DOKKEN - TOOTH AND NAIL (1984)







Tooth
and Nail é o segundo álbum de estúdio da banda norte-americana
chamada Dokken. Seu lançamento oficial aconteceu em 14 de setembro
de 1984, através do selo Elektra Records. As gravações ocorreram
entre abril e agosto daquele mesmo ano, nos estúdios Cherokee
Studios, em Hollywood, nos Estados Unidos. A produção é assinada
por Tom Werman e por Roy Thomas Baker.






Mais
de 5 anos depois, é hora do ótimo grupo Dokken retornar às nossas
páginas do RAC, com outro de seus trabalhos memoráveis. As origens do
grupo podem ser encontradas aqui. Neste post, vai-se ater aos fatos
que antecederam ao lançamento do álbum em questão.










Breaking
the Chains





Em
1981, o selo francês Carrere Records lançou o álbum de estreia do
grupo, Breaking the Chains, apenas na Europa.





O
disco foi gravado na Alemanha, onde Dokken criou estreitos laços com
Michael Wagener, produtor musical e engenheiro de som do gigante
alemão Accept. E foi a gerente do grupo alemão, Gaby Hauke,
quem conseguiu o contrato do conjunto com a gravadora francesa.





O
álbum saiu com o nome de Breakin' the Chains e sob o nome de
Don Dokken, além de alguns nomes de canções grafados de
modo errado. Naquela época o grupo era formado pelo líder e
vocalista da banda Don Dokken, pelo guitarrista George Lynch, pelo
baixista Juan Croucier e pelo baterista Mick Brown.





Esta
versão contém algumas mixagens e títulos diferentes de músicas da
edição posterior norte-americana. “Paris is Burning” é chamada
apenas de “Paris” e é, na verdade, uma versão de estúdio em
oposição à gravação ao vivo em Berlim de dezembro de 1982. O
álbum também continha uma música chamada “We're Illegal”, que
mais tarde foi transformada em “Live to Rock”.





De
volta aos Estados Unidos, o Dokken agora era gerenciado por
Cliff Bernstein, o qual fez a banda assinar contrato com a Elektra
Records para o lançamento do disco nos Estados Unidos, Breaking
The Chains
, em versão remixada para o mercado americano.





Breaking
the Chains
foi lançado no mercado norte-americano em 18 de
setembro de 1983, pelo selo Elektra Records.





A
banda fez uma turnê de arena, nos EUA, apoiando o Blue Öyster Cult, em 1983, mas, ao seu final, o conjunto ficou com pouco
dinheiro e quase foi demitido da gravadora devido à falta de sucesso
do disco.







Don Dokken





O
álbum foi considerado um fracasso comercial pela gravadora, que teve
a intenção de desfazer o contrato com a banda. No entanto, o
gerente do
Dokken, Burnstein, convenceu a Elektra de que eles
poderiam fazer um álbum mais bem-sucedido, que se materializou no
disco seguinte.





A
faixa-título, “Breaking the Chains”, foi eleita a 62ª colocada
como melhor música de Hard Rock de todos os tempos, pelo canal de tv
VH1.





Embora
a banda tenha sido muito popular na Europa durante esse período,
eles ainda não haviam feito progressos comerciais nos Estados
Unidos. Revistas como a Kerrang! publicaram sobre o
Dokken no Reino Unido.





Tempos
conturbados





Com a ameaça de ter seu contrato com a Elektra Records encerrado, o
Dokken partiu para sua “última chance” com a gravadora,
literalmente, com as costas contra a parede.





Mas os problemas começariam a surgir.





Primeiro, o baixista Juan Croucier deixou o grupo para se juntar ao
Ratt, cuja carreira, estava prestes a decolar.





Em segundo, mas não menos importante: o guitarrista George Lynch
havia desistido e voltado à banda, várias vezes.





Era evidente, desde o início, uma incompatibilidade manifesta de
caráter entre Lynch e o vocalista Don Dokken, impedindo que ambos
trabalhassem juntos e, mais de uma vez, deflagrassem uma hostilidade
aberta.





Durante as idas e vindas de Lynch, Don Dokken testou outros
guitarristas, incluindo Warren DeMartini, o qual, mais tarde, também
se juntaria ao Ratt. Paralelamente, Lynch fez uma audição
para a banda de Ozzy Osbourne, como possível substituto do
falecido Randy Rhoads, mas não foi selecionado. Assim, finalmente,
decidiu-se por permanecer com o Dokken após o lançamento de
Breaking the Chains nos EUA.





Para preencher a vaga de baixista, o gerente da Shrapnel Records,
Mike Varney, sugeriu a Don Dokken um membro de sua própria banda,
Cinema, chamado Jeff Pilson. Ele se juntou ao conjunto após
uma audição, em 1984.







