e sensibilidade. A seção rítmica está presente, construindo a base para que a guitarra de Zakk dê seu show. A música se desenvolve em uma balada de uma melodia que é, ao mesmo tempo, bela e tocante. Ozzy tem mais uma atuação impactante, mas, e é necessário que se diga, acaba ofuscada pelo brilho soberbo de Wylde. Fecha o álbum de maneira esplêndida.





A
letra fala, novamente, de culpa e de arrependimento:





Through
all the happiness and sorrow
I guess I'd do it all again
Live
for today and not tomorrow
It's still the road that never ends





Lançada
como single, não obteve repercussão nas principais paradas de
sucesso.





Mesmo
assim, “Road to Nowhere” pode ser considerada um clássico, pois
está presente na maior parte das coletâneas e álbuns ao vivo
lançados por Ozzy Osbourne após No More Tears.













Considerações
Finais





No
More Tears é um dos maiores sucessos da carreira-solo de Ozzy
Osbourne.





Em
termos das principais paradas de sucesso, o álbum foi extremamente
bem-sucedido: ficou com a boa 17ª posição na principal parada
britânica de discos, conquistando a excepcional 7ª colocação na
correspondente norte-americana. Ainda atingiu os 12º, 18º e 26º
lugares nas paradas de Noruega, Suécia e Suíça, respectivamente.





A
crítica especializada também recebeu bem o trabalho. William
Ruhlmann, do AllMusic, dá ao disco uma nota 4, de um máximo
possível de 5, atestando: “Canções como "Desire" e
"S.I.N." tinham um som de metal contemporâneo e
energético, e Osbourne efetivamente mudou as engrenagens para surgir
com baladas suaves como "Mama, I'm Coming Home", que lhe
deu seu primeiro hit Top 40 nos EUA em carreira-solo”.





O
álbum gozou de muita exposição nas rádios e na MTV. Também
marcou o início da prática em trazer compositores “de fora”
para auxiliar na composição de material em vez de confiar “apenas”
em sua banda para escrever e arranjar as músicas.





O
álbum foi mixado pelo veterano produtor de rock Michael Wagener.





Conforme
dito no texto, Osbourne foi premiado com um Grammy para a faixa “I
Don't Want to Change the World”, retirada do disco ao vivo Live
& Loud
, de 1993, na categoria Melhor Performance de Metal,
em 1994.





Wagener
também mixou o álbum ao vivo Live & Loud, lançado em 28
de Junho de 1993. Na época, este era para ser o último disco de
Osbourne e acabou conquistando a 10ª posição na principal parada
norte-americana de álbuns, a Billboard. Também foi um sucesso
comercial, superando a casa de 4 milhões de cópias vendidas apenas
nos Estados Unidos.





Naquele
momento, Osbourne expressou seu cansaço com o processo de turnês, e
proclamou sua "turnê de aposentadoria" (que era para ser
de curta duração). Ela foi chamada de "No More Tours", em
um trocadilho com seu álbum No More Tears.





Antes
da turnê, Mike Inez, do Alice in Chains, assumiu o baixo e Kevin
Jones pegou os teclados, pois John Sinclair estava em turnê com o
The Cult.





No
More Tears
foi o último álbum de Ozzy Osbourne a conter o baixista
Bob Daisley e o baterista Randy Castillo.





Todo
o catálogo de Osbourne foi remasterizado e relançado no formato CD, no ano
de 1995.





Entretanto,
já em 1995, Ozzy Osbourne retornaria com mais um álbum de estúdio,
o bom Ozzmosis.





No
More Tears
supera a casa dos 4,2 milhões de cópias vendidas
apenas nos Estados Unidos.













Formação:


Ozzy
Osbourne - Vocal


Zakk
Wylde - Guitarra


Randy
Castillo - Bateria


Mike
Inez - Baixo, (não tocou no álbum)


Músicos
Adicionais:


Bob
Daisley - Baixo, (não era um membro oficial da banda)


John
Sinclair - Teclados





Faixas:


