JON BON JOVI - BLAZE OF GLORY (1990)

 


Blaze of Glory é o álbum de estreia da carreira solo do músico norte-americano Jon Bon Jovi. Seu lançamento oficial ocorreu no dia 7 de agosto de 1990, através do selo Mercury. As gravações aconteceram entre abril e junho daquele mesmo ano. A produção ficou a cargo de Danny Kortchmar e do próprio Bon Jovi.

JON BON JOVI - BLAZE OF GLORY (1990)

 



Blaze
of Glory é o álbum de estreia da carreira solo do músico
norte-americano Jon Bon Jovi. Seu lançamento oficial ocorreu no dia
7 de agosto de 1990, através do selo Mercury. As gravações
aconteceram entre abril e junho daquele mesmo ano. A produção ficou
a cargo de Danny Kortchmar e do próprio Bon Jovi.











Origem
e antecedentes








John
Francis Bongiovi Jr. nasceu em 2 de março de 1962, em Perth Amboy,
Estado norte-americano de Nova Jersey.








Jon
criou e estava com o
Bon
Jovi

(sendo seu frontman), até aquela altura, desde 1980. Em 1988, a
banda havia lançado seu 4º disco de estúdio,
New
Jersey
,
um estrondoso sucesso comercial.








O
cansaço de gravar
Slippery
When Wet

e
New
Jersey

consecutivamente e fazer turnês mundiais consecutivas cobrou seu
preço. Ao final da turnê de
New
Jersey
,
a banda tinha 16 meses de shows em seu currículo.








Os
companheiros de banda estavam exaustos física, mental e
emocionalmente. Após a data final da turnê no México, e sem nenhum
plano claro para seu futuro, os membros da banda simplesmente foram
para casa.


Jon Bon Jovi









A
banda declarou desde então que houve poucas despedidas entre eles.
Durante o tempo em que saíram de cena, os membros da banda se
retiraram para seus próprios projetos e não mostravam vontade de
fazer outro álbum.








Carreira-solo








Em
1990, Jon Bon Jovi gravou a trilha sonora do filme Young Guns II, que
foi batizada como
Blaze
of Glory
.








O
ator Emilio Estevez originalmente abordou
Bon
Jovi

para pedir-lhe permissão para incluir a canção "Wanted Dead
or Alive" na trilha sonora do filme.
Bon
Jovi

não achou a letra da música apropriada; no entanto, ele se inspirou
no projeto e resolveu escrever uma nova música para o filme que
fosse mais adequada ao período e ao cenário. Ele rapidamente
escreveu a música "Blaze of Glory", e a tocou no violão,
no deserto do Novo México, para Estevez e John Fusco. Esta foi a
primeira vez que "Blaze of Glory" foi ouvida. Fusco chamou
seus coprodutores para ouvir o trailer, e ela foi nomeada a música
tema de Young Guns II no local.








Em
uma entrevista para a revista UNCUT, Kiefer Sutherland disse: "Quando
Jon (Bon Jovi) se juntou à equipe do Young Guns 2, estávamos todos
comendo hambúrgueres em uma lanchonete e Jon estava rabiscando neste
guardanapo por, digamos, seis minutos. Ele declarou que compôs
"Blaze of Glory", que, é claro, explodiu nos Estados
Unidos. Mais tarde, ele deu o guardanapo a Emilio Estevez. Estávamos
mastigando hambúrgueres enquanto ele escrevia uma música número um
... Nos fez sentir estúpidos".








O
álbum foca principalmente no tema da redenção e se os erros do
passado de um indivíduo irão alcançá-lo. Outro tema do álbum é
sobre se posicionar e se fazer ouvir no mundo.








Jon
Bon Jovi disse, no DVD
100.000.000
Bon Jovi Fans Can't Be Wrong
,
que ele originalmente pensava que a agressividade e os temas do álbum
tratavam de Billy the Kid e Pat Garrett (de Young Guns II), mas
percebeu que eles refletem o ‘mau lugar’ em que ele estava na
época.








