MELHORES DE 1966

Os Beatles em 1966
O Alvorada Sonora continua a série de posts sobre os Melhores Álbuns lançados, por ano, a partir de 1965. Pretende-se percorrer os últimos 50 anos da música, com comentários totalmente pessoais a respeito dos discos classificados.



Metodologia

Deixando bem claro: o SITE NÃO ESCOLHEU os álbuns de cada ano, até porque não faria sentido comentar sobre os trabalhos que consideramos os melhores e suas posições se nós mesmos os ordenamos.

Assim, o que se fez foi contabilizar 12 diferentes listas de melhores do ano, da 1ª à 30ª posição, atribuindo 30 pontos ao primeiro e diminuindo 1 ponto por posição, até a 30ª colocação receber exatamente 1 ponto.

Portanto, após as 12 listas contabilizadas, somamos todos os pontos (de acordo com cada posição em cada uma das 12 listas), perfazendo o total somado. A não aparição em uma lista, obviamente, não gera ponto.

Desta forma, o máximo possível para um disco atingir (primeira posição em todas as listas) é 360 pontos. Os 10 álbuns de pontuação mais alta formam a lista.

No caso de empate no número de pontos, os critérios de desempate, na ordem, são:

1 – Mais aparições em listas diferentes

2 – No caso de empatarem no primeiro critério, o álbum que atingiu a posição mais alta em uma das listas fica com a colocação mais elevada.


Posts

Os posts são feitos sempre do 1º para o 10º lugar, com sua pontuação, número de presenças nas diferentes listas e comentários estritamente pessoais sobre os álbuns.


Fatos históricos do ano de 1966

10de janeiro - Indira Gandhi (1917-1984) é eleita primeira-ministra da Índia. Filha de Jawaharlal Nehru, Indira Gandhi governou o país entre 1966 e 1977 e entre 1980 e a data da sua morte em 1984.
5de fevereiro - A sonda soviética Lunik 9 torna-se o primeiro objeto construído pelo homem a pousar com suavidade na superfície lunar e a emitir uma série de imagens do Mar das Tormentas.
26 de maio - A Guiana torna-se independente relativamente ao Reino Unido, passando a fazer parte da Commonwealth Britânica.
30de julho - Termina o campeonato do mundo de futebol realizado na Inglaterra. Na final, sagra-se campeã a Inglaterra depois de vencer a Alemanha Ocidental por 4-2.
30de setembro - Botswana torna-se independente relativamente ao Reino Unido, passando a fazer parte da Commonwealth Britânica.
30de novembro - Barbados torna-se independente relativamente ao Reino Unido, passando a fazer parte da Commonwealth Britânica.
15de dezembro - Morre Walt Disney.


A Lista


1º – THE BEATLES – REVOLVER (338 pontos – 12/12)

Neste álbum, os Beatles tentam soar mais psicodélicos e, sem dúvidas, é um álbum mais adulto da banda quando comparado aos seus antecessores. Os fãs que me perdoem, mas não consigo ver este trabalho como o melhor do ano, muito por conta da terrível “Eleanor Rigby” e de uma das piores coisas que eu já ouvi na vida: “Yellow Submarine”. O lado B não me chama a atenção, com exceção de “I Want to Tell You”, a qual anuncia George Harrison como o grande nome do disco, pois também são dele a ótima “Taxman” e a experimental “Love You To”, com a presença da cítara em uma clara viagem à música indiana. Outra canção memorável é a roqueira “She Said She Said”.


2º – THE BEACH BOYS – PET SOUNDS (333 pontos – 12/12)

Pet Sounds é onipresente em listas de melhores discos de todos os tempos. Mesmo não sendo fã do The Beach Boys, é possível compreender a adoração pelo trabalho. É extremamente sólida e palpável, durante a audição, a preocupação com cada detalhe de cada uma das composições, bem como a atenção para cada milésimo de segundo de sua produção. As características harmonias vocais da banda estão ainda mais caprichadas e tenho a percepção de uma certa triste melancolia na sonoridade. Destaco a clássica “Wouldn’t It Be Nice”, a tocante “Sloop John B”, a atmosférica “I’m Waiting for the Day” e a lindíssima “God Only Knows”.


3º – BOB DYLAN – BLONDE ON BLONDE (316 pontos – 12/12)

Este eu tenho em minha coleção. É um dos melhores álbuns que já ouvi, e não tem nenhuma música nem perto de ser mediana. Blonde on Blonde é uma fantástica jornada de Bob Dylan pela música norte-americana, em um disco que preza pelo apuro instrumental e o cuidado com cada detalhe. Destaco todas as faixas, mas cito os Blues fenomenais de “Pledging My Time” e “Leopard-Skin Pill-Box Hat”, o Folk primoroso de “4th Time Around”, o Rock ‘n’ Roll simples e soberbo de “Obviously 5 Believers” e, se não bastassem, a épica “Sad Eyed Lady of the Lowlands”. Álbum espetacular.