George Lynch





Criação
e Composição





George Lynch começou a juntar riffs de guitarra e outras ideias
musicais em um gravador de quatro canais, em sua casa, em 1983, logo
sendo acompanhado pelo baixista Pilson e pelo baterista Mick Brown.





Os três formaram uma equipe compositora coesa, a qual produziu
várias demos, incluindo letras e vocais. Don Dokken foi excluído
deste estágio criativo, trabalhando em músicas e letras por conta
própria ou com Pilson.





A balada “Alone Again” foi o resultado de uma colaboração de
Don com Pilson e é a reformulação de uma música escrita por
Dokken em 1975. Lynch se opôs a inclusão da música no futuro
álbum, pois ele não queria que o mesmo contivesse baladas, mas
finalmente foi convencido de outra forma.





De acordo com Don Dokken, a banda compôs 25 músicas neste período,
as quais foram reduzidas às 10 melhores.





Problemas
na produção





Antes da pré-produção começar, Don Dokken propôs, como produtor,
seu amigo alemão Michael Wagener, cujo currículo incluía obras com
Accept, Raven, Great White e a produção e
engenharia de Breaking the Chains.





Previsivelmente, a amizade de Wagener com Dokken e, mais importante,
a insatisfação de Lynch com o som do álbum de estreia, trouxeram a
rejeição da proposta do vocalista pelo resto da banda. A Elektra
Records selecionou o especialista Tom Werman para produzir o disco.
Tom já havia produzido trabalhos muito bem-sucedidos com nomes de
peso como Cheap Trick, Molly Hatchet, Ted Nugent.





Werman esteve presente nos ensaios, ajudando a selecionar e a
organizar as músicas antes da produção começar. A gravação do
álbum começou no Cherokee Studios, em Hollywood, na Califórnia,
contando com o engenheiro de som, Geoff Workman, cuja personalidade e
comportamento errático não se encaixavam facilmente com a direção
de Werman. Este relacionamento problemático foi o ingrediente que
faltava ao choque crescente de egos entre Lynch e Dokken. Tudo foi
ainda extremamente exacerbado pelo abuso de cocaína e álcool por
músicos e técnicos.





Tentando apagar incêndios, Werman estabeleceu um horário de
trabalho para que evitasse a presença simultânea do guitarrista e
do vocalista no estúdio, com a gravação de Don com o resto da
banda no final da manhã e à tarde; e do guitarrista à noite. Este
arranjo foi mantido por toda a permanência de George Lynch na banda,
já que ele e Dokken nunca trabalharam juntos em um estúdio de
gravação.







Jeff Pilson


Após algumas semanas de trabalho, a situação explodiu quando Lynch
rejeitou violentamente os apelos de Werman para alguns de seus solos
de guitarra e, por fim, recusou-se a trabalhar novamente com o
produtor.





Werman se encheu daquilo tudo, desistiu e partiu para férias de
verão com sua família, fazendo com que Don Dokken solicitasse
novamente a contratação de Michael Wagener para completar as
gravações e mixar as faixas.





Apesar do acordo entre Werman e Burnstein sobre o envolvimento de
Wagener, o resto da banda continuou a recusá-lo, comprometendo o
lançamento do disco.





O vocalista expressou suas preocupações aos executivos do selo e
pediu a eles que interviessem e trouxessem Wagener para finalizar o
álbum. A Elektra acabou atendendo o pedido de Dokken, mas também
contratou o produtor britânico Roy Thomas Baker, famoso por seu
trabalho com Queen, Journey e The Cars - e por
seu estilo de vida hedonista.





A principal tarefa de Baker foi manter a banda em controle e ocupada,
enquanto Wagener gravava os vocais principais à noite, além de
mixar o álbum, ajudado secretamente por Dokken.





A produção também superou o desaparecimento súbito e inexplicado
de Lynch, por uma semana, e terminou a gravação e mixagem em agosto
de 1984.





A musicalidade do álbum varia entre faixas rápidas e agressivas e
baladas pop e melódicas, representando uma transição do Heavy
Metal clássico para o Glam Metal mais comercial.





Vamos às faixas:





WITHOUT WARNING





"Without Warning" possui menos de 2 minutos e serve como introdução para o álbum.













TOOTH AND NAIL





"Tooth and Nail" é uma faixa que vai direto ao ponto, sem muitos rodeios e nem muito alarde. O ritmo é rápido, o andamento veloz e o peso está presente. A sonoridade é praticamente um Heavy Metal, com grande trabalho do baterista Mick Brown e do guitarrista George Lynch.





A letra pode inferir o momento pelo qual a banda passava:





Last generation, reckless and free


Up against the odds


Thoughts of revenge are going through me


Fate lies in the cards













JUST GOT LUCKY





Já em "Just Got Lucky", a banda aposta no Hard Rock com bastante pegada oitentista, com presença de teclados e um refrão bastante pegajoso, no bom sentido do termo. O baixo de Jeff Pilson dita o ritmo e Don Dokken capricha nos vocais.