O
álbum, mais ou menos, marca a transição das composições de Jon
de principalmente garotas e diversão para outros assuntos, o que
levaria ele e sua banda a amadurecer ainda mais nas composições
em
Keep
the Faith
,
de 1992.








O
disco contou com convidados como
Elton
John
,
Little
Richard

e
Jeff
Beck
.


Jon em 1990







Videoclipes
foram feitos para os singles "Blaze of Glory", "Miracle"
e "Dyin' Ain't Much of a Livin'" com
Elton
John
.








Vamos
às faixas:








BILLY
GET YOUR GUNS








O
disco abre com um rock mais intenso em “Billy Get Your Guns”,
apesar de um refrão não tão inspirado.








A
letra pode ser entendida como uma pessoa pagando por seu sucesso:








Billy
get your guns



There's
trouble blowing like a hurricane



Billy
get your guns



That's
the price on your head for the price of fame



And
it'll never change



No,
Billy get your guns








MIRACLE








Miracle”
possui uma sonoridade mais amena e conta com um solo de guitarra
legal.








A
letra traz um certo peso sobre o eu lírico:








And
you said it ain't fair



That
a man walks



When
a bird can fly



We
have to kick the ground



The
stars kiss the sky



They
say that spirits live



A
man has to die



They
promised us truth



Now
they're giving us lies











Miracle”
foi lançada como single, atingindo a 12ª colocação na principal
parada norte-americana desta natureza, ficando na 29ª posição de
sua correspondente britânica. O videoclipe da canção conta com a
participação do lendário guitarrista Jeff Beck e do ator Matt
LeBlanc.








BLAZE
OF GLORY








A
clássica “Blaze of Glory” traz um flerte, mesmo que suave, com o
Country e conta com um refrão grudento, no melhor sentido.








A
letra conta a história de um pistoleiro:








I'm
going down in a blaze of glory



Take
me now but know the truth



I'm
going down in a blaze of glory



Lord
I never drew first



But
I drew first blood



I'm
no ones son



Call
me young gun








Blaze
of Glory” acabou se tornando um clássico de toda a carreira de Jon
Bon Jovi.








A
música foi lançada como single, atingindo a 13ª colocação na
principal parada britânica de singles, conquistando o 1º lugar na
sua correspondente norte-americana. Aliás, o single superou a casa
de 1 milhão de cópias vendidas apenas nos EUA.








Também,
“Blaze of Glory” venceu o prêmio de Best Original Song do prêmio
Globo de Ouro, em 1991.








BLOOD
MONEY








O
destaque da pequena “Blood Money” é a gaita tocada por Jon, em
seu início.








A
letra mostra uma rivalidade:








I
wonder what would have happened



If
you were the killer



And
I was the hero



Would
things be the same



Or
would I have traded



Your
life for my own life



Would
I have paid



Your
debts in your place








SANTA
FE








Santa
Fe” é uma balada mais arrastada e que carece de um pouco de
intensidade.








A
letra possui um caráter determinista:








Once
I was promised absolution



There's
only one solution for my sins



You
gotta face your ghosts



And
know with no illusions



That
only one of you is going home again








JUSTICE
IN THE BARREL








Apesar
de ser também uma faixa que carece de mais peso, “Justice in the
Barrel” é uma boa canção.








A
letra tem o sentido de resiliência:








I
been broke and I've been hungry



I
think they're both my middle name



But
I don't never ever never seem to get enough



Still
guess I can't complain








NEVER
SAY DIE








Never
Say Die” lembra o que Jon fazia em sua banda principal, sendo mais
intensa e agressiva.








A
letra fala sobre uma garota:








And
you were lonesome

As a jukebox

But deadly just the same

I
could be as gentle as a newborn

Then spit into the eye of a
hurricane











"Never
Say Die" foi o terceiro single do álbum Blaze of Glory, sendo
lançado em três países; Polônia, Canadá e Austrália. Na
Polônia, tornou-se um hit Top 20 ao 17º lugar. Na Austrália,
entrou nas paradas em 7 de abril de 1991 e atingiu a 60ª posição.








