QUEENSRYCHE - OPERATION: MINDCRIME (1988)








Operation: Mindcrime é o terceiro álbum de estúdio
da banda norte-americana Queensrÿche. Ele foi lançado oficialmente no dia 3 de
Maio de 1988, sendo gravado entre os anos de 1987 e 1988. A produção do
trabalho ficou a cargo de Peter Collins e o disco foi gravado nos estúdios
Kajem/Victory Studios, em Gladwyne, no estado da Pennsylvania, nos Estados
Unidos.













O surgimento do Queensrÿche se deu no início da
década de 1980, quando o guitarrista Michael Wilton e o baterista Scott
Rockenfield tinham uma banda chamada Croos + Fire, a qual fazia covers de
bandas consagradas de Heavy Metal, como Iron Maiden e Judas Priest. O Cross +
Fire recrutou o guitarrista Chris DeGarmo e o baixista Eddie Jackson, mudando o
nome do grupo para The Mob.





O The Mob estava sem vocalista e convidou o
vocalista Geoff Tate, o qual estava em uma banda chamada Babylon, para fazer os
vocais do grupo em um show local. Tempos depois, o Babylon se desfaz e Tate
ainda faz mais algumas apresentações com o The Mob, mas recusa permanecer no
conjunto, pois não estaria interessado em cantar Heavy Metal.





Já em 1981, o grupo reuniu esforços e recursos
suficientes para gravar uma fita demo, sendo que mais uma vez, Tate aceitou
participar fazendo os vocais, embora estivesse comprometido com sua banda há
época, chamada Myth.





O grupo levou a fita para vários selos na época,
mas a fita demo foi rejeitada por todos eles, com a banda não conseguindo um
acordo comercial com nenhuma gravadora.





Quando a banda recruta um novo manager, decide,
então, mudar seu nome. A escolha foi Queensrÿche, nome retirado da primeira
canção da fita demo supracitada, “Queen Of The Reich”, mas alterando a letra
‘i’ pelo ‘y’, com a adição de um trema sobre o mesmo, para que se mudasse a
forma de pronúncia, a fim de que a banda não fosse associada ao nazismo.





A fita demo gravada pelo grupo começa a ter muita
circulação, recebendo uma crítica extremamente positiva da tradicional Kerrang!
Ainda com seus próprios esforços, o grupo lança a mesma fita demo agora como um
EP em 1982. Com o sucesso inicial, Geoff Tate concorda em abandonar o Myth e se
tornar o vocalista permanente do Queensrÿche.





Geoff Tate:










Em 1983, a banda finalmente consegue um acordo com
a gravadora EMI Records, a qual lança novamente o EP do grupo, sob o nome
Queensrÿche. Ele alcança uma pequena repercussão, atingindo a 81ª posição na
Billboard.





Depois da turnê que promoveu o EP Queensrÿche, o
grupo viaja para Londres, na Inglaterra, para se encontrar com o produtor James
Guthrie (que trabalhou com Judas Priest e Pink Floyd), para gravar seu primeiro
álbum de estúdio.





Lançado em Setembro de 1984, The Warning, fez um
sucesso comercial moderado, conquistando a 61ª posição da parada
norte-americana de álbuns. Seus singles, entretanto, não causaram maior
repercussão.





O álbum traz algumas ótimas canções, como a faixa
título, “Warning”, “Deliverance” e “Take Hold Of The Flame”. Além disso, embora
bem próximo do Heavy Metal tradicional, o primeiro álbum do Queensrÿche já
mostra flertes da banda com o rock progressivo. Na turnê que promoveu o
trabalho, o grupo fazia o show de abertura para os gigantes do KISS.





Já estamos em 1986, quando foi lançado o segundo
trabalho de estúdio do Queensrÿche, Rage For Order. A sonoridade já é um pouco
mais suave e mais intricada e se percebe uma participação bem mais efetiva dos
teclados.





Rage For Order é um álbum muito bom. Alcançou a 47ª
posição da parada norte-americana de álbuns e a 66ª posição na sua
correspondente britânica. Nele estão ótimas canções, como “I Dream In
Infrared”, “The Killing Words” e o single “Gonna Get Close To You”, uma canção
cover da cantora Dalbello – que atingiu a 91ª posição da parada britânica de singles.





Já em 1987, o Queensrÿche entrou em estúdio para
gravar o seu terceiro álbum de estúdio, o qual se tornaria Operation:
Mindcrime.





Este Operation: Mindcrime mudaria a história do
grupo de maneira definitiva, pois se trata de uma obra-prima. A começar, o
álbum é conceitual, contando por todas as suas músicas a história da personagem
Nikki. Vai-se passar um pouco da história que é contada no disco para que o
leitor possa entendê-la.





Nikki é um jovem angustiado, o qual se envolve com
uma organização ilegal e passa a ter sua mente dominada, cometendo crimes a
mando dos chefões desta organização.





Durante as faixas do disco, a vida de Nikki é
contada. O álbum começa com o protagonista, Nikki, em um hospital. Ele está em
um estado quase catatônico, incapaz de se lembrar de coisa alguma, mas de
apenas fragmentos de seu passado. De repente, as memórias de Nikki vêm à tona, relembrando
de como se tornou um viciado em heroína e político radical, frustrado com a
sociedade contemporânea, e como foi manipulado a aderir a uma organização
secreta, supostamente, dedicada à revolução.





 À frente
desta organização está um demagogo político e religioso, conhecido apenas como
Dr. X, que através da manipulação da mente de Nikki, utilizando-se de uma combinação
de seu vício em heroína e técnicas de lavagem cerebral, usa o protagonista como
um assassino. Sempre que o Dr. X usa a palavra "Mindcrime", Nikki se
torna seu dócil fantoche, em um estado que o Dr. X usa-o para, a seu comando, realizar
qualquer crime que este deseje.