A letra fala de um relacionamento conturbado:





Now that is over and I've seen right through


Not looking back again I'll start anew


Was making love to you such a wasted time


Maybe I love you, still, I'll get you off my mind





“Just Got Lucky” foi lançada como single, mas não obteve maior
repercussão nas principais paradas de sucesso.





Há um fato curioso sobre “Just Got Lucky”.





Em 1985, enquanto o Dokken e a banda Dio estavam fazendo shows no
Havaí, o grupo decidiu filmar um videoclipe para o single “Just
Got Lucky”.





O conjunto gostaria de filmar o solo de guitarra de Lynch em cima de
um vulcão ativo. Durante a filmagem, a atividade sísmica se
desenvolveu e o vapor começou a se intensificar, dificultando a
respiração de George.





O guitarrista, posteriormente, afirmou que podia sentir o calor
através dos sapatos, mas continuou tocando. À medida que a noite
caiu, os guardas do parque vieram avisar a banda e a tripulação que
precisavam sair imediatamente.





Eles estavam no avião quando o vulcão, mais tarde, entrou em
erupção e a equipe de filmagem passou cerca de uma hora dando
voltas acima dele para imagens extras.













HEARTLESS HEART





"Heartless Heart" mantém a pegada Hard Rock/Glam Metal, contando com um ritmo cadenciado, mas com peso na medida certa. O riff base da canção é excelente, em outro trabalho muito bom de George Lynch. Os Backing Vocals são muito bem construídos.





A letra fala sobre uma garota:





You got a heartless heart
Got a heart of stone
You got a
heartless heart
And it's just gonna bring you down













DON'T CLOSE YOUR EYES





Outra vez soando pesado e intenso, é desta maneira que o Dokken aparece em "Don't Close Your Eyes". A guitarra de George Lynch está ainda mais destacada, com bastante distorção e seu timbre inconfundível. A seção rítmica aplica ainda mais peso à música, em um dos grande momentos do disco.





A letra menciona estado de vigilância:





Just a shadow in the dark, you've seen this face before
Is it
just a fantasy, is he coming back for more
Out in the alleyways,
there is no second chance
Moving up behind you, you've lost the
game at last













WHEN HEAVEN COMES DOWN





Um Hard Rock de primeiríssimo nível é o que apresenta a poderosa "When Heaven Comes Down". Embora bastante lenta, o riff principal da faixa exala um peso absurdo, em um trabalho fabuloso de George Lynch e da seção rítmica formada por Brown e Pilson. A 'cereja do bolo' é a soberba atuação vocal de Don Dokken. Canção fabulosa!





A letra possui um fundo religioso:





Ashes to ashes, sorrow and shame
Look at the future
again
Angels in heaven walking the streets
Searching for
someone to blame













INTO THE FIRE





Já "Into the Fire", continua com a sonoridade Hard Rock, mas em uma abordagem que conta com uma melodia mais maliciosa ao invés de apostar exclusivamente no peso. Outra vez os trabalhos de Lynch e Don são muito acima da média. Música bem legal!





A letra é em tom de decepção:





Take me back where I came from
Don't wanna see your face no
more
You broke my heart, now it's not the same
I'm falling,
again
I'm falling, again
Into the fire










Lançada como single, “Into the Fire” não repercutiu nas
principais paradas de sucesso desta natureza.













BULLETS TO SPARE





Nesta canção, o Dokken segue a aposta em uma sonoridade Hard Rock, com uma dose consideravelmente de peso, sendo guiado pela brilhante guitarra de George Lynch. O ritmo é mais cadenciado, mas a música soa bem pesada e a bateria de Brown é muito presente. Excelentes vocais de Don Dokken.





A letra pode ser interpretada como sedução:





My barrel's ready
My hand is steady
Tonight I'm ready for
fun
I got my finger
It's on the trigger
Another night on the
run













ALONE AGAIN





"Alone Again" é certamente a balada do álbum, mas sua abordagem foge da mesmice, especialmente pela atuação soberba da guitarra de George Lynch, imprimindo sua marca mesmo nas passagens mais suaves. A faixa ainda conta com a melhor atuação vocal de Don Dokken no disco. Música incrível!





A letra fala sobre uma decepção amorosa:





Tried so hard to make you see
But I couldn't find the words
Now
the tears, they fall like rain
I'm alone again without you
Alone
again without you
Alone again without you
Alone again without
you










“Alone Again” é um dos grandes clássicos do Dokken.





Lançada como single, atingiu a 64ª posição da principal parada
norte-americana desta natureza.





Além disso, a faixa é presença constante nos shows e coletâneas
do conjunto ianque.