YOU
REALLY GOT ME NOW








Little
Richard dá um toque especial à divertida “You Really Got Me Now”.








A
letra é simples e é em tom de ciúmes:








You
say you talk to everyone

Who is anyone in town

But they
don't recognize you

With your foot out of your mouth

You
really got me

You really got me now








BANG
A DRUM








"Bang
a Drum"
também
aposta em um refrão mais suave e conta com um solo de guitarra
inspirado.








A
letra possui um sentido religioso:








Bang
a drum for the sinners

Bang a drum for the sins

Bang a drum
for the losers

And those who win

Bang a drum bang it
loudly

Or as soft as you need

Bang a drum for yourself
son

And a drum for me








Em
1998, o cantor country Chris LeDoux fez um cover de "Bang a
Drum", com Jon Bon Jovi fazendo os vocais, como convidado. O
solo de guitarra foi executado pelo virtuoso da guitarra Shawn Lane.
A versão está no álbum One Road Man, de LeDoux, produzido por Trey
Bruce. Esta versão também apresenta um videoclipe.








DYIN’
AIN’T MUCH OF A LYIN’








Dyin’
Ain’t much of a Livin’” é mais uma balada no álbum, desta
feita mais contida e soturna.








A
letra possui um quê de arrependimento:








Dyin'
ain't much of a livin'

When you're livin' on the run

Dyin'
ain't much of a livin' for the young

Is it too late to ask for
forgiveness

For the things that I have done

Dyin' ain't
much of a livin' for the young








GUANO
CITY








Guano
City” é um curtíssimo trecho instrumental orquestrado o qual
encerra o disco.








Considerações
Finais








É
indubitável que
Blaze
of Glory

se trata de um grande sucesso comercial. Em termos de paradas de
sucesso, alcançou o 2º lugar no Reino Unido e o 3º em sua
correspondente norte-americana.








Além
disso, o disco vendeu mais de 2,5 milhões de cópias pelo mundo.









a crítica especializada não “abraçou” o trabalho. William
Ruhlmann, do AllMusic, deu ao disco uma nota 2,5 (em 5), apontando:
“(…) Dadas suas canções de caubói nos álbuns do
Bon
Jovi
,
fazia sentido que ele fosse "inspirado" pelo faroeste, e
ele enchia essas canções (escritas sem a ajuda do colega de banda
Richie Sambora ou do contratado Desmond Child) com referências a
tiroteios (…).”








Ruhlmann
‘descasca’ o álbum: “Infelizmente, esse tipo de abordagem
colocou os holofotes diretamente sobre o cantor/compositor, e Jon Bon
Jovi não estava totalmente à altura do escrutínio, escrevendo
versos idiotas como "Diga às minhas armas que estou voltando
para casa" e "Eu estava sem dinheiro e com fome / Acho que
os dois são meu nome do meio" em um contexto em que você
poderia realmente decifrá-los (...)”.








Desiludido
com o negócio da música e insatisfeito com o status quo,
Jon
Bon Jovi

demitiu sua gestão, consultores de negócios e agentes (incluindo o
gerente de longa data Doc McGhee) em 1991. Jon assumiu as
responsabilidades de gestão ao fechar fileiras e criar a Bon Jovi
Management.








Em
outubro de 1991, a banda foi para a ilha caribenha de St. Thomas, a
fim de discutir planos para o futuro. Eles conseguiram resolver suas
diferenças permitindo que cada membro falasse sobre seus sentimentos
sem interrupção um do outro. Após resolverem seus problemas, eles
voltaram para os estúdios Vancouver Little Mountain, com Bob Rock,
para trabalhar no quinto álbum da banda em Janeiro de 1992.