4º – THE ROLLING STONES – AFTERMATH (262 pontos – 12/12)

Tomei a versão inglesa como referência para os comentários. É neste álbum, o primeiro 100% autoral da banda, que a dupla formada por Mick Jagger e Keith Richards firma-se como o centro criativo do Rolling Stones. Aftermath ainda não é o melhor material do grupo, mas já apresenta faixas memoráveis como a ótima “Stupid Girl”, a balada “Lady Jane”, a genial “Goin’ Home” e o Blues Rock cafajeste, típico do conjunto, que dá as caras em “It’s Not Easy”, “Doncha Bother Me” e na clássica “Under My Thumb”. Preciso deste disco na minha coleção.


5º – THE MOTHERS OF INVENTION – FREAK OUT! (261 pontos – 11/12)

Confesso que conhecia este álbum apenas superficialmente. Freak Out! é um disco que, originalmente, continha 2 LP’s, fato o qual já demonstra a ousadia do genial Frank Zappa para um trabalho de estreia de seu Mothers of Invention. Além disso, Freak Out! também é citado como um dos primeiros álbuns conceituais da história do Rock. Por seus 60 minutos e suas 14 canções, é possível ter contato com música concreta, dissonância melódica, mudança de ritmos e tempos, e efeitos de estúdio. Enfim, trata-se de uma obra-prima, música de vanguarda, extramente influente e muito à frente de seu tempo. Faixas incríveis como “Hungry Freaks, Daddy”, “Who Are the Brain Police?” e “The Return of the Son of Monster Magnet” são amostras destas afirmações.


6º – THE KINKS – FACE TO FACE (181 pontos – 9/12)

Face to Face é um belíssimo disco de Rock, o qual demonstra a grande qualidade de Ray Davies como compositor e principal mola criativa do The Kinks. É outro álbum tido como um dos primeiros conceituais da história. Aqui, o grupo se desprende da antiga sonoridade, apostando em uma veia roqueira (mas com inegável apelo Pop), e influências clássicas (ouça“Session Man”). Lindas canções estão aqui como “Rosy Won’t Please Come Home”, “Rainy Day in June”, “Too Much on My Mind” e “Fancy”. Maravilhoso disco!


7º – JOHN MAYALL – BLUES BRAKERS WITH E. CLAPTON (177 pontos – 9/12)

John Mayall & the Blues Breakers se uniram ao talento incomum de Eric Clapton para uma verdadeira ode ao Blues, em um disco único – que, infelizmente, na maior parte das vezes, somente os amantes do Blues conseguem compreender. Além de ótimas composições próprias, como “Little Girl”, “Double Crossing Time” e “Have You Heard”, há versões espetaculares de clássicos como “What’d I Say” (Ray Charles), “All Your Love” (Otis Rush) e “Parchman Farm” (Mose Allison). Reafirmo: uma peça única e essencial.


8º – THE MAMAS & THE PAPAS – IF YOU CAN BELIEVE YOUR EYES AND EARS
(163 pontos – 9/12)

Jamais havia escutado If You Can Believe Your Eyes and Ears e nunca fui um grande conhecedor do The Mamas & The Papas. Somente a versão definitiva e soberba do clássico atemporal “California Dreamin’” já vale a audição do disco. O álbum possui uma sonoridade amena, mais voltada à veia Pop e as harmonias vocais, belíssimas, são o seu ponto alto. Mas, para ouvidos embrutecidos como os meus, o ‘punch’ e a pegada que sobram em “California Dreamin’” ficam ausentes no restante do trabalho. Mas é, obviamente, uma percepção puramente pessoal.


9º – SIMON & GARFUNKEL – PARSLEY, SAGE, ROSEMARY AND THYME
(154 pontos – 7/12)

Eu não conhecia Parsley, Sage, Rosemary and Thyme antes desta audição, embora já tivesse ouvido canções espalhadas de Simon & Garfunkel. A palavra que encontro para definir este trabalho é sutileza: seja na delicadeza das composições do genial Paul Simon; seja na doce execução das canções. As harmonias vocais são sutilmente colocadas e a musicalidade abraça o Folk, por vezes acústica, em outras em claro flerte com o Rock. Destaco “Scarborough Fair/Canticle”, “Patterns”, “Homeward Bound” e “For Emily, Whenever I May Find Her”.


10º – OTIS REDDING – COMPLETE & UNBELIEVABLE: THE OTIS REDDING DICTIONARY OF SOUL (139 pontos – 7/12)

Segunda edição do Melhores do Ano, e segunda aparição de Otis Redding. Talvez Complete & Unbelievable: The Otis Redding Dictionary of Soul não seja do mesmo nível de Otis Blue/Otis Redding Sings Soul, mas isto não é nenhum demérito. Otis Redding é um vocalista formidável e, desta feita, arrisca-se mais vezes como compositor, trazendo ótimas canções autorais como “My Lover's Prayer” e “She Put the Hurt on Me”. A guitarra de Steve Cropper e o piano de Isaac Hayes engrandecem as músicas, como na bela balada “Try a Little Tenderness” e na surreal versão para “Tennessee Waltz”. É… virei fã!