Através de um dos parceiros ​​do Dr. X, um
sacerdote corrupto chamado Father William, Nikki é oferecido aos serviços de
uma prostituta que se tornou freira chamada Sister Mary. Através de sua amizade
e afeto crescente em direção à Sister Mary, Nikki começa a questionar a
natureza do que ele está fazendo. Dr. X percebe isso e, vendo uma ameaça em potencial
em Mary, ordena Nikki para matar tanto Mary quanto o sacerdote.





Nikki vai à igreja de Mary e mata o sacerdote, mas
depois de enfrenta-la, não consegue cumprir a ordem para matá-la. Ele e Mary
decidem deixar a organização em conjunto e Nikki vai até o Dr. X para lhe dizer
que eles estão saindo.





Dr. X, no entanto, lembra a Nikki que ele é um
viciado e que ele é o único que pode proporcionar-lhe sua dose diária. Nikki, confuso,
volta para Mary, somente para encontrá-la morta. Ele não pode lidar com a
perda, bem como com a possibilidade de que ele mesmo poderia tê-la matado inconscientemente,
começando a sucumbir à loucura.





Ele corre pelas ruas chamando por Mary. A polícia
chega e tenta dominá-lo. Uma arma é encontrada com ele, sendo levado em
custódia sob à suspeita de assassinato de Mary e os demais assassinatos que ele
cometeu para o Dr. X.





Sofrendo de perda total da memória, ele é colocado
em um hospital, onde assiste a uma reportagem sobre a recente farra dos
homicídios políticos. Esta traz de volta sua memória e nos devolve ao início da
história, onde ele se lembra do que aconteceu e começa a conta-la.





O idealizador da história de Nikki foi o vocalista
da banda, Geoff Tate. Após a turnê do segundo álbum de estúdio do Queensryche,
Rage For Order, Tate foi morar por um tempo na cidade canadense de Montreal.





Em uma tarde de inverno, Tate relata que encontrou
uma Igreja Católica bem antiga e, ao sentar no banco do fundo da mesma, começou
a sentir a diferente atmosfera do local, suas velas, sua tristeza e um coral cantando a plenos pulmões.





Tate se relembra que mais tarde naquele dia, a
história de Nikki veio a sua mente e ele não conseguia parar de escrever. A
inspiração para a personagem Dr. X, teria vindo de uma pessoa que Geoff Tate
encontrou em um bar chamado St. Supice.





Para uma banda que havia excursionado fazendo shows
de abertura para gigantes como Ozzy Osbourne, AC/DC e Ratt, um álbum conceitual
talvez não fosse uma grande ideia, afinal, o grupo estava começando a se tornar
mais popular. Um disco com faixas mais tradicionais seria uma escolha mais
segura.





Das duas primeiras vezes em que Tate apresentou a
ideia de um álbum conceitual para o novo trabalho do Queensrÿche, a resposta de
seus colegas foi o silêncio – com ar de reprovação. O primeiro a começar a
comprar a sugestão foi seu principal parceiro de composição, o guitarrista
Chris DeGarmo.





Chris DeGarmo










Ao iniciarem o processo de composição das canções,
toda a banda sentiu que tinha algo de especial acontecendo. Para auxiliá-los, a
presença do produtor Peter Collins foi essencial, uma vez que melhorou todo o
processo de confecção do trabalho, fazendo com que Operation: Mindcrime fosse
muito mais que apenas mais um álbum de rock.





Collins conseguiu fazer o som do Queensrÿche se
tornar mais acessível, sem que a banda perdesse sua integridade. Apesar dos
diretores da gravadora não terem gostado do resultado inicial das gravações do
disco, o trabalho acabou sendo lançado de uma maneira que agradou bastante aos
membros do grupo.





I REMEMBER NOW





“I Remember Now” é apenas uma introdução à
história, Nikki estando no hospital psiquiátrico e começando a se lembrar de
tudo.













ANARCHY-X





“Anarchy-X” é uma faixa instrumental de pouco mais
de 1 minuto que introduz a faixa seguinte.













REVOLUTION CALLING





A terceira faixa de Operation: Mindcrime é
“Revolution Calling”.





Guitarras bem fortes e marcantes é o destaque de
“Revolution Calling”. A bateria de Scott Rockenfield está muito presente e dá
ótimo ritmo pra canção, assim como os vocais de Geoff Tate se casam
perfeitamente com a musicalidade da faixa. Excelente música.





“Revolution Calling” demonstra a personagem Nikki
desiludida com a política e a sociedade atual e seu primeiro contato com a
organização do Dr. X. O trecho a seguir revela os sentimentos iniciais da
personagem principal:





I used to trust the media


To tell me the truth, tell us the
truth


But now I've seen the payoffs


Everywhere I look


Who do you trust when everyone's a
crook?













OPERATION: MINDCRIME





A quarta canção do álbum é a homônima ao disco,
“Operation: Mindcrime”.





“Operation: Mindcrime” se inicia com uma vinheta na
qual um telefone toca, Nikki atende e há apenas uma voz do outro lado dizendo a
palavra ‘mindcrime’. Então guitarras pesadas e com um riff vigoroso entram em
cena. Uma música forte, contagiante, com belíssimos solos e uma atuação
perfeita de Geoff Tate nos vocais. Brilhante!





A canção revela como Nikki era ‘ativado’ pelo Dr. X
para executar os crimes planejados pelo chefe da organização. Cita o vício em
heroína da personagem principal e também apresenta como o Dr. X diz ter a cura
para o vício de Nikki.





A hit man for the order


When you couldn't go to school


Had a skin job for a hair-do


Yeah you looked pretty cool


Had a habit doing mainline


Watch the dragon burn


No regrets, you've got no goals


Nothing more to learn













SPEAK





A
quinta canção de Operation: Mindcrime é “Speak”.





“Speak” é uma canção mais acelerada em comparação
com as faixas anteriores, apresentando guitarras um pouco mais rápidas e
bateria em um ritmo um tanto mais frenético. Mesmo os vocais de Tate são mais
agressivos. “Speak” é uma ótima faixa, mais puxada para o Heavy Metal
tradicional.





