Force
It é o quarto álbum de estúdio da banda britânica UFO. Seu
lançamento oficial aconteceu em julho de 1975, com as gravações
ocorrendo no Morgan Studios, em Londres, na Inglaterra. O selo
responsável foi o Chrysalis Records e a produção ficou sob
responsabilidade de Leo Lyons.
UFO - FORCE IT (1975)
Force
It é o quarto álbum de estúdio da banda britânica UFO. Seu
lançamento oficial aconteceu em julho de 1975, com as gravações
ocorrendo no Morgan Studios, em Londres, na Inglaterra. O selo
responsável foi o Chrysalis Records e a produção ficou sob
responsabilidade de Leo Lyons.
Uma
das mais brilhantes bandas do Hard Rock setentista volta ao Blog, o
UFO. Como de costume, primeiro se tratará dos fatos que antecederam
ao lançamento do álbum para depois se abordá-lo, faixa a faixa.
Em
maio de 1974, o UFO lançou Phenomenon, uma das obras de arte
dos anos 1970. Além disso, o álbum marcou a estreia do talentoso
guitarrista Michael Schenker na banda.
Phenomenon
contém canções que se tornaram favoritas dos fãs, como "Doctor
Doctor" e "Rock Bottom".
O
álbum acabou sendo forte influência para a NWOBHM, pois continha
riffs fortes e precisos além de viradas na bateria que encantariam
um certo Iron Maiden.
Até
o momento da turnê do disco, o guitarrista Paul Chapman, ex-Skid
Row, juntou-se ao grupo, mas acabou deixando-o em janeiro de 1975
para se juntar ao Lone Star.
Paul
Chapman foi trazido para que reforçasse o som das guitarras, sendo a
base para que o outro guitarrista, Michael Schenker, brilhasse nos
solos e improvisações.
![]() |
| Michael Schenker e Phil Mogg |
Mas
a parceria duraria apenas até o final da turnê de Phenomenon, pois,
segundo declarações da época, Chapman acabou se desentendendo com
Schenker.
Segundo
Mark Crampton, na realidade, Michael e Paul eram bons amigos, e Paul
deixou o grupo devido a diferenças com o resto da banda, e, além
disso, fazer uma turnê com o conjunto Lone Star, o qual promovia seu
primeiro álbum.
Ainda
em 1975, o tecladista Chick Churchill (do Ten Years After) foi
contratado para adicionar os teclados em seu novo esforço.
Além
disto, a banda também assinou com a empresa Hipgnosis, a responsável
por realizar a arte gráfica de capas de álbuns de bandas como Pink
Floyd, Led Zeppelin, Yes, Wishbone Ash, Genesis, entre outras.
E a
capa de Force It, o futuro álbum do UFO, geraria polêmicas,
chegando a ser proibida nos Estados Unidos, por seu conteúdo sexual.
Durante
anos, os gêneros do casal na banheira eram desconhecidos, e a nudez
estava à beira das normas morais de decência da época.
Os
modelos que fizeram a imagem eram, realmente, Genesis P-Orridge e sua
namorada, Cosey Fanni Tutti, ambos futuramente fariam parte da banda
Throbbing Gristle.
A
obra foi suavizada para o lançamento inicial nos Estados Unidos,
tornando, o casal na banheira, transparente.
![]() |
| Michael Schenker e Pete Way |
Por
fim, a arte da capa é um trocadilho com o título do álbum, havendo
várias torneiras na imagem.
Vamos
às faixas:
LET
IT ROLL
O peso típico do Hard Rock setentista comanda a impecável "Let It Roll". O riff principal da canção é incrível e executado de forma perfeita pelo ótimo guitarrista Michael Schenker. Para acrescentar, a seção rítmica faz um trabalho impecável. A seção mais calma e melódica é envolvente, assim como o solo de guitarra de Schenker.