TURN ON THE ACTION





A décima - e última - faixa de Tooth and Nail é "Turn On the Action". O ritmo volta a ficar bem acelerado, com a seção rítmica imprimindo peso e velocidade à canção. Lynch, mais uma vez, brilha intensamente, fechando o álbum com chave-de-ouro!





A letra é em tom rebelde:





I'm looking over my shoulder
I'm running reckless thru the
night
Forever young not getting older
Satisfaction guaranteed
tonight













Considerações Finais





Tooth and Nail aumentou o nível de sucesso do Dokken e
se tornou um disco clássico do grupo. Atingiu a 49ª colocação da
principal parada norte-americana desta natureza.





O álbum foi lançado em 14 de setembro de 1984. O principal single
para sua promoção foi “Into the Fire”, o qual recebeu
suficiente cobertura das rádios, especialmente, entre outubro e
dezembro daquele ano.





O videoclipe da supracitada música também recebeu moderada exibição
na MTV dos Estados Unidos, aparecendo na trilha sonora do filme A
Nightmare on Elm Street 3: Dream Warriors
, lançado em 1987. O
segundo single, “Just Got Lucky”, foi um tanto menos bem-sucedido,
embora havia sido suportado por um videoclipe dirigido por Wayne
Isham.





Tooth and Nail recebeu críticas principalmente positivas.
Paul Suter, em sua revisão para a revista britânica Kerrang!,
elogiou os vocais 'fortemente melódicos', de Don Dokken e o
'estridente e deslumbrante solo', de George Lynch.





Stephen Thomas Erlewine, do AllMusic, dá ao trabalho
uma nota 4 de 5 possíveis, ficando entusiasmado com a guitarra de
Lynch, afirmando que “não há um solo no álbum que não valha à
pena ouvir” e apreciou a voz de Don Dokken por tornar ainda mais
convincente o material “cliché”.





O renomado crítico musical Martin Popoff colocou o Dokken quase a
par com o Van Halen, tanto pela “sensação de show ao vivo” da
música quanto pelo “conflito acalorado entre guitarrista e
vocalista”.





Para apoiar o lançamento do disco, a banda começou uma longa turnê
pelos EUA, em 9 de outubro de 1984, no Texas. Durante a turnê, eles
estavam sendo banda de abertura para Twisted Sister e Y&T,
Dio e Kiss.





O Dokken encabeçou algumas datas com o Loudness e concluiu a turnê
em 10 de abril de 1985, em Syracuse, Nova York, abrindo para Sammy Hagar. Nos meses seguintes, eles cessaram as atividades ao vivo
para compor e gravar seu terceiro álbum de estúdio, Under Lock
and Key, o qual seria lançado em novembro de 1985.





“Alone Again” foi lançada como um single depois que a turnê
terminou e se tornou o maior sucesso da banda. A balada foi ajudada
pela forte rotação do videoclipe, dirigido por Isham, na MTV
americana, durante 1985, dando à banda o primeiro e maior sucesso na
Billboard Hot 100, a principal parada de singles dos EUA.






Tooth and Nail
supera a casa de 1 milhão de cópias vendidas apenas
nos Estados Unidos.













Formação:


Don Dokken - Vocal


George Lynch - Guitarras


Jeff Pilson - Baixo, Backing Vocals


Mick Brown - Bateria





Faixas:


01. Without Warning (Dokken/Lynch/Pilson) - 1:35


02. Tooth and Nail (Brown/Lynch/Pilson) - 3:40


03. Just Got Lucky (Lynch/Pilson) - 4:35


04. Heartless Heart (Brown/Lynch/Pilson) - 3:29


05. Don't Close Your Eyes (Dokken/Lynch/Pilson) - 4:10


06. When Heaven Comes Down (Brown/Lynch/Pilson) - 3:35


07. Into the Fire (Dokken/Lynch/Pilson) - 4:27


08. Bullets to Spare (Brown/Dokken/Lynch/Pilson) - 3:35


09. Alone Again (Dokken/Pilson) - 4:20


10. Turn On the Action (Brown/Lynch/Pilson) - 4:43





Letras:


Para o conteúdo completo das letras, recomenda-se o acesso a:
https://www.letras.mus.br/dokken/




Opinião do Blog:


O Dokken volta ao RAC depois de 5 anos, com o site abordando um de seus trabalhos mais importantes e significativos: o sensacional Tooth and Nail.





É impressionante e fundamental se levar em conta o momento pelo qual o grupo passava em 1984: com as costas contra a parede, ameaçado de perder o contrato com a gravadora e, só para piorar, com o agravamento da deterioração do relacionamento entre Don Dokken e George Lynch.





E é uma pena imaginar como o Dokken poderia ter voado ainda mais alto se suas duas principais forças criativas tivessem um relacionamento minimamente amigável. Tooth and Nail é uma amostra significativa da enorme capacidade da banda.