As letras de “Speak” continuam mostrando como a
organização funciona e como Nikki acabou se tornando um dos meios pelos quais o
Dr. X realiza seus desejos.





They've given me a mission


I don't really know the game yet


I'm bent on submission


Religion is to blame


I'm the new messiah


Death angel with gun


Dangerous in my silence


Deadly to my cause













SPREADING THE DISEASE





A
sexta canção do disco é “Spreading The Disease”.





A canção se inicia com um ótimo trabalho de bateria
que logo dá lugar a um riff muito marcante e com peso. O ritmo também é rápido
e empolgante, com Tate fazendo vocais bastante eficientes. Uma boa música.





“Spreading The Disease” apresenta a personagem
Sister Mary ao ouvinte, explicando como ela era uma prostituta que foi salva
pelo Father William:





Father William saved her from the
streets


She drank the lifeblood from the
Saviour's feet


She's Sister Mary now, eyes as cold
as ice


He takes her once a week


On the altar like a sacrifice













THE MISSION





A sétima faixa do disco é “The Mission”.





“The Mission” se inicia de maneira muito suave, com
a voz de Tate se casando perfeitamente com a belíssima melodia. Após isso,
surgem as guitarras trazendo peso à música, mas de forma mais cadenciada.
Entretanto, mesmo mais pesada, a bela melodia continua pela canção, em
especial, devido aos belos teclados de “The Mission”.





A faixa apresenta o início do envolvimento da
personagem principal, Nikki, com a Sister Mary, como pode ser inferido da
seguinte parte:





Waiting for days longer


Till Sister comes to wash my sins
away


She is the lady that can ease my
sorrow


She sets the pace for my delivery of
pain













SUITE SISTER MARY





A oitava música de Operation: Mindcrime é “Suite
Sister Mary”.





Com mais de 10 minutos de duração, “Suite Sister
Mary” é uma faixa que apresenta belíssimas orquestrações e coros de vozes. A
canção alterna em momentos mais suaves e outros em que a sonoridade é a
característica do Queensrÿche. Musicalmente, é uma obra de arte. Difícil fazer
qualquer comentário em que seja diferente dizer que “Suite Sister Mary” é uma
música espetacular.





A cantora Pamela Moore participa maravilhosamente
da canção, interpretando a personagem Sister Mary. Brilhante!





No início da canção, há o comando para Nikki matar
tanto Sister Mary quanto Father William. Podemos ver a relação entre Nikki e
Mary nas entrelinhas dos versos:





Mary, Mary just a whore for the
underground


They made you pay in guilt for your
salvation


Thought you had them fooled? Now
they've sent me for you


You know too much for your own good


don't offer me faith, I've got all I
need here


My faith is growing, growing tight
against the seam


What we need is trust, to keep us
both alive


Help us make it through the night













THE NEEDLE LIES





A
nona faixa do álbum é “The Needle Lies”.





Sem dúvidas, “The Needle Lies” é a faixa mais
pesada de todo o trabalho. Nela é possível perceber as influências de Heavy
Metal clássico do Queensrÿche. A canção tem um ótimo riff, acelerado, que traz
à mente referências como o Judas Priest. O trabalho da bateria de Rockenfield é
muito bom! Excelente canção.





Nesta música, Nikki está tentando deixar a
organização secreta, mas o Dr. X não permite que o protagonista assim o faça.





Wet and raving


The needle keeps calling me back


To bloody my hands forever


Carved my cure with the blade


That left me in scars


Now every time I'm weak


Words scream from my arm













ELETRIC REQUIEM





A décima faixa do álbum é “Eletric Requiem”,
contendo apenas cerca de 1 minuto e meio de uma tensa sonoridade. Entretanto, é
fundamental para a trama da história, pois é o momento em que Nikki encontra
Mary morta.





BREAKING THE SILENCE





A
décima primeira faixa de Operation: Mindcrime é “Breaking The Silence”.





“Breaking The Silence” é mais uma ótima canção do
álbum, com uma forte veia Hard Rock, apresentando um riff muito inspirado de
guitarra criado por Chris DeGarmo. Nela, Tate atua brilhantemente, casando sua
voz com o ritmo intenso da música. Os solos são inspirados e esbanjam feeling.
Excelente faixa!





Nesta música, Nikki enlouquece e começa a se
comportar de maneira alucinada, enlouquecida.





Breaking the silence of the night


Can't you hear me screaming?


I look for your face in the neon
light


You never answer me













I DON’T BELIEVE IN LOVE





A décima segunda faixa do álbum é “I Don’t Believe
In Love”.





Um riff de alta inspiração no Hard Rock oitentista
abre a canção, que é repleta de uma suave melodia. Em uma construção muito
brilhante, a música alterna passagens bem leves e melódicas com outras mais
pesadas e intensas, como o espetacular refrão. Uma das melhores faixas de toda
a discografia do Queensrÿche.





A letra revela como Nikki sofre sem o amor de Mary,
sentindo demais sua ausência:





I don't believe in love


I never have, I never will


I don't believe in love.


It's never worth the pain that you
feel





“I Don’t Believe In Love” foi lançada como single para
promoção de Operation: Mindcrime. Conseguiu atingir a 41ª posição na parada de
singles norte-americana. É presença praticamente obrigatória em shows e
coletâneas da banda após seu lançamento.













Em 1990, a canção foi indicada para o prêmio de
melhor performance de Heavy Metal.













WAITING FOR 22





A décima terceira faixa do trabalho é “Waiting For
22”, sendo apenas uma canção com pouco mais de 1 minuto.





MY EMPTY ROOM





A décima quarta canção do álbum é “My Empty Room”,
uma pequena música com pouco mais de 1 minuto e meio. Nela, Nikki sofre com
suas memórias e sua solidão.





Empty room
today


And here I sit


Chalk outline upon the wall


I remember tracing it


A thousand times, the night she
died, why?