Um
novo disco de estúdio, na carreira-solo do
Jon
Bon Jovi
,
viria em 1997, com
Destination
Anywhere
.











Formação:



Jon
Bon Jovi - Vocal, Backing Vocals, Guitarras (2, 3, 5 a 10), Piano
(3), gaita (4)

Kenny Aronoff - Bateria, Percussão

Jeff
Beck - Guitarra (6, 10), Slide guitar, Solo de guitarra (1 a 3, 6, 7,
9)

Robbin Crosby - Guitarra (7)

Bob Glaub - Baixo (5,
10)

Randy Jackson - Baixo (1 a 3, 6 a 9)

Elton John - Piano
(1, 10), Backing Vocal (10)

Danny Kortchmar -Guitarra (1 a 2, 4
a 9)

Dale Lavi - Palmas

Myrna Matthews, Julia Waters,
Maxine Waters – Backing Vocals (2, 6, 9, 10)

Camilla Lento -
Backing Vocals

Aldo Nova - Guitarras, Teclados, Piano,
Pandeiro

Phil Parlapiano - Acordeão (2, 4)

Lou Diamond
Phillips - Vocal (6)

Little Richard - Piano, Vocal (8)

Alan
Silvestri - Arranjador

Benmont Tench - Hammond (1 a 3, 5 a 7, 9
a 10), Piano (5, 8)

Waddy Wachtel - Guitarra (9), Slide guitar
(8)








Faixas:



Todas
as faixas compostas por Jon Bon Jovi, exceto a 11:








01.
Billy Get Your Guns – 4:49



02.
Miracle – 5:20



03.
Blaze of Glory – 5:35



04.
Blood Money – 2:34



05.
Santa Fe – 5:42



06.
Justice in the Barrel – 6:48



07.
Never Say Die – 4:54



08.
You Really Got Me Now – 2:24



09.
Bang a Drum – 4:44



10.
Dyin' Ain't Much of a Livin' – 4:46



11.
Guano City (Alan Silvestri) – 1:16








Letras:



Para
o conteúdo completo das letras, recomenda-se o acesso a:
https://www.letras.mus.br/jon-bon-jovi/








Opinião
do Site:



É
claro que, em 1990,
Jon
Bon Jovi

já era um nome consagrado do Rock por conta de sua participação
fundamental na banda que carrega seu nome.








Este
primeiro esforço em carreira-solo,
Blaze
of Glory
,
demonstrou-se ser um grande potencial comercial, embora a crítica
especializada tenha rejeitado o trabalho – não sem boas doses de
razão.








Para
o
Rock:
Álbuns Clássicos
,
Blaze
of Glory

exagera no número de baladas,
todas
praticamente
homogêneas e carecendo de mais ‘punch’, mais pegada. Aliás,
isto
é
o que também falta às composições que não são baladas. As
letras também carecem de maior apuro, por vezes soando insossas.








Claro
que “Blaze of Glory”, que dá nome ao disco, é um ponto bem
alto.
E,
ao menos no aspecto instrumental, a balada “
Dyin’
Ain’t
Much
of a Livin’”
também
merece um destaque.








Enfim,
Blaze
of Glory

é também uma prova de que um sucesso comercial estrondoso nem
sempre é garantia de qualidade.
Jon
Bon Jovi

acertou bem mais em sua banda principal, especialmente entre meados
dos anos 80s e início dos 90s. Mas o Blog sugere que o leitor ouça
o disco e tire suas próprias conclusões.

SOFT MACHINE - THE SOFT MACHINE (1968)

 


The Soft Machine é o álbum de estreia da banda britânica chamada Soft Machine. Seu lançamento oficial aconteceu em dezembro de 1968, através do selo ABC Probe e pelo selo Barclay. As gravações ocorreram em qbril daquele mesmo ano, no Record Plant Studios, em Nova Iorque, nos Estados Unidos. A produção ficou a cargo de Chas Chandler e de Tom Wilson.