A
letra é simples e fala de velocidade:
Cold
run speed highway was the place where we all go
When our nerves
were razor sharp, and we all let it roll
Let it roll
Let it
roll, let it roll
Let it roll
SHOOT
SHOOT
Não se engane, "Shoot Shoot" é um Hard Rock venenoso, mas com uma melodia criativa a qual remete ao Rock da década anterior (anos 1960). Claro, Schenker brilha na guitarra, especialmente com um solo infernal, mas o maior destaque são os ótimos vocais de Phil Mogg.
A
letra é divertida e envolve um relacionamento:
I've
really got to get a fast ride out of here
Gotta
get a fast ride out of here
Gotta
get a fast ride out of here
Gotta
get a fast ride out of here now
Foi
o principal single para promover Force It, mas não conseguiu maior
repercussão em termos das principais paradas de sucesso desta
natureza.
HIGH
FLYER
Uma levada simples, melancólica e calma é a marca mais forte de "High Flyer". O baixo de Pete Way dita o ritmo de forma impressiva e Schenker dá uma amostra de seu feeling absurdo no solo de guitarra. Belíssima composição!
A
letra mistura nostalgia e melancolia:
Turn
to summer, goes so fast
Seems
I'll never see you
One
weekend and a photograph
Oh,
all my boyish dreams
Lançada
como single, não repercutiu em termos de paradas de sucesso.
LOVE
LOST LOVE
O peso está de volta em "Love Lost Love", contando com um bom riff e muita distorção da guitarra de Schenker, que é quem comanda a canção, ditando sua intensidade. Os vocais acompanham o ritmo, com boa atuação de Mogg.
A
letra remete à fugacidade da vida de um rockstar:
Partners
in the next bed and they're dancing cheek to cheek
Can't
understand their highbrow conversation
Yes,
you're pretty, who needs a pretty face
With
a hot lips reputation
OUT
IN THE STREET
Os teclados de Chick Churchill estão mais proeminentes em "Out in the Street". A faixa aposta na consagrada fórmula de se manter mais calma e cadenciada, ganhando peso e intensidade durante o refrão. Nesta oscilação entre leveza e peso, o UFO compõe outra bela música. O solo de guitarra de Schenker é brutal!
A
letra conta a história de uma senhorita:
Lady
loves to hang on
Lady
liked a real intellectual
Sweet
sister your still shaking
And
your tragedy is never ending
MOTHER
MARY
"Mother Mary" é uma composição que possui um andamento mais cadenciado, mas abusando de um riff muito pesado, flertando deliberadamente com o Heavy Metal da época. É claro que neste tipo de música o guitarrista Michael Schenker se destaca.
A
letra questiona crenças preestabelecidas:
Try
to make some changes really on the line
Given your religion,
never ever time
All the jokers laughing, queens upon the floor
Don't misunderstand it, baby needs some more
TOO
MUCH OF NOTHING
O peso e intensidade continuam em alta na, inicialmente, sombria "Too Much of Nothing". O refrão possui uma melodia mais amena, contrapondo-se ao clima mais soturno do restante do faixa. A interpretação do vocalista Phil Mogg é excelente e precisa, realçando a sonoridade.
A
letra apresenta sentido de determinismo:
But
the whole world keeps on turnin'
Yes,
the whole world keeps on turnin'
But
the whole world keeps on turnin'
I
just roll along
DANCE
YOUR LIFE AWAY
Nesta canção, o grupo aposta em um bom riff, o qual possui doses precisas de peso, melodia e um balanço inegável, sendo este, realçado pelo excelente trabalho da seção rítmica. O baixo de Pete Way se destaca e dita o ritmo da faixa.
A
letra é uma metáfora sobre o sistema:
California,
you always seem to have the sun
But
I never really got near to it
And
you try your hand at anything you know
Just
to try and earn a dollar
THE
KID'S
A nona - e última - faixa de Force It é "The Kids". A canção apresenta um típico Hard Rock setentista, pesado e intenso, mas sem abrir mão da melodia, esta, realçada pela veia criativa inerente do UFO e de seu guitarrista Michael Schenker. A passagem final da música, instrumental, é uma composição de Schenker chamada "Between the Walls". Genial!