There's no sleep today, I can't
pretend


When all my dreams are crimes


I can't stand facing them


Now who will come


To wash away my sins


Clean my room, fix my meals


Be my friend?













EYES OF A STRANGER





A décima quinta e última faixa de Operation:
Mindcrime é “Eyes Of A Stranger”.





A canção começa com uma melodia mais tranquila e
depois se torna mais intensa, com um riff em que se percebem influências de
Hard Rock. Tate alterna seus vocais em passagens mais suaves e se tornando mais
agressivo em outras, como no refrão. Outra ótima faixa do trabalho.





Nas letras, “Eyes Of A Stranger” apresenta Nikki
sendo internado em um manicômio. Nos últimos segundos do álbum, Nikki se lembra
de tudo, com o ouvinte podendo ouvi-lo dizer ‘I remember now’.





And I raise my head and stare


Into the eyes of a stranger


I've always known that the mirror
never lies


People always turn away


From the eyes of a stranger


Afraid to know what


Lies behind the stare













Lançada como single, atingiu a 59ª posição da
parada britânica de singles e a 35ª posição na sua correspondente
norte-americana. “Eyes Of A Stranger” se tornou uma das mais conhecidas canções
do Queensrÿche.













Considerações
Finais





O álbum fez bastante sucesso, atingindo a 50ª
posição da parada norte-americana de álbuns, além da 58ª posição de sua
correspondente no Reino Unido, o que é muito para uma banda relativamente
desconhecida na época e que não possui um som tão acessível assim.





Em 1989, houve a realização de uma série de clipes
apresentados na MTV dos Estados Unidos que representavam o álbum, sendo lançado
um VHS chamado Video: Mindcrime.





Em 1990, na Tour do álbum seguinte, Empire (1990),
a banda chegou a se apresentar executando todo o álbum na íntegra, com um palco
em que se apresentavam vídeos, animações e ainda contavam com a participação da
cantora Pamela Moore, interpretando a Sister Mary.





Na turnê para promoção de Operation: Mindcrime, o
Queensrÿche chegou a se apresentar com grandes nomes da época, bandas como Def
Leppard, Metallica e Guns ‘n’ Roses.













Desde então, o álbum Operation: Mindcrime é citado
pela crítica especializada como um dos melhores álbuns conceituais de todos os
tempos no rock, ao lado de nomes como The Wall, do Pink Floyd; e Scenes From A
Memory, do Dream Theater, por exemplo.





Em Abril de 2006, o Queensrÿche lançou a sequencia
de ‘Mindcrime’, Operation: Mindcrime II, o qual incluía a participação do
genial Ronnie James Dio como Dr. X. Na turnê que promoveu o álbum, o grupo
chegou a se apresentar com um palco e produção especial, atores e vídeos
especiais, executando os dois álbuns na íntegra. Um DVD de 2007 chegou a ser
lançado, chamado Mindcrime at the Moore, com uma destas apresentações –
incluindo participação de Dio.





Estima-se que em toda a sua carreira, o Queensrÿche
já superou a marca de 20 milhões de cópias vendidas.





Formação:


Geoff
Tate - Vocal


Chris
DeGarmo - Guitarra, Backing Vocals


Eddie
Jackson - Baixo, Backing Vocals


Michael
Wilton - Guitarra, Backing Vocals


Scott
Rockenfield - Bateria, Percussão, Teclados





Faixas:


01.
I Remember Now (DeGarmo/Tate/Wilton) – 1:17


02.
Anarchy-X (DeGarmo) – 1:27


03.
Revolution Calling (Tate/Wilton) – 4:42


04.
Operation: Mindcrime (DeGarmo/Tate/Wilton) – 4:43


05.
Speak (Tate/Wilton) – 3:42


06.
Spreading the Disease (Tate/Wilton) – 4:07


07.
The Mission (DeGarmo) – 5:46


08.
Suite Sister Mary (DeGarmo/Tate) – 10:41


09.
The Needle Lies (Tate/Wilton) – 3:08


10.
Electric Requiem (Rockenfield/Tate) – 1:22


11.
Breaking the Silence (DeGarmo/Tate) – 4:34


12.
I Don't Believe in Love (DeGarmo/Tate) – 4:23


13.
Waiting for 22 (DeGarmo) – 1:05


14.
My Empty Room (Tate/Wilton) – 1:28


15.
Eyes of a Stranger (DeGarmo/Tate) – 6:39





Letras:


Para o conteúdo das letras, indicamos o acesso a: http://letras.mus.br/queensryche/





Opinião do
Blog:


O Queensrÿche é daquelas bandas difíceis de se
definir um rótulo sobre o seu som – o que é ótimo, na verdade – afinal, eles
mesclam com competência elementos de Heavy Metal, Hard Rock, e Progressivo em
seu som, criando uma identidade musical própria.





Em Operation: Mindcrime, a banda criou uma
verdadeira obra-prima. A história é envolvente, criativa e empolgante. O
desenrolar dos acontecimentos é feito com muita sabedoria e acaba criando
expectativa pela próxima faixa, pelo desfecho da trama.





As letras das canções deixam a entender, também,
críticas aos modelos políticos, sociais e religiosos; e que continuam sendo
atuais, mesmo 24 anos depois.





Musicalmente, não há muito que se dizer sem soar
piegas. Temos uma banda muito talentosa, com músicos extremamente competentes,
explorando muito próximo do limite as suas capacidades. As guitarras são
pesadas ou mais suaves conforme a necessidade, a bateria faz um trabalho muito
bom, os teclados são sempre muito bem colocados e a voz de Geoff Tate costura
exemplarmente tudo isso, sendo sempre precisa.





Músicas como “I Don’t Believe In Love”, “Eyes Of A
Stranger”, “The Mission” e a inacreditável “Suite Sister Mary” falam por si
mesmas. Alie isso a uma produção perfeita, pois cada vinheta ou intermissão nas
canções é feita de maneira exclusivamente para enriquecer todo o contexto.