Claro que a cozinha formada pelo baterista Mick Brown e o baixista Jeff Pilson é mais que competente: é fator preponderante do sucesso do disco, imprimindo peso e ditando o ritmo das grandes canções que compõem o trabalho.





Don Dokken dá seu nome à banda e tem uma atuação irrepreensível em Tooth and Nail. Se não possui uma voz esplendorosa - e, para o site, não tem mesmo - ele compensa com uma interpretação emocionante e que a combina perfeitamente com a massa sonora.





Mas o grande destaque do álbum é mesmo o guitarrista George Lynch, com uma presença soberba. Riffs precisos e pesados, feeling monstruoso nos solos e uma sensibilidade melódica preciosa. Lynch é o responsável direto pela qualidade absurda das músicas que formam o disco.





Em termos de letras, estas, são bem simples. Valem uma conferida.





Tooth and Nail não possui nenhuma faixa mediana sequer. Aqui não há música de enchimento e sua qualidade é muito acima da média.





A metálica faixa-título se destaca pelo peso e intensidade absurdos. "Just Got Lucky" possui a cara dos anos 80, mas conta com o toque de midas de George Lynch. O guitarrista também conduz o Hard Rock certeiro de "Don't Close Your Eyes".





A balada pesada e estilosa chamada "Alone Again" é um dos pontos mais altos do disco. Mas o site elege a inacreditável "When Heaven Comes Down" como o ápice do trabalho, uma composição monumental!





Enfim, o Dokken é uma banda tremendamente subestimada, especialmente se se levar em conta a qualidade absurda dos membros que a compunham, qualidade esta refletida em seus álbuns. Tooth and Nail é uma amostra fiel do poder e da qualidade que o Hard Rock oitentista possuía. Álbum extremamente recomendado!


DOKKEN - TOOTH AND NAIL (1984)


Tooth and Nail é o segundo álbum de estúdio da banda norte-americana chamada Dokken. Seu lançamento oficial aconteceu em 14 de setembro de 1984, através do selo Elektra Records. As gravações ocorreram entre abril e agosto daquele mesmo ano, nos estúdios Cherokee Studios, em Hollywood, nos Estados Unidos. A produção é assinada por Tom Werman e por Roy Thomas Baker.

JORN - THE DUKE (2006)


The Duke é o quarto álbum de estúdio da banda norueguesa chamada Jorn. Seu lançamento oficial ocorreu em 4 de abril de 2006 através do selo AFM/Candlelight. As gravações aconteceram no Mediamaker Studios, em Skien, na Noruega. A produção ficou por conta do vocalista Jorn Lande.

JORN - THE DUKE (2006)







The
Duke é o quarto álbum de estúdio da banda norueguesa chamada Jorn.
Seu lançamento oficial ocorreu em 4 de abril de 2006 através do
selo AFM/Candlelight. As gravações aconteceram no Mediamaker
Studios, em Skien, na Noruega. A produção ficou por conta do
vocalista Jorn Lande.






Jorn
foi o nome com o qual o vocalista Jorn Lande batizou sua
carreira-solo. O Blog vai contar, em resumo, um pouco da história de
Lande para contextualizar o momento em que o álbum foi lançado,
como é nosso costume.










Começo
da carreira musical





Jorn
Lande nasceu em Rjukan, Noruega, no dia 31 de maio de 1968.





O
primeiro trabalho mais relevante na carreira de Lande foi na banda de
Hard Rock norueguesa chamada Vagabond, a qual era liderada
pelo guitarrista Ronni Le Trekko, membro de outro lendário conjunto
daquele país nórdico, o TNT. O projeto foi iniciado em 1993.





O
grupo ainda contava com o baixista Morty Black que, como será visto,
voltará a aparecer na carreira de Lande.





Com
o Vagabond, Lande gravou 2 álbuns de estúdio, antes do fim das
atividades da banda, em 1996. Vagabond foi lançado em 1994 e
A Huge Fan of Life veio ao mundo no ano seguinte.





O
fim do Vagabond veio com a reforma do TNT, em 1996, e
subsequentemente os membros da banda foram separados, com Jorn
juntando-se a um conjunto formado por ex-guitarristas do Whitesnake,
Bernie Marsden e Micky Moody, chamado The Snakes.





Depois
de uma turnê com o The Snakes, tocando principalmente covers
do Whitesnake, e a gravação de um álbum lançado apenas no
Japão, chamado Once Bitten (de 1998), Jorn foi demitido da
banda e se juntou a outros projetos, incluindo um grupo de Metal
Sinfônico chamado Mundanus Imperium, que resultou no álbum
The Spectral Spheres Coronation.





Ark





O
Ark foi uma banda de metal progressivo da Noruega, fundada
pelo guitarrista Tore Østby (Conception, DC Cooper,
Frankie's Playground, Redrum) e o baterista John
Macaluso (TNT, Riot, Spread Eagle, Alex Masi,
Yngwie Malmsteen e Powermad).