A
letra fala sobre a intempestividade dos jovens:
This
could be for us just any other day
So
come on girl, we really got to get away
It's
the only chance you'll ever have to change
Or
stick in this city will drive you insane
Considerações
Finais
Force
It continuou a fase ascendente de sucesso da banda, mesmo ainda
não sendo seu grande estouro em termos comerciais.
Em
termos das principais paradas de sucesso de álbuns, conquistou a
modesta 71ª posição da principal parada norte-americana do gênero,
a Billboard.
Mais
importante que isto, o álbum serviu para consolidar a nova
sonoridade Hard Rock do grupo que havia começado a se desenvolver no
álbum anterior, Phenomenon.
Eduardo
Rivadavia, do site AllMusic, dá ao trabalho uma nota 4 de um máximo
possível de 5. Destaca que “Michael Schenker e Phil Mogg realmente
começaram a encontrar seu ritmo, como um time de compositores, com
seu segundo álbum em conjunto (e quarto lançamento UFO em geral),
Force It”. E acaba por concluir: “Um dos melhores álbuns
da banda, Force It não decepcionará os amantes do Hard Rock
inglês dos anos 70”.
A
banda continuou excursionando intensamente, fator este que foi
preponderante para o crescimento de sua base de fãs.
Já
em maio de 1976, a banda lançaria seu quinto álbum de estúdio, o
interessante No Heavy Petting.
Formação:
Phil
Mogg - Vocal
Michael
Schenker - Guitarra
Pete
Way - Baixo
Andy
Parker - Bateria
Músicos
Adicionais:
Chick
Churchill – Teclados
Faixas:
01.
Let It Roll (Schenker/Mogg) - 3:57
02.
Shoot Shoot (Schenker/Mogg/Way/Parker) - 3:40
03.
High Flyer (Schenker/Mogg) - 4:08
04.
Love Lost Love (Schenker/Mogg) - 3:21
05.
Out in the Street (Way/Mogg) - 5:18
06.
Mother Mary (Schenker/Mogg/Way/Parker) - 3:49
07.
Too Much of Nothing (Way) - 4:02
08.
Dance Your Life Away (Schenker/Mogg) - 3:35
09.
This Kid's (Schenker/Mogg) - 6:13
Letras:
Opinião
do Blog:
Quem acompanha a página do Blog no Facebook sabe que o estilo carro-chefe do Blog é mesmo o Hard Rock setentista, correspondendo a cerca de 25% de nossos posts. Ou seja, a cada 4 postagens, ao menos 1 aborda um álbum do estilo.
Seria incorreto, talvez até mais que isso, insano, esconder dos nossos leitores o fato de que o UFO é uma das bandas prediletas do Blogueiro. O período em que o guitarrista do grupo foi o sensacional Michael Schenker trouxe ao mundo álbuns incríveis, contando com canções memoráveis, entre as melhores do estilo Hard Rock.
Force It é uma amostra da capacidade aguçada do UFO e, também, da inegável química entre Michael Schenker e Phil Mogg, as duas molas propulsoras e criativas do conjunto britânico. Um verdadeiro fã de Hard Rock não passa insensível à qualidade do disco.
Phil Mogg é um ótimo vocalista. Possui uma voz marcante e, mais que isso, uma grande capacidade de emprestar a interpretação perfeita que a sonoridade instrumental solicita. Uma amostra de todo o seu talento está em "High Flyer".
Michael Schenker é garantia de um trabalho eficiente nas guitarras. Force It conta com uma das melhores atuações da carreira de Schenker, como compositor (ao lado de Mogg) e também como guitarrista, basta ouvir seus riffs e solos, esbanjando seu reconhecido feeling.