SOFT MACHINE - THE SOFT MACHINE (1968)

 


The
Soft Machine é o álbum de estreia da banda britânica chamada Soft
Machine. Seu lançamento oficial aconteceu em dezembro de 1968,
através do selo ABC Probe e pelo selo Barclay. As gravações
ocorreram em qbril daquele mesmo ano, no Record Plant Studios, em
Nova Iorque, nos Estados Unidos. A produção ficou a cargo de Chas
Chandler e de Tom Wilson.









O
Começo






A
Soft
Machine

(conhecida como The Soft Machine até 1969 ou 1970) foi formada em
meados de 1966 por Robert Wyatt (bateria, voz), Kevin Ayers (baixo,
guitarra, voz), Daevid Allen (guitarra) e Mike Ratledge (órgão)
mais, apenas para os primeiros shows, o guitarrista americano Larry
Nowlin.






Allen,
Wyatt e o futuro baixista Hugh Hopper tocaram juntos pela primeira
vez no Daevid Allen Trio, em 1963, ocasionalmente acompanhados por
Ratledge. Wyatt, Ayers e Hopper foram membros fundadores do
The
Wilde Flowers
,
encarnações da qual incluiriam membros de outra banda de
Canterbury, o
Caravan.


Mike Ratledge







Primeiros
Trabalhos






Esta
primeira formação da
Soft
Machine

envolveu-se no início do underground britânico, apresentando-se no
UFO Club e em outros clubes de Londres como o Speakeasy Club e Middle
Earth.






O
primeiro single, "Love Makes Sweet Music" (gravado em 5 de
fevereiro de 1967, produzido por Chas Chandler), foi lançado pela
Polydor em fevereiro, acompanhado de "Feelin' Reelin' Squeelin'"
(janeiro de 1967, produzido por Kim Fowley).






Em
abril de 1967, o grupo gravou sete canções demo com o produtor
Giorgio Gomelsky, no De Lane Lea Studios, que permaneceram inéditas
até 1971, em uma disputa judicial sobre os custos do estúdio.






O
conjunto também tocou na Holanda, Alemanha e na Riviera Francesa.
Durante julho e agosto de 1967, Gomelsky agendou shows ao longo da
Côte d'Azur, com o show inicial mais famoso da banda ocorrendo na
praça da vila de Saint-Tropez. Isso levou a um convite para tocar na
badalada "Nuit Psychédélique" do produtor Eddie Barclay,
realizando uma versão de quarenta minutos de "We Did It Again",
cantando o refrão repetidamente em uma qualidade de transe. Isso os
tornou instantaneamente queridinhos da multidão parisiense "in",
resultando em convites para aparecer em programas de televisão e na
Bienal de Paris, em outubro de 1967.






Após
o retorno da França, Allen (um australiano) foi impedido de entrar
no Reino Unido, então o grupo continuou como um trio, enquanto ele
retornava a Paris para formar o
Gong.






Compartilhando
o mesmo gerenciamento de
Jimi
Hendrix
,
a banda apoiou a turnê norte-americana do
Jimi
Hendrix Experience
,
ao longo de 1968. O primeiro álbum do
Soft
Machine

foi gravado na cidade de Nova York em abril, no final da primeira
etapa da turnê.


Kevin Ayers







O
Álbum de Estreia






O
trio remanescente formado por Ratledge, Ayers e Wyatt foi o
responsável por gravar o disco de estreia do
Soft
Machine
.
É o único álbum do grupo a apresentar Kevin Ayers como membro.


Robert Wyatt







O
álbum foi produzido por Chas Chandler e Tom Wilson e seu conteúdo é
tido como uma das raízes essenciais para o rock progressivo e para o
jazz-fusion.






Vamos
às faixas:






HOPE
FOR HAPPINESS






Hope
For Happiness” inicia o disco de modo desconcertante, oscilando em
uma melodia sombria e angustiante, em claro confronto com uma
passagem intensa, baseada no Rock Psicodélico.