Lande
se juntou ao Ark em 1999, a tempo para gravar o primeiro álbum
do grupo, Ark, ainda naquele mesmo ano.





Burn
The Sun
, segundo e último disco do conjunto, foi lançado em
2001 e é uma das obras mais aclamadas a contar com Jørn.







Jørn Lande





Projetos
paralelos





Em
2000, Lande também fez parte da banda americana de hard rock
Millenium, liderada pelo guitarrista Ralph Santolla, e gravou
os vocais para o álbum Hourglass.





No
mesmo ano, John Macaluso, do Ark, que também estava tocando
com a banda de Yngwie Malmsteen, entrou em contato com o
guitarrista para convidar Jørn para uma mini-turnê na Europa, já
que precisavam de um vocalista para o grupo. A colaboração entre
Lande e Malmsteen não durou e Jørn deixou a banda no meio da turnê.





Também
no mesmo ano, Jørn gravou seu primeiro álbum solo, chamado
Starfire, o qual apresentou principalmente covers e contou com
a participação de vários companheiros de bandas (passadas e
atuais) como músicos do trabalho.





Em
2001, Lande se juntou ao tecladista Finn Zierler e formou o projeto
Beyond Twilight, o qual levou ao álbum The Devil's Hall of
Fame
, outro trabalho aclamado por público e mídia.





Ainda
em 2001, Jørn lançou seu segundo álbum solo, Worldchanger.





Masterplan





Em
2002, Jørn finalmente ascendeu à cena global do Heavy Metal ao se
juntar ao excelente grupo de Power Metal chamado Masterplan,
formado pelos músicos consagrados Roland Grapow e Uli Kusch, após
ambos serem demitidos do lendário Helloween.





Jørn
lançou dois álbuns bem-sucedidos com o Masterplan, o
primeiro autointitulado, de 2003, e o segundo, Aeronautics, de
2005.





O
Masterplan mostrou Lande a um público bem maior, pois o
grupo se apresentava em grandes festivais e realizava turnês ao
redor do mundo, no período entre 2003 e 2006, quando o vocalista
deixou a banda, em 11 de maio de 2006, devido a diferenças
criativas.





Jørn
queria levar o conjunto para um estilo mais melódico, enquanto os
outros membros estavam inclinados a um som mais pesado.





Durante
seu tempo como membro do Masterplan, Jorn também lançou dois
álbuns solo através da gravadora da banda, a AFM Records: Out to
Every Nation
, em 2004, e The Duke, em 2006.





Allen-Lande





Em
2005, Jørn juntou-se ao vocalista do Symphony X, Russell
Allen, em uma colaboração na forma de dueto no álbum The
Battle
, de 2005. O disco foi tocado, composto e arranjado pelo
guitarrista sueco Magnus Karlsson (Starbreaker, Last
Tribe
), com a bateria sendo responsabilidade de Jaime Salazar
(Last Tribe).








Jørn
Viggo Lofstad






The
Duke






em 2006 e apostando em um trabalho praticamente autoral, com o foco
em uma sonoridade mais Heavy Metal tradicional, Jørn Lande começou
a materializar seu quarto álbum solo de estúdio, The Duke.





O
álbum traz a colaboração de Jørn Lande com dois guitarristas,
Jørn Viggo Lofstad e Tore Moren, pela primeira vez juntos.





Os
dois haviam trabalhado com Lande antes, embora, separadamente.
Enquanto Moren tocou em Worldchanger, Lofstad apareceu em Out
to Every Nation
.





O
álbum também conta com o ex-baixista do TNT e do Vagabond,
Morty Black, e o ex-baterista do The Snakes, Willy Bendiksen.





As
gravações aconteceram no estúdio Mediamaker, em Skien, na Noruega.
A produção ficou por conta do próprio Jørn Lande. A capa, bem
legal, apresenta um trono com um corvo sobre ele.





Vamos
às faixas:





WE
BROUGHT THE ANGELS DOWN





O álbum começa com uma faixa mais lenta e arrastada, mas com o peso em boa medida. O ritmo é mais vagaroso e o estilo está nos limiares entre o Hard Rock e o Heavy Metal. O solo de guitarra funciona bem. Ótima música.





A
letra possui conteúdo relacionado à religião:





We
brought the angels down
And made them evil
There's no religion
without crime...no
Are we the last in time, the darkest flower
I
spread my leaves into the night sky













BLACKSONG





O riff principal de "Blacksong" é impressionante, pesado e cadenciado, mas simultaneamente contagiante. Os solos de guitarra funcionam de modo muito eficiente. Os vocais de Lande são incríveis em um grande momento do álbum.





