Heaven
And Hell é o nono álbum de estúdio da banda britânica Black
Sabbath. Seu lançamento oficial ocorreu em 20 de abril de 1980,
através dos selos Vertigo e Warner Bros. (EUA e Canadá). As
gravações aconteceram entre outubro de 1979 e janeiro de 1980, no
Criteria Recording Studios, em Miami, nos Estados Unidos e no Studio
Ferber, em Paris, França. A produção ficou por conta do lendário
Martin Birch.
BLACK SABBATH - HEAVEN AND HELL (1980)
Heaven
And Hell é o nono álbum de estúdio da banda britânica Black
Sabbath. Seu lançamento oficial ocorreu em 20 de abril de 1980,
através dos selos Vertigo e Warner Bros. (EUA e Canadá). As
gravações aconteceram entre outubro de 1979 e janeiro de 1980, no
Criteria Recording Studios, em Miami, nos Estados Unidos e no Studio
Ferber, em Paris, França. A produção ficou por conta do lendário
Martin Birch.
Após
um longo período, o Black Sabbath retorna ao Blog. Como habitual,
primeiro irão se abordarem os fatos que se antecederam ao lançamento do
álbum para, em seguida, construir-se o disco faixa a faixa.
Em
28 de setembro de 1978, o Black Sabbath lançava seu oitavo álbum de
estúdio, Never Say Die!
Embora
tenha atingido a 12ª posição da parada britânica, o disco não
conseguiu repetir o extraordinário sucesso que a banda obteve,
especialmente no início daquela mesma década, particularmente nos
Estados Unidos, onde Never Say Die! ficou apenas na 69ª posição da
principal parada de sucessos do país.
A
turnê em apoio a Never Say Die! começou em maio de 1978, com o Van
Halen como banda de abertura. Críticos musicais da época ficaram
insatisfeitos com o desempenho do Black Sabbath nos shows da turnê,
adjetivando-o como "cansado e sem inspiração".
Isto
ficava ainda mais nítido por conta do Van Halen como banda de
abertura, um grupo jovem e repleto de vitalidade e que estava em
turnê pelo mundo, pela primeira vez.
A
banda filmou uma apresentação no Hammersmith Odeon, em junho de
1978, que mais tarde foi lançada em DVD como Never Say Die. O último
show da turnê, e também a última aparição de Osbourne com a
banda (até as reuniões posteriores) foi em Albuquerque, Novo
México, Estados Unidos, em 11 de dezembro daquele mesmo ano.
Após
a turnê, o Black Sabbath retornou para Los Angeles e, novamente,
alugou uma casa em Bel Air, onde passariam quase um ano trabalhando
em novo material para o próximo álbum.
Naquele
ponto, todo o grupo estava abusando de álcool e outras drogas, mas o
guitarrista Tony Iommi afirma que o vocalista, Ozzy Osbourne, "estava
em um nível totalmente diferente". A banda apresentava novas
ideias para as músicas, mas Osbourne demonstrava pouco interesse e
se recusaria a cantá-las.
A
pressão da gravadora aliada às frustrações com a falta de
interesse e motivação de Ozzy, fizeram Iommi tomar a difícil
decisão de demitir Osbourne em 1979.
Iommi
acreditava que as únicas opções disponíveis eram dispensar
Osbourne ou terminar a banda completamente. "Naquele tempo, Ozzy
havia chegado ao fim", disse Iommi.
O baterista do conjunto, Bill Ward, quem era mais próximo a Osbourne, foi o escolhido por
Tony para dar a notícia ao vocalista, em 27 de Abril de 1979.
O
baterista revelou: "Esperava que eu fosse profissional, mas eu
não poderia ter sido, na verdade. Quando eu estou bêbado é
horrível, eu sou horrível". E completa: “O álcool foi
definitivamente uma das coisas mais prejudiciais para o Black
Sabbath. Nós estávamos destinados a destruir-nos mutuamente. A
banda estava intoxicada, muito intoxicada”.
Ironicamente,
foi Sharon Arden (mais tarde Sharon Osbourne, esposa de Ozzy
Osbourne), filha do manager do Black Sabbath, Don Arden, quem sugeriu
o ex-vocalista do Rainbow, Ronnie James Dio, para substituir Ozzy
Osbourne, em 1979.
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| Ronnie James Dio |
Naquela
altura, Don Arden ainda tentava convencer Osbourne a se juntar
novamente à banda, pois via a line-up original como a mais rentável.
Inicialmente,
Dio e Iommi discutiam a formação de uma nova banda, em vez de uma
continuação do Black Sabbath. A dupla se encontrou novamente, por
acaso, no The Rainbow, na famosa Sunset Strip, em Los Angeles, no
final daquele ano.
Ambos
estavam em situações semelhantes, já que Dio estava buscando um
novo projeto e Iommi perseguia um vocalista. Disse Dio, sobre o
encontro: "Deve ter sido o destino, porque estamos conectados
tão instantaneamente".
Eles
mantiveram contato, via telefone, até Dio chegar à casa de Iommi,
em Los Angeles, para uma sessão bem descontraída. Naquele primeiro
dia, a dupla terminou a canção "Children of the Sea", uma
música que Iommi havia abandonado antes da demissão de Osbourne.