Completam o time os ótimos Pete Way (baixo) e Andy Parker (bateria), formando uma seção rítmica pulsante e responsável direta pela qualidade do álbum. As letras são legais, na média geral do Rock.
Force It não seria tão marcante se não possuísse canções tão boas. Aqui não há faixas de preenchimento e a audição do disco é rápida e flui naturalmente.
"Let It Roll" é uma pancada típica do Hard Rock setentista, um clássico do UFO e que dispensa maiores apresentações. "Shoot Shoot" mantém a pegada Hard, mas com influências dos anos 60s. "Out in the Street" é criativa e muito melódica.
A pesada "Too Much of Nothing" disputa o posto entre as melhores do álbum com a suave "High Flyer", uma canção com o DNA melódico do UFO e uma amostra do que a banda é capaz.
Concluindo, Force It é outra pérola dos anos 70s dentro da sonoridade Hard Rock e que o Blog a considera entre seus discos preferidos. Peso, melodia e criatividade se unem de forma brilhante pelas mãos do sensacional grupo britânico UFO, constituindo um dos grandes álbuns da discografia desta que é uma das melhores bandas do estilo. Essencial e obrigatório!
NAZARETH - LOUD 'N' PROUD (1973)
Loud
'n' Proud é o quarto álbum de estúdio da banda escocesa Nazareth.
Seu lançamento oficial aconteceu em novembro de 1973, através do
selo Mooncrest. As gravações ocorreram durante aquele mesmo ano e a
produção ficou sob a responsabilidade de Roger Glover.
O
Nazareth volta ao Blog com outro de seus álbuns mais importantes. O
Blog vai tratar dos fatos que antecederam ao lançamento do álbum
para depois se ater ao disco propriamente dito.
Em
maio de 1973, o Nazareth lançava o clássico Razamanaz.
O
álbum acabou sendo o primeiro sucesso comercial do grupo,
especialmente no Reino Unido, onde alcançou o 11º lugar na
principal parada de sucessos daquele país.
Dois
singles de muito sucesso extraídos do trabalho foram “Bad Bad Boy”
e “Broken Down Angel”. Ambas atingiram o Top 10 da parada de
singles britânica.
![]() |
| Manny Charlton |
A gravadora com a qual o Nazareth estava assinado, a Mooncrest (uma
subsidiária da B&C – bem como foi seu primeiro selo, o
Pegasus), quis manter a curva ascendente de sucesso do grupo.
Isto
pode ser sentido do ponto de vista da gravadora B&C - a empresa
não perdeu a fé no Nazareth, mesmo quando Exercises, de 1972, seu
segundo álbum de estúdio, em partes inspiradas pelo clássico
American Beauty, do Grateful Dead, fracassou, e agora a companhia
queria um retorno sobre o investimento que foi feito na banda.
Desta
forma, o Nazareth se viu de volta ao estúdio trabalhando em um novo
álbum no prazo de apenas seis meses do lançamento de Razamanaz.
O
grande estouro da banda no Reino Unido se deu muito pela força de
suas próprias composições presentes no álbum Razamanaz.
Com a mesma formação que o havia gravado, para seu sucessor, o
grupo trouxe a ideia de fazer covers totalmente frescas, com canções
fortes escritas por outros artistas e que lhes trouxeram sucesso no
exterior.
Uma
amostra disto foi o sucesso do cover para “This Flight Tonight”,
especialmente no Canadá. Ela foi retirada do grande álbum Blue,
da cantora canadense Joni Mitchell, lançado em 1970.
Na
verdade, o Nazareth praticamente reescreveu a composição.
O
que eles fizeram foi levar a música de suas raízes, uma balada de
forte inspiração Folk, para linhas pesadas próximas ao Heavy Metal
da época.