A
letra fala sobre esperança:






Sun
heart burns, moon glow turns


Stars
foretell - Hope For Happiness


Hope
For Happiness, happiness, happiness






JOY
OF A TOY






Joy
of a Toy” é uma pequena faixa instrumental que flerta, levemente,
com o Jazz.






A
faixa foi lançada como single, mas não repercutiu nas principais
paradas desta natureza.









HOPE
FOR HAPPINESS (REPRISE)






Esta
canção é uma retomada da música que inicia o trabalho.






WHY
AM I SO SHORT?







Why
Am I So Short?” é um Rock bem sessentista, bem curtinha, contando
com um bom instrumental.







A
letra possui um sentido de narcisismo:






I'm
nearly 5 ft. 7 tall


I
like to smoke and drink and ball


I've
got a yellow suit that's made by Pam


And
every day I like an egg and some tea


But
best of all I like to talk about me!







SO
BOOT IF AT ALL







So
Boot If at All” é a peça central do disco e que também surge
como uma amostra do potencial do conjunto, com flertes generosos que
apontam para o Rock Progressivo.







A
CERTAIN KIND







A
Certain Kind” é um Rock mais suave, uma espécie de balada, mas
com uma pegada mais melancólica.







A
letra possui sentido romântico:






And
loving you the way I do


Makes
everything seem right again


And
when you're near I know


I
know you just can't see


All
the time of day


I
know you're mine, and all the time







SAVE
YOURSELF







Save
Yourself” é um Rock intenso com instrumental mais intrincado,
mesmo sendo bem curta.







A
letra é sobre um relacionamento:






You
gotta save yourself


Don't
enslave yourself


Just
to save yourself


Stay
in your own bed at night







PRISCILLA







Priscilla”
é um pequeno movimento insturmental dominada pelos teclados.







LULLABYE
LETTER







Lullabye
Letter” tem nos teclados sua grande força, contando com um ótimo
solo.







A
letra é sobre verdade:






I've
got lights in my brain


We'll
have fights in the rain


You'll
be good and bad together


Writing
songs and call that the weather







WE
DID IT AGAIN







We
Did It Again” é extremamente repetitiva, em um esforço menor do
álbum.







A
letra repete o verso “I Did It Again” exaustivamente.







PLUS
BELLE QU’UNE POUBELLE







Plus
Belle qu'une Poubelle”
é
uma pequena canção instrumental que serve de introdução para a
seguinte.







WHY
ARE WE SLEEPING?







Why
Are We Sleeping?” é uma música com mais de 5 minutos e um
excelente trabalho do baixo, sendo uma composição com a cara dos
anos 60s.







A
letra pode ser interpretada como tema de inércia:






My
head is a nightclub with glasses and wine


The
customers dancing or just making time


While
Daevid is cursing, the customers scream


Now
everyone's shouting, "Get out of my dream!"







BOX
25/4 LID







Box
25/4 Lid” tem apenas 50 segundos e encerra o disco.







Considerações
Finais







The
Soft Machine

não foi um sucesso comercial, embora tenha atingido a modesta 160ª
colocação na principal parada norte-americana desta natureza.






John
Bush, do site AllMusic, dá ao trabalho uma nota 4,5 (em 5),
apontando: “Uma tentativa selvagem, descontraída e finalmente
bem-sucedida de mesclar psicodelia com jazz-rock, a estréia de Soft
Machine varia entre canções pop oblíquas tocadas com amor e um
conjunto perturbado
formado
(pelos)

o baterista / vocalista Robert Wyatt, o baixista Kevin Ayers e o
organista Mike Ratledge”.






Bush,
demonstrando o apreço da crítica pelo trabalho, conclui: “Como
The
Piper at the Gates of Dawn
,
do
Pink
Floyd
,
Vol.
1

foi um dos poucos discos ambiciosos da era psicodélica que realmente
cumpriu sua promessa incrível”.