O
Line-up do Black Sabbath era um verdadeiro caos antes da gravação
de Heaven and Hell. Não apenas Osbourne havia recentemente sido
substituído, mas o baterista Bill Ward estava lutando contra
questões pessoais que poderiam levá-lo a, eventualmente, deixar a
banda.
Algumas
gravações demo originais para o álbum contaram com Geoff Nicholls
no baixo, pois o baixista do conjunto, Geezer Butler, estava passando
por um divórcio e seu futuro com o grupo também era incerto.
Na
verdade, quando Dio entrou para a banda, acabou assumindo as posições
de baixista e vocalista, uma vez que já havia o feito em seus tempos
com a banda Elf, no início da década de 1970.
Eventualmente,
Butler retornou e Nicholls permaneceu como tecladista não-oficial da
banda. O baixista Craig Gruber, o qual trabalhou com Dio nas bandas
Elf e Rainbow, também ensaiou com o Black Sabbath durante este
período, embora a verdadeira extensão do seu envolvimento permaneça
desconhecida.
Em
uma entrevista, de 1996, Tony Iommi disse que Gruber ensaiou com a
banda apenas "um pouco", enquanto o baixista declarou que
sua contribuição foi muito mais substancial.
Gruber
afirma ter co-escrito a maioria das músicas do álbum e que, na
verdade, era ele, e não Geezer Butler, quem tocou baixo no álbum.
E, que apesar de não ser creditado por suas contribuições, afirmou
que "chegamos a um acordo financeiro adequado".
Posteriormente,
Iommi declarou em sua autobiografia (de 2011) que Gruber, de fato,
gravou todas as passagens do baixo no álbum Heaven and Hell, mas
que, ao retornar ao grupo, Geezer Butler regravou todas as partes do
baixo para o disco, sem ao menos ter ouvido as faixas do baixo de
Gruber.
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| Tony Iommi |
Heaven
And Hell foi gravado no Criteria Studios, de Miami (o mesmo estúdio
em que a banda havia gravado Technical Ecstasy (1976)) e Ferber
Studios, em Paris.
Dio
sugeriu que o grupo contratasse o produtor Martin Birch para o álbum.
Assim, Birch foi o primeiro produtor que a banda usou desde Master of
Reality, de 1971, pois Iommi havia produzido os álbuns do Sabbath,
desde então, por conta própria.
A
arte da capa do álbum foi retirada de uma pintura do artista Lynn
Curlee, Smoking Angels, inspirada por uma fotografia do ano de 1928,
a qual trazia mulheres vestidas como anjos fumadores em um ambiente
de bastidores, durante uma pausa em um concurso de faculdade. A
ilustração da contracapa do disco é obra do artista Harry Carmean.
Vamos
às faixas:
NEON
KNIGHTS
Já nos primeiros instantes o ouvinte percebe que o Black Sabbath está com uma pegada diferente: mais rápida e urgente. Entretanto, o talento de Tony Iommi continua o mesmo, com um riff primoroso que embala a faixa. Ronnie James Dio mostra a que veio com vocais impressionantes. Excelente!
A
letra envolve o fantástico:
Bloodied
angels fast descending
moving on a never-bending light
phantom
figures free forever
out of shadows, shining ever-bright
A
canção foi lançada como single, atingindo a 22ª colocação na
principal parada britânica de sucessos desta natureza.
"Neon
Knights" foi a última canção composta pela banda para o álbum
Heaven and Hell. Foi rapidamente escrita e gravada no Studio Ferber,
em Paris, durante janeiro 1980; simplesmente para completar o tempo
no primeiro lado do vinil.
As
letras foram escritas por Dio. É a única canção do disco a
realmente contar com a contribuição, como compositor, do baixista
Geezer Butler, o qual foi o letrista principal da banda durante a era
Ozzy Osbourne. Butler esteve ausente durante a maior parte do
processo de composição devido à sua própria incerteza sobre se
queria permanecer no grupo.
“Neon
Knights” esteve quase sempre presente no set list da banda durante
as passagens de Ronnie James Dio nos vocais. O próprio Dio incluía
a música em suas apresentações durante sua carreira solo.
Entre
os inúmeros covers para a faixa, destacam-se o de bandas como Iron
Savior, Queensrÿche e Anthrax.
CHILDREN
OF THE SEA
Uma bela e acústica melodia, encorpada por suaves vocais de Dio, introduz a belíssima "Children Of The Sea". Seu andamento é mais cadenciado, mas intenso e pesado. O refrão é um dos mais incríveis da discografia do Black Sabbath. A seção rítmica formada por Butler e Ward torna tudo ainda mais forte. A fabulosa atuação de Dio só é comparável ao solo de guitarra de Iommi, repleto de feeling e sensibilidade. Música monumental!
A
letra remete à finitude das coisas:
We
made the mountains shake with laughter as we played
Hiding in our
corner of the world
Then we did the demon dance and rushed to
nevermore
Threw away the key and locked the door
Também
foi lançada como single, mas não obteve maior repercussão em
termos das principais paradas de sucesso.
Foi
a primeira canção composta pelo Black Sabbath após a saída de
Ozzy Osbourne, ainda na Jam inicial que Dio fez com Tony Iommi.