Não
admira, então, que Joni Mitchell ficou tão atordoada quando a ouviu
e acabou amando esta versão, chegando mesmo a chamá-la de uma
canção do Nazareth a partir de então.
Outra
coisa que o Nazareth estava prestes a descobrir sobre a música
como negócio, e seu caminho para o sucesso em uma escala global, foi
a de que não há como contabilizar os gostos diferentes, no mercado
de singles de país para país.
![]() |
| Darrell Sweet |
Por
exemplo, as músicas que eles lançaram como singles na América do
Sul (especialmente no Brasil) tornaram-se grandes sucessos por lá,
embora essas mesmas composições nem sequer tenham tocado nas rádios
em qualquer outro lugar do mundo.
A
capa de Loud 'n' Proud apresenta um pavão e é obra do artista Dave
Field.
Vamos
às faixas:
GO
DOWN FIGHTING
Já em sua primeira faixa, Loud 'n' Proud mostra a que o Nazareth veio. A canção possui um riff forte, a presença muito intensa do baixo de Pete Agnew e ótima atuação do vocalista Dan McCafferty. Peso, swing e melodia em doses precisas.
A
letra fala sobre espírito de luta:
Well
I know you're thinkin'
That
the odds is on your side
But
the first thing you gotta learn is
That
it just don't come down to size
I
can see the seeds of doubt
Begin
to grow on your face
If
you wanna back down now
You
know that's no disgrace
NOT
FAKING IT
O ritmo continua pesado, intenso, embora com o balanço típico do Hard Rock do Nazareth. Em "Not Faking It", o grupo aposta em uma sonoridade mais agressiva, a qual lembra o Deep Purple, mas que é amenizada durante o ótimo refrão.
A
letra é divertida e brinca com figuras históricas:
Tricky
dicky was a fast talker
But
his promises were always a lie
Nostradamus
was a doomwatcher
Predicted
when we're gonna die
Cleopatra
was a love giver
Jesse
James was a born killer
Me,
I'm just a rock'n'roll singer
TURN
ON YOUR RECEIVER
A guitarra de Manny Charlton é um ótimo destaque desta composição, ditando o ritmo e promovendo o 'balanço' da canção com um riff muito criativo. O solo do guitarrista também é ótimo. Boa música.
A
letra brinca com a fé:
Turn
on your receiver
There's
a message comin' through
Keep
your hands off my woman
Keep
your hands to yourself
Keep
your hands off my woman
TEENAGE
NERVOUS BREAKDOWN
Já nesta faixa, o Nazareth desenvolve uma típica sonoridade dos tempos iniciais do Hard Rock, ou seja, muito baseada no Blues norte-americano. O baixo de Pete Agnew é quem determina o balanço. Ótima presença dos vocais de McCafferty.
A
letra fala sobre o próprio Rock 'n' Roll:
Well,
some contend that this rock'n'roll
Is
bad for the body, bad for the soul
Bad
for the heart, bad for the mind
Bad
for the deaf and bad for the blind
It
makes some men crazy and then they talk like fools
It
makes some men crazy and then they start to drool
Trata-se
de um cover para “Teenage Nervous Shakedown”, canção da banda
norte-americana Little Feat, presente em seu álbum Sailin' Shoes,
lançado em 1972.
FREE
WHEELER
Já em "Free Wheeler", o andamento é mais cadenciado, mas o grupo não abre mão do seu peso típico. As incursões da guitarra de Manny Charlton são precisas e oferecem o seu (ótimo) típico feeling. O bom trabalho de percussão é feito por Roger Glover, produtor do álbum e baixista do Deep Purple.
A
letra fala sobre liberdade:
I'm
a freewheeler, living undercover
When
things get hot I have to move out fast
When
they know I'm lyin', the women come cryin'
But
still I go the road I choose to go
THIS
FLIGHT TONIGHT
Em "This Flight Tonight", o Nazareth faz um grande trabalho. A atuação do vocalista Dan McCafferty é brilhante, bem como a do baixista Pete Agnew. A fusão de intensidade, melodia e malícia é muito bem construída. Versão muito interessante.