Os que quase entraram

11º - The Yardbirds - Yardbirds (Roger the Engineer) (115 pontos – 8 listas)
12º - Cream - Fresh Cream (115 pontos – 7 listas)
13º - Simon & Garfunkel - The Sounds of Silence (114 pontos)
14º - The Byrds - Fifth Dimension (109 pontos)
15º - The Monks - Black Monk Time (103 pontos)
16º- 13th Floor Elevators - The Psychedelic Sounds of the 13th Floor Elevator (101 pontos)
17º - John Coltrane – Ascencion (83 pontos)
18º - The Who - A Quick One (81 pontos)
19º - Buffalo Springfield - Buffalo Springfield (77 pontos)
20º - Wayne Shorter – Speak No Evil (72 pontos)

Ao todo foram listados 114 álbuns diferentes.


Comentários Adicionais

Sem sombra de dúvidas, 1966 é um ano especial para a música, com vários álbuns que marcaram a história – e a lista reflete esta qualidade. Mesmo com um trabalho relevante dos Beatlesna disputa, esperava Pet Soundsno topo. Pela relevância histórica e inovação, Freak Out! deveria ser, no mínimo pódio.

Em uma lista particular, Revolver não estaria presente. Blonde on Blonde seria meu primeiro lugar, seguido de Pet Soundse Freak Out! Acho um crime ‘lesa música’ que algumas listas pesquisadas sequer citem Yardbirds entre os 30 mais do ano! Parsley, Sage, Rosemary and Thyme e If You Can Believe Your Eyes and Ears dariam seus lugares para Fresh Creame Buffalo Springfield.


Bom, agora é com você leitor. Compartilhe sua lista nos comentários, diga o que achou, tanto da ideia do post quanto do texto, e, principalmente, ouça os discos deste ano tão emblemático na história da música. E fique ligado para a próxima lista.
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BANDA BLACK RIO - MARIA FUMAÇA (1977)



Maria Fumaça é o álbum de estreia do grupo brasileiro chamado Banda Black Rio, lançado em 1977 pelo selo Atlantic Records da gravadora WEA.


A história da Banda Black Rio se confunde com a de seu formador, o multi-instrumentista Oberdan Magalhães, de formação acadêmica e que desde o final dos anos 1960 havia participado de diferentes projetos.

No início dos anos 70, Magalhães fundou um conjunto chamado Senzala, o qual tinha a finalidade de se apresentar em uma boate carioca denominada Black Horse.

O grupo Senzala se transformaria em Banda Black Rio no final de 1976, podendo assinar contrato com a gravadora WEA, recém-estabelecida no país, e começou a receber um salário fixo para ensaiar, lapidando um novo estilo e fechando um repertório.

Com a parte musical fechada, a gravadora resolveu bancar uma apresentação do conjunto em um dos bailes do subúrbio carioca, que ocorria na quadra de basquete do Olaria Atlético Clube. A banda tocou no meio da apresentação da equipe de som Soul Grand Prix, também contratada da WEA.

A recepção não foi calorosa, mas, ainda assim, André Midani, chefe da gravadora, considerou o resultado positivo e resolveu seguir em frente com o projeto de lançar um disco.

O grupo era formado por Oberdan Magalhães no saxofone, Lúcio da Silva no trombone, Barrosinho no trompete, Cláudio Stevenson na guitarra, Cristovão Bastos nos teclados, Jamil Joanes no baixo e Luiz Carlos Batera na bateria e percussão.

A gravação aconteceu em 1977, no Estúdio Level e no Estúdio Haway, no Rio de Janeiro. A produção ficou por conta de Marco Mazzola.

A banda, em 1981

A clássica faixa-título, “Maria Fumaça” abre o álbum de maneira espetacular, com uma melodia repleta de swing e malemolência, com linhas de baixo marcantes, unindo Funk e Samba de modo harmônico e contagiante. A versão para “Na Baixa do Sapateiro”, de Ary Barroso, possui uma pegada de Jazz Fusion com muitas guitarras e um toque criativo especial.

Mr. Funky Samba” faz jus ao seu nome, unindo os dois estilos simbioticamente, enquanto os metais estão bastante agudos em “Caminho da Roça”. A bela “Metalúrgica” fecha o lado A do disco.

O lado B é aberto com uma versão para “Baião”, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, dando um toque jazzy ao ritmo nordestino do Baião, de modo magistral, e com os metais dando um sabor extra à composição. “Casa Forte”, de Edu Lobo, traz a influência Funk bem ressaltada.

Leblon Via Vaz Lôbo” traz novamente os metais em grande destaque e a pegada funky bem forte, especialmente no baixo de Jamil Joanes. “Urubu Malandro”, de João de Barro, é refletida com a guitarra bem aguçada em contraponto com a melancólica e intimista “Junia”, a qual encerra o trabalho.

Como ficou evidenciado na descrição das faixas, Maria Fumaça é um disco brilhante, à frente de seu tempo, vanguardista mesmo, com composições incríveis e versões totalmente sensacionais.