LADY
EVIL
Já em "Lady Evil", a banda opta por um andamento um pouco mais rápido, mas com um ritmo mais ousado e malicioso. A guitarra de Iommi apresenta-se dominante e o baixo de Butler dita o andamento da faixa. Outra ótima composição!
A
letra fala de feitiçaria:
Lady
Evil, evil
She's a magical mystical woman
Lady Evil, evil in my
mind
She's queen of the night, but alright
HEAVEN
AND HELL
Após uma fabulosa introdução, a faixa-título desenvolve-se alternando momentos mais cadenciados com outros bem acelerados. É difícil destacar pontos positivos quando um grupo praticamente atinge a perfeição em uma composição. Envolvente, impressionante e cativante; "Heaven And Hell" é uma obra-prima do Heavy Metal. Ps: que o leitor se atente para a atuação soberba de Ronnie James Dio.
A
letra menciona o poder de escolha que cada um de nós possui:
The
lover of life's not a sinner
The ending is just a beginner
The
closer you get to the meaning
The sooner you'll know that you're
dreaming
So it's on and on and on, oh it's on and on and on
It
goes on and on and on, Heaven and Hell
I can tell
Fool, fool
“Heaven
and Hell” é um dos maiores clássicos da história do Black
Sabbath. Mesmo assim, seu single não obteve maior sucesso nas
principais paradas desta natureza.
De
qualquer forma, Ronnie James Dio citava “Heaven And Hell” como
sua música favorita de toda a sua enorme e mais que bem-sucedida
carreira.
Dio,
responsável pela letra da faixa, em uma entrevista para o programa
"Heavy: The Story of Metal", do canal VH1, afirmou que a
canção é sobre a capacidade de cada ser humano escolher entre
fazer o bem e fazer o mal, e, essencialmente, que cada pessoa tem "o
céu e o inferno" dentro de si.
Muitos
lineups posteriores do Black Sabbath incluiriam esta canção em seus
sets ao vivo, sendo cantada pelos (então) seus futuros vocalistas
Ian Gillan, Glenn Hughes, Ray Gillen, e Tony Martin. Rob Halford, do
Judas Priest, também cantou a música com o Black Sabbath em 14 e 15
de novembro de 1992, quando ele preencheu a função de vocalista por
dois concertos.
O
tecladista Geoff Nicholls, que era um músico contratado durante a
gravação deste álbum, é dito como o responsável pela famosa
linha de baixo da música. Tal linha se assemelha a da canção
"Mainline Riders" da banda Quartz, da qual Nicholls era um
ex-membro.
Entre
prêmios, “Heaven And Hell” está na 11ª posição do livro The
Top 500 Heavy Metal Songs of All Time, de Martin Popoff. Também
ficou com a 81ª colocação da lista Best Hard Rock Song of All
Time, de 2009, do canal de televisão VH1.
Bandas
como Stryper, Dream Theater, Overkill e Death Angel, por exemplo, já
fizeram versões para a canção. Também está presente no game
Grand Theft Auto IV.
WISHING
WELL
"Wishing Well" segue a proposta de peso, intensidade e muita melodia que dita boa parte do trabalho e que apresenta um resultado muito bom. O riff principal da canção é bastante envolvente e a seção rítmica novamente esbanja talento. Tudo é completado pela atuação impecável de Dio.
A
letra contrapõe desejo e realidade:
Time
is a never-ending journey
Love is a never-ending smile
Give me
a sign to build a dream on
Dream on...
DIE
YOUNG
Após uma enigmática introdução, "Die Young" está repleta de referência da New Wave Of British Heavy Metal: rápida, direta e muito veloz. O baixo de Butler se destaca bastante, bem como a guitarra de Iommi. Outra canção bem acima da média.
A
letra se refere a viver intensamente:
Ooh!
Gather
the wind, though the wind won´t help you fly at all
Your back´s
to the wall
Chain the sun, and it tears away (and it breaks)
You
as you run, you run, you run
Behind the smile, there´s danger and
a promise to be told:
You´ll never get old – ha!
Lançada
como single, ficou com a 41ª posição na principal parada de
sucesso britânica desta natureza.
Ele
foi tocada ao vivo durante quase todos os concertos da era Dio e,
mais tarde, às vezes com Ian Gillan e Tony Martin nos vocais.
Uma
das versões mais famosas para “Die Young” é da banda Machine
Head, que a gravou na época da morte de Dio, como uma forma de
homenagem.
WALK
AWAY
"Walk Away" possui um riff muito interessante, com um ritmo mais cadenciado e bastante pesado, mas, simultaneamente, recheado de melodia. É uma faixa bastante interessante e que remete aos tempos de Dio no Rainbow. Excelente canção.
A
letra tem conteúdo fantástico:
She
moves in sunlight
Never seen the night at all
Like a star in
the midnight sky
Burns before it falls
I've never been
lonely
And I can't imagine why
Maybe she could be the one to
tell me
I guess it's do or die
LONELY
IS THE WORD
A oitava - e última - faixa de Heaven and Hell é "Lonely Is The Word". Cadenciada e com um peso absurdo, a composição segue com um andamento mais contido, mas repleta de uma intensidade incontrolável. O riff principal é magistral e a atuação de Dio é simplesmente perfeita. A guitarra de Iommi brilha intensamente. Fecha o álbum de maneira excepcional.