A
letra fala sobre o amor:
It
wasn't the one that you gave to me
That
night down south between the trailers
Not
the early one that you wish upon
Not
the northern one that guides in the sailors
“This
Flight Tonight” acabou por se tornar uma das canções favoritas
dos fãs do Nazareth.
Conforme
foi dito, trata-se de uma versão cover para “This Flight Tonight”,
da cantora canadense Joni Mitchell, presente em seu álbum Blue,
de 1970.
O
baixista Pete Agnew relembrou em uma entrevista que a banda ouvia
muito Joni Mitchell nas vans que os levavam para shows, sendo Blue
o disco favorito e “This Flight Tonight” a canção predileta.
Joni
acabou gostando muito da versão que o Nazareth fez para a sua
música, especialmente depois que o single se tornou um grande
sucesso internacional. Certa feita, em um show dela em Londres, ela
fez uma homenagem muito cortês ao grupo, afirmando ao tocar “This
Flight Tonight”: “'I'd like to open with a Nazareth song'!”
(algo como: “Eu gostaria de abrir (o show) com uma canção do
Nazareth”).
“This
Flight Tonight” foi o principal single lançado para promover Loud
'n' Proud. Atingiu o ótimo 11º lugar na principal parada britânica
desta natureza. Também conquistou o 27º lugar na parada canadense
de singles, bem como a 1ª posição na correspondente alemã, país
no qual se tornou um gigantesco sucesso.
CHILD
IN THE SUN
O ritmo intenso e urgente de Loud 'n' Proud cai vertiginosamente em "Child in the Sun", mas isto não é necessariamente ruim. A composição possui um andamento mais arrastado, pouco peso e uma melodia calma e suave. O bom trabalho da seção rítimica e da guitarra de Manny Charlton apenas realçam a atuação impecável dos vocais de McCafferty.
A
letra fala sobre busca de redenção:
Take
me down to the river
Take
me down to the sea
Where
I can drown all my sorrows
Wash
all my troubles away
Watch
all my cares sail away
THE
BALLAD OF HOLLIS BROWN
A oitava - e última - faixa de Loud 'n' Proud é "The Ballad of Hollis Brown". O Nazareth apresenta um ritmo intenso, bem pesado, mas lentamente desenvolvido, tornando a canção bastante arrastada. A atuação impecável de McCafferty, em conjunto com a sonoridade desenvolvida, transmite de maneira precisa o desespero apresentado na letra.
A
letra fala sobre desespero:
Way
out in the wilderness a cold coyote calls
Way out in the
wilderness a cold coyote calls
Your eyes fix on the shotgun
That's
hangin' on the wall
Trata-se
de uma versão para o Blues, composto pelo cantor e compositor
norte-americano, Bob Dylan, de mesmo nome. Ela foi originalmente
lançada em 1964, no álbum de Dylan chamado The Times They Are
A-Changin'.
A
letra conta a história de um fazendeiro que, desesperado com a
pobreza, acaba matando toda a família e se suicidando também.
Considerações
Finais
Catapultado
pelo sucesso da versão para “This Flight Tonight”, Loud 'n'
Proud acabou conseguindo o seu objetivo de manter o Nazareth em
sua linha ascendente de sucesso.
O
álbum acabou conquistando o ótimo 10º lugar na principal parada
britânica de discos, enquanto ficou com a modesta 150ª posição na
correspondente norte-americana. Em compensação, angariou as ótimas
9ª e 17ª colocações nas paradas de Noruega e Canadá,
respectivamente.
Tão
importante quanto o sucesso comercial e de crítica foi o fato de
Loud 'n' Proud solidificar o estilo estético/sonoro que a
banda havia projetado em Razamanaz, mostrando que o grupo
estava no caminho certo.