A divulgação do disco se beneficiou da inclusão da música título como tema de abertura e encerramento da telenovela da Rede Globo Locomotivas, bem como do lançamento de duas músicas de trabalho no formato single: “Na Baixa do Sapateiro”, releitura de Ary Barroso, e “Maria Fumaça”, música autoral.

Houve uma turnê em conjunto com Caetano Veloso, a qual passou pelas maiores cidades do Brasil. Estima-se que o álbum tenha vendido mais de 80 mil cópias.

O legado de Maria Fumaça é inconteste, sendo considerado um dos grandes clássicos da música brasileira, tendo sido indicado como um dos 100 maiores discos da música brasileira pela revista Rolling Stone Brasil, em 2007, na 38ª colocação. A música “Maria Fumaça” ficou na 79ª posição na lista de 100 maiores músicas brasileiras, realizada pela mesma revista, em 2009.

Formação:
Banda Black Rio:
Oberdan Magalhães - Saxofone alto, Saxofone tenor e Saxofone soprano
Lúcio J. da Silva, o Lúcio Trombone - Trombone
Barrosinho - Trompete
Cláudio Stevenson - Guitarra
Cristovão Bastos - Teclados
Jamil Joanes - Baixo
Luiz Carlos Batera - Bateria e percussão
Músicos adicionais:
Geraldo Bongô (Geraldo Sabino de Oliveira), Luna (Roberto Bastos Pinheiro), Nenê (Realcino Lima Filho) e Wilson Canegal - Percussão

Faixas:
01. Maria Fumaça (Magalhães/Batera) - 2:22
02. Na Baixa do Sapateiro (Barroso) - 3:02
03. Mr. Funky Samba (Joanes) - 3:36
04. Caminho da Roça (Magalhães/Barrosinho) - 2:57
05. Metalúrgica (Stevenson/Bastos) - 2:30
06. Baião (Gonzaga/Teixeira) - 3:26
07. Casa Forte (Lobo) - 2:22
08. Leblon Via Vaz Lôbo (Magalhães) - 3:02
09. Urubu Malandro (Louro/Barro) - 2:28
10. Junia (Joanes) - 3:39


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ARETHA FRANKLIN - RESPECT



Respect” é uma música escrita e originalmente lançada pelo artista americano Otis Redding em 1965. A música se tornou um ‘hit’, em 1967, e uma verdadeira canção assinatura da cantora de soul Aretha Franklin.


A música nas duas versões é significativamente diferente e, com algumas mudanças nas letras, as histórias contadas pelas músicas também possuem sabores diferentes.

A versão de Redding é um apelo de um homem desesperado, que dará à mulher o que ela quiser. Ele não se importará se ela lhe fizer mal, desde que ele receba o devido respeito quando trouxer dinheiro para casa.

No entanto, a versão de Franklin é uma declaração de uma mulher forte e confiante, que sabe que ela tem tudo o que seu homem deseja. Ela nunca faz mal a ele e exige do mesmo ‘respeito’. A versão de Franklin também adiciona o refrão ‘R-E-S-P-E-C-T’ e o backing vocal “Sock it to me, sock it to me, sock it to me ...”

No começo, uma balada, “Respect” foi escrita por Reddingpara Speedo Sims, que pretendia gravá-la com sua banda, Singing Demons. Redding reescreveu a letra e acelerou o ritmo. Speedo então foi com a banda para os estúdios Muscle Shoals, mas não conseguiu produzir uma boa versão.

Desta forma, Redding decidiu cantar a música ele mesmo, no que Speedo concordou. Redding também teria prometido creditar Speedo como compositor, mas isso jamais aconteceu; Speedo, no entanto, nunca o acusou por não tê-lo feito.

A música foi incluída no terceiro álbum de estúdio de Redding, Otis Blue (1965). O disco se tornou um grande sucesso, mesmo fora de sua grande base de fãs de R&B e blues. Quando lançada, no verão de 1965, a música alcançou o top cinco na parada Black Singles Chart, da Billboard, e passou para o público branco através das rádios ‘pop’.

Na época, a música se tornou o segundo maior sucesso de Redding(depois de “I've Been Loving You Too Long”) e abriu o caminho para uma futura presença nas rádios americanas. Redding a apresentou no Festival Pop de Monterey.

As duas versões de “Respect”, a originalmente escrita e gravada por Otis Redding e a mais tarde repaginada por Aretha Franklin, são, conforme afirmado, significativamente diferentes. Enquanto ambas as músicas têm estilos e ritmos semelhantes, os escritores e intérpretes das letras claramente tinham duas mensagens diferentes em mente. As músicas se diferem liricamente nos refrões, e até os versos têm uma entonação distinta.

Aretha Franklin
A versão de Redding é caracteristicamente descolada, com seu canto rouco, utilizando buzinas brincalhonas e vocais ‘sensuais e falsificados’ para entregar letras sem qualquer subtexto. A mensagem de um homem exigindo respeito de sua mulher por ser o 'ganhador de pão' é decisivamente clara.