A
letra possui um inegável sentimento de tristeza:





Like
a faraway sun, oh
When the fire is low
I'm a fading
star
Burning out in the cold
And i'm crying in my blacksong













STORMCROW





"Stormcrow" aposta em um Hard Rock vigoroso, mas com ritmo rápido e acelerado. A seção rítmica formada por Morty Black e Willy Bendiksen confere peso e intensidade, permitindo que as guitarras brilhem. Em uma atuação um tanto quanto mais comedida, Lande brilha novamente nos vocais.





A
letra possui um sentido místico:





I'll
be waiting for the day
When my breath fades away...
It's the
price to pay yeah
But I'll give all my power
Racing the hour
and live life my way













END
OF TIME





"End of Time" mantém o ritmo mais cadenciado, contando com um bom riff e o peso intenso. O refrão, um tom mais suave, funciona de maneira perfeita. O destaque é para a emocionante e competente atuação do vocalista Jorn Lande.





A
letra possui sentido de recomeço e revelação:





And
the wind must blow
As the rivers flow
Will we ever know
If
the truth will show
In another world
Just a boy and
girl
Holding on to the end of the line













DUKE
OF LOVE





O baixo de Morty Black conduz a 'hardeira' "Duke of Love", uma faixa que possui menos peso e intensidade, mas que não perde em nada no quesito de envolver o ouvinte. O refrão é ótimo e Lande dá um show, lembrando bons momentos do grande David Coverdale. Ótima música!





A
letra fala de um conquistador:





I've
been running with demons
From the day I was born
Burned my soul
in the fire
It turned my heart to stone
But I came out of the
shadows
And stood my ground through the storm
I stole desire
from the devil
And power from the Lord above













BURNING
CHAINS





"Burning Chains" reduz bastante o peso do disco, mas apostando em um ritmo bem mais lento, aproximando-se substancialmente a uma balada com a cara dos anos 80. A guitarra de Lofstad está especialmente saborosa e a atuação de Lande é ótima. Grande trabalho do baixista Morty Black.





A
letra possui sentido de sofrimento por amor:





Tell
me why you said goodbye
And left me in the storm
I'll never
know the reason why you're so cold
Always just a fool in love,
blinded by your smile
But in your eyes I saw the lying













AFTER
THE DYING





O peso volta com tudo em "After The Dying", a qual conta com um andamento bem lento, mas que compensa com um peso extra e muita distorção. Da metade para frente, a canção acelera e ganha em intensidade. Bom trabalho de guitarras.





A
letra possui sentido de perseverança:





Cast
my ashes to the strongest wind
Let the breezes blow through the
rain and snow
When it all is over I'll be resting free
Rising
soul after cold dying
Oh yeah...No more crying
After the dying













MIDNIGHT
MADNESS





"Midnight Madness" é um Heavy Metal bem tradicional, cadenciada e lenta, mas com seu peso intenso e contagiante. Lembra bastante, para o Blog, os últimos trabalhos solos do inesquecível Dio. Os vocais de Lande são preciosos, dosados na medida exata que a sonoridade solicita.





A
letra mostra desespero e loucura:





Midnight
madness - Sore with sadness
Burning my rage
again...again...
Raving restless soon I'm breathless
Nothing is
new here in the shade













ARE
YOU READY?





"Are You Ready?" soa consideravelmente mais pesada que a versão original do clássico setentista. O ritmo é acelerado e envolvente, contando com outra atuação precisa e entusiasmada do vocalista Jorn Lande.





A
letra é divertida:





Are
you ready to rock
Are you ready to shake it up
Do you know what
I'm thinking of
Are you ready to tear it up
Are you ready to
dance
Are you ready to hit the floor
Are you ready
If you're
ready I'm ready





“Are
You Ready?” é uma versão para o clássico do Thin Lizzy,
presente no sensacional álbum ao vivo Live and Dangerous, de
1978.













STARFIRE





A décima - e última - faixa de The Duke é "Starfire". A canção encerra o álbum mantendo o seu alto nível de qualidade e, também, sua marca na sonoridade, ou seja, cadenciado, distorcido e pesado. Bom trabalho das guitarras e grande atuação vocal de Jorn Lande.





A
letra é sobre poder:





So
many choices where will they lead us
Don't know where to go
Pray
for the children for they are the future
Teach them how to play





“Starfire”
é uma regravação da faixa de mesmo nome, presente no primeiro
álbum solo de Lande, também chamado Starfire, de 2000.













Considerações
Finais





Apesar
de sua inegável qualidade, The Duke não chegou a repercutir
em termos das principais paradas de sucesso, nem mesmo no norte da
Europa.





A
crítica especializada em Heavy Metal elogiou o trabalho, recebendo
boas notas de sites e revistas.