A
letra é sobre destino:
I've
been higher than stardust
I've been seen upon the sun
I used to
count in millions then
But now I only count in one
Come on join
the traveler
If you got nowhere to go
Hang your head and take
my hand
It's the only road I know
Considerações
Finais
Heaven
And Hell mudou os rumos da história do Black Sabbath e foi um
trabalho impactante, como sua repercussão em termos de paradas de
sucesso confirma.
Ficou
com a ótima 9ª colocação na principal parada britânica de
álbuns, bem como com a 28ª posição na sua correspondente
norte-americana. Ainda atingiu o 22º e o 25º lugares nas paradas de
Noruega e Suécia, respectivamente.
Greg
Prato, do AllMusic, chama Heaven and Hell de "Um dos melhores
registros do Sabbath" e sustenta que a banda "soa renascida
e reenergizada”.
Dando
ao álbum cinco estrelas, Tyler Munro, do Sputnikmusic, opina:
"Musicalmente, o álbum acelera a coisa, mantendo o som do
Sabbath ... Completa-se com uma linha de baixo lenta e pesada e uma
bateria repetitiva; a faixa título do álbum é muito possivelmente
a melhor coisa que o Sabbath já fez... é uma das melhores canções
de doom metal já gravadas”.
Embora
a adição de Dio revitalizou a banda e trouxe-lhes uma jovem base de
fãs mais entusiasmada, havia alguns críticos e ouvintes que
insistiam em que o Black Sabbath havia sido irremediavelmente
alterado.
A
revista Rolling Stone afirmou: "Embora Dio podesse situar-se com
o melhor deles, o Black Sabbath nunca mais seria o mesmo".
Em
sua autobiografia, Iommi admite, "Nós estávamos fazendo
grandes shows e era difícil para Ronnie ficar à frente de pessoas
que haviam visto Ozzy nessa posição por dez anos. Alguns garotos
odiavam e gritavam: Ozzy, Ozzy! Mas, eventualmente, Ronnie os
conquistou".
O Black
Sabbath excursionou nos EUA ao longo de 1980, com o Blue Öyster Cult
na turnê "Black and Blue", incluindo um show no Nassau
Coliseum, em Uniondale, Nova Iorque, filmado e lançado nos cinemas
em 1981, sob o nome de Back and Blue.
Em
26 de julho de 1980, a banda tocou para 75.000 pessoas em um show com
lotação esgotada em Los Angeles, no Memorial Coliseum, juntamente
com os grupos Journey, Cheap Trick, e Molly Hatchet.
Em
18 de agosto 1980, após um show em Minneapolis, Bill Ward deixou a
banda. "Era intolerável, para mim, entrar no palco sem Ozzy. E
eu bebia 24 horas por dia, o meu alcoolismo estava acelerado".
O
baixista Geezer Butler afirmou que, após o show, Ward chegou bêbado,
falando sobre coisas como "Ele poderia muito bem ser um
marciano". Ward, em seguida, ficou com raiva, e decidiu arrumar
suas coisas, entrar em um ônibus e ir embora.
O
grupo, então, trouxe o baterista Vinny Appice para substituir Ward.
A
banda completou a turnê mundial de Heaven and Hell em fevereiro de
1981, e retornou ao estúdio para começar a trabalhar em seu próximo
disco.
Heaven
and Hell ultrapassa a casa de 1 milhão de cópias vendidas apenas
nos Estados Unidos.
Formação:
Tony
Iommi - Guitarra
Geezer
Butler - Baixo
Bill
Ward - Bateria, Percussão
Ronnie
James Dio - Vocal
Músico
Adicional:
Geoff
Nicholls - Teclados
Faixas:
01.
Neon Knights (Iommi/Butler/Ward/Dio) - 3:53
02.
Children of the Sea (Iommi/Butler/Ward/Dio) - 5:34
03.
Lady Evil (Iommi/Butler/Ward/Dio) - 4:26
04.
Heaven and Hell (Iommi/Butler/Ward/Dio) - 6:59
05.
Wishing Well (Iommi/Butler/Ward/Dio) - 4:07
06.
Die Young (Iommi/Butler/Ward/Dio) - 4:45
07.
Walk Away (Iommi/Butler/Ward/Dio) - 4:25
08.
Lonely Is the Word (Iommi/Butler/Ward/Dio) - 5:51
Letras:
Para
o conteúdo completo das letras, recomenda-se o acesso a:
https://letras.mus.br/black-sabbath/
Opinião
do Blog:
O Blog se dispensa de entrar na improdutiva e patética discussão de qual Black Sabbath é melhor: com Dio ou Ozzy? Cada um que tenha suas preferências, mas o Blog consegue enxergar as inúmeras qualidades de cada uma das formações desta banda essencial para o mundo do Rock.
A chegada de Ronnie James Dio deu um novo rumo ao grupo, trazendo uma sonoridade mais atualizada (para a época) em conformidade com as mudanças que o Heavy Metal sofria na então nascida New Wave Of British Heavy Metal.
Entretanto, o ouvinte atento percebe que a essência do grupo foi mantida, com um som pesado e baseado nos riffs magistrais do gênio da guitarra chamado Tony Iommi.