01.
Mr. Tinkertrain (Osbourne/Wylde/Castillo) - 5:57


02.
I Don't Want to Change the World (Osbourne/Wylde/Castillo/Kilmister)
- 4:06


03.
Mama, I'm Coming Home (Osbourne/Wylde/Kilmister) - 4:12


04.
Desire (Osbourne/Wylde/Castillo/Kilmister) - 5:45


05.
No More Tears (Osbourne/Wylde/Castillo/Inez/Purdell) - 7:24


06.
S.I.N. (Osbourne/Castillo/Wylde) - 4:47


07.
Hellraiser (Osbourne/Wylde/Kilmister) - 4:53


08.
Time After Time (Osbourne/Wylde) - 4:20


09.
Zombie Stomp (Osbourne/Wylde/Castillo) - 6:14


10.
A.V.H. (Osbourne/Wylde/Castillo) - 4:13


11.
Road to Nowhere (Osbourne/Wylde/Castillo) - 5:11





Letras:


Para
o conteúdo completo das letras, recomenda-se o acesso a:
https://www.letras.mus.br/ozzy-osbourne/




Opinião
do Blog:



Obviamente que em 1991 Ozzy Osbourne já era uma figura totalmente consagrada, não apenas no Heavy Metal, mas no Rock em geral. Entretanto, as 2 décadas anteriores de abuso de substâncias e constantes turnês estavam cansando o carismático vocalista que chegou até mesmo em pensar em sua aposentadoria.





O nome de Osbourne, naquela altura, também já estava cravado na história da música, seja pelo seu ótimo álbum de estréia de sua carreira solo, Blizzard of Ozz, mas, claro, principalmente, pelo que fez na década de 70 com o Black Sabbath!





Um dos grandes méritos da carreira-solo do vocalista foi o de se cercar de músicos muito competentes, principalmente na posição de guitarrista. Se Ozzy já estava com a vida ganha, seu então recém-chegado guitarrista, Zakk Wylde, ainda tinha o que provar, após sua estreia com o Madman no bom No Rest for the Wicked, de 1988.





Em que pese seus bons trabalhos em vários projetos paralelos, não é nenhum exagero dizer que é bem possível que No More Tears seja o melhor álbum o qual Zakk Wylde gravou, tanto como guitarrista quanto como compositor.





Zakk, conhecido pelo uso da técnica de harmônicos artificiais, tem uma atuação soberba no álbum. Não somente pelo fato de ter contribuindo na composição de todas as faixas, mas pela sua presença com riffs marcantes e inspirados, bem como na sensibilidade melódica de seus solos. Basta ouvir o que ele faz em "Road to Nowhere".





Claro, a seção rítmica é mais que competente com o eficiente Randy Castillo na bateria, bem como o ótimo Bob Daisley, responsável por deixar o baixo como um dos protagonistas das canções.





Ozzy Osbourne se destaca por fazer aquilo que melhor sabe: se não é um vocalista com uma voz soberba, Osbourne é um verdadeiro mago em interpretar as letras, construindo harmonias vocais perfeitas para combinar a parte instrumental com as palavras das canções. "Hellraiser" e "No More Tears" são exemplos perfeitos disto.





As letras são boas, especialmente aquelas em que o sentimento de culpa é realçado, revelando um pouco da vida pessoal de Ozzy naquela época.





Algumas das canções mais famosas da carreira-solo de Ozzy Osbourne estão neste disco. Desta forma, a audição flui naturalmente e o ouvinte nem percebe a passagem do tempo. Clássicos como "I Don't Want to Change The World" e "Mama, I'm Coming Home" são amplamente conhecidas mesmo por não fãs do vocalista.





Mas o álbum também possui canções menos badaladas e que o Blog as considera de um patamar superior como a pesada "Desire", a intensa "Zombie Stomp" e a emblemática "Hellraiser".





No entanto, deve-se destacar clássicos como a pesada e sombria faixa-título, "No More Tears", a qual conta com uma das melhores atuações de Ozzy em toda a sua carreira-solo. 





Bem como a belíssima balada "Road to Nowhere", uma fortíssima candidata à faixa preferida de toda carreira-solo do Madman para o blogueiro, muito graças à atuação soberba do guitarrista Zakk Wylde.





Enfim, No More Tears é um dos mais emblemáticos álbuns de toda a carreira-solo de Ozzy Osbourne, muito por contar com faixas que se tornaram clássicos de sua extensa discografia, bem como por ser, simultaneamente, um dos melhores discos de toda a obra do guitarrista Zakk Wylde. Se não está no mesmo patamar de Blizzard of Ozz (e, para o Blog, não está), No More Tears possui um nível bastante elevado e conta com algumas das melhores composições que Ozzy gravou fora do Black Sabbath. Extremamente recomendado!