Alex
Henderson, do site AllMusic, dá ao disco uma nota 3,5 de um máximo
de 5, elogiando: “(...) sua influência de Metal/Hard Rock mais
óbvia, como artista solo, permanece o Deep Purple; seus vocais
apaixonados não deixam dúvida de que ele mantém David Coverdale em
extrema consideração. Faixas agradáveis como “Duke of Love” e
“Midnight Madness” poderiam ter aparecido facilmente em um álbum
do Deep Purple (ou Rainbow) nos anos 70”.





Por
fim, Henderson atesta: “(...) The Duke não finge ser um pensamento
avançado. Mas é uma coleção decente e satisfatória de Heavy
Metal, Hard Rock e Arena Rock que os fãs do movimento 'retro-metal'
da Europa devem conhecer”.





Depois
de sua saída do Masterplan, em 2006, Jørn concentrou-se mais em sua
carreira-solo e começou uma parceria de longa data com a gravadora
Frontiers Records.





Pelo
projeto Allen-Lande, o vocalista lançou The Revenge, segundo
trabalho da dupla, em 11 de maio de 2007. O projeto Allen-Lande
foi montado pelo presidente da Frontiers Records, e, conforme dito
anteriormente, com funções de composição e a maior parte da
instrumentação feita pelo guitarrista sueco Magnus Karlsson.





O
primeiro álbum ao vivo do Jorn, Live in America, foi lançado
em 21 de setembro de 2007, contendo dois discos com faixas retiradas
de sua performance em 16 de setembro de 2006, no festival de rock
ProgPower VII, em Atlanta, nos Estados Unidos.





Em
2008, Jørn Lande emprestou sua voz para as bandas de Opera Rock,
Ayreon, no álbum 01011001; e, Avantasia, no
álbum The Scarecrow, ambos lançados em janeiro de 2008.





Ainda
em 2008, o Jorn lançaria seu quinto álbum de estúdio, o ótimo
Lonely Are the Brave.













Formação:


Jørn
Lande - Vocal


Jørn
Viggo Lofstad - Guitarra


Tore
Moren - Guitarra


Morty
Black - Baixo


Willy
Bendiksen - Bateria





Faixas:


01.
We Brought the Angels Down (Lande/Lofstad) - 4:29


02.
Blacksong (Lande/Lofstad) - 5:36


03.
Stormcrow (Lande/Lofstad) - 3:44


04.
End of Time (Lande/Lofstad) - 4:16


05.
Duke of Love (Lande/Lofstad) - 4:35


06.
Burning Chains (Lande/Lofstad) - 3:51


07.
After the Dying (Lande/Lofstad) - 4:59


08.
Midnight Madness (Lande/Lofstad) - 4:21


09.
Are You Ready? (Downey/Gorham/Lynott/Robertson) - 3:06


10.
Starfire (Lande) - 5:26





Letras:


Para
o conteúdo completo das letras, recomenda-se o acesso a:
https://www.letras.mus.br/jorn/




Opinião
do Blog:



Jorn Lande é um dos bons talentos surgidos nos últimos anos dentro do mundo do Hard Rock e Heavy Metal, sendo bom compositor e um ótimo vocalista.





Além disso, fica bem claro que o cara é um grande batalhador da cena, basta se ater ao grande número de bandas e projetos dos quais fez parte e/ou contribuiu. Lande simplesmente não pára de deixar sua marca por aí.





Em sua carreira-solo, a banda Jorn, com bem mais liberdade para atuar, ficam mais óbvias suas grandes influências musicais. É notório, em The Duke, toques de DIO, David Coverdale/Whitesnake e, claro, Deep Purple.





Lande conta com um bom time de músicos no álbum aqui analisado, destacando-se a boa seção rítmica formada pelo baixista Morty Black e pelo baterista Willy Bendiksen. Outro ponto alto é o guitarrista Jorn Viggo Lofstad, o qual assina quase todas as composições com Jorn Lande.





Evidentemente, o maior destaque do disco é mesmo o vocalista Jorn Lande. As músicas favorecem sua atuação, pois Lande consegue conferir não apenas seu talento como intérprete, mas também muita veracidade às canções. Uma atuação muito convincente.





As letras são boas e merecem uma visita.





"Blacksong" possui uma atuação emocionante de Lande, com uma brilhante interpretação. A pesada "End of Time" é outro ponto alto do álbum. A bela e tocante "Burning Chains" também se destaca no trabalho.





Mas o RAC aponta a 'Hardeira' "Duke of Love" como a preferida no trabalho, uma composição que parece retirada dos álbuns do Whitesnake no fim da década de 80.





Enfim, The Duke não é a reinvenção da roda, mesmo porque em nenhum momento tenta a ser. É um trabalho que transborda honestidade e sinceridade, buscando apenas proporcionar divertimento a fãs de Hard Rock e Heavy Metal. E consegue o fazer com facilidade. Além disso, é uma pequena amostra do grande talento do vocalista Jorn Lande. Álbum muito bem recomendado pelo site, o qual indica a discografia do Jorn para quem curtiu o post.