Iommi entrega uma atuação praticamente perfeita no álbum: seus riffs estão especialmente saborosos, por vezes abusando do peso; em outras, apostando em um andamento mais veloz; mas sempre com um absurdo senso melódico. Nos solos, o guitarrista demonstra sua habitual categoria.
Bill Ward e Geezer Butler formam uma das seções rítmicas mais competentes e entrosadas da história do Rock. E aqui não é diferente, o talento deles está por todos os cantos de Heaven and Hell.
Ronnie James Dio nos entrega uma de suas mais impressionantes atuações em um álbum de Rock. Faltam elogios para se definir como o vocalista emprega a interpretação perfeita para cada momento do disco.
Além disso, Dio empresta todo o seu talento nas letras das canções. Com muita criatividade, elas fogem do lugar comum.
Com canções tão brilhantes, fica difícil apontar as favoritas de um álbum que há muito tempo é trilha sonora da vida de quem faz o Blog. Mas a tradição será preservada!
"Neon Knights" é uma das melhores faixas de abertura de álbuns de Heavy Metal em todos os tempos, com sua intensidade absurda. "Children Of The Sea" é belíssima, misturando peso e sensibilidade em doses perfeitas e complementares. Ainda há a absurda atuação de Ronnie James Dio na sensacional "Lonely Is The Word", emocionante e comovente.
E dispensa maiores comentários a faixa-título. "Heaven And Hell" é um dos hinos supremos de toda a história do Metal.
Enfim, o leitor está diante de um dos melhores álbuns de todos os tempos, uma aula completa de Heavy Metal, contando com a atuação brilhante de todos os envolvidos no trabalho. Ademais, o espetacular Ronnie James Dio entrega uma de suas mais fantásticas atuações, que merece ser ouvida frequentemente pelos amantes do estilo. Álbum essencial, obrigatório e que deu nova vida a uma das maiores instituições da história do Rock: o Black Sabbath!
CREEDENCE CLEARWATER REVIVAL - BAYOU COUNTRY (1969)
Bayou
Country é o segundo álbum de estúdio da banda norte-americana
Creedence Clearwater Revival. Seu lançamento oficial aconteceu em 5
de janeiro de 1969, através do selo Fantasy Records. As gravações
ocorreram no RCA Studios, em Hollywood, Califórnia, durante 1968. A
produção ficou a cargo do próprio John Fogerty.
O
Creedence Clearwater Revival é um dos maiores nomes da história do
Rock. O Blog vai tratar dos fatos que antecederam ao lançamento do
disco e, na sequência, comentá-lo faixa a faixa.
John
Fogerty, Doug Clifford e Stu Cook (todos nascidos em 1945)
conheceram-se na Portola Junior High School, em El Cerrito,
Califórnia, nos Estados Unidos.
Chamando
a si mesmos de 'The Blue Velvets', o trio começou a tocar faixas
instrumentais e "clássicos de juke box" , bem como a
atuarem como banda de apoio para o irmão mais velho de John, Tom
Fogerty, em shows ao vivo e no estúdio de gravação.
Tom
logo se juntaria à banda, e, em 1964, eles assinaram contrato com a
gravadora Fantasy Records, um selo independente de jazz, situado em
San Francisco, e que havia lançado Cast Your Fate to the Wind, um
verdadeiro hit nos Estados Unidos, para o pianista de jazz Vince
Guaraldi.
O
sucesso do disco foi o tema de um especial para a National
Educational Television, o que levou ao jovem compositor John Fogerty
entrar em contato com a gravadora.
Em
meados de 1964, a banda gravou duas músicas para a Fantasy Records,
lançadas no mercado com o formato Single.
Max
Weiss, um dos co-proprietários da Fantasy, inicialmente mudou o nome
do grupo para The Visions, mas quando suas canções foram lançadas
como single, em novembro de 1964, Weiss os renomeou como The
Golliwogs.
Os
papéis de cada membro na banda mudaram muito durante este período.
Stu Cook deixou o piano e foi para o baixo, enquanto Tom Fogerty saiu
dos vocais para a guitarra-base; assim, John tornou-se vocalista do
grupo e principal compositor.
Nas
palavras de Tom Fogerty: "Eu poderia cantar, mas John tinha o
som!”.
Sete
singles foram lançados na área de San Francisco. Embora nenhum
deles estourou nacionalmente, um, "Brown Eyed Girl", fez um
pequeno barulho em Miami, Florida.
![]() |
| John Fogerty |
Eventualmente,
John Fogerty assumiu o controle do grupo, escrevendo todo seu
material, cantando os vocais, e, florescendo em um
multi-instrumentista que tocava teclados, gaita e saxofone, além da
guitarra-solo. Em 1967, ele já estava produzindo as gravações da
banda.
Em
1966, o grupo sofreu um revés quando John Fogerty e Doug Clifford,
tendo recebido convocações, alistaram-se no exército. John entrou
para a Reserva do Exército, enquanto Clifford entrou para a reserva
da Guarda Costeira dos EUA.
Em
1967, Saul Zaentz comprou a Fantasy Records e ofereceu à banda uma
chance de gravar um álbum completo, com a condição de que mudasse
seu nome. Como, de fato, os quatro músicos nunca gostaram de "The
Golliwogs", em parte por causa da carga racial do nome, os
quatro concordaram prontamente.