De
volta a Londres, o guitarrista Andy Summers, mais tarde do
The
Police
,
juntou-se ao grupo após a separação da
Dantalian's
Chariot

(anteriormente
Zoot
Money's Big Roll Band
).






Após
algumas semanas de ensaios, o quarteto começou uma turnê pelos EUA
com alguns shows solo antes de se reunir com
Hendrix
durante agosto e setembro de 1968.






Summers
foi demitido por insistência de Ayers. Ayers também saiu,
amigavelmente, após a data final da turnê no Hollywood Bowl, em
meados de setembro, e a
Soft
Machine

se desfez.






Wyatt
permaneceu nos EUA para gravar demos solo, enquanto Ratledge retornou
a Londres e começou a compor para valer. Uma das demos de Wyatt,
Slow
Walkin' Talk
,
permitiu que Wyatt fizesse uso de suas habilidades
multi-instrumentista (órgão Hammond, piano, bateria e voz) e contou
com
Hendrix
no baixo.






Em
dezembro de 1968, para cumprir obrigações contratuais, a
Soft
Machine

se reformulou, com o ex-road manager e compositor Hugh Hopper no
baixo, adicionado a Wyatt e Ratledge e gravou seu segundo álbum,
Volume
Two
(1969),
o qual iniciou uma transição para o jazz fusion.









Formação:


Mike
Ratledge - Órgão Lowrey Holiday De Luxe, Piano (em 13)


Kevin
Ayers - Baixo, Vocal (em 10), Backing Vocal (em 7 e 9), Piano (em 5)


Robert
Wyatt - Bateria, Vocal


Músicos
Adicionais:


Hugh
Hopper – Baixo (em 13)


The
Cake – Backing Vocal (em 12)







Faixas:


01.
Hope for Happiness (Ayers/Ratledge/Hopper) - 4:21


02.
Joy of a Toy (Ayers/Ratledge) - 2:49


03.
Hope for Happiness (Reprise) (Ayers/Ratledge/B. Hopper) - 1:38


04.
Why Am I So Short? (Ratledge/Ayers/Hopper) - 1:39


05.
So Boot If At All (Ayers/Ratledge/Wyatt) - 7:25


06.
A Certain Kind (Hopper) - 4:11


07.
Save Yourself (Wyatt) - 2:26


08.
Priscilla (Ayers/Ratledge/Wyatt) - 1:03


09.
Lullabye Letter (Ayers) - 4:32


10.
We Did It Again (Ayers) - 3:46


11.
Plus Belle qu'une Poubelle (Ayers) - 1:03


12.
Why Are We Sleeping? (Ayers/Ratledge/Wyatt) - 5:30



13.
Box 25/4 Lid (Ratledge/Hopper) - 0:49







Letras:


Para
o conteúdo completo das letras, recomenda-se o acesso a:
https://www.letras.mus.br/soft-machine/






Opinião
do Blog:


Apesar
de sua inegável contribuição para a história e
a
formação
do Rock (especialmente no que tange
ao
Progressivo e
ao
Jazz Fusion), a
Soft
Machine

não é das bandas mais conhecidas do público em geral.






Formado
por músicos incontestavelmente competentes, este álbum de estreia
demonstra um grupo com
uma
identidade musical constituída, mas em busca de uma consolidação
desta mesma identidade.






Assim,
Volume
1

traz canções com viés Rock, mais precisamente próximo do estilo
psicodélico, mas com toques de Jazz e arranjos mais elaborados, tudo
isto em um processo que contribuiria para a formação do Rock
Progressivo.






As
letras são na média geral.






O
site elege a fulgurante instrumental “
So
Boot If At All” como sua favorita.






Enfim,
Volume
1

ainda não é a prova definitiva de como a
Soft
Machine

foi uma banda única, mas traz claras demonstrações de como o grupo
seria um pilar no surgimento de uma forma de se fazer Rock, mais
elaborada e mais sofisticada para sua época. Banda imperdível.