Embora o maior sucesso comercial do Queensrÿche foi
o álbum Empire (1990), embalado pelo supersucesso de “Silent Lucidity”, foi em
Operation: Mindcrime que a banda criou um disco para a eternidade. Não é
qualquer álbum que a mídia especializada coloca ao lado de obras-primas como
The Wall (Pink Floyd), Tommy (The Who) ou Scenes From A Memory (Dream Theater).





Enfim, um dos maiores álbuns conceituais de todos
os tempos.

BLUE ÖYSTER CULT - AGENTS OF FORTUNE (1976)








Agents
Of Fortune é o quarto álbum de estúdio da banda norte-americana chamada Blue
Öyster Cult. Seu lançamento oficial se deu em Maio de 1976, com sua gravação
ocorrendo entre 1975 e 1976, nos estúdios The Record Plant, na cidade de Nova
Iorque, nos Estados Unidos. A produção do álbum ficou a cargo de Murray
Krugman, Sandy Pearlman e David Lucas.













Para
começar a descrição sobre este ótimo álbum, primeiramente, contar-se-á, em
resumo, um pouco da história do Blue Öyster Cult.





O
grupo teve origem em Long Island, em Nova Iorque, nos Estados Unidos, no ano de
1967, nas vizinhanças da Stony Brook University. O primeiro nome da banda foi
Soft White Underbelly e desde seu início foi influenciada pelo seu manager,
Sandy Pearlman.





A
formação inicial tinha o guitarrista Donald "Buck Dharma" Roeser, o
baterista Albert Bouchard, o tecladista Allen Lanier, o vocalista Les
Braunstein e o baixista Andrew Winters.





O
manager Sandy Pearlman desejava que o Blue Öyster Cult fosse a versão
norte-americana dos ingleses do Black Sabbath. Ele foi muito importante para a
banda, conseguindo contratos para a mesma com gravadoras e também agendando
muitos shows. Além disso, ele forneceu algumas de suas poesias para que a banda
as usasse como letras de músicas.





Outro
escritor que forneceu letras – de seus primórdios – para o grupo foi Richard
Meltzer.





Em
1968, com Pearlman conseguindo um contrato, o Blue Öyster Cult chegou a gravar
material para o que seria um primeiro álbum para a gravadora Elektra Records,
mas quando o vocalista Les Braunstein deixou o grupo, a gravadora acabou
arquivando o disco.





O
substituto de Braunstein foi um dos antigos auxiliares da banda, Eric Bloom. Em
1969, o conjunto ainda se chamava Soft White Underbelly – nome com o qual se
apresentou em shows nas décadas de 70 e 80 em locais bem pequenos. Mas após uma
crítica negativa sobre um show, Pearlman achou que era hora de procurarem um
nome novo.





Eric Bloom










Ainda
em contrato com a Elektra Records – e se chamando Soft White Underbelly – o
grupo gravou mais material para ser lançado como um álbum, mas apenas uma das
faixas foi lançada como single, “What Is Quicksand?”. Foram produzidas e
distribuídas apenas 300 cópias deste material. Este material para o álbum
chegou a ser lançado como disco em 2001, com o nome de St. Cecilia: The Elektra
Recordings.





Depois
de algumas mudanças de nomes – entre eles Santos Sisters – o grupo se firma
como Blue Öyster Cult em 1971.





O
nome veio de um poema escrito pelo manager Sandy Pearlman em 1960, parte de sua
poesia chamada Imaginos (a qual inspirou o álbum de mesmo nome de 1988). Na
obra de Pearlman, Blue Öyster Cult era o nome de uma sociedade de alienígenas
que secretamente se reuniram com o fim de determinar o destino da Terra. Embora
rejeitado inicialmente, a banda acabou aceitando o novo nome.





David
Lucas, produtor e compositor de jingles de Nova Iorque assiste à uma
apresentação do grupo e os leva para o seu Warehouse Recording Studio, no qual
gravam uma fita demo e com a qual o manager Sandy Pearlman consegue uma audição
para a banda junto da gravadora Columbia Records. Clive Davis – presidente da
Columbia Records - gosta do que ouve e assina com a banda.





O
Blue Öyster Cult vai para o estúdio de David Lucas onde gravam as oito faixas
de seu álbum de estreia. Nesta época o baixista Andrew Winters deixa a banda,
sendo substituído pelo irmão do baterista Albert Bouchard, Joe Bouchard.





Com
produção de Murray Krugman e Sandy Pearlman, o álbum de estreia do Blue Öyster
Cult foi lançado em janeiro de 1972, contendo 10 faixas e sendo homônimo ao
grupo.






no primeiro álbum do grupo, aparece o logotipo da banda – uma espécie de
gancho-e-cruz – desenvolvido por Bill Gawlik. Na mitologia grega, este é o
símbolo de Kronos, rei dos Titãs, pai de Zeus. Também é o símbolo de um metal
pesado (Heavy Metal), o chumbo, e definidor do som da banda – o Heavy Metal.













O
álbum de estreia do Blue Öyster Cult apresenta uma sonoridade muito
interessante, com um rock and roll que flerta em demasia com o Hard Rock e o
Heavy Metal dos anos setenta. Nele há músicas que se tornariam clássicos do
grupo como “Cities on Flame with Rock and Roll”, excelente canção, inspirada na
música do Black Sabbath chamada “The Wizard”.





“Cities
on Flame with Rock and Roll” foi lançada como single, mas não obteve maior
sucesso nas paradas correspondentes a este tipo de lançamento.
A
ótima “Stairway To The Stars”, a linda balada “Then Came the Last Days of May”
e a ‘psicodélica’ “Screams” estão no álbum.
Muito bem recomendado pelo Blog.





O
primeiro álbum acabou obtendo repercussão comercial e atingiu a modesta 172ª
posição na parada norte-americana de álbuns. Mais que isso, permitiu que o
grupo conseguisse excursionar com nomes como Alice Cooper e The Byrds.