Zaentz
e a banda concordaram em se reunirem com dez sugestões de nome para
cada, mas chegaram a um acordo, entusiasticamente, bem rapidamente:
Creedence Clearwater Revival (CCR), que surgiu em janeiro de 1968.
De
acordo com entrevistas com os membros da banda, vinte anos mais
tarde, o três elementos do nome vem das seguintes fontes:
O
amigo de Tom Fogerty, Credence Newball, cujo nome eles mudaram para
formar a palavra Creedence (adicionando um E, como na palavra inglesa
creed).
Um
comercial de televisão para a cerveja Olympia ("água limpa",
em inglês clear water).
E
o renovado compromisso dos quatro membros com a banda.
Alguns
dos nomes rejeitados para o grupo incluíram Muddy Rabbit, Gossamer
Wump, e Creedence Nuball and the Ruby, mas o último foi o mote
inicial que levou ao nome definitivo.
Segundo
Stu Cook: "Finalmente, John juntou os três nomes e nós nos
rendemos ao inevitável", e completou: "Um nome mais
esquisito que Buffalo Springfield ou Jefferson Airplane."
Em
1968, John Fogerty e Doug Clifford haviam sido dispensados do serviço
militar, e todos os quatro membros deixaram seus trabalhos para
começarem uma programação intensa de ensaiarem e tocarem em tempo
integral.
Os
programadores de estações de rádio pelos EUA perceberam o conjunto
quando a canção "Susie Q", presente em seu autointitulado
álbum de estreia, recebeu substancial divulagação na área da Baía
de San Francisco e na rádio WLS de Chicago.
Tratava-se
de um cover de uma canção de 1956, gravada pelo cantor de
rockabilly Dale Hawkins.
"Susie
Q "foi o segundo single da banda, mas o primeiro a chegar ao Top
40 (atingiu a 11ª posição). Seria o único sucesso do grupo a
chegar no Top 40 da Billboard que não foi escrito por John Fogerty.
Dois
outros singles retirados da estreia do Creedence foram lançados: um
cover de Screamin 'Jay Hawkins de "I Put a Spell on You"
(que alcançou a 58ª posição da Billboard) e "Porterville"
(lançado pela gravadora Scorpio com a composição creditada a "T.
Spicebush Swallowtail"), composta durante o tempo de Fogerty na
Reserva do Exército.
O
álbum conseguiu o 52º lugar na principal parada de álbuns dos
Estados Unidos, a Billboard.
Depois
de sua descoberta, o CCR iniciou turnês e começou a trabalhar em
seu segundo álbum, Bayou Country, no RCA Studios, em Los Angeles.
Apesar
de seu sucesso recém-encontrado, no entanto, sementes do
descontentamento entre os quatro membros da banda já haviam sido
plantadas, muito devido a John Fogerty assumir o controle do conjunto
em quase todos os níveis.
![]() |
| Stu Cook |
"Houve
um ponto em que nós tínhamos gravado o primeiro álbum. E todo
mundo havia ouvido o meu conselho. Não acho que pensaram muito sobre
isso", Fogerty lembrou a Michael Goldberg, da revista Rolling
Stone, em 1993.
John
continua: "Mas, durante o processo do segundo álbum, Bayou
Country, tivemos um confronto real. Todo mundo queria cantar,
escrever, fazer seus próprios arranjos, o que for, certo? Isso foi
depois de dez anos de luta. Agora tínhamos os holofotes. Os quinze
minutos de fama, de Andy Warhol. "Suzie Q" foi tão grande
como jamais tínhamos visto. Claro, ela realmente nem foi tão
grande... Eu não queria voltar para o lava-rápido".
Já
em outra entrevista, em 2007, John Fogerty analisou novamente aquele
momento da existência do CCR: "Eu determinei, estamos na menor
gravadora do mundo, não há dinheiro atrás de nós, não temos um
manager, não há nenhum publicitário. Nós basicamente não
tínhamos nenhuma das costumeiras máquinas de fazer estrelas, então
eu disse para mim mesmo que teria que fazer isso através da música
... Basicamente, eu queria fazer o que os Beatles haviam feito. E
senti que eu deveria fazer isso sozinho".
A
capa de Bayou Country apresenta uma imagem dos membros da banda sem
foco, obra de Basul Parik.
Vamos
às faixas:
BORN
ON THE BAYOU
Um riff simples embala a primeira faixa do álbum. O ritmo é cadenciado e a melodia possui um bom balanço e certa malemolência, contagiando o ouvinte. O solo de John Fogerty é simples, mas repleto de feeling. Uma excelente canção.
A
letra remete a memórias de uma criança:
Wish
I was back on the Bayou
Rolling with some Cajun Queen
Wishing I
were a fast freight train
Just a choogling on down to New Orleans
“Born
On The Bayou” abriu a maioria dos shows do Creedence Clearwater
Revival, sendo conhecida como uma 'canção assinatura' da banda.
Sobre
o processo de composição da música, John Fogerty se recorda:
“Já
era tarde quando eu estava escrevendo. Eu estava tentando ser um
escritor puro, sem a guitarra na mão, visualizando e olhando para as
paredes nuas do meu apartamento. Apartamentos minúsculos têm
paredes nuas maravilhosas, especialmente quando você não se pode
dar ao luxo de colocar qualquer coisa sobre elas”.