Ademais, a versão de Redding foi escrita através da perspectiva de um homem trabalhador que só pode esperar chegar em casa e finalmente receber o respeito que merece de sua família. Sua versão é menos um pedido de respeito e mais um comentário sobre o sentimento de valor de um homem em sua vida profissional - e em casa. Ele menciona que está “prestes a dar apenas todo o meu dinheiro” e que tudo o que ele quer em troca é respeito.

Assim, as letras são repetitivas e diretas ao longo da música; não há qualquer camada de mensagens ou intenções.

A inspiração para a música surgiu quando, em resposta às reclamações de Redding após uma turnê difícil, o baterista Al Jackson teria dito: “Do que você está falando? Você está na estrada o tempo todo. Tudo o que você pode procurar é um pouco de respeito quando você chega em casa”.

O produtor Jerry Wexler reservou, para Aretha Franklin, uma série de datas de gravação, de janeiro a fevereiro, de 1967, começando com “I Never Loved a Man the Way I Love You”, gravada no FAME Studios pelo engenheiro Tom Dowd. Após uma briga entre o proprietário do estúdio e o marido e gerente de Franklin, Ted White, as sessões continuaram dez dias depois, em Nova York, mas sem White, gravando “Do Right Woman, Do Right Man”, usando o mesmo engenheiro e a mesma seção rítmica dos músicos do Muscle Shoals, como ocorrera no FAME.

Na semana seguinte, o grupo gravou “Respect”, a qual Franklinvinha apresentando em seus shows ao vivo por algum tempo. Sua versão da música inverte o gênero da letra, conforme elaborado por Franklin, com suas irmãs Erma e Carolyn. Franklintambém instruiu a seção rítmica de como deveria executar seu arranjo estabelecido na síncope de ‘stop-and-stutter’ e, no estúdio, ela elaborou novas partes para os backing vocals.

Respect” foi gravada no dia dos namorados (dos Estados Unidos), em 14 de fevereiro de 1967. O repetido verso “sock it to me”, cantado pelas irmãs de Franklin, foi uma ideia que Carolyn e Aretha haviam trabalhado juntas; soletrar "R-E-S-P-E-C-T" foi (segundo o engenheiro Tom Dowd) uma ideia de Carolyn.

Na ponte, o saxofone tenor de King Curtis tocava os acordes da música “When Something Is Wrong With My Baby”. Franklin tocou piano para a faixa; em uma entrevista, Spooner Oldham explicou que não era incomum a própria Franklin tocar piano.

O arranjo geral foi do coprodutor Arif Mardin, baseado nas idéias que Franklin havia trazido. Segundo Mardin: “Estive em muitos estúdios na minha vida, mas nunca houve um dia como esse. Foi como um festival. Tudo funcionou perfeitamente”.

A música resultante foi apresentada no inovador álbum de estreia de Franklin, lançado em 1967, pela Atlantic Records, I Never Loved a Man, The Way I Love You. Quando a faixa-título se tornou um sucesso nas rádios pop e R&B, a Atlantic Records organizou o lançamento desta nova versão de “Respect” como single.

Muito do que fez de “Respect” um sucesso - e um hino - veio do rearranjo de Franklin (incluindo o gancho ‘soul’ de guitarra da Muscle Shoals, os backing vocals e os acordes/solo de saxofone).

A versão de Franklin encontrou maior sucesso que a original, passando duas semanas no topo da parada Pop de singles da Billboarde oito semanas na parada R&B de singles, também da Billboard.

Aretha ao piano

As mudanças nas letras e na produção levaram a versão de Franklina se tornar um hino para os crescentes movimentos dos Direitos Civis e dos Direitos da Mulher. Ela alterou a letra para se representar, uma mulher forte exigindo respeito de seu homem.

A música também se tornou um sucesso internacional, alcançando o número 10 na parada do Reino Unido e ajudando a transformar Franklinde uma estrela doméstica em uma estrela internacional.

O próprio Otis Redding ficou impressionado com o desempenho da música. No Monterey Pop Festival, no verão de lançamento da versão, ele brincou descrevendo “Respect” como a música “que uma garota tirou de mim, uma amiga minha, essa garota que acabou de cantar essa música”.

A Letra de “Respect”

What you want
Baby, I got
What you need
Do you know I got it?
All I'm askin'
Is for a little respect when you come home (just a little bit)
Hey baby (just a little bit) when you get home
(Just a little bit) mister (just a little bit)

I ain't gonna do you wrong while you're gone
Ain't gonna do you wrong, 'cause I don't wanna
All I'm askin'
Is for a little respect when you come home (just a little bit)
Baby (just a little bit) when you get home (just a little bit)
Yeah (just a little bit)

I'm about to give you all of my money
And all I'm askin' in return, honey
Is to give me my propers
When you get home (just a, just a, just a, just a)
Yeah, baby (just a, just a, just a, just a)
When you get home (just a little bit)
Yeah (just a little bit)

Ooh, your kisses
Sweeter than honey
And guess what?
So is my money
All I want you to do or me
Is give it to me when you get home (re, re, re, re)
Yeah, baby (re, re, re, re)
Whip it to me (respect, just a littlebit)
When you get home, now (just a little bit)

R-E-S-P-E-C-T
Find out what it means to me
R-E-S-P-E-C-T
Take care, TCB

Oh (sock it to me, sock it to me)
(Sock it to me, sock it to me)
A little respect (sock it to me, sock it to me
Sock it to me, sock it to me)
Whoa, babe (just a little bit)
A little respect (just a little bit)
I get tired (just a little bit)
Keep on tryin' (just a little bit)
You're runnin' out of fools' (just a little bit)
And I ain't lyin' (just a little bit)
(Re, re, re, re) 'spect
When you come home (re, re, re, re)
Or you might walk in (respect, just a little bit)
And find out I'm gone (just a little bit)
I got to have (just a little bit)
A little respect (just a little bit)

A versão de Franklin da música contém os famosos versos (como impressos nas letras incluídas na coletânea, de 1985, Atlantic Soul Classics):

R-E-S-P-E-C-T
Find out what it means to me
R-E-S-P-E-C-T
Take care of... TCB

TCB’ é uma abreviação, comumente usada nas décadas de 1960 e 1970, que significa “Taking Care (of) Business” (Cuidando dos Negócios). Foi particularmente e amplamente utilizada na comunidade afro-americana. No entanto, era um pouco menos conhecido fora dessa cultura.

A última linha é frequentemente citada incorretamente como “Take out, TCP”, ou algo semelhante, e de fato a maioria das partituras publicadas que incluem as letras contém essa linha incorreta, possivelmente porque aqueles que transcreveram as palavras de Franklin para as partituras não estavam familiarizados com a cultura. No entanto, “TCB in a flash” mais tarde se tornou o lema e assinatura de Elvis Presley.

R-E-S-P-E-C-T” e “TCB” não estão presentes na música original de Redding, mas foram incluídas em algumas de suas apresentações posteriores com os Bar-Kays. Parece haver alguma controvérsia sobre qual artista teria usado ‘TCB’ pela primeira vez na música.

A versão de Franklin foi lançada em 1967, em meio a notáveis mudanças sociais; as quais incluíam o Movimento dos Direitos Civis, a guerra no Vietnã, a Emenda dos Direitos Iguais e o movimento dos Panteras Negras.

A mensagem de Franklin foi transmitida como uma demanda por maior respeito às mulheres durante esse período, muitas das quais estavam desempenhando papéis como ativistas dos direitos civis sem o devido reconhecimento. Quando questionada sobre sua postura audaciosa em meio ao movimento feminista e dos direitos civis, Franklin disse ao Detroit Free Press: “Eu não acho nada ousado. Acho bastante natural que todos desejemos respeito - e devemos obtê-lo”.

A versão de Franklin foi um marco para o movimento feminista e é frequentemente considerada uma das melhores músicas do R&B, ganhando dois Grammy Awards em 1968, nas categorias Best Rhythm & Blues Recording e Best Rhythm & Blues Solo Vocal Performance, Female, e foi introduzida no Grammy Hall of Fame em 1987.

Em 2002, a Biblioteca do Congresso (dos Estados Unidos) eternizou a versão de Franklin ao adicioná-la ao Registro Nacional de Gravação.

A faixa foi colocada na 5ª posição da lista da revista Rolling Stone das As 500 Maiores Músicas de Todos os Tempos. Também foi incluída na lista de Músicas do Século, pela indústria fonográfica da América e pela National Endowment for the Arts. Franklinincluiu uma gravação ao vivo no álbum Aretha in Paris, de 1968.



GAMMA RAY - HEADING FOR TOMORROW (1990)









Heading
for Tomorrow é o álbum de estreia da banda alemã Gamma Ray. Seu
lançamento oficial aconteceu em 26 de fevereiro de 1990 através do
selo Noise Records. A produção ficou a cargo de Piet Sielck.






O
RAC traz pela primeira vez a banda alemã Gamma
Ray
, com seu álbum de estreia. Uma oportunidade para se comentar
sobre a formação do grupo.













Keeper
of the Seven Keys: Part II





Em
29 de agosto de 1988, o Helloween lançava Keeper of theSeven Keys: Part II, o terceiro álbum de estúdio do grupo.





O
RAC já tratou sobre o disco e o leitor pode
conferir aqui.





Com
o sucesso do álbum, a banda foi encaixada no prestigiado segundo
lugar de se apresentar na turnê, pouco antes do set do Anthrax. Nos calcanhares dessa
exposição para o público dos EUA, o Helloween alcançou
sucesso mundial.







Kai Hansen





O
guitarrista Kai Hansen inesperadamente deixou a banda em 1989, logo
após a turnê europeia de
Keeper of the Seven Keys: Part II,
devido a problemas de saúde, conflitos dentro da banda, problemas
com a gravadora Noise International e uma crescente insatisfação
com a vida em turnê.





Gamma
Ray





Gamma
Ray
é uma banda de heavy metal de Hamburgo, no norte da
Alemanha, fundada e liderada por Kai Hansen após sua saída da banda
de power metal alemã Helloween.





Em
1988, após quatro anos com a banda alemã de power metal Helloween,
o guitarrista e compositor Kai Hansen decidiu, por razões que ainda
são motivos de muito debate, deixar o grupo.





Hansen
alegou que o Helloween havia se tornado grande demais para ele
lidar, embora os problemas do grupo com questões financeiras e sua
gravadora, a Noise Records, provavelmente também desempenhassem um
papel importante.





Hansen
começou a fazer um trabalho de estúdio com a banda alemã de power
metal Blind Guardian e, em 1989, decidiu formar seu próprio
projeto com o amigo de longa data, Ralf Scheepers, ex-vocalista da
banda Tyran Pace.







Kai Hansen e Ralf Scheepers





Este
projeto de dois homens cresceu para uma banda de quatro homens com a
adição de Uwe Wessel no baixo e Mathias Burchardt na bateria. Este
foi o primeiro
line-up do Gamma Ray, com um som
compreensivelmente próximo do
Helloween daquele período.





Com
produção de Piet Sielck, a Noise Records lançou o disco de estreia
do Gamma Ray, Heading for Tomorrow, em 26 de fevereiro de 1990.





Vamos
às faixas:





WELCOME





Pequeno interlúdio instrumental que abre o disco.













LUST
FOR LIFE





"Lust For Life" é o típico Power Metal que consagrou Hansen no Helloween. A bateria de Mathias Burchardt está alucinante e a guitarra de Hansen segue o ritmo veloz. Ralf Scheepers revela-se a escolha acertada para os vocais.





A
letra fala sobre um novo caminho:





Face
the face of the race, try to understand

I know that you know
that we can be strong

If we pull together we can get along













HEAVEN
CAN WAIT





"Heaven Can Wait" põe o pé (um pouco) mais no freio, em um flerte, ainda que de maneira comedida, com o Hard Rock. A melodia é bonita e o refrão funciona de modo eficiente. Ótimo momento do trabalho. 





A
letra é sobre esperança:





Heaven
can wait 'til another day

Cause there ain't no reason to
leave

The world is a stage where we all can play

Another
fine reason to live, and heaven can wait, heaven can wait





“Heaven
Can Wait” foi lançada como single, mas não repercutiu em termos
das principais paradas de sucesso, a britânica e a norte-americana.













SPACE
EATER





"Space Eater" é bastante pesada, contando com vocais muito inspirados de Scheepers. O baixo está bem presente e a faixa alterna-se em passagens mais dinâmicas e mais lentas. A guitarra de Hansen está simplesmente infernal!





A
letra é sobre liberdade:





I'll
make you happy ain't no lie,

Come eat my space, you're gonna
fly

Let me control your senses,

And lose your mind, your
worries inside













MONEY





"Money" retorna ao típico Power Metal alemão, sendo uma verdadeira pedrada. A bateria em aceleração alucinante e um riff muito veloz complementam uma música criativa.





A
letra fala sobre as consequências do dinheiro:





Nothing
you will get for free, illusion or reality

The mirror of your
dreams is made of cash

It drives me wild and drives me
crazy

Makes me fat and makes me lazy













THE
SILENCE





Mischa Gerlach providencia uma boa introdução, nos teclados, para a tocante "The Silence". Trata-se de uma balada razoável, na qual o destaque é, sem dúvidas, a boa atuação de Ralf Scheepers nos vocais.





A
letra fala sobre esperança:





See
and hear what we have done to us all,

We wanna be free more than
anything,

Do you hear what I say to you?

We will make it
through, the sun shall shine













HOLD
YOUR GROUND





Já em "Hold Your Ground", o grupo volta a atacar em termos de velocidade e intensidade lunáticas. Seção rítmica pulsante e a guitarra de Kai Hansen em alta rotação são as marcas da canção.





A
letra fala sobre defesa de territórios:





They're
closing in, the iron round,

They hold the snare in hand,

To
strangulate your way to live,

The norm always wins in the end













FREE
TIME





A inspirada "Free Time" flerta de modo mais evidente com o Heavy Metal tradicional, em boa parte, devido ao riff e aos solos inspirados de Hansen. A cadência cai muito bem na música e a transforma em um dos melhores momentos do disco.





A
letra é em tom de celebração:





The
sun goes down, we're gonna see a movie

How happy life could be
without any work

There ain't no doubt we're gonna have a
party

'Til Monday morning, noone can disturb













HEADING
FOR TOMORROW





Com mais de 14 minutos, a épica "Heading For Tomorrow" possui toques progressivos muito bem vindos, com clara influência de Uriah Heep, em alternância de dinâmicas e de sonoridades. Música excelente!





A
letra é sobre o futuro:





Where
are we going, and what is our aim?

Freedom, freedom locked
inside our brains

So many answers, reason is their name,

Reason,
reason, questions will remain

Where will the children go
tomorrow?













LOOK
AT YOURSELF





A décima - e última - faixa de Heading for Tomorrow é "Look At Yourself". Trata-se de um ótimo encerramento para o álbum, em uma criativa e competente versão para a clássica canção, com ótima atuação de Scheepers.





A
letra é um chamado para uma autoavaliação:





I
see you running


Don't
know what


You're
running from


Nobody's
coming


What'd
you do that was so wrong?





Trata-se
de um cover para o clássico de mesmo nome, lançado em 1971, no
álbum Look at Yourself, da banda Uriah Heep.













Considerações
Finais





Heading
for Tomorrow
marca a estreia do Gamma Ray.





O
álbum não repercutiu em termos das principais paradas de discos
mundiais, a britânica e a norte-americana, mas fez algum barulho em
outras. Conquistou os 24º, 29º, 31º e 45º lugares nas paradas de
Japão, China, Alemanha e Suécia, respectivamente.





Eduardo
Rivadavia, do site AllMusic, dá uma nota 4 (de 5) para o
trabalho, refletindo: “De fato, a ótima estreia de Gamma Ray
em 1989, Heading for Tomorrow, representou não apenas uma
continuação lógica do trabalho de Hansen com sua antiga banda, mas
serviu como um verdadeiro tour de force para a nova independência do
guitarrista, que o produziu sozinho e não escreveu (apenas) duas de
suas faixas”.





Por
fim, ele conclui: ““Look at Yourself” encerra o que acabou por
ser apenas o primeiro capítulo do segundo turbilhão de Hansen no
mundo da música - que, ironicamente, sobreviveu ao seu legado
original com o Helloween em anos de serviço, se não em
termos de influência generalizada”.





A
formação original lançou o álbum Heading for Tomorrow, em
fevereiro de 1990, e mais tarde naquele ano o EP Heaven Can Wait,
com o novo guitarrista Dirk Schlächter e o novo baterista Uli Kusch.





Em
fevereiro de 1991, a banda começou a ensaiar para a gravação de
seu segundo álbum em uma casa pequena e remota na Dinamarca. Com
algumas novas canções escritas, o Gamma Ray entrou no
estúdio sob a supervisão do produtor Tommy Newton e gravou seu
segundo álbum Sigh No More, que foi lançado em setembro de
1991.













Formação:


Ralf
Scheepers - Vocal


Kai
Hansen - Guitarra


Uwe
Wessel - Baixo (exceto 04 e 05)


Mathias
Burchardt - Bateria (exceto 03)


Músicos
convidados:


Dirk
Schlächter - Baixo (04, 05)


Tommy
Newton - Guitarra (08)


Tammo
Vollmers - Bateria (03)


Mischa
Gerlach - Teclados





Faixas:


01.
Welcome (Hansen) - 0:57


02.
Lust For Life (Hansen) - 5:18


03.
Heaven Can Wait (Hansen) - 4:26


04.
Space Eater (Hansen) - 4:31


05.
Money (Hansen) - 3:37


06.
The Silence (Hansen) - 6:22


07.
Hold Your Ground (Hansen) - 4:48


08.
Free Time (Scheepers) - 4:53


09.
Heading For Tomorrow (Hansen) - 14:29


10.
Look At Yourself (Hensley) - 4:43





Letras:


Para
o conteúdo completo das letras, recomenda-se o acesso a:
https://www.letras.mus.br/gamma-ray/





Opinião
do Blog:


O RAC traz para suas páginas a ótima banda Gamma Ray com sua memorável estreia, Heading for Tomorrow.





A traumática saída do excelente guitarrista Kai Hansen, do Helloween, quebrou umas das melhores formações da história do Metal, mas, ao mesmo tempo, propiciou o surgimento de outra banda que, se não se iguala em qualidade, ao menos foi capaz de produzir ótimos discos.





Hansen dispensa comentários, é um criativo e ótimo guitarrista, além de bom compositor, enfim, a alma do Gamma Ray. Ao seu lado, o eficiente vocalista Ralf Scheepers, com uma voz poderosa. Eles formam o núcleo do Gamma Ray em Heading for Tomorrow.





Heading for Tomorrow é um álbum que aposta no Power Metal, típico e rápido, com bateria em velocidade alucinante e riffs extremamente velozes. Mas não é somente isso. O Heavy Metal tradicional é presente ("Free Time"), o Hard Rock dá as caras ("Heaven Can Wait") e até o Progressivo tem efetividade ("Heading for Tomorrow").





As letras são boas e merecem uma conferida.





As preferidas do RAC são a 'hardeira' "Heaven Can Wait", a ótima "Space Eater" e a paulada progressiva e épica de "Heading for Tomorrow". Mas o todo o disco é digno de elogio.





Enfim, Heading for Tomorrow vai agradar em cheio ouvintes que se interessam por Power Metal, mas também oferece bons momentos para fãs de outros tipos de sonoridades mais pesadas. É um álbum criativo e muito bem construído, demonstrando que Kai Hansen e seu Gamma Ray trilhariam um bom caminho dali para frente.