Em
fevereiro de 1973 sairia o segundo – e ótimo – álbum do Blue Öyster Cult,
chamado Tyranny And Mutation. Os produtores foram os mesmos do primeiro disco
do grupo e foi escrito enquanto a banda fazia a turnê referente ao trabalho de
estreia.





Em
Tyranny And Mutation há excelentes canções do grupo americano. “The Red And The
Black” é uma faixa incrível, Hard Rock veloz e de primeira qualidade. “Baby Ice
Dog” é outra faixa muito inspirada e representa a primeira colaboração da banda
com a cantora Patti Smith.
A pesada “Hot Rails To Hell” e a ótima “Wings Wetted
Down” merecem muito destaque.





Tyranny
And Mutation alcançou a 122ª posição da parada norte-americana de álbuns e
aumentou o sucesso e reconhecimento do Blue Öyster Cult mais um degrau.





Em
Abril de 1974 sai o terceiro álbum do grupo, Secret Treaties. Mais uma vez, a
produção ficou a cargo de Krugman e Pearlman.





Mais
maduros e experientes, a banda se destaca ainda mais em seu terceiro álbum. A
ótima “Carrer Of Evil” traz um excelente rock clássico. “Subhuman” é outra
faixa que esbanja talento e feeling, bem como a mais pesada “Harvester Of
Eyes”, uma grande canção.





Em
Secret Treaties está uma das mais conhecidas e espetaculares músicas do Blue
Öyster Cult, “Astronomy”. Uma faixa cheia de melodia e feeling, mostra como o
grupo compunha brilhantes canções. A canção ganhou uma versão sensacional do
Metallica em seu álbum de covers Garage Inc., de 1998.





Impulsionado
por “Astronomy”, Secret Treatries alcançou a ótima 53ª posição da parada
norte-americana e permitiu que o Blue Öyster Cult fosse a atração principal de
turnês.





Em
fevereiro de 1975 é lançado o primeiro álbum ao vivo do grupo, On Your Feet or
on Your Knees. O disco eleva ainda mais o sucesso da banda, alcançando a 22ª
posição das paradas norte-americana e canadense. Ele se torna um grande sucesso
comercial e permite que o grupo pensasse em voos ainda maiores. Este próximo
voo seria seu próximo álbum de estúdio.





Agora,
trata-se um pouco do processo de criação de Agents Of Fortune. Para economia de
tempo, por vezes se trata o Blue Öyster Cult apenas pelas iniciais BÖC.





Em
1975, com o sucesso de On Your Feet or On Your Knees, a banda chegou a estar em
um dilema. O disco ao vivo consolidou os ganhos obtidos com os três primeiros
álbuns, estabelecendo uma personalidade “Heavy Metal” para o grupo. Entretanto,
o grupo achou que era hora de evoluir e arriscar novidades entropicamente.





Cada
membro da banda começou a desenvolver ideias separadamente para o novo trabalho,
resultando em que cada integrante da banda se tornou mais consciente e protetor
com seus próprios arranjos assim como as identidades próprias foram
desenvolvidas. Antes, o Blue Öyster Cult desenvolvia as ideias musicais em
conjunto; agora, cada membro trouxe uma ideia completa e fundamentada para
apresentar aos demais companheiros.





Blue Öyster Cult, em 1976










O
resultado da experiência foi positivo, com o grupo encontrando um novo
paradigma, uma descoberta de como poderiam funcionar. A banda havia encontrado
um certo platô de sucesso e recentemente chegara de uma turnê (a primeira)
bem-sucedida na Europa. Além disso, os anos trouxeram uma base de fãs com
fidelidade poucas vezes vista.





Pela
primeira vez o BÖC se permitiu gravar fora das facilidades do estúdio da
Columbia, procurando o Record Plant em Nova Iorque. Enquanto o grupo começou a
gravar o que se tornaria Agents Of Fortune, o Aerosmith estava no corredor do
estúdio e o KISS, no andar de cima!





Claro
que Sandy Pearlman e Murray Krugman – os grandes mentores e produtores do grupo
– estavam com eles nesta nova empreitada. David Lucas, que trabalhou no
primeiro álbum da banda, voltou para auxiliar novamente.





A
cantora Patti Smith, velha amiga da banda, emprestou sua voz na canção – além
de ajudar na composição - “The Ballad Of Vera Gemini” em conjunto com o baterista
Albert Bouchard. O mesmo acontece em “Debbie Denise”, um poema de Patti.





A
arte da capa foi criada pelo artista Lynn Curlee.





THIS AIN’T THE SUMMER OF LOVE





A
faixa que abre o álbum é “This Ain’t The Summer Of Love”.





A
faixa é curta, com pouco mais de 2 minutos. É marcada por um riff bem simples,
dotado de algum peso e um ritmo bastante interessante. O vocal é inspirado e o
solo de guitarra contém muito feeling. O vocal na música é feito por Eric
Bloom.





O
refrão é muito bom:





This
ain't the garden of eden


There
ain't no angels above


And
things ain't like what they used to be


And
this ain't the summer of love





“This Ain’t The Summer Of Love” inspirou a música
“Swallow My Pride”, da banda Green River, uma das pioneiras do movimento
Grunge.













TRUE
CONFESSIONS





A
segunda faixa de Agents Of Fortune é “True Confessions”.





“True
Confessions” é uma faixa bastante melódica, com um ritmo bastante suave e
empolgante. Apostando bastante na melodia, os teclados são muito presentes na
canção, apresentando vocais limpos e que se casam perfeitamente com a melodia.





Composta
pelo tecladista Allen Lanier, é ele mesmo quem faz os vocais da música.





A
música não apresenta refrão, tem uma estrutura interessante e letras simples.





True,
true confessions, I lied


True,
true confessions, I lied


Spent
all night with candy's eyes


Dragged
myself cross the warm blind side


Spent
all night with candy's eyes


Dragged
myself cross the warm blind side













(DON’T
FEAR) THE REAPER





A
terceira faixa do álbum é um dos grandes clássicos do Blue Öyster Cult, “(Don’t
Fear) The Reaper”.