BOOTLEG
Já em "Bootleg", a banda opta por uma abordagem mais direta, até mesmo pela extensão reduzida da faixa. Há a clara influência da música sulista norte-americana, com certa referência country. Ótimos vocais e instrumental impecável.
A
letra fala sobre contravenção:
Take
you a glass of water
Make it against the law
See how good the
water tastes
When you can't have any at all
GRAVEYARD
TRAIN
"Graveyard Train" é a maior música de Bayou Country, superando os oito minutos. Seu início quebra o ritmo até então desenvolvido no álbum, pois possui uma pegada mais soturna e bastante cadenciada. Os vocais de John Fogerty se casam bastante bem com o instrumental em uma grande influência do Blues. John também faz um ótimo papel na gaita. Excepcional momento do álbum.
A
letra é simples e divertida:
On
the highway, Thirty people lost their lives
On the highway, Thirty
people lost their lives
Well, I had some words to holler,
And
my Rosie took a ride
GOOD
GOLLY MISS MOLLY
Em sua quarta faixa, o disco contém uma inspirada execução para o clássico "Good Golly Miss Molly", com destaque total para a guitarra de John Fogerty. Doses exatas de peso e intensidade!
A
letra é em tom de sarcasmo:
Well,
now momma, poppa told me:
"Son, you better watch your
step"
If I knew my momma, poppa, have to watch my dad
myself
Good Golly, Miss Molly, sure like to ball
“Good
Golly, Miss Molly” é um cover do clássico gravado originalmente
pelo astro Little Richard, lançada oficialmente em janeiro de 1958.
A
versão lançada pelo Creedence Clearwater Revival possui uma suave
alteração na letra. Quando na original se ouve “When she hugs me,
her kissin' make me ting-a-ling-a-ling”, John Fogerty canta “Would
you pardon me a kissin' and a ting-a-ling-a-ling?”.
PENTHOUSE
PAUPER
Um rock cadenciado e repleto de swing é a chave de "Penthouse Pauper". Impressiona como a sonoridade do baixo de Stu Cook está presente na faixa, permitindo que a guitarra de John Fogerty estraçalhe nos solos. Um Blues Rock de primeiríssima linha!
A
letra é divertida e trata de alguém querendo provar seu valor:
I'm
the Penthouse Pauper;
I got nothing to my name
I'm the
Penthouse Pauper; baby,
I got nothing to my name
I can be most
anything,
'Cause when you got nothing it's all the same
PROUD
MARY
Para quem já ouviu "Proud Mary", seus acordes iniciais são inconfundíveis. Uma levada suave, melódica e, simultaneamente, repleta de bom gosto. As influências do Country e do Blues são perceptíveis, especialmente do primeiro. Tudo é complementado por um ótimo trabalho vocal. O refrão é contagiante. Composição impecável.
A
letra pode ser inferida como um convite a valorizar o lado bom de
viver:
Cleaned
a lot of plates in Memphis
Pumped a lot of pane down in New
Orleans
But I never saw the good side of the city
Until I
hitched a ride on a river boat queen
“Proud
Mary” é um dos grandes clássicos da história do Rock.
Lançada
como single, fez um sucesso gigantesco, alcançando a segunda posição
da principal parada norte-americana desta natureza. Apenas seu
formato single supera a casa de 1 milhão de cópias vendidas.
Em
uma entrevista de 1969, Fogerty disse que ele compôs a canção nos
dois dias depois de receber alta da Guarda Nacional.
No
encarte para uma reedição ampliada de Bayou Country, lançada em
2008, o crítico musical Joel Selvin explicou que as músicas para o
álbum começaram a serem compostas quando John Fogerty ainda estava
na Guarda Nacional.
Selvin
afirma que os riffs de "Proud Mary", "Born on the
Bayou" e "Keep on Chooglin'" foram concebidos por
Fogerty em um show no Avalon Ballroom, e "Proud Mary" foi
organizada a partir de partes de músicas diferentes, uma das quais
era sobre uma "lavadeira chamada Mary".
O
verso "Left a good job in the city” (tradução: Deixou um bom
trabalho na cidade) foi escrito após a alta de Fogerty da Guarda
Nacional, enquanto o verso "rollin' on the river" veio de
um filme de Will Rogers.
São
inúmeras e incontáveis as versões para “Proud Mary”, sendo
algumas de muito sucesso, como as gravadas por Solomon Burke e a que
foi lançada por Tina Turner.
"Proud
Mary" foi colocada na 155ª posição na lista The 500
Greatest Songs of All Time, da revista Rolling Stone, de 2004.
Tanto a versão original do Creedence Clearwater Revival quanto à
gravada por Ike & Tina Turner, receberam o Grammy Hall of Fame
Awards, em 1998 e 2003, respectivamente.
KEEP
ON CHOOGLIN'
A sétima ´e última - faixa de Bayou Country é "Keep On Chooglin'". Trata-se de uma longa música, a qual supera a casa dos 7 minutos. Nesta canção, quem dita o ritmo é o baixo de Stu Cook, em outro trabalho muito bem feito. A levada com alta carga bluesy é uma constante, com John Fogerty brilhando na guitarra e, especialmente, na gaita. Fecha o trabalho muito bem, com um gostinho de Jam Session.