Ao
lançamento do álbum se seguiu uma outra bem-sucedida turnê.
E
em cerca de 6 meses após o lançamento de Loud 'n' Proud, o grupo já
soltava seu novo trabalho para aproveitar o sucesso crescente, o
ótimo Rampant, de 1974.
Formação:
Dan
McCafferty - Vocal
Darrell
Sweet - Percussão, Bateria, Backing Vocals
Pete
Agnew - Baixo, Fuzz Bass (8), Backing Vocals
Manny
Charlton - Guitarra (solo, slide e acústica), Backing Vocals
Faixas:
01.
Go Down Fighting (Agnew/Charlton/McCafferty/Sweet) - 3:07
02.
Not Faking It (Agnew/Charlton/McCafferty/Sweet) - 4:01
03.
Turn On Your Receiver (Agnew/Charlton/McCafferty/Sweet) - 3:19
04.
Teenage Nervous Breakdown (George) - 3:43
05.
Free Wheeler (Agnew/Charlton/McCafferty/Sweet) - 5:31
06.
This Flight Tonight (Mitchell) - 3:24
07.
Child in the Sun (Agnew/Charlton/McCafferty/Sweet) - 4:51
08.
The Ballad of Hollis Brown (Dylan) - 9:11
Letras:
Para
o conteúdo completo das letras, recomenda-se o acesso a:
https://www.letras.mus.br/nazareth/
Opinião
do Blog:
Loud 'n' Proud é o outro fruto da fase mais interessante, prolífica e criativa do Nazareth, em outras palavras, o início dos anos 70. O conjunto de canções presentes na obra são uma boa amostra do alto nível que o grupo apresentava em seu início de carreira.
Ao se escutar o disco, é bastante palpável o nível de entrosamento dos músicos que compunham o Nazareth, bem como suas qualidades. A seção rítmica formada pelo baixista Pete Agnew e o baterista Darrell Sweet dita o ritmo e oferece o swing característico do Hard Rock do conjunto escocês.
O bom guitarrista Manny Charlton promove riffs e solos que apontam para sua sensibilidade e feeling aguçados. Mas o Blog destaca o vocalista Dan McCafferty, a quem julga bastante subestimado, pois, sua voz marcante e sua atuação altamente impressiva, são, muito possivelmente, as grandes responsáveis pela qualidade do trabalho.
As letras merecem uma conferida, especialmente a de "The Ballad of Hollis Brown", imprescindível para a compreensão da proposta musical da faixa.
Loud 'n' Proud, se tem um pecado, é o alto número de versões cover (3 de 8 faixas), mesmo que o resultado final delas seja elevado.
As pesadas e 'hardeiras' "Go Down Fighting" e "Not Faking It" já abrem o álbum em ritmo intenso e acelerado, despejando adrenalina no ouvinte. O mesmo acontece com a excelente "Free Wheeler", bem possivelmente, a preferida do Blog.
Ainda merecem destaque a grande versão para "This Flight Tonight" e a tocante balada "Child in the Sun", a qual possui uma atuação soberba de McCafferty.
Enfim, Loud 'n' Proud é outro trabalho de peso na discografia do Nazareth, apresentando uma banda em ascensão e cujo ápice seria o inesquecível Hair of the Dog (1975), ao menos em termos comerciais. Concluindo, o RAC recomenda tanto a discografia inicial do grupo escocês quanto o ótimo Loud 'n' Proud, este, uma boa amostra do que o Hard Rock setentista era capaz.
NAZARETH - LOUD 'N' PROUD (1973)
Loud
'n' Proud é o quarto álbum de estúdio da banda escocesa Nazareth.
Seu lançamento oficial aconteceu em novembro de 1973, através do
selo Mooncrest. As gravações ocorreram durante aquele mesmo ano e a
produção ficou sob a responsabilidade de Roger Glover.
Assinar:
Comentários (Atom)