Um
riff bastante inspirado, suave e melódico é a base da canção. A guitarra se
destaca muito na canção, tanto fazendo as bases da música, quanto nos solos. O
maior destaque é realmente o envolvente riff, os vocais se casam com perfeição
ao ritmo da faixa, apostando na melodia contagiante.





Escrita
e composta pelo guitarrista Donald (Buck Dharma) Roeser, é o mesmo quem faz os
vocais da canção.





Como
as letras da canção citam o famoso casal Romeu e Julieta de William
Shakespeare, muita gente pensou que se tratasse de uma música sobre pacto
suicida. Mas Buck Dharma afirma que sua intenção foi criar uma canção sobre
amor eterno, que supera a limitação física dos corpos e perdure por toda a
eternidade.





Romeo
and Juliet


Are
together in eternity (Romeo and Juliet)


Forty
thousand men and women everyday (like Romeo and Juliet)





Buck
Dharma afirma que escreveu a canção realmente pensando em uma história sobre o
‘pós vida’. Na época em que compôs a música, Dharma havia sofrido com uma
doença mais séria e que o fez pensar na transitoriedade da existência humana.





Lançada
como single, “(Don’t Fear) The Reaper” atingiu a 12ª posição da parada
norte-americana de singles e a 18ª posição de sua correspondente britânica.
Além disso, permaneceu mais de 20 semanas na parada dos Estados Unidos,
alavancando as vendas de Agents Of Fortune.













Dharma
disse que se assustou ao perceber o sucesso de sua canção. Segundo ele, o BÖC
era uma banda obscura, que tinha certo orgulho em ser underground, sendo uma
banda “anti-single hit”. Mas diante de uma canção tão brilhante, era impossível
não se contagiar pelo sucesso de “(Don’t Fear) The Reaper”.





A
indiscutível qualidade da canção é confirmada por sua presença no 397º lugar da
lista das 500 melhores canções de todos os tempos feita pela revista Rolling
Stone. Também, em 2010, há um dado de que houve 922 mil cópias digitais
vendidas da música.





Obviamente,
é presença obrigatória nos shows do grupo. Um verdadeiro clássico.













E.T.I.
(EXTRA TERRESTRIAL INTELLIGENCE)





A
quarta faixa de Agents Of Fortune é “E.T.I. (Extra Terrestrial Intelligence)”.





Um
riff clássico de Hard Rock, dotado de muita melodia é a base da canção, a qual
é bastante suave. Os vocais são simples, mas se encaixam muito bem com o ritmo
da música. O solo é repleto de feeling, muito bom. Eric Bloom é quem canta
nesta faixa.





Mais
uma composição que conta com a colaboração de Sandy Pearlman e reflete a
característica da banda em apostar em temas de ficção e obscuros.
Grande
música do BÖC!





I'm
in fairy rings and tower beds


"Don't
report this," three men said


Books
by the blameless and by the dead


King
in yellow, queen in red













THE
REVENGE OF VERA GEMINI





A
quinta canção do trabalho é “The Revenge Of Vera Gemini”.





A
canção tem um riff bastante simples que se estende por toda a faixa, ganhando
mais intensidade no refrão. O baixo está muito audível durante toda a música, contribuindo
para a ótima qualidade da canção.





Como
foi dito acima, a amiga de longa data do Blue Öyster Cult, Patti Smith,
auxiliou o baterista Albert Bouchard na composição da canção. Não apenas isto,
os dois são quem estão cantando na música. Grande faixa!













SINFUL
LOVE





A
sexta faixa de Agents Of Fortune é “Sinful Love”.





Com
teclados e guitarras bem marcantes, “Sinful Love” é uma canção repleta de
melodia, contando com vocais bastante marcantes. O riff é empolgante e a música
contagia, com um ritmo bastante envolvente e uma ótima pegada Hard Rock. Grande
faixa.





Outra
vez, quem faz os vocais é o baterista Albert Bouchard, que compôs os riffs da
canção.





The
power that I give you, I'm so sick of your voice


In
my body, You don't give me no choice


But
to boot you, honey, to give you the shove


So
take back your despot, I'll keep you love













TATTOO
VAMPIRE





A
sétima faixa de Agents Of Fortune é “Tattoo Vampire”.





A
música traz um ótimo riff, bem estilo do Hard Rock dos anos setenta. O ritmo se
mantém bem agitado durante toda a canção, contando com bastante empolgação, mas
sem perder a maior característica do grupo que é sempre apostar em melodias
marcantes.





Embora
o riff tenha sido composto pelo baterista Albert Bouchard, os ótimos vocais da
canção são do guitarrista Eric Bloom.
O bom refrão é empolgante:





Grisly
smiles, that don't flake off


Corny-colored
demons leering


Vampire
photos, sucking the skin













MORNING FINAL





A
oitava canção do álbum é “Morning Final”.





Em
“Morning Final”, a banda faz uma introdução de quase 40 segundos na canção,
depois apostando em mais um riff cheio de melodia que se estende por toda a
faixa. O solo é dos mais bonitos de todo o trabalho.





Os
ótimos vocais da música são do baixista Joe Bouchard. Realmente, na opinião do
Blog, uma das grandes canções do disco!
As letras são
características do BÖC, bem obscuras:





Oh
baby don't it make you feel so bad


Dark
clouds are over the street


After
what I read, I can hardly feel my heart...


My heart beat













TENDERLOIN





A
nona faixa do disco é “Tenderloin”.





A
canção começa com um ritmo bastante suave, novamente apostando em uma melodia
contagiante e um riff leve, de Hard Rock clássico. Os vocais são limpos e
harmonizam com a sonoridade instrumental da faixa de maneira muito bem feita.
Eric Bloom é quem canta – muito bem, por sinal.





As
letras são bonitas, como no trecho:





I'm
feeling hungry, have another line


So
faith is taken up


You
raise your eyes say, "That's just like life,


There's
never quite enough. There's just never quite enough













DEBBIE
DENISE





A
décima, e última faixa de Agents Of Fortune, é “Debbie Denise”.





Outra
canção bastante suave, bem próxima de uma balada, assim é “Debbie Denise”. O
baterista Albert Bouchard a canta de maneira muito ‘doce’, o que acaba
combinando com o ritmo da música com total perfeição. Realmente uma faixa muito
bonita.





É
outra canção que foi uma parceria do baterista Albert Bouchard com a cantora
Patti Smith, sendo que “Debbie Denise” era um poema de Patti.





As
letras falam de um caso de amor:





Wanting
me to come close, I guess I noticed


I
couldn't see, so what could I say


That
more affection could I show her


I
had only one thing on my mind


When
I come to her, she'd pin back my hair


And
out past the fields out the window I'd stare













Considerações
Finais





Agents
Of Fortune acabou se tornando um dos maiores sucessos comerciais do Blue Öyster
Cult. Em 1978, o álbum já teria batido a marca de 1 milhão de cópias vendidas
apenas nos Estados Unidos.





Em
termos de paradas de sucesso para álbuns, Agents Of Fortune também é um dos
mais bem sucedidos na discografia do grupo.





Ficou
com a 29ª posição na parada norte-americana, conquistando a 26ª posição na
correspondente britânica, assim como o 28º lugar no Canadá.





Donald 'Buck Dharma' Roeser










A
renomada revista britânica Kerrang! colocou Agents Of Fortune na 62ª posição de
sua lista de The 100 Greatest Heavy Metal Albums of All Time, em 1989. Em 2004,
a revista Q também listou o álbum em sua eleição The Greatest Classic Rock Albums
Ever!





Com
o sucesso do álbum, a base de fãs do Blue Öyster Cult aumentou, os shows foram
se tornando cada vez mais complexos e em lugares maiores, com maior capacidade
de público.





O
Blue Öyster Cult continuou gravando álbuns (alguns muito bons!) e excursionando
ao longo dos anos, tendo recentemente visitado o Brasil. Hoje a banda tem um
status “cult”, alterando sua formação muitas vezes, mas mantendo sua base nos
guitarristas Buck Dharma e Eric Bloom.





Estima-se
que o Blue Öyster Cult já tenha superado mais de 24 milhões de cópias vendidas por todo
mundo.





Formação:


Eric
Bloom – Guitarra, Percussão, Vocal nas faixas 1, 4, 7, 9


Donald
"Buck Dharma" Roeser – Guitarra, Percussão, Vocal na faixa 3


Allen
Lanier – Teclado, Guitarra, Baixo, Vocal na faixa 2


Joe
Bouchard – Baixo, Piano, Vocal na faixa 8


Albert
Bouchard – Bateria, Violão, Percussão, Harmonica, Vocal nas faixas 5, 6, 10





Músicos Adicionais:


Patti
Smith – Vocal em "The Revenge of Vera Gemini"


Randy Brecker – Trompa


Michael Brecker – Trompa


David
Lucas – Vocal, Teclado, Percussão





Faixas:


01. This Ain't the Summer of Love (A.
Bouchard/Krugman/D. Waller) – 2:21


02. True Confessions (Lanier) – 2:57


03. (Don't Fear) The Reaper (Roeser) – 5:08


04. E.T.I. (Extra Terrestrial Intelligence)
(Roeser/Pearlman) – 3:43


05. The Revenge of Vera Gemini (A. Bouchard/Smith) –
3:52


06. Sinful Love (A. Bouchard/Helen Wheels) – 3:29


07. Tattoo Vampire (A. Bouchard/Wheels) – 2:41


08. Morning Final (J. Bouchard) – 4:30


09. Tenderloin (Lanier) – 3:40


10. Debbie Denise (A. Bouchard/Smith) – 4:13





Letras:


Para
o conteúdo das letras, recomendamos o acesso a:
http://letras.mus.br/blue-oyster-cult/





Opinião do Blog:


O
Blue Öyster Cult não é das bandas mais conhecidas do público em geral – leia-se
público não especializado em Rock ‘N’ Roll – mas trata-se de uma banda clássica
do Hard Rock, bastante importante e que influenciou muitos outros grupos, como
Metallica e Iced Earth, apenas como exemplo.





Embora
a ideia inicial do mentor do grupo, Sandy Pearlman, fosse da banda se tornar a
versão norte-americana do Black Sabbath, o grupo acabou tomando um caminho
próprio. Se o Blue Öyster Cult flertou com o Heavy Metal no início de sua
trajetória, foi no Hard Rock que a banda acabou se encontrando.





Talvez
a maior influência do Sabbath para o BÖC seja encontrada na temática obscura
encontrada em boa parte das letras dos americanos, sendo bastante comum a
abordagem a temas de terror e sombrios, com inspiração em autores como Edgar
Allan Poe e Stephen King.





A
característica interessante de diferentes músicos cantarem suas composições,
presente em Agents Of Fortune, mostra a versatilidade dos integrantes da banda.
Além disso, o instrumental de todo o álbum é bastante coeso e de alta
qualidade.





As
guitarras estão sempre presentes e apostam mais na melodia que “apenas” no
peso. Se nos álbuns anteriores o Blue Öyster Cult se alternava entre Heavy
Metal e Hard Rock, em Agents Of Fortune, o grupo aposta mais fortemente no Hard
‘setentista’, sempre esbanjando muita melodia, com ótimos toques de suavidade.
Isto
ocorre nas ótimas "This Ain't the Summer of Love", “Sinful Love” e
“True Confessions”.





A
excelente canção "(Don't Fear) The Reaper" é um grande clássico do
Rock, faixa belíssima e empolgante que demonstra muito da qualidade dessa
grande banda que é o Blue Öyster Cult.





Tanto
o álbum Agents Of Fortune quanto o Blue Öyster Cult são recomendados e
obrigatórios para todos os fãs de um bom Rock And Roll, especialmente quem
curte Hard Rock com bastante melodia.