A
letra possui insinuação sobre sexo:
Maybe
you don't understand it
But if you're a natural man,
You got to
ball and have a good time
And that's what I call Choogling
Considerações
Finais
Embalado
pelo enorme sucesso de “Proud Mary”, o álbum Bayou Country
também fez um grande sucesso comercial e elevou o Creedence
Clearwater Revival a padrões até então inimagináveis para o
grupo.
O
disco atingiu a ótima 7ª posição da principal parada de sucessos
norte-americana, a Billboard. Ficou com a 62ª colocação na
correspondente britânica. Além disso, obteve o 14º lugar na parada
de sucessos canadense.
O
sucesso foi responsável por catapultar a fama sobre o grupo,
estendendo sua agenda de shows e sua turnê.
Em
uma crítica da época, a revista Rolling Stone afirmou que o álbum
sofria de uma falha grave de inconsistência. "Os bons momentos
são muito bons, mas os maus simplesmente não contribuem". A
avaliação foi positiva para as faixas "Born On The Bayou"
e "Proud Mary", mas às outras faixas a publicação
afirmou que faltava originalidade.
No
fim, o álbum é considerado "nem sempre forte, mas o Creedence
Clearwater Revival toca com gosto o suficiente para superar este
problema”.
Já
o site AllMusic, na figura de Stephen Thomas Erlewine, dá ao álbum
4,5 estrelas de um máximo de 5.
Erlewine
afirma: "Abrindo lentamente com a escura e pantanosa "Born
on the Bayou”, Bayou Country revela um seguro Creedence Clearwater
Revival, uma banda que encontrou sua voz entre o primeiro e o segundo
álbum. Não apenas "Born on the Bayou” anuncia que o CCR
descobriu seu som - revela a extensão do mito de John Fogerty".
Bayou
Country é o primeiro de três álbuns que o Creedence Clearwater
Revival lançaria no mesmo ano, 1969, todos de enorme sucesso: Green
River (lançado em agosto daquele ano) e Willy And The Poor Boys (que
saiu em dezembro).
Bayou
Country supera a marca de 2 milhões de cópias vendidas apenas nos
Estados Unidos.
Formação:
Doug
Clifford - Bateria
Stu
Cook - Baixo
John
Fogerty – Guitarra-Solo, Vocais, Harmônica
Tom
Fogerty – Guitarra-Base e Backing Vocals
Faixas:
01.
Born on the Bayou (J.Fogerty) - 5:16
02.
Bootleg (J.Fogerty) - 3:03
03.
Graveyard Train (J.Fogerty) - 8:37
04.
Good Golly Miss Molly (Blackwell/Marascalco) - 2:44
05.
Penthouse Pauper (J.Fogerty) - 3:39
06.
Proud Mary (J.Fogerty) - 3:09
07.
Keep On Chooglin' (J.Fogerty) - 7:43
Letras:
Para
o conteúdo completo das letras, recomenda-se o acesso:
https://letras.mus.br/creedence-clearwater-revival/
Opinião
do Blog:
Quase 5 décadas depois de seu auge, o Creedence Clearwater Revival permanece como um dos grandes nomes da história do Rock. Mesmo com uma duração curta, sua obra deixou um legado inestimável e de grande importância para os fãs do estilo.
Tão grande quanto seu legado somente a ainda enorme massa de fãs do grupo. Especialmente nos Estados Unidos, o conjunto foi um fenômeno musical poucas vezes igualado.
Bayou Country, seu segundo álbum de estúdio, apresenta uma coleção de canções de extremo bom gosto e que são uma amostra da qualidade extraordinária da banda.
Composto por músicos muito talentosos, a banda apresenta uma sonoridade com o melhor do Rock 'n' Roll, recheado por uma forte influência dos gêneros Country, Blues e mesmo o Soul norte-americano. Isto faz com que a identidade musical do Creedence seja única e inconfundível.
O principal destaque individual do trabalho é mesmo o vocalista/guitarrista John Fogerty. Seus vocais são muito bons, assim como os solos de guitarra, que, embora simples, estão repletos de feeling e sensibilidade melódica. John ainda esbanja talento na gaita.
Se não bastassem tantos atributos, John Fogerty pode ser considerado a alma do Creedence Clearwater Revival, uma vez que é o responsável direto pela maior parte das composições do conjunto. Em Bayou Country, ele compôs faixas inesquecíveis.
A animada "Born On The Bayou" é um ótimo exemplo do que é o Creedence Clearwater Revival. Uma canção apaixonante. Assim também o é a Bluesy "Penthouse Pauper", música dotada de uma malícia sonora contagiante.
Dispensável tecer mais elogios à sensacional "Proud Mary", uma das mais conhecidas e importantes faixas da história do Rock. Mas a preferida do Blog é mesmo a sombria "Graveyard Train", composição excepcional.
Enfim, o Creedence Clearwater Revival é uma das mais importantes instituições da história do Rock, sendo obrigatória a audição de sua discografia para qualquer fã de Rock que se preze. Bayou Country é uma amostra da genialidade da banda liderada por John Fogerty e da qualidade soberba de suas